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Evaluation of isotonic electrolyte solution administered by enteral via in healthy cattle or dehydrated experimentally/ Avaliacao de solucao eletrolitica isotonica administrada por sonda nasogastrica em bovinos adultos higidos ou desidratados experimentalmente/ Evaluacion de solucion isotonica de electrolitos administrados por via enteral en bovinos adultos sanos y experimentalmente deshidratados.

INTRODUCAO

O aparecimento de desequilibrios hidro-eletroliticos e acido base esta associado a importantes enfermidades que acometem os bovinos. A correcao desses desequilibrios e feita por meio da hidratacao que tem por objetivo a recomposicao da volemia e da homeostase (1). Por isso, a hidratacao e uma das terapias mais comuns na pratica da clinica medicoveterinaria. Por esse motivo a hidratacao e considerada imprescindivel, e sua falta pode determinar o limite entra a manutencao da vida e o obito (2).

As vias de administracao de solucoes eletroliticas utilizadas em bovinos adultos desidratados sao a intravenosa e a enteral. A hidratacao enteral (HET) consiste na administracao de solucoes eletroliticas por meio das vias orogastrica ou nasogastrica. Em ruminantes a sondagem por via orogastrica e a mais utilizada, entretanto a sua utilizacao apresenta como desvantagem a obrigatoriedade da introducao da sonda e do guia de sonda, a cada administracao da solucao eletrolitica, podendo produzir lesao na mucosa da faringe e do esofago, alem de causar estresse no animal. Adicionalmente, essa via impossibilita a administracao do soro de forma continua e lenta (2).

Uma alternativa eficaz a esse tipo de procedimento e a utilizacao de uma sonda de pequeno calibre por via nasogastrica. A administracao de fluidos por meio dessa via permite a infusao de solucoes eletroliticas enterais de forma continua e lenta, causando menos desconforto devido ao pequeno calibre da sonda, permitindo que os animais se movimentem e se alimentem durante o procedimento, reduzindo o estresse ao qual os pacientes sao submetidos (2, 3).

A solucao ideal para hidratacao e formulada para repor agua e eletrolitos de acordo com a necessidade individual do paciente (1). A sua escolha e uma etapa importante na hidratacao do animal, pois a administracao de uma solucao eletrolitica inadequada podera causar desequilibrio eletrolitico e acido base, podendo agravar o quadro pre-existente. E por esse motivo que durante o processo de desenvolvimento de uma solucao eletrolitica (SE) e obrigatorio a avaliacao clinica e laboratorial do paciente, para caracterizacao dos efeitos beneficos e adversos. Porem, poucas solucoes eletroliticas enterais disponiveis comercialmente foram desenvolvidas e testadas experimentalmente para serem administradas em ruminantes adultos, isto se traduz em produtos comerciais que podem ate propiciar o aparecimento de efeitos indesejaveis.

Algumas vezes, as enfermidades determinam o aparecimento de inapetencia ou anorexia, ou, em alguns casos, o paciente necessita permanecer sem ingerir alimento por um determinado periodo, o que pode gerar o aparecimento de hipoglicemia. Nesses casos, tornase necessario acrescentar as solucoes eletroliticas substancias precursoras de energia (4). Segundo Constable (5), a formulacao de uma solucao eletrolitica enteral pratica, eficaz e economica para ruminantes adultos, na atualidade, e o desafio mais importante na hidratacao. Por essa razao, acredita-se que a formulacao ideal para bovinos adultos ainda permanece desconhecida (6).

O presente estudo teve o objetivo de avaliar e comparar os efeitos da hidratacao enteral de uma solucao eletrolitica isotonica administrada por sonda nasogastrica de pequeno calibre em fluxo continuo, no volume de 10 L [h.sup.-1] durante 12 horas, em bovinos higidos e em bovinos desidratados experimentalmente.

