Printer Friendly

Factors associated with being underweight among elderly community-dwellers from seven Brazilian cities: the FIBRA Study/ Fatores associados ao baixo peso em idosos comunitarios de sete cidades brasileiras: Estudo FIBRA.

Introducao

Mudancas fisiologicas e metabolicas ocorrem no organismo durante o processo de envelhecimento com repercussoes sobre a saude e o estado nutricional dos idosos, que se reflete na relacao entre peso e altura, e na composicao corporal (1). Tais mudancas tornam o idoso mais suscetivel ao desenvolvimento de um quadro de desnutricao e deficiencias nutricionais (2,3). A desnutricao apresenta-se associada a sindrome consumptiva, a sarcopenia, a diminuicao de forca e a fadiga, ocasionando aumento da mortalidade, da susceptibilidade as infeccoes e a reducao da qualidade de vida dos idosos (4).

Entre os fatores que favorecem o desenvolvimento do baixo peso nos idosos destacam-se o isolamento social, o menor consumo de alimentos em face de limitacoes fisicas, doencas cronicas, uso de medicamentos que causam inapetencia, deterioracao cognitiva, depressao, dificuldades de mastigacao, alteracoes do paladar, alem dos fatores socioeconomicos e psicologicos que incluem o viver sozinho, a viuvez e a perda da identidade e do papel social (5,6).

Estudos evidenciam a relacao entre baixo peso e mortalidade (1,7). Dados do Inquerito Saude, Bem-estar e Envelhecimento (SABE) registraram um risco de obito 51% superior nos idosos com baixo peso em relacao aos que estavam com o peso adequado (8).

A literatura tem chamado atencao para a ocorrencia de perda da massa magra em associacao com a reducao da forca muscular, fenomeno caracterizado como sarcopenia (9), condicao importante para a definicao da sindrome da fragilidade, considerada um desafio para as politicas publicas, por acarretar aumento do risco de ocorrencia de quedas, fraturas, incapacidades, dependencia, hospitalizacao e mortalidade (10-12). A sindrome da fragilidade vem sendo descrita como um estado clinico de aumento da vulnerabilidade, expresso em diminuicao das respostas compensatorias e da possibilidade de manutencao da homeostase frente a estressores (10).

Considerando o cenario de crescimento da populacao idosa, as mudancas fisiologicas do processo de envelhecimento e as consequencias da perda de peso para o estado de saude, o presente estudo tem como objetivo estimar a prevalencia de baixo peso segundo variaveis sociodemograficas, de comportamentos relacionados a saude, morbidades e estado de saude em idosos residentes na comunidade.

Metodos

Trata-se de pesquisa transversal de base populacional que utilizou dados do Estudo de Fragilidade em Idosos Brasileiros (FIBRA), realizado em 2008-2009, em sete cidades brasileiras. Foram coletadas informacoes de idosos de 65 anos ou mais, recrutados da comunidade e residentes em area urbana.

A amostra do estudo foi obtida por conglomerados e em dois estagios. No primeiro estagio foram sorteados e percorridos os setores censitarios da area urbana dos municipios participantes, totalizando 90 em Campinas (Sao Paulo), 93 em Belem (Para), 75 em Pocos de Caldas (Minas Gerais), 62 em Ermelino Matarazzo (Sao Paulo), 60 em Campina Grande (Paraiba), 60 em Parnaiba (Piaui) e 27 em Ivoti (Rio Grande do Sul). Em cada area selecionada foram estimadas cotas de homens e mulheres de 65-69, 70-74, 75-79 e 80 anos ou mais, com base na distribuicao desses segmentos na populacao idosa.

No segundo estagio, os idosos foram recrutados nos domicilios por pessoal treinado e devidamente identificado, mediante um roteiro que incluia a apresentacao pessoal e da pesquisa, e o convite aos idosos. A equipe de recrutadores identificava os idosos que atendiam os criterios de inclusao, a saber: ter idade igual ou superior a 65 anos, compreender instrucoes, ser residente permanente no domicilio e aceitar participar do estudo. Foram excluidos os individuos que apresentavam deficits de memoria, atencao, orientacao espacial, temporal e de comunicacao, sugestivos de deficit cognitivo; incapacidade permanente ou temporaria para andar (exceto os que faziam uso de dispositivo de auxilio a marcha); perda localizada de forca e afasia decorrentes de sequela de acidente vascular encefalico; comprometimento grave da motricidade, da fala ou da afetividade associados a doenca de Parkinson avancada; deficit auditivo ou visual grave e estar em estagio terminal.

O numero minimo de amostra estimado para cidades com mais de 1 milhao de habitantes, como Campinas e Belem, foi de 601 idosos, considerando um erro de amostragem de 4 pontos percentuais. Para as demais cidades, com menos de 1 milhao de habitantes, a estimativa foi de 384 individuos, para um erro amostral de 5%.

