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Epidemiological profile of accidents by venomous animals reported in the State of Minas Gerais during the period 2010-2015/Perfil epidemiologico dos acidentes por animais peconhentos notificados no Estado de Minas Gerais durante o periodo de 2010-2015/Perfil epidemiologico de los accidentes por animales venenosos notificados en el Estado de Minas Gerais durante el periodo de 2010-2015.

INTRODUCAO

Os ofidios, aranhas e escorpioes sao os principais animais peconhentos de interesse em saude publica, pois causam acidentes cuja gravidade varia de leve a grave (BRASIL, 2016). Os escorpioes, por sua vez, sao os responsaveis por quase a metade das notificacoes registradas no Sistema de Informacao de Agravos de Notificacao (BINAN). Com o surgimento das chuvas, aumenta o risco de acidentes com animais peconhentos, por exemplo, no ano de 2012, o indice pluviometrico trouxe aumento de quase 6% nas notificacoes de acidentes, especialmente com escorpioes. Assim, registraram-se entre novembro de 2012 e marco de 2013, temporada de chuvas na maior parte do pais, 71.217 acidentes e 144 obitos. Em comparacao com o mesmo periodo do ano anterior, houve um acrescimo de quase 6% no numero de acidentes com estes animais e 9% em relacao a obitos. Neste periodo, foram notificados 67.197 casos e 132 obitos. Em todo o ano de 2012, foram notificados 143.658 acidentes com 273 mortes (BRASIL, 2014).

O habitat natural modificado por acoes antropicas causa quebra na cadeia alimentar, acabando tambem com os abrigos. Com essa escassez, esses animais migram para as residencias urbanas, lotes e terrenos baldios, areas de construcao, locais propicios ao desenvolvimento de artropodes em decorrencia do acumulo de materia organica, de modo a objetivar a busca por abrigo e alimento. Sendo assim, tornam-se vulneraveis a estes ataques as criancas, donas de casa e trabalhadores de construcao civil, alem de outros trabalhadores bracais (COSTA, 2011). Na realidade, esta relacao pode ser dada por meio da exposicao da populacao aos animais, uma vez que, com o aumento de chuvas os animais buscam abrigo, se aproximando mais das habitacoes humanas.

Das 86 especies de escorpioes catalogadas no Brasil, apenas seis, pertencentes ao genero Tityus, sao causadoras de acidentes graves entre humanos, sao elas, Tityus cambridgei e T. metuendus, encontrados na regiao amazonica; T. bahiensis, encontrado no Sudeste e no norte da regiao Sul, sendo inclusive a especie que provoca mais acidentes no Estado de Sao Paulo; T. costatus, encontrado do Estado Minas Gerais ao do Rio Grande do Sul pela zona costeira coberta por Mata Atlantica; T. serrulatus, encontrado nos Estados da Bahia, Minas Gerais, Sao Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Goias e Distrito Federal, o escorpiao responsavel pelo maior numero deacidentes graves e obitos no Brasil; e T. stigmurus, encontrado no norte de Minas Gerais eem todos os Estados do Nordeste, com excecao do Maranhao (SILVA et al., 2005).

Acidentes causados por aranhas sao comuns, porem a maioria nao apresenta repercussao clinica e nao sao prevalentes quando comparados aos acidentes escorpionicos. Os generos de importancia em saude publica no Brasil sao: Loxosceles (aranha-marrom), Phoneutria (aranha-armadeira ou macaca) e Latrodectus (viuva-negra). Entre essas, a maior causadora de acidentes e a Loxosceles (BRASIL, 2001).

Ja o acidente ofidico ou ofidismo e o quadro de envenenamento decorrente da inoculacao da peconha atraves das picadas das serpentes. No Brasil, as serpentes peconhentas de interesse em saude publica sao representadas por quatro generos da Familia Viperidae; serpentes do genero Bothrops, vulgarmente denominadas de jararaca, jararacucu, urutu, caicaca e comboia, estao agrupadas em dois generos--Bothrops e Botrocophias; Crotalus (cascavel); Lachesis (surucucu-pico-de-jaca); Micrurus e Leptomicrurus (coral-verdadeira) (SANTANA; SUCHARA, 2015).

