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FATORES ASSOCIADOS A INSATISFACAO COM A IMAGEM CORPORAL EM BAILARINOS PROFISSIONAIS.

INTRODUCAO

A imagem corporal (IC) e um fenomeno multidimensional, altamente dinamico e totalmente vinculado ao corpo em movimento (Tavares, 2001), definida no modo pelo qual o corpo se apresenta para cada individuo (Saikali e colaboradores, 2004).

Nao obstante, a insatisfacao corporal e um dos componentes da dimensao atitudinal da IC,e pode ser definida como a avaliacao negativa do proprio corpo (LePage e Crowther, 2010), que na maioria das vezes pode ser desencadeada pela comparacao da aparencia e a internalizacao de um modelo ideal de magreza (Van Den Berg e colaboradores, 2002).

A insatisfacao corporal segundo Silva, Gomes e Martins (2011) e um dos criterios diagnosticos dos sintomas de transtornos alimentares (TA), que sao alteracoes psiquiatricas de etiologia multifatorial caracterizadas por atitudes alimentares perturbadas e preocupacao excessiva com o peso e forma corporal (American Psychiatry Association [APA], 2006).

Estudos previos relatam que o padrao corporal exigido na danca pode influenciar negativamente a IC (Carvalho e colaboradores, 2012; Ferreira, Bergamin e Gonzaga, 2008; Haas, Garcia e Bertoletti, 2010; Montanari e Zietkiewicz, 2000), e parece encorajar a magreza alem de limites normais, podendo desencadear sintomas de TA como anorexia nervosa (AN) e bulimia nervosa (BN) (Ackard, Henderson e Wonderlich, 2004; Anshel, 2004; Guimaraes e colaboradores, 2014; Haas, Garcia e Bertoletti, 2010; Nogueira, Macedo e Guedes, 2010; Ravaldi e colaboradores, 2006; Ringham e colaboradores, 2006; Ribeiro e Veiga, 2010; Reis e colaboradores, 2014).

O bailarino e um profissional de dedicacao integral com demandas fisicas comparaveis as de um atleta de alto rendimento (Bolling e Pinheiro, 2010), em que sua aparencia fisica depende e compromete o seu desempenho tecnico e artistico.

Nesta perspectiva, estudos apontam inumeros fatores associados a IC e aos TA em atletas: faixa etaria e nivel economico (Silva, Gomes e Martins, 2011), morfologia corporal (Coelho, Soares e Ribeiro, 2010), ambiente sociocultural (Baum, 2006), modalidade esportiva e tempo de pratica (Denoma e colaboradores, 2009).

Embora existam diversos estudos a respeito dos temas de IC e TA, nenhuma investigacao no Brasil, de acordo com a busca realizada, foi destinada a revisar os fatores associados a insatisfacao corporal em bailarinos profissionais, cujas preocupacoes corporais sao extremamente comuns.

Diante do exposto, o estudo foi realizado com o objetivo de investigar a insatisfacao com a IC entre os generos e verificar que fatores se associam especificamente a insatisfacao pela magreza e pelo excesso de peso, em bailarinos profissionais das principais companhias de danca do Brasil.

Neste estudo em particular analisamos a relacao com as variaveis de genero, faixa etaria, nivel economico, estilo de danca, tempo de pratica, IMC e TA.

MATERIAIS E METODOS

Este estudo trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva, comparativo e de delineamento transversal, que faz parte do projeto "A danca e os fatores associados a imagem corporal", aprovada pelo Comite de Etica em Pesquisa da Universidade do Estado de Santa Catarina (Parecer n. 235/ 2010).

O estudo foi conduzido com as principais companhias de danca classica e contemporanea das regioes sul e sudeste do Brasil, no segundo semestre de 2010.

Com base nos achados sobre companhias de danca publicas de Teixeira (2008) e dos Sindicatos de Danca das regioes, realizou-se um levantamento a fim de verificar o numero total de bailarinos pertencentes as companhias de danca e, nesse periodo havia 565 bailarinos dancando por 27 companhias de danca.

Dentre os bailarinos identificados no levantamento, 387 aceitaram responder o questionario, e foi realizado um contato para investigar se participavam oficialmente do elenco da companhia de danca ha pelo menos um ano, participando dos treinos, ensaios e pelo menos uma apresentacao.

Desse modo, 224 bailarinos participaram do estudo, mas43 bailarinos, foram retirados da amostra por nao responderem os questionarios em sua totalidade.

Sendo assim, a amostra nao probabilistica intencional foi composta por 181 bailarinos profissionais de ambos os sexos (98 mulheres e 83 homens), com media de idade de 24,36 ([+ or -]6,14), representando cerca de 32% da populacao total de bailarinos de companhias de dancas classicas e contemporaneas da regiao sul e sudeste do pais, no momento em que foi realizada a coleta de dados.

O questionario entregue aos bailarinos foi constituido por uma secao de informacoes gerais, elaboradas pelos pesquisadores: genero (feminino/ masculino), idade (anos completos), situacao conjugal (solteiro/ casado ou morando junto/ separado ou divorciado), escolaridade (ensino fundamental/ ensino medio/ ensino superior), idade de inicio na danca (anos completos), tempo de pratica (anos completos), tempo diario dedicado a danca (horas) e frequencia semanal (dias).

O nivel economico foi avaliado por meio do instrumento denominado Criterio de Classificacao Economica Brasil proposto pela Associacao Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP, 2012), que classifica os individuos em estratos (A1, A2, B1, B2, C1, C2, D, E) a partir da soma dos pontos de cada questao. Para fins estatisticos, as variaveis foram agrupadas em: nivel economico baixo (C1+C2+D+E); medio (B1+B2) e alto (A1+ A2).

Os bailarinos referiram suas medidas de massa corporal e estatura, as quais foram utilizadas para o calculo do IMC, cuja validade tem sido apontada para a populacao adulta (Coqueiro e colaboradores, 2009).

Para classificacao do Indice de Massa Corporal (IMC) adotaram-se os criterios da Organizacao Mundial da Saude (OMS, 2006), considerando peso baixo (IMC < 18,5 kg/ [m.sup.2]), normal (IMC 18,50 - 24,99 kg/ [m.sup.2]), sobrepeso (IMC [greater than or equal to] 25 kg/[m.sup.2]) e obeso (IMC [greater than or equal to] 30,00 kg/ [m.sup.2]).

A satisfacao com a imagem corporal foi avaliada por meio da escala de silhuetas corporais, proposta por Stunkard, Sorensen e Schulsiger (1983) segundo recomendacoes de Garner (1998) e validada em brasileiros por Scagliusu e colaboradores (2006).

Nesta escala sao apresentadas nove silhuetas, para cada genero, com diferentes tamanhos corporais, numeradas da menor (mais magra) para a maior (mais gorda).

O bailarino escolhe o numero da silhueta que considera mais semelhante a sua aparencia corporal real (AC real) e tambem o numero da silhueta que acredita ser mais semelhante a aparencia corporal considerada ideal para sua idade (AC ideal).

Para avaliacao da satisfacao corporal, a nota atribuida subtrai-se da aparencia corporal real da aparencia corporal ideal, podendo variar de (-)8 ate (+)8. Se essa variacao for igual azero, classifica-se o sujeito como satisfeito; e se diferente de zero, classifica-se como insatisfeito. Caso a diferenca seja positiva, e uma insatisfacao pelo excesso de peso; e, quando negativa, uma insatisfacao pela magreza.

Os sintomas de TA foram avaliados pelo teste de atitudes alimentares (EAT-26), elaborado por Garner e colaboradores (1982), traduzido e validado para a populacao brasileira por Nunes e colaboradores (2005).

O instrumento consta de 26 itens distribuidos em tres fatores: fator 1; dieta--recusa patologica a alimentos com grande teor calorico e preocupacao com a aparencia fisica; fator 2; bulimia nervosa - refere-se a episodios de compulsao alimentar, seguidos por comportamentos purgativos para perda/controle de peso corporal; fator 3: controle oral--reflete o autocontrole em relacao a comida por avaliacao das forcas ambientais e sociais estimulantes a ingestao alimentar.

O instrumento possui seis opcoes de resposta, que variam de 0 a 3 pontos (sempre = 3; muitas vezes = 2; as vezes = 1; poucas vezes, quase nunca e nunca = 0) e a unica questao que apresenta pontuacao em ordem reversa e a 25.

A pontuacao final do questionario pode variar de 0 a 78 pontos e o ponto de corte estabelecido pelos autores (Garner e colaboradores, 1982), da escala original e de 21 pontos, sendo que os bailarinos que somarem 21 pontos ou mais apresentam sintomas de para o desenvolvimento de TA. Assim, o resultado do EAT-26 foi classificado para o estudo em duas categorias: presenca de sintomas (EAT-26 [greater than or equal to] 21) e ausencia de sintomas (EAT-26 < 21).

Na caracterizacao dos dados utilizouse a estatistica descritiva (distribuicao de frequencias, medias aritmeticas e desvio padrao). A distribuicao dos dados foi averiguada usando-se o teste Kolmogorov Smirnov (Lilliefors) nao sendo constatada aderencia a distribuicao normal para todas as variaveis investigadas.

Optou-se, entao, pela estatistica nao parametrica. As possiveis diferencas entre as variaveis categoricas foram analisadas por meio do teste do Qui-quadrado para verificar associacoes entre as variaveis.

Ademais, como a variavel dependente (satisfacao com a imagem corporal) foi composta de tres categorias, empregou-se a analise multivariada atraves da regressao logistica multinominal (com analise bruta e ajustada)para estimar a associacao com as variaveis independentes (sexo, faixa etaria, nivel economico, estilo de danca, tempo de pratica, IMC e transtorno alimentar).

Foram realizadas analises brutas e ajustadas, com resultados expressos em Odds Ratio (OR) e intervalos de confianca de 95% (IC95%). Todas as analises foram conduzidas no programa estatistico Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versao 21.0 for International Business Machines (IBM), adotando-se nivel de significancia de p[less than or equal to] 0.05.

RESULTADOS

Participaram do estudo 181 bailarinos profissionais de companhias de danca (58% de companhias classicas e 42% de companhias contemporaneas) de ambos os generos (54,1% mulheres e 45.9% homens). O tempo medio de pratica em danca e de 13,57 ([+ or -]7,33) anos.

Na Tabela 1, sao apresentadas as caracteristicas gerais da amostra, estratificada por genero. Verificou-se que a maioria dos bailarinos (50,3%) pertence ao nivel economico medio.

No entanto, uma proporcao de bailarinos pertencentes ao nivel economico baixo e significantemente superior entre os homens (61,4%) quando comparados com as mulheres (21,4%). Em contrapartida, a representacao da classe alta e residual no genero masculino, mas representa 17,4% do genero feminino.

Quanto as caracteristicas da danca, 58% dos bailarinos pertencem a companhias de danca classica, onde a presenca mulheres e significativamente mais alta (65,3%) quando comparados com os homens (49,4%).

Com relacao ao tempo de pratica, uma maioria de bailarinos (60,2%) possui um tempo de pratica de ate 12 anos, havendo uma predominancia das mulheres (82,7%) quando comparados com os homens (33,7%).

Quanto as caracteristicas fisicas e psicologicas, o IMC, a satisfacao com a IC e a presenca de sintomas de TA foram comparados os generos dos bailarinos sendo os resultados apresentados na Tabela 2.

No que se refere ao IMC, 84% dos bailarinos estao dentro da faixa de normalidade, e quando comparados entre os generos, observou-se uma diferenca muito significativa entre os generos, pois quase a totalidade (95,2%) dos bailarinos do genero masculino tem um IMC considerado dentro da normalidade e 24,5% das bailarinas apresenta um IMC baixo.

Quanto a IC, os bailarinos apresentaram uma prevalencia de insatisfacao com a imagem corporal em 60,8%, somando 45,3% dos bailarinos que se encontram insatisfeitos pelo excesso de peso com 15,5% insatisfeitos por excesso de magreza.

Apenas 39,2% estao satisfeitos com a sua imagem corporal.

Com relacao aos sintomas de TA, apenas 75.1% dos bailarinos apresenta ausencia de sintomas de transtorno alimentar, o que significa que quase um quarto dos bailarinos apresenta transtornos alimentares (Tabela 2).

Em continuidade, buscou-se estimar uma associacao das variaveis independentes (genero, faixa etaria, nivel economico, estilo de danca, tempo de pratica, IMC e presenca de sintomas de TA) coma variavel dependente insatisfacao com a imagem corporal, cujos resultados constam na Tabela 3.

Verificou-se associacao significativa entre insatisfacao pelo excesso de peso e o genero feminino, e com a pratica da danca classica, que apresentaram valores mais elevados de insatisfacao. Tambem a presenca de transtornos alimentares se apresenta diretamente associada a insatisfacao com a imagem corporal.

Os resultados da analise ajustada mantiveram associadas a insatisfacao pelo excesso de peso as variaveis, sexo, estilo de danca e sintomas de transtornos alimentares, apresentando, respectivamente, 2,77 (IC95% =1,10-7,01), 3,79 (IC95% 1,73-8,33) e 3,83 (IC95% = 1,47-9,95) maiores chances de estarem insatisfeitos pelo excesso de peso quando comparados com seus pares, do sexo masculino, de companhias de danca contemporanea e com ausencia de sintomas de transtornos alimentares. Porem, a faixa etaria, o nivel economico, o tempo de pratica e o IMC nao foram identificados como fatores associados a insatisfacao pelo excesso de peso corporal.

Ao considerar a insatisfacao pela magreza como variavel dependente, buscouse estimar associacao com as variaveis independentes (genero, faixa etaria, nivel economico, estilo de danca, tempo de pratica, IMC e presenca de sintomas de TA) cujos resultados constam na Tabela 4.

Assim, atraves de analise ajustada, notou-se que apenas a idade permaneceu associada revelando que os bailarinos de 20 a 24 anos apresentaram 3,04 (IC95% = 1,09-10,56) mais chance de apresentarem insatisfacao pela magreza quando comparados com as demais faixas etarias. As demais variaveis nao foram identificadas como fatores associados a insatisfacao pelo excesso de magreza.

DISCUSSAO

Os resultados do presente estudo demonstraram uma prevalencia de insatisfacao com a imagem corporal em 60.8% nos bailarinos profissionais, sendo maior a proporcao de insatisfacao corporal foi pelo excesso de peso (45,3%), nao por magreza.

Estes valores foram superiores aos achados com bailarinos profissionais, nos estudos de Ribeiro e Veiga (2010) e Haas e colaboradores (2010) onde foram encontradas prevalencias de insatisfacao com imagem corporal de 50,8% e 40%, respectivamente.

Em contrapartida, a prevalencia foi um pouco inferior aos estudos de Carvalho e colaboradores (2012) e Reis e colaboradores (2014), com bailarinos nao profissionais, com 67,6% e 72% de insatisfeitos, respectivamente.

No entanto, a prevalencia encontrada nesta investigacao, ficou proxima de adultos brasileiros, como demonstra o estudo de Coqueiro e colaboradores (2008), que encontraram 78,8% estavam insatisfeitos com imagem corporal e em Quadros e colaboradores (2010) tambem encontrou uma alta percentagem de insatisfacao com imagem corporal em torno de 77,6%.

Estes achados podem indicar que o ambiente da danca seja um amplificador da insatisfacao com a imagem corporal, principalmente porque o corpo e um dos principais elementos, uma vez que os percentuais se situam muito acima dos encontrados em outros estudos para jovens com outras ocupacoes.

No que diz respeito a insatisfacao por excesso de peso, significativamente mais prevalente no genero feminino, o achado do presente estudo corroboram com informacoes previas (Conti, Frutuoso e Gambardella, 2005; Coelho e colaboradores, 2010; De Bruin, Oudejans e Bakker, 2007; Martins e colaboradores, 2010; Silva e colaboradores, 2011), parecendo haver consenso literario de que as mulheres, mais do que os homens, desejam ter silhuetas menores do que a atual.

Estudos com a populacao da danca tem sido consistentes em apontar que as bailarinas, mesmo com o peso dentro ou abaixo da normalidade, costumam desejar um corpo de tamanho menor do que o seu atual (Guimaraes e colaboradores 2014; Haas e colaboradores, 2010; Ribeiro e Veiga, 2010; Reis e colaboradores, 2014; Simas e colaboradores, 2014).

Isto e confirmado pelo nosso estudo que mostra que a maioria (60,2%) das bailarinas esta insatisfeita por excesso de peso, apesar de, em termos de IMC apenas 1% estar com sobrepeso.

Ao analisar a relacao entre a insatisfacao pelo excesso de peso e o estilo de danca praticado, percebe-se uma associacao com o bale classico, mostrando que os bailarinos contemporaneos se sentem mais satisfeitos com o seu corpo que os de danca classica, o que esta certamente relacionado com a percepcao das opcoes esteticas das direcoes das companhias.

Da mesma maneira, Haas e colaboradores (2010), verificaram que entre as bailarinas entrevistadas a grande maioria se encontrava insatisfeitas com seu corpo, mesmo tendo um corpo magro e baixo percentual de gordura corporal.

Verificamos a presenca de transtornos alimentares proximo a um quarto dos bailarinos estudados, valor mais elevado que os Janout e Janoutova (2004) com bailarinos de da Republica Tcheca (18,5%) e das conclusoes da analise sistematica de Arcelus, Witcomb e Mitchell (2014) onde foi encontrada umaprevalencia global de transtornos alimentares de 16.4% entre os bailarinos e de 12%na populacao em geral.

Do mesmo modo, no cenario nacional encontramos o estudo de Ribeiro e Veiga (2010) realizado com bailarinos brasileiros profissionais com prevalencias inferiores (11,5%) e a investigacao de Guimaraes e colaboradores (2014) bailarinas adolescentes com valores superiores (30%). Os resultados apontam que os bailarinos investigados apresentaram uma prevalencia de sintomas para TA elevada.

A associacao significativa encontrada no estudo entre a presenca de sintomas de TA e insatisfacao por excesso peso, nos leva a acreditar, em conformidade com outros estudos (Janout e Janoutuva, 2004; Ozgen e Kisac, 2009; Ribeiro e Veiga, 2010; Herbrich e colaboradores, 2011; Wyon e colaboradores, 2014; Lobera e colaboradores, 2016), que a insatisfacao pode ser um preditor de TA.

Contudo, podemos verificar que na danca classica o desejo de um corpo muito magro ainda e um fator marcante deste contexto.

Acreditamos que seria importante que os professores, coreografos, ensaiadores e treinadores procurassem orientar seus bailarinos, a fim de atenuar a insatisfacao corporal e possiveis transtornos alimentares consequentes.

Por fim, encontrou-se associacao entre a faixa etaria de 20 a 24 anos e insatisfacao pela magreza, uma hipotese para tais resultados pode estar relacionada com a instabilidade biologicas e psicossocial decorrentes do inicio da juventude e ingresso no meio universitario.

Corroborando com a hipotese, temos os estudos de Grossbard, Neighbors e Larimer

(2011) e Ferrari, Silva e Petroski (2012), que apontam que as novas relacoes sociais, maior independencia da familia e adocao de novos comportamentos torna os estudantes universitarios vulneraveis as pressoes exercidas da sociedade quanto aos aspectos corporais.

CONCLUSAO

Conforme resultados do estudo realizado com os bailarinos profissionais, constatou-se uma alta incidencia de insatisfacao com a IC, sendo maior a proporcao pelo EP, significativamente mais prevalente na danca classica e no genero feminino.

Cabe salientar que todos os resultados deste estudo devem ser interpretados levandose em consideracao que seu delineamento e transversal, nao sendo possivel, portanto, inferir relacoes de causa e efeito.

O uso de uma escala de silhuetas para avaliacao da satisfacao com a imagem corporal permite que seja identificada a insatisfacao com o tamanho do corpo, limitando o entendimento de insatisfacoes com partes do corpo.

Sugere-se a realizacao de estudos futuros incluindo na comparacao iniciantes e amadores, alem de pesquisas longitudinais para melhor explicar a interferencia do nivel de danca.

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40-Tavares, M.C.G.C. A imagem corporal e a danca. Revista Conexoes. Vol. 1. Num. 6. 2001. p.10-22.

41-Teixeira, A.C.E. Companhias oficiais brasileiras e seus desdobramentos: O caso das companhias 2 na midia. Dissertacao de Mestrado. Pontificia Universidade Catolica de Sao Paulo. 2008.

42-Van Den Berg, P.; Thompson, J.K.; Obremski-Brandon, K.; Coovert, M. The Tripartite Influence model of body image and eating disturbance: A covariance structure modeling investigation testing the mediational role of appearance comparison. Journal of psychosomatic research. Vol. 53. Num. 5. 2002. p.1007-1020.

43-Wyon, M.A.; Hutchings, K.M.; Wells, A.; Nevill, A. M. Bodymass index, nutritional knowledge, and eating behaviors in elite student and professional ballet dancers. Clinical Journal of Sport Medicine. Vol. 24. Num. 5. 2014. p.390-396.

E-mail dos autores:

joseanisimas@gmail.com

a.macara@hotmail.com

sebastiao.melo@udesc.br

Endereco para correspondencia:

Joseani Paulini Neves Simas.

Rua Mario Coelho Pires, 305 apto 912.

Campinas, Sao Jose, Santa Catarina.

CEP: 88101-280.

Recebido para publicacao em 17/04/2019

Aceito em 28/05/2019

Joseani Paulini Neves Simas (1), Ana Macara (1) Sebastiao Iberes Lopes Melo (2), Andreia Pelegrini (2)

(1) - Centro de Estudos em Artes Performativas, Faculdade de Motricidade Humana. Universidade de Lisboa, Cruz Quebrada, Lisboa, Portugal.

(2) - Departamento de Educacao Fisica, Centro de Ciencias da Saude e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianopolis-SC, Brasil.
Tabela 1 - Caracteristicas gerais dos bailarinos profissionais
brasileiros.

Variaveis                            Genero
                                     Feminino n (%)   Masculino n (%)

Nivel economico
Baixo                                21 (21,4)        51 (61,4)
Medio                                60 (61,2)        31 (37,3)
Alto                                 17 (17,4)         1 (1,2)
Estilo de danca
Classico                             64 (65,3)        41 (49,4)
Contemporaneo                        34 (34,7)        42 (50,6)
Tempo de pratica
[less than or equal to] 12 anos      81 (82,7)        28 (33,7)
[greater than or equal to] 12 anos   17 (17,3)        55 (66,3)
Total                                98 (54,2)        83 (45,8)

Variaveis                            Total n (%)   p-valor


Nivel economico
Baixo                                 72 (39,8)
Medio                                 91 (50,3)    0,000 (*)
Alto                                  18 (9,9)
Estilo de danca
Classico                             105 (58,0)    0,003 (*)
Contemporaneo                         76 (42,0)
Tempo de pratica
[less than or equal to] 12 anos      109 (60,2)    0,000 (*)
[greater than or equal to] 12 anos    72 (39,8)
Total                                181 (100,0)

Legenda: teste do Qui-quadrado; (*) diferenca estatistica significativa
(p[less than or equal to] 0,05).

Tabela 2 - Caracterizacao do IMC, imagem corporal e sintomas de
transtornos alimentares dos bailarinos profissionais brasileiros.

Variaveis            Sexo                         Total        p-valor
                     Feminino n (%)   Masculino   n (%)
                                      n (%)

IMC
Peso baixo           24 (24,5)         3 (3,6)     27 (14,9)
Normal               73 (74,5)        79 (95,2)   152 (84,0)   0.000 (*)
Sobrepeso             1 (1,0)          1 (1,2)      2 (1,1)
Imagem Corporal
Satisfeito           31 (31,6)        40 (48,2)    71 (39,2)
Insatisfeito por     59 (60,2)        23 (27,7)    82 (45,3)   0.952
excesso de peso
Insatisfeito por      8 (8,2)         20 (24,1)    28 (15,5)
excesso de magreza
Transtorno
Alimentar
Presenca             29 (29,6)        16 (19,3)    45 (24,9)   0.123
Ausencia             69 (70,4)        67 (80,7)   136 (75,1)
Total                98 (54,2)        83 (45,8)   181 (100,0)

Legenda: teste do Qui-quadrado; (*) diferenca estatistica significativa
(p[less than or equal to] 0,05).

Tabela 3 - Associacao entre insatisfacao pelo excesso de peso e
variaveis independentes dos bailarinos profissionais brasileiros.

Variaveis                            Analise Bruta
                                     OR (IC95%)             p-valor

Genero
Masculino                               1
Feminino                                3.31 (1.69-6.48)    0.000
Faixa etaria
[less than or equal to] 19 anos      3,12 (1.32-7.37)       0.009
20 a 24 anos                            1.61 (0.77-3.37)    0.207
[greater than or equal to] 25 anos      1
Nivel economico
Baixo                                   2.06 (0.66-6.43)    0.212
Medio                                   1.39 (0.69-2.79)    0.353
Alto                                    1
Estilo de danca
Classico                                5.40 (2.68-10.69)   0.000
Contemporaneo                           1
Tempo de pratica
[less than or equal to] 12 anos         3.06 (1.65-5.33)    0.001
[greater than or equal to] 12 anos      1
IMC
Peso baixo                              2.06 (0.66-6.43)    0.212
Normal                                  1.39 (0.69-2.79)    0.353
Sobrepeso                               1
Transtorno Alimentar
Presenca                                5.04 (2.14-11.90)   0.000
Ausencia                                1

Variaveis                            Analise Ajustada (*)
                                     OR (IC95%)         p-valor

Genero
Masculino                            1
Feminino                             2.77 (1.10-7.01)   0.003 (**)
Faixa etaria
[less than or equal to] 19 anos      2.12 (0.70-6.48)   0.186
20 a 24 anos                         1.41 (0.59-3.37)   0.443
[greater than or equal to] 25 anos   1
Nivel economico
Baixo                                1.74 (0.44-0.97)   0.433
Medio                                1.29 (0.37-4.50)   0.688
Alto                                 1
Estilo de danca
Classico                             3.79 (1.73-8.33)   0.000 (**)
Contemporaneo                        1
Tempo de pratica
[less than or equal to] 12 anos      2.72 (0.64-4.50)   0.154
[greater than or equal to] 12 anos   1
IMC
Peso baixo                           1.74 (0.44-0.57)   0.433
Normal                               1.29 (0.37-4.50)   0.688
Sobrepeso                            1
Transtorno Alimentar
Presenca                             3.83 (1.47-9.95)   0.006 (**)
Ausencia                             1

Legenda: OR: odds ratio; IC: intervalo de confianca; (*) modelo
ajustado para todas as variaveis; (**) diferenca estatistica
significativa (p[less than or equal to] 0.05).

Tabela 4 - Associacao entre insatisfacao pela magreza e variaveis
independentes dos bailarinos profissionais brasileiros.

Variaveis                            Analise Bruta
                                     OR (IC 95%)         p-valor

Genero
Masculino                            1
Feminino                             0.52 (0.20-1.33)    0.170
Faixa etaria
[less than or equal to] 19 anos      1.92 (0.47-7.80)    0.361
20 a 24 anos                         3.91 (1.41-10.86)   0.009
[greater than or equal to] 25 anos   1
Nivel economico
Baixo                                0.21 (0.02-1.92)    0.168
Medio                                0.20 (0.07-0.57)    0.002
Alto                                 1
Estilo de danca
Classico                             1.88 (0.78-4.55)    0.161
Contemporaneo                        1
Tempo de pratica
[less than or equal to] 12 anos      1.68 (1.03-6.23)    0.001
[greater than or equal to] 12 anos   1
IMC
Peso baixo                           0.21 (0.02-1.92)    0.168
Normal                               0.20 (0.07-0.57)    0.002
Sobrepeso                            1
Transtorno Alimentar
Presenca                             1.71 (0.51-5.77)    0.386
Ausencia                             1

Variaveis                            Analise Ajustada (*)
                                     OR (IC 95%)         p-valor

Genero
Masculino                            1
Feminino                             0.84 (0.25-2.78)    0.769
Faixa etaria
[less than or equal to] 19 anos      1.16 (0.23-5.96)    0.860
20 a 24 anos                         3.40 (1.09-10.56)   0.034 (**)
[greater than or equal to] 25 anos   1
Nivel economico
Baixo                                6.59 (0.59-73.40)   0.125
Medio                                1.13 (0.10-12.21)   0.921
Alto                                 1
Estilo de danca
Classico                             1.96 (0.70-5.48)    0.201
Contemporaneo                        1
Tempo de pratica
[less than or equal to] 12 anos      1.24 (0.64-4.50)    0.125
[greater than or equal to] 12 anos   1
IMC
Peso baixo                           6.59 (0.59-73.40)   0.125
Normal                               1.13 (0.10-12.21)   0.921
Sobrepeso                            1
Transtorno Alimentar
Presenca                             2.11 (0.55-8.15)    0.278
Ausencia                             1

Legenda: OR: odds ratio; IC: intervalo de confianca; (*) modelo
ajustado para todas as variaveis; (**) diferenca estatistica
significativa (p[less than or equal to] 0,05).
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Author:Simas, Joseani Paulini Neves; Macara, Ana; Melo, Sebastiao Iberes Lopes; Pelegrini, Andreia
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2019
Words:5933
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