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Evaluation of sustainable use of urban afforestation in Cafeara City, Parana State/Avaliacao do uso sustentavel da arborizacao urbana no Municipio de Cafeara, Parana.

INTRODUCAO

Com o desenvolvimento do mundo moderno, avanco de sistemas economicos e financeiros, tornase cada vez mais comum o surgimento de centros urbanos que, de forma geral, modificam a paisagem local e alteram o equilibrio natural existente.

De acordo com Cerqueira e Silva (2013), esse crescimento das cidades tem provocado a substituicao das arvores no ambiente por elementos conhecidos como a pavimentacao e as construcoes, resultando, deste modo, em uma serie de problemas, tais como: impermeabilizacao do solo, aumento da temperatura local, diminuicao da biodiversidade e elevacao de danos a saude.

Como forma de minimizar os problemas obtidos e aproximar o homem da natureza, a partir do seculo XVII, a arborizacao passou a fazer parte dos espacos publicos e foi introduzida nas cidades com o objetivo estetico cultural (GOUVEA, 2001).

A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, foi o primeiro municipio brasileiro a implantar um projeto de arborizacao, tendo o cultivo de Palmeiras Imperial como forma de embelezar os jardins da entao familia Real (ELETRICIDADE DE SAO PAULO, 1995). Consoante a pratica de arborizacao que se espalhou por todo Rio de Janeiro, outros estados e cidades a exemplo deste, passaram a arborizar pracas e avenidas, incentivando o surgimento de municipios com areas de arborizacao consolidada.

Algumas cidades como Maringa e Curitiba tornaram-se, ao longo dos anos, referencia quanto a arborizacao urbana nacional (MILANO; DALCIN, 2000). Recentemente, pequenos municipios tambem demonstraram preocupacao quanto ao tema e cidades como Cafeara no Parana, passaram a desenvolver projetos urbanisticos voltados para uma arborizacao mais sustentavel, focada no ambiente e na populacao que o cerca.

A realidade e que apesar de a arborizacao estar difundida em tantos municipios brasileiros e ser destaque em varias municipalidades ainda ha uma carencia de projetos de arborizacao mais incipientes e que realmente fornecam beneficios advindos da arborizacao como: melhoria da qualidade do ar, sombreamento, estabilidade microclimatica, atenuacao de ruidos, alem de alimentacao e abrigo de animais (MELLO FILHO, 1985).

Como um todo, verifica-se que a vegetacao empregada no contexto urbano, alem dos beneficios ja citados, desempenha um papel indispensavel para os homens com atuacao direta sob seu bem-estar fisico e psiquico (BALENSIEFER; WIECHETECK, 1985), sendo o elo urbano entre os seres humanos e a natureza.

Entretanto, para a continuidade dos beneficios propostos e necessaria uma transicao da atual situacao das cidades para um futuro sustentavel no qual o manejo das areas verdes devera contemplar o bem-estar ambiental, social e economico das sociedades urbanas (LAERA, 2005).

A fim de promover o verde urbano de forma mais sustentavel, e necessario atentar-se a obtencao de um maior conhecimento sobre as condicoes da arborizacao. De acordo com Milano (1988), a pratica de inventarios arboreos auxilia neste proposito e pode ser uma alternativa eficiente para caracterizar a vegetacao.

Estes estudos como um todo contribuem para o entendimento do espaco e proporcionam a identificacao de fatores como: origem das especies arboreas, sua distribuicao no perimetro urbano, alem condicoes de manejo. Ressalta-se ainda a facilidade de emprego do metodo proposto, podendo ser executados desde municipios pequenos como Cafeara--PR, ate municipios mais populosos, tendo exemplo a cidade de Curitiba--PR.

Neste contexto, o presente estudo visa realizar um levantamento quali-quantitativo da arborizacao viaria urbana do municipio de Cafeara--PR, para verificar condicoes de sustentabilidade da arborizacao existente e recomendar possiveis tecnicas de manejo da vegetacao aplicaveis no meio urbano do municipio proposto.

MATERIAL E METODOS

O trabalho foi realizado no municipio de Cafeara--PR (Figura 1) e versou na realizacao de inventario arboreo, alem de um levantamento bibliografico a respeito de praticas desenvolvidas em localidades que se preocupam com a questao do verde urbano.

Para elaboracao do inventario foi realizada campanhas in loco com o intuito de coletar dados referentes a cada especie arborea existente, para posterior identificacao do material botanico.

Durante exercicio da pesquisa foram anotadas em fichas de campo caracteristicas pertinentes aos individuos encontrados, como: habitos da planta, aspectos fisicos e possiveis interferencias com equipamentos publicos. O procedimento de coleta e herborizacao seguiu a metodologia proposta por Fidalgo e Bononi (1989).

Apos coleta de dados, as especies registradas foram observadas e identificadas por meio de comparacao com chave dicotomica e literatura, ou por auxilio de um profissional com habilidades na area. As plantas seguiram a classificacao de familias botanicas proposta em APG III (ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP, 2009) e os epitetos especificos, a Lista da Flora do Brasil (JARDIM BOTANICO DO RIO DE JANEIRO, 2013) e INTERNATIONAL PLANT NAMES INDEX (2013).

Para determinacao das condicoes de manejo arboreo foram realizadas entrevistas com moradores locais, colaboradores responsaveis pelo viveiro municipal e com representantes da propria administracao publica.

Utilizaram-se ainda registros fotograficos como forma de retratar a morfologia vegetal e identificar tecnicas de manejo geralmente aplicadas a vegetacao, dentre elas: podas, mudas recem-plantadas e necessidade de remocao de tocos.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Consoante ao inventario realizado na cidade de Cafeara--PR verificou-se que o municipio apresenta 1.885 especimes arboreos, sendo estes distribuidos em 30 familias botanicas e 51 diferentes especies (Tabela 1).

Dos individuos arboreos encontrados, constatou-se a predominancia de tres especies principais, dentre elas: Ficus benjamina L. (26,7%), Licania tomentosa (Benth.) Fritsch (14,2%) e Pachira aquatica Aublet (12,0%) (Tabela 1). Alguns autores como Biondi e Althus (2005) alertam para o risco da dominancia de poucas especies em um determinado local, pois, segundo os mesmos, o presente fato facilita a propagacao de pragas e doencas e pode ser um problema futuro para os ambientes urbanos, inclusive para Cafeara.

Em analise aos especimes arboreos encontrados em vias publicas do municipio, percebe-se o predominio de exemplares nativos, sendo estes 52,4% de todos os individuos registrados na cidade. Em outros municipios brasileiros como Chapadao do Sul--MS verifica-se situacao inversa, com o predominio de individuos arboreos exoticos (PELEGRIM et al., 2012). A maior ocorrencia de plantas exoticas em relacao as nativas pode ser apontada como um problema, visto que individuos exoticos nem sempre se adaptam as novas condicoes em que foram plantados (DANTAS; SOUZA, 2004) e, por vezes, nao apresentam interacao com a fauna, impossibilitando assim a realizacao de um dos maiores beneficios da vegetacao ao meio urbano.

Outro aspecto analisado no municipio foi a ocorrencia de danos aos patrimonios particulares e publicos em virtude da ma-disposicao dos individuos arboreos, o que de certa forma contraria o conceito de arborizacao sustentavel, com a ampliacao de gastos em decorrencia da manutencao das arvores no meio urbano. A realidade e que falta planejamento quanto as especies a serem plantadas e com isto, tornam-se comuns situacoes como: soerguimento de calcadas, danos a fiacao ou presenca de tocos que atrapalham a movimentacao de transeuntes (Figura 2).

Neste estudo, por exemplo, verificou-se que a especie Ficus benjamina L. apresentou serios problemas quanto ao calcamento, sendo a especie mais conflituosa com equipamentos publicos na area de estudo. Como forma de desenvolvimento de uma arborizacao mais sustentavel no municipio recomenda-se a elaboracao de projetos de supressao desta especie, iniciando-se pela retirada de especimes inseridos em locais com calcamento e sob fiacao.

Outro ponto de interesse verificado quanto ao assunto foi a presenca de tocos encontrados em locais de passeio. Na cidade em questao, foi possivel a constatacao de 11 tocos que atrapalham a movimentacao de pedestres e servem, por vezes, como deposito de residuos. A questao relacionada aos tocos foi apontada pelos moradores locais como um dos maiores problemas da arborizacao, tendo responsabilidade compartilhada entre orgaos publicos e proprietarios de imoveis.

Apesar dos questionamentos citados acima, a arborizacao estudada apresentou nos ultimos anos certo avanco em relacao ao tema. De acordo com representantes da gestao publica, a municipalidade vem se preocupando com questoes de manejo da vegetacao, comprovado pela intensificacao do plantio de especies nativas, mantenimento constante das podas e uso da vegetacao como forma de atrair predadores naturais do Aedes aegypt (Linnaeus) (Figura 3).

Quando indagados a respeito das arvores presentes no municipio, os moradores ressaltaram que, por meio do manejo realizado, a arborizacao se tornou referencia para a cidade, destacando-a em toda regiao. Algumas pessoas, por exemplo, relataram que o cuidado com a poda e com canteiros centrais vai alem do embelezamento natural e transmite qualidade de vida aos moradores.

Os responsaveis pelo viveiro municipal mencionaram durante a entrevista que o municipio tem adotado o plantio de duas especies nativas recentemente, sendo elas: Licania tomentosa (Benth.) Fritsch e Tibouchina granulosa (Ders.) Cogn. Segundo os mesmos, esta pequena acao reflete em melhorias para o ambiente, pois valoriza a flora nativa.

Entre as tecnicas incentivadas pelo municipio quanto a arborizacao destacou-se o surgimento de projetos em parceria com escolas municipais, incentivando o plantio de mudas da especie Crotalaria juncea L. Para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, esta especie tem a finalidade de atrair insetos da ordem Odonata (libelulas) que auxiliam no combate a dengue.

O municipio conta ainda com o desenvolvimento de projetos do estado para formacao de tecnicos ambientais pela rede estadual de ensino. De acordo com a Prefeitura Municipal, a primeira turma de tecnicos na area devera se formar ainda este ano e auxiliara no desenvolvimento de questoes correlatas ao estudo.

Em analise as condicoes atuais da arborizacao e aos dados obtidos com a realizacao das entrevistas, notou-se que Cafeara utiliza parcialmente a arborizacao como forma sustentavel, tendo em destaque: maior incidencia de individuos nativos, controle regular da poda, realizacao recente de inventario arboreo, alem do desenvolvimento de projetos voltados para a sustentabilidade. Em contrapartida, verifica-se que para potencializar o uso da arborizacao existente e necessario ainda o aprimoramento de algumas ideias, tendo como referenciais sistemas praticos adotados em outras municipalidades.

Em Campo Mourao--PR, por exemplo, a gestao publica municipal utiliza residuos da poda como adubo para os proprios canteiros centrais. Apesar de ser uma iniciativa recente, esta tecnica ja produz resultados, reduzindo custos com adubacao e atribuindo destinacao correta aos residuos gerados durante o processo de poda.

Na cidade de Brasilia--DF, a arborizacao e empregada como beneficio social para comunidade, sendo utilizadas especies arboreas frutiferas em locais como pracas e canteiros. De acordo com Machado, Alencar e Rodrigues (1992), essas especies servem como alimento para os moradores locais e estimulam a visitacao as pracas durante o periodo de frutificacao. No entanto, cumpre-se ressaltar que Costa et al. (1996) salientam a existencia de alguns problemas associados a arvores frutiferas, como a suscetibilidade a pragas e os riscos de contaminantes presentes nos frutos.

Outra solucao tambem recomendada para o municipio e a utilizacao de especies arboreas dispostas em locais com forte insolacao no periodo da tarde, com o proposito de melhoria do microclima local. Especies de porte arboreo auxiliam na atenuacao da temperatura e podem reduzir o consumo de energia eletrica vinculado ao uso de ventiladores e ar condicionados.

Outro fator associado ao uso sustentavel da arborizacao fundamenta-se no emprego de especies com potencial floristico, propiciando beleza natural e bem-estar a populacao. Algumas especies como Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos e Hibiscus rosa sinensis L. apresentam floracao aparente e de grande destaque na paisagem urbana. Estes individuos alem de atrair animais de pequeno porte, aprimoram aspectos visuais e possibilitam maior interacao homem-natureza.

Na realidade, todos os questionamentos e sugestoes aplicados podem ser atribuidos pela determinacao de um simples plano de manejo bem estruturado, fundamentado com base no diagnostico arboreo realizado no municipio.

CONCLUSOES

Por todo exposto, verificou-se que a cidade de Cafeara--PR tem desenvolvido projetos com o intuito de melhoria das condicoes arboreas existentes. Constatou-se que a atual gestao municipal trabalha com o emprego de mudas nativas, utilizacao de especies para controle da dengue e formacao de profissionais habilitados na area.

Apesar de os conceitos desenvolvidos, com aprimoramento em questoes sociais e ambientais, ainda ha necessidade de avancos principalmente de ordem economica, a fim de evitar custos extras voltados a manutencao da poda e reconstrucao de calcamentos danificados.

Como forma de amenizar os problemas existentes recomenda-se para o gestor municipal o uso de tecnicas aplicaveis em outras localidades como: emprego de especies com potencial floristico e/ou frutivoro, utilizacao de residuos da poda em beneficio da propria arborizacao, plantio de especies com porte compativel as dimensoes existentes no local, alem do manejo estruturado na elaboracao de um plano de arborizacao.

AGRADECIMENTOS

Agradeco a Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES) pela concessao da bolsa de estudo.

REFERENCIAS

ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP III. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III. Botanical Journal of the Linnean Society, London, v. 16, p. 105-121, 2009.

BALENSIEFER, M.; WIECHETECK, M. Arborizacao de cidades. 1. ed. Curitiba: Instituo de Terras e Cartografia, 1985.

BIONDI, D.; ALTHAUS, M. Arvores de rua de Curitiba: cultivo e manejo. 1. ed. Curitiba: FUPEF, 2005.

CERQUEIRA, M. C. R.; SILVA, D. A. M. Analise do processo de arborizacao publica da cidade de Santanopolis--Bahia. [s. l.]: Inter--saberes, 2013.

COSTA, L. M. S. A. et al. Arborizacao das ruas do bairro de Copacabana. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE ARBORIZACAO URBANA, 3., Salvador. Anais ... Salvador: SBAU, 1996.

DANTAS, I. C.; SOUZA, C. M. C. Arborizacao urbana na cidade de Campina Grande--PB: Inventario e suas especies. Revista de Biologia e Ciencia da Terra, Campina Grande, v. 4, n. 2, jul. 2004.

ELETRICIDADE DE SAO PAULO. Guia de Planejamento e Manejo da Arborizacao Urbana. Sao Paulo: Grafica Cesp, 1995.

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GOUVEA, I. Cobertura Vegetal Urbana. Revista Assentamentos Humanos, Marilia, v. 3, n. 1, p. 17-24, out. 2001.

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LAERA, L. H. N. Arborizacao Urbana e o sequestro de carbono: um potencial mercado a ser explorado na cidade do Rio de Janeiro. In: ENCONTRO ECO--DESENVOLVIMENTO URBANO E MEIO AMBIENTE, 6., Brasilia, 2005. Anais ... Brasilia, 2005. p. 1-21.

MACHADO, J. W. B.; ALENCAR, F. O. C. C.; RODRIGUES, M. G. Arvores de Brasilia. 1. ed. Brasilia: Secretaria de Obras e Servicos Publicos, Departamento de Parques e Jardins, 1992. 100 p.

MELLO FILHO, L. E. Arborizacao Urbana. In: ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZACAO URBANA, 10., 1985, Porto Alegre. Anais ... Porto Alegre: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, 1985. p. 117-127.

MILANO, M. S. Avaliacao quali-quantitativa e manejo da arborizacao urbana: exemplo de Maringa --PR. 1988. 120 f. Tese (Doutorado em Ciencias Florestais)--Ciencias Agrarias. Universidade Federal de Curitiba, Curitiba, 1988.

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PELEGRIM, E. A. P.; LIMA, A. P. L.; LIMA, S. F. Avaliacao qualitativa e quantitativa da arborizacao no bairro Flamboyant em Chapadao do Sul, MS. Revista Sociedade Brasileira de Arborizacao Urbana, Piracicaba, v. 7, n. 1, p. 126-142, mar. 2012.

Joao Karlos Locastro (1) Jose Luiz Miotto (2) Bruno Luiz Domingos De Angelis (3) Marcelo Galeazzi Caxambu (4)

(1) Engenheiro Ambiental, Mestrando em Engenharia Urbana, Departamento de Engenharia Civil, Centro de Tecnologia, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5.790, Zona 07, CEP 87020-900, Maringa (PR), Brasil. jklocastro@gmail.com

(2) Engenheiro Civil, Dr., Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Civil, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5.790, Zona 07, CEP 87020-900, Maringa (PR), Brasil. jlmiotto@uem.br

(3) Agronomo, Dr., Professor Associado ao Departamento de Agronomia, Universidade Estadual de Maringa, Av. Colombo, 5.790, Zona 07, CEP 87020-900, Maringa (PR), Brasil. brucagen@uol.com.br

(4) Engenheiro Florestal, Dr., Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Ambiental, Universidade Tecnologica Federal do Parana, BR 369 km 0,5, CEP 87301-006, Campo Mourao (PR), Brasil. mcaxambu@utfpr.edu.br

Recebido para publicacao em 11/03/2015 e aceito em 19/08/2015

Caption: FIGURE 1: Location map of the study area.

FIGURA 1: Mapa de localizacao da area de estudo.

Caption: FIGURE 2: Interference of afforestation in urban areas. (A) Breaking sidewalks caused by Ficus benjamina L. (B) Stump this in place for the ride. (C) Pachira Aquatica Aublet branches in conflict with the wiring.

FIGURA 2: Interferencias da arborizacao no meio urbano. (A) Rompimento de calcadas provocado por Ficus benjamina L. (B) Toco presente em local destinado ao passeio. (C) Galhos de Pachira aquatica Aublet em conflito com a fiacao.

Caption: FIGURE 3: Sustainable use of afforestation. (A) Seedlings in the field of native species Tibouchina granulosa (Ders.) Cogn. (B) Specimens of Crotalaria juncea L. grown to aid in the fight against dengue. (C) Specimens of Ficus benjamina L. with application of pruning on the shores of PR 543 road.

FIGURA 3: Uso sustentavel da arborizacao. (A) Muda em campo da especie nativa Tibouchina granulosa (Ders.) Cogn. (B) Especimes de Crotalaria juncea L. cultivados para auxilio no combate a dengue. (C) Especimes de Ficus benjamina L. com aplicacao de poda as margens da PR 543.
TABLE 1: Survey of afforestation street in Cafeara city--Parana
state.