A seguir, o Quadro 1 relaciona varias especies de animais peconhentos que sao de grande importancia na saude publica em decorrencia do alto indice de acidentes causados pelos mesmos na qual foram distribuidos por regioes e Estados brasileiros.

Diante de todo o territorio brasileiro, o Estado de Minas Gerais e a regiao que detem a maior parte das notificacoes de acidentes por animais peconhentos o qual se justifica a realizacao deste estudo. Sendo assim, torna-se evidente a importancia de uma investigacao regional e local detalhada da incidencia desses acidentes, assim como um levantamento das especies que mais causam injurias a populacao. O conhecimento desses casos e de sua evolucao e fundamental para melhorias no atendimento medico e para o desenvolvimento de atividades de vigilancia em saude, objetivando o controle e prevencao desses acidentes. Portanto, este estudo objetiva identificar o perfil epidemiologico dos acidentes por animais peconhentos notificados no Estado de Minas Gerais entre os de 2010 e 2015.

METODOS

Trata-se de um estudo descritivo, exploratorio, transversal, com abordagem quantitativa, realizado a partir da analise dos dados de acesso publico do DATASUS. O universo da pesquisa acambarcou 146.508 registros de acidentes em todo Estado de Minas Gerais entre 2010 e 2015, dados com disponibilizacao online gratuita pelo site do DATASUS (http://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude/tabnet) (BRASIL, 2017).

Foi utilizado um formulario estruturado de elaboracao propria baseado na ficha do Sistema de Informacao de Agravos de Notificacao (SINAN) como instrumento de coleta de dados, que contemplou as seguintes variaveis: ano da notificacao, mes da notificacao, sexo, faixa etaria, escolaridade, raca/cor, gestante, causador do acidente, causado por serpente (especie), causado por aranha (especie), tempo entre a picada e o atendimento, classificacao final e evolucao do caso. Os dados sobre as especies de escorpioes causadoras de acidentes nao foram abordadas em decorrencia da ficha de notificacao do SINAN nao contempla-las.

Os dados foram armazenados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS[R]), versao 15.0, tabulados e apresentados em tabelas com frequencias absolutas e relativas. As tabelas foram elaboradas atraves do programa estatistico Microsoft Excel[R], versao 2010. e o tratamento estatistico dos dados foi feito por meio de analise uni-variada.

Por se tratar de dados de dominio publico, nao foi recomendada a aprovacao do Comite de Etica em Pesquisa (CEP).

RESULTADOS

Observou-se que os anos com maiores prevalencias foram 2014 (n=29.868; 20,4%), seguido do ano de 2013 (n=29.348; 20,0%). Ja os meses de maior ocorrencia dos acidentes foram, janeiro (n=15.175; 10,3%), seguido de marco (n=14.431; 9,8%) e fevereiro (n=13.601; 9,3%) (Tabela 1).

O perfil socioeconomico e clinico das vitimas e representado pela Tabela 2. Tem-se que 57,0% eram do sexo masculino, adultos jovens com faixa etaria entre 20-39 anos (31,7%), a escolaridade foi ignorada em 91,7% das notificacoes, 42,7% declaram-se pardos e 69,2% das vitimas apresentam nao aplicabilidade da condicao gestacional devido ao fato de que a maior parte dos notificados serem do sexo masculino.

Os escorpioes foram os responsaveis pela maioria dos acidentes acometendo 88.602 individuos (60,5%). Neste estudo, destacam-se tambem os acidentes ofidicos (13,1%) cujo principal foi o Botropico (9,1%). Os acidentes produzidos pelas aranhas apresentaram menor representatividade quando comparados aos acidentes produzidos pelos demais animais peconhentos e a principal especie envolvida foi a aranha-armadeira (Phoneutria nigriventer) (1,9%).

O tempo decorrido entre a picada e o atendimento e crucial na recuperacao da vitima e pode determinar a sua cura ou o seu obito. Em 48,8% dos casos, as vitimas receberam atendimento ambulatorial em tempo habil inferior a uma hora. Houve predominio de acidentes do tipo leve (80,0%) com evolucao de cura (95,9%) (Tabela 3).

Destaca-se, com base nos dados apresentados, que na maioria dos acidentes nao existe a correta identificacao do agente causador, de modo a gerar obscuridade nos dados investigados. Dessa maneira, pode-se incluir maior relevancia no sentido de, a correta identificacao do animal causador do acidente, auxilia no tratamento, e tambem eleva a possibilidade de sucesso do mesmo.

DISCUSSAO

Em estudo realizado em Jequie, municipio baiano, a distribuicao dos acidentes de acordo com as estacoes do ano mostrou uma concentracao dos casos durante o outono (35,7%). Ao se avaliar especificamente os acidentes ofidicos, sua ocorrencia foi constatada no decorrer de todo o ano, igualmente com destaque para os meses correspondentes ao outono (36,1%). Quanto ao escorpionismo, nao houve um padrao sazonal, evidenciando-se uma frequencia constante durante as estacoes (CARMO et al., 2016). Neste estudo, os dados do Estado de Minas Gerais corroboram com o estudo realizado em Jequie, Bahia, tendo em vista a prevalencia de notificacoes no primeiro quadrimestre do ano (janeiro-abril), culminando no verao e outono.

O sexo masculino apresenta uma maior prevalencia de vulnerabilidade aos ataques por animais peconhentos quando comparados as estatisticas femininas. Estudos cientificos enfatizam que trabalhadores civis e trabalhadores bracais constantemente tornam-se alvos destes acidentes (OLIVEIRA et al., 2010; LIMA et al., 2009). O ambiente propicio destes ataques em mulheres e criancas e a propria residencia, porem em menor proporcao (LIMA et al., 2009). Em todo o Estado de Minas Gerais, o sexo masculino mantem o alto indice de ataques notificados.

Adultos jovens, com limiar de idade entre 20-40 anos, apresentam melhores condicoes de recuperacao ao tratamento decorrente do pleno funcionamento do sistema imunologico. O atendimento ambulatorial em tempo habil torna-se fundamental a fim de se evitar possiveis obitos advindos da demora do atendimento. Os extremos de idade (criancas e idosos) tendem a ter menor resistencia ao veneno quando atingidos. O nivel de instrucao da pessoa ou da familia contribui no surgimento destes agentes causadores, de modo a facilitar o desenvolvimento do ambiente ideal para os mesmos, isso, pois, quanto mais informacoes o individuo apresenta, maior e a prevencao dos fatores de risco ambiental que contribuem para o desenvolvimento ou migracao destes agentes causadores (BERTOLOZZI; SCATENA; FRANCA, 2015). No territorio mineiro, adultos na faixa etaria entre 20-39 anos foram os mais notificados. Vale ressalta que 91,70% das vitimas nao apresentavam dados sobre a escolaridade, de modo a caracterizar uma falha no processo de notificacao por parte do responsavel pelo atendimento da vitima.

No estudo de Reckziegel (2013), 42,6% se autodeclararam negras, com maior frequencia de obitos tambem nessa raca/cor. Neste estudo, os dados encontrados divergem com os dados da literatura cientifica, pois aqui e abordado uma maior prevalencia de pardos (42,68%) e brancos (33,21%) acometidos. Os trabalhos cientificos ja publicados nao abordam uma relacao intrinseca entre os acidentes e a variavel "raca/ cor" para explicar os indices estatisticos encontrados.

Em situacoes cuja mulher e picada por algum animal peconhento durante a gestacao, nao ha contra-indicacao para aplicacao do soro em gestantes, devendo as mulheres ter uma atencao especial, pois pode haver descolamento prematuro de placenta e sangramento uterino em decorrencia do veneno circular por mais tempo na corrente sanguinea, podendo caracterizar, a depender da idade gestacional (IG), um inicio de aborto ou um parto prematuro (BRASIL, 2003). A maior parte dos notificados nao se adequam a condicao gestacional por serem homens (57,05%) ou por serem mulheres na qual apresentem quadro clinico que inviabilizem uma gravidez (12,20%), tal como mulheres histerectomizadas ou em idade avancada. Das mulheres notificadas, prevaleceu a ausencia de gestacao (23,36%). E das mulheres que estavam em acompanhamento gestacional, prevaleceram acidentes ocorridos no 2[degrees] trimestre gestacional.