MATERIAL E METODOS

Foram utilizadas quatro femeas bovinas nao gestantes, seis a 12 anos de idade, sem raca definida, peso corporal medio de 451,5kg, clinicamente higidas. Antes do inicio do experimento, os animais foram submetidos a exame fisico, hemograma, urinalise, perfil bioquimico e pesquisa de hematozoarios. Foram alojados em baias individuais arejadas, com cama macia e limpeza diaria, alimentados com capim napier picado (Pennisetum purpureum), racao concentrada [1], fornecida duas vezes ao dia em quantidade equivalente a 1% do peso corporal e agua ad libitum. Junto a racao foram adicionados 50g de suplemento mineral [2] por dia.

Uma sonda para hidratacao enteral, com dois metros de comprimento e quatro milimetros de diametro, foi introduzida por via nasogastrica e afixada no cabresto dos animais para administracao das solucoes eletroliticas. A distribuicao dos animais foi aleatoria, respeitando-se a ordem ate o final do estudo. Os tratamentos foram realizados em dois ciclos, com intervalo de sete dias entre eles. Pelo desenho (Tabela 1), cada tratamento foi constituido por quatro animais.

O modelo de desidratacao foi desenvolvido para padronizacao da desidratacao com finalidade de avaliar o potencial terapeutico das solucoes reidratantes. Foi realizado por meio de jejum hidrico-alimentar durante 24 horas e administracao de furosemida [1] por via intravenosa em dose unica de 4 mg [kg.sup.-1]. Os animais foram separados em dois tratamentos: SEDes-apos o periodo de desidratacao, os animais receberam solucao eletrolitica isotonica enteral, constituida por 5,7 g de NaCl, 3,78 g de NaHC[O.sub.3] e 0,37 g de KCl diluidos em 1.000mL de agua (osmolalidade calculada: 295,1 moSmol [L.sup.-1]); SEHig-os animais normovolemicos receberam a mesma solucao eletrolitica isotonica enteral que foi administrada aos do tratamento SEDes.

O volume da solucao eletrolitica administrada aos animais de ambos os tratamentos foi de 10 L [h.sup.-1], durante 12 horas em fluxo continuo. A avaliacao clinica e laboratorial ocorreu nos tempos: T24i-imediatamente antes do inicio da desidratacao; T0i-final do periodo de desidratacao e inicio da hidratacao; T6t-seis horas de hidratacao; T12t-12 horas de hidratacao (termino do periodo de hidratacao); T24f-12 horas apos o termino da hidratacao (correspondente a fase de avaliacao final).

O sangue foi coletado por venopuncao jugular, apos anti-sepsia do local, utilizando-se agulhas e frascos Vacutainer [2], contendo EDTA para mensuracao do hematocrito e da proteina plasmatica total. O hematocrito foi determinado pela tecnica do microhematocrito [3] e a proteina plasmatica total pela refratometria [4]. Aliquotas de soro foram obtidas apos centrifugacao (3396G) de amostras de sangue colhidas em frascos Vacutainer sem anticoagulante para as determinacoes de sodio [5], potassio [4], pelo metodo de fotometro de chama; calcio ionico [5], cloreto [5], magnesio [5] e calcio total [6] foram realizados utilizando-se kits de teste Bioclin e todos os testes foram realizados observando as mensuracoes propostas por Lopes et al. (7) e Ribeiro Filho et al. (1).

O peso corporal foi medido em balanca e a circunferencia abdominal foi mensurada por meio de fita graduada na regiao do flanco. As amostras de fezes foram pesadas frescas (200g) e posteriormente colocadas em uma estufa [7] a 60[degrees]C para mensuracao da perda de umidade. Posteriormente, o peso das fezes foi determinado diariamente ate que nao mais houvesse alteracao do mesmo. A densidade urinaria foi analisada imediatamente apos a coleta por urodensimetro [8].

Todas as variaveis foram submetidas ao teste de analise de variancia para verificar os efeitos do tratamento em funcao do tempo e do tempo em funcao do tratamento. As analises foram realizadas no programa estatistico SAEG (8). Quando houve significancia pelo teste F, as medias foram comparadas pelo teste de Tukey, aceitando P<0,05, quando o teste de Tukey nao demonstrava letras diferentes para um valor de P<0,05 o teste de Duncan foi realizado para comparar as medias, tambem aceitando P<0,05.

