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FRUIT MORPHOTYPES AND SEEDLING MORPHOLOGY OF Attalea maripa (Aubl.) Mart./MORFOTIPOS DE FRUTOS E MORFOLOGIA DE PLANTULAS DE Attalea maripa (Aubl.) Mart.

INTRODUCAO

A Amazonia apresenta grande diversidade de especies da familia Arecaceae, que ocorrem em diferentes ecossistemas desta regiao. Dentre estas especies, destaca-se a Attalea maripa (Aubl.) Mart. (inaja), uma palmeira rustica com ampla ocorrencia e abundancia natural em sistemas silvipastoris e em florestas secundarias na regiao Amazonica.

Os frutos de inaja apresentam grande potencial para producao de biodiesel e outros produtos industriais (MOTA; FRANCA, 2007). Contudo, as suas populacOes naturais estao sendo gradualmente eliminadas durante a limpeza de pastos e para o preparo de areas agricolas, pela pratica de derruba e queima de florestas secundarias, para plantio de culturas de ciclo curto e perenes como a Elaeis guineensis Linn. (dende).

Apesar do seu potencial oleaginoso, sua utilizacao na matriz energetica brasileira ainda e incipiente devido a carencia de pesquisas na area de tecnologia de sementes, dificultando a sua domesticacao e o manejo sustentado de suas populacOes naturais. Assim, para proporcionar o aproveitamento economico do inaja na Amazonia e a sua incorporacao a lista de produtos nao madeireiros comerciais, e necessario ampliar as pesquisas basicas nesta area de conhecimento.

Estudos sobre a morfometria de cachos, frutos, e sementes, por exemplo, fornecerao informacOes importantes para a propagacao e o manejo sustentavel dessa especie, bem como auxiliarao na selecao de matrizes e na coleta de cachos e de frutos com maior potencial de producao de oleo. Tendo isso em vista, o trabalho teve por objetivo avaliar as caracteristicas biometricas e morfologicas de matrizes, cachos, frutos, sementes e plantulas de Attalea maripa, em duas procedencias no estado do Para.

MATERIAL E METODOS

A pesquisa foi realizada em 2010. Inicialmente, foram coletados cachos de inaja em duas areas de sistemas silvipastoris, resultantes da associacao de individuos adultos de inaja, oriundos de regeneracao natural, com a Brachiaria brizantha (Rendle) Schweickc (braquiarao) e a criacao de animais bovinos, estabelecidas em Bonito (01[degrees]21'48" S e 47[degrees]18'21" W) e Nova Timboteua (01[degrees]12'17" S e 47[degrees]23'20" W), ambos no estado do Para, Amazonia, Brasil. Os municipios apresentam temperatura media anual de 25[degrees]C e regime pluviometrico proximo a 2.250 mm/ano. A umidade relativa do ar em Bonito gira em torno de 80%, e em Nova Timboteua oscila em torno de 85%. Nestes municipios, a cobertura vegetal e formada, principalmente, por fragmentos de floresta secundaria. Os solos predominantes, nos dois municipios, sao latossolo amarelo e concrecionario lateritico (INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO PARA, 2011).

Inicialmente, foram selecionadas aleatoriamente cinco palmeiras na fase adulta que apresentavam cachos com frutos maduros, em cada area de estudo, respeitando uma distancia minima de 100 metros entre elas. Em seguida, foi realizada a caracterizacao da palmeira adulta (folhas, inflorescencias, cachos e frutos) e a avaliacao do diametro a altura do peito (DAP), altura total, altura do estipe e diametro da copa das matrizes de Attalea maripa, nas duas procedencias.

Apos esta etapa, foi coletado manualmente um cacho de cada palmeira, totalizando cinco cachos por procedencia. Os cachos foram transportados para o Laboratorio de Sementes da Universidade Federal Rural da Amazonia (UFRA), em Belem - PA, e pesados individualmente, seguido da mensuracao do comprimento e da circunferencia do apice, do meio e da base do cacho, utilizando-se uma trena. Posteriormente, foi realizado o desmanche manual dos cachos, com a remocao de frutos, raquis e as raquilas do cacho.

Os frutos foram contados, separados e classificados em maduros, imaturos (frutos que nao se desenvolveram) e com injurias mecanicas e mal-conformados, os quais foram eliminados manualmente. As raquis e raquilas foram separadas e pesadas.

Foram retirados, aleatoriamente, 100 frutos maduros e sadios de cada cacho coletado das cinco palmeiras-matrizes, totalizando 500 frutos por procedencia. Foram avaliadas as variaveis: comprimento e diametro do fruto e do pirenio (conjunto do endocarpo com as amendoas), peso umido do fruto inteiro, do epicarpo, do mesocarpo e do pirenio sem amendoa e com amendoa. Para a extracao do pirenio foi realizada, primeiramente, a remocao manual do perianto, seguida da remocao do epicarpo e do mesocarpo. Nesta oportunidade foi obtido o peso umido de cada parte do fruto. Para se obter o peso do endocarpo sem amendoa, foram serrados, separadamente, 100 pirenios de cada procedencia. Em seguida, foi obtido o peso de 1.000 (mil) frutos e de 1.000 (mil) pirenios. Para a avaliacao biometrica dos frutos e dos pirenios foi utilizada uma balanca e um paquimetro digital de precisao.