Quanto ao tipo do acidente, boa parte dos trabalhos cientificos ja publicados retrata o escorpiao como precursor das estatisticas de acometimento (AMORIM et al., 2003; LIRADA-SILVA; AMORIM; BRAZIL, 2000; SILVA; CASAIS-E-SILVA; LIRA-DA-SILVA, 2005). Os acidentes ofidicos (CARMO et al., 2016; FISZON; BOCHNER; 2008), seguidos dos acidentes aracnideos (MARQUES-DA-SILVA; FISCHER, 2005), contemplam grande representatividade estatistica das notificacoes. Os dados do DATASUS convergem com os dados encontrados na bibliografia cientifica. Dos acidentes ofidicos e aracnideos ja registrados, a especie causadora do acidente e uma informacao pouco registrada ou subnotificada. Neste estudo, o veneno ofidico e aracnideo com maior prevalencia foram, respectivamente, o Botropico (9,05%) e o da Aranha-Armadeira (Phoneutria nigriventer) (1,95%). Outros estudos corroboram estes dados (PINHO; OLIVEIRA; FALEIROS, 2004; BARRELLA; SILVA, 2003; PACHECO et al., 2016).

Apos a picada por algum animal venenoso, o tempo habil entre a mesma e o atendimento ambulatorial torna-se imprescindivel. Alguns venenos por serem mais toxicos que outros, apresentam rapida absorcao circulatoria e, consequentemente, alta taxa de letalidade. Ja outros podem agir mais lentamente no organismo. Sendo assim, quanto menor o tempo na assistencia prestada, maior as chances de cura. Os estudos apresentam tempos de atendimento variados, pois este depende dos recursos disponiveis no momento e do ambiente ao qual a vitima e/ou a familia se encontram. Oliveira et al. (2010) aborda em seu estudo prevalencia de atendimentos realizados em ate seis horas apos a picada (86,6% dos pacientes). No estudo de Carmo et al. (2016) feito em Jequie (BA), o tempo de prevalencia para internacao apresentou intervalo de 1-3 dias, porem o tempo maximo foi de 30 dias. Outro estudo realizado por Lima et al. (2009) na macrorregiao de saude do norte do Estado de Minas Gerais converge com os dados deste estudo de modo a apontar prevalencia de atendimento maximo de uma hora apos a picada.

A gravidade do acidente pode ser dada conforme o tempo de procura pelo atendimento, local de acometimento da picada e a presenca ou ausencia de manifestacao sintomatologica. Observa-se que, em Minas Gerais, 80,0% das notificacoes foram classificadas como leves e 95,89% evoluiram para a cura. Uma porcentagem infima evoluiu para obito pelo agravo notificado (n=237; 0,19%). No municipio de Campina Grande (PB), foram mais frequentes os acidentes classificados como leves (n=140; 70,7%) causados pelo genero Bothrops e apenas um paciente evoluiu para obito (LEMOS et al., 2009). Outros estudos convergem com estes resultados (CARMO et al., 2016; LEITE et al., 2013). Ja em outra publicacao, casos moderados ou graves prevaleceram (PINHO; OLIVEIRA; FALEIROS, 2004) de modo a divergir com os dados encontrados no presente estudo.

CONCLUSAO

O alto indice de ataques por estes animais ocorre devido a causas antropicas, ou seja, proporcionado pelo proprio homem. Isto e decorrente da migracao destes agentes causadores para area comerciais e residenciais devido ao desmatamento e ocupacao de seus habitats naturais. Neste estudo, a prevalencia de notificacoes tende a aumentar com o passar dos anos culminando no primeiro trimestre do ano, tendo em vista o periodo de inicio das chuvas e do calor com ambiente favoravel ao seu desenvolvimento.

Portanto, neste estudo e possivel inferir, conforme os achados do estudo, que os adultos jovens do sexo masculino apresentam maior vulnerabilidade aos acidentes por animais peconhentos, menor predisposicao ao desenvolvimento sintomatico e maior probabilidade de cura quando atendidos em tempo habil. O escorpiao apresenta-se como o principal causador destes acidentes.

http://dx.doi.org/10.12957/sustinere.2017.29816

REFERENCIAS

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Patrick Leonardo Nogueira da Silva

Professor da Escola Tecnica de Saude da Universidade Estadual de Montes Claros--UNIMONTES

Enfermeiro especialista em Saude da Familia e Enfermagem do Trabalho

Mestrando em Saude, Sociedade e Ambiente pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri--UFVJM

[mail] patrick mocesp70@hotmail.com

Amanda de Andrade Costa

Professora e Mestranda em Ciencias da Saude da Universidade Estadual de Montes Claros--UNIMONTES

Servidora publica da Superintendencia Regional de Saude de Montes Claros--SRSMoc

Enfermeira especialista em Politicas Publicas e Gestao de Saude

Renata Fiuza Damasceno

Professora Mestre em Ciencias da Saude da Universidade Estadual de Montes Claros--UNIMONTES

Servidora publica da Superintendencia Regional de Saude de Montes Claros--SRSMoc

Enfermeira especialista em Politicas Publicas e Gestao de Saude

Ana Izabel de Oliveira Neta

Enfermeira especialista em Saude Coletiva

Professora do curso de graduacao em Enfermagem das Faculdades Santo Agostinho--FASA

Isabelle Ramalho Ferreira

Academica do curso de Odontologia pela Universidade Estadual de Montes Claros--UNIMONTES

Adelia Dayane Guimaraes Fonseca

Mestre e Doutoranda em Ciencias da Saude pela Universidade Estadual de Montes Claros--UNIMONTES

Professora do curso de graduacao em Enfermagem das Faculdades Santo Agostinho--FASA

Recebido em 31 de julho de 2017 Aceito em 28 de setembro de 2017
Quadro 1--Relacao das especies de animais peconhentos de
importancia na saude publica distribuidos por regioes e
Estados brasileiros.

Regioes      Estados       Especies de
                             animais
                            peconhentos

                         Escorpionideos

Norte      Acre          Tityus paraensis

           Amapa         Tityus paraensis

           Amazonas      Tityus paraensis
                         Tityus cambridgei
                         Tityus metuendus


           Para          Tityus paraensis

           Rondonia      Tityus paraensis

           Roraima       Tityus paraensis

Nordeste   Tocantins     Tityus paraensis

           Alagoas       Tityus stigmurus

           Bahia         Tityus serrulatus
                         Tityus bahiensis
                         Tityus stigmurus

           Ceara         Tityus serrulatus
                         Tityus stigmurus

           Maranhao      Tityus stigmurus

           Paraiba       Tityus stigmurus

           Pernambuco    Tityus serrulatus
                         Tityus stigmurus

           Piaui         Tityus serrulatus
                         Tityus stigmurus

           Rio Grande    Tityus serrulatus
           do Norte      Tityus stigmurus

           Sergipe       Tityus serrulatus
                         Tityus stigmurus

Centro-    Distrito      Tityus serrulatus
Oeste      Federal

           Goias         Tityus serrulatus
                         Tityus bahiensis

           Mato Grosso   Tityus bahiensis

           Mato Grosso   Tityus serrulatus
           do Sul        Tityus bahiensis

Sudeste    Espirito      Tityus serrulatus
           Santo         Tityus bahiensis

           Minas         Tityus serrulatus
           Gerais        Tityus bahiensis
                         Tityus costatus

           Rio de        Tityus serrulatus
           Janeiro       Tityus bahiensis

           Sao Paulo     Tityus serrulatus
                         Tityus bahiensis

Sul        Parana        Tityus serrulatus
                         Tityus bahiensis

           Rio Grande    Tityus bahiensis
           do Sul        Tityus costatus

           Santa         Tityus serrulatus
           Catarina      Tityus bahiensis

Regioes      Estados         Especies de animais
                                 peconhentos

                         Ofidios

Norte      Acre          Bothrocophias hyoprora
                         Bothrops atrox
                         Bothrops bilineatus

           Amapa         Bothrops atrox
                         Bothrops bilineatus
                         Crotalus durissus
                         Leptomicrurus collaris

           Amazonas      Bothrocophias hyoprora
                         Bothrops atrox
                         Bothrops bilineatus
                         Bothrops brazili
                         Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Leptomicrurus collaris

           Para          Bothrocophias hyoprora
                         Bothrops atrox
                         Bothrops brazili
                         Crotalus durissus

           Rondonia      Bothrocophias hyoprora
                         Bothrocophias microphthalmus
                         Bothrops bilineatus
                         Bothrops brazili
                         Crotalus durissus

           Roraima       Bothrops atrox
                         Bothrops bilineatus
                         Crotalus durissus
                         Leptomicrurus collaris

Nordeste   Tocantins     Bothrops atrox
                         Crotalus durissus

           Alagoas       Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Micrurus ibiboboca

           Bahia         Bothrops bilineatus
                         Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Micrurus brasiliensis
                         Micrurus ibiboboca

           Ceara         Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Micrurus ibiboboca

           Maranhao      Bothrops atrox
                         Crotalus durissus
                         Micrurus ibiboboca

           Paraiba       Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Micrurus ibiboboca
                         Micrurus potyguara

           Pernambuco    Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Micrurus ibiboboca
                         Micrurus potyguara

           Piaui         Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Micrurus ibiboboca

           Rio Grande    Crotalus durissus
           do Norte      Lachesis muta
                         Micrurus ibiboboca
                         Micrurus potyguara

           Sergipe       Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Micrurus ibiboboca

Centro-    Distrito      Crotalus durissus
Oeste      Federal

           Goias         Bothrops alternatus
                         Crotalus durissus
                         Lachesis muta
                         Micrurus brasiliensis

           Mato Grosso   Bothrops atrox
                         Bothrops bilineatus
                         Bothrops brazili
                         Crotalus durissus

           Mato Grosso   Bothrops alternatus
           do Sul        Crotalus durissus
                         Lachesis muta

Sudeste    Espirito      Bothrops bilineatus
           Santo         Crotalus durissus
                         Lachesis muta

           Minas         Bothrops alternatus
           Gerais        Crotalus durissus
                         Lachesis muta

           Rio de        Crotalus durissus
           Janeiro       Lachesis muta

           Sao Paulo     Bothrops alcatraz
                         Bothrops alternatus
                         Crotalus durissus
                         Lachesis muta

Sul        Parana        Bothrops alternatus
                         Crotalus durissus
                         Lachesis muta

           Rio Grande    Bothrops alternatus
           do Sul        Crotalus durissus
                         Lachesis muta

           Santa         Bothrops alternatus
           Catarina      Crotalus durissus
                         Lachesis muta

Regioes      Estados        Especies de animais
                                peconhentos

                         Aracnideos

Norte      Acre          Loxosceles amazonica

           Amapa         Loxosceles amazonica

           Amazonas      Loxosceles amazonica

           Para          Loxosceles similis
                         Loxosceles amazonica

           Rondonia      Loxosceles amazonica

           Roraima       Loxosceles amazonica

Nordeste   Tocantins     Loxosceles amazonica

           Alagoas       Loxosceles amazonica
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Bahia         Loxosceles amazonica
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Ceara         Loxosceles amazonica
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Maranhao      Loxosceles amazonica

           Paraiba       Loxosceles amazonica
                         Loxosceles laeta
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Pernambuco    Loxosceles amazonica
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Piaui         Loxosceles amazonica
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Rio Grande    Loxosceles amazonica
           do Norte      Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi
                         Latrodectus curacaviensis

           Sergipe       Loxosceles amazonica
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

Centro-    Distrito
Oeste      Federal

           Goias         Loxosceles intermedia
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Mato Grosso

           Mato Grosso   Loxosceles similis
           do Sul        Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