Os dados foram coletados por meio de questionario previamente testado, com questoes validadas, aplicado em um unico encontro que acontecia em escolas, igrejas, unidades basicas de saude, clubes e centros de convivencia. Estudantes de graduacao e de pos-graduacao devidamente treinados conduziam as entrevistas com duracao de 40 a 120 minutos.

Na primeira fase da coleta de dados, da qual participaram todos os idosos selecionados, foram obtidas informacoes demograficas e socioeconomicas, foram feitas afericoes de caracteristicas antropometricas e de pressao arterial e foi realizada avaliacao de fragilidade. O Indice de Massa Corporal (IMC) foi calculado com informacoes aferidas de peso e altura, por meio da divisao do peso em quilos pelo quadrado da altura em metros. Foi classificado com baixo peso o individuo com IMC < 22kg/[m.sup.2], conforme o ponto de corte recomendado para idosos (13).

Ao final da primeira fase da coleta de dados, foi aplicado um teste de rastreio cognitivo, o Mini Exame do Estado Mental (MEEM). Os pontos de corte adotados para o MEEM foram: 17 para os analfabetos, 22 para os que tinham entre um e quatro anos de escolaridade, 24 para os que possuiam entre cinco e oito anos de estudo e 26 para os escolarizados por nove ou mais anos, menos um desvio-padrao (14). Os idosos que atingiam pontuacoes iguais ou superiores as notas de corte do MEEM eram conduzidos a segunda fase da coleta de dados, durante a qual os participantes respondiam questoes referentes as doencas cronicas, sinais e sintomas, quedas e fraturas, tabagismo e alcoolismo, autoavaliacao da saude, percepcao sobre a saude bucal e sobre as condicoes funcionais para a alimentacao, sintomas depressivos, satisfacao com a vida, acesso a servicos medicos e hospitalares no ultimo ano, entre outras.

No presente estudo foram considerados todos os idosos que tiveram o peso e a altura aferidos, independente da pontuacao do MEEM. A variavel dependente foi o baixo peso e as variaveis independentes selecionadas para a analise dos fatores associados ao baixo peso foram:

Demograficas e socioeconomicas: sexo, idade, raca/cor da pele autorreferida, situacao conjugal, escolaridade (em anos de estudo) e renda familiar per capita (em salarios minimos).

Comportamentos relacionados a saude e morbidades: tabagismo, frequencia de consumo de bebida alcoolica e pratica de atividade fisica em contexto de lazer, avaliada por versao adaptada do Minnesota Leisure Time Physical Activity Questionnarie (MLTPAQ), presenca de hipertensao, diabetes, reumatismo, asma, depressao, numero de doencas cronicas autorreferidas.

Condicoes de saude perda de apetite, ocorrencia de quedas nos ultimos doze meses, dificuldades para se alimentar no ultimo ano, comprometimento das funcoes cognitivas, avaliado pelo MEEM, e fragilidade, considerando-se os cinco criterios propostos por Fried et al. (10), por meio dos quais se classificaram os idosos como frageis (positivos para tres ou mais criterios), pre-frageis (positivos para um ou dois criterios) e nao-frageis (para nenhum criterio).

Para as analises deste estudo, foram estimadas as prevalencias e respectivos intervalos de confianca de 95%. As associacoes entre variaveis independentes e o baixo peso foram analisadas pelo teste qui-quadrado com nivel de significncia de 5%. Tambem foram produzidas analises de regressao simples e multipla de Poisson para estimar razoes de prevalencia brutas e ajustadas. No modelo multiplo de regressao de Poisson foram inseridas as variaveis que apresentaram nivel de significancia inferior a 0,20 na analise bivariada, permanecendo no modelo aquelas com p < 0,05.

As analises dos dados foram executadas no programa Stata 12.0 (Stata Corp., College Station, Estados Unidos).

O estudo FIBRA foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa com Seres Humanos da Faculdade de Ciencias Medicas da Universidade Estadual de Campinas e registrado na Plataforma Brasil.

Resultados

Foram analisados os dados de 3.478 idosos com idade media de 72,9 anos (IC95%: 72,7-73,1), sendo de 73,3 anos (IC95%: 73,0-73,6) para os homens e de 72,8 anos (IC95%: 72,5-73,0) para as mulheres.

A prevalencia de baixo peso na populacao estudada atingiu 12,0%, sendo significativamente mais elevada nos idosos de 80 anos ou mais, nos sem conjuge e nos que mencionaram rendimento de ate um salario minimo mensal, comparados aos que recebiam mais que tres (Tabela 1).

