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Estrategias de amostragem para determinacao do nitrato residual no solo apos o cultivo do tomateiro adubado em sulcos.

Introducao

Para obtencao de alta produtividade e maximo retorno economico, o tomateiro requer pratica intensiva de manejo de nutrientes. Em muitos casos, o nitrogenio (N) e o nutriente que mais limita o crescimento do tomateiro, sendo necessario tanto para formacao da area foliar quanto para a producao de frutos. Normalmente, a adubacao nitrogenada e realizada pela utilizacao de doses fixas, sem levar em consideracao a quantidade de N existente no solo. Esse fato, aliado ao custo relativamente baixo do fertilizante nitrogenado quando comparado a outros insumos levam, quase sempre, a aplicacao de quantidade elevada de N na cultura do tomateiro (ARAUJO et al., 2007).

Muitas pesquisas tem sido focadas no desenvolvimento de praticas de manejo que permitam a utilizacao mais eficiente do fertilizante nitrogenado. Dentre estas praticas, a determinacao do teor de N mineral (N-N[H.sub.4] e N-N[O.sub.3]) ou de N-N[O.sub.3] no solo pode fornecer informacoes para tornar o manejo do N mais preciso em varios sistemas agricolas. A quantidade de N presente no momento da amostragem do solo e diretamente relacionada a capacidade de fornecimento de N pelo solo (OSTERHAUS et al., 2008). Na maioria das vezes, apenas a determinacao do teor de N-N[O.sub.3] e suficiente pela quantidade de N-N[H.sub.4] ser baixa em condicoes favoraveis de pH no solo (MEYER; MARCUM, 1998). Alem disso, as repostas apresentadas pela correlacao entre a producao total e o teor de N-N[O.sub.3] ou de N mineral (N-N[O.sub.3] + N-N[H.sub.4-]) sao similares, nao justificando, na maioria das vezes, a determinacao de N-N[H.sub.4-] no solo (BINFORD et al., 1992).

Em diversos paises, a recomendacao da adubacao nitrogenada se baseia na relacao linear entre o teor de N mineral ou N-N[O.sub.3] no solo e doses otimas ([N.sub.op]) do fertilizante nitrogenado (NEETESON et al., 2003). Nesses casos, a adubacao nitrogenada e calculada como a diferenca entre a quantidade de [N.sub.op] e o N fornecido pelo solo. Esses criterios tem sido utilizados para varias culturas (BELANGER et al., 2001; CUI et al., 2008; GOMES et al., 2007; LUZ et al., 2008; NEETESON et al., 1999; PLATT; ARSENAULT, 2001; REITER et al., 2008; SADRAS, BALDOCK, 2003; SAINJU et al., 2002; SAINZ ROZAS et al., 2000; SCHRODER et al., 1998; VALLEJO et al., 2005).

Recomendacoes precisas do fertilizante nitrogenado, utilizando o teor de N mineral ou N-N[O.sub.3] no solo, dependem da obtencao de amostras representativas do solo (ARAUJO et al., 2007), pois o comportamento do N no solo pode ser influenciado por diferentes formas de aplicacao do fertilizante nitrogenado. A aplicacao via agua de irrigacao (fertirrigacao), especialmente quando aplicada de forma localizada em irrigacao por gotejo, promove maior eficiencia da fertilizacao nitrogenada. Porem, esta pratica pode, em algumas situacoes, favorecer a lixiviacao e reduzir a concentracao do N-N[O.sub.3] proximo ao tubo gotejador, especialmente quando a quantidade de agua aplicada for excessiva (COLLA et al., 1999). Alem disso, o fertilizante nitrogenado aplicado tende a acumular na extremidade da area formada pela infiltracao de agua no solo (bulbo molhado) e dependendo do local de amostragem, pode haver variacao no teor de N-N[O.sub.3] no solo com irrigacao por gotejo.

No sistema tradicional de irrigacao por sulcos, no qual a quantidade de agua aplicada e elevada, o fertilizante nitrogenado e aplicado em faixas para que ocorra maior quantidade de N recuperado (ZEBARTH et al., 1999). Nesse caso, dependendo da estrategia utilizada para a retirada das amostras do solo, a recomendacao da quantidade de fertilizante nitrogenado tambem pode conter erros.

Assim, na amostragem para a determinacao do N mineral deve ser levado em consideracao a possivel desuniformidade de distribuicao de N no solo (EVERAARTS; PUTTER, 2003). Clay et al. (1999) concluiram que a melhor estrategia para amostragem de areas adubadas em faixa seria a retirada de amostras na posicao central localizada entre a linha de plantio e a faixa do fertilizante, que poderiam reduzir em ate 50% o numero de amostras necessarias quando comparada com amostras retiradas ao acaso. Entretanto, dependendo da quantidade de N aplicada isso pode nao ser adequado e outro procedimento de amostragem e necessario.

Dessa forma, o objetivo deste estudo foi determinar o posicionamento de amostragem para a quantificacao do N-N[O.sub.3] residual no solo apos o cultivo do tomateiro adubado por sulcos.

Material e metodos

Foram conduzidos dois experimentos em campo (A e B), em delineamento experimental de blocos ao acaso, com quatro repeticoes cada. Em cada experimento, os tratamentos foram arranjados em parcelas subdivididas. Nas parcelas foram estudados dez tratamentos ou criterios para o manejo da adubacao nitrogenada do tomateiro. Nas subparcelas foram estudadas as diferentes posicoes de amostragem do solo.

O experimento A foi conduzido no periodo de janeiro a maio de 2002 (verao-outono20/02) e o experimento B no periodo de setembro de 2002 a janeiro de 2003 (primavera20/02-verao20/03).

Na parcela, os tratamentos foram baseados nos seguintes criterios: 1) dose de 50 kg [ha.sup.-1] de N aplicada no momento do transplante e o restante aplicado em cobertura, quando necessario, utilizando-se o criterio do nivel critico do indice SPAD para definir a necessidade de N (SPAD-1); 2) igual ao anterior utilizando-se o valor critico do indice SPAD aumentado em 20% (SPAD-2); igual ao tratamento 1, porem com o valor critico do indice SPAD diminuido em 10% (SPAD-3); o indice SPAD foi obtido pela utilizacao do medidor portatil de clorofila SPAD-502; 4) definido com base na produtividade esperada de frutos e contribuicoes do solo e do fertilizante (PESF); 5) definido com base na quantidade esperada de N no fruto e contribuicao do solo (QECS); 6) definido com base na quantidade esperada de N no fruto (QENF); 7) doses de 50 e 105 kg [ha.sup.-1] de N no momento do transplante nos experimentos A e B, respectivamente e o restante aplicado em cobertura, quando necessario, em razao de observacoes visuais da aparencia da planta (OVAP); 8) dose recomendada experimentalmente de 500 e 525 kg [ha.sup.-1] de N, nos experimentos A e B, respectivamente, aplicadas parceladamente em cobertura a cada 14 dias (DRCO); 9) mesmas doses utilizadas no tratamento anterior, mas aplicadas totalmente no momento do transplante (DRTR); 10) nao aplicacao de fertilizante nitrogenado (TEST). As quantidades totais de N aplicadas em cada experimento encontram-se na Tabela 1.

Nos experimentos no campo, A e B, a aplicacao das doses de N em cobertura foi realizada em sulcos abertos alternadamente as linhas de transplante, distanciados 30 cm destas, e posteriormente cobertos com solo. No experimento A foi utilizado o sulfato de amonio em todas as aplicacoes. No experimento B, todas as aplicacoes no sulco de transplante ou em cobertura foram na forma de sulfato de amonio, exceto aos 42 e 56 DAT, que foi utilizado o nitrato de calcio.

Na subparcela, nos experimentos A e B, foram utilizados cinco locais de amostragem do solo, distanciados das plantas em 10 cm (P1) e 30 cm (P2) na linha e em 10 cm (P3) e 30 cm a esquerda (P4) e em 10 cm a direita (P5) entre linha de transplante (Figura 1).

[FIGURA 1 OMITIR]

Todas as amostras de solo foram secadas ao ar e passadas em peneira de malha de 2 mm. Posteriormente, foram acondicionadas em sacos plasticos, identificadas e armazenadas em refrigerador a 5[grados]C, visando paralisar atividades microbiologicas sobre as formas de N, ate a determinacao do teor de N-N[O.sub.3].

