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FATORES CLIMATICOS LIMITANTES DA DISTRIBUICAO DA ARAUCARIA NO ESTADO DO PARANA E AS IMPLICACOES PARA SUA RESTAURACAO.

LIMITING CLIMATIC FACTORS OF THE ARAUCARIA DISTRIBUTION IN THE STATE OF PARANA AND THE IMPLICATIONS FOR ITS RESTORATION

1. INTRODUCAO

A superficie do Estado do Parana caracteriza-se por apresentar uma grande diversidade fitogeografica, com diferentes tipos de florestas, entremeadas por formacoes campestres resultantes de peculiaridades geomorfologicas, pedologicas e climaticas (RODERJAN et al. 2002).

As regioes sudoeste e sul do Estado, assim como grande parte da regiao sul do Brasil, ja foram ocupadas amplamente pela Floresta Ombrofila Mista--FOM (ITCF, 1991) ou Floresta com Araucaria. No seculo XX, as florestas de araucaria compunham cerca de 40% da cobertura vegetal dos estados do sul do Brasil. Elas se estendiam pelo Parana (40%), Santa Catarina (31%) e Rio Grande do Sul (25%). A partir do sul de Sao Paulo (3%) para o norte, esse tipo florestal passava a ser naturalmente fragmentado, presente em refugios nas elevadas altitudes da Serra do Mar e da Mantiqueira (1%), do sudeste de Sao Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro (GUERRA et al., 2002).

A partir do seculo XX, a exploracao madeireira, a substituicao da vegetacao pela agropecuaria e a ampliacao das zonas urbanas provocaram a reducao da area originalmente ocupada pela Floresta Ombrofila Mista. Estima-se que os remanescentes desse tipo de formacao, nao perfazem mais do que 0,7% da area original em territorio brasileiro (MEDEIROS et al. 2005)

A Floresta Ombrofila Mista e considerada uma formacao tipica do sul do pais (VELOSO, 1992) e pertence ao Bioma Mata Atlantica, sendo considerada uma das formacoes florestais mais sensiveis as variacoes climaticas. Devido a essa caracteristica, diversos estudos paleoambientais buscam identificar em que epoca esse tipo de formacao florestal se estabeleceu no sul do Brasil, ja que A. angustifolia, e muito seletiva em relacao a temperatura e umidade, sendo possivel correlacionar a sua presenca a determinados paleoambientes (JOLLY, 1998; LORENZI, 2002; KLEIN, 1975).

Durante a epoca do Pleistoceno, iniciada ha 2.588 milhoes de anos, do Periodo Quaternario, com o clima mais frio, a araucaria encontrava-se mais dispersa, em latitudes e altitudes menores que as atuais. A partir do Holoceno, iniciado ha 11.700 anos, com o clima atual quente e umido, houve o favorecimento da expansao da Floresta Ombrofila Densa e da Floresta Estacional Semidecidual sobre a Floresta Ombrofila Mista (KLEIN, 1960; 1984). A distribuicao disjunta das florestas em locais de altas altitudes ou mais frias e evidencia de uma distribuicao mais ampla no passado e posterior regressao desta fisionomia sob o clima atual (ARZOLLA et al., 2014).

Atualmente, a FOM esta presente em amplas condicoes de ambientes, ocorrendo em variadas condicoes geologicas, pedologicas, geomorfologicas e climaticas. Entretanto, a distribuicao geografica de A. angustifolia e da FOM e definida pelas condicoes climaticas (KLEIN, 1960; PUCHALSKI et al., 2006), estando adaptada as regioes de menor temperatura com ocorrencia de geadas. Ha uma serie de variaveis importantes que definem o nicho ecologico da araucaria e que podem ser utilizadas na modelagem de nicho (SOUSA, RICHARDS, 2012; WREGE et al., 2016).

Porem, analisando a distribuicao da araucaria no passado, ha fortes indicios que o clima e a variavel que determina a possibilidade de existencia da araucaria num amplo espaco, e as variaveis pedologicas entrariam num segundo grau de importancia (PUCHALSKI et al., 2006).

