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Evaluation of physico-chemical quality crude oil almond babassu (Orbigny spp)/Avaliacao da qualidade fisico-quimica do oleo bruto da amendoa de babacu (Orbignya spp).

Introducao

O babacu (Orbignya spp), uma das palmeiras nativas mais representativas do Brasil, e encontrado com maior frequencia nas regioes Nordeste, Norte e Centro-Oeste (Batista et al., 2006). Nessas regioes, as reservas extrativistas de coco babacu sao a base de sobrevivencia de muitas comunidades (Machado et al., 2006). A regiao Nordeste detem a maior producao de amendoas de babacu, respondendo por 99,5% da producao. No Brasil, em 2009, foram coletadas 109.299 toneladas de amendoas, sendo que o principal Estado produtor, o Maranhao, concentrou 94,4% do total e o segundo maior, o Piaui, 4,64% (IBGE, 2009).

Os frutos do babacu sao ovais e alongados, de coloracao castanha (Lima et al., 2008), constituindo-se de quatro partes: epicarpo, mesocarpo, endocarpo e amendoas (de 3 a 4 por fruto) (Santos, 2008). As amendoas sao brancas, recobertas por uma pelicula castanha e contem elevado teor de oleo, alem de sais minerais, fibras, proteinas e carboidratos (Freitas, 2003). Conforme Lima et al. (2006), o babacu e considerado o maior recurso oleifero nativo do mundo. Cerca de 65% do peso da amendoa e oleo e esse constitui a parte de maior valor (Albuberque, 2006).

O oleo de babacu tem uma coloracao branca a levemente amarelada e corresponde a 4% da massa total do fruto (Mota et al., 2010). Apresenta ampla diversidade de acidos graxos, mas sao as elevadas concentracoes dos acidos laurico (40,0-55,0%) e miristico (5,2-17,5%), que favorecem sua utilizacao em todo o mundo (Porto, 2004; Lima et al., 2007; Urioste et al., 2008). As gorduras lauricas exibem importancia significativa na industria, pois sao resistentes a oxidacao nao enzimatica e ao contrario de outras gorduras saturadas, tem baixa temperatura de fusao (Machado et al., 2006).

Segundo sua qualidade, o oleo de babacu pode ser classificado em: oleo bruto, constituido de oleo genuino, podendo ser extraido artesanalmente (cozimento das amendoas trituradas), por pressao mecanica ou por meio de solvente; e oleo refinado (PENSA/ USP, 2000). O oleo bruto possui caracteristicas fisico-quimicas que fogem dos padroes para o seu consumo imediato (Oliveira, 2001), devendo ser submetido ao processo de refino para convertimento em produto comestivel (BRASIL, 1999).

Araujo (2004) relata que os oleos submetidos ao aquecimento com elevadas temperaturas podem ser toxicos ao organismo humano devido, principalmente, a formacao de produtos de oxidacao que podem levar ao quadro de estresse oxidativo no organismo, o qual esta relacionado com o aparecimento de certas doencas, como as cardiovasculares, o cancer e o envelhecimento precoce. Apesar disso, constata-se que muitas familias, sobretudo as de baixa renda, consomem o oleo bruto extraido artesanalmente (Machado et al., 2006).

Diante da importancia no panorama economico regional e tendo em vista a escassez de pesquisas enfocando oleos provenientes de frutos de diferentes regioes com caracteristicas distintas, objetivou-se por meio do presente estudo, avaliar a qualidade fisico-quimica do oleo bruto da amendoa de babacu produzido na zona rural do municipio de Jose de Freitas-PI, determinando o seu estado oxidativo.

Material e Metodos

Amostragem

Dez amostras de oleo bruto da amendoa de babacu foram adquiridas junto aos comerciantes de estabelecimentos situados no mercado municipal da cidade de Jose de Freitas-PI. De cada "banca de comercializacao" foi coletada uma amostra, empregando-se como requisito de inclusao a sua recem-obtencao por parte dos comerciantes. Tais amostras de oleo bruto da amendoa do babacu eram originarias da regiao rural do supracitado municipio e produzidas artesanalmente. A extracao artesanal do oleo empregada consiste em submeter a amendoa a um cozimento intensivo com agua. Primeiramente as amendoas sao desidratadas ao sol, torradas em fornos de barro a temperaturas elevadas e sem controle, e em seguida ocorre a "pilacao e preparo da massa" com auxilio de pilao ou triturador tipo forrageira que tem como objetivo soltar o oleo do caroco. Apos, acrescenta-se agua para que, depois de ferver, a mistura solte o oleo sobrenadante que e entao separado. Seca-se o produto em recipiente metalico sob aquecimento ate que o mesmo perca a opacidade causada pelo excesso de agua. Apos essa etapa, o oleo obtido e filtrado e envasado em garrafas recicladas.

