Printer Friendly

Explanatory factors level disclosure information no profit organizations/Fatores explicativos do nivel de evidenciacao de informacoes de organizacoes do terceiro setor/Factores explicativos del nivel de revelacion de informacion de organizaciones no gubernamentales.

1. INTRODUCAO

As organizacoes do terceiro setor da sociedade civil, que se declaram com finalidade publica e com fins nao economicos, desenvolvem acoes em diferentes areas-principalmente saude, educacao e assistencia social-e geralmente mobilizam a opiniao publica e o apoio da populacao para melhorar determinados aspectos da sociedade (CICONELLO, 2008). No Brasil, essas organizacoes sao constituidas sob a forma juridica de associacoes e de fundacoes privadas (BRASIL, 2002). As fundacoes sao mantidas atraves de pagamentos dos usuarios por servicos prestados e de doacoes financeiras e nao financeiras. Elas estabelecem relacoes com diferentes grupos de interesses (stakeholders), nas esferas publica e privada, tornando a transparencia e a prestacao de contas uma exigencia natural a todos aqueles que as financiam (SOLDI et al., 2007). Nesse sentido a transparencia e importante para a sobrevivencia das fundacoes, uma vez que devem prestar contas dos seus atos aos investidores sociais (ASSIS; MELLO; SLOMSKI, 2006). A divulgacao da responsabilidade social, que envolve o tripe da sustentabilidade: economico, financeiro e social, e uma maneira de prestar contas das atividades, o que legitimaria essas organizacoes junto a comunidade em que estao inseridas (SUCHMAN, 1995).

Uma forma de prestar contas e publicar na Internet as respectivas paginas eletronicas das fundacoes. A tecnologia e a Internet estao facilitando a comunicacao das organizacoes com a sociedade, ampliando as possibilidades de transparencia (ADELOPO et al., 2012). O uso das paginas eletronicas e considerado um importante meio de divulgacao e complementam os relatorios anuais impressos (ALVAREZ; DOMINGUEZ; SANCHEZ, 2011; MICHELON, 2011). Usar a Internet como plataforma de divulgacao e uma alternativa de baixo custo, capaz de atingir os diversos publicos de interesse (CORMIER; LEDOUX; MAGNAN, 2009; NAUDE et al, 2004).

Nesse sentido, esta pesquisa objetivou analisar os fatores explicativos do nivel de evidenciacao de informacoes nas paginas eletronicas de fundacoes educacionais e assistenciais sediadas no Estado do Rio Grande do Sul-Brasil. E, portanto, teve como problema de pesquisa identificar quais sao os fatores que explicam o nivel de evidenciacao dessas organizacoes, em suas respectivas paginas eletronicas de Internet. A pesquisa limitouse as fundacoes educacionais e assistenciais do Rio Grande do Sul, que tem paginas eletronicas publicadas na Internet. A revisao de literatura empirica possibilitou reconhecer pesquisas que analisam a divulgacao de informacoes na area publica, como forma de atender a Lei da Responsabilidade Fiscal-LRF. Tambem, encontraram-se alguns estudos que analisaram a forma como as fundacoes sao fiscalizadas, sem adentrar no tema aqui proposto: nem no aspecto evidenciacao, tampouco na divulgacao de informacoes em paginas eletronicas da Internet. O que leva a suposicao de que existe uma lacuna que mereceu investigacao para contribuir com mais informacoes associando evidenciacao com organizacoes do terceiro setor da sociedade civil, justificando a pesquisa.

Na sequencia, o artigo apresenta a revisao da literatura sobre fundacoes, teoria da legitimidade, transparencia no contexto organizacional e evidenciacao de informacoes. Logo apos apresenta-se a revisao da literatura empirica e as hipoteses de pesquisa. Depois e referenciada a metodologia utilizada para o desenvolvimento do estudo, seguida pela apresentacao e a analise dos resultados obtidos. Encerra-se o artigo com as consideracoes finais, recomendacoes para futuros estudos e as referencias bibliograficas utilizadas na pesquisa.

2 LEGITIMIDADE E TRANSPARENCIA ORGANIZACIONAL

A teoria da legitimidade parte do principio de que uma organizacao, para ser considerada conveniente, adequada, apropriada ou legitima, conhece e age de acordo com as expectativas, normas, valores, crencas e definicoes da sociedade em que esta inserida (MEYER; SCOTT, 1983; SUCHMAN, 1995). Ou seja, a legitimidade baseia-se no pressuposto de que existe uma especie de contrato social entre as organizacoes e a sociedade. Tambem, que as organizacoes devem agir dentro de limites, os quais a sociedade identifica como comportamento socialmente aceitavel (SHOCKER; SETHI, 1973; LINDBLOM, 1994; SUCHMAN, 1995; O'DONOVAN, 2002; DIAS FILHO, 2007). Esses contratos sao baseados na entrega de algum beneficio socialmente desejado em troca das organizacoes sobreviverem e crescerem no ambiente (SHOCKER; SETHI, 1973; PATTEN, 1991). Entao, se existe um contrato social entre a organizacao e a sociedade, as fundacoes tambem devem prestar contas de seus atos, buscando a legitimidade, atraves da aprovacao dos seus grupos de interesse (ISLAM; DEEGAN, 2008; PARMAR et al, 2010).

A legitimidade pode ser estabelecida por dois enfoques, a saber: estrategica ou institucional. Quando o enfoque e estrategico, a organizacao desenvolve a estrategia da mesma com orientacao de posicionamento que visem a legitimacao da mesma. Portanto, assume um alto nivel de controle de gestao. Em outro enfoque, o institucional sao as definicoes culturais que determinam como a organizacao e construida, dirigida e avaliada (DOWLING; PFEFFER, 1975). O enfoque de legitimidade institucional, subdivide-se em tres perspectivas (O'DWYER; OWEN; UNERMAN, 2011; SUCHMAN, 1995): i) pragmatica-que repousa sobre os interesses de audiencias mais imediatas (stakeholders), considerando que a acao da organizacao afeta o bem estar do publico (DOWLING; PFEFFER, 1975); ii) moral-que se estabelece em julgamentos analisando se a atividade organizacional promove bem estar social (SUCHMAN, 1995); e iii) cognitiva-que decorre de modelos culturais em que as atividades organizacionais devem ser previsiveis e significativas (SUCHMAN, 1995). Para Suchman (1995), a legitimidade move-se a partir da pragmatica-que e mais manipulavel, passando pela moral e atingindo a cognitiva, ponto em que se torna mais sutil e mais auto sustentavel.

Tanto para ganhar quanto para manter a legitimidade e importante a comunicacao de forma a oferecer prestacao de contas, negociacoes, pedidos de desculpas, justificativas e explicacoes, que atendam as expectativas dos participantes da organizacao e da sociedade (DEEGAN; RANKING; VOGHT, 2000; LISTER, 2003). Salienta-se a importancia de manter e ou restaurar a legitimidade atraves da transparencia, o que seria uma demanda de varias partes interessadas (ELIJIDO-TEM; KLOOT; CLARCKSON, 2010). Como forma de manter a legitimidade, Herranz de La Casa (2007) destacou a importancia de disponibilizar informacoes sobre todos os aspectos das organizacoes para diminuir a assimetria informacional e as friccoes entre a organizacao e seus publicos. Para combater a assimetria informacional a organizacao deve aumentar a sua evidenciacao (SHROFF et al., 2013), atendendo aos interesses dos stakeholders por informacao. A transparencia sobre as acoes das organizacoes tornou-se uma questao estrategica, inserindo nas organizacoes, mecanismos de avaliacao e sistemas de informacao e comunicacao (MICHELON, 2011; RUIZ; MORALES, 2008).