Em laboratorio, foram tomadas subamostras de 5 [cm.sup.3] de solo, nas quais foi feita a extracao de N-N[O.sub.3], em copos plasticos descartaveis, utilizando KCl 1 mol [L.sup.-1] como extrator, na relacao solo:extrator de 1:10. Apos agitacao em agitador horizontal, por 15 min., o extrato foi obtido por filtragem, utilizandose papel de filtracao lenta. O N-N[O.sub.3], presente no extrato, foi determinado utilizando-se a metodologia simplificada, baseada no metodo do salicilato, proposta por Yang et al. (1998).

Subamostras foram misturadas e homogeneizadas para constituir uma amostra composta em que foi determinado o pH em agua, relacao 1:2,5; teor de fosforo (P), potassio (K), cobre (Cu), zinco (Zn), ferro (Fe) e manganes (Mn) extraidos pelo Mehlich 1; calcio (Ca) e magnesio (Mg) extraidos por KCl 1 mol [L.sup.-1] (DEFELIPO; RIBEIRO, 1997).

Os dados foram submetidos a analise de variancia. Para o teor de N-N[O.sub.3] no solo, as medias dos tratamentos da parcela e da subparcela foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Tambem, foi realizada a analise de correlacao linear de Pearson entre os valores de pH e dos teores de N-N[O.sub.3] nas diferentes posicoes de amostragem, P, K, Ca, Mg, Cu, Zn, Fe e Mn com as doses de N aplicadas nos diferentes tratamentos estudados. Os coeficientes de correlacao foram testados a 1 (**), 5 (*) e 10% ([grados]) de significancia, pelo teste t.

Resultados e discussao

Experimento no periodo de verao-outono20/02 (A)

No experimento A, houve diferencas significativas entre os criterios estudados em todas as posicoes de amostragem (Tabela 2). Nos criterios SPAD-2, PESF, QECS, QENF e DRCO, que resultaram na aplicacao de doses de N acima de 500,0 kg [ha.sup.-1], o teor de N-N[O.sub.3] da amostra de solo retirada na posicao P4, distanciada das plantas em 30 cm a esquerda entre linha de transplante, no local onde o fertilizante nitrogenado foi aplicado, foi significativamente diferente das demais posicoes de amostragem. Alem disso, para a maioria dos criterios, as amostras retiradas nessa posicao apresentaram os maiores teores de N-N[O.sub.3]. Por outro lado, menores teores de N-N[O.sub.3], independentemente da posicao de amostragem, foram obtidos quando nao houve aplicacao de N (TEST), quando a dose de N recomendada foi aplicada toda no momento do transplante (DRTR) e quando houve aplicacao de pequena quantidade de N no momento do transplante e aos 28 DAT (SPAD-3).

O teor de N-N[O.sub.3] de todas as posicoes de amostragem apresentou correlacoes significativas com as doses de N aplicadas nos diferentes criterios (Tabela 3), sendo maiores coeficientes obtidos para as amostras de solo retiradas na posicao P1, distanciadas em 10 cm na linha, P2, em 30 cm na linha, e P4, em 30 cm a esquerda entre linha de transplante, no local onde foi aplicado o fertilizante nitrogenado.

Experimento no periodo de primavera20/02-verao20/03 (B)

No experimento B, houve diferencas significativas entre os criterios estudados em todas as posicoes de amostragem (Tabela 4). Somente nas duas maiores doses de N aplicadas, 727,4 e 1.423,5 kg [ha.sup.-1], o teor de N-N[O.sub.3] da amostra de solo retirada na posicao P4, distanciada das plantas em 30 cm a esquerda entre linha de transplante, no local onde o fertilizante nitrogenado foi aplicado, foi diferente das demais posicoes de amostragem.

Os menores teores de N-N[O.sub.3] das amostras de solo retiradas fora da linha de transplante (P3 e P4) foram observados quando nao foi aplicado N (TEST) e quando foi aplicado somente no momento do transplante, em doses de 50,0 (SPAD-1 e SPAD-2) e 525,0 kg [ha.sup.-1] de N (DRTR). Em todos os criterios estudados e posicoes de amostragem, o teor de N-N[O.sub.3] foi menor do que no experimento A.

No experimento B, maior correlacao com as doses de N aplicadas nos diferentes criterios foi obtida para o teor de N-N[O.sub.3] da amostra de solo retirada na posicao P3, distanciadas em 30 cm a esquerda entre linha de transplante, no local onde foi aplicado o fertilizante nitrogenado (Tabela 5). Correlacao negativa e significativa com as doses de N aplicadas nos diferentes criterios foi observada para os teores de Ca e Mg.