RESULTADOS E DISCUSSAO

A utilizacao de sonda nasogastrica de pequeno calibre para hidratar bovinos adultos ainda e pouco descrita na literatura (1). Nos animais do presente estudo, a sua colocacao foi facil e nenhum deles apresentou intolerancia a sonda ou a hidratacao. O volume medio da solucao eletrolitica administrado nos animais foi de 9,3 [L.sup.-1] [h.sup.-1], durante 12 horas de hidratacao. Todos os animais alimentaram-se, deitaram-se, ruminaram e mantiveram-se alertas durante a hidratacao, demonstrando que o estresse causado pela sonda foi minimo ou desprezivel, alem de nao interferir com a ingestao de alimento, em concordancia com os resultados de Atoji e Ribeiro Filho (9), Ribeiro Filho et al. (10), Ribeiro Filho et al. (11) e Ribeiro Filho et al. (1).

Os animais do tratamento SEDes no T0i apresentavam-se discretamente desidratados, como era previsivel, o que pode ser confirmado pela diminuicao do peso corporal e aumento nos valores do hematocrito e da proteina plasmatica total, apesar da ausencia de significado (P>0,05), sinalizando que, apesar de discreto, houve efeito do protocolo de desidratacao (Tabela 2). Ribeiro Filho et al. (1) em bovinos e Alves et al. (12) em equinos, utilizando protocolos de desidratacao, relataram o aparecimento de desidratacao leve a moderada. Ressaltando que os resultados obtidos pelos referidos foram semelhantes aos do presente ensaio. Tambem nao foi detectada diferenca (P>0,05), durante o periodo de hidratacao (T0h a T12h), entre os tratamentos e tampouco nos tratamentos ao longo do tempo no peso corporal, circunferencia abdominal, umidade das fezes, hematocrito e proteinas plasmaticas totais. Entretanto, apesar da ausencia de significado convem ressaltar que nos animais do SEHig e do SEDes, em T6h e T12h, foi detectado aumento nos valores do peso corporal e circunferencia abdominal, o que pode ser apontado como decorrente da administracao da solucao eletrolitica nos animais (Tabela 2), corroborando o relato de Atoji e Ribeiro Filho (9).

Como o volume de liquido administrado nos animais foi elevado, esperava-se que houvesse aumento significativo no teor de agua das fezes, principalmente nos animais do SEHig, porem isso nao ocorreu. Talvez a metodologia utilizada para mensurar o teor de umidade das fezes necessite ser alterada, ou seja, imediatamente apos a coleta, as fezes devem ser pesadas e colocadas na estufa, evitando-se o congelamento para posterior analise, que pode causar perdas nas amostras. Apesar disso, os resultados obtidos confirmam os relatados por Atoji e Ribeiro Filho (9), Ribeiro Filho et al. (10) e Ribeiro Filho et al. (11), com decrescimo no teor de umidade das fezes no periodo de desidratacao (T0h) e posterior recuperacao no decorrer da hidratacao (12h), retomando aos valores obtidos no T-24h nos animais do SEDes.

Em ambos os tratamentos, em T6h e T12h, a hidratacao enteral ocasionou reducao no valor do hematocrito e da proteina plasmatica total, demonstrando que houve expansao do volume plasmatico (Tabela 1). Esse achado mostra que a via enteral, assim com a intravenosa, e tambem uma opcao eficaz em recompor a volemia e corrigir a desidratacao em bovinos adultos. Resultados semelhantes ao presente ensaio foram tambem obtidos por Atoji e Ribeiro Filho (9), Ribeiro Filho et al. (10), Ribeiro Filho et al. (11) e Ribeiro Filho et al. (1) em bovinos e por Avanza et al. (3) e Ribeiro Filho, Alves e Dantas (13) em equinos.

A Tabela 3 revela que nao houve diferenca (P>0,05) nos valores do sodio e cloreto, sinalizando que a composicao da solucao eletrolitica utilizada no presente estudo continha valores satisfatorios dos referidos eletrolitos. Esse achado e importante, pois caso a solucao eletrolitica (SE) ocasione alteracoes sericas nesses dois ions, podera predispor o aparecimento de alteracoes no equilibrio acido base dos animais, alem de desencadear mudancas na osmolaridade serica, gerando modificacao na taxa de absorcao da SE pelos animais.

Os valores de potassio nao apresentaram diferenca entre os tratamentos (P>0,05). Entretanto, nos animais do SEHig houve diminuicao (P<0,05) a partir de T6h ate T24h. Por sua vez, nos animais do tratamento SEDes os menores valores do potassio plasmatico foram detectados no T24h, apesar de apresentar decrescimo desde o T6h, quando comparados ao T24h (P<0,05). Esse fato sugere que a quantidade de potassio utilizada na SE foi inadequada, e caso ela seja utilizada em animais que apresentem hipopotassemia, os teores de potassio da SE obrigatoriamente deverao ser acrescidos, pois como citou Thrall (14) e Kaneko, Harvey e Brass (15) a hipopotassemia pode ocasionar o aparecimento de fraqueza muscular e arritmia cardiaca. Trabalhos realizados por Atoji e Ribeiro Filho (9), Ribeiro Filho et al. (10), Avanza et al. (3) e Ribeiro et al. (1) nao apresentaram diferencas na concentracao serica de potassio durante a administracao de SE por via enteral.

As concentracoes de calcio total apresentaram diferencas entre tratamentos no T6h (P<0,05), os animais do tratamento SEDes apresentaram os menores valores (Tabela 3). O mesmo resultado foi tambem obtido nos valores do calcio ionizado no mesmo tempo (T6h) nos animais do mesmo tratamento (SEDes). Tomando-se como referencia o calcio ionizado, pois este reflete mais acuradamente o estado do calcio no organismo (14), esse achado sinaliza, assim como ocorreu nos valores do potassio, que nos animais com concentracoes diminuidas de calcio ionizado a SE devera ser acrescida de uma fonte de calcio, pois como citou Constable, Thomas e Boisrame (16) e Ribeiro Filho et al. (1) a composicao de solucoes eletroliticas para uso enteral em ruminantes adultos deve conter sodio, cloreto, potassio, calcio, magnesio e uma fonte de energia. Por sua vez, as concentracoes sericas de magnesio (Tabela 3) nao apresentaram diferenca entre tratamentos e nos tratamentos ao longo do tempo (P>0,05).

Como expressa a Tabela 3, os valores da densidade urinaria nao apresentaram diferenca entre tratamentos (P>0,05). Entretanto, durante o periodo de hidratacao (T6h e T12h) ocorreu diferenca em ambos os tratamentos (P<0,05), ou seja, ocorreu diminuicao da densidade urinaria. Esse fato deveu-se ao aumento da perfusao renal decorrente da administracao da SE por via enteral e, consequentemente, aumento da producao excessiva de urina com baixa densidade. Um dos efeitos importantes da hidratacao enteral e promover a diurese (6), o aparecimento desse evento e benefico, pois permite a eliminacao eficaz de substancias que deveriam ser excretadas, mas que acabam ficando retidas no organismo em decorrencia da hipovolemia ocasionada pela desidratacao. Alem disso, os rins sao orgaos essenciais na manutencao da homeostase do organismo, e para que isto ocorra de maneira eficaz, a producao de urina e a sua eliminacao e essencial.

CONCLUSOES

A administracao de solucao eletrolitica isotonica na dose e tempo utilizados proporcionou aumento na volemia, no peso corporal e na circunferencia abdominal, mostrando-se habil para essa finalidade, podendo ser utilizada na hidratacao enteral de bovinos adultos. No entanto, por ocasionar diminuicao nos valores de potassio e de calcio deve ser usada com cautela nos animais com hipocalemia e hipopotassemia.

Foi submetido a Comissao de Etica e Biosseguranca do DVT/ UFV. Protocolo 31/2005.

REFERENCIAS

(1.) Ribeiro Filho JD, Gimenes AM, Fonseca EF, Ferreira Dantas WM, Oliveira TT. Hidratacao enteral em bovinos: avaliacao de solucoes eletroliticas isotonicas administradas por sonda nasogastrica em fluxo continuo. Cienc Rural. 2011;41:285-90.