O aumento da evidenciacao de informacao aconteceria por pressao vinda do publico em geral ou como resultado de duvidas, sobre se a organizacao esta ou nao cumprindo o contrato social (CLARKSON, 1995; PATTEN, 2002; TILT, 1994). Com o uso da Internet as organizacoes respondem as cobrancas da sociedade (GOLDSCHMIDT, 2006; INGENHOFF; KOELING, 2007; VOLTOLINI, 2004). Informacoes on-line constituem-se em uma estrategia de divulgacao eficiente para a legitimacao ou para manutencao da legitimidade das organizacoes (LEE; JOSEPH, 2013; NEU; WARSAME; PEDWELL, 1998). Em sintese, a legitimidade e construida atraves da evidenciacao de informacoes das organizacoes de forma transparente, simetrica e de facil compreensao (AKERLOF, 1970; DIAMOND, 1985).

Quando se trata de transparencia organizacional, exige-se qualidade das informacoes prestadas. Destaca-se que os custos da transparencia tendem a reduzir-se diante do progresso tecnologico e dos resultados que advem das divulgacoes (BOARD; SUTCLIFFE; WELLS, 2002). Alem disso, com a diminuicao da assimetria da informacao (LEUZ; VERRECCHIA, 2000) a legitimidade vai se tornando cognitiva e duradoura (SUCHMAN, 1995). As organizacoes estao divulgando mais informacoes financeiras e nao financeiras, para as partes interessadas, dentre eles os governos e os doadores e potenciais doadores (PARMAR et al., 2010) para contribuir no processo de tomada de decisao sobre financiar ou nao as organizacoes (HURTT; KREUZE; LANGSAM, 2001). As fundacoes devem operar com transparencia, disponibilizando criterios de acesso e uso dos recursos. Essa pratica nao e, entretanto, frequente no Brasil (FALCONER; VILELA, 2001). Um ponto a ser considerado e que a falta de transparencia pode afetar a captacao de recursos, ja que uma onda de desconfianca pode ser gerada por um ambiente de poucas informacoes ou de obscuridade (CAMARGO, 2001).

Algumas categorias de evidenciacao sao amplamente pesquisadas e referenciadas em diversos estudos, dentre elas destaca-se: economica e financeira, social, ambiental, estrategica, de governanca corporativa, dentre outras (BUSHMAN; PIOTROSKI; SMITH; 2004; GRAY; KOUHI; LAVERS, 1995; LINDBLOM, 1994; PATTEN, 2002; SILVA; MACAGNAN, 2012). A evidenciacao acontece basicamente atraves de informacoes obrigatorias ou voluntarias (HEALY; HUTTON; PALEPU, 1999). A primeira decorre de exigencias legais, enquanto a segunda compreende as informacoes que, por decisao da administracao, sao consideradas relevantes para serem divulgadas. Essas informacoes tambem podem ser qualitativas ou quantitativas financeiras e nao financeiras (O'DONOVAN, 2002).

As informacoes obrigatorias seguem padroes de evidenciacao determinados pelas normas de contabilidade e legislacoes especificas dos paises. Ja as informacoes qualitativas sao mais dificeis de avaliar, em termos de significancia e relevancia, porque recebem pesos variados dos individuos que as utilizam para a tomada de decisoes (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 1999). De um modo geral, a informacao contabil deve ser compreensivel, relevante, confiavel e comparavel (IUDICIBUS; MARION, 2007). A seguir sao apresentados alguns estudos empiricos sobre o tema e formuladas as hipoteses da pesquisa.

3 REVISAO DA LITERATURA EMPIRICA E FORMULACAO DAS HIPOTESES

A revisao de literatura empirica sobre o tema possibilitou identificar estudos explicativos que apresentavam testes de hipoteses, sistematizados no quadro 1.
Quadro 1--Estudos empiricos sobre divulgacoes de informacoes
em paginas eletronicas publicadas na Internet.

Autor/ano              O tema do estudo

Kelton &               Investigar os mecanismos da
Yang (2008)            governanca corporativa que levam a
                       transparencia e a melhora da
                       divulgacao dos relatorios
                       financeiros na Internet.

Cormier, Ledoux        Examinar as possibilidades, os
& Magnan (2009)        determinantes e os padroes de
                       divulgacao de desempenho das
                       organizacoes na Internet.

Gandia (2009)          Examinar a extensao e a forma como
                       as organizacoes usam a Internet
                       para divulgar informacoes sobre
                       ativos intangiveis.

Saxton & Guo (2011)    Investigar as relacoes de dialogo
                       entre as organizacoes e as partes
                       interessadas atraves da Internet.

Alvarez, Dominguez     Analisar as variaveis que explicam
& Sanchez (2011)       a evidenciacao online de
                       informacoes das universidades
                       espanholas.

Uwuigbe &              Investigar a associacao entre as
Uwalomwa (2011)        caracteristicas das organizacoes e
                       o nivel de divulgacoes corporativas
                       na Internet.

Adelopo et             Examinar como as organizacoes
al. (2012)             tornam a comunicacao de sua
                       responsabilidade social acessivel
                       aos seus publicos de interesse na
                       Internet.

Fonte: Elaboracao propria.


A partir do resultado da revisao dos referidos estudos empiricos e revisao da literatura teorica desenvolve-se as hipoteses para essa pesquisa. Hansmann (2003) salienta a necessidade de confianca entre as organizacoes com fins nao economicos e os doadores e ou usuarios de seus servicos. As organizacoes buscam sinalizar credibilidade para doadores atuais e potenciais, assim como os doadores devem estar interessados em como os recursos doados estao sendo investidos (ISLAM; DEEGAN, 2008). Portanto, formula-se a primeira hipotese de pesquisa:

H1-Existe relacao positiva entre o montante dos valores recebidos por doacoes e o nivel de evidenciacao de informacoes na pagina eletronica da fundacao publicada na Internet.

O papel das organizacoes com fins nao economicos, na realizacao de atividades com responsabilidade social ampliou-se e a discussao academica sobre os aspectos relacionados as formas de gestao intensificou-se (CAMARGO, 2001). Assim, a legitimacao da fundacao esta relacionada a eficiencia de gestao. No caso das organizacoes com fins nao economicos, as despesas relativas a cada programa sao indicador de uso eficiente dos recursos (CORE; GUAY; VERDI, 2006), o que pode ser inferido pelo numero de atendimentos realizados a sociedade, pois geram despesas as fundacoes. Nesse sentido, formula-se a segunda hipotese:

H2-Existe relacao positiva entre o numero de atendimentos realizados e o nivel de evidenciacao de informacoes na pagina eletronica da fundacao publicada na Internet.

Doadores podem entender a ausencia de divulgacao voluntaria de informacoes sobre projetos como anuncio de mau desempenho. Alguns estudos registram que, dada a multiplicidade de partes interessadas, as organizacoes, estrategicamente, respondem as demandas dos principais grupos de interesse e tendem a negligenciar ou ignorar as de outros grupos (LEV; PENMAN, 1990; CLARKSON; KAO; RICHARDSON, 1994; NEU; WARSAME; PEDWELL, 1998). No caso das organizacoes com fins nao economicos, considerando o objetivo de angariar fundos, se faz necessario atender ao maior numero de partes interessadas, assim, supoe-se que:

H3-Existe relacao positiva entre o volume de projetos e o nivel de evidenciacao de informacao na pagina eletronica da fundacao publicada na Internet.

Estudos sobre a evidenciacao de informacoes economicas e financeiras (CLARKSON; KAO; RICHARDSON, 1994) concluiram que o tamanho da empresa e um fator importante na explicacao da extensao da divulgacao voluntaria das organizacoes. Nesse caso, o valor total das arrecadacoes da organizacao com fins nao economicos indicaria o tamanho da mesma.. O que leva a testar a seguinte hipotese:

H4-Existe relacao positiva entre o valor total de arrecadacao e o nivel de evidenciacao de informacao na pagina eletronica da fundacao publicada na Internet.

Os estudos empiricos revisados sobre evidenciacao apontam que a cobertura da midia esta positivamente correlacionada com a divulgacao (BOUTEN; EVERAERT; ROBERTS, 2012; BRAMMER; PAVELIN, 2006; 2008; BRANCO; RODRIGUES, 2008). A midia forma percepcoes sobre questoes que moldam a divulgacao das estrategias das organizacoes (O'DONOVAN, 2002). Saxton e Guo (2011) enfatizam que a prestacao de contas baseada na comunicacao reconhece nao so a importancia de uma relacao direta, imediata e participativa entre uma organizacao e seus constituintes, mas tambem a ideia de que a responsabilidade e um processo continuo em vez de uma atividade em estagio final. Nesse sentido, formula-se a seguinte hipotese:

H5-Existe relacao positiva entre comunicacao e nivel de evidenciacao de informacao na pagina eletronica da fundacao publicada na Internet.

Legros e Matsushima (1993), Patten (2002) e Aerts, Cormier e Magnan (2008) levantam a hipotese de que organizacoes tendem a enfrentar mais pressao da opiniao publica e, assim, divulgar mais informacoes. Entende-se que o mesmo ocorre com as fundacoes, considerando o seu envolvimento com a sociedade, o nivel de evidenciacao de informacoes contribui para as legitimar. Com base nessa questao e utilizando o numero de beneficiados e o numero de organizacoes beneficiadas como proxy quantitativa para pressao social, formulamse as seguintes hipoteses:

H6-Existe relacao positiva entre o numero total de beneficiados pela fundacao e o nivel de divulgacao de informacoes nas paginas eletronicas publicadas na Internet.

H7-Existe relacao positiva entre o numero de organizacoes beneficiadas pelas fundacoes e o nivel de divulgacao de informacoes nas paginas eletronicas na Internet.

Essas sao as hipoteses levantadas e testadas por meio do modelo apresentado a seguir.

4 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

Neste item, apresenta-se o modelo estatistico utilizado, com a construcao da variavel dependente e as variaveis representativas das hipoteses formuladas. Na sequencia, apresentase a forma de obtencao das evidencias, o tratamento, a descricao da populacao e a quantificacao da amostra.

Para a analise estatistica foi utilizada a tecnica de minimos quadrados ordinarios e o modelo de analise construido e o seguinte:

NEF = [beta]0 + [beta]1Doa-\- [beta]2Atend + [beta]3Vol_proj + [beta]4ArrecA- [beta]5Comun + [beta]6Benef + [beta]70rg_benef + [member of]

Onde:

A variavel dependente: NEF corresponde ao nivel de evidenciacao das informacoes publicadas nas paginas eletronicas na Internet das fundacoes. Doa equivale as doacoes; Atend significa numero de atendimentos; Vol_proj significa volume de projetos; Arrec e igual ao valor total arrecadado; comun significa comunicacao; benef significa o numero de beneficiados; Org benef significa o numero de organizacoes beneficiadas pelas fundacoes [member of] o [member of] e o erro aleatotio.

Esta investigacao acompanha a tendencia de outros estudos (MICHELON, 2011; MURCIA et al., 2008), nos quais o nivel de evidenciacao foi medido por meio de indicadores que representavam informacoes, o que possibilitou o calculo do indice que mede o nivel de evidenciacao. Isso porque a evidenciacao e um conceito abstrato, e sua medicao implica na criacao de indicadores que representam as informacoes a serem analisadas.

Para tanto, desenvolveu-se uma revisao de literatura empirica sobre indicadores representativos de informacoes utilizados em analise de estudos com fundacoes. Inicialmente, a busca por pesquisas sobre o tema deu-se atraves da pagina eletronica de busca Google e, posteriormente, nas bases de dados. As palavras-chave empregadas na busca foram: indicadores, Internet, website, fundacoes, transparencia e evidenciacao de informacao on-line. A revisao de literatura nacional possibilitou a identificacao de apenas seis artigos com enfoque nos indicadores, um no ano de 2004 na Revista de Administracao de empresas-RAE; dois em 2006, sendo um na Revista de Contabilidade-RC/UERJ e outro na Revista de Gestao-REGE; dois em 2007, um na RC/UERJ e outro na Revista Brasileira de Financas RBFin; e um em 2008 na Revista de Ciencias da Administracao-RCA.

A revisao de literatura empirica foi realizada tambem nos periodicos internacionais, com as palavras-chave; Internet, website, foundation, third sector, transparency e disclosure online. Nos periodicos internacionais, atraves da pagina eletronica Scholar Google.com e nas bases de dados Academic Search Premier e Business Source Complete, ambas disponiveis no EBSCOhost-plataforma universal de pesquisas, correspondente ao periodo de 2002 a 2012, o que resultou em dezenove artigos, nos seguintes periodicos: Academia.edu, Nonprofit and Voluntary Sector Quarterly. Journal of Global Business and Economics, Social Science Research Network, International Journal of Auditing, The International Journal of Digital Accounting Research, International Journal of Accounting Information Systems, The Cost and Management, November-December, Journal of international business research, Managerial Auditing Journal, La Revista Espanola del Tercer Sector e Journal of Contemporary Accounting & Economics.

A analise sobre indicadores, em publicacoes nacionais e internacionais, possibilitou o reconhecimento de diferencas entre os estudos. Conforme o quadro 2, os estudos apresentam duas categorias de informacao classificadas como: obrigatoria e voluntaria.
Quadro 2--Numero de indicadores utilizados nas pesquisas
e seus respectivos autores.

                                      INDICADORES POR ARTIGOS

AUTORES                            Obrigatorias     Voluntarias

Budisusetyo e Amilia (2008)              4               7
Calixto, Barbosa e Lima (2007)          14               6
Froidevaux (2004)                        4              10
Gray, Kouhy e Lavers (1995)              8              16
Larran e Giner (2002)                    0              11
Michelon (2011)                                         18
Murcia, et al. (2008)                                   35
Rodriguez, Perez e Godoy (2009)          7              20
Silva e Macagnan (2009)                  7              83
Shukla e Gekara (2010)                   7               4
Soldi, et al. (2007)                     8              16

Fonte: Elaboracao propria.


A construcao da lista de indicadores utilizados nesse estudo foi resultado da revisao de literatura empirica e de parecer de tres especialistas no tema, o que resultou em uma lista composta por 100 indicadores, conforme apendices A e B. Desses indicadores, 26 sao representativos de informacoes obrigatorias e 74 de informacoes voluntarias. Na sequencia, desenvolveu-se a analise desses indicadores representativos das informacoes publicadas nas paginas eletronicas das fundacoes que compoem a amostra, atribuindo o valor 1 quando a informacao constava e 0 quando nao constava. Para tanto foi utilizada a analise de conteudo onde as evidencias qualitativas foram exploradas uma a uma e transformadas em evidencias quantitativas.

Com a finalizacao da analise dos indicadores evidenciados nas paginas eletronicas, foi possivel calcular o nivel de transparencia de cada uma das organizacoes pelos indices obrigatorios e voluntarios. Explicitando, este calculo e resultado da soma dos indicadores publicados pela fundacao na pagina eletronica dividida por 100, que representa o total de indicadores, resultando em um indice representativo do nivel de evidenciacao, com a seguinte formulacao:
Formula 1

[I.sub.j] = [[[n.summation over (i=1)][x.sub.ij]/[n.sub.j]]


Onde o numero de indicadores esperados para cada empresa corresponde a nj, a fundacao e representada pelo subindice j, e a quantidade de indicadores e expressa por i. Quando o indicador Xij e evidenciado, recebe o valor de 1, e 0 se nao for.
Quadro 3--Variaveis explicativas constituintes do modelo.

                        Nome da
       Hipoteses        variavel      Representacao

H1     Volume de        [beta]1Doa    Volume de doacoes
       doacoes                        que a organizacao
                                      recebeu.

H2     Numero de        [beta]2       Numero de
       atendimentos     Atend.        atendimentos a
                                      terceiros.

H3     Volume de        [beta]3       Volume de projetos
       projetos         Vol_proj      que a fundacao ira
                                      desenvolver.

H4     Total de         [beta]4       Total de
       arrecadacao      Arrec.        arrecadacao,
                                      equivaleria ao
                                      tamanho da fundacao.

H5     Comunicacao de   [beta]5       Comunicacao de
       informacoes      Comum         informacoes com a
                                      midia.

H6     Numero de        [beta]6       Numero de
       beneficiados     Benef.        beneficiarios.

H7     Numero de        [beta]7       Numero de
       organizacoes     Org_benefic   organizacoes
       beneficiadas                   beneficiadas com os
                                      programas da
                                      fundacao.

Fonte: Elaboracao propria.


Apos a construcao e medicao da variavel dependente e definidas as variaveis explicativas constituintes do modelo, apresentadas acima, definiu-se a amostra.

A definicao de populacao considerou-se que as fundacoes sao "um patrimonio destinado a servir, sem intuito de lucro, a uma causa de interesse publico determinada, que adquire personificacao juridica por iniciativa de seu instituidor", sendo que o seu patrimonio deve ser suficiente para a manutencao da entidade e dos fins previstos em Estatuto (SZAZI, 2006, p. 37). Para ser considerada uma fundacao, a organizacao deve possuir as seguintes caracteristicas: nao ter fins lucrativos, nao distribuir qualquer excedente aos seus associados, donos ou controladores e deve investir todo o superavit no seu objeto fim dentro do territorio nacional (BRASIL, 1998; SALAMON; ANHEIER, 1997). Diferentes das demais pessoas juridicas, sao consideradas como um patrimonio com um fim determinado que adquire personalidade juridica por forca de lei. O artigo 11 do Decreto-Lei n[degrees] 4.657, de 4 de setembro de 1942 (Lei de Introducao ao Codigo Civil), leva a conclusao de que obrigatoriamente, so poderao existir organizacoes com fins nao economicos (hoje associacoes e fundacoes) se objetivarem, em seus especificados fins, questoes de interesse coletivo (BRASIL, 2002). As fundacoes, alem de estarem submetidas a legislacao, precisam legitimar-se como forma de manter-se nao apenas economicamente, mas tambem para apoio a suas proposicoes sociais (RUIZ; MORALES, 2008).

Assim a populacao da pesquisa constituiu-se das fundacoes cadastradas no Ministerio Publico do Estado do Rio Grande do Sul que possuem pagina eletronica publicada na Internet. Com base neste corte, foram excluidas as federacoes, confederacoes, sindicatos, associacoes e demais fundacoes de outros estados brasileiros. Dentre as fundacoes identificadas na populacao de pesquisa foram pesquisadas as da area da educacao e da assistencia social, excluindo-se as demais areas. Nao foi analisada a questao financeira das entidades, nem a utilizacao dos recursos arrecadados e nem se as informacoes evidenciadas foram realizadas. Tambem nao foi analisado qualquer outro veiculo de divulgacao que nao fosse as paginas eletronicas das fundacoes.

No Ministerio Publico do Rio Grande do Sul, em julho de 2011, estavam cadastradas 361 fundacoes. A opcao pela informacao da base de dados do Ministerio Publico foi em funcao dele ser o orgao oficial fiscalizador do segmento. Desse universo, foram excluidas 239 fundacoes por nao terem paginas eletronicas disponibilizadas na Internet. Ainda, foram excluidas 59 por nao se classificarem como educacionais ou assistenciais, 5 por estarem com as paginas eletronicas fora do ar, 6 em manutencao e 4 em construcao. Assim, a amostra final foi de 48 paginas eletronicas de fundacoes sediadas no Rio Grande do Sul atuantes nos segmentos educacional ou assistencial. O acesso as paginas ocorreu entre agosto de 2011 e junho de 2012. A seguir sao apresentados os resultados da pesquisa.

5 ANALISE DAS EVIDENCIAS

Este item apresenta a analise descritiva do nivel de evidenciacao nas fundacoes identificadas por meio de analise de conteudo. Tambem, apresenta a analise de regressao de minimos quadrados ordinarios e o modelo confirmado. Na sequencia apresenta-se o resultado das hipoteses testadas, dialogando com a revisao dos estudos anteriores.

Na etapa descritiva, procedeu-se a verificacao quantitativa dos indicadores representativos das informacoes evidenciadas. A analise de conteudo dos indicadores possibilitou identificar o nivel de transparencia das fundacoes, assim como conhecer os indicadores representativos de informacao evidenciados. Considerando os 26 indicadores obrigatorios (Apendice A), o indicador representativo de informacao sobre: o valor das doacoes foi o mais evidenciado, com percentual de 37,5%. Os indicadores: valor da origem dos ingressos e o icone de acesso aos relatorios obtiveram ambos uma representacao de 31,25%. Ja os indicadores: Balanco Social, Superavit e DOAR foram evidenciados em 27,08% das paginas eletronicas das fundacoes analisadas. Os indicadores: DVA, valor das subvencoes e parecer da Auditoria obtiveram o nivel de evidenciacao de 20,83%. Os demais indicadores apresentaram nivel de evidenciacao inferior a 20%.

Quando da analise dos 76 indicadores voluntarios (Apendice B), os indicadores: historia da entidade e metas e objetivos foram evidenciados por todas as fundacoes. O indicador: contatos por e-mail obteve um nivel de evidenciacao de 93,75%, e contatos por telefone, 91,67%. Os indicadores representativos de informacoes na website e declaracao de missao obtiveram 87,50% de evidenciacao. O indicador: relatorio das atividades obteve 81,25%, enquanto o indicador: transparencia nas atividades foi evidenciado por 70,83% das fundacoes. Os indicadores: divulgacao de projetos e atualizacao do site pontuaram 66,67%, ja o indicador: divulgacao dos membros obteve 64,58% de nivel de evidenciacao. Ainda, o indicador: cursos a oferecer obteve nivel de evidenciacao de 62,50%, enquanto que o indicador: projetos, 58,33%.

Considerando o total de indicadores, a analise identificou que uma das fundacoes que compoem a amostra obteve 84,62% do nivel de evidenciacao obrigatoria; tres fundacoes obtiveram 76,92% e outras duas 73,08% do nivel de indicadores representativos de informacao obrigatoria evidenciados. Ainda, oito fundacoes obtiveram o nivel de evidenciacao acima de 50% dos indicadores obrigatorios, as demais nao atingiram este percentual. Quando da analise dos indicadores representativos de informacao voluntaria, os resultados apontam para apenas uma fundacao com indice de evidenciacao de 70,27%, configurando-se como organizacao com maior transparencia voluntaria, seguida por outra com 60,81%. Oito fundacoes que compoem a amostra apresentaram nivel de evidenciacao entre 45% e 60% dos indicadores. As demais fundacoes obtiveram nivel de evidenciacao das informacoes voluntarias propostas, abaixo de 45%.

Interpretando os resultados constata-se que os indicadores identificados como obrigatorios sao menos divulgados do que os voluntarios. Cabe salientar que os obrigatorios sao os que refletem mais informacoes economicas e financeiras, demonstram onde os recursos angariados sao investidos. Tambem se pode inferir que estes sao obrigatorios, em grande parte, como resultado das pressoes sociais pela transparencia (PATTEN, 1991; TILT, 1994) que o legislador e ou regulador ja atendeu. Quanto aos indicadores de evidenciacao voluntaria, a divulgacao e maior, demonstrando a vontade da fundacao, principalmente de contar sua historia, mostrar o que ela faz e se mostrar disponivel para os publicos de interesse, o que confirma a busca pela confianca (CAMARGO, 2001; HANSMANN, 2003; ORTMANN; SCHLESINGER, 1997) e legitimidade junto a sociedade (SHOCKER; SETHI, 1973; LINDBLOM, 1994, SUCHMAN, 1995).

Concluindo a analise descritiva, observou-se que quando a analise volta-se para o nivel de evidenciacao das fundacoes, percebe-se que sao poucas as que tem percentual de divulgacao superior a 50%. O que significa dizer que apresentam baixo nivel de transparencia para o numero de indicadores identificados nessa pesquisa.

Na sequencia desenvolveu-se a regressao, apos confirmar que as variaveis nao estariam correlacionadas, segundo modelo construido conforme as hipoteses. A seguir, estao apresentadas apenas aquelas variaveis que mostraram significancia estatistica abaixo de 10%. O modelo reduzido apresenta-se com F de 33,60%, portanto, estatisticamente significativo.

O resultado aponta para um [R.sup.2] ajustado de 74,77%. Ou seja, as variaveis representativas de: Doacoes; Beneficiados dos Programas e Organizacoes Beneficiadas, com resultados estatisticamente significativos, explicam cerca de 75% do nivel de evidenciacao dos indicadores de informacoes sobre as fundacoes nas paginas eletronicas. Destaca-se que as variaveis explicativas diferem em grau de significancia. A variavel Doacoes tem significancia a 1%, enquanto que as variaveis Beneficiados dos Programas e Instituicoes Apoiadas tem grau de significancia a 5%. As demais variaveis nao apresentaram significancia estatistica. A seguir, comentam-se as hipoteses testadas nesse estudo.

6 ANALISE DOS RESULTADOS E DISCUSSAO DAS HIPOTESES

Das sete hipoteses testadas, quatro foram rejeitadas e tres nao foram rejeitadas estatisticamente.

A H2: "existe relacao positiva entre o numero de atendimentos realizados e o nivel de evidenciacao de informacoes na pagina eletronica da fundacao publicada na Internet", nao se confirmou como um dos fatores explicativos da evidenciacao de informacoes nas paginas eletronicas das fundacoes, demonstrando melhoria na forma de gestao (CAMARGO, 2001). Tambem nao se confirma a vontade das fundacoes em demonstrar o uso eficiente dos recursos conforme dito por Core, Guay e Verdi (2006) o que contribuiria para a legitimacao delas.

As hipoteses relativas: ao volume de projetos-H3 e ao valor total de arrecadacao H4; e a comunicacao, tambem foram rejeitadas. No que se refere aos projetos, onde se esperava a divulgacao como forma de atender as demandas dos principais grupos de interesse, preconizado por diversos estudos (CLARKSON; KAO; RICHARDSON, 1994; LEV; PENMAN, 1990; NEU; WARSAME; PEDWELL, 1998), a hipotese nao se confirmou. Esperava-se relacao positiva entre o total de arrecadacao representativo do tamanho da fundacao e o nivel de evidenciacao delas como fora encontrado nos estudos de Clarkson, Kao e Richardson (1994), porem, isso tambem nao se confirmou.

Considerando a hipotese comunicacao: nivel de evidenciacao de informacao na pagina eletronica da fundacao publicada na Internet-H5, a nao confirmacao contraria os apontamentos de O'Donovan (2002) que enfatiza que a prestacao de contas baseada na comunicacao reconhece a importancia de uma relacao direta, imediata e participativa entre a organizacao e seus stakeholders, como forma de prestacao de contas oportuna e simetrica da responsabilidade social (AKERLOF, 1970).

As hipoteses: 1, 6 e 7 nao foram rejeitadas. A hipotese referente ao volume de doacoes-H1, nao foi rejeitada como explicativa do nivel de evidenciacao de informacoes nas paginas eletronicas das fundacoes, conforme esperado quando da analise do estudo de Islam e Deegan (2008). Significa dizer que, quanto maior o total de doacoes, maior e o nivel de evidenciacao. Pode-se supor que os gestores das fundacoes evidenciam mais informacoes para aumentar a credibilidade junto aos doadores e potenciais doadores especialmente, alem dos usuarios dos seus servicos (HANSMANN, 2003) como forma de legitimacao e continuidade das operacoes na comunidade onde estao inseridas (LINDBLOM, 1994; SHOCKER; SETHI, 1973; SUCHMAN, 1995).

As hipoteses do numero de pessoas beneficiadas-H6 e do numero de organizacoes beneficiadas pelas fundacoes-H7, tambem nao foram rejeitadas. Considerando a importancia e o envolvimento das fundacoes com a sociedade e tambem com outras organizacoes, Saxton e Guo (2011), afirmam que ha evidencias de que existe relacao positiva entre essas variaveis e organizacoes com fins nao economicos. Pode-se inferir que os gestores das fundacoes evidenciam mais informacoes sobre essas relacoes, como forma de responder as pressoes sociais por informacoes (PATTEN, 2002; AERTS; CORMIER; MAGNAN, 2008; LEGROS; MATSUSHIMA, 1993), o que pode levar a reducao da assimetria da informacao (AKERLOF, 1970; DIAMOND, 1985) e a manutencao ou melhoria da legitimidade das fundacoes (SUCHMAN, 1995).

Os resultados possibilitam inferir que, quanto maior for o nivel de doacoes, organizacoes beneficiadas e o numero de pessoas envolvidas nos projetos, maior sera o nivel de evidenciacao de informacoes das fundacoes em suas respectivas paginas eletronicas publicadas na Internet. Os resultados tambem apontam para a preocupacao das fundacoes com a legitimacao delas junto a comunidade onde estao inseridas, porem, cabe salientar que a busca por credibilidade usando a ferramenta da divulgacao pela Internet ainda pode ser melhor explorada, confirmado pelo nivel de evidenciacao calculado para cada fundacao e tambem pelos tipos de informacoes que elas divulgam confirmado pelas hipoteses testadas.

7 CONSIDERACOES FINAIS

Para responder quais sao os fatores explicativos do nivel de evidenciacao de informacoes nas paginas eletronicas de fundacoes sediadas no Rio Grande do Sul-Brasil, com o intuito de identificar se o nivel de transparencia corresponde as necessidades de prestacao de contas para os stakeholders-principalmente doadores e potenciais doadores na busca de credibilidade para a legitimacao das fundacoes na sociedade, utilizou-se de uma amostra especifica, constituida de 48 fundacoes do Rio Grande do Sul-Brasil, organizacoes com fins nao economicos pertencentes ao terceiro setor da sociedade civil, que atuam em assistencia social e educacao.

A pesquisa empirica identificou 100 indicadores de evidenciacao distribuidos entre obrigatorios e voluntarios que serviram para construir a variavel dependente do nivel de evidenciacao das fundacoes-NEF, pela busca deles nos sitios de Internet de cada uma das fundacoes. Outros estudos foram fundamentais para a elaboracao das sete hipoteses testadas e para a definicao das variaveis independentes da analise de regressao objetivando explicar o nivel de evidenciacao.

A questao de pesquisa foi respondida no momento em que se identificou os valores recebidos em doacoes, o numero total de beneficiados e o numero de organizacoes beneficiadas pelas fundacoes, como fatores explicativos do nivel de evidenciacao delas, que tambem correspondem a algumas formas de prestacao de contas para os stakeholders na busca por credibilidade e legitimacao das fundacoes na sociedade onde estao inseridas.

As principais contribuicoes dessa pesquisa ficam por conta da identificacao dos indicadores de evidenciacao obrigatoria e voluntaria das organizacoes com fins nao economicos que poderao ser replicados em outros estudos empiricos. Bem como para os tres fatores explicativos de evidenciacao de informacoes nas paginas eletronicas das fundacoes que poderao ser explorados pelas proprias fundacoes no sentido de usa-los com maior afinco no intuito de aumentar os fundos advindos de doadores. Alem disso, existe a possibilidade de exploracao de outros fatores levantados nas hipoteses como potenciais alavancadores de legitimidade para essas organizacoes.

Considerando que a presente pesquisa apresentou limitacoes que inviabilizaram algumas conclusoes no que se refere a legitimidade das organizacoes e a assimetria da informacao, sugere-se que em futuros estudos, a amostra seja ampliada e a qualidade e oportunidade das informacoes tambem sejam consideradas, pois apenas com a quantidade de informacoes a afirmacao de que a evidenciacao contribui para a credibilidade e legitimacao das fundacoes fica fragilizada. No mesmo sentido, organizacoes do terceiro setor ainda sao pouco exploradas pela literatura nacional e internacional e, considerando a sua relevancia para a economia, sugere-se mais estudos, principalmente para verificar se elas entregam o que dizem que entregam como produto social.

DOI: 10.18028/2238-5320/rgfc.v6n2p72-93

REFERENCIAS

ADELOPO, Ismail, MOURE, Ramiro C.; PRECIADO, Lucely Vargas; OBALOLA, Musa. Determinants of web-accessibility of corporate social responsibility communications. Journal of Global Responsibility. v. 3, n. 2, p. 235-247, 2012.

AERTS, Walter; CORMIER, Denis. MAGNAN, Michel. Corporate environmental disclosure, financial markets and the media: An international perspective. Ecological Economics. n. 64, p. 643-659, 2008.

AKERLOF, George A. The Market for "Lemons: Quality Uncertainty and the Market Mechanism." The Quarterly Journal of Economics. v. 84, n. 3, p. 488-500, aug. 1970.

ALVAREZ, Isabel Gallego; DOMINGUEZ, Luis Rodriguez; SANCHEZ, Isabel Maria Garcia. Information disclosed online by Spanish universities: content and explanatory factors. Online Information Review. v. 35, n. 3, p. 360-385, 2011.

ASSIS, Marcio Sanches de; MELLO, Gilmar Ribeiro de; SLOMSKI, Valmor. Transparencia nas entidades do Terceiro Setor: a Demonstracao do Resultado Economico como instrumento de mensuracao de desempenho. In: Anais 6[degrees] Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, Sao Paulo, 2006.

BOARD, John; SUTCLIFFE, Charles M.; WELLS, Stephen. Transparency and fragmentation: financial market regulation in a dynamic environment. New York: Palgrave Macmillan, 2002.

BOUTEN, Lies; EVERAERT, Patricia; ROBERTS, Robin W. How a two-step approach discloses different determinantes of voluntary social and environmental reporting. Journal of Business Finance & Accounting. v. 39, n. 5 e 6, p. 567-605, jun/ jul, 2012.

BRAMMER, Stephen; PAVELIN, Stephen. Factors Influencing the Quality of Corporate Environmental Disclosure. Business Strategy and the Environment. n. 17, p. 120-136, 2008.

BRAMMER, Stephen; PAVELIN, Stephen. Voluntary Environmental Disclosures by Large UK Companies. Journal of Business Finance & Accounting. v. 33, n. 7, p. 1168-1188, oct, 2006.

BRANCO, Manuel Castelo; RODRIGUES, Lucia Lima. Factors Influencing Social Responsibility Disclosure by Portuguese Companies. Journal of Business Ethics. n. 83, p. 685-701, Springer, 2008.

BRASIL. Constituicao da Republica Federativa do Brasil (1988). Biblioteca Digital Camara dos deputados, 35a Edicao, Brasilia-DF, 2012.

BRASIL. Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002. Institui o Codigo Civil Brasileiro. Brasilia: DOU de 11.01.2002. Disponivel em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/110406.htm>. Acesso em 15 jan. 2011.

BRASIL. Lei n[degrees] 9637. Dispoe sobre a qualificacao de entidades como organizacoes sociais. Brasilia: DOU, 15 de maio de 1998. DOU de 18.5.1998 e retificado no DOU 25.5.1998. Disponivel em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9637.htm>. Acesso em 15 jan. 2011.

BUDISUSETYO, Sasongko; ALMILIA, Luciana Spica. The Practice of Financial Disclosure on Corporate Website: Case Study in Indonesia (Aug, 12 2008). Disponivel em: SSRN: <http://ssrn.com/abstract=1219451> ou <http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.1219451>. Acesso em 15 jan. 2011.

BUSHMAN, Robert M.; PIETROSKI, Joseph D.; SMITH, Abbie J. What determines corporate transparency? Journal of Accounting Research. v. 42, n. 2, p. 207-252, may, 2004.

CALIXTO, Laura; BARBOSA, Ricardo R.; LIMA, Marlene. Disseminacao de informacoes ambientais voluntarias: Relatorios contabeis versus Internet. Revista de Contabilidade e Financas, Sao Paulo, Edicao 30 anos de Doutorado, p. 84-95, jun, 2007.

CAMARGO, Mariangela Franco de. Gestao do Terceiro Setor no Brasil: estrategias de captacao de recursos para organizacoes sem fins lucrativos. Sao Paulo: Futura, 2001.

CICONELLO, Alexandre. O que e uma ONG? Associacao Brasileira de Organizacoes Nao Governamentais. Disponivel em: <http://www.abong.org.br/>. Acesso em: 10 jan 2011.

CLARKSON, Max B. E. A stakeholder framework for analysing and evaluating corporate social performance. Academy of Management Review, v. 20, n. 1, p. 92-117, 1995.

CLARKSON, P.; KAO, J.; RICHARDSON, G. The voluntary inclusion of forecasts in the MD&A section of annual reports. Contemporary Accounting Research, v. 11, n. 1, p. 42350, 1994.

CORE, John E.; GUAY, Wayne R.; VERDI, Rodrigo S. Agency problems of excess endowment holdings in not-for-profit firms. Journal of Accounting and Economics, v. 41, n, 3, p. 307-333, sep, 2006.

CORMIER, Denis; LEDOUX, Marie-Jose; MAGNAN, Michel. The use of Web sites as a disclosure platform for corporate performance. International Journal of Accounting Information Systems, n. 10, p. 1-24, 2009.

CORMIER, Denis; MAGNAN, Michel, Environmental reporting management: a continental European perspective, Journal of Accounting and Public Policy, v. 22, n. 1, p. 43-62, 2003.

DEEGAN, Craig, RANKING, Michaela; VOGHT, Peter. Firms' disclosure reactions to major social incidents: Australian evidence. Accounting Forum, v. 24, n. 1, p. 101-130, 2000.

DIAMOND, Douglas W. Optimal Release of Information by Firms. The Journal of Finance, v. 40, n. 4, p. 1071-1094, sep, 1985.

DIAS FILHO, Jose Maria. Politicas de evidenciacao contabil: um estudo do poder preditivo e explicativo da teoria da legitimidade. In: EnANPAD, n. 31. Anais... Rio de Janeiro: ANPAD, 2007.

DOWLING, John; PFEFFER, Jeffrey. Organizational legitimacy: Social values and organizational behavior. Pacific Sociological Review, v. 18, n. 1, p. 122-136, 1975.

ELIJIDO-TEN, Evangeline, KLOOT, Louise; CLARCKSON, Peter. Extending the application of stakeholder influence strategies to environmental disclosures: An exploratory study from a developing country. Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 23, n. 8, p. 1032-1059, 2010.

FALCONER, Andres P.; VILELA, Roberto. Recursos privados para fins publicos: as grantmakers brasileiras. Sao Paulo: Fundacao Peiropolis, 2001.

FROIDEVAUX, Ewa A. Investor relation Internet disclosure and the cost of equity capital. Thesis Doctor of Economics and Social Sciences. Faculty of Economics and Social Sciences. University of Fribourg. Switzerland. 2004.

GANDIA, Juan L. Internet disclosure by nonprofit organizations: empirical evidence of nongovernmental organizations for development in Spain. Nonprofit and Voluntary Sector Quarterly, v. 40, n. 1, p. 57-78, feb, 2009.

GOLDSCHMIDT, Andrea. Estrategias de comunicacao para o Terceiro Setor. Disponivel em: <http://integracao.fgvsp.br/ano6/08/financiadores.htm>. Acesso em: 5 abr 2006.

GRAY, Rob; KOUHY, Reza; LAVERS, Simon. Corporate social and environmental reporting: A review of the literature and a longitudinal study of UK disclosure. Accounting, Auditing & Accountability Journal, Vol. 8, No. 2. p. 47-77, 1995.

GUTHRIE, James; PARKER, Lee D. Corporate social disclosure practice: a comparative international analysis. Advances in Public Interest Accounting, v. 3, p. 159-175, 1990.

GUTHRIE, James; PARKER, Lee D. Corporate social reporting: A rebuttal of legitimacy theory. Accounting and Business Research, v. 19, n. 76, p. 343-352, 1989.

HANSMANN, Henry. The role of trust in nonprofit enterprise. Em The study of nonprofit enterprise: Theories and approaches, por Helmut K. Anheier e Avner Ben-Ner, 115-122. New York: Plenum Publishers, 2003.

HEALY, P., HUTTON, A. P., PAPELU, K. G. Stock performance and intermediation changes surrounding sustained increases in disclosure. Contemporary Accounting Research, v. 16, n. 3, p. 485-520, 1999.

HENDRIKSEN, Eldon S.; VAN BREDA, Michael F. Teoria da contabilidade. Traducao de Antonio Zoratto Sanvicente. 5. ed. Sao Paulo: Altas, 1999.

HERRANZ DE LA CASA, J. M. La gestion de la comunicacion como elemento generador de transparencia en las organizaciones no lucrativas. CIRIEC-Espana-Revista de Economia Publica, Social y Cooperativa, n. 57, p. 5-31, 2007.

HURTT, D. N., KREUZE, J. G.; LANGSAM, S. A. Using the Internet for financial reporting. The Journal of Corporate Accounting & Finance, v. 12, n. 3, p. 67-75, 2001.

INGENHOFF, D.; KOELLING, A. M. The potential of Web sites as a relationship-building tool for charitable fundraising NPOs. Public Relations Review, v. 35, n. 1, p. 66-73, 2007.

IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. Estudos & pesquisas: informacao economica: as fundacoes privadas e associacoes sem fins lucrativos no Brasil, 2006. Rio de Janeiro, 2009.

ISLAM, M.; DEEGAN, C. Motivations for an organization within a developing country to report social responsibility information: evidence from Bangladesh. Accounting. Auditing and Accountability Journal, v. 21, n. 6, p. 850-874, 2008.

IUDICIBUS, Sergio de; MARION, Jose Carlos. Introducao a teoria da contabilidade. 5. ed. Sao Paulo: Atlas, 2007.

KELTON, Andrea S.; YANG, Ya-wen. The impact of corporate governance on internet financial reporting. Journal of Accounting and Public Policy, v. 27, p. 62-87, 2008.

LARRAN, Manuel. GINER, Bogona. The Use of the Internet for Corporate Reporting by Spanish Companies. The International Journal of Digital Accounting Research, v. 2, n. 1, p. 53-82, 2006.

LEE, Roderick L.; JOSEPH, Rhoda C. An examination of web disclosure and organizational transparency. Computers in Human Behavior, n. 29, p. 2218-2224, 2013.

LEGROS, P.; MATSUSHIMA, H. As parcerias eficientes e quase eficientes. Revisao de Estudos Economicos, v. 60, n. 3, p. 599-611, 1993.

LEUZ, Christian; VERRECCHIA, Robert E. The economic consequences of increased disclosure. Journal of accounting research, v. 38, Supplement: Studies on Accounting Information and the Economics of the Firm, p. 91-124, 2000.

LEV, B.; Penman, S. Voluntary forecast disclosure, nondisclosure, and stock prices. Journal of Accounting Research, v. 28, p. 49-76, 1990.

LINDBLOM, Cristi K. The implications of organizational legitimacy for corporate social performance and disclosure. Paper apresentado na Critical Perspectives on Accounting Conference. New York, NY, 1994.

LISTER, S. NGO legitimacy: technical issue or social construct? Critique of Anthropology, London: Sage Publications, p.175-192, 2003.

MEYER, J. W.; SCOTT, W. R. Centralization and the legitimacy problems of local government. In: MEYER, J. W.; SCOTT, W. R. Organizational environments: ritual and rationality. Beverly Hills: Sage, p. 199-215, 1983.

MICHELON, Giovanna. Sustainability disclosure and reputation: A comparative study. Corporate Reputation Review, v. 14, n. 2, p. 79-96, 2011.

MURCIA, Fernando Da-Ri; FAVERO, Luiz Paulo Lopes; ROVER, Suliani; LIMA, Gerlando A. S. F. De; LIMA, Iran. Disclosure 'Verde' nas Demonstracoes Contabeis: Caracteristicas da informacao ambiental e possiveis explicacoes para a divulgacao voluntaria. Revista UnB Contabil, Brasilia, v. 2, n. 2, p. 260-278, 2008.

NAUDE, A. M.; FRONEMAN, J. D.; ATWOOD. R. A. The use of the internet by ten South African nongovernmental organizations-a public relations perspective. Public Relations Review, v. 30, n. 1, p. 87-94, 2004.

NEU, D.; WARSAME, H.; PEDWELL, K. Managing public impressions: environmental disclosures in annual reports. Accounting, Organizations & Society, v. 23, n. 3, p. 265-282, 1998.

O'DONOVAN, Gary. Environmental disclosures in the annual report: extending the applicability and predictive power of legitimacy theory. Accounting Auditing and Accountability Journal, v. 15, n. 3, p. 344-371, 2002.

O'DWYER, Brendan; OWEN, David; UNEMAN, Jeffrey. Seeking legitimacy for new assurance forms: The case of assurance on sistainability reporting. Accounting, Organizations and Society, n. 36, p. 31-52, 2011.

ORTMANN, Andreas; SCHLESINGER, Mark. Trust, Repute, and the Role of Nonprofit Enterprise. Voluntas: International Journal of Voluntary and Nonprofit Organizations, v. 8, n. 2, p. 97-119, 1997.

PARMAR, Bidhan L., R. FREEMAN, Edward; HARRISON, Jeffrey S.; WICKS, Andrew C.; PURNELL Lauren; COLLE, Simone de. Stakeholder theory: The state of the art. The Academy of management annals, v. 4, n. 1, p. 403-445, 2010.

PATTEN, Dennis M. Exposure, legitimacy and social disclosure. Journal of Accounting and Public Policy, n. 10, p. 297-308, 1991.

PATTEN, Dennis M. The relation between environmental performance and environmental disclosure: A research note. Accounting, organizations and Society, v. 26, n. 2, p. 763-773, 2002.

RODRIGUEZ, Maria Del Mar G.; PEREZ, Maria del Carmen C.; GODOY, Manuel Lopes. La transparencia on-line de las ONG Espanolas. Revista Espanola del Tercer Sector, Madrid, n. 13, p. 63-86, 2009.

RUIZ, M. Tirado; MORALES, P. A. C. Transparencia y calidad de la informacion economico-financiera en las entidades no lucrativas: un estudio empirico a nivel andaluz. CIRIEC-Espana, Revista de Economia Publica, Social y Cooperativa, n. 63, p. 253-274, 2008.

SALAMON, Lester M.; ANHEIER, Helmut K. Defining the nonprofit sector: a crossnational Analysis. Manchester University Press, 1997.

SAXTON, Gregory D.; GUO, Chao. Accountability on line: understanding the Web-Based Accountability Practices of Nonprofit Organizations. Nonprofit and Voluntary Sector Quarterly, v. 40, n. 2, p. 270-295, jul, 2011.

SHOCKER, Allan D.; SETHI, S. Prakash. An approach to incorporating societal preferences in developing corporate action strategies. California Management Review, v. 15 n. 4, p. 97105, 1973.

SHROFF, Nemit; SUN, Amy X.; WHITE, Hal D.; ZHANG, Weining. Voluntary Disclosure and Information Asymmetry: Evidence from the 2005 Securities Offering Reform. 11 de 2013. Disponivel em: <http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.1846123> Acesso em 26 mar 2014.

SHUKLA, Anita; GEKARA, Mouni G. Corporate reporting in modern era: A comparative study of Indian and Chinese companies. Global Journal of International Business Research, v. 4, n. 10, p.42-56, 2010.

SILVA, Vanderleia dos. MACAGNAN, Clea Beatriz. Categorias de informacoes evidenciadas nos relatorios anuais. REDES-Rev. Des. Regional, Santa Cruz do Sul, v. 17, n. 2, p. 154-174, 2012.

SOLDI, Alexandra R.; HATZ, Claudia R.; SANTOS, Gilmar R.; SILVA, Meyriane M. da; MILANI FILHO, Antonio F. Transparencia no Terceiro Setor: um estudo sobre as organizacoes filantropicas. Jovens Pesquisadores, v. 4, n. 1, jan / jun, 2007.

SUCHMAN, Mark C. Managing Legitimacy: Strategic and Institutional Approaches. Academy of Management review, v. 20, n. 3, p. 571-610, 1995.

SZAZI, E. Terceiro Setor: regulacao no Brasil. 4. ed. Sao Paulo: Peiropolis, 2006.

TILT, Carol Ann. The Influence of External Pressure Groups on Corporate Social Disclosure: Some Empirical Evidence. Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 7, n. 4, p. 47-72, 1994.

UWALOMWA Uwuigbe, An empirical investigation of the association between firms characteristics and Corporate social disclosures in the nigerian financial sector. Journal of Sustainable Development in Africa, v.13, n. 1, p. 60-74, 2011.

VOLTOLINI, Ricardo (org). Terceiro Setor: planejamento & gestao. Sao Paulo: Senac, 2004.

Apendice A: Indicadores Obrigatorios de Evidenciacao

INDICADORES OBRIGATORIOS

1 Balanco Social

2 Balanco Patrimonial

3 Demonstracao de Superavit ou Deficit

4 Demonstracao de Fluxos de Caixa

5 Mutacoes do Patrimonio Social

6 Notas Explicativas

7 Relatorio de Auditoria

8 Inventario de Elementos Patrimoniais

9 Demonstracao de Isencoes Previdenciarias

10 Icone de acesso aos relatorios

11 Valor das doacoes

12 Valor das subvencoes

13 Publicacao na imprensa oficial

14 Remessa-demonstracoes aos interessados

15 Disponibilizacao das demonstracoes aos usuarios

16 Comunicacao que as DRE estao a disposicao

17 Segregacao de contas de receitas e despesas por atividade

18 Informacao s/criterios de apuracao das receitas e despesas

19 Descricao das obrigacoes de longo prazo

20 Valor da origem dos ingressos

21 DMPL-Demonstracao das Mutacoes do Patrimonio Social

22 DOAR-Demonstracao das Origens e Aplicacoes de Recursos

23 Demonstracao do Valor Adicionado

24 Demonstracao do Resultado do Exercicio

25 Relatorio da Administracao

26 Informacao as partes interessadas

Apendice B: Indicadores Voluntarios de Evidenciacao

INDICADORES VOLUNTARIOS

1 Historia da entidade

2 Relatorio de atividades

3 Metas e objetivos

4 Fatores criticos de sucesso (plano de acao)

5 Eventos importantes no ano

6 Demonstrativo das Despesas

7 Tem estrutura organizacional

8 Investimentos em Recursos Humanos

9 Sumario dos Resultados Historicos

10 Demonstrativo das Receitas

11 Custo da atividade de captacao de recursos

12 Evidenciacao dos recursos com finalidade exclusiva

13 Transparencia das atividades

14 Tem canal de sugestoes

15 Tem divulgacao dos projetos

16 Numero de funcionarios remunerados

17 Numero de voluntarios e horas dedicadas

18 Satisfacao dos usuarios dos servicos

19 Satisfacao dos funcionarios

20 E vinculado a outra entidade

21 Politicas e projetos de investimento

22 Resultados e desempenho projetados

23 Divulga sumarios de resultados anteriores

24 Informacoes gerais disponiveis no website

25 Declaracao da missao da organizacao

26 Destinacao de Recursos Captados

27 Numero de beneficiarios

28 Politicas de Investimento

29 Contatos por telefone

30 Contatos por e-mail

31 Tem patrocinadores/financiadores

32 Tem descricao dos membros da Diretoria

33 Tem subsidios do governo

34 Tem atualizacao do site

35 Aceita sugestao de novos projetos

36 Oferece a possibilidade de fazer doacao on-line

37 Numero de reunioes anuais dos orgaos

38 Temas que tratam das reunioes anuais

39 Informacoes em outro idioma

40 Tem noticias financeiras

41 Tem analistas no site

42 Oferece visualizacao do codigo de etica

43 Relatorio de sustentabilidade

44 Relatorio de impacto no meio ambiente

45 Divulgacao financeira

46 Acesso as instalacoes fisicas

47 Informacoes operacionais e administrativas

48 Divulgacao dos nomes dos membros da adm.

49 Atualizacao semestral (relatorios)

50 Atualizacao mensal (relatorios)

51 Atualizacao trimestral (relatorios)

52 Atualizacao anual (relatorios)

53 Divulgada a aprovacao de despesas

54 Selecao de membros da organizacao

55 Existencia de organograma

56 Grau de cumprimento dos objetivos atraves das atividades realizadas

57 Principais financiadores das receitas

58 E divulgada a selecao de fornecedores

59 Divulga criterio de selecao de projetos

60 Mapa do site

61 Caixa de busca

62 Declaracao de renda

63 Carta do presidente

64 Assinatura do presidente

65 Assinatura do auditor

66 Responsabilidade social

67 Existe algum questionario on-line

68 Tem cursos a oferecer

69 Prestacao de contas

70 Tem departamento de recursos humanos

71 Existe link de satisfacao dos usuarios

72 Numero de doadores

73 Tem projetos na pagina

74 Ha registro on-line p/novos doadores

Rejane da Rocha Pacheco, Clea Beatriz Macagnan, Rosane Maria Seibert

Mestre em Ciencias Contabeis (UNISINOS)

Professora na Instituicao FADERGS-Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul

Endereco: Rua Riachuelo, 1257-Centro

90021-273-Porto Alegre/RS, Brasil

re_conjur@hotmail .com

Doutora em Creacion, Estrategia y Gestion de empresas-Universidad Autonoma de

Barcelona-Titulo convalidado pelo programa de doutorado em Ciencias Contabeis da USP

Professora do PPG de Mestrado e Doutorado em Ciencias Contabeis da UNISINOS

Endereco: Rua Almirante Abreu, 139 apto 802

90420-010-Porto Alegre / RS, Brasil

cleabeatrizm@gmail.com

Doutoranda em Ciencias Contabeis pela UNISINOS

Professora do Departamento de Ciencias Sociais Aplicadas da URI-Universidade Regional

Integrada do Alto Uruguai e das Missoes

Endereco: Rua Bento Goncalves, 1199, apto 401

98801-700-Santo Angelo / RS, Brasil

seibert.rosane@gmail.com

Recebido em 24.11.2015. Revisado por pares em 30.12.2015. Reformulacoes em 07.01.2016 e 23.03.2016. Recomendado para publicacao em 05.04.2016. Publicado em 27.05.2016
Tabela 1--Variavel dependente: NEF--Nivel de
Evidenciacao das Fundacoes.

Included observations: 44 after adjustments

                                    Std.       t-
Variable              Coefficient   Error      Statistic   Prob.

DOACOES               9.92E-06      2.20E-06   4.513536    0.0001
BENEFICIADOS_         5.76E-06      2.58E-06   2.228658    0.0315
  PROGR_
ORGANIZACOES_         0.055518      0.022769   2.438351    0.0193
  BENEFICIADAS
C                     19.70340      3.773691   5.221255    0.0000
AR(1)                 0.641926      0.104063   6.168641    0.0000

R-squared             0.770658      Mean dependent var     26.31111
Adjusted R-squared    0.747724      S. D. dependent var    16.93278
S.E. of regression    8.504850      Akaike info criterion  7.223589
Sum squared resid     2893.299      Schwarz criterion      7.424330
Log likelihood        -157.5308     F-statistic            33.60298
Durbin-Watson stat    2.344690      Prob (F-statistic)     0.000000

Fonte: Elaboracao propria.
COPYRIGHT 2016 Universidade do Estado da Bahia
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2016 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:texto en portugues
Author:Pacheco, Rejane da Rocha; Macagnan, Clea Beatriz; Seibert, Rosane Maria
Publication:Revista De Gestao, Financas E Contabilidade
Article Type:Ensayo
Date:May 1, 2016
Words:8422
Previous Article:Analysis of depreciations level of disclosure according the CPC 27 the period 2007 to 2014/Analise do nivel de evidenciacao da depreciacao conforme o...
Next Article:Editorial.
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2019 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters