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Evaluation of the street arborization of Sao Tome, Parana state/Avaliacao da arborizacao viaria da cidade de Sao Tome, Parana.

Introducao

Com o desenvolvimento das cidades, e cada vez maior a preocupacao quanto a manutencao da qualidade de vida nesses centros urbanos. Assim, a arborizacao ao longo das vias publicas tem importancia na estruturacao da urbe, concorrendo na melhoria de aspectos sanitarios, como por meio da retencao de poluentes atmosfericos e da atenuacao da poluicao sonora, bem como outros de cunho social e estetico. Contudo, para o usufruto dos beneficios proporcionados pelos logradouros recobertos por vegetacao, fazse necessario o entendimento da problematica decorrente da existencia de caracteristicas indesejaveis aos especimes vegetais e da compatibilizacao do espaco com os equipamentos publicos.

A escolha das especies, as condicoes do local onde cada exemplar sera plantado, a qualidade das mudas e a manutencao sao aspectos essenciais a qualidade da arborizacao (MILANO; DALCIN, 2000). Sendo assim, problemas causados por arvores que possuem desprendimento de frutos grandes e carnosos ou em grandes quantidades, principios toxicos, espinhos ou aculeos, que promovam danos aos equipamentos publicos e possuem restricoes legais ou ambientais, poderiam ser evitados com um planejamento adequado.

Para De Angelis et al. (2011), e de importancia fundamental a selecao correta das especies vegetais a serem empregadas na arborizacao, ja que seu uso indevido podera resultar em muitos prejuizos aos equipamentos urbanos, como comprometimento das redes de agua e de esgoto, redes eletricas e passeios, trazendo transtornos ao transito de pedestres. North, Johnson e Burk (2015) reportam que escolhas inadequadas para a realizacao do plantio fazem com que muitas arvores sejam removidas a cada ano devido aos seus impactos negativos sobre a infraestrutura urbana antes que seus beneficios sejam plenamente realizados.

A concorrencia entre os especimes arboreos nos passeios e as redes de fiacao aerea pelo mesmo espaco e, certamente, um dos principais problemas existentes na arborizacao viaria de um centro urbano, tendo em vista a tendencia dos orgaos responsaveis em plantar arbustos ou arvores de pequeno porte para evitar interferencias na rede (VELASCO; LIMA; COUTO, 2006).

Brun et al. (2008) apontam que na maioria das cidades do Brasil observa-se o negligenciamento historico da arborizacao dentro do planejamento e elaboracao dos planos diretores dos aglomerados urbanos, em que a mesma e encarada de forma tao-somente ornamental e sem funcao ambiental significativa. Dessa maneira, estudos nessa area sao relevantes para o entendimento da problematica existente na atualidade.

O procedimento de avaliacao da arborizacao deriva, consoante Milano (1988), da realizacao de inventarios que, em funcao de objetivos inicialmente definidos, serao embasados em diferentes metodologias e poderao possuir diferentes niveis de precisao. Para se avaliar os problemas da arborizacao de vias publicas, o censo e uma abordagem adequada, visto que permite uma analise precisa dos danos existentes. Sendo assim, este trabalho teve por objetivo avaliar a adequabilidade legal, ambiental e tecnica da arborizacao viaria da cidade de Sao Tome, Parana, a partir de um levantamento censitario qualiquantitativo.

Material e Metodos

Area de estudo

A cidade de Sao Tome localiza-se no Parana, na Regiao Imediata de Cianorte (Figura 1). Possui altitude media de 465 m, area territorial de 218,623 [km.sup.2] e uma populacao de 5.349 habitantes (IBGE, 2010).

O clima predominante no municipio e o subtropical umido mesotermico (Cfa), com veroes quentes e geadas pouco frequentes, sem estacao seca definida, e com concentracao de chuvas nos meses de verao (INSTITUTO PARANAENSE DE DESENVOLVIMENTO ECONOMICO E SOCIAL, 2004). No municipio, ha ocorrencia da Floresta Estacional Semidecidual, sendo Aspidosperma polyneuron Mull. Arg. (Apocynaceae) a ochloespecie dessa formacao vegetal.

Levantamento floristico

O levantamento da arborizacao disposta ao longo das vias urbanas da cidade de Sao Tome foi realizado entre maio a julho de 2013. Foram contabilizados todos os exemplares de especies vegetais de porte arboreo ou conduzidos para tal, incluindo especies arbustivas e da familia Arecaceae, que compreendiam altura minima de 1,0 metro e se faziam presentes ao longo das vias publicas da cidade, cuja extensao e de aproximadamente 13 quilometros. A identificacao foi feita ate o menor nivel especifico possivel, com base no Sistema APG IV (ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP, 2016) para as familias botanicas, e os epitetos especificos segundo a lista de especies da Flora do Brasil publicada pelo Jardim Botanico do Rio de Janeiro (2017) e a base de dados Tropicos do Missouri Botanical Garden (MISSOURI BOTANICAL GARDEN, 2017).

Foi realizada analise das especies encontradas acerca da procedencia, podendo ser nativa do Brasil (N), exotica (E) ou exotica invasora (Ei), segundo a Portaria no 059, de 15 de abril de 2015 do Instituto Ambiental do Parana (INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANA, 2015). As especies que nao forem exoticas invasoras, ou possuirem algum impedimento legal a sua utilizacao, foram analisadas, respectivamente, quanto a existencia de frutos grandes e carnosos ou em grandes quantidades, principio toxico e a presenca de espinhos ou aculeos, por meio de consulta de material do Herbario da Universidade Tecnologica Federal do Parana--campus Campo Mourao (HCF), sendo que, caso se configure determinada especie como inadequada, nao foi realizada analise para o proximo parametro.

As especies que foram adequadas aos parametros tecnicos e qualitativos dispostos inicialmente tiveram seus danos das raizes e copas aos equipamentos publicos, quando existentes, qualificados ordinalmente e classificados (Tabela 1).

Tendo como base as analises realizadas, foi aconselhada a retirada de especimes vegetais que nao condizem com as diretrizes tecnicas quanto sua utilizacao na arborizacao urbana. Para as populacoes individuais por especies que ultrapassaram 10 a 15% da populacao, fugindo a recomendacao de Grey e Deneke (1978), foram sugeridas especies potencialmente adequadas tecnicamente para composicao da arborizacao dos logradouros urbanos, com base nos criterios especificados anteriormente.

Resultados e Discussao

Parametros qualiquantitativos

Composicao e procedencia

Com base no levantamento censitario, constatou-se um total de 3.085 especimes vegetais presentes na urbe, divididos em 63 especies e 27 familias diferentes (Tabela 2). As especies de maior frequencia foram Licania tomentosa (36,30%), Poincianella pluviosa (20,94%), Nectandra megapotamica (10,15%), Murraya paniculata (7,33%) e Handroanthus chrysotrichus (3,40%). Juntas, essas especies compoem 78,12% da arborizacao viaria. Em contrapartida, 38 especies tiveram um total de amostragem inferior a 10 individuos, participando da composicao arborea em apenas 3,14%.

O elevado numero de especies identificadas na arborizacao pode ser explicado pelo comportamento corriqueiro dos municipes em introduzir de maneira voluntaria exemplares no meio urbano e pelo proprio governo municipal que, por nao possuir um plano de arborizacao efetivo, acaba promovendo a introducao de especies diferenciadas com o passar do tempo, como e o caso recente de Handroanthus chrysotrichus, Dillenia indica e Tabebuia roseoalba.

A desproporcao observada nas frequencias das especies mais plantadas em Sao Tome foi ainda maior que em outras cidades brasileiras. Como exemplo, em Maringa-PR, a somatoria das frequencias das 5 especies mais plantadas resulta em 62,88% (SAMPAIO; DE ANGELIS, 2008), e em Assis-SP, as 5 especies de maior ocorrencia perfazem 61,46% (ROSSATTO; TSUBOY; FREI, 2008).

Quanto a procedencia, 26 especies sao classificadas como nativas e 25 como exoticas, com um total de 2.582 (83,70%) e 164 (5,32%) individuos, respectivamente. Devido a problematica ambiental que as especies invasoras podem trazer a flora e a fauna locais, a principio, as especies nativas sao as mais indicadas a compor a arborizacao. Especimes exoticos tambem podem ser utilizados, com a vantagem de, muitas vezes, terem comportamento mais conhecido durante seu desenvolvimento no ambiente construido. Contudo, e necessario ter cautela, haja vista que tais especies podem adquirir comportamento invasor caso as condicoes sejam favoraveis.

Ao todo, 12 especies sao classificadas como exoticas invasoras, perfazendo uma soma de 339 individuos, ou seja, uma frequencia de 10,99% da arborizacao. A introducao ou dispersao dessas especies ameaca ecossistemas, ambientes, populacoes, e causa impactos ambientais, economicos, sociais ou culturais (INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANA, 2015).

Alem de ser exotica invasora, a especie Murraya paniculata possui uma restricao legal segundo a Lei Estadual no 15.953/2008 (PARANA, 2008). Este dispositivo legal proibe seu plantio no estado do Parana, por ser planta hospedeira da bacteria Candidatus liberibacter Jagoueix, 1997, disseminada pelo inseto-vetor Diaphorina citri Kuwayama, 1908, transmissor da praga denominada "Huanglongbing" (HLB--Greening), uma ameaca a citricultura.

Ha mais uma especie com impedimento legal. A Lei Municipal no 004/2007 (SAO TOME, 2007) proibe o plantio da especie Ficus benjamina (n = 4) no perimetro urbano municipal, alem de indicar a necessidade de erradicacao dos exemplares existentes devido a possibilidade de levantamento do calcamento pelas raizes desenvolvidas com potencial de afloramento destes especimes.

Desta maneira aconselha-se a erradicacao dos 343 individuos com restricoes legais e ambientais, por meio de plano especifico para este fim.

Frutos grandes e carnosos ou em grandes quantidades

Excluindo-se as especies com restricoes legais ou ambientais, na zona urbana de Sao Tome foram identificadas 4 especies com frutos grandes e carnosos: Dillenia indica (n = 16), Pachira aquatica (n = 69), Pachira glabra (n = 10) e Artocarpus heterophyllus (n = 1).

A queda de frutos pode provocar danos aos veiculos estacionados sob a copa das arvores e acidentes aos pedestres. Alem disso, a sujeira provocada pode atrair insetos-vetores de patogenos e tornar o calcamento escorregadio, configurando potenciais riscos a saude e seguranca dos transeuntes, interferindo na acessibilidade dos pedestres.

Especimes de Dillenia indica tem sido plantados cada vez mais frequentemente nas vias da urbe. Todavia, por possuirem frutos grandes e carnosos e produzirem odor desagradavel, torna-se inviavel a utilizacao dessa especie na composicao da arborizacao.

Plantas frutiferas como Eugenia involucrata (n = 2) e Campomanesia xanthocarpa (n = 1), mesmo apresentando frutos pequenos, tem grande producao de biomassa, podendo trazer os mesmos problemas quanto ao piso escorregadio. Ainda, devido as grandes quantidades de frutos produzidos por estas especies, tem-se como comum a acumulacao de frutos, cujo apodrecimento pode favorecer a atracao de vetores de doencas. Outras especies levantadas como Bunchosia glandulifera (n = 1), Malpighia emarginata (n = 4) e Eugenia uniflora (n = 8), embora tenham frutos carnosos, apresentam uma producao reduzida, sendo esta consumida pela avifauna, nao concorrendo, portanto, para a diminuicao do nivel de acessibilidade oferecido pela calcada.

Frente a isso, sugere-se que sejam substituidos os exemplares das especies Eugenia involucrata e Campomanesia xanthocarpa, assim como os das especies que possuem frutos grandes e carnosos, totalizando 99 exemplares, por especies adequadas a normatizacao tecnica. Ja exclusas pela analise da procedencia, cita-se que fazem parte do grupo de especies produtoras de frutos grandes e carnosos Mangifera indica e Psidium guajava.

Principio toxico

Com as analises de procedencia e de existencia de frutos carnosos ou em grandes quantidades, a substituicao de 442 exemplares arboreos foi aconselhada. Excetuando-se as especies problematicas que contemplam tais individuos, foram encontrados 88 exemplares de 10 especies vegetais com algum principio toxico em Sao Tome. Consoante Martins, Andrade e Paiva (2006), a nocividade das plantas e um problema de saude publica, atualmente, centenas de plantas apresentam toxicidade.

De acordo com Ozturk et al. (2008), a intoxicacao pode decorrer por contato direto, ingestao ou inalacao. Em caso de contato com a especie, pode haver ocorrencia de dermatites e, quando ingeridos, podem levar ao envenenamento. O grau de toxidade de uma planta e determinado pela quantidade de substancia necessaria para causar alergias, irritacoes e envenenamento. Fatores ambientais podem interferir na concentracao de agentes toxicologicos em vegetais, podendo variar ao longo do ciclo de vida da planta.

Segundo a Fundacao Oswaldo Cruz (2016), em seu Sistema Nacional de Informacoes Toxico-Farmacologicas (Sinitox), no ano de 2016 ocorreram no Brasil 80.082 casos de intoxicacao humana, sendo 958 causados por plantas, com aproximadamente 62% das ocorrencias em criancas com ate 9 anos de idade. Com base nessas informacoes e possivel identificar a necessidade da implementacao de politicas publicas mais eficientes quanto a inadequada insercao de especies providas de componentes toxicos nas cidades.

De acordo com Carinanos e Casares-Porcel (2011), as especies Schinus molle (n = 14), Schinus terebinthifolius (n = 4), Cupressus lusitanica (n = 10) e Cycas circinalis (n = 1) possuem polen potencialmente alergico as pessoas, sendo que os seus efeitos adversos sobre a populacao podem ser maximizados devido a baixa biodiversidade de especies no plantio, interacao entre polen e poluentes do ar e superabundancia de determinadas especies que atuam como fontes de polen especificos principais.

As Apocynaceae inventariadas Nerium oleander (n = 12) e Plumeria rubra (n = 2), tem glicosideos cardiotoxicos como principio ativo: A ingestao ou o contato com o latex podem causar dor em queimacao na boca, salivacao, nauseas, vomitos intensos, colicas abdominais, diarreia, tonturas e disturbios cardiacos que podem levar a morte (STASI; HIRUMA-LIMA, 2002; BIONDI; LEAL; SCHAFFER, 2008).

A especie Caryota urens (n = 1) tem como principio ativo rafides de oxalato de calcio em seus frutos (SILVA, 2009). A ingestao e o contato podem causar sensacao de queimacao, edema de labios, boca e lingua, nauseas, vomitos, diarreia, salivacao abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritacao e lesao da cornea (ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIS DE QUEIROZ, 2013). Segundo Winters (2000), os frutos devem ser manipulados com luvas.

Um terco dos exemplares com potencial toxicidade pertence a especie Duranta erecta (n = 30). Os frutos dessa planta contem uma saponina capaz de causar febre, nauseas, vomito, convulsoes, dilatacao das pupilas e inchaco das palpebras (LOPES; RITTER; RATES, 2009).

Outras especies encontradas foram Caesalpinia pulcherrima (n = 1), que possui propriedades estimulantes da menstruacao e abortivas em sua seiva (STASI; HIRUMA-LIMA, 2002; HOERNER, 2007) e Holocalyx balansae (n = 13) que possui glicosideos cianogenicos, sendo que o contato ou ingestao da planta pode provocar taquicardia, espasmos, irritacao e edemas (ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIS DE QUEIROZ, 2013).

As especies potencialmente toxicas compreendem 88 individuos no espaco urbano (2,85% do total), sendo que, sabido de seu efeito adverso e da proximidade que tem para com as pessoas, aconselhase a exclusao desses individuos com posterior replantio de especies adequadas no que tange as diretrizes tecnicas da area. A titulo de divulgacao, outras quatro especies que ja tiveram sua retirada aconselhada, por possuirem impedimentos legais ou ambientais, tambem apresentam toxicidade, conforme Biondi, Leal e Schaffer (2008), sendo elas: Ligustrum lucidum (fruto e folha toxicos), Spathodea campanulata (flores toxicas), Ficus benjamina (latex toxico) e Melia azedarach (toda planta toxica).

Espinhos ou aculeos

No censo floristico realizado foram inventariados 27 exemplares de 8 especies que possuem estruturas pontiagudas, como espinhos e aculeos, sem contar as especies com sugestao de substituicao nos parametros anteriormente dispostos, na arborizacao sao-tomeense.

As especies Araucaria angustifolia (n = 1) e Araucaria columnaris (n = 1), alem de possuirem folhas pontiagudas, sao suscetiveis a queda de galhos por derrama natural, podendo prejudicar a acessibilidade e acarretar riscos a seguranca dos transeuntes.

As Fabaceae Paubrasilia echinata (n = 8), Erythrina variegata (n = 8) e Erythrina speciosa (n = 1), bem como a Rutaceae Citrus reticulata (n = 1), possuem espinhos em seus troncos e Acrocomia totai (n = 2) e Phoenix roebellenii (n = 5) possuem estes na regiao dos nos.

A especie Paubrasilia echinata (n = 8), conhecida popularmente como pau-brasil, vem sendo plantada pelo poder publico, principalmente pelo valor cultural que possui, e Erythrina variegata (n = 8) pelos proprios moradores devido a beleza da especie.

Por estarem proximos as pessoas, recomenda-se que os 27 individuos que possuem estruturas pontiagudas (0,88% da ocorrencia total) sejam removidos da arborizacao de sao-tomeense e sejam substituidas por especies adequadas aos criterios tecnicos. Ressalta-se que a especie Caesalpinia pulcherrima apresenta espinhos no tronco, entretanto, ja teve sua remocao indicada com base na analise de toxicidade. Conflito com equipamentos publicos

A partir da categorizacao preestabelecida nos parametros qualitativos ordinais, e possivel verificar os danos ao cabeamento aereo e ao passeio originados pelos especimes arbustivo-arboreos da urbe (Tabela 3).

Com base no levantamento, especies de medio e grande porte tenderam a apresentar maior incidencia dos graus leve, medio e grave. Verificou-se isso, muitas vezes, devido a realizacao de podas de contencao e drastica inadequadas, com objetivo de se compatibilizar o espaco aereo entre a copa das arvores e as fiacoes aereas, bem como a inexistencia de area livre suficiente para comportar o engrossamento natural do tronco das plantas.

As especies Handroanthus heptaphyllus (n = 49) e Libidibia ferrea (n = 39) apresentaram danos medio e grave comente a fiacao eletrica. Assim, por nao causarem danos da mesma intensidade ao calcamento, sugere-se que sejam utilizadas em locais em que nao ha cabeamento ou, ainda, caso sejam realizadas podas de conducao durante o desenvolvimento do individuo, ate que a copa possa crescer livremente apos ultrapassar a rede.

Danos ao passeio classificados como leves foram comuns no censo realizado, tendo em vista que o crescimento natural de um exemplar com raiz pivotante pode provocar tais estragos, principalmente quando nao ha area livre suficiente para comportar o desenvolvimento do vegetal, mas que nao trazem prejuizo a locomocao dos pedestres. Ja as especies que possuem sistema radicular vigoroso, com seu desenvolvimento, podem levantar o calcamento e prejudicar a acessibilidade dos pedestres, configurando danos medios ou graves.

E recomendado revestir a metade superior da cova com uma parede de tijolos em espelho revestido de cimento, cujo acabamento pode ser completado com o calcamento da rua, ou utilizar uma manilha de concreto para evitar o afloramento das raizes das arvores, entretanto, tal estrategia pode originar um sistema radicular malformado que, consequentemente, trara outros problemas no futuro (PIVETTA; SILVA FILHO, 2002), alem de ser contrario a ABNT NBR 9050 (2015), pois dificulta a acessibilidade nas calcadas.

A especie Pleroma granulosum (n = 47) apresentou danos medios e graves apenas ao passeio. Desta forma aconselha-se que essa especie seja utilizada quando houver area livre suficiente ao desenvolvimento radicular, como em pracas, parques e em calcadas ecologicas.

Seis especies promovem danos de grau 2 e 3 aos dois equipamentos analisados: Handroanthus impetiginosus, Licania tomentosa, Delonix regia, Poincianella pluviosa, Tipuana tipu e Nectandra megapotamica.

A Bignoniaceae Handroanthus impetiginosus (n = 55) atinge altura de 8 a 12 metros (20 a 30 metros no interior da floresta), com tronco de 60 ate 90 cm de diametro. A planta e decidua durante o inverno e heliofita (LORENZI, 2008). Constatou-se que 1,8% dos especimes tiveram danos de grau 2 e 3 a rede aerea e ao passeio, mesmo possuindo raizes pivotantes. Vista a baixa frequencia dos danos, sugere-se que Handroanthus impetiginosus permaneca na arborizacao, havendo o cuidado quanto as podas a serem realizadas durante o desenvolvimento dos especimes jovens.

A especie Licania tomentosa (n = 1.120) possui uma copa frondosa, podendo atingir altura de 6 a 15 metros e diametro do tronco que varia de 30 a 50 cm (LORENZI, 2008). Devido a sombra que proporciona e a possibilidade de topiaria, tem sido utilizada em grande escala nos ultimos anos na cidade, sendo levantados poucos danos a fiacao aerea (1% de danos medios). Com base nisso, ressalta-se a importancia de as podas serem efetuadas de modo a compatibilizar o espaco aereo de modo adequado. Os danos decorrentes da acao das raizes sao pouco frequentes: 4,2% e 2,8% de danos medios e graves, respectivamente, o que pode ser explicado pelo sistema radicular sem caracteristica de afloramento e da existencia de areas livres insuficientes em alguns locais.

Originaria de Madagascar, Delonix regia (n = 16) e uma especie decidua de 10 a 12 metros de altura, tronco volumoso, raizes grandes tabulares, flores grandes e frutos pendentes do tipo vagem e e extremamente ornamental, adequada para uso paisagistico, contudo, onde haja espaco suficiente para seu desenvolvimento (LORENZI et al., 2003). Devido ao sistema radicular superficial agressivo e pela cidade nao possuir canteiros largos que comportariam o desenvolvimento de Delonix regia, sugere-se sua remocao da composicao vegetal.

Com altura que varia de 8 a 16 metros e tronco de 30 a 40 cm de diametro (LORENZI, 2008), Poincianella pluviosa (n = 646) produz sombra abundante, atuando no conforto termico, sendo muito utilizada na arborizacao sao-tomeense. Devido a pratica de podas de contencao e drasticas em 7,02% dos exemplares, recomenda-se sua utilizacao quando nao houver fiacao sobre os especimes. Quanto ao calcamento, detectaram-se danos medios e graves de 9,9% e 18,4%, respectivamente, acarretados pelas suas raizes pivotante vigorosas, muitas vezes, quando nao havia area livre suficiente. Recomenda-se que a especie seja utilizada quando houver area livre de ao menos 1 m2.

Conforme Lorenzi et al. (2003), Tipuana tipu (n = 59) e uma arvore caducifolia, de 12 a 15 metros de altura, originaria da Bolivia e norte da Argentina, de tronco com casca parda clara e copa arredondada frondosa de efeito ornamental notavel durante o florescimento. Especialmente devido a podas mal executadas, ha ocorrencia de 18,6% de danos medios e suas raizes laterais vigorosas promovem danos de 15,3% de graus 2 e 3 ao passeio. A especie pode ser plantada caso houver espaco para seu crescimento, porem como a cidade nao possui logradouros com espacos adequados, aconselha-se que a especie seja removida da arborizacao urbana.

A especie Nectandra megapotamica (n = 313) possui altura de 15 a 25 metros, com tronco de 40 a 60 cm de diametro, sendo muito ornamental, principalmente pela forma arredondada de sua copa, tem frutos muito procurados por muitas especies de passaros (LORENZI, 2008). No levantamento verificouse que a maioria dos especimes teve sua introducao recente na arborizacao viaria, o que explica danos medios de 5,4% a rede aerea e danos medios e graves ao calcamento de 2,6% e 2,9%, respectivamente, haja vista o porte medio potencialmente conflitante e suas raizes vigorosas. Assim tem-se a necessidade de que sejam realizadas podas adequadas para compatibilizacao do espaco aereo e disponibilizacao de area livre adequada para desenvolvimento dos exemplares.

Observa-se que 17 especies nao apresentaram danos de grau acima do leve (1) (Tabela 3), sendo que as com maior ocorrencia foram Handroanthus chrysotrichus (n = 105) e Tabebuia roseoalba (n = 40), desta forma sao recomendadas para comporem a arborizacao por serem adequadas as normas tecnicas, alem do embelezamento que proporcionam na epoca de floracao.

A especie Schefflera actinophylla (n = 1) devido ao seu porte pequeno, atingindo ate 7 metros de altura (LORENZI et al., 2003), pode ser utilizada mesmo sob fiacao aerea. Ja a Arecaceae Archontophoenix alexandrae (n = 5) pode ser aproveitada quando nao houver rede aerea, ja que palmeiras nao sao passiveis de podas.

Recomenda-se que a especie inventariada Bauhinia variegata (n = 2), que teve baixa ocorrencia, seja mais utilizada na composicao floristica. A arvore e semidecidua, atingindo de 7 a 10 metros de altura, com atributos para uso paisagistico e a vantagem de ter tolerancia a geadas (LORENZI et al., 2003).

As especies Dombeya wallichii (n = 5), Callistemon viminalis (n = 1) e Sapindus saponaria (n = 2) tambem sao indicadas para arborizacao, sendo Dombeya wallichii e Callistemon viminalis de caracteristicas ornamentais notaveis (LORENZI et al., 2003) e Sapindus saponaria com grande beleza devido a sua copa globosa e perenifolia (LORENZI, 2008).

Por terem carater arbustivo, Casearia obliqua (n = 1), Hibiscus rosa-sinensis (n = 4), Bunchosia glandulifera (n = 1), Eugenia uniflora (n = 8) e Malpighia emarginata (n = 4) precisam de podas para adquirirem porte de arvore, de modo a nao interferirem na area de circulacao das pessoas, de acordo com a ABNT NBR 9050 (2015).

Devido as caracteristicas de Coffea arabica (n = 2) incompativeis com podas de formacao e a possibilidade de queda das folhas de Cecropia pachystachya (n = 1), sugere-se que os exemplares dessas especies sejam substituidos por outras apropriadas as diretrizes tecnicas da arborizacao viaria.

Nao foi possivel identificar o individuo de Poecilanthe sp. (n = 1) em nivel especifico, devido a inexistencia de flores ou frutos durante o inventario. Assim, o exemplar pode ser mantido ate que se tenham informacoes sobre a especie para, entao, definir se o mais adequado e a sua manutencao ou a sua exclusao da composicao arborea.

Proposta de manejo para a arborizacao da urbe

Baseando-se nas analises dos parametros qualiquantitativos, aconselhou-se a substituicao de 635 exemplares de 41 especies (20,58% da ocorrencia total) por especies vegetais adequadas tecnicamente.

Das 22 especies recomendadas a permanecerem, as 10 especies mais frequentes adequadas aos parametros analisados, tendo suas frequencias somadas, resultaram em 78,51% da arborizacao da urbe.

A recomendacao de Grey e Deneke (1978) e de que especies nao apresentem frequencia superior a 10-15% do total plantado, com indicacao da utilizacao de 7 a 10 especies distintas. Averigua-se que apenas Licania tomentosa (36,30%) e Poincianella pluviosa (20,94%) nao se enquadram no padrao em questao. Logo, com objetivo de se obter uma composicao floristica com mais diversidade, sugere-se que nao sejam mais utilizadas essas duas especies na malha urbana da cidade, dando-se preferencia a outras especies adequadas verificadas no levantamento. O mesmo e sugerido quanto a especie Nectandra megapotamica (10,14%) que, mesmo nao ultrapassando o teto da faixa de 15%, ultrapassa o valor de 10%, sendo mais adequado o uso de outras especies para a arborizacao da cidade.

Tratando-se de Licania tomentosa, alerta-se que, devido ao seu plantio no espaco urbano ser relativamente recente, ainda nao foram observados danos significativos aos equipamentos publicos, porem, a alta frequencia da especie (36,30%), aliada as caracteristicas biologicas potencialmente problematicas, como altura consideravel e raizes vigorosas em exemplares adultos, poderao advir maiores danos a estrutura fisica da cidade caso o plantio continue.

Aconselha-se que sejam utilizadas as especies Handroanthus chrysotrichus, Bauhinia variegata, Dombeya wallichii, Callistemon viminalis e Sapindus saponaria sob rede eletrica e Tabebuia roseoalba, Handroanthus heptaphyllus, Jacaranda mimosifolia D. Don. (Bignoniaceae) e Ocotea odorifera Rower (Lauraceae) na ausencia de cabeamento aereo.

E necessario um planejamento especifico para retirar e introduzir especimes vegetais do meio citadino, tendo em vista a necessidade de atencao quanto ao plantio, que deve levar em conta criterios como espacamento, coveamento, area livre de pavimento, tutoramento e grades de protecao, alem de manejo adequado realizado por pessoal qualificado, garantindo que a arborizacao desempenhe a funcao de melhoria da qualidade de vida dos municipes. Todas as intervencoes devem ser realizadas em consonancia com a Lei Municipal no 014/1997 (SAO TOME, 1997), que dispoe sobre o Plano de Arborizacao Urbana de Sao Tome.

Conclusao

Por meio do modelo proposto de avaliacao da adequabilidade legal, ambiental e tecnica da arborizacao viaria, foram analisados 3.085 exemplares arboreos, divididos em 63 especies vegetais distintas, de Sao Tome, Parana, sendo possivel sugerir a substituicao de 635 exemplares de 41 especies (20,58% da ocorrencia total) por especies arboreas alinhadas a normatizacao tecnica, em plano especifico para tal finalidade.

Dentre as 22 especies apropriadas ao uso na arborizacao de vias publicas encontradas na cidade, destacam-se Handroanthus chrysotrichus, Handroanthus heptaphyllus e Tabebuia roseoalba, devido aos beneficios que trazem aos municipes, bem como suas caracteristicas compativeis com a seguranca da populacao.

O metodo pode ser utilizado em outros centros urbanos brasileiros, para tanto, deve-se contemplar eventuais legislacao e normatizacao locais, visto que, alem de dispositivos aplicaveis em nivel federal, outros exclusivos das esferas estadual e municipal foram empregados.

DOI: https://doi.org/10.5902/1980509824889

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Submissao: 25/11/2016 Aprovacao: 06/02/2018 Publicacao: 29/03/2019

Otavio Henrique da Silva (I), Joao Karlos Locastro (II), Suely da Penha Sanches (III), Generoso De Angelis Neto (IV), Bruno Luiz Domingos De Angelis (V), Marcelo Galeazzi Caxambu (VI)

(I) Engenheiro Civil e Ambiental, MSc., Doutorando em Engenharia Urbana, Universidade Federal de Sao Carlos, Rod. Washington Luis, km 235, CEP 13565-905, Sao Carlos (SP), Brasil. silva.oh@outlook.com (ORCID: 0000-0002-0316-9966)

(II) Engenheiro Ambiental, MSc., Doutorando em Geografa, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5.790, Zona 07, CEP 87020-900, Maringa (PR), Brasil. jklocastro@gmail.com (ORCID: 0000-0002-7898-6143)

(III) Engenheira Civil, Dra., Professora Titular Senior do Departamento de Engenharia Civil, Universidade Federal de Sao Carlos, Rodovia Washington Luis, km 235, CEP 13565-905, Sao Carlos (SP), Brasil. ssanches@ufscar.br (ORCID: 0000-0001-6496-8705)

(IV) Engenheiro Civil, Dr., Professor Titular do Departamento de Engenharia Civil, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5.790, Zona 07, CEP 87020-900, Maringa (PR), Brasil. ganeto@uem.br (ORCID: 0000-0002-2592-3608)

(V) Agronomo, Dr., Professor Associado do Departamento de Agronomia, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5.790, Zona 07, CEP 87020-900, Maringa (PR), Brasil. brucagen@uol.com.br (ORCID: 0000-0002-0489-6903)

(VI) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Ambiental, Universidade Tecnologica Federal do Parana, Via Rosalina Maria dos Santos, 1.233, CEP 87301-899, Campo Mourao (PR), Brasil. mcaxambu@utfpr.edu.br (ORCID: 0000-0001-6898-2280)

Caption: Figura 1--Localizacao da malha urbana da cidade de Sao Tome, Parana.

Figure 1--Location of the urban grid of Sao Tome, Parana state.
Tabela 1--Graus de danos estabelecidos para as raizes e copas ao
calcamento e a fiacao aerea.

Table 1--Degrees of damage established for the roots and crowns
to the pavement and overhead lines.

Grau do
dano         Dano ao calcamento            Dano a fiacao aerea

--             Sem calcamento                  Sem fiacao

Nulo (0)        Sem danos ao         Sem danos a fiacao; baixo porte
                 calcamento

Leve (1)       Rachaduras no        Baixa interferencia dos galhos de
            calcamento, todavia,      menor diametro a fiacao, sem
            sem interferencia no   alteracoes a arquitetura natural da
                transito de                      planta
                 pedestres

Medio (2)     Levantamento do           Podas de contencao para a
                calcamento,         compatibilizacao do espaco aereo,
             dificuldade para o         sem grandes alteracoes a
                transito de          arquitetura natural da planta;
                pedestres e                     topiaria
             impossibilidade de
            passagem de pessoas
              com deficiencia

Grave (3)     Danos severos ao     Poda drastica para compatibilizacao
                calcamento,          do espaco aereo, com eliminacao
             impossibilitando o    parcial ou total da copa, alterando
                transito de        drasticamente a arquitetura natural
                 pedestres                      da planta

Tabela 2--Ocorrencia, frequencia e procedencia dos individuos vegetais
de porte arboreo em Sao Tome, Parana.

Table 2--Occurrence, frequency and origin of vegetables individuals of
tree sized in Sao Tome, Parana state.

Familia                                  Especie

Chrysobalanaceae   Licania tomentosa (Benth.) Fritsch
Fabaceae           Poincianellapluviosa var. peltophoroides (DC.)
                   L.P. Queiroz
Lauraceae          Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez.
Rutaceae           Murrayapaniculata (L.) Jacq.
Bignoniaceae       Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos
Malvaceae          Pachira aquatica Aubl.
Fabaceae           Tipuana tipu (Benth.) Kuntze
Bignoniaceae       Handroanthus impetiginosus Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus heptaphyllus Mattos
Melastomataceae    Pleroma granulosum (Desr.) D. Don
Bignoniaceae       Tabebuia roseoalba (Ridl.) Sandwith
Fabaceae           Libidibia ferrea var. leiostachya (Benth.)
                   L.P.Queiroz
Verbenaceae        Duranta erecta L.
Rutaceae           Citrus limon (L.) Burm. f.
Oleaceae           Ligustrum lucidum W. T. Aiton
Combretaceae       Terminalia catappa L.
Magnoliaceae       Magnolia champaca (L.) Baill. ex Pierre
Dilleniaceae       Dillenia indica L.
Fabaceae           Delonix regia (Boojer ex Hook.) Raf.
Anacardiaceae      Schinus molle L.
Anacardiaceae      Mangifera indica L.
Fabaceae           Holocalyx balansae Micheli
Apocynaceae        Nerium oleander L.
Cupressaceae       Cupressus lusitanica Mill.
Malvaceae          Pachira glabra Pasquale
Fabaceae           Erythrina variegata L.
Fabaceae           Paubrasilia echinata (Lam.) Gagnon, H.C. Lima &
                   G.P. Lewis
Myrtaceae          Eugenia uniflora L.
Arecaceae          Archontophoenix alexandrae (F. Muell.) H. Wendl.
                   & Drude
Arecaceae          Phoenix roebellenii O'Brien
Malvaceae          Dombeya wallichii (Lindl.) K. Schum.
Anacardiaceae      Schinus terebinthifolius Raddi
Malpighiaceae      Malpighia emarginata Sesse & Moc. ex DC.
Malvaceae          Hibiscus rosa-sinensis L.
Moraceae           Ficus benjamina L.
Myrtaceae          Psidium guajava L.
Rosaceae           Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.
Myrtaceae          Syzygium cumini (L.) Skeels
Apocynaceae        Plumeria rubra L.
Arecaceae          Acrocomia totai Mart.
Fabaceae           Bauhinia variegata L.
Myrtaceae          Eugenia involucrata DC.
Rubiaceae          Coffea arabica L.
Sapindaceae        Sapindus saponaria L.
Araliaceae         Schefflera actinophylla (Endl.) Harms
Araucariaceae      Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze
Araucariaceae      Araucaria columnaris (J.R. Forst.) Hook.
Arecaceae          Caryota urens L.
Bignoniaceae       Spathodea campanulata P. Beauv.
Cycadaceae         Cycas circinalis L.
Fabaceae           Caesalpiniapulcherrima (L.) Sw.
Fabaceae           Erythrina speciosa Andrews
Fabaceae           Poecilanthe sp.
Fabaceae           Tamarindus indica L.
Malpighiaceae      Bunchosia glandulifera (Jacq.) Kunth
Meliaceae          Melia azedarach L.
Moraceae           Artocarpus heterophyllus Lam.
Moraceae           Morus nigra L.
Myrtaceae          Callistemon viminalis (Sol. ex Gaertn.) G. Don.
Myrtaceae          Campomanesia xanthocarpa O. Berg.
Rutaceae           Citrus reticulata Blanco
Salicaceae         Casearia obliqua Spreng.
Urticaceae         Cecropia pachystachya Trecul.
Total

                   Ocorrencia   Frequencia   P
Familia               (n)          (%)

Chrysobalanaceae     1.120         36,3      N
Fabaceae              646         20,94      N
Lauraceae             313         10,15      N
Rutaceae              226          7,33      Ei
Bignoniaceae          105          3,4       N
Malvaceae              69          2,24      N
Fabaceae               59          1,91      E
Bignoniaceae           55          1,78      N
Bignoniaceae           49          1,59      N
Melastomataceae        47          1,52      N
Bignoniaceae           40          1,3       N
Fabaceae               39          1,26      N
Verbenaceae            30          0,97      N
Rutaceae               25          0,81      Ei
Oleaceae               23          0,75      Ei
Combretaceae           19          0,62      Ei
Magnoliaceae           19          0,62      Ei
Dilleniaceae           16          0,52      E
Fabaceae               16          0,52      E
Anacardiaceae          14          0,45      N
Anacardiaceae          13          0,42      Ei
Fabaceae               13          0,42      N
Apocynaceae            12          0,39      E
Cupressaceae           10          0,32      E
Malvaceae              10          0,32      N
Fabaceae               8           0,26      E
Fabaceae               8           0,26      N
Myrtaceae              8           0,26      N
Arecaceae              5           0,16      E
Arecaceae              5           0,16      E
Malvaceae              5           0,16      E
Anacardiaceae          4           0,13      N
Malpighiaceae          4           0,13      E
Malvaceae              4           0,13      E
Moraceae               4           0,13      E
Myrtaceae              4           0,13      Ei
Rosaceae               4           0,13      Ei
Myrtaceae              3           0,1       Ei
Apocynaceae            2           0,06      E
Arecaceae              2           0,06      N
Fabaceae               2           0,06      E
Myrtaceae              2           0,06      N
Rubiaceae              2           0,06      E
Sapindaceae            2           0,06      N
Araliaceae             1           0,03      E
Araucariaceae          1           0,03      N
Araucariaceae          1           0,03      E
Arecaceae              1           0,03      E
Bignoniaceae           1           0,03      Ei
Cycadaceae             1           0,03      E
Fabaceae               1           0,03      E
Fabaceae               1           0,03      N
Fabaceae               1           0,03      N
Fabaceae               1           0,03      E
Malpighiaceae          1           0,03      E
Meliaceae              1           0,03      Ei
Moraceae               1           0,03      E
Moraceae               1           0,03      Ei
Myrtaceae              1           0,03      E
Myrtaceae              1           0,03      N
Rutaceae               1           0,03      E
Salicaceae             1           0,03      N
Urticaceae             1           0,03      N
Total                3.085         100

Em que: P = Procedencia; N = Nativa do Brasil; E = Exotica;
Ei = Exotica invasora.

Tabela 3--Especies e frequencia dos danos aos equipamentos publicos na
arborizacao de Sao Tome-PR.

Table 3--Species and frequency of damage to public facilities in the
afforestation of Sao Tome, Parana state.

                                               Frequencia do dano (%)

                                                  Fiacao aerea

Familia            Especie                      --      0      1

Araliaceae         Schefflera actinophylla      --     100     --
                   (Endl.) Harms
Arecaceae          Archontophoenix
                   alexandrae (F Muell.) H.     --     100     --
                   Wendl. & Drude
Bignoniaceae       Handroanthus
                   chrysotrichus (Mart. ex      5,3    91,6   3,2
                   DC.) Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus                 24,5   42,9   24,5
                   heptaphyllus Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus                 23,6   70,9   3,6
                   impetiginosus Mattos
Bignoniaceae       Tabebuia roseoalba           --     100     --
                   (Ridl.) Sandwith
Chrysobalanaceae   Licania
                   tomentosa (Benth.)           19,5   38,8   40,7
                   Fritsch
Fabaceae           Bauhinia variegata L.        100     --     --
Fabaceae           Delonix regia (Boojer ex     68,8   6,3    6,3
                   Hook.) Raf.
Fabaceae           Libidibia ferrea var.
                   leiostachya (Benth.)         15,4   17,9   64,1
                   L.P.Queiroz
Fabaceae           Poecilanthe sp.              100     --     --
Fabaceae           Poincianella
                   pluviosa var.                21,8   22,3   48,8
                   peltophoroides (DC.)
                   L.P. Queiroz
Fabaceae           Tamarindus indica L.         --      --    100
Fabaceae           Tipuana tipu (Benth.)        5,1    13,6   62,7
                   Kuntze
Lauraceae          Nectandra
                   megapotamica (Spreng.)       13,4   11,2    70
                   Mez.
Malpighiaceae      Bunchosia
                   glandulifera (Jacq.)         --     100     --
                   Kunth
Malpighiaceae      Malpighia emarginata         75,0   25,0    --
                   Sesse & Moc. ex DC.
Malvaceae          Dombeya wallichii            20,0   80,0    --
                   (Lindl.) K. Schum.
Malvaceae          Hibiscus rosa-sinensis L.    25,0   50,0   25,0
Melastomataceae    Pleroma granulosum           31,9   34,0   34,0
                   (Desr.) D. Don
Myrtaceae          Callistemon viminalis        --     100     --
                   (Sol. ex Gaertn.) G. Don.
Myrtaceae          Eugenia uniflora L.          50,0   50,0    --
Rubiaceae          Coffea arabica L.            50,0   50,0    --
Salicaceae         Casearia obliqua             --     100     --
                   Spreng.
Sapindaceae        Sapindus saponaria L.        --     100     --
Urticaceae         Cecropia pachystachya        --      --    100
                   Trecul.

                                                Frequencia do dano (%)

                                                    Fiacao aerea

Familia            Especie                            2      3

Araliaceae         Schefflera actinophylla            --     --
                   (Endl.) Harms
Arecaceae          Archontophoenix
                   alexandrae (F Muell.) H.           --     --
                   Wendl. & Drude
Bignoniaceae       Handroanthus
                   chrysotrichus (Mart. ex            --     --
                   DC.) Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus                      6,1    2,0
                   heptaphyllus Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus                      1,8     --
                   impetiginosus Mattos
Bignoniaceae       Tabebuia roseoalba                 --     --
                   (Ridl.) Sandwith
Chrysobalanaceae   Licania
                   tomentosa (Benth.)                1,0     --
                   Fritsch
Fabaceae           Bauhinia variegata L.              --     --
Fabaceae           Delonix regia (Boojer ex          6,3    12,5
                   Hook.) Raf.
Fabaceae           Libidibia ferrea var.
                   leiostachya (Benth.)              2,6     --
                   L.P.Queiroz
Fabaceae           Poecilanthe sp.                    --     --
Fabaceae           Poincianella
                   pluviosa var.                     7,0    0,2
                   peltophoroides (DC.)
                   L.P. Queiroz
Fabaceae           Tamarindus indica L.               --     --
Fabaceae           Tipuana tipu (Benth.)             18,6    --
                   Kuntze
Lauraceae          Nectandra
                   megapotamica (Spreng.)            5,4     --
                   Mez.
Malpighiaceae      Bunchosia
                   glandulifera (Jacq.)               --     --
                   Kunth
Malpighiaceae      Malpighia emarginata               --     --
                   Sesse & Moc. ex DC.
Malvaceae          Dombeya wallichii                  --     --
                   (Lindl.) K. Schum.
Malvaceae          Hibiscus rosa-sinensis L.          --     --
Melastomataceae    Pleroma granulosum                 --     --
                   (Desr.) D. Don
Myrtaceae          Callistemon viminalis              --     --
                   (Sol. ex Gaertn.) G. Don.
Myrtaceae          Eugenia uniflora L.                --     --
Rubiaceae          Coffea arabica L.                  --     --
Salicaceae         Casearia obliqua                   --     --
                   Spreng.
Sapindaceae        Sapindus saponaria L.              --     --
Urticaceae         Cecropia pachystachya              --     --
                   Trecul.

                                               Frequencia do dano (%)

                                                    Calcamento

Familia            Especie                       --     0      1

Araliaceae         Schefflera actinophylla      100     --     --
                   (Endl.) Harms
Arecaceae          Archontophoenix
                   alexandrae (F Muell.) H.     60,0   40,0    --
                   Wendl. & Drude
Bignoniaceae       Handroanthus
                   chrysotrichus (Mart. ex      41,1   58,9    --
                   DC.) Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus                 91,8   6,1    2,0
                   heptaphyllus Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus                 92,7   5,5     --
                   impetiginosus Mattos
Bignoniaceae       Tabebuia roseoalba            5      95     --
                   (Ridl.) Sandwith
Chrysobalanaceae   Licania
                   tomentosa (Benth.)           53,9   18,3   20,8
                   Fritsch
Fabaceae           Bauhinia variegata L.        50,0   50,0    --
Fabaceae           Delonix regia (Boojer ex     81,3    --     --
                   Hook.) Raf.
Fabaceae           Libidibia ferrea var.
                   leiostachya (Benth.)         82,1   17,9    --
                   L.P.Queiroz
Fabaceae           Poecilanthe sp.              100     --     --
Fabaceae           Poincianella
                   pluviosa var.                46,9   15,3   9,4
                   peltophoroides (DC.)
                   L.P. Queiroz
Fabaceae           Tamarindus indica L.          --     --     --
Fabaceae           Tipuana tipu (Benth.)        64,4   6,8    13,6
                   Kuntze
Lauraceae          Nectandra
                   megapotamica (Spreng.)       47,6   31,9    15
                   Mez.
Malpighiaceae      Bunchosia
                   glandulifera (Jacq.)          --    100     --
                   Kunth
Malpighiaceae      Malpighia emarginata         25,0   75,0    --
                   Sesse & Moc. ex DC.
Malvaceae          Dombeya wallichii            40,0   60,0    --
                   (Lindl.) K. Schum.
Malvaceae          Hibiscus rosa-sinensis L.    50,0   50,0    --
Melastomataceae    Pleroma granulosum           42,6   42,6   10,6
                   (Desr.) D. Don
Myrtaceae          Callistemon viminalis        100     --     --
                   (Sol. ex Gaertn.) G. Don.
Myrtaceae          Eugenia uniflora L.          37,5   62,5    --
Rubiaceae          Coffea arabica L.            50,0   50,0    --
Salicaceae         Casearia obliqua             100     --     --
                   Spreng.
Sapindaceae        Sapindus saponaria L.        50,0   50,0    --
Urticaceae         Cecropia pachystachya        100     --     --
                   Trecul.

                                               Frequencia do dano (%)

                                                    Calcamento

Familia            Especie                           2     3

Araliaceae         Schefflera actinophylla          --     --
                   (Endl.) Harms
Arecaceae          Archontophoenix
                   alexandrae (F Muell.) H.         --     --
                   Wendl. & Drude
Bignoniaceae       Handroanthus
                   chrysotrichus (Mart. ex          --     --
                   DC.) Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus                     --     --
                   heptaphyllus Mattos
Bignoniaceae       Handroanthus                     --    1,8
                   impetiginosus Mattos
Bignoniaceae       Tabebuia roseoalba               --     --
                   (Ridl.) Sandwith
Chrysobalanaceae   Licania
                   tomentosa (Benth.)               4,2   2,8
                   Fritsch
Fabaceae           Bauhinia variegata L.            --     --
Fabaceae           Delonix regia (Boojer ex         6,3   12,5
                   Hook.) Raf.
Fabaceae           Libidibia ferrea var.
                   leiostachya (Benth.)             --     --
                   L.P.Queiroz
Fabaceae           Poecilanthe sp.                  --     --
Fabaceae           Poincianella
                   pluviosa var.                    9,9   18,4
                   peltophoroides (DC.)
                   L.P. Queiroz
Fabaceae           Tamarindus indica L.             100    --
Fabaceae           Tipuana tipu (Benth.)            8,5   6,8
                   Kuntze
Lauraceae          Nectandra
                   megapotamica (Spreng.)           2,6   2,9
                   Mez.
Malpighiaceae      Bunchosia
                   glandulifera (Jacq.)             --     --
                   Kunth
Malpighiaceae      Malpighia emarginata             --     --
                   Sesse & Moc. ex DC.
Malvaceae          Dombeya wallichii                --     --
                   (Lindl.) K. Schum.
Malvaceae          Hibiscus rosa-sinensis L.        --     --
Melastomataceae    Pleroma granulosum               2,1   2,1
                   (Desr.) D. Don
Myrtaceae          Callistemon viminalis            --     --
                   (Sol. ex Gaertn.) G. Don.
Myrtaceae          Eugenia uniflora L.              --     --
Rubiaceae          Coffea arabica L.                --     --
Salicaceae         Casearia obliqua                 --     --
                   Spreng.
Sapindaceae        Sapindus saponaria L.            --     --
Urticaceae         Cecropia pachystachya            --     --
                   Trecul.
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Author:da Silva, Otavio Henrique; Locastro, Joao Karlos; Sanches, Suely da Penha; De Angelis Neto, Generoso
Publication:Ciencia Florestal
Date:Jan 1, 2019
Words:7324
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