TABELA 1: Levantamento da arborizacao viaria urbana do municipio de
Cafeara--Parana.

Familia                           Especie                    IND    P

                   Mangifera indica L.                       29     E
Anacardiaceae      Schinus molle L.                          25     N
                   Schinus terebinthifolius Raddi.            5     N
Annonaceae         Annona squamosa L.                         2     E
                   Nerium oleander L.                        14     E
                   Tabernaemontana catharinensis A. DC.       4     N
Apocynaceae        Plumeria rubra L.                          2     N
                   Thevetia thevetioides (Kunth) K.Schum      2     E
Araliaceae         Schefflera arboricola (Hayata) Merr.       1     E
Arecaceae          Dypsis lutescens (H. Wendl.)              30     E
                   Beentje & J. Dransf.
                   Handroanthus albus (Cham.) Mattos         21     N
Bignoniaceae       Handroanthus impetiginosus                12     N
                   (Mart. ex DC.) Mattos
                   Spathodea campanulata Beauv.               3     E
Caricaceae         Carica papaya L.                          54     N
Chrysobalanaceae   Licania tomentosa (Benth.) Fritsch        268    N
Combretaceae       Terminalia catappa L.                     29     E
Cupressaceae       Cupressus lusitanica Miller                5     E
Cycadaceae         Cycas revoluta Thunb.                     15     E
Euphorbiaceae      Euphorbia pulcherrima Willdex Koltz        5     E
                   Bauhinia forficata Link                   18     N
                   Caesalpinia pulcherrima (L.) Sw.           5     E
                   Cajanus cajan (L.) Millsp.                 1     E
                   Cassia fistula L.                          1     E
Fabaceae           Crotalaria juncea L.                      86     E
                   Delonix regia (Bojerex Hook) Raf.          3     E
                   Erythrina indica Lam.                     12     E
                   Leucaena leucocephala (Lam.)              10     E
                   R. de Wit.
                   Poincianellapluviosa var.                 124    N
                   peltophoroides (Benth) L.P. Queiroz
                   Tamarindus indica L.                       1     E
Lythraceae         Lagerstroemia indica (L.) Pers.            2     E
Magnoliaceae       Michelia champaca L.                       8     E
Malpighiaceae      Malpighia glabra L.                        5     E
Malvaceae          Hibiscus rosa sinensis L.                 15     E
                   Pachira aquatica Aublet                   227    N
Melastomataceae    Tibouchina granulosa (Ders.) Cogn.        197    N
Meliaceae          Melia azedarach L.                         8     E
                   Artocarpus integrifolia L.                 2     E
Moraceae           Ficus benjamina L.                        503    E
                   Morus nigra L.                             4     E
                   Callistemon viminallis (Sol.)              5     E
                   Ex Gaertn
Myrtaceae          Eugenia uniflora L.                        1     N
                   Psidium guajava L.                        17     N
Oleaceae           Ligustrum lucidum W. T. Aiton             26     E
Papaveraceae       Chelidonium majus L.                       1     E
Proteaceae         Grevillea robusta A. Cunn.                 2     N
Punicaceae         Punica granatum L.                         1     E
Rosaceae           Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl.        5     E
Rubiaceae          Coffea arabica L.                          2     E
Rutaceae           Citrus limonia (L.) Osbeck                30     E
                   Murrayapaniculata (L.) Jack.              25     E
Verbenaceae        Duranta repens Aurea L.                   11     N

TOTAL                                                       1.885

Em que: IND = quantidade de individuos encontrados; P = procedencia
dos individuos arboreos; N = individuos nativos; E = individuos
denominados exoticos.
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Author:Locastro, Joao Karlos; Miotto, Jose Luiz; De Angelis, Bruno Luiz Domingos; Caxambu, Marcelo Galeazzi
Publication:Ciencia Florestal
Article Type:Ensayo
Date:Apr 1, 2017
Words:3194
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