A Tabela 2 mostra maiores prevalencias de baixo peso nos idosos que referiram presenca de asma, nos pertencentes as categorias de ex-fumante e fumante, e nos que nao ingeriam bebida alcoolica ou que ingeriam duas ou mais vezes na semana, comparados aos que utilizavam entre um e quatro vezes no mes. Por outro lado, menores prevalencias de baixo peso foram verificadas nos individuos que relataram ter recebido diagnostico medico de hipertensao, diabetes, reumatismo, e nos que apresentavam duas ou mais doencas cronicas.

Os idosos que apresentaram perda de apetite e pre-fragilidade ou fragilidade tiveram prevalencias mais altas de baixo peso (Tabela 3).

A Tabela 4 demonstra os resultados da analise multipla de regressao de Poisson. Verificou-se maior razao de prevalencia com o baixo peso nas categorias de 80 anos ou mais (RP =1,61), ex-fumante (RP = 2,06) e fumante (RP = 1,32), perda de apetite (RP =1,83) e algum grau de fragilidade (RP = 1,41) quando comparados as respectivas categorias de referencia. Os segmentos de idosos hipertensos, diabeticos e portadores de doencas reumaticas apresentaram 43%, 54% e 42%, respectivamente, menores prevalencias de baixo peso em relacao as categorias de referencia.

Discussao

Neste estudo, a prevalencia de baixo peso teve valor um pouco inferior ao observado em Vicosa/MG (13,6%) em amostra de 621 idosos de 60 anos ou mais (15); e em Bambui/MG (14,4%) em pesquisa que analisou 1.443 individuos (> 60 anos) utilizando o IMC [less than or equal to] 20kg/[m.sup.2] como criterio para a definicao de baixo peso (16). Entre idosos longevos (80 anos ou mais), Boscatto et al. (17) encontraram prevalencia de 18,8% em Antonio Carlos/ SC. Em idosos institucionalizados, as estimativas sao ainda mais elevadas, alcancando 58,8%, em Uberlandia/MG (4), e 53,1%, em Fortaleza/CE (18).

Nao foi observada diferenca estatisticamente significativa entre baixo peso e sexo, contradizendo os achados de outras pesquisas que apontam maior ocorrencia no sexo masculino (15,16).

A prevalencia de baixo peso foi mais alta nos idosos de 80 anos ou mais (18,2%), do que entre os de 65 a 69 anos (10,7%). Os grupos de idosos mais velhos tendem a apresentar maiores taxas de baixo peso do que os de idosos jovens, conforme verificado em outros estudos (16,17,19). Segundo Villareal et al. (20), a constatacao de que o peso tende a diminuir apos os 60 anos pode decorrer de vies de sobrevivencia, ja que resultados de estudos longitudinais nao indicam alteracao significativa no peso.

Comparados aos que nunca fumaram, os fumantes (RP = 1,32) e os ex-fumantes (RP = 2,06) apresentaram maiores proporcoes de baixo peso, replicando os dados de Barreto et al. (16). No Inquerito de Saude no Estado de Sao Paulo (ISA-SP), Zaitune et al. (21) observaram prevalencia elevada de fumantes (RP = 1,91; IC95%: 1,42-2,57) entre os idosos com baixo peso. Pesquisa de coorte realizada com 70.394 chineses adultos e idosos, verificou nos tabagistas probabilidade 2,7% maior de apresentarem baixo peso comparados aos nao tabagistas (22). A relacao entre tabagismo e baixo peso tem sido atribuida a nicotina, por desencadear aumento da atividade adrenergica e dos niveis cerebrais de neurotransmissores anorexigenos, como a serotonina e dopamina, que atuam na regulacao do apetite (23,24).

O baixo peso mostrou-se superior nos individuos que relataram reducao do apetite. Diversos fatores interferem na ingestao alimentar e no estado nutricional dos idosos, incluindo a anorexia fisiologica do envelhecimento, provocada pela elevacao plasmatica do hormonio colecistoquinina, que regula a saciedade (25); alteracoes sensoriais, perda de dentes, isolamento social, depressao e baixo nivel socioeconomico sao condicoes que afetam a autonomia dos individuos para selecionar e preparar os alimentos, limitando o repertorio alimentar e o interesse pela comida (6,26). A falta de apetite associada a monotonia alimentar pode gerar deficiencias de nutrientes essenciais a saude dos idosos, tais como o zinco que, juntamente com outras vitaminas e compostos fitoquimicos, atua na cicatrizacao de feridas, na prevencao da degeneracao macular e na melhora da percepcao de sabores (3,26). Dados do Inquerito Nacional de Alimentacao, conduzido em 20082009 com 4.322 idosos ([greater than or equal to] 60 anos), revelaram elevadas prevalencias de inadequacao de calcio, magnesio e vitaminas A, C, D e E (27).