Assim, muito mais importante que as condicoes de solos, o clima e fator condicionante no estabelecimento da araucaria (PUCHALSKI et al., 2006). Esses autores afirmam que em condicoes climaticas onde as temperaturas medias anuais sao maiores do que as existentes nas areas de ocorrencia natural ha interferencia no ciclo reprodutivo, impedindo a regeneracao natural e o estabelecimento da especie, visto que em climas mais quentes, tais como o Cfa (da classificacao de Koeppen) nao se encontram populacoes naturais de araucaria e, ainda, que nos climas quentes ha favorecimento da presenca de outras especies que apresentam maior regeneracao e crescimento mais vigoroso, conferindo condicoes de competicao desfavoraveis a araucaria.

Se o avanco da fronteira agricola e a urbanizacao, combinado com o alto valor comercial da madeira da araucaria, levou a exploracao indiscriminada, colocando-a sob constante ameaca, atualmente, o risco climatico e uma nova ameaca devido ao aquecimento global. A araucaria esta adaptada as regioes mais frias do Brasil e podera sofrer extincao em locais limitrofes e ate deslocamento das populacoes para locais ainda mais altos e frios, areas de maiores altitudes e latitudes, onde o clima sera mais ameno e com umidade maior (CHOU et al., 2014), observadas as outras condicoes edafoclimaticas limitantes.

No Estado do Parana, que abrigava quase metade da extensao total desta tipologia florestal, nao existem mais areas intocadas e os 0,3% de bons remanescentes sao florestas secundarias avancadas, ou primarias alteradas (CASTELLA; BRITEZ, 2004). A maior parte do que sobrou sao fragmentos pequenos, isolados, fortemente impactados e pouco representativos da floresta original.

Devido a reducao em area de, pelo menos, 80% em 80 anos, poderia ser considerada 'criticamente em perigo' (CR); no Livro Vermelho da Flora do Brasil ela esta classificada como 'em perigo' (EN) por remanescer em unidades de conservacao (UC) de protecao integral e apresentar alto potencial de cultivo (MARTINELLI; MORAES, 2013).

Para as especies de ciclo de vida longo, como a maioria das especies florestais, o processo de adaptacao devera ser mais lento que a evolucao das mudancas climaticas (HAMRICK, 2004) e a maioria dos efeitos negativos causados pelo declinio e fragmentacao das populacoes de A. angustifolia serao evidentes apenas apos algumas geracoes.

Desta forma, a caracterizacao do clima, nas quais a araucaria se estabelece em sua area de ocorrencia natural atual, pode ajudar na elaboracao de estrategias que visem a conservacao in situ e melhoramento das especies para fins florestais, bem como seu manejo no presente e no futuro. Desta forma, o objetivo deste trabalho e caracterizar o clima onde A. angustifolia ocorre no Estado do Parana e compreender quais aspectos climaticos estao estritamente relacionados a sua presenca natural no estado.

2. MATERIAL E METODOS

Foram utilizados os dados de temperatura e precipitacao mensais de uma composicao de dados do INMET e do IAPAR/SIMEPAR, de 44 estacoes meteorologicas, obtidos em Fritzsons et al. (2008). Deste total foram separados os municipios (onde estao as estacoes) em dois grupos: onde ha ocorrencia natural de araucaria e outro, onde nao ha ocorrencia natural.

A presenca da araucaria nos municipios foi verificada no mapa fitogeografico (MAACK, 1950, MAACK, 1981, RODERJAN et al., 2002) sendo elas: Palmas, Guarapuava, Clevelandia, Castro, Rio Negro, Curitiba, Pinhais, Lapa, Fernandes Pinheiro, Ponta Grossa, Jaguariaiva, Telemaco Borba, Maua da Serra, Laranjeiras do Sul, Pato Branco, Francisco Beltrao, Candido de Abreu e Cascavel.

Os municipios de Foz do Iguacu, Quedas do Iguacu, Cerro Azul, Jacarezinho, Paranagua, Antonina, Apucarana, Campo Mourao, Morretes, Guaraquecaba, Joaquim Tavora, Londrina, Nova Cantu, Cambara, Bela Vista do Paraiso, Palotina, Planalto, Cianorte, Guaira, Bandeirantes, Ibipora, Paranavai e Umuarama foram alocados em outro grupo, o que nao apresenta floresta natural de araucaria. Os municipios presentes na Serra do Mar e litoral (Morretes, Antonina, Guaraquecaba e Paranagua) foram descartados por nao serem areas onde a araucaria ocorre e por apresentarem uma condicao climatica muito diferente do restante do estado, conforme ja certificado por Fritzsons et al. (2008).

Foram utilizadas as seguintes variaveis climaticas: media da temperatura minima absoluta, media da temperatura maxima absoluta, media das temperaturas maximas anuais (TMMA), media das temperaturas minimas anuais (TMMI), media das temperaturas medias anuais (TMME), temperatura media anual de janeiro (TMJA), temperatura media anual de julho (TMJU), umidade relativa media anual (UR%), precipitacao media anual (mm), precipitacao de inverno (mm), precipitacao de verao (mm), diferenca entre precipitacao e evaporacao media anual (mm), altitude (m) e insolacao (horas).

Os dados foram submetidos a analise estatistica descritiva para identificar os valores medios, maximos e minimos dos grupos. Foi aplicado o teste t--Student para verificar quais variaveis climaticas foram significativamente diferentes entre os dois grupos (com e sem araucaria).

Para os locais onde havia a presenca natural da araucaria, foi feita a analise multivariada de Cluster, onde foi aplicado o metodo de Ward e a distancia metrica euclidiana com o objetivo de agrupar as estacoes semelhantes, utilizando as variaveis climaticas. Para determinar um numero razoavel de clusters, foi observado o ponto de maior inflexao da curva no grafico "Distancia Media de Aglomeracao".

Inicialmente foram obtidos dois grupos (A e B) e as variaveis componentes dos mesmos foram submetidas novamente ao teste t para verificar diferencas significativas entre os dois grupos. Posteriormente foram subdivididos os dois grupos e a ANOVA foi aplicada para verificar as diferencas entre os 4 subgrupos formados e graficos de distribuicao de frequencia auxiliaram na visualizacao das diferencas entre os grupos. Foi tambem aplicado o teste de Fisher LSD (procedimento de minima diferenca), que indica qual grupo tem media significativamente diferente das demais e a eles foram atribuidos letras diferentes, conforme havia diferenca significativa.

3. RESULTADOS E DISCUSSAO

Os valores obtidos para o teste t (Tabela 1) apontam que todos os valores para as temperaturas sao significativamente menores nas regioes onde ha presenca de araucaria. Quanto a precipitacao, a media total anual e a media de verao tambem nao apresentam diferencas, mas sim a precipitacao de inverno, que e maior onde ha presenca de araucaria. Nota: Media das temperaturas maximas anuais (TMMA), media das temperaturas minimas anuais (TMMI), media das temperaturas minimas absolutas (TMIABS), media das temperaturas maximas absolutas (TMAABS), media das temperaturas medias anuais (TMME), temperatura media anual de janeiro (TMJA), temperatura media anual de julho (TMJU), umidade relativa (UR%).

A umidade relativa nas regioes com araucaria e maior e a insolacao e menor do que em outras regioes, o que influencia na disponibilidade hidrica, ou seja, na diferenca entre a agua precipitada e a agua evaporada. Assim, apesar da precipitacao total anual ser igual entre as regioes, ha menor evaporacao e maior umidade relativa nas regioes onde ha presenca de araucaria. A altitude tambem foi submetida ao teste, uma vez que a hipsometria apresenta uma relacao direta com a temperatura e esta apresentou diferencas significativas entre os dois grupos, sendo maior onde ha presenca da araucaria.

O agrupamento das estacoes do grupo onde ha presenca de araucaria forneceu o seguinte dendrograma (Figura 1) com o corte efetuado na distancia 22, ponto de maior inflexao da curva no Grafico "Distancia Media de Aglomeracao" (Figura 2). Como resultado, os locais onde ha presenca de araucaria no estado do Parana foram divididos em dois grupos: A e B.

Sendo o Grupo A situado nas areas elevadas do Primeiro, Segundo e Terceiro Planaltos e o Grupo B na regiao sudoeste e centro norte do estado (Figura 3).

Aplicando se novamente o teste t para os dois grupos (A e B) para as mesmas variaveis, verificou-se que os dois grupos foram separados pelas temperaturas, sendo que o Grupo A apresenta temperaturas menores que o grupo B (Tabela 2). Ha tambem diferencas quanto a precipitacao de verao, que e maior no grupo B, em relacao ao grupo A, embora nao haja diferenca nas precipitacoes de inverno e na total anual. O Grupo A apresenta maior umidade relativa (UR%) e menor insolacao e o grupo B apresenta muito mais horas de sol e maior evaporacao.

Nota: Media das temperaturas maximas anuais (TMMA), media das temperaturas minimas anuais (TMMI), temperatura minima absoluta (TMIABS), temperatura maxima absoluta (TMAABS), media das temperaturas medias anuais (TMME), temperatura media anual de janeiro (TMJA), temperatura media anual de julho (TMJU), umidade relativa (UR%).

Analisando a diferenca entre subgrupos, pelo Teste de Comparacoes Multiplas (Tabela 3), os subgrupos (A1, A2, B1 e B2) se diferenciaram. O grupo A compoe os subgrupos A1 e A2 e o grupo B os subgrupos B1 e B2 (Figura 2). Verificamos que, geograficamente, o subgrupo A1 ocorre nas Areas elevadas do Terceiro Planalto Paranaense (regiao de Guarapuava); o A2 no Primeiro e Segundo Planaltos Paranaenses (Regiao Metropolitana de Curitiba e adjacencias); o B1, na Regiao Central do Segundo Planalto Paranaense e o B3 na Regiao Sudoeste do Terceiro Planalto Paranaense.

Observa-se que para as temperaturas (TMMI, TMMA, TMME, TMJA e TMJU) os subgrupos A1, A2 e B1, B2 seguiram a mesma tendencia de separacao dos grupos A e B, ou seja, no grupo A as temperaturas sao menores que no B. Para a temperatura media de janeiro, os valores do subgrupo B2 sao maiores do que o subgrupo B1. Quanto a precipitacao total anual os subgrupos A2 e B1 sao semelhantes e diferentes dos subgrupos B2 e A1 e para a precipitacao total de inverno, o subgrupo B1 e A2 sao semelhantes e com valores menores que os subgrupos A1 e B2. A umidade relativa e maior no subgrupo A2, inserida no Primeiro Planalto Paranaense (Regiao Metropolitana de Curitiba e adjacencias) e Segundo Planalto Planalto Paranaense, onde ha tambem menor numero de horas de sol e a precipitacao de verao e menor. A altitude se altera entre os subgrupos e a evaporacao e diferente entre os subgrupos A2 e B2, sendo maior no B2. A quantidade de agua disponivel e menor no B1 e maior no A2, havendo uma transicao entre os subgrupos A1 e B2.

3.1. SEPARACAO CLIMATICA DAS AREAS COM E SEM A PRESENCA DA ARAUCARIA NO ESTADO DO PARANA

Percebe-se que as areas onde ha ocorrencia natural de araucaria no estado do Parana estao localizadas ao sul do Primeiro, Segundo e Terceiro planaltos, na zona de transicao do sul para o centro norte e na porcao sudoeste do estado. As condicoes climaticas medias de ocorrencia de araucaria estao relacionadas:

a) Temperaturas menores considerando todas as variaveis observadas (TMAABS, TMIABS, TMMA, TMMI, TMME, TMJU e TMJA) (Ver tabela 1):

b) Alta umidade relativa, em torno de 77%, comparado a 72% das areas sem araucaria;

c) Evaporacao menor, de 883 mm, comparado a 1209 mm das areas sem araucaria;

d) Insolacao menor, de 2200 h comparada a 2426 h das areas sem araucaria;

e) Agua excedente (precipitacao menos evaporacao) de mais que o dobro, de 851 mm, comparado a 389 mm;

f) Altitudes medias de 824 m contra a de 512 m das areas sem araucaria.

A regiao de ocorrencia e bem delimitada por um clima temperado, com alto indice de chuvas e geadas frequentes, sendo que a zona de ocorrencia da Floresta com Araucaria coincide com a isoterma de 18[grados]C (BACKES, 1999), o que confere com a temperatura media anual encontrada neste trabalho (Tabela 1). A media mensal pode atingir valores inferiores a 10[grados]C nos meses mais frios e superiores a 20[grados]C nos mais quentes (MAACK, 1981; BACKES, 1999). Neste trabalho a media mensal das regioes com araucaria foi 13,5[grados]C para o mes de julho e de 21,5[grados]C para o mes de janeiro.

Oliveira-Filho et al. (2013) afirmam que a distribuicao da araucaria (e da FOM) esta positivamente correlacionada com a nebulosidade e ocorrencia de geadas e, inversamente com a temperatura, o que foi confirmado pela menor insolacao das areas com araucaria.

Nas regioes naturais de araucaria as altitudes situam-se desde 516 m em Telemaco Borba ate 1.340 m em Palmas (altitude das estacoes meteorologicas). As regioes onde nao ocorre araucaria no estado situam-se desde o nivel do mar no litoral paranaense, ate 756 m em Umuarana. Segundo Maack (1950), a distribuicao continua da araucaria tem seu limite altitudinal inferior de ocorrencia de 500 m (para os estados de Parana e Santa Catarina) abaixo do qual a especie so ocorre de forma descontinua e nas linhas de escoamento de ar frio. Roderjan et al. (2002) afirmam que na cota de 650-700 m aparecem as araucarias no Parana e, em Sao Paulo, acima dos 750 a 800 m. Dessa forma, uma menor latitude e compensada com uma altitude maior, o que ocorre tambem no Parana.

Quanto a temperatura ser mais baixa devido a altitude, sabe-se que a temperatura e influenciada pela altitude e latitude e, normalmente, decresce com a elevacao da altitude numa proporcao de aproximadamente 1[grados]C/100m (gradiente adiabatico do ar seco). Esta taxa de arrefecimento ocorre, pois uma massa de ar em ascensao esta sujeita a pressao cada vez menor, aumentando seu volume e diminuindo a temperatura.

Como este gradiente termico depende da umidade relativa do ar, diminuindo quando o ar comeca a se saturar por liberacao de calor latente de condensacao, o decrescimo da temperatura media com a altitude se situa em torno de 1[grados]C a cada 180 metros (DURY, 1972). No Parana, Maack (1981) cita a alteracao de 0,5[grados]C para cada 100 metros e, como um dado geral, Ometto (1981) cita a alteracao de 0,6[grados]C para cada 100 m de altitude. Assim, nos tropicos, as grandes diferencas de temperatura em pequenas distancias sao principalmente decorrentes dos efeitos da variacao da altitude e nebulosidade e nao da latitude, podendo haver tambem grandes diferencas nas condicoes de temperatura entre os locais a barlavento e os situados a sotavento de uma montanha (OMETTO, 1981). Mesmo em zonas subtropicais, considerando a altitude e a latitude influenciando a temperatura media decendial do ar, Cargnelutti et al. (2006) concluiram que a altitude exerce maior influencia que a latitude para o Estado do Rio Grande do Sul. Em estudo, feito no estado do Parana (FRITZSONS et al.,2008) verificaram que havia diminuicao de 1[grados]C / 126 m de altitude e que a altitude foi o fator que mostrou maior influencia sobre a temperatura seguido, respectivamente, da latitude e longitude. A temperatura media anual apresentou uma variacao entre 0,54 a 1,17[grados]C para cada grau de latitude e entre 0,22 a 0,72[grados]C para cada grau de longitude, aumentando para oeste. Desta forma, o que permite a existencia de araucarias sao temperaturas menores em todas as estacoes do ano, pois em locais mais quentes a especie perde pela competicao por outras mais adaptadas.

Observa-se que nas areas onde ha araucarias, apesar da precipitacao total anual ser a mesma das areas onde nao ha araucarias, a oferta hidrica e maior, especialmente no inverno e estudos (FERNANDEZ, 1989) mostram uma estreita relacao entre maior oferta hidrica e crescimento de araucarias. Golfari et al. (1978) afirmam que a araucaria nao tolera condicoes de seca e que embora vivam em regioes de geadas, estas nao sao exigencia da especie. Golfari et al. (1978) colocam que as precipitacoes onde a araucaria ocorre se encontram numa faixa entre 1250 e 2000 mm, periodicas e sem seca no inverno. No Parana, a menor precipitacao total anual onde ocorre araucaria esta em Jaguariaiva (1.396 mm) e a maior em Palmas (2.002 mm), ou seja, dentro dos limites estimados pelos autores supracitados.

Entretanto, esta questao deve ser melhor averiguada, pois, em Sao Francisco de Paula, na Serra Catarinense, observou-se que as variaveis meteorologicas, como temperatura e precipitacao, estao diretamente correlacionadas com o incremento, mas que a ocorrencia de precipitacao acompanhada de temperaturas baixas reduz o crescimento em diametro (ZANON; FINGE, 2010). Entretanto, deve-se considerar que Sao Francisco de Paula apresenta precipitacao media total de inverno de 390 mm e temperatura media de inverno de 11,8[grados]C (WREGE; FRITZSONS, 2015), ou seja, condicoes bem mais frias e umidas do que qualquer lugar encontrado no estado do Parana.

3.2. SEPARACAO CLIMATICA DAS AREAS ONDE A ARAUCARIA ESTA PRESENTE NATURALMENTE NO PARANA.

As areas onde a araucaria esta presente naturalmente no Parana foram divididas inicialmente em dois grupos. O grupo A situa-se na porcao sul do estado e o grupo B situa se ao norte do grupo A2, e no sudoeste do estado (Figura 3). O grupo A se distingue do grupo B da seguinte forma (Tabela 2): temperaturas (o grupo A apresenta temperaturas menores); umidade realtiva (o grupo A apresenta maior umidade relativa); evaporacao (o grupo A apresenta menor evaporacao); precipitacao de verao (o grupo A apresenta menor precipitacao de verao) e insolacao (o grupo A apresenta menor insolacao).

Ja a precipitacao total, a precipitacao de inverno e a diferenca entre precipitacao e evaporacao sao as mesmas para os grupos. Na classificacao de Koeppen, o Grupo A situa se totalmente no clima Cfb, clima temperado, propriamente dito, com temperatura media no mes mais frio abaixo de 18[grados] C (mesotermico), com veroes frescos, temperatura media no mes mais quente abaixo de 22[grados]C e sem estacao seca definida. O grupo B situa-se e em parte no Cfa e em parte no Cfb, definido por clima subtropical; temperatura media no mes mais frio inferior a 18[grados]C (mesotermico) e temperatura media no mes mais quente acima de 22[grados] C; veroes quentes; geadas pouco frequentes e tendencia a concentracao das chuvas nos meses de verao, contudo, sem estacao seca definida (MAACK, 1981).

Para um melhor detalhamento do clima, os grupos formaram subgrupos obtidos na analise de agrupamento: A1 e A2 e B1 e B2. Sendo as seguintes diferencas observadas tanto nos graficos de medias quanto nos testes de diferencas multiplas:

Para TMMI, TMMA, TMME, TMJU os subgrupos A1 e A2 sao semelhantes e com valores menores, comparado aos subgrupos B1 e B2;

Para a TMJA os subgrupos A1 e A2 sao semelhantes, porem com valores inferiores ao subgrupo B1, que tambem apresenta valor inferior ao subgrupo B2;

Para a precipitacao total de inverno, os subgrupos B1 e A2 sao semelhantes e com valores menores do que os subgrupos B2 e A1; Para a umidade relativa os subgrupos B sao semelhantes ao A1 e o A2 apresenta maior umidade relativa;

A precipitacao total de verao e menor no subgrupo A2 e os subgrupos B2, A1 e B1 sao semelhantes;

A insolacao e menor no subgrupo A2, subgrupo que se diferencia dos demais;

A evaporacao e menor no subgrupo A2 que se diferencia do subgrupo B2, sendo que ha uma transicao entre os subgrupos A1 e B1;

A disponibilidade hidrica e menor no B1 e maior no A1, havendo uma transicao entre A2 e B2.

Desta forma, o Grupo A1 localiza-se nas areas com latitudes maiores e altitudes maiores e, por isso, as temperaturas sao menores. O subgrupo A2 se diferencia do restante por apresentar menor insolacao, menor evaporacao, menor precipitacao de verao e maior umidade relativa. A proximidade do oceano com o subgrupo A2 deve influenciar na maior umidade relativa. O subgrupo A1 apresenta maior disponibilidade hidrica, sendo que os subgrupos B2 e A1 apresentam maiores precipitacao de inverno. Sabe-se que a regiao de Guarapuava, sul do Parana, e a que mais chove no estado, com 1.800 mm de chuvas anuais.

Quanto aos subgrupos B1 e B2, para a temperatura media de janeiro, o subgrupo B2 apresenta valores maiores, sendo o B2 localizado mais a oeste, numa faixa onde as temperaturas sao maiores. A precipitacao de inverno e superior nos subgrupos B2 e A1 devido ao clima mais temperado.

4. CONCLUSOES

No estado do Parana, o que separa as areas onde ha presenca de florestas nativas de araucaria das demais areas com outras formacoes florestais sao as temperaturas mais baixas em todas as estacoes anuais associadas as precipitacoes maiores de inverno. Alem disso, as florestas com araucaria se encontram acima dos 500 metros de altitude. Mais importante que a precipitacao e a disponibilidade hidrica para as areas com araucaria, pois apesar da precipitacao total media anual ser igual a das areas sem araucaria, a evaporacao e menor, a insolacao e menor, o que resulta, tambem, numa umidade relativa maior.

As areas naturais de distribuicao das florestas de araucaria eram continuas, mas atualmente estao distribuidas em fragmentos. Neste trabalho distinguimos quatro subgrupos climaticos: Areas elevadas do terceiro Planalto Paranaense (regiao de Guarapuava); Primeiro e Segundo Planalto Paranaense (Regiao Metropolitana de Curitiba e adjacencias); Regiao Central do Segundo Planalto Paranaense e Regiao sudoeste do Terceiro Planalto Paranaense. Essas sao areas climaticamente diferentes e, embora todas com temperaturas menores, diferem quanto a insolacao, umidade relativa e disponibilidade hidrica.

As conclusoes desse trabalho sao bastante uteis para definir areas de conservacao in situ da floresta com araucaria, pelo estabelecimento de Unidades de Conservacao, associadas a uma abordagem metodologica que assegure a protecao de extensoes mais abrangentes da paisagem e nao ilhas isoladas, passiveis de sofrerem deterioracao progressiva. Porem, este trabalho poderia ser detalhado utilizando os dados de uma maior numero de estacoes meteorologicas.

Alem disso, programas de conservacao genetica poderiam ser orientados para verificar diferencas entre os genotipos presentes nesses subgrupos distintos, verificando uma possivel associacao entre distribuicao geografica da especie e diversidade genetica. Estudos pedologicos complementares poderiam tambem indicar diferenciacoes edafoclimaticas importantes.

DOI: 10.5380/raega

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Elenice Fritzsons (1), Luiz Eduardo Mantovani (2), Marcos Silveira Wrege (3)

Recebido em: 19/01/2017

Aceito em: 22/09/2017

(1) Embrapa Florestas, Colombo/PR, email: elenice.fritzsons@embrapa.br

(2) Universidade Federal do Parana, Curitiba/PR, email: lem@ufpr.br

(3) Embrapa Florestas, Colombo/PR, email: marcos.wrege@embrapa.br

Leyenda: Figura 1--Dendrograma da analise de agrupamento para os locais com presenca de araucaria no estado do Parana.

Leyenda: Figura 2--Grafico de Distancia de aglomeracao.

Leyenda: Figura 3--Divisao dos grupos climaticos no estado do Parana.
Tabela 1--Valores do teste F, teste t e valor p para os grupos com e
sem araucaria.

Variaveis      Teste F   Valor P   Teste t   Valor P

Altitude       2,532     0,060     5,089     0,000 *
TMAABS         1,376     0,510     -8,626    [-4,43.sup.E-101] *
TMIABS         1,270     0,620     -3,048    0.004 *
TMMA           2,442     0,071     -9,637    [2,97.sup.E-11] *
TMMI           1,904     0,189     -8,118    [1,816.sup.E-9] *
TMME           3,194     0,019 *   -10,200   [6,99.sup.E-12] *
TMJU           1,133     0,791     -8,889    [2,171.sup.E-10] *
TMJA           2,342     0,084     -8,769    [3,008.sup.E.10] *
UR%            0,805     0,669     4,237     0,000 *
Precipitacao   1,694     0,280     1,763     0,087
total
Precipitacao   1,033     0,938     -1,186    0,2435
verao
Precipitacao   1,125     0,803     3,467     0,001 *
inverno
Precipitacao   0,397     0,069     4,744     0,000 *
--evaporacao
Evaporacao     0,384     0,060     -4,360    0,000 *
Insolacao      1,607     0,330     -2,256    0,03 *

               Valores medios   Valores medios
               grupo com        grupo sem
Variaveis      araucaria        araucaria

Altitude       824,00 m         512,00 m
TMAABS         36,4 [grados]C   39,8 [grados]C
TMIABS         -5,3 [grados]C   -3,5 [grados]C
TMMA           24,2 [grados]C   27,6 [grados]C
TMMI           13,4 [grados]C   16,3 [grados]C
TMME           17,9 [grados]C   21,1 [grados]C
TMJU           13,6 [grados]C   16,7 [grados]C
TMJA           21,6 [grados]C   24,4 [grados]C
UR%            77,48            72,24
Precipitacao   1734 mm          1598 mm
total
Precipitacao   525 mm           540 mm
verao
Precipitacao   323 mm           241 mm
inverno
Precipitacao   851 mm           389 mm
--evaporacao
Evaporacao     883              1209 mm
Insolacao      2202 h           2426 h

* estatisticamente diferentes ao nivel de 5% de probabilidade

Tabela 2--Valores dos testes F e t, e valor p para os grupos
com araucaria.