Apos esta etapa, foi determinado o teor de umidade dos pirenios utilizando-se quatro repeticOes de dez pirenios, em condicOes laboratoriais pelo metodo da estufa a 105[degrees]C, admitindo-se uma variacao de [+ or -] 3[degrees]C, por 24 h, conforme Brasil (2009).

A descricao morfologica do fruto e do pirenio foi realizada a partir de 100 frutos maduros. Foram descritas e ilustradas as caracteristicas morfologicas externas e internas do fruto, e do pirenio, como coloracao, comprimento e diametro (Figura 1).

O estudo sobre morfotipo dos frutos foi realizado com base nas variaveis biometricas: peso, comprimento e diametro de 500 frutos por procedencia, com o intuito de melhor representar suas formas e tamanhos. Para definir a classe de morfotipos de origem (pequenos, medios e grandes), foi tomado como base o volume do fruto, o qual foi estimado segundo Battilani, Santiago e Souza (2006).

A avaliacao morfologica das plantulas foi realizada adotando-se as terminologias empregadas por Albuquerque (1993). Para esse estudo, foram semeados 100 pirenios (4 repeticOes de 25) em bandejas de polietileno, contendo areia esterilizada (BRASIL, 2009), irrigadas, diariamente, com agua destilada. Foram coletadas amostras das plantulas em fases sequenciais de desenvolvimento.

Os dados morfometricos concernentes aos cachos, frutos e pirenios foram analisados pela estatistica descritiva e analise de correlacao linear de Pearson. A pertinencia das classes de morfotipos dos frutos de A. maripa foi estudada pela analise discriminante.

RESULTADOS E DISCUSSAO

O inaja e uma palmeira com estipe simples e cilindrico sem perfilhos, de porte ereto. A copa do inaja e formada, em media, por 20 folhas compostas, pinadas, inseridas em filas verticais. As pinas sao lineares, eretas, agrupadas e dispostas em angulos diferentes. O peciolo e bainha sao persistentes e o peciolo e raque apresentam bordas cortantes.

As inflorescencias e os cachos sao interfoliares e protegidos por espatas persistentes (folhas modificadas com estrutura lenhosa). O eixo central do cacho e a raquis e os ramos laterais sao as raquilas, cujas inflorescencias e, posteriormente, os frutos estao presos.

A palmeira inaja apresenta frutificacao simultaneamente com a floracao. Pesquisas recentes mostram que apenas a fenofase espata fechada e altamente sincronica, enquanto a frutificacao e um evento fenologico pouco sincronico (PIRES, 2011). A ocorrencia de assincronia e relatada por alguns autores como muito frequente nas fenofases de floracao e frutificacao de palmeiras tropicais (MATOS et al., 2009; OSTROROG; BARBOSA, 2009; SILVA; VIEIRA; CARVALHO, 2011).

Em Bonito, as matrizes obtiveram os seguintes valores medios para as seguintes variaveis biometricas: DAP (29,25 [+ or -] 1,71 cm), altura total (10,10 [+ or -] 1,6 m), altura do estipe (2,92 [+ or -] 1,15 m) e diametro da copa (9,90 [+ or -] 3,07 m). Em Nova Timboteua, as matrizes apresentaram 26,50 [+ or -] 2,38 cm de DAP, 8,34 [+ or -] 2,67 m de altura, 1,36 [+ or -] 0,41 m de altura do estipe e 8,59 [+ or -] 2,01m diametro da copa. Em florestas secundarias na Amazonia, o inaja apresentou altura total media de 8,2 [+ or -] 3,9 m (SALM, 2004). Este resultado aproximase da altura media do inaja em sistema silvipastoril de Bonito e Nova Timboteua.

A producao media de cachos com frutos maduros e verdes foi de aproximadamente cinco por matriz. Os cachos maduros apresentaram, ao mesmo tempo, frutos maduros, imaturos e apodrecidos, em cada procedencia. Na Tabela 1 sao apresentados os valores de tamanho e peso dos cachos obtidos ou verificados neste estudo.

Carvalho et al. (2007) verificaram que cachos maduros de inaja, coletados em pastagens nas cercanias das cidades de Placido de Castro e Capixaba, no Acre, apresentaram, em media, 39,2 kg de peso, 77,0 cm de comprimento e 39,7 cm de diametro.

O peso dos cachos oriundos do Acre foram maiores do que os mensurados em Bonito e Nova Timboteua. Isto se deve, provavelmente, as diferencas nas condicOes edafoclimaticas e no manejo da pastagem. Outro aspecto que merece ser destacado e o fato de que Bonito e Nova Timboteua estao localizados na microrregiao bragantina, uma velha fronteira agricola do estado do Para, cujos solos apresentam baixa fertilidade, sobretudo devido a pratica de derruba e queima utilizada no preparo de areas agricolas ha mais de um seculo.

A media do numero de frutos maduros foi igual a 1.021,40 [+ or -] 670,09, e os de imaturos 576,80 [+ or -] 399,41, o total de frutos (maduros somados aos imaturos) por cacho foi de 1.680,00 [+ or -] 398,76 em Bonito, Para, Brasil. No caso de Nova Timboteua, a media foi 895,80 [+ or -] 284,10 para frutos maduros, 561,00 [+ or -] 365,43 para imaturos e 1.628,40 [+ or -] 339,92 para numero total de frutos. O numero medio de fruto imaturo e total por cachos de Bonito aproximou-se da media de Nova Timboteua. A variacao no numero de frutos maduros, imaturos e total por cacho foi grande, em ambas as procedencias.

Vale destacar que a producao de frutos por cacho de inaja e, em geral, superior a producao de frutos provenientes de outras palmeiras oleaginosas como murumuru (Astrocaryum ulei Burret.), que apresentou 552 frutos/cacho (NASCIMENTO et al., 2007a) e buriti (Mauritiaflexuosa L.f.) que apresentou 415 [+ or -] 189 frutos/cacho (BARBOSA; LIMA; MOURAO JUNIOR, 2010), denotando o grande potencial produtivo do inaja. Na Tabela 2 e apresentada a biometria de frutos maduros de inaja, das duas procedencias.

Os frutos maduros de inaja, procedente de Bonito - PA apresentaram, em media, valores de comprimento, diametro e peso, acima dos frutos de Nova Timboteua - PA (Tabela 2). A razao comprimento/ diametro do fruto foi semelhante, nao revelando uma descontinuidade marcante entre os frutos de inaja coletados nas duas procedencias estudadas. Os valores medios apresentaram um alto coeficiente de variacao e as variaveis observadas estao proximas dos valores da mediana.

O comprimento medio dos frutos maduros de inaja em Bonito (Tabela 2) foi maior do que os encontrados por Mota e Franca (2007) nos municipios de Ananindeua - PA (4,84 cm) e Sao Joao de Pirabas - PA (4,77 cm) e Matos et al. (2009) em Baiao (5,59 cm), Bujaru (5,13 cm) e Mosqueiro (5,65 cm), todos no Para.

A variacao verificada no tamanho e peso dos frutos maduros de inaja, e de outras palmeiras oleaginosas da Amazonia, pode ser resultado da variabilidade genetica promovida pela acao de fatores ambientais. Na Tabela 3, sao apresentados os valores medios do comprimento, diametro e peso de pirenios de inaja.

Matos et al. (2009) constataram que pirenios obtidos de frutos em Baiao, Bujaru e Mosqueiro, todos no Para, apresentaram comprimento medio de 4,56, 3,75 e 4,29 cm, respectivamente. O pirenio procedente de Baiao apresentou, em media, 2,01 cm de diametro, enquanto os coletados em Bujaru e Mosqueiro apresentaram 1,72 cm e 1,97 cm, respectivamente. Os valores medios referentes ao tamanho do pirenio nestas procedencias aproximaram-se dos obtidos em Bonito e Nova Timboteua, no mesmo estado.

O peso do fruto apresentou correlacao positiva e moderada com o comprimento do fruto e alto grau de associacao a correlacao positiva com o diametro do fruto, peso, comprimento e diametro medio do pirenio, nas duas procedencias. Do mesmo modo, o grau de associacao entre o comprimento do fruto e o peso, comprimento e diametro medio do pirenio, foi altamente positivo. O diametro do fruto correlacionouse de forma positiva com diametro do pirenio (Tabela 4). Estes resultados indicam que frutos e pirenios com pesos maiores tendem a apresentar tamanhos maiores.

Nascimento et al. (2007a), ao estudarem a biometria do murumuru (Attalea ulei), obtiveram alta correlacao linear e positiva (r = 0,799) entre o diametro e o peso do fruto, o mesmo nao acontecendo em relacao ao comprimento.

Com relacao a morfologia, o fruto de inaja e uma drupa oblongo-elipsoide. Imaturo, apresenta coloracao verde-parda e superficie lisa. Quando maduro, a coloracao varia do amarelo a marrom-ferrugem, possui superficie aspera e apresenta perianto e estigma persistentes. O fruto apresenta variacOes na forma e no tamanho. Estas formas, de modo geral, assemelham-se a descricao feita por Tomlinson (1990), que considera a forma elipsoide-obovoide a mais frequente nos frutos de palmeiras.

O fruto de inaja e formado por duas grandes partes: pericarpo e sementes (amendoas). O pericarpo e formado pelo epicarpo, mesocarpo e endocarpo. O epicarpo, que e a camada mais externa, e delgado e fibroso, liso, de cor marrom-ferruginea. O mesocarpo e carnoso, fibroso e oleoso, de coloracao bege a amarela. O endocarpo e delgado, lenhoso, petreo de coloracao marrom-parda, de superficie lisa e brilhante, com cicatrizes mesocarpicas.

A amendoa, ou a semente propriamente dita, apresenta externamente coloracao marrom-parda e superficie lisa, e internamente e esbranquicada, oleaginosa, solida, rigida, com endosperma de cor esbranquicado. O tegumento que envolve a semente e fino com presenca de cicatrizes mesocarpicas. Essas caracteristicas morfologicas das amendoas concordam com as descricOes feitas por Matos et al. (2009).

O conjunto do endocarpo com as amendoas formam o pirenio, que contem de uma a tres amendoas no seu interior. O pirenio, em geral, contem tres operculos ou poros germinativos. Mota e Franca (2007), ao estudarem as caracteristicas do fruto de inaja, oriundos de Ananindeua - PA e Sao Joao de Pirabas - PA, com vistas a producao de biodiesel, tambem constataram que os frutos maduros continham de 1 a 3 amendoas.

Do total de frutos avaliados procedentes de Bonito, 44,0% apresentavam tres amendoas, 34,0% duas e 22,0% dos frutos continham apenas uma amendoa. No caso dos frutos coletados em Nova Timboteua, 20,20% deles apresentavam tres amendoas, 29,40% duas e 50,4% continham apenas uma amendoa, este ultimo percentual correspondeu quase o dobro do observado nos frutos oriundos de Bonito.

Os valores resultantes da analise de correlacao linear entre o numero de amendoas do fruto de Bonito e o peso do pirenio (- 0,03), comprimento (- 0,16) e diametro (0,11) foram muito baixos, assim como em se tratando de Nova Timboteua, cujos valores obtidos foram 0,17, 0,25 e 0,12, respectivamente. Estes dados indicam que o numero de amendoas nao aumenta linearmente com o aumento do peso e tamanho do fruto.

As partes componentes do fruto maduro procedente de Bonito apresentaram, em media, os seguintes pesos umidos: perianto 2,59 g, epicarpo 5,01 g, mesocarpo 5,48 g, endocarpo sem amendoa 7,07 g e a amendoa 2,41 g. No caso de Nova Timboteua, o perianto pesou 1,64 g, o epicarpo 4,11 g, o mesocarpo 5,82 g, o endocarpo sem amendoa 6,30 g e a amendoa 1,43 g.

O endocarpo e o mesocarpo, que sao as partes que mais contribuem para o peso do fruto de inaja, representam juntos 55,63% do peso total dos frutos de Bonito e 62,80% do peso dos frutos de Nova Timboteua. A amendoa extraida dos frutos de Bonito contribuiu com 10,7% do peso total do fruto, e a de Nova Timboteua com 7,4%. Vale ressaltar que o mesocarpo e a amendoa sao os componentes mais importantes para a extracao de oleo do fruto de inaja. O residuo gerado pela extracao pode ser transformado em torta rica em fibras, que podera ser usada para diversos fins.

A variacao no numero de amendoas, assim como nos percentuais das partes que constituem o fruto de inaja, pode estar relacionada as caracteristicas morfologicas e anatomicas do fruto e do pirenio, a acao dos fatores climaticos (radiacao solar, temperatura, etc.), as condicOes edaficas a qual a palmeira esta submetida e a variabilidade genetica.

Pesquisas realizadas sobre outras palmeiras nativas da Amazonia mostram que a contribuicao das partes dos componentes de frutos tambem sofre variacOes. Barbosa, Lima e Mourao Junior (2010) observaram que a contribuicao media do epicarpo de frutos de buriti (Mauritiaflexuosa L.f.) foi, em media, 22,07%, enquanto a contribuicao do mesocarpo, do endocarpo e da semente foram 24,25%, 21,03% e 32,65%, respectivamente. Em se tratando do tucuma (Astrocaryum aculeatum G, Meyer), o epicarpo representou 19,22%, o mesocarpo 27,8% do peso do fruto, a semente 51,14% e o endosperma seco 17,11% (NASCIMENTO et al., 2007b).

A caracterizacao dos morfotipos de fruto de inaja revelou a existencia de tres classes de frutos: pequeno, medio e grande. As classes definidas para os frutos de Bonito foram: frutos pequenos (63,11 [mm.sup.3] a 175,18 [mm.sup.3]), frutos medios (175,19 [mm.sup.3] a 287,25 [mm.sup.3]) e frutos grandes (287,26 [mm.sup.3] a 399,32 [mm.sup.3]). No caso de Nova Timboteua, foram definidas as seguintes classes: frutos pequenos (58,44 [mm.sup.3] a 157,89 [mm.sup.3]), frutos medios (157,90 [mm.sup.3] a 257,34 [mm.sup.3]) e frutos grandes (257,35 [mm.sup.3] a 356,79 [mm.sup.3]).

A analise discriminante (Tabela 5) demonstrou que as variaveis biometricas preditoras do peso, comprimento e diametro do fruto foram capazes de discriminar, com alta porcentagem de concordancia, a existencia de tres classes de morfotipos de frutos de inaja: classe 1 - pequeno, classe 2 - medio, classe 3 - grande.

A alta probabilidade de classificacao dos frutos coletados tanto em Bonito quanto em Nova Timboteua indica a precisao das tres classes de morfotipos formadas (Tabela 5). A ocorrencia destas tres classes de morfotipos de frutos de inaja revela indicios de alometria, resultantes de modificacOes na forma e no tamanho dos frutos de Attalea maripa. Esta analise mostrou ser um metodo alternativo para classificacao do tamanho do fruto da palmeira inaja, podendo ser empregada em pesquisas sobre morfometria para detectar variacao em caracteres de frutos de especies vegetais, sejam elas palmeiras ou nao.

Matos et al. (2009) constataram em seus estudos que frutos maduros de inaja, em geral, apresentam grande variacao quanto a forma e tamanho. Pesquisas com frutos de buriti (Mauritia flexuosa) revelaram a existencia de cinco classes de morfotipos, levando em conta o tamanho, forma e cor do fruto (BARBOSA; LIMA; MOURAO JUNIOR, 2010).

A ocorrencia de classes de morfotipos de frutos de inaja revela a necessidade de estudos na area de melhoramento genetico, para garantir maior homogeneidade no tamanho do fruto e maior contribuicao do peso umido do mesocarpo e da amendoa, partes potenciais para a producao comercial de bio-oleo, inclusive biocombustivel.

Em se tratando do estudo sobre a morfologia de plantulas de inaja, observou-se que dos 100 pirenios semeados, somente 52% germinaram. O processo de germinacao em areia esterilizada iniciou 60 dias apos a semeadura, prosseguindo ate 187 dias apos a semeadura, com a saida do operculo (Figura 2A), seguida da protusao do peciolo cotiledonar de coloracao esbranquicada (Figura 2 B, C), surgimento da raiz primaria (Figura 2 D, E) e emissao da primeira bainha cotiledonar (Figura 2 E).

O haustorio (estrutura de succao) ocupa o espaco dentro da semente, transfere os nutrientes do endosperma para a plantula. A primeira folha da plantula de Attalea maripa consiste de uma bainha protetora, sem limbo, pontiaguda e rigida e e liberada atraves de uma fenda existente na bainha (Figura 2E).

A radicula e emitida antes da plumula, surgindo atraves da base do cotiledone, persistindo por limitado periodo de tempo. Posteriormente, e substituida por raizes adventicias, originadas na base do caule em desenvolvimento (Figura 2F). O sistema radicular e fasciculado, com raizes adventicias diferenciadas e varias raizes laterais, com poucos pelos absorventes. Segundo Tomlinson (1990), as palmeiras raramente apresentam uma camada pilifera consideravel.

A primeira bainha e localizada proximo ao eixo embrionario e apresenta menor extensao que as demais (Figura 2F). Este tipo de germinacao difere das palmeiras do genero Euterpe (SILVA et al., 2007) e Oenocarpus (OLIVEIRA; MENDONCA; ARAUJO, 2010) que apresentam formacao de ligula. As folhas subsequentes da plantula, inicialmente envolvidas pela bainha, expandem-se acima do solo.

A plantula encontra-se estabelecida quando a terceira bainha cotiledonar expande-se, ocorrendo a formacao da primeira folha, que apresenta nervura paralela tipica de palmeiras (Figuras 2G e 2H).

CONCLUSOES

Ocorre variacao no tamanho, peso e forma dos frutos e dos pirenios. O endocarpo e o mesocarpo sao as partes que mais contribuem com o peso do fruto. Ha tres classes de morfotipos de frutos: pequenos, medios e grandes. Essa variacao revela a necessidade de pesquisas na area de melhoramento genetico.

A germinacao do inaja e caracterizada pelo alongamento do peciolo e bainha cotiledonar e desenvolvimento da raiz primaria. A plantula de inaja se estabelece quando ocorre a expansao da terceira bainha cotiledonar e a formacao da primeira folha.

A descricao dos frutos e sementes de Attalea maripa fornece informacOes para futuras pesquisas fenologicas e reprodutivas. Outros trabalhos devem ser conduzidos no sentido de estimular a conservacao e o manejo sustentavel das populacOes naturais de inaja na Amazonia brasileira.

Recebido para publicacao em 11/01/2014 e aceito em 1/03/2016

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Ariana Kelly Mota Gemaque Matos (2) Leonilde dos Santos Rosa (3) Helaine Cristine Goncalves Pires (2) Benedito Silva Cabral (4) Thiago Almeida Vieira (5) Viviane Martins Silva (6) ([dagger])

(1) Parte da Dissertacao de Mestrado da primeira autora, apresentada a Universidade Federal Rural da Amazonia.

(2) Engenheira Florestal, MSc., Universidade Federal Rural da Amazonia, Av. Tancredo Neves, 2501, CEP 66077-830, Belem (PA), Brasil. arianagemaque@gmail.com / helainepires@yahoo.com.br

(3) Engenheira Florestal, Dr1., Universidade Federal Rural da Amazonia, Av. Tancredo Neves, 2501, CEP 66077-830, Belem (PA), Brasil. leonilders@yahoo.com.br

(4) Engenheiro Florestal, Universidade Federal Rural da Amazonia, Av. Tancredo Neves, 2501, CEP 66077-830, Belem (PA), Brasil. cabralbs@yahoo.com.br

(5) Engenheiro Florestal, Dr., Universidade Federal do Oeste do Para, Rua Vera Paz s/n, CEP 68035-110, Santarem (PA), Brasil. thiago.vieira@ufopa.edu.br.

(6) ([dagger]) Engenheira Florestal, Universidade Federal Rural da Amazonia, Av. Tancredo Neves, 2501, CEP 66077-830, Belem (PA), Brasil. In memorian

Caption: FIGURA 1: Perianto, epicarpo, mesocarpo e pirenio (conjunto do endocarpo com amendoas), partes constituintes do fruto de inaja (Attalea maripa (Aubl.) Mart).

FIGURE 1: Perianth, epicarp, mesocarp and pyrene (endocarp conjunction with almonds), constituent parts of the fruit of inaja (Attalea maripa (Aubl.) Mart).

Caption: FIGURA 2: Germinacao e morfologia de plantulas de Attalea maripa. A = Saida do operculo; B, C = protrusao do peciolo cotiledonar; D = Surgimento da raiz primaria; E = emissao da primeira bainha cotiledonar; F = emissao da segunda bainha cotiledonar e emissao de raizes secundarias e terciarias; G e H = emissao do primeiro eofilo; op = operculo; pc = peciolo cotiledonar; bc = bainha cotiledonar; b1 = primeira bainha; b2 = segunda bainha; b3 = terceira bainha cotiledonar; rp = raiz primaria; rs = raiz secundaria; rt = raiz terciaria; pe = primeiro eofilo. (IlustracOes: JOAO BARROS SILVEIRA, 2010).

FIGURE 2: Germination and seedling morphology of Attalea maripa. A = Output operculum; B, C = protrusion of the cotyledon petiole; D = Emergence of primary root; E = emission of the first cotyledonary sheath; F = emission of second of cotyledonary sheath and emission of secondary and tertiary roots; G and H = emission of first eophyll; op = operculum; pc = cotyledon petiole; bc = cotyledonary sheath; b1 = first sheath; b2 = second sheath; b3 = third cotyledonary sheath; rp = primary root; rs = secondary root;, rt = tertiary root; pe first = first eophyll (Pictures: JOAO BARROS SILVEIRA, 2010).
TABELA 1: Morfometria dos cachos de Attalea maripa, procedentes
de sistemas silvipastoris em Bonito e Nova Timboteua, Para,
Brasil (n = 5 por procedencia).

TABLE 1: Morphometry of bunch Attalea maripa, from silvopastoral
systems in Bonito and Nova Timboteua, Para, Brazil (n = 5
per provenance).

Variaveis /Procedencia            Unidade    [bar.x] [+ or -] s

Bonito, Para, Brasil
Comprimento medio                   cm      84,20 [+ or -] 16,87
Circunferencia media do apice       cm      108,0 [+ or -] 25,56
Circunferencia media do meio        cm      110,20 [+ or -] 25,95
Circunferencia da base              cm       96,0 [+ or -] 29,32
Peso total da raquis                kg       1,91 [+ or -] 1,36
Peso total das raquilas             kg       0,61 [+ or -] 0,31
Peso total dos frutos imaturos      kg       1,21 [+ or -] 0,87
Peso total dos frutos               kg       1,28 [+ or -] 1,38
  apodrecidos
Peso total dos frutos maduros       kg      27,88 [+ or -] 20,99
Peso total do cacho                 kg      32,78 [+ or -] 23,74
Nova Timboteua, Para, Brasil
Comprimento medio                   cm       61,0 [+ or -] 5,67
Circunferencia media do apice       cm      100,20 [+ or -] 8,50
Circunferencia media do meio        cm      114,20 [+ or -] 20,68
Circunferencia da base              cm      89,90 [+ or -] 11,99
Peso total da raquis                kg       1,57 [+ or -] 0,67
Peso total das raquilas             kg       0,48 [+ or -] 0,19
Peso total dos frutos imaturos      kg       0,72 [+ or -] 0,62
Peso total dos frutos               kg       1,87 [+ or -] 1,54
  apodrecidos
Peso total dos frutos maduros       kg       17,78 [+ or -] 4,46
Peso total do cacho                 kg       21,84 [+ or -] 6,86