Nesta pesquisa, os idosos classificados como frageis ou pre-frageis apresentaram maior ocorrencia de baixo peso do que os nao-frageis. Analisando 3.075 participantes do estudo FIBRA, Moretto et al. (28) observaram um valor medio de IMC significativamente menor nos idosos frageis do que nos nao-frageis. A fragilidade e uma sindrome clinica associada ao envelhecimento fisiologico normal e agravada pelos danos acumulados ao longo da vida (29). Neste estudo, se destaca como variavel antecedente a perda de peso e ao baixo status nutricional.

Menores prevalencias de baixo peso foram identificadas nos idosos que referiram hipertensao, diabetes e doencas reumaticas. Dados da coorte de idosos de Bambui/MG revelam menores prevalencias de baixo peso entre os idosos diagnosticados com hipertensao e diabetes (16). O excesso de peso e a obesidade, em todas as faixas etarias, levam ao aumento da morbimortalidade por doencas cronicas, entre elas a hipertensao arterial sistemica e outras doencas cardiovasculares, diabetes mellitus, certos tipos de neoplasia, sindrome de apneia/hipopneia do sono e osteoartrite (30,31). Sabe-se que o envelhecimento determina diversas modificacoes na composicao corporal e se associa ao aumento da massa gordurosa e a mudancas no seu padrao de distribuicao (1). Um quadro preocupante e o desenvolvimento da obesidade sarcopenica, caracterizada pela coexistencia de excesso de gordura e de reducao da massa magra (32).

Recomendar a perda de peso em idosos nao e tarefa simples, pois deve ser mantida uma alimentacao de elevada densidade nutricional e adequada densidade energetica, associada a pratica de atividade fisica regular (26). As modificacoes no estilo de vida, principalmente nesta fase da vida, exigem grande motivacao dos idosos e dos profissionais de saude. E necessario que os servicos de saude tenham capacidade de apoiar esse processo de mudanca com orientacoes praticas sobre como enfrentar as dificuldades encontradas no cotidiano. A educacao em saude, pratica que visa a transformacao dos modos de vida dos individuos, pode ser aplicada nas estrategias de promocao do envelhecimento saudavel trazendo resultados relevantes a saude dos idosos (33).

Os idosos apresentam diversas alteracoes fisiologicas naturais do processo de envelhecimento, que os tornam suscetiveis ao desenvolvimento de disturbios nutricionais que podem afetar o seu estado de saude (34). O contexto de vida em que se insere a maioria dos idosos brasileiros, sujeitos aos efeitos cumulativos acarretados pelo baixo nivel economico, baixa escolaridade e ausencia de suporte social, exige a incorporacao de uma abordagem de cuidado ampliado. A alimentacao tem papel importante neste processo, principalmente, na etiologia de doencas associadas a idade, ao declinio funcional e ao surgimento de deficiencias (35).

Avaliacoes do estado nutricional, do comportamento alimentar e das condicoes sociais em que os idosos estao inseridos, considerando a complexa rede de determinantes diretos e indiretos do envelhecimento e da saude na velhice podem subsidiar acoes favoraveis a melhoria da qualidade de vida e a promocao do envelhecimento saudavel.

DOI: 10.1590/1413-81232018234.17422016

Colaboradores

D Assumpcao realizou a proposta do artigo, revisao da literatura, analise dos dados e redacao do texto. FSA Borim e PMSB Francisco participaram da analise, interpretacao dos dados e redacao do artigo. AL Neri realizou a revisao critica do manuscrito e aprovou sua versao final para publicacao.

Agradecimentos

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico pelo financiamento da pesquisa. A CAPES pela bolsa de pos-doutorado concedida a D Assumpcao e FSA Borim.

Referencias

(1.) Gaddey HL, Holder K. Unintentional weight loss in older adults. Am Fam Physician 2014; 89(9):718-722.

(2.) Amarya S, Singh K, Sabharwal M. Changes during aging and their association with malnutrition. J Clin Gerontol Geriatr 2015; 6(3):78-84.

(3.) Brownie S. Why are elderly individuals at risk of nutritional deficiency? Int J Nurs Pract 2006; 12(2):110-118.

(4.) Sousa KT, Mesquita LAS, Pereira LA, Azeredo CM. Baixo peso e dependencia funcional em idosos institucionalizados de Uberlandia (MG), Brasil. Cien Saude Colet 2014; 19(8):3513-3520.

(5.) Ferreira LS, Amaral TF, Marucci MFN, Nascimento LFC, Lebrao ML, Duarte YAO. Undernutrition as a major risk factor for death among older Brazilian adults in the community-dwelling setting: SABE survey. Nutrition 2011; 10:1017-1022.

(6.) Stajkovic S, Aitken EM, Holroyd-Leduc J. Unintentional weight loss in older adults. CMAJ 2011; 183(4):443449.

(7.) Morley JE. Undernutrition in older adults. Family Practice 2012; 29(Supl. 1):i89-i93.

(8.) Suemoto CK, Lebrao ML, Duarte YA, Danaei G. Effects of body mass index, abdominal obesity, and type 2 diabetes on mortality in community-dwelling elderly in Sao Paulo, Brazil: analysis of prospective data from the SABE Study. J Gerontol A Biol Sci Med Sci 2015; 70(4):503-510.

(9.) Bianchi L, Ferrucci L, Cherubini A, Maggio M, Bandinelli S, Savino E, Brombo G, Zuliani G, Guralnik JM, Landi F, Volpato S. The Predictive Value of the EWGSOP Definition of Sarcopenia: Results from the InCHIANTI Study. J Gerontol A Biol Sci Med Sci 2016; 71(2):259-264.

(10.) Fried LP, Tangen CM, Walston J, Newman AB, Hirsch C, Gottdiener J, Seeman T, Tracy R, Kop WJ, Burke G, McBurnie MA; Cardiovascular Health Study Collaborative Research Group. Frailty in older adults: evidence for a phenotype. J Gerontol A Biol Sci Med Sci 2001; 56(3):M146-156.

(11.) Lang T, Streeper T, Cawthon P, Baldwin K, Taaffe DR, Harris TB. Sarcopenia: etiology, clinical consequences, intervention, and assessment. Osteoporos Int 2010; 21(4):543-559.

(12.) Walston JD. Sarcopenia in older adults. Curr Opin Rheumatol 2012; 24(6):623-627.

(13.) Cervi A, Franceschini SCC, Priore SE. Analise critica do uso do indice de massa corporal para idosos. Rev Nutr 2005; 18(6):765-775.

(14.) SMD, Nitrini R, Caramelli P, Bertolucci PH, Okamoto IH. Sugestoes para o uso do Mini-Exame do Estado Mental no Brasil. Arq Neuropsiquiatr 2003; 61(3B):777-781.

(15.) Nascimento CM, Ribeiro AQ, Cotta RMM, Acurcio FA, Peixoto SV, Priore SE, Franceschini SCC. Estado nutricional e fatores associados em idosos do Municipio de Vicosa, Minas Gerais, Brasil. Cad Saude Publica 2011; 27(12):2409-2418.

(16.) Barreto SM, Passos VMA, Lima-Costa MFF. Obesity and underweight among Brazilian elderly. The Bambui Health and Aging Study. Cad Saude Publica 2003; 19(2):605-612.

(17.) Boscatto EC, Duarte MFS, Coqueiro RS, Barbosa AR. Nutritional status in the oldest elderly and associated factors. Rev Assoc Med Bras 2013; 59(1):40-47.

(18.) Menezes TN, Marucci MFN. Avaliacao antropometrica de idosos residentes em Instituicoes deLonga Permanencia de Fortaleza-CE. Rev Bras Geriatr Gerontol 2010; 13(2):235-243.

(19.) St-Onge MP, Gallagher D. Body composition changes with aging: The cause or the result of alterations in metabolic rate and macronutrient oxidation? Nutrition 2010; 26(2):152-155.

(20.) Villareal DT, Apovian CM, Kushner RF, Klein S. Obesity in older adults: technical review and position statement of the American Society for Nutrition and NAASO, The Obesity Society. Am J Clin Nutr 2005; 82(5):923-934.

(21.) Zaitune MPA, Barros MBA, Lima MG, Cesar CLG, Carandina L, Goldbaum M, Alves MCGP. Fatores associados ao tabagismo em idosos: Inquerito de Saude no Estado de Sao Paulo (ISA-SP). Cad Saude Publica 2012; 28(3):583-595.

(22.) Wang Q. Smoking and body weight: evidence from China health and nutrition survey. BMC Public Health 2015; 15:1238.

(23.) Koopmann A, Bez J, Lemenager T, Hermann D, Dinter C, Reinhard I, Hoffmann H, Wiedemann K, Winterer G, Kiefer F. Effects of Cigarette Smoking on Plasma Concentration of the Appetite-Regulating Peptide Ghrelin. Ann Nutr Metab 2015; 66(2-3):155-161.

(24.) Klein LC, Corwin EJ, Ceballos RM. Leptin, hunger, and body weight: influence of gender, tobacco smoking, and smoking abstinence. Addict Behav 2004; 29(5):921-927.