Variaveis                  Teste F   Valor P   Teste t   Valor P

Altitude                   0,640     0,522     1,760     0,097
TMABS                      0,568     0,422     -3,823    0,001 *
TMIBS                      2,308     0,283     -4,607    0,000 *
TMMA                       0,306     0,108     -5,513    0,000 *
TMMI                       0,986     0,961     -4,406    0,000 *
TMME                       0,945     0,914     -7,364    0,000 *
TMJU                       1,031     0,991     -4,993    0,000 *
TMJA                       0,293     0,090     -5,907    0,000 *
UR%                        1,635     0,529     3,797     0,001 *
Precipitacao total         1,275     0,766     -1,354    0,194
Precipitacao verao         0,869     0,825     -2,614    0,018 *
Precipitacao inverno       0,858     0,811     -0,213    0,834
Precipitacao--evaporacao   1,673     0,509     -0,092    0,928
Evaporacao                 0,564     0,418     -2,380    0,030 *
Insolacao                  25,447    0,000     -2,841    0.012 *

                           Valor medio      Valor medio
Variaveis                  grupo A          grupo B

Altitude                   885 m            700 m
TMABS                      35,6 [grados]C   37,3 [grados]C
TMIBS                      -6,6 [grados]C   -4,0 [grados]C
TMMA                       23,3 [grados]C   25,3 [grados]C
TMMI                       12,4 [grados]C   14,4 [grados]C
TMME                       16,9 [grados]C   18,9 [grados]C
TMJU                       12,7 [grados]C   14,4 [grados]C
TMJA                       20,7 [grados]C   22,2 [grados]C
UR%                        80,0             75,0
Precipitacao total         1636 mm          1806 mm
Precipitacao verao         1200 mm          1380 mm
Precipitacao inverno       316 mm           323 mm
Precipitacao--evaporacao   824 mm           834 mm
Evaporacao                 813 mm           972 mm
Insolacao                  2143,00 hs       2430,00 hs

* estatisticamente diferentes ao nivel de 5% de probabilidade

Tabela 3--Teste de comparacoes multiplas. Metodo: 95,0 percent LSD

               Subgrupo   N.   Valor medio   Grupos

TMMI           A1         3    12,2          a
[grados]C      A2         7    12,5          a
               B1         3    13,8          b
               B2         5    14,6          b

TMMA           A1         3    12,2          a
[grados]C      A2         7    12,5          a
               B1         3    13,8          b
               B2         5    14,6          b

TMME           A1         3    16,8          a
[grados]C      A2         7    16,9          a
               B1         3    18,4          b
               B2         5    19,3          b

TMJU           A1         3    12,3          a
[grados]C      A2         7    12,9          a
               B1         3    13,9          b
               B2         5    14,8          b

Pp total       A2         7    1474          a
mm             B1         3    1615          a
               B2         5    1924          b
               A1         3    2016          b

Pp total       B1         3    249,9         a
de             A2         7    275,7         a
inverno        B2         5    367,2         b
mm             A1         3    409,0         b

Umidade        B2         5    74,24         a
relativa %     B1         3    76,47         a
               A1         3    76,77         a
               A2         7    81,38         b

Pp total       A2         7    483,16        a
de verao       B2         5    438,16        b
(mm)           A1         3    542,367       b
               B1         3    557,1         b

Insolacao      A2         7    1722,01       a
(Horas)        B1         3    2343,87       b
               A1         3    2365,13       b
               B2         5    2445,1        b

Altitude       B2         5    635,2         a
(m)            B1         3    809,0         ab
               A2         7    822,714       ab
               A1         3    1029,33       b

Evaporacao     A2         6    759           a
mm             A1         3    893           ab
               B1         3    937           ab
               B2         5    993           b

Precipitacao   B1         3    673           a
evaporacao     A2         6    739           ab
mm             B2         5    931           bc
               A1         3    1122          c
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Author:Fritzsons, Elenice; Mantovani, Luiz Eduardo; Silveira Wrege, Marcos
Publication:Ra'e Ga
Date:May 1, 2018
Words:6168
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