A aquisicao das amostras ocorreu na condicao de consumidor comum do produto, sendo que as mesmas nao apresentavam em suas embalagens (garrafas de politereftalato de etileno--PET recicladas e transparentes) informacoes sobre rotulagem geral e nutricional e encontravam-se acondicionados em prateleiras a temperatura ambiente e em local com exposicao a luz. As amostras adquiridas foram mantidas em suas embalagens plasticas originais e posteriormente foram transportadas ao laboratorio de Tecnologia de Alimentos do Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia do Piaui (IFPI) para a realizacao das analises.

Metodos Analiticos

Todas as analises laboratoriais foram realizadas em triplicata e seguiram as normas do Instituto Adolfo Lutz (2005). As determinacoes realizadas foram:

Indice de peroxido

Para essa determinacao utilizou-se o metodo titulometrico, tendo como solucao titulante o tiossulfato de sodio 0,1 mol [L.sup.-1].

Indice de acidez

Determinado por via titulometrica, utilizando-se solucao de hidroxido de sodio 0,1 mol [L.sup.-1]. Os resultados foram expressos em meq KOH [g.sup.-1].

Indice de saponificacao

Empregou-se o metodo titulometrico, utilizando fenolftaleina como indicador e a solucao de acido cloridrico a 0,5 mol [L.sup.-1], como titulante. Os resultados foram expressos em mg de KOH [g.sup.-1].

Indice de refracao

Foi obtido mediante a utilizacao de refratometro de Abbe (Lambda, modelo 2WAJ), cujo procedimento foi realizado a temperatura ambiente para posterior conversao a temperatura de 40[grados]C.

Densidade

Determinada por meio do metodo do picnometro. Os resultados foram expressos em g [mL.sup.-1] a temperatura de 25[grados]C.

Analise Estatistica

Os resultados foram analisados pela ANOVA univariada, seguido do teste de Tukey a 5% de significancia o qual foi aplicado para comparacao das medias. Todas as analises tiveram seus resultados expressos pelo valor medio [+ o -] desvio-padrao (DP), utilizando-se o software GraphPad 5.0 (Graphpad Prism, 2007).

Resultados e Discussao

Todas as amostras de oleo avaliadas apresentaram resultado igual a zero para a determinacao do indice de peroxidos, ou seja, nenhuma delas apresentou formacao desse composto inicial do processo de deterioracao oxidativa. Segundo o Codex Alimentarius (2003), o valor maximo admitido para oleos brutos nao deve ultrapassar 15 meq [kg.sup.-1]. Valores inferiores a esse indicam reduzida possibilidade de deterioracao oxidativa (Costa, 2006). E importante ressaltar que a rancificacao oxidativa nao ocorre normalmente com acidos graxos saturados, porque a formacao do radical livre e energeticamente desfavoravel, sendo observada somente quando o produto e exposto a condicoes de altas temperaturas (Bobbio & Bobbio, 1992). Conforme Vasconcelos et al. (2007), a estabilidade oxidativa dos oleos nao depende unicamente de sua composicao quimica, sendo ela um reflexo da qualidade da materia prima, das condicoes as quais o produto foi submetido durante o processamento e estocagem, e da presenca de pigmentos protetores do oleo bruto atuando como antioxidantes.

Vale salientar que mesmo nao havendo controle de qualidade das amendoas, do tempo e temperatura do processamento e das condicoes de estocagem do oleo bruto, a sua estrutura predominantemente formada por cadeias carbonicas saturadas (acidos laurico e o miristico) (Urioste et al., 2008)e a provavel presenca de compostos potencialmente antioxidantes, nao permitiu o inicio da rancificacao oxidativa com formacao de peroxidos e nem de seus subprodutos de decomposicao, fato esse que pode ser comprovado pelas boas caracteristicas sensoriais dos oleos recem-obtidos avaliados que apresentavam-se com odor suave caracteristico de oleos, sem a presenca de odores rancosos, aspecto limpido e translucido e uma cor variando de branca a amarelada.

Os resultados medios das analises fisicoquimicas de indices de acidez, saponificacao, refracao e densidade em oleo bruto da amendoa de babacu produzido no municipio de Jose de Freitas-PI estao apresentados na Tabela 01.

A determinacao de acidez e uma analise importante para a avaliacao da qualidade e estado de conservacao de oleos e gorduras. Por meio desse metodo, pode-se determinar se o oleo sofreu rancificacao hidrolitica ou oxidativa (IAL, 2005). Os valores medios de acidez determinados nas amostras encontraram-se abaixo do valor maximo estabelecido para oleos brutos (4,0 mg KOH [g.sup.-1] oleo), conforme o Codex Alimentarius (2003). Esses resultados demonstram que nao ocorreram hidrolise e oxidacao dos lipideos durante a producao e armazenamento do oleo e que, provavelmente, a temperatura ambiente e as condicoes de armazenamento nas quais as amostras se encontravam nao afetaram sobremaneira os acidos graxos constituintes, sendo comprovada pela acidez dos oleos dentro dos padroes de conformidade.

O indice de acidez da amostra 1, entretanto, mostrou-se bem superior aos obtidos para as demais amostras, conforme se verifica na Tabela 01. Comumente, o indice de acidez pode revelar formas incorretas de colheita dos frutos, amadurecimento e armazenamento improprios, alem de processos insatisfatorios de extracao (Meher et al., 2006). Alem disso, a decomposicao das gorduras pela enzima lipase e acelerada pela luz e calor, com formacao de acidos graxos livres (AGL) que aumentam a acidez e causam sabor e odor desagradaveis (Amaral, 2007). Portanto, o valor da acidez mais elevado na amostra 1 poderia ser um indicativo de inicio de desenvolvimento de reacoes hidroliticas, justificado por uma menor qualidade das amendoas usadas na fabricacao do oleo, visto que nao se teve conhecimento da sua procedencia e nem houve controle no processamento das mesmas. Aliado a isso, o armazenamento do oleo, feito em embalagens PET sem a protecao adequada contra a passagem de luz, contribui para a diminuicao da sua estabilidade. A amostra 1 pode ter permanecido, durante o periodo de seu armazenamento, mais exposta a luz e, portanto, ter sofrido maior alteracao nos seus acidos graxos em relacao as demais amostras.

Diante do exposto, pode-se observar que, de modo geral, que os indices de acidez do oleo de babacu apresentaram resultado positivo, indicando bom estado inicial de conservacao, e que, apesar das condicoes adversas de armazenamento, essas nao foram suficientemente agressivas para a deterioracao dos oleos segundo os limites de aceitabilidade explicitados na legislacao.

Brasil et al. (2011), estudando o oleo bruto de pequi inferiram que as condicoes de armazenamento controladas que simulavam o ambiente do mercado municipal de Goiania (exposicao a temperatura e a luz ambiente e ate mesmo a luz solar) nao sao aconselhaveis. Observaram que ao armazenar o oleo de pequi exposto a luz, com o passar do tempo, o seu indice de acidez aumenta, podendo gerar oleo de qualidade inferior a desejada.

Com relacao aos indices de saponificacao das amostras, todos foram inferiores aos valores preconizados pelo Codex Alimentarius (2003) para o oleo bruto de babacu (245 -256 mg KOH [g.sup.-1]), exceto o indice da amostra 6 (254,8 mg KOH [g.sup.-1]), o qual encontrava-se dentro dos limites estabelecidos. Esses resultados demonstram que as caracteristicas da maioria dos oleos estudados nao estao de acordo com as especificadas para o referido tipo de oleo, sugerindo a ocorrencia de uma variacao na natureza dos seus acidos graxos constituintes ou mesmo de adulteracoes com a adicao de outros tipos de oleos vegetais com indices de saponificacao diferentes (COSTA, 2006). A quantidade de grupos carboxilicos foi maior nas amostras 7, 1 e, principalmente na 6, onde provavelmente ha a predominancia de triacilglicerois com acidos graxos de baixo peso molecular, ja que o consumo de KOH foi maior (maior indice de saponificacao). Em termos alimentar, quanto mais elevado for o indice de saponificacao, melhor sera o oleo para a alimentacao (MORETTO e FETT, 1998).

Em estudo com o oleo bruto de pequi Brasil et al. (2011), verificaram uma queda no indice de saponificacao tanto da amostra exposta a luz quanto na amostra ao abrigo de luz, demonstrando que com o passar do

tempo a qualidade alimentar do oleo decai. Nesse mesmo estudo, a queda do indice de saponificacao foi acompanhada de aumento nos teores de acidez titulavel e indice de peroxido do oleo de pequi, indicando a ocorrencia de reacoes de hidrolise dos acidos graxos durante o armazenamento.

As variacoes entre os resultados do indice de saponificacao podem ser atribuidas as caracteristicas particulares de cada oleo, como a cultivar e a regiao de cultivo. Outro fator que deve ser levado em consideracao e a dificuldade encontrada em saponificar algumas amostras, por necessitarem de mais tempo para o processo. Conforme Ribeiro & Seravalli (2004), a reacao de saponificacao pode: estabelecer o grau de deterioracao e a estabilidade, verificar se as propriedades dos oleos estao de acordo com as especificacoes, e identificar possiveis fraudes e adulteracoes.

Concernente aos indices de refracao dos oleos da amendoa de babacu, valores similares e estatisticamente iguais foram constatados para todas as amostras. Verificouse ainda que todas as medias obtidas experimentalmente encontravam-se acima do estabelecido pelo Codex Alimentarius (2003) (1,448-1,451 ND 40[grados]C), o que sugere que esse resultado seja devido a presenca de particularidades nas condicoes de processamento e armazenamento ou ainda por se tratar de especie vegetal diferente da descrita pelo Codex. Essa ultima hipotese e valida na medida em que e conhecido que o indice de refracao e utilizado como criterio de identidade e qualidade, assumindo o papel de caracterizar os diferentes tipos de oleo, identificando tambem diferencas com relacao ao teor de acidos graxos livres, oxidacao, tratamento termico, ou ainda, no aumento do comprimento da cadeia hidrocarbonada e grau de insaturacao dos acidos graxos constituintes.

Mendes et al. (1999) estudando o indice de refracao (40[grados]C) do oleo refinado de babacu, encontraram um valor de 1,4518, resultado tambem considerado elevado quando comparado ao estabelecido pelo Codex, sugerindo que a massa molar do oleo de babacu em questao (Orbignya martiana) mostrava-se superior a do oleo padronizada pelo Codex (especie nao brasileira Attalea funifera).

Observou-se ainda que, referente a analise de densidade, todas as amostras apresentaram valores elevados quando comparado aos descritos pelo Codex (0,914 0. 917 g [mL.sup.-1] a 25[grados]C). Sendo essa uma medida utilizada para caracterizacao de oleos, sugerese que todas as amostras referiam-se a especies diferentes da especie em questao. Nas amostras 1, 3, 7, 9 e 10 foram verificados menores valores de densidade, podendo esse fato ser atribuido ao menor peso molecular e ao maior grau de insaturacao dessas amostras em reacao as demais.

Conclusoes

Com relacao a rancificacao oxidativa, evidenciou-se ausencia de peroxidos e da consequente deterioracao dos oleos; os indices de acidez de todas as amostras foram aceitaveis, indicando bom estado de conservacao, embora sob condicoes de armazenamento inadequadas, que poderiam comprometem a qualidade do oleo. Na maioria das amostras os indices de saponificacao encontravam-se em desacordo com os valores estabelecidos pelo Codex. O mesmo aconteceu com o indice de refracao e a densidade dos oleos que se mostraram superiores ao preconizado.

Diante das alteracoes verificadas, constatou-se a necessidade da caracterizacao dos oleos usualmente consumidos pela populacao do municipio de Jose de FreitasPI, produzidos a partir das mais diversas formas e provenientes de especies diferentes de babacu, tornando-se importante o controle do processamento ja que a ingestao do oleo bruto da amendoa de babacu e comumente realizada pela populacao regional.

Alem disso, mais estudos deverao ser realizados com o oleo de babacu obtido a partir de processo artesanal, com o objetivo de determinar a melhor forma de armazenagem, o tipo de recipiente mais adequado e tambem observar o processo de degradacao do oleo com o tempo e os fatores envolvidos, visando ainda a determinacao do seu prazo de validade com o intuito principal de padronizar a qualidade do oleo, garantindo um produto confiavel para os consumidores.

Recebido: 06 Maio 2011

Aceito: 09 Abril 2013

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Lucillia Rabelo de Oliveira (1), Josyanne Araujo Neves (2) *, Manoel de Jesus Marques da Silva (3)

(1) Universidade de Sao Paulo, Sao Paulo, SP, Brasil

(2) Universidade Federal do Piaui, Teresina, PI, Brasil

(3) Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia do Piaui, Teresina, PI, Brasil

* Autor correspondente, e-mail: josyanne20@gmail.com
Tabela 1. Valores medios dos indices de acidez, saponificacao,
refracao e densidade de amostras de oleo bruto de babacu.

Amostras                 Indice de acidez

            mL de NaOH     Acido oleico       meq KOH
              0,1 mol          % p/p        [g.sup.-1]
            [L.sup.-1]

1          5,91 [+ o -]    1,66 [+ o -]    3,31 [+ o -]
             0,012 (a)       0,003 (a)       0,007 (a)
2          3,73 [+ o -]    1,05 [+ o -]    2,09 [+ o -]
             0,027 (b)       0,003 (a)       0,015 (b)
3          3,73 [+ o -]    1,05 [+ o -]    2,09 [+ o -]
             0,022 (b)       0,006 (b)       0,012 (b)
4          3,69 [+ o -]    1,04 [+ o -]    2,07 [+ o -]
             0,021 (b)       0,005 (b)       0,011 (b)
5          2,97 [+ o -]    0,84 [+ o -]    1,67 [+ o -]
             0,012 (c)       0,003 (c)       0,007 (c)
6          2,22 [+ o -]    0,62 [+ o -]    1,24 [+ o -]
             0,003 (d)       0,000 (d)       0,001 (d)
7          3,72 [+ o -]    1,05 [+ o -]    2,08 [+ o -]
             0,012 (b)       0,003 (b)       0,006 (b)
8          3,72 [+ o -]    1,05 [+ o -]    2,08 [+ o -]
             0,016 (b)       0,004 (b)       0,009 (b)
9          3,71 [+ o -]    1,04 [+ o -]    2,08 [+ o -]
             0,021 (b)       0,006 (b)       0,012 (b)
10         3,700,019 (b)   1,040,005 (b)   2,080,010 (b)

Amostras     Indice de       Indice de       Indice de
              acidez       saponificacao    refracao (ND
                              (mg KOH      40[degrees]C)
                            [g.sup.-1])

            mL de NaOH
              0,1 mol
            [L.sup.-1]

1          5,91 [+ o -]    207,0 [+ o -]   1,4553 [+ o -]
             0,012 (a)       0,22 (a)          0 (a)
2          3,73 [+ o -]    191,6 [+ o -]   1,4557 [+ o -]
             0,027 (b)       0,24 (b)          0 (a)
3          3,73 [+ o -]    177,9 [+ o -]   1,4553 [+ o -]
             0,022 (b)       0,42 (c)          0 (a)
4          3,69 [+ o -]    174,1 [+ o -]   1,4554 [+ o -]
             0,021 (b)       0,25 (d)          0 (a)
5          2,97 [+ o -]    166,5 [+ o -]   1,4555 [+ o -]
             0,012 (c)       0,12 (e)          0 (a)
6          2,22 [+ o -]    254,8 [+ o -]   1,4555 [+ o -]
             0,003 (d)       0,28 (f)          0 (a)
7          3,72 [+ o -]    211,2 [+ o -]   1,4554 [+ o -]
             0,012 (b)       0,45 (g)          0 (a)
8          3,72 [+ o -]    197,6 [+ o -]   1,4557 [+ o -]
                 v           0,47 (h)          0 (a)
9          3,71 [+ o -]    168,0 [+ o -]   1,4556 [+ o -]
             0,021 (b)       0,39 (i)          0 (a)
10         3,700,019 (b)   173,6 [+ o -]   1,4554 [+ o -]
                             0,25 (d)          0 (a)

Amostras     Indice de        Densidade
              acidez       a 25[degrees]C
            mL de NaOH     (g [mL.sup.-1])
              0,1 mol
            [L.sup.-1]

1          5,91 [+ o -]     0,918 [+ o -]
             0,012 (a)          0 (a)
2          3,73 [+ o -]     0,919 [+ o -]
             0,027 (b)          0 (a)
3          3,73 [+ o -]     0,918 [+ o -]
             0,022 (b)          0 (a)
4          3,69 [+ o -]     0,924 [+ o -]
             0,021 (b)          0 (a)
5          2,97 [+ o -]     0,919 [+ o -]
             0,012 (c)          0 (a)
6          2,22 [+ o -]     0,923 [+ o -]
             0,003 (d)          0 (a)
7          3,72 [+ o -]     0,918 [+ o -]
             0,012 (b)          0 (a)
8          3,72 [+ o -]     0,920 [+ o -]
                 v              0 (a)
9          3,71 [+ o -]     0,918 [+ o -]
             0,021 (b)          0 (a)
10         3,700,019 (b)    0,918 [+ o -]
                                0 (a)

Valores expressos em media e  [+ o -] desvo padrao, n = 3.
Letras diferentes na mesma coluna representam resultados
diferentes estatisticamente de acordo com o teste de Tukey
HSD (p<0,05).
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Author:de Oliveira, Lucillia Rabelo; Neves, Josyanne Araujo; da Silva, Manoel de Jesus Marques
Publication:Comunicata Scientiae
Article Type:Report
Geographic Code:3BRAZ
Date:Jun 1, 2013
Words:4193
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