Nos experimentos A e B, o maior teor de N-N[O.sub.3] no solo nos criterios que receberam fertilizante nitrogenado em cobertura foi obtido na amostra distanciada das plantas em 30 cm a esquerda (P4), no local onde o fertilizante nitrogenado foi aplicado (Tabelas 2 e 4). Alem disso, o teor de N-N[O.sub.3] da amostra de solo retirada nessa posicao apresentou o maior coeficiente de correlacao com as doses de N (Tabelas 3 e 5). Correlacoes positivas e significativas entre doses de N com o teor de N-N[O.sub.3] nas demais posicoes de amostragem (P1, P2, P3 e P5) indicam que houve movimento horizontal do N-N[O.sub.3], conforme tambem observado por Clay et al. (1999). Dessa forma, mesmo considerando o elevado volume de chuvas no periodo de cultivo dos dois experimentos, 849,8 e 965,5 mm, respectivamente, o movimento vertical do N-N[O.sub.3] para camadas mais profundas do solo foi menor quando o N foi aplicado parceladamente em cobertura. Esses resultados reforcam a provavel ocorrencia de alta capacidade de troca anionica e de adsorcao de N-N[O.sub.3] no solo da area de cultivo, conforme tambem enfatizado para os experimentos em ambiente protegido.

Considerando as maiores doses de N aplicadas, houve menor teor de N-N[O.sub.3] no experimento B (Tabela 3). Isso e porque em parte a maior quantidade de N absorvido pelas plantas que apresentaram maior producao de frutos em todos os criterios estudados e maior perda de N do sistema solo-planta causada pela alta e frequente incidencia de chuva (EVERAARTS; PUTTER, 2003) a partir dos 70 DAT, durante o periodo de colheita de frutos.

O aumento na dose de N nos criterios SPAD-2, PESF, QECS e QENF proporcionou o maior teor de N-N[O.sub.3] no solo e a possibilidade do mesmo ser perdido via lixiviacao. No experimento A, esses criterios proporcionaram os maiores teores de N-N[O.sub.3] no solo de amostras retiradas sobre o sulco de aplicacao do fertilizante nitrogenado em cobertura (P4), que foram significativamente diferentes das demais posicoes de amostragem (P1, P2, P3 e P5). Entretanto, se a amostragem do solo fosse realizada somente sobre o sulco de aplicacao do fertilizante, o teor de N-N[O.sub.3] seria superestimado, pois foram obtidos valores 476, 441 e 272% maiores do que as doses de N aplicadas nos criterios PESF, QECS e QENF, respectivamente. Para Clay et al. (1999), esse problema pode ser solucionado e o teor de N-N[O.sub.3] precisamente determinado, se amostras simples forem coletadas sobre o sulco e entre sulcos de aplicacao do fertilizante nitrogenado para preparo de amostras compostas a serem analisadas.

Os resultados obtidos nos experimentos A e B indicam que se o fertilizante nitrogenado for aplicado em sulco, maior teor de N-N[O.sub.3] sera no sulco (posicao P4). Isso possibilita que uma segunda cultura possa ser cultivada sobre esses sulcos para utilizar o N-N[O.sub.3], prevenindo que o mesmo possa ser perdido (EVERAARTS; PUTTER, 2003) e gastos desnecessarios com fertilizante nitrogenado ocorram.

Pelos resultados obtidos nos experimentos A e B, a melhor estrategia de amostragem do solo para a determinacao do teor de N-N[O.sub.3] em que o fertilizante nitrogenado foi aplicado em cobertura no sulco lateral a linha de transplante com irrigacao em sulcos via mangueira e a de coletar amostras sobre o sulco e em distancias equidistantes entre o sulco e as plantas. Nas mesmas condicoes de irrigacao, se o fertilizante nitrogenado for aplicado integralmente na linha de transplante, a amostragem do teor de N-N[O.sub.3] no solo pode ser mais precisa quando as amostras de solo forem coletadas entre plantas na linha de transplante ou a 10 cm lateralmente a linha de transplante.

Conclusao

O teor de N-N[O.sub.3] residual no solo foi proporcional a quantidade de N aplicada nos diferentes criterios.

Em condicoes de campo sem protecao e fertilizante nitrogenado aplicado em sulco, a melhor estrategia de amostragem do solo para a determinacao do teor de N-N[O.sub.3] residual foi obtida pela utilizacao de amostra composta obtida de amostras simples tomadas em posicoes sobre o sulco e entre o sulco e as plantas.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i3.4239

Received on July 3, 2008.

Accepted on October 13, 2008.

Referencias

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Charles de Araujo (1), Paulo Cezar Rezende Fontes (2), Jose Hortencio Mota (3) *, Carlos Sigueyuki Sediyama (2) e Mauricio Bernardes Coelho (2)

(1) Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia de Mato Grosso, Campus Sao Vicente, Santo Antonio de Leverger, Mato Grosso, Brasil. (2) Universidade Federal de Vicosa, Departamento de Fitotecnia, Vicosa, Minas Gerais, Brasil. (3) Universidade Federal de Goias, Campus Jatai, Rod BR364, 75800-000, Jatai, Goias, Brasil. * Autorpara correspondencia. E-mail: hortenciomota@terra.com.br
Tabela 1. Quantidade de N aplicada (kg [ha.sup.-1]) em funcao dos
criterios estudados para o manejo do fertilizante nitrogenado na
cultura do tomateiro, nos experimentos A e B.

Criterio     Experimento A   Experimento B

1 - SPAD-1       501,4            50,0
2 - SPAD-2      1953,7           727,4
3 - SPAD-3       131,6            50,0
4 - PESF         505,0          1423,5
5 - QECS        1196,2           333,1
6 - QENF        1656,2           412,3
7 - OVAP         250,0           273,0
8 - DRCO         500,0           525,0
9 - DRTR         500,0           525,0
10 - TEST          0,0             0,0

Tabela 2. Teor de N-N[O.sub.3] (mg [dm.sup.-3]) das amostras de solo
em diferentes posicoes (P1, P2, P3, P4 e P5), em funcao dos criterios
estudados, no experimento A.

                                  Posicao de amostragem (1)

Criterio     Dose de N (kg
             [ha.sup[.-1])       P1          P2          P3

1 - SPAD-1       501,4        106,9 cA    138,0 cA    234,1 bcA
2 - SPAD-2       1953,7       456,1 aAB   255,5 aB    651,6 aAB
3 - SPAD-3       131,6         55,7 cA     36,3 dA     17,3 cA
4 - PESF         505,0         75,2 cB     57,0 dB    89,5 bcB
5 - QECS         1196,2       276,5 bB    182,2 bcB   373,0 abB
6 - QENF         1656,2       259,5 bB    197,7 abB   444,1 abB
7 - OVAP         250,0         59,7 cA     47,6 dA     36,1 cA
8 - DRCO         500,0         90,3 cB     52,6 dB    110,3 bcB
9 - DRTR         500,0         91,5 cA     61,9 dA     34,9 cA
10 - TEST         0,0          36,8 cA     21,3 dA     18,9 cA
C.V. (%)                        55,9        81,9        76,5

             Posicao de amostragem (1)

Criterio
              [P4.sup.2]     P5

1 - SPAD-1    381,6 fA    50,5 cdA
2 - SPAD-2    718,4 dA    241,8 aB
3 - SPAD-3     35,8 hA     20,4 dA
4 - PESF      1202,4 cA    27,8 dB
5 - QECS      2638,4 aA   185,5 aB
6 - QENF      2253,0 bA   160,7 abB
7 - OVAP      248,2 gA    104,8 bcA
8 - DRCO      594,1 eA    101,1 cB
9 - DRTR       33,9 hA    58,8 cdA
10 - TEST      25,9 hA     24,8 dA
C.V. (%)        44,3        92,9

(1) Medias seguidas pela mesma letra maiuscula e minuscula nao diferem
significativamente entre si na linha e na coluna, respectivamente, a
5% de probabilidade, pelo teste de Tukey.

Local onde foi aplicado o fertilizante em cobertura.

Tabela 3. Coeficiente de correlacao linear simples (r) entre o teor
de N-N[O.sub.3] determinado em amostras de solo retiradas nas
posicoes P1, P2, P3, P4 e P5, valores de pH e teores de P, K, Ca,
Mg, Cu, Fe, Zn e Mn das amostras de solo com as doses de N
aplicadas nos diversos tratamentos, no experimento A.

Caracteristica avaliada          Coeficiente de
                             correlacao linear (r) (1)

N-N[O.sub.3] na posicao P1           0,96 **
N-N[O.sub.3] na posicao P2           0,95 **
N-N[O.sub.3] na posicao P3            0,65 *
N-N[O.sub.3] na posicao P4           0,96 **
N-N[O.sub.3] na posicao P5           0,89 **
pH                                    0,53
P                                      -55
K                                     -0,36
Ca                                    0,20
Mg                                    0,36
Cu                                    -0,28
Fe                                    0,31
Zn                                    -0,12
Mn                                    0,66*

(1) **, * e = significativos a 1, 5 e 10% de probabilidade,
respectivamente, pelo teste t.

Tabela 4. Teor de N-N[O.sub.3] (mg [dm.sup.-3]) das amostras de solo
em diferentes posicoes (P1, P2, P3, P4 e P5) e coeficientes de
correlacao linear com as doses de N aplicadas nos diferentes criterios
estudados, no experimento B.

                                   Posicao de amostragem (1)

Criterio        Dose de N
             (kg [ha.sup.-1])      P1         P2          P3

1 - SPAD-1         50,0         48,8 bcA    12,8 dA    32,7 dA
2 - SPAD-2        727,4         49,1 bcB   29,0 bcdB   99,3 bAB
3 - SPAD-3         50,0         40,3 bcA    15,8 dA    43,8 cdA
4 - PESF          1423,5        87,5 aBC    47,7 aC    170,3 aB
5 - QECS          333,1         52,1 bA     16,3 dA    59,1 cA
6 - QENF          412,3         54,7 bA     22,4 dA    51,3 cA
7 - OVAP          273,0         46,1 bcA   24,0 cdA    41,6 cdA
8 - DRCO          525,0         57,3 bA    43,4 abA    95,5 bA
9 - DRTR          525,0         40,6 bcA   41,2 abcA   52,1 cA
10 - TEST          0,0          33,8 cA     20,6 dA    43,9 cdA
C.V. (%)                          33,1       51,7        66,7

             Posicao de amostragem (1)

Criterio
               [P4.sup.2]     P5

1 - SPAD-1      38,2 eA    52,7 abcA
2 - SPAD-2     218,5 bA    66,7 abB
3 - SPAD-3      37,6 eA     45,3 Ca
4 - PESF       359,0 aA    67,9 abBC
5 - QECS        77,0 dA    63,2 abcA
6 - QENF       88,2 cdA    62,4 abcA
7 - OVAP        30,7 eA    56,0 abcA
8 - DRCO       100,1 cA     69,4 aA
9 - DRTR        23,3 eA    52,3 abcA
10 - TEST       35,3 eA    50,5 bcA
C.V. (%)         103,0       26,5

(1) Medias seguidas pela mesma letra maiuscula e minuscula nao diferem
significativamente entre si na linha e na coluna, respectivamente, a
5% de probabilidade, pelo teste de Tukey.

(2)Local onde foi aplicado o fertilizante em cobertura.

Tabela 5. Coeficiente de correlacao linear simples (r) entre o teor
de N-N[O.sub.3] determinado em amostras de solo retiradas nas
posicoes P1, P2, P3, P4 e P5, valores de pH e teores de P, K, Ca,
Mg, Cu, Fe, Zn e Mn das amostras de solo com as doses de N
aplicadas nos diversos tratamentos, no experimento B.

Caracteristica avaliada          Coeficiente de
                             correlacao linear (r) (1)

N-N[O.sub.3] na posicao P1           0,86 **
N-N[O.sub.3] na posicao P2           0,80 **
N-N[O.sub.3] na posicao P3           0,91 **
N-N[O.sub.3] na posicao P4           0,94 **
N-N[O.sub.3] na posicao P5           0,72 *
pH                                    -0,64
P                                     0,42
K                                     -0,30
Ca                                  -0,80 **
Mg                                  -0,77 **
Cu                                    -0,26
Fe                                    0,06
Zn                                    -0,21
Mn                                    0,36

(1) ** e * = significativos a 1 e 5% de probabilidade,
respectivamente, pelo teste t.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:de Araujo, Charles; Rezende Fontes, Paulo Cezar; Hortencio Mota, Jose; Sigueyuki Sediyama, Carlos; B
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2010
Words:4879
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