Variaveis /Procedencia             CV%     Mediana    Min     Max

Bonito, Para, Brasil
Comprimento medio                 20,04     87,0     60,0    105,0
Circunferencia media do apice     23,67     100,0    90,0    152,0
Circunferencia media do meio      23,55     105,0    88,0    150,0
Circunferencia da base            30,54     80,0     78,0    147,0
Peso total da raquis              71,20     1,43     1,05    4,32
Peso total das raquilas           50,82     0,70     0,16    0,95
Peso total dos frutos imaturos    71,90     1,32     0,10    2,10
Peso total dos frutos             107,81    0,68     0,10    3,06
  apodrecidos
Peso total dos frutos maduros     75,29     19,03    7,80    58,00
Peso total do cacho               72,42     23,13    9,12    66,10
Nova Timboteua, Para, Brasil
Comprimento medio                  9,29     61,0     55,0    69,0
Circunferencia media do apice      8,48     100,0    88,0    110,0
Circunferencia media do meio      18,11     108,0    97,0    150,0
Circunferencia da base            13,34     90,0     73,0    105,0
Peso total da raquis              42,67     1,46     0,90    2,30
Peso total das raquilas           39,58     0,46     0,20    0,73
Peso total dos frutos imaturos    86,11     0,40     0,10    1,56
Peso total dos frutos             82,35     1,51     0,30    4,04
  apodrecidos
Peso total dos frutos maduros     25,08     18,00    12,71   24,50
Peso total do cacho               31,41     20,15    15,20   32,95

Em que: [bar.x] = media; s = desvio padrao; CV =
coeficiente de variacao; Min = minimo; Max = maximo.

TABELA 2: Caracteristicas biometricas dos frutos maduros
(com perianto) de Attalea maripa procedentes de sistemas silvipastoris
localizados em Bonito e Nova Timboteua, Para, Brasil (n = 500 por
procedencia).

TABLE 2: Biometric characteristics of mature fruits (with perianth)
of Attalea maripa from silvopastoral systems in Bonito and Nova
Timboteua, Para, Brazil (n = 500 per provenance).

Variaveis observadas         Unidade   [bar.x] [+ or -] s     CV%

Bonito, Para, Brasil
Peso do fruto                   g      24,17 [+ or -] 6,54   27,07
Comprimento do fruto           mm      57,35 [+ or -] 5,89   58,57
Diametro do fruto              mm      28,20 [+ or -] 3,70   28,54
Razao comprimento/                            2,03
  diametro
Peso de 1.000 frutos           kg             24,21
No de frutos em 1 kg           kg              42
Nova Timboteua, Para,
  Brasil
Peso do fruto                   g      20,98 [+ or -] 4,92   23,46
Comprimento do fruto           mm      53,81 [+ or -] 4,87   54,14
Diametro do fruto              mm      26,88 [+ or -] 2,80   26,93
Razao comprimento/diametro                    2,00
Peso de 1.000 frutos           kg             20,98
No de frutos em 1 kg           kg              48

Variaveis observadas         Mediana    Min     Max

Bonito, Para, Brasil
Peso do fruto                 25,76    7,39    37,66
Comprimento do fruto          58,57    26,84   68,00
Diametro do fruto             28,54    16,07   43,18
Razao comprimento/
  diametro
Peso de 1.000 frutos
No de frutos em 1 kg
Nova Timboteua, Para,
  Brasil
Peso do fruto                 20,77    8,98    36,18
Comprimento do fruto          54,14    25,87   65,50
Diametro do fruto             26,93    18,70   37,65
Razao comprimento/diametro
Peso de 1.000 frutos
No de frutos em 1 kg

Em que: [bar.x] = media; s = desvio padrao; CV =
coeficiente de variacao; Min = minimo; Max = maximo.

TABELA 3: Caracteristicas biometricas de pirenios (endocarpo com
amendoas) de Attalea maripa procedentes de sistemas silvipastoris
em Bonito--PA e Nova Timboteua, Para, Brasil (n = 500 por
localidade).

TABLE 3: Biometric characteristics of pyrenes
(endocarp with almonds) of Attalea maripa from silvopastoral
systems in Bonito-PA and Nova Timboteua, Para, Brazil (n = 500 per
location).

Variaveis observadas            Unidade   [bar.x] [+ or -] s     CV%

Bonito, Para, Brasil
Peso medio do pirenio              g      9,48 [+ or -] 3,57    37,65
Comprimento medio do pirenio      mm      43,15 [+ or -] 5,99   13,88
Diametro medio do pirenio         mm      19,10 [+ or -] 3,98   20,83
Razao comprimento/diametro                       2,26            --
Media percentual do teor de        %             14,78           --
  umidade
Peso de 1.000 pirenios            kg             9,47            --
No de pirenios/kg                 kg              106            --
Nova Timboteua, Para, Brasil
Peso medio do pirenio              g      7,73 [+ or -] 1,84    23,80
Comprimento medio do pirenio      mm      40,74 [+ or -] 3,70   9,08
Diametro medio do pirenio         mm      18,10 [+ or -] 1,88   10,38
Razao comprimento/diametro                       2,25            --
Media percentual do teor de        %             13,80           --
  umidade
Peso de 1.000 pirenios            kg             7,74            --
No de pirenios/kg                 kg              129            --

Variaveis observadas            Mediana    Min     Max

Bonito, Para, Brasil
Peso medio do pirenio            10,35    1,12    16,35
Comprimento medio do pirenio     44,68    20,98   53,30
Diametro medio do pirenio        20,28    9,50    27,35
Razao comprimento/diametro        --       --      --
Media percentual do teor de       --       --      --
  umidade
Peso de 1.000 pirenios            --       --      --
No de pirenios/kg                 --       --      --
Nova Timboteua, Para, Brasil
Peso medio do pirenio            7,63     2,37    14,30
Comprimento medio do pirenio     41,09    26,40   49,89
Diametro medio do pirenio        18,20    7,67    28,00
Razao comprimento/diametro        --       --      --
Media percentual do teor de       --       --      --
  umidade
Peso de 1.000 pirenios            --       --      --
No de pirenios/kg                 --       --      --

Em que: [bar.x] = media; s = desvio padrao; CV = coeficiente
de variacao; Min = minimo; Max = maximo.

TABELA 4: Analise de correlacao linear para as variaveis
biometricas referentes aos frutos e pirenios de Attalea maripa
procedentes de Bonito e Nova Timboteua, Para, Brasil (n = 500 por
procedencia).

TABLE 4: Linear correlation analysis for biometric variables
relating to fruits and pyrenes of Attalea maripa from Bonito
and Nova Timboteua, Para, Brazil (n = 500 per provenance).

Variaveis/         PF     CF     DF     PP     CP     DP
  Procedencia     (g)    (mm)   (mm)   (g)    (mm)   (mm)

Bonito,
  Para,
  Brasil
PF (g)             1
CF (mm)           0,65    1
DF (mm)           0,76   0,48    1
PP (g)            0,89   0,76   0,69    1
CP (mm)           0,73   0,88   0,47   0,85    1
DP (mm)           0,89   0,72   0,71   0,95   0,82    1
Nova Timboteua,
  Para, Brasil
PF (g)             1
CF (mm)           0,72    1
DF (mm)           0,82   0,48    1
PP (g)            0,87   0,73   0,73    1
CP (mm)           0,76   0,87   0,52   0,78    1
DP (mm)           0,72   0,56   0,67   0,82   0,61    1

Em que: PF = peso medio do fruto; CF = comprimento medio do
fruto; DF = diametro medio do fruto; PP = peso medio do
pirenio; CP = comprimento medio do pirenio; DP = diametro
medio do pirenio.

TABELA 5: Analise discriminante para o fruto de Attalea
maripa proveniente de Bonito e Nova Timboteua, Para
(n = 500 por procedencia).

TABLE 5: Discriminant analysis for the fruit of Attalea
maripa from Bonito and Nova Timboteua, Para (n = 500 per
provenance).

                            Reclassificacao dos
                            frutos por morfotipo

Morfotipo de origem
                          1       2       3        Total
Bonito, Para, Brasil
1                        129      0       0
2                        18      339      5
3                         0       3       6
No Total de frutos       147     342     11         500
Classificacao correta    129     339      6     474 (* 94%)
Proporcao               87,8%   99,1%   54,5%
Nova Timboteua,
  Para, Brasil
1                        225      2       0
2                         2      249      1
3                         0      11      10
No Total de frutos       227     262     11         500
Classificacao correta    225     249     10     484 (* 97%)
Proporcao de            99,1%    95%    90,9%
  concordancia

Em que: 1 = classe de morfotipo fruto pequeno, 2 =
classe de morfotipo fruto medio, 3 = classe de morfotipo
fruto grande, * = probabilidade de classificacao dos frutos.
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Title Annotation:Texto en portugues
Author:Matos, Ariana Kelly Mota Gemaque; Rosa, Leonilde dos Santos; Pires, Helaine Cristine Goncalves; Cabr
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jul 1, 2017
Words:5954
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