(25.) Landi F, Calvani R, Tosato M, Martone AM, Ortolani E, Savera G, Sisto A, Marzetti E. Anorexia of Aging: Risk Factors, Consequences, and Potential Treatments. Nutrients 2016; 8(2):1-10.

(26.) Clifford J, Bellows L. Nutrition and Aging. Colorado State University. Fact Sheet no 9.322. Disponivel em: http://extension.colostate.edu/docs/pubs/foodnut /09322.pdf.

(27.) Fisberg RM, Marchioni DML, Castro MA, Verly Junior E, Araujo MC, Bezerra IN, Pereira RA, Sichieri R. Ingestao inadequada de nutrientes na populacao de idosos do Brasil: Inquerito Nacional de Alimentacao 2008-2009. Rev Saude Publica 2013; 47(Supl. 1):222-230.

(28.) Moretto MC, Alves RMA, Neri AL, Guariento ME. Relacao entre estado nutricional e fragilidade em idosos brasileiros. Rev Bras Clin Med 2012; 10(4):267-271.

(29.) Neri AL. Palavras-chave em Gerontologia. Brasilia: Ed. Alinea; 2014.

(30.) World Health Organization (WHO). Global status report on noncommunicable diseases 2010. Geneva: WHO; 2011.

(31.) World Health Organization (WHO). The challenge of obesity in the WHO European Region and the strategies for response. Copenhagen: WHO; 2007.

(32.) Li Z, Heber D. Sarcopenic obesity in the elderly and strategies for weight management. Nutr Rev 2012; 70(1):57-64.

(33.) Mallmann DG, Galindo Neto NM, Sousa JC, Vasconcelos EMR. Educacao em saude como principal alternativa para promover a saude do idoso. Cien Saude Colet 2015; 20(6):1763-1772.

(34.) Cortez ACL, Carvalho e Martins MC. Indicadores antropometricos do estado nutricional em idosos: revisao sistematica. Cienc Cienc Biol Saude 2012; 14(4):271-277.

(35.) Inzitari M, Doets E, Bartali B, Benetou V, DiBari M, Visser M, Volpato S, Gambassi G, Topinkova E, De Groot L, Salva A; International Association Of Gerontology And Geriatrics (IAGG) Task Force For Nutrition In The Elderly. Nutrition in the age-related disablement process. J Nutr Health Aging 2011; 15(8):599-604.

Artigo apresentado em 05/04/2016

Aprovado em 04/07/2016

Versao final apresentada em 06/07/2016

Daniela de Assumpcao [1]

Flavia Silva Arbex Borim [1]

Priscila Maria Stolses Bergamo Francisco [2]

Anita Liberalesso Neri [1]

[1] Programa de PosGraduacao em Gerontologia, Faculdade de Ciencias Medicas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). R. Tessalia Vieira de Camargo 126, Cidade Universitaria. 13083-887 Campinas SP Brasil. danideassumpcao@ gmail.com

[2] Departamento de Saude Coletiva, Faculdade de Ciencias Medicas, Unicamp. Campinas SP Brasil.
Tabela 1. Prevalencia e razao de prevalencia de baixo peso em idosos
de 65 anos ou mais, segundo variaveis sociodemograficas.
Estudo FIBRA UNICAMP (2008/2009).

            Variaveis                   n (%)       Prevalencia

Sexo                                                  0,061 *
  Masculino                         1.125 (32,35)      13,51
  Feminino                          2.353 (67,65)      11,30
  Total                                 3.478          12,02
Faixa etaria (em anos)                               < 0,001 *
  65 a 69                           1.206 (34,68)      10,70
  70 a 74                           1.056 (30,37)      10,42
  75 a 79                            687 (19,75)       12,08
  80 e +                             528 (15,18)       18,18
Raca / Cor da pele                                    0,096 *
  Branca                            1.800 (52,26)      11,11
  Nao branca                        1.644 (47,73)      12,96
Estado conjugal                                       0,035 *
  Com conjuge                       1.666 (48,00)      10,80
  Sem conjuge                       1.805 (52,00)      13,13
Escolaridade (em anos)                                0,512 *
  0                                  699 (20,12)       13,30
  1 a 4                             1.709 (49,22)      11,76
  5 ou +                            1.065 (30,66)      11,64
Renda per capita                                     < 0,001 *
(em salarios minimos)
  [less than or equal to] 1          380 (12,81)       17,11
  > 1 a [less than or equal to] 3   1.467 (49,41)      11,86
  > 3                               1.122 (37,78)      9,36

            Variaveis               RP bruta (IC95%)

Sexo
  Masculino                                1
  Feminino                          0,83 (0,68-1,02)
  Total
Faixa etaria (em anos)
  65 a 69                                  1
  70 a 74                           0,97 (0,75-1,25)
  75 a 79                           1,13(0,86-1,48)
  80 e +                            1,70 (1,30-2,21)
Raca / Cor da pele
  Branca                                   1
  Nao branca                        1,16 (0,96-1,41)
Estado conjugal
  Com conjuge                              1
  Sem conjuge                       1,21 (1,00-1,47)
Escolaridade (em anos)
  0                                 1,14 (0,87-1,49)
  1 a 4                             1,01 (0,80-1,26)
  5 ou +                                   1
Renda per capita
(em salarios minimos)
  [less than or equal to] 1         1,82 (1,34-2,49)
  > 1 a [less than or equal to] 3   1,26 (0,99-1,61)
  > 3                                      1

            Variaveis                RP ajustada **
                                        (IC95%)

Sexo
  Masculino                                1
  Feminino                          0,85 (0,69-1,03)
  Total
Faixa etaria (em anos)
  65 a 69                                  1
  70 a 74                           0,96 (0,74-1,24)
  75 a 79                           1,12 (0,85-1,48)
  80 e +                            1,67 (1,28-2,18)
Raca / Cor da pele
  Branca                                   1
  Nao branca                        1,17 (0,97-1,42)
Estado conjugal
  Com conjuge                              1
  Sem conjuge                       1,28 (1,03-1,59)
Escolaridade (em anos)
  0                                 1,07 (0,82-1,40)
  1 a 4                             1,00 (0,80-1,25)
  5 ou +                                   1
Renda per capita
(em salarios minimos)
  [less than or equal to] 1         1,82 (1,33-2,48)
  > 1 a [less than or equal to] 3   1,27 (1,00-1,62)
  > 3                                      1

n: total de individuos da amostra; * Teste qui-quadrado de Pearson:
em negrito valor de p < 0,05; ** Razao de Prevalencia (RP)
ajustada por sexo e/ou idade.

Tabela 2. Prevalencia e razao de prevalencia de baixo peso em idosos
de 65 anos ou mais, segundo variaveis de comportamentos relacionados
a saude e morbidades. Estudo FIBRA UNICAMP (2008/2009).

Variaveis                              n (%)       Prevalencia

Hipertensao                                         < 0,001 *
  Nao                               991 (37,94)       16,75
  Sim                              1.621 (62,06)      8,02
Diabetes                                            < 0,001 *
  Nao                              2.068 (79,17)      12,96
  Sim                               544 (20,83)       5,33
Reumatismo                                          < 0,001 *
  Nao                              1.469 (56,40)      13,89
  Sim                              1.136 (43,60)      8,10
Asma                                                 0,001 *
  Nao                              2.334 (89,53)      10,67
  Sim                               273 (10,47)       17,22
Numero de morbidades                                < 0,001 *
  0 a 1                             981 (38,05)       15,70
  2 ou +                           1.597 (61,95)      8,64
Depressao                                            0,076 *
  Sim                               539 (20,68)       9,09
  Nao                              2.068 (79,32)      11,80
Tabagismo                                           < 0,001 *
  Nunca fumou                      1.386 (53,12)      8,80
  Ex-fumante                        979 (37,53)       12,26
  Fumante                           244 (9,35)        22,54
Frequencia de consumo de alcool                      0,005 *
  Nao bebe                         1.813 (70,46)      12,13
  Bebe de 1 a 4 vezes no mes        590 (22,93)       7,97
  Bebe 2 ou + vezes na semana       170 (6,61)        15,29
Pratica de atividade fisica                          0,399 *
  Ativo                            1.128 (32,44)      11,35
  Nao ativo                        2.350 (67,56)      12,34

                                                       RP ajustada **
Variaveis                          RP bruta (IC95%)       (IC95%)

Hipertensao
  Nao                                     1                  1
  Sim                              0,47 (0,38-0,60)   0,49 (0,39-0,61)
Diabetes
  Nao                                     1                  1
  Sim                              0,41 (0,28-0,60)   0,41 (0,28-0,61)
Reumatismo
  Nao                                     1                  1
  Sim                              0,58 (0,45-0,74)   0,59 (0,46-0,76)
Asma
  Nao                                     1                  1
  Sim                              1,61 (1,18-2,20)   1,60 (1,17-2,18)
Numero de morbidades
  0 a 1                                   1                  1
  2 ou +                           0,55 (0,43-0,69)   0,55 (0,44-0,70)
Depressao
  Sim                              0,77 (0,56-1,04)   0,80 (0,59-1,09)
  Nao                                     1                  1
Tabagismo
  Nunca fumou                             1                  1
  Ex-fumante                       1,39(1,08-1,79)    1,36 (1,04-1,78)
  Fumante                          2,56 (1,86-3,52)   2,64 (1,90-3,66)
Frequencia de consumo de alcool
  Nao bebe                         1,52 (1,11-2,08)   1,55 (1,13-2,14)
  Bebe de 1 a 4 vezes no mes              1                  1
  Bebe 2 ou + vezes na semana      1,92 (1,19-3,09)   1,75 (1,08-2,83)
Pratica de atividade fisica
  Ativo                                   1                  1
  Nao ativo                        1,09 (0,88-1,33)   1,06 (0,86-1,31)

n: total de individuos da amostra; * Teste qui-quadrado de Pearson:
em negrito valor de p < 0,05; ** Razao de prevalencia (RP)
justada por sexo e idade.

Tabela 3. Prevalencia e razao de prevalencia de baixo peso em idosos
de 65 anos ou mais, segundo variaveis de condicoes de saude.
Estudo FIBRA UNICAMP (2008/2009).

          Variaveis                  n (%)       Prevalencia

Perda de apetite                                  < 0,001 *
  Sim                             650 (25,11)       17,69
  Nao                            1.938 (74,89)      9,18
Queda                                              0,390 *
  Sim                             736 (29,45)       10,60
  Nao                            1.763 (70,55)      11,80
Fragilidade                                       < 0,001 *
  Nao                            1.334 (39,06)      8,85
  Pre-fragil                     1.770 (51,83)      13,45
  Fragil                          311 (9,11)        15,43
Dificuldade para se alimentar                      0,095 *
  Nao                             748 (33,42)       9,22
  Sim                            1.490 (66,58)      11,54
MEEM                                               0,058 *
  Com deficit                     882 (25,40)       13,83
  Sem deficit                    2.591 (74,60)      11,42

          Variaveis              RP bruta (IC95%)    RP ajustada **
                                                        (IC95%)

Perda de apetite
  Sim                            1,92 (1,52-2,43)   1,95 (1,54-2,48)
  Nao                                   1                  1
Queda
  Sim                            0,90 (0,69-1,16)   0,91 (0,70-1,18)
  Nao                                   1                  1
Fragilidade
  Nao                                   1                  1
  Pre-fragil                     1,52 (1,22-1,89)   1,46 (1,17-1,83)
  Fragil                         1,74 (1,25-2,44)   1,57 (1,11-2,22)
Dificuldade para se alimentar
  Nao                                   1                  1
  Sim                            1,25 (0,94-1,65)   1,24 (0,94-1,64)
MEEM
  Com deficit                    1,21 (0,98-1,49)   1,14 (0,91-1,41)
  Sem deficit                           1                  1

n: total de individuos da amostra; * Teste qui-quadrado de Pearson:
em negrito valor de p < 0,05; ** Razao de prevalencia (RP)
ajustada por sexo e idade.

Tabela 4. Modelo multiplo com regressao de Poisson: variaveis
associadas ao baixo peso em idosos de 65 anos ou
mais. Estudo FIBRA UNICAMP (2008/2009).

Variaveis                RP *     IC95%     Valor de p **

Faixa etaria (em anos)
  65 a 69                 1
  70 a 74                1,10   0,82-1,48       0,523
  75 a 79                1,13   0,81-1,59       0,444
  80 e +                 1,61   1,14-2,26       0,006
Hipertensao
  Nao                     1
  Sim                    0,57   0,45-0,73     < 0,001 *
Diabetes
  Nao                     1
  Sim                    0,46   0,31-0,68     < 0,001 *
Reumatismo
  Nao                     1
  Sim                    0,58   0,45-0,76     < 0,001 *
Perda de apetite
  Nao                     1
  Sim                    1,83   1,43-2,34     < 0,001 *
Tabagismo
  Nunca fumou             1
  Ex-fumante             2,06   1,47-2,89     < 0,001 *
  Fumante                1,32   1,00-1,73       0,045
Fragilidade
  Nao                     1
  Pre-fragil/fragil      1,41   1,09-1,82       0,008

* Razao de prevalencia (RP) ajustada por todas as variaveis da tabela
e por sexo; ** Em negrito valor de p < 0,05.
COPYRIGHT 2018 Associacao Brasileira de Pos-Graduacao em Saude Coletiva - ABRASCO
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2018 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:de Assumpcao, Daniela; Borim, Flavia Silva Arbex; Francisco, Priscila Maria Stolses Bergamo; Neri, A
Publication:Ciencia & Saude Coletiva
Date:Apr 1, 2018
Words:5025
Previous Article:Fall-related admission and mortality in older adults in Brazil: trend analysis.
Next Article:Health, pain and daily activities among elderly people practicing Lian Gong and sedentary elderly people/ Saude, dor e atividades de vida diaria...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters |