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Estrus and ovulation synchronization using short-term protocols during the previous reproductive season in Suffolk ewes/Sincronizacao do estro e da ovulacao utilizando protocolos de curta duracao durante a pre-estacao reprodutiva em ovelhas Suffolk.

Introducao

O desempenho reprodutivo dos ovinos e um dos principais fatores responsaveis pelos lucros obtidos com a producao de leite, la ou de carne. A capacidade do pecuarista em sincronizar as cobricoes e os partos resulta em enormes beneficios para o gerenciamento e viabilidade economica do sistema de producao adotado (GONZALEZ-BULNES et al., 2005).

A sincronizacao do estro em ovelhas visando a interrupcao da estacao de anestro ou a intensificacao do manejo e indispensavel na utilizacao da inseminacao artificial em momento pre-fixado, com ou sem a observacao das manifestacoes estrais (MORAES et al., 2002).

O controle da vida do corpo luteo ou a manipulacao da concentracao da circulacao de progesterona permite a regulacao do ciclo estral e da ovulacao (HANSEL; CONVEY, 1983). Progestagenos por 12 a 14 dias sao amplamente utilizados na sincronizacao do estro em ovelha, apresentando, na maioria das vezes, mais de 90% de ovelhas em estro dentro de um periodo de 24h, e com uma taxa de concepcao de 70 a 80% (GORDON, 1997; EVANS et al., 2001). Esse metodo leva a diminuicao sincronica de progesterona, porem com o momento de ovulacao variavel, dependendo do estadio de desenvolvimento do foliculo no momento em que o progestageno e removido (ROCHE et al., 1999).

A utilizacao de gonadotrofinas e rotineiramente associada aos sistemas de sincronizacao que utilizam dispositivos intravaginais em ovelhas anovulatorias, para induzir a ovulacao (BARRETT et al., 2004; ALI, 2007). A substancia mais utilizada e a eCG (gonadotrofina corionica equina), em que a administracao no final do tratamento com progestagenos em ovelhas, pode compensar os efeitos deleterios do tratamento longo com progestagenos na dinamica folicular recrutando novos foliculos (NOEL et al., 1994), e diminuindo o problema da baixa fertilidade durante o anestro estacional (BOLAND et al., 1978; ZELEKE et al., 2005).

Ungerfeld e Rubianes (2002) e Ustuner et al. (2007) concluiram que protocolo de curta duracao, utilizando diferentes progestagenos e eCG, foi eficaz na sincronizacao do estro durante e fora da estacao reprodutiva.

Rubianes e Menchaca (2003) avaliaram o efeito do tratamento com progestageno por um curto periodo em cabras de leite ciclicas, o protocolo consistiu na insercao de um CIDR (Controlled Internal Drugs Release) por cinco dias, [PGF.sub.2[alpha]] no inicio do tratamento e eCG na retirada do CIDR. Os resultados demonstraram que a utilizacao de progestagenos por um curto periodo assegura a presenca de foliculos grandes e jovens disponiveis no momento da ovulacao na maioria das cabras.

Em experimentos em que nos protocolos foi administrado estradiol exogeno foi observado efeito no desenvolvimento folicular (ENGELHART et al., 1989) mostrando regressao dos foliculos apos tratamento. Semelhantemente, Bo et al. (1995; 2000) notaram supressao do crescimento do foliculo dominante, em novilhas, apos o tratamento com estradiol e implante auricular de progestagenos.

O estradiol diminui a amplitude dos pulsos de LH em ovelhas (RAWLINGS et al., 1984) e vacas (PRICE; WEBB, 1988; PORTELA JUNIOR et al., 2003). A progesterona ou implantes de progestagenos em vacas diminui a frequencia dos pulsos de LH, regredindo o foliculo dominante de maneira dose-dependente (STOCK; FORTUNE, 1993; MORAES et al., 2002). Estes hormonios tem sido utilizados para sincronizar a emergencia da onda folicular em vacas (BO et al., 1995; 2000). Estudos realizados por Meikle et al. (2001), ao administrarem uma ou duas vezes estradiol, em ovelhas, observaram os mesmos resultados.

Barrett et al. (2008) avaliaram o efeito do estradiol-17 [beta] ([E.sub.2]) na sincronizacao da onda de crescimento folicular em ovelhas em anestro, e observaram que ao ser associado o [E.sub.2] ao progestageno (MAP), a emergencia da onda de crescimento folicular foi sincronizada e, a aplicacao de eCG no final do protocolo de MAP e [E.sub.2] melhorou a sincronizacao da ovulacao.

A realizacao deste estudo visa avaliar a eficacia de protocolos de curta duracao utilizando estrogeno para a inducao/sincronizacao do estro e ovulacao, atraves das concentracoes plasmaticas de progesterona e das observacoes dos momentos do estro e da ovulacao, no inicio da estacao reprodutiva em ovelhas Suffolk.

Material e metodos

Local e animais experimentais

O experimento foi realizado no Laboratorio de Biotecnologia Aplicada a Reproducao de Ovinos e Caprinos da FMVZ-Unesp de Botucatu, em latitude de 22[degrees]S, na pre-estacao reprodutiva, de outubro a dezembro de 2002. Foram utilizadas 42 femeas ovinas da raca Suffolk, com peso corporal de 40 a 80 kg, com idades de dois a sete anos, e um macho vasectomizado, em que o animal nao foi colocado ao mesmo tempo com as 42 femeas, pois havia protocolos com diferentes duracoes. Todos os animais experimentais foram previamente examinados quanto ao estado clinico geral, sanitario e reprodutivo.

Apos periodo de adaptacao, os animais permaneceram em baias de 3 x 3 m, sob luminosidade natural, e receberam agua e sal mineral "ad libitum", alfafa pre-murchada como volumoso e sal proteinado especialmente formulado para ovinos (Nutrumin[R]) na proporcao de 200 g [cabeca.sup.-1] [dia.sup.-1].

Inducao e sincronizacao do estro

Os animais foram divididos em grupos de acordo com o tipo de tratamento:

Grupo Controle (n = 12): utilizou-se esponja vaginal impregnada com 60 mg de Acetato de medroxiprogesterona (Evigest[R]-Agribands) que permaneceu inserida por 12 dias. No dia da retirada das esponjas foi aplicado por via Intramuscular (i.m.) 400 UI de eCG--Gonadotrofina serica equina, Folligon[R]--Intervet (DIAS et al., 2001).

Grupo I (n = 6): utilizou-se esponja vaginal impregnada com 60 mg de Acetato de medroxiprogesterona (Evigest[R]-Agribands) que permaneceu inserida por quatro dias. No dia da colocacao da esponja foi aplicado i.m. de 0,1 mg de BE (Benzoato de estradiol, Estrogin[R]-Farmavet). Na retirada da esponja administrou-se via i.m. 100 [micro]g de [PGF.sub.2[alpha]] (D-Cloprostenol sodico, Preloban[R]-Intervet). Decorridas 48h da retirada da esponja, foi aplicado via i.m. 50 [micro]g de GnRH (Gonadorelina, Fertagil[R]Intervet).

Grupo II (n = 12): utilizou-se esponja vaginal impregnada com 60 mg de Acetato de medroxiprogesterona (Evigest[R]-Agribands) que permaneceu inserida por quatro dias. No dia da colocacao da esponja foi administrado via i.m. 35 mg de progesterona injetavel e via i.m. 0,1 mg de BE (Estrogin[R]-Farmavet). Na retirada da esponja aplicou-se via i.m. 400 UI de eCG (Gonadotrofina serica equina, Folligon[R]-Intervet) e via i.m. 100 [micro]g de [PGF.sub.2[alpha]] (D-Cloprostenol sodico, Preloban[R]Intervet). Decorridas 48h da retirada da esponja, foi aplicado via i.m. 50 [micro]g de GnRH (Gonadorelina, Fertagil[R]-Intervet).

Grupo III (n = 12): utilizou-se esponja vaginal impregnada com 60 mg de Acetato de medroxiprogesterona (Evigest[R]-Agribands) que permaneceu inserida por quatro dias. No dia da colocacao da esponja administrou-se via i.m. 35 mg de progesterona e via i.m. 0,2 mg de BE (Estrogin[R]Farmavet). Na retirada da esponja foi aplicado via i.m. 400 UI de eCG (Folligon[R]-Intervet) e via i.m. 100 [micro]g de [PGF.sub.2[alpha]] (D-Cloprostenol sodico, Preloban[R]-Intervet). Decorridas 56h da retirada da esponja, foi aplicado via i.m. 50 [micro]g de GnRH (Gonadorelina, Fertagil[R]-Intervet).

Avaliacao ultrassonografica

Os animais dos quatro grupos avaliados tiveram os ovarios monitorados dois dias antes de iniciar o tratamento, com ultrassom B--mode scanner (SSD-500; Aloka Co. Ltda, Japao) equipado com transdutor linear 7,5 MHz (Modelo UST-660-7.5; Aloka Co. Ltda, Japao) desenvolvido para exame transretal de prostata em humanos, mas validado para o presente estudo em ovinos (SCHRICK, et al., 1993; RAVINDRA et al., 1994). Quando a primeira ovelha manifestou estro, o desenvolvimento folicular foi acompanhado a cada 2h ate a constatacao da ovulacao ou ate 48h apos a aplicacao de GnRH em todos os animais do grupo. Nos dias subsequentes, a formacao do corpo luteo foi acompanhada diariamente por ultrassonografia ate o 10[degrees] dia apos a ovulacao.

As imagens obtidas de cada foliculo ou corpo luteo quando detectados foram realizadas duas mensuracoes dos diametros para obter-se a media de cada estrutura. As caracteristicas observadas foram: inicio da onda antes da retirada da esponja, diametro do foliculo na retirada da esponja e na aplicacao de eCG, diametro maximo do foliculo ovulatorio e o tamanho maximo atingido pelo corpo luteo dez dias apos a ovulacao.

A ovulacao foi confirmada quando o foliculo ovulatorio maior da onda ([greater than or equal to] 4,5 mm) nao foi mais detectado, com formacao do corpo luteo e concentracao media de progesterona [greater than or equal to] 1 ng m[L.sup.-1] nos quinto e decimo dias apos a ovulacao. Apos a ocorrencia ou nao da ovulacao, os ovarios foram acompanhados diariamente ate o decimo dia da formacao do corpo luteo.

Caracterizacao e cronologia das manifestacoes de estro

Apos a retirada da esponja, as ovelhas permaneceram com um macho vasectomizado (rufiao) para deteccao do inicio das manifestacoes do estro. A cronologia e comportamento sexual das ovelhas foram observados, incluindo a aceitacao de monta realizada pelo rufiao. Foram consideradas em estro aquelas ovelhas que se mantiveram paradas sob a monta do macho e marcadas pela tinta.

Foi observado o momento de ocorrencia do estro, determinando assim o numero de animais que apresentaram manifestacoes de estro. Os intervalos de tempo decorridos entre a retirada da esponja e o inicio do estro, do estro ate a ovulacao e da aplicacao do GnRH a ovulacao tambem foram observados.

Analise de progesterona

A mensuracao das concentracoes plasmaticas de progesterona ([P.sub.4]) visou verificar a condicao da atividade ciclica das ovelhas, a confirmacao da ocorrencia da ovulacao e a constatacao da funcionalidade do corpo luteo.

Com a finalidade de determinar a [P.sub.4], foram feitas colheitas de sangue das ovelhas de cada grupo, que iniciaram dez dias antes da colocacao das esponjas, repetidas no dia da colocacao das esponjas, nos quinto e no decimo dias apos a ovulacao. As amostras de 5 mL de sangue foram obtidas em horario pre-estabelecido no periodo da manha, por puncao da veia jugular, recolhidas em tubos de vidros heparinizados com sistema a vacuo. As amostras foram centrifugadas a 400 g durante 5 min. para extracao do plasma e estocadas a -20[degrees]C em aliquotas de 1,0 mL ate o momento das analises laboratoriais.

Para determinar a [P.sub.4] foram realizadas em um unico ensaio, por radimunoensaio (RIA), com a utilizacao de kits comerciais em fase solida da DPC (Diagnostico Products Corporation, Los Angeles, CA, USA), e contador gama automatizado (Vitek, modelo Kinet Count 48, USA), que forneceram automaticamente os resultados interpolados em ng m[L.sup.-1]. Inseriram-se tres repeticoes, em duplicata, no inicio meio e fim do processo de analise, de uma amostra-controle ("pool" de plasma), para avaliacao de eventual erro intra-ensaio.

Analise estatistica

Os animais foram divididos em grupos aleatorios quanto a idade e ao peso, todas as femeas eram pluriparas.

Os dados foram testados quanto a normalidade e homogeneidade de variancias, pre-requisitos necessarios para a analise de variancia e assim analisados, sendo as medias comparadas por meio do teste de Tukey em nivel de significancia de 5%.

O dado da variavel, inicio da onda antes da retirada da esponja, foi analisado usando a analise de variancia nao-parametrica de Kruskal e Wallis (1952).

O Teste Exato de Fisher foi utilizado para verificar associacao entre os grupos avaliados e tempos do estro, ovulacao, do estro ate a ovulacao, e do estro ate a aplicacao do GnRH.

As analises estatisticas foram efetuadas pelo programa SAS Statistical Analysis System (SAS, 1997; 1999).

Resultados e discussao

A aplicacao de 0,1 ou 0,2 mg de estrogeno nao sincronizou a emergencia de uma nova onda folicular, havendo uma assincronia no inicio das manifestacoes do estro e no momento da ovulacao nos Grupos Experimentais I, II e III (Tabela 1), diferente do observado por Meikle et al. (2001) e Barrett et al. (2008) em ovelhas, e por Bo et al. (2000), em novilhas, em que a aplicacao de estrogeno, gerou a atresia do foliculo dominante, sincronizando a emergencia da onda de crescimento folicular e consequentemente o estro e a ovulacao.

Apos a inducao e a sincronizacao do estro, 100% dos animais do Grupo Controle (12/12) e do Grupo II (6/6) manifestaram estro e ovularam. No Grupo I, apenas 25% (3/12) das ovelhas manifestaram estro e 58% (7/12) ovularam. No Grupo III, 100% (12/12) manifestaram estro e 91% (11/12) ovularam, conforme apresentado na Tabela 1.

Estes resultados assemelharam-se aos observados por Hashemi et al. (2006) 100% e Tritschler et al. (1991) 94% de animais em estro apos a sincronizacao do estro com MAP por 12 dias e eCG na retirada da esponja.

A caracterizacao do inicio do estro, momento da ovulacao, o intervalo do estro a ovulacao e do GnRH a ovulacao dos Grupos Controle e Experimentais I, II e III estao demonstrados na Tabela 1.

Na retirada da esponja e na aplicacao de eCG, o diametro do foliculo no Grupo Controle foi maior que a do Grupo I, proxima a encontrada por Leyva et al. (1998) e Barrett et al. (2004) em protocolos de longa duracao (Tabela 1) e por Letelier et al. (2009) em protocolos de curta duracao.

Embora o inicio da onda antes da retirada da esponja nao tenha apresentado diferencas estatisticamente significativa (p > 0,05) entre os Grupos, os foliculos dos animais do Grupo Controle tiveram a emergencia da onda antes (Tabela 1).

No momento em que foi aplicada a eCG e retirada a esponja, o foliculo ovulatorio ja apresentava um diametro maior, mais apto, portanto, para responder as gonadotrofinas. Esses foliculos tem um processo de maturacao completo, produzindo grandes quantidades de estradiol, manifestando estro apos a retirada da esponja e ovulando nas 48h seguintes (VTNOLES et al., 2001).

No Grupo Controle, as manifestacoes do inicio do estro aconteceram antes, e diferiu (p < 0,05) do Grupo I, que teve o estro depois conforme demais resultados relacionados na Tabela 1. O inicio das manifestacoes do estro do Grupo Controle foi proximo ao encontrado por Zeleke et al. (2005) 41,9 [+ or -] 0,9h.

Nos protocolos de curta duracao avaliados, o inicio das manifestacoes de estro foi semelhante a relatada por Ungerfeld e Rubianes (2002).

Nos grupos utilizando protocolos de curta duracao, o inicio do estro foi mais disperso, entre 40 a 70h, enquanto no de longa duracao foi de 36 a 50h, tal fato pode ser explicado pelo inicio da onda antes da retirada da esponja. No Grupo Controle ocorreu em media dois dias antes e no maximo no dia da retirada da esponja; ja nos Grupos Experimentais I, II e III aconteceram em media no dia da retirada da esponja, chegando a ocorrer ate um ou dois dias apos a retirada da esponja, levando a menor sincronia do estro e do momento da ovulacao (Tabela 1). Resultados similares foram observados por Vinoles et al. (2001) quando compararam protocolos de curta com o de longa duracao, verificando que no protocolo de longa duracao houve maior sincronia no inicio do estro, enquanto que no de curta duracao teve maior dispersao, pela presenca de um corpo luteo funcional no termino do tratamento na maioria das ovelhas.

A utilizacao da esponja por apenas quatro dias e a ausencia de eCG no Grupo I, foi incapaz de induzir o estro e a ovulacao na totalidade das ovelhas. Estes animais, na retirada da esponja, apresentavam o diametro do foliculo menor e nao receberam a aplicacao da eCG (Tabela 1). Com a retirada da esponja houve, aumento de secrecao de gonadotrofinas provocado pela diminuicao da progesterona, assim, os foliculos cresceram ate o diametro ovulatorio, mas podem nao ter produzido quantidades de estrogenos suficientes para que houvesse a manifestacao do estro, o pico de LH e consequentemente a ovulacao. Tais achados estao em concordancia com os relatos de Hunter et al. (1991) em que, foliculos nessas condicoes nao atingiriam o completo desenvolvimento em receptores gonadotroficos ou a habilidade maxima de sintetizar estradiol e a duracao da estimulacao do foliculo, antes do pico de LH, seria comprometida.

Segundo Goodman (1994), em ovelhas, o aumento da circulacao de progesterona antes da primeira ovulacao no inicio da estacao reprodutiva nao altera o padrao de crescimento do foliculo ovulatorio, sendo de grande importancia principalmente para induzir as manifestacoes do estro, junto com o primeiro pico pre-ovulatorio de LH. O efeito da progesterona local ou sistemica pode ter um papel no estabelecimento do ciclo estral em ovelhas durante o periodo de transicao para atividade ciclica (BARTLEWSKI et al., 1999). Segundo Rubianes et al. (1998), a eCG deve estar associado ao progestagenos para estimular a ovulacao, nao so na estacao reprodutiva como fora dela, pois na ausencia deste hormonio nao ha manifestacao de estro. Barrett et al. (2008) observaram que quando a eCG foi aplicado no final do tratamento com progestagenos e estradiol houve melhor sincronia do estro e da ovulacao.

No Grupo II, o diametro maximo do foliculo ovulatorio foi significativamente maior (p < 0,05) que dos demais grupos. Nos Grupos Controle e Experimentais, conforme apresentado na Tabela 1, os foliculos ovulatorios tiveram diametro maximo proximos aos descrito por Ravindra et al. (1994), Leyva et al. (1998) e Letelier et al. (2009). Em estudos realizados por Barrett et al. (2004), o foliculo ovulatorio encontrado durante a estacao de anestro (6,1 [+ or -] 0,1 mm) e menor do que o da estacao reprodutiva (7,5 [+ or -] 0,5 mm).

A ovulacao do Grupo I diferiu dos demais grupos, sendo mais tardio (Tabela 1). O intervalo do estro ate a ovulacao foi menor (p < 0,05) no Grupo III, do que a do Grupo I. Intervalos menores foram observados por Evans et al. (2004) 28,8 [+ or -] 0,8h e Hashemi et al. (2006) 29,6 [+ or -] 5,6h (Tabela 1).

O momento da aplicacao do GnRH a ovulacao foi menor (p < 0,05) no Grupo III do que o do Grupo I (Tabela 1). A aplicacao de GnRH nos tratamentos de curta duracao nao sincronizou a ovulacao, pois como o estro e a ovulacao aconteceram em tempos variaveis, a aplicacao nao foi realizada no momento adequado e nem todos os foliculos estavam prontos para responder ao pico de LH, que se estabeleceu com a administracao de GnRH. Segundo Rubianes et al. (1997), o grau de crescimento dos grandes foliculos presentes quando da aplicacao do GnRH e um fator importante a ser considerado, pois o ambiente endocrino antes da elevacao do LH e mais importante do que o tamanho do foliculo em determinar a resposta ovulatoria.

Os resultados das determinacoes das concentracoes de progesterona foram inferiores a 1 ng m[L.sup.-1] dez dias antes de ser iniciado o tratamento e no dia do inicio do tratamento em 75% (9/12) das ovelhas do Grupo Controle, 66% (8/12) do Grupo I, 16% (1/6) do Grupo II e 33% (4/12) do Grupo III. Dez dias apos o tratamento, 100% dos animais do Grupo Controle (12/12) e do Grupo II (6/6), 91% (11/12) do Grupo III e 58% (7/12) do Grupo I apresentaram concentracoes de [P.sub.4] superiores a 1 ng m[L.sup.-1] (Tabela 2).

Todos os animais em que a ovulacao foi constatada pela ultrassonografia apresentaram concentracoes de progesterona acima de 1 ng m[L.sup.-1] (Tabela 2). O corpo luteo pode ser detectado a partir do terceiro dia nas ovelhas que ovularam, sendo o mesmo resultado observado por Leyva et al. (1998), Dickie et al. (1999) e Uribe-Velasques et al. (1999).

No decimo dia apos a ovulacao, o diametro maximo do corpo luteo e a concentracao de progesterona foram semelhantes ao encontrado por Leyva et al. (1998), Ravindra et al. (1994) e Bartlewski et al. (1999) (Tabela 2).

Os niveis plasmaticos de progesterona aumentaram progressivamente do quinto ao decimo dia apos a ovulacao. Nestes dias, as concentracoes de progesterona do Grupo I foram inferiores (p < 0,05) ao encontrado no Grupo Controle (Tabela 2). Letelier et al. (2009) tambem encontraram concentracoes de progesterona semelhantes dez dias apos a remocao da esponja de 3,8 [+ or -] 0,35 ng m[L.sup.-1] a 3,9 [+ or -] 0,38 ng m[L.sup.-1].

A maior secrecao de progesterona pelo corpo luteo no Grupo controle em relacao ao Grupo I pode ser explicado pela formacao de corpo luteo com uma maior capacidade esteroidogenica (Tabela 2). Niswender et al. (2000) sugeriram que a concentracao de progesterona depende da quantidade de tecido esteroidogenico, do fluxo de sangue e da capacidade do tecido esteroidogenico em sintetizar progesterona. A concentracao de progesterona e maior em animais tratados com eCG quando comparados com animais que nao a receberam (BARRETT et al., 2004).

A formacao de um corpo luteo inadequado ocorre em consequencia do rapido desenvolvimento folicular e da ovulacao antes que as celulas da granulosa tenham adquirido a maturidade necessaria para uma otima luteinizacao em resposta ao LH (STUBBINGS et al., 1986).

Conclusao

As doses de estrogeno nao foram capazes de sincronizar a emergencia de uma nova onda de crescimento folicular e consequentemente o estro e a ovulacao O protocolo de longa duracao apresentou melhor sincronia do estro e da ovulacao, com boa funcionalidade do corpo luteo em relacao ao protocolo de curta duracao sem eCG. Quando se utiliza protocolo de curta duracao na pre-estacao reprodutiva sem eCG a resposta ovariana e menor, resultando em menor numero de animais em estro e que ovulam.

Agradecimentos

Ao Laboratorio Intervet e ao Dr. Marco Dalalio que nos cedeu os hormonios utilizados no experimento.

Received on April 28, 2009. Accepted on October 21, 2009.

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License information: This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v31i4.6938

Luciana Takada (1) *, Sony Dimas Bicudo (2), Carlos Frederico de Carvalho Rodrigues (3), Lia de Alencar Coelho1 e Silvia Helena Venturolli Perri (4)

(1) Departamento de Qualidade e Produtividade Animal, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, Universidade de Sao Paulo, Av. Duque de Caxias Norte, 225, 13635-900, Pirassununga, Sao Paulo, Brasil. (2) Departamento de Reproducao Animal, Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Botucatu, Sao Paulo, Brasil. (3) Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Itapetininga, Agencia Paulista de Tecnologia dos Agronegocios, Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Itapetininga, Sao Paulo, Brasil. ^Departamento de Apoio, Producao e Saude Animal, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Aracatuba, Sao Paulo, Brasil. * Autorpara correspondencia. E-mail: lutakada@gmail.com
Tabela 1. Valores medios (media [+ or -] EPM) das caracteristicas dos
momentos do estro e da ovulacao durante a sincronizacao de estro das
ovelhas Suffolk dos Grupos Controle e Experimentais (I a III).

Table 1. Mean values (mean [+ or -]EPM of the characteristics in the
moments of the estrus and ovulation during the synchronization of the
estrus in Suffolk ewes of the control and experiment groups
(I, II and III).

                                   Grupo
                                   Groups

                                   Controle
Variavel                           Control
Variable                           (n = 12/12)

Inicio da onda antes da retirada   -2,08 [+ or -] 0,48 a
  da esponja (dia)
Beginning of the wave before
  sponge withdrawal (day)
Diametro do foliculo na retirada   4,46 [+ or -] 0,18 a
  da esponja (mm)
Diameter of the follicle at
  sponge withdrawal (mm)
Diametro max. fol. ovul. (mm)      5,36 [+ or -] 0,14 b
Maximum diameter of ovulatory
  follicle (mm)
Ovulacao (h)                       61,50 [+ or -] 1,43 b
Ovulation (h)
Estro-ovulacao (h)                 21,08 [+ or -] 1,42 ab
Estrus-Ovulation (h)
GnRH-ovulacao (h)                  --
GnRH-Ovulation (h)

                                   Grupo
                                   Groups

                                   Experimental I
Variavel                           Experiment I
Variable                           (n = 6/12)

Inicio da onda antes da retirada   -0,71 [+ or -] 0,52 a
  da esponja (dia)
Beginning of the wave before
  sponge withdrawal (day)
Diametro do foliculo na retirada   3,11 [+ or -] 0,35 b
  da esponja (mm)
Diameter of the follicle at
  sponge withdrawal (mm)
Diametro max. fol. ovul. (mm)      5,24 [+ or -] 0,13 b
Maximum diameter of ovulatory
  follicle (mm)
Ovulacao (h)                       84,00 [+ or -] 3,31 a
Ovulation (h)
Estro-ovulacao (h)                 26,33 [+ or -] 2,03 a
Estrus-Ovulation (h)
GnRH-ovulacao (h)                  36,00 [+ or -] 3,31 a
GnRH-Ovulation (h)

                                   Grupo
                                   Groups

                                   Experimental II
Variavel                           Experiment II
Variable                           (n = 6/6)

Inicio da onda antes da retirada   -1,33 [+ or -] 0,49 a
  da esponja (dia)
Beginning of the wave before
  sponge withdrawal (day)
Diametro do foliculo na retirada   4,15 [+ or -] 0,31 ab
  da esponja (mm)
Diameter of the follicle at
  sponge withdrawal (mm)
Diametro max. fol. ovul. (mm)      6,39 [+ or -] 0,43 a
Maximum diameter of ovulatory
  follicle (mm)
Ovulacao (h)                       71,33 [+ or -] 4,04 b
Ovulation (h)
Estro-ovulacao (h)                 23,00 [+ or -] 2,14 ab
Estrus-Ovulation (h)
GnRH-ovulacao (h)                  23,33 [+ or -] 4,04 ab
GnRH-Ovulation (h)

                                   Grupo
                                   Groups

                                   Experimental III
Variavel                           Experiment III
Variable                           (n = 11/12)

Inicio da onda antes da retirada   -0,27 [+ or -] 0,30 a
  da esponja (dia)
Beginning of the wave before
  sponge withdrawal (day)
Diametro do foliculo na retirada   3,53 [+ or -] 0,27 ab
  da esponja (mm)
Diameter of the follicle at
  sponge withdrawal (mm)
Diametro max. fol. ovul. (mm)      5,50 [+ or -] 0,23 b
Maximum diameter of ovulatory
  follicle (mm)
Ovulacao (h)                       65,45 [+ or -] 2,52 b
Ovulation (h)
Estro-ovulacao (h)                 17,55 [+ or -] 0,97 b
Estrus-Ovulation (h)
GnRH-ovulacao (h)                  14,55 [+ or -] 5,05 b
GnRH-Ovulation (h)

Medias seguidas de mesma letra, nas linhas, nao diferem entre si
(p > 0,05). EPM = Erro-padrao da Media. Grupo Controle:
medroxiprogesterone (MAP) por 12 dias e na retirada da esponja eCG.
Grupo I: 0,1 mg de Benzoato de estradiol (BE) e MAP por quatro dias,
na retirada da esponja aplicacao de [PGF.sub.2[alpha]] e GnRH 48h
apos a retirada da esponja. Grupo II: 0,1 mg de BE, 35 mg de
progesterona injetavel e MAP por quatro dias, na retirada da esponja
aplicacao de eCG e [PGF.sub.2[alpha]] e GnRH 48h apos a retirada da
esponja. Grupo III: 0,2 mg de BE, 35 mg de progesterona injetavel e
MAP por quarto dias, na retirada da esponja aplicacao de eCG e
[PGF.sub.2[alpha]] e GnRH 56h apos a retirada da esponja.

Means followed by same letter, in the lines, do not differ (p > 0.05).
EPM = Standard error of the mean. Group controls: medroxiprogesterone
((MAP) for 12 days and eCG at sponge withdrawal. Group I: 0.1 mg of
Estradiol benzoate (BE) and MAP for 4 days; at sponge withdrawal,
application of PGF2 and GnRH 48h after the sponge was withdrawn. Group
II: 0.1 mg of BE, 35 mg of injectable progesterone and MAP for 4 days;
at sponge withdrawal, eCG application and [PGF.sub.2[alpha]] and GnRH
48h after the sponge was withdrawn. Group III: 0,2 mg of BE, 35 mg of
progesterone injectable and MLAP for 4 days; at sponge withdrawal, eCG
application and [PGF.sub.2[alpha]] and GnRH 56 h after the sponge was
withdrawn.

Tabela 2. Valores medios (media [+ or -] EPM) das concentracoes de
progesterona (ng m[L.sup.-1]) das ovelhas Suffolk que apresentaram
concentracoes de progesterona acima de 1 ng mL-1 nos quinto e
decimo dias apos a ovulacao com estro sincronizado dos Grupos-controle
e Experimentais (I, II e III).

Table 2. Means values (mean [+ or -]EPM, of progesterone concentrations
(ng m[L.sup.-1]) in Suffolk ewes that presented progesterone
concentrations above 1 ng m[L.sup.-1] in the 5th and 10 day after the
ovulation with synchronized estrus in the control and experimental
groups (I, II and III).

                  Progesterona (ng m[L.sup.-1])
                  Progesterone (ng m[L.sup.-1])

Grupo      Quinto dia               Decimo dia
Group      Fifth day                Tenth day

Controle   3,92 [+ or -] 0,39 a     5,90 [+ or -] 0,72 a
Control    (n = 12)                 (n = 12)
I          1,97 [+ or -] 0,74 b     3,02 [+ or -] 0,47 b
           (n=6)                    (n =7)
II         2,19 [+ or -] 0,24 ab    4,41 [+ or -] 0,57 ab
           (n = 6)                  (n =6)
III        3,60 [+ or -] 0,53 ab    4,73 [+ or -] 0,65 ab
           (n = 11)                 (n = 11)

Medias seguidas de mesma letra, nas linhas, nao diferem entre si
(p > 0,05). EPM = Erro-padrao da Media. Grupo Controle:
medroxiprogesterone (MAP) por 12 dias e na retirada da esponja
eCG. Grupo I: 0,1 mg de Benzoato de estradiol (BE) e MAP por quarto
dias, na retirada da esponja aplicacao de PGF2<x e GnRH 48h apos a
retirada da esponja. Grupo II: 0,1 mg de BE, 35 mg de progesterone
injetavel e MAP por quatro dias, na retirada da esponja aplicacao de
eCG e PGF2<x e GnRH 48h apos a retirada da esponja. Grupo III: 0,2 mg
de BE, 35 mg de progesterona injetavel e MAP por quatro dias, na
retirada da esponja aplicacao de eCG e PGF2<x e GnRH 56h apos a
retirada da esponja.

Means followed by same letter, in the rows, do not differ (p> 0.05).
EPM = Standard Error of the Mean. Group controls: medroxiprogesterone
(MAP) for 12 days and eCG at sponge withdrawal. Group I: 0.1 mg of
Estradiol benzoate (BE) and MAP for 4 days; at sponge withdrawal,
application of PGF2 and GnRH 48h after sponge withdrawal. Group II:
0.1 mg of BE, 35 mg of injectable progesterone and MAP for 4 days; at
sponge withdrawal, eCG application and PGF2 and GnRH 48h after sponge
withdrawal. Group III: 0.2 mg of BE, 35 mg of injectable progesterone
and MAP for 4 days; at sponge withdrawal, eCG application and PGF2 and
GnRH 56h after sponge withdrawal.
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Article Details
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Author:Takada, Luciana; Bicudo, Sony Dimas; Rodrigues, Carlos Frederico de Carvalho; Coelho, Lia de Alencar
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Article Type:Report
Date:Oct 1, 2009
Words:6507
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