(2.) Ribeiro Filho JD, Gomes CLN, Fonseca BPA, Pinto JO. Hidratacao enteral em ruminantes e equideos. Eficiencia com menor custo. Rev Cons Fed Med Vet. 2009;15:63-7.

(3.) Avanza MFB, Ribeiro Filho JD, Lopes MAF, Ignacio FS, Carvalho TA, Guimaraes JD. Hidratacao enteral em equinos-solucao eletrolitica associada ou nao a glicose, a maltodextrina e ao sulfato de magnesio: resultados de laboratorio. Cienc Rural. 2009;39:1126-33.

(4.) Farias SK, Ribeiro Filho JD, Donner AC, Dantas WMF, Gomes CLN. Hemogasometria e anion gap em equinos tratados com solucoes eletroliticas enterais contendo diferentes fontes de energia. Cienc Rural. 2011;41:1587-92.

(5.) Constable PD. Fluid and electrolyte therapy in ruminants. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 2003;19:557-97.

(6.) Roussel AJ. Fluid therapy in mature cattle. Vet Clin North Am Food Anim Pract. 1999;15:545-57.

(7.) Lopes MAF, Walker BL, White NA, Ward DL. Treatments to promote colonic hydration: enteral fluid therapy versus intravenous fluid therapy e magnesium sulphate. Equine Vet J. 2002;34:505-9.

(8.) Sistema de Analise Estatistica e Genetica-SAEG. Central de processamento de dados. Vicosa: UFV; 1999.

(9.) Atoji K, Ribeiro Filho JD. Fluidoterapia por via nasogastrica em caprinos. Arch Vet Sci. 2007;12 Supl:49.

(10.) Ribeiro Filho JD, Fonseca EF, Martins TM, Meneses RM. Tratamento de bovinos desidratados experimentalmente com solucoes eletroliticas por via enteral administradas por sonda nasogastrica. Arch Vet Sci. 2007;12 Supl:50-1.

(11.) Ribeiro Filho JD, Baptista Filho LCF, Silveira CO, Meneses RM. Hidratacao enteral em bovinos via sonda nasogastrica por fluxo continuo. Cienc Anim Bras. 2009;Supl 1:24-8.

(12.) Alves GES, Ribeiro Filho JD, Oliveira HP, Abreu JMG. Tratamento da compactacao experimental do colon maior em equinos: resultados de laboratorio e exames bioquimicos. Arq Bras Med Vet Zootec. 2005;57:281-7.

(13.) Ribeiro Filho JD, Alves GES, Dantas WMF. Tratamentos da compactacao experimental do colon maior de equinos com hidratacao enteral, intravenosa e sene (Cassia augustifolia Vahl). Rev Ceres. 2012;59:32-8.

(14.) Thrall MA. Hematologia e bioquimica clinica veterinaria. Sao Paulo: Roca; 2007.

(15.) Kaneko JR, Harvey JW, Bruss ML. Clinical biochemistry of domestic animals. 6a ed. San Diego: Academic Press; 2008.

(16.) Constable PD, Thomas E, Boisrame B. Comparison of two oral electrolyte solutions for the treatment of dehydrated calves with experimentally-induced diarrhea. Vet J. 2001;162:129-40.

Recebido em: 12/03/2012

Aceito em: 04/04/2013

Jose Dantas Ribeiro Filho [1]

Marcel Ferreira Bastos Avanza [2]

Luis Carlos Fontes Baptista Filho [3]

Waleska de Melo Ferreira Dantas [4]

Antonio de Padua Lima [3]

Claudio Luis Nina Gomes [5]

[1] Docente do Departamento de Veterinaria da Universidade Federal de Vicosa (DVT-UFV)

[2] Docente do Centro Universitario de Vila Velha (UVV).

[3] Pos-graduando no Departamento de Veterinaria da Universidade Federal de Vicosa (DVT-UFV).

[4] Pos-graduanda no Departamento de Veterinaria da Universidade Federal de Vicosa (DVT-UFV).

[5] Docente do Departamento de Clinicas Veterinarias da Universidade Estadual do Maranhao (DCV/CCA UEMA).

[1] Racao para manutencao de bovinos-Fabrica de racao da Universidade Federal de Vicosa (UFV)-Vicosa-MG.

[2] Suplemento Mineral Proteinado Purina Pasto 30 Secas[R]. NESTLE-PURINA.

[1] Urolab[R]-Marcolab Saude e Bem Estar Animal-Duque de Caxias-Rio de janeiro.

[2] Vacutainer BD-Becton & Dickinson Ind. Cirurgica Ltda., Juiz de Fora-MG-Brasil.

[3] Centrifuga de Bancada Microhematocrito Fanem-Modelo 2410-Sao Paulo-SP-Brasil.

[4] Refratometro-modelo 8494, K. Fuji, Japao.

[5] Fotometro de chama B462-Micronal-Sao Paulo-SP-Brasil.

[6] Bioquimico semi-automatico-Bioplus Bio 200-Osasco-SP-Brasil.

[7] Estufa 60[degrees]C-Corning-Sao Paulo-SP-Brasil.

[8] Urodensimetro-Urine Specific Gravity Refractometer-ATAGO CO. LTD, Cat. No. 315-Japao.
Tabela 1: Distribuicao dos animais nos tratamentos

     Ciclos        Animais   Tratamentos

1[degrees] ciclo    1 e 2       SEHig
1[degrees] ciclo    3 e 4       SEDes
          Sete dias de intervalo
2[degrees] ciclo    1 e2        SEDes
2[degrees] ciclo    3 e 4       SEHig

SEHig: animais normovolemicos

SEDes: animais desidratados experimentalmente

Tabela 2. Medias e desvios padroes do peso corporal, circunferencia
abdominal e umidade das fezes de bovinos desidratados
experimentalmente ou nao submetidos a hidratacao enteral administrada
por sonda nasogastrica de pequeno calibre nos tempos
T24i--imediatamente antes do inicio da desidratacao; T0i--final do
periodo de desidratacao e inicio da hidratacao; T6t--seis horas de
hidratacao; T12t--12 horas de hidratacao (termino do periodo de
hidratacao); T24f--12 horas apos o termino da hidratacao
(correspondente a fase de avaliacao final).

Tratamento             T -24h                        T0h

                                Peso corporal (kg)
   SEHig      448,5 [+ or -] 96,98 (Aa)   448,25 [+ or -] 96,03 (Aa)
   SEDes          446,5+72,86  (Aa)       427,25 [+ or -] 73,09 (Aa)
                           Circunferencia abdominal (cm)
   SEHig       210 [+ or -] 20,89 (Aa)     210 [+ or -] 20,89 (Aa)
   SEDes       210 [+ or -] 20,89 (Aa)    210,25 [+ or -] 8,99 (Aa)
                                Umidade das fezes
   SEHig      85,35 [+ or -] 0,83 (Aa)     85,35 [+ or -] 0,83 (Aa)
   SEDes      85,35 [+ or -] 0,83 (Aa)     81,95 [+ or -] 2,32 (Aa)
                                  Hematocrito (%)
   SEHig        31 [+ or -] 3,36 (Aa)      30,25 [+ or -] 4,27 (Aa)
   SEDes      31,25 [+ or -] 6,23 (Aa)     31,75 [+ or -] 5,85 (Aa)
                     Proteinas plasmaticas totais [dL.sup.-1]
   SEHig       8,5 [+ or -] 0,77 (Aa)       8,5 [+ or -] 0,72 (Aa)
   SEDes       8,42 [+ or -] 0,91 (Aa)     8,65 [+ or -] 1,07 (Aa)

Tratamento               T6h                          T12h

                                Peso corporal (kg)
   SEHig      466,5 [+ or -] 99,01 (Aa)     488 [+ or -] 100,06 (Aa)
   SEDes      459,25 [+ or -] 60,88 (Aa)   504,75 [+ or -] 88,74 (Aa)
                          Circunferencia abdominal (cm)
   SEHig      221,75 [+ or -] 13,81 (Aa)   228,75 [+ or -] 12,03 (Aa)
   SEDes      217,5 [+ or -] 11,44 (Aa)      233 [+ or -] 8,04 (Aa)
                               Umidade das fezes
   SEHig       84,52 [+ or -] 1,43 (Aa)     86,67 [+ or -] 1,92 (Aa)
   SEDes       78,57 [+ or -] 9,89 (Aa)     85,9 [+ or -] 0,59 (Aa)
                                 Hematocrito (%)
   SEHig       28,75 [+ or -] 4,99 (Aa)     25,75 [+ or -] 6,07 (Aa)
   SEDes       29,25 [+ or -] 2,98 (Aa)     26,75 [+ or -] 4,71 (Aa)
                     Proteinas plasmaticas totais [dL.sup.-1]
   SEHig       7,87 [+ or -] 0,51 (Aa)      7,67 [+ or -] 0,49 (Aa)
   SEDes       8,27 [+ or -] 0,71 (Aa)       7,8 [+ or -] 0,56 (Aa)

Tratamento               T24h

                  Peso corporal (kg)
   SEHig      435,75 [+ or -] 88,43 (Aa)
   SEDes      467,25 [+ or -] 74,35 (Aa)
            Circunferencia abdominal (cm)
   SEHig      204,25 [+ or -] 15,52 (Aa)
   SEDes      216,25 [+ or -] 13,93 (Aa)
                   Umidade das fezes
   SEHig       84,97 [+ or -] 2,45 (Aa)
   SEDes       85,25 [+ or -] 1,7 (Aa)
                    Hematocrito (%)
   SEHig       30,5 [+ or -] 4,20 (Aa)
   SEDes        29 [+ or -] 4,54 (Aa)
        Proteinas plasmaticas totais [dL.sup.-1]
   SEHig       8,22 [+ or -] 0,69 (Aa)
   SEDes       7,92 [+ or -] 0,69 (Aa)

Analise de variancia (medidas repetidas)

Medias na mesma coluna seguidas por letras maiusculas diferentes e
medias na mesma linha seguidas por letras minusculas diferentes
diferem pelo teste de Tukey (P<0,05).

Tabela 3. Medias e desvios padroes do peso corporal, circunferencia
abdominal e umidade das fezes de bovinos desidratados
experimentalmente ou nao submetidos a hidratacao enteral administrada
por sonda nasogastrica de pequeno calibre nos tempos T24i -
imediatamente antes do inicio da desidratacao; T0i--final do periodo
de desidratacao e inicio da hidratacao; T6t--seis horas de
hidratacao; T12t--12 horas de hidratacao (termino do periodo de
hidratacao); T24f--12 horas apos o termino da hidratacao
(correspondente a fase de avaliacao final).

Tratamento            T -24h                        T0h

                                    Sodio
  SEHig      138,25 [+ or -] 3,5 (Aa)    138,25 [+ or -] 3,5 (Aa)
  SEDes      138,25 [+ or -] 3,5 (Aa)      143,5 [+ or -] 3 (Aa)
                                   Potassio
  SEHig       4,4 [+ or -] 0,35 (Aa)      4,15 [+ or -] 0,20 (Aa)
  SEDes       4,4 [+ or -] 0,35 (Aa)      4,05 [+ or -] 0,62 (Aa)
                                    Cloreto
  SEHig      101,25 [+ or -] 5,25 (Aa)   101,25 [+ or -] 5,25 (Aa)
  SEDes      101,25 [+ or -] 5,25 (Aa)   95,25 [+ or -] 6,02 (Aa)
                                 Calcio total
  SEHig       9,75 [+ or -] 0,83 (Aa)     9,75 [+ or -] 0,83 (Aa)
  SEDes       9,75 [+ or -] 0,83 (Aa)      9 [+ or -] 1,02 (Aa)
                                Calcio ionizado
  SEHig       1,16 [+ or -] 0,10 (Aa)     1,16 [+ or -] 0,10 (Aa)
  SEDes       1,16 [+ or -] 0,10 (Aa)     1,08 [+ or -] 0,13 (Aa)
                                   Magnesio
  SEHig       1,85 [+ or -] 0,20 (Aa)     1,85 [+ or -] 0,20 (Aa)
  SEDes       1,85 [+ or -] 0,20 (Aa)     1,85 [+ or -] 0,37 (Aa)
                               Densidade urinaria
  SEHig       1032 [+ or -] 9,62 (Aa)     1032 [+ or -] 9,62 (Aa)
  SEDes       1032 [+ or -] 9,62 (Aa)    1030,75 [+ or -] 5,31 (Aa)

Tratamento              T6h                        T12h

                                     Sodio
  SEHig      138,25 [+ or -] 9,94 (Aa)   144,5 [+ or -] 2,08 (Aa)
  SEDes      138,75 [+ or -] 7,36 (Aa)   142,5 [+ or -] 4,79 (Aa)
                                    Potassio
  SEHig       3,4 [+ or -] 0,31 (Ab)      2,77 [+ or -] 0,17 (Ab)
  SEDes      3,12 [+ or -] 0,40 (Aabc)   3,32 [+ or -] 0,54 (Abc)
                                    Cloreto
  SEHig      102,75 [+ or -] 3,86 (Aa)    104 [+ or -] 3,55 (Aa)
  SEDes      99,25 [+ or -] 6,23 (Aa)    104,75 [+ or -] 2,21 (Aa)
                                   Calcio total
  SEHig       9,97 [+ or -] 0,84 (Aa)     9,67 [+ or -] 1,21 (Aa)
  SEDes       8,8 [+ or -] 0,08 (Ba)     10,32 [+ or -] 0,71 (Aa)
                                 Calcio ionizado
  SEHig       1,27 [+ or -] 0,08 (Aa)     1,17 [+ or -] 0,16 (Aa)
  SEDes       1,03 [+ or -] 0,10 (Ba)     1,29 [+ or -] 0,09 (Aa)
                                   Magnesio
  SEHig       1,77 [+ or -] 0,12 (Aa)     1,92 [+ or -] 0,35 (Aa)
  SEDes       1,65 [+ or -] 0,10 (Aa)     1,95 [+ or -] 0,35 (Aa)
                               Densidade urinaria
  SEHig      1006,25 [+ or -] 1,25 (Ac)    1005 [+ or -] 0 (Ac)
  SEDes      1011,5 [+ or -] 9,67 (Ab)   1004,75 [+ or -] 2,36 (Ab)

Tratamento             T24h

                       Sodio
  SEHig       146 [+ or -] 2,94 (Aa)
  SEDes      142,25 [+ or -] 3,30 (Aa)
                     Potassio
  SEHig       2,72 [+ or -] 0,43 (Ab)
  SEDes       2,85 [+ or -] 0,59 (Ac)
                      Cloreto
  SEHig      100,5 [+ or -] 2,51 (Aa)
  SEDes        98 [+ or -] 1,63 (Aa)
                   Calcio total
  SEHig       9,02 [+ or -] 0,56 (Aa)
  SEDes      10,17 [+ or -] 0,69 (Aa)
                  Calcio ionizado
  SEHig       1,06 [+ or -] 0,10 (Aa)
  SEDes       1,21 [+ or -] 0,12 (Aa)
                     Magnesio
  SEHig       1,95 [+ or -] 0,20 (Aa)
  SEDes       1,77 [+ or -] 0,30 (Aa)
                Densidade urinaria
  SEHig      1011,25 [+ or -] 2,75 (Ab)
  SEDes       1010 [+ or -] 1,63 (Ab)

Analise de variancia (medidas repetidas)

Medias na mesma coluna seguidas por letras maiusculas diferentes e
medias na mesma linha seguidas por letras minusculas diferentes
diferem pelo teste de Tukey (P<0,05).
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Author:Filho, Jose Dantas Ribeiro; Avanza, Marcel Ferreira Bastos; Filho, Luis Carlos Fontes Baptista; Dant
Publication:Veterinaria e Zootecnia
Date:Sep 1, 2013
Words:4037
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