Sudeste    Espirito      Loxosceles intermedia
           Santo         Loxosceles laeta
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Minas         Loxosceles similis
           Gerais        Loxosceles gaucho
                         Loxosceles intermedia
                         Loxosceles laeta
                         Loxosceles hirsuta
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Rio de        Loxosceles intermedia
           Janeiro       Loxosceles laeta
                         Loxosceles adelaida
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi
                         Latrodectus curacaviensis

           Sao Paulo     Loxosceles similis
                         Loxosceles gaucho
                         Loxosceles intermedia
                         Loxosceles laeta
                         Loxosceles adelaida
                         Loxosceles hirsuta
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

Sul        Parana        Loxosceles gaucho
                         Loxosceles intermedia
                         Loxosceles laeta
                         Loxosceles hirsuta
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Rio Grande    Loxosceles gaucho
           do Sul        Loxosceles intermedia
                         Loxosceles laeta
                         Loxosceles hirsuta
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

           Santa         Loxosceles gaucho
           Catarina      Loxosceles intermedia
                         Loxosceles laeta
                         Phoneutria bahiensis
                         Phoneutria keyserlingi

Fonte: Autoria propria, 2017.

Tabela 1--Periodo de acometimento dos acidentes por animais
peconhentos no Estado de Minas Gerais (2010-2015), n=146.508.

VARIAVEIS     n       %

Anos
2015        19.355   13,2
2014        29.868   20,4
2013        29.348   20,0
2012        25.456   17,4
2011        22.465   15,3
2010        20.016   13,7

Meses
Janeiro     15.175   10,3
Fevereiro   13.601   9,3
Marco       14.431   9,8
Abril       13.199   9,0
Maio        12.129   8,3
Junho       10.931   7,5
Julho       11.391   7,8
Agosto      10.742   7,3
Setembro    9.804    6,7
Outubro     10.734   7,3
Novembro    11.729   8,0
            12.642   8,7

Tabela 2--Perfil socioeconomico e clinico das vitimas de acidentes
por animais peconhentos notificados no Estado de Minas Gerais
(2010-2015), n=146.508.

VARIAVEIS                       n       %

Sexo
Ignorado/Branco                16      0,1
Masculino                    83.586    57,0
Feminino                     62.906    42,9

Faixa etaria (anos)
Ignorado/Branco                29      0,1
< 1                           2.147    1,4
1-4                           6.557    4,5
5-9                           8.999    6,1
10-14                        10.325    7,0
15-19                        12.256    8,4
20-39                        46.470    31,7
40-59                        38.930    26,6
60-64                         6.904    4,7
65-69                         5.148    3,5
70-79                         6.454    4,4
a 80                          2.289    1,6

Escolaridade
Ignorado/Branco              134.344   91,7
Nenhuma                      12.164    8,3

Cor/Raca

Ignorado/Branco              21.158    14,4
Branco                       48.666    33,1
Preto                        12.040    8,2
Amarelo                       1.590    1,0
Pardo                        62.537    42,7
Indigena                       517     0,6

Gestante
Ignorado/Branco               9.490    6,7
1 trimestre                    307     0,2
2 trimestre                    441     0,3
3 trimestre                    313     0,2
Idade gestacional ignorada     260     0,1
Nao                          34.237    23,3
Nao se aplica                101.460   69,2

Fonte: DATASUS, 2017.

Tabela 3--Aspectos clinicos dos acidentes por animais peconhentos
ocorridos no Estado de Minas Gerais (2010-2015), n=146.508.

Variaveis                                            n       %

Causador do acidente
Ignorado/Branco                                    2.173    1,5
Escorpiao                                         88.602    60,5
Serpente                                          19.272    13,1
Aranha                                            15.993    10,9
Abelha                                             9.044    6,2
Lagarta                                            4.698    3,2
Outros                                             6.726    4,6

Causado por serpente
Ignorado/Branco                                   129.335   88,3
Botropico                                         13.264    9,1
Crotalico                                          3.110    2,1
Micrurus corallinus                                 116     0,09
Lachesis                                            19      0,01
Nao peconhenta                                      664     0,4

Causado por aranha
Ignorado/Branco                                   136.676   93,4
Aranha-Armadeira (Phoneutria nigriventer)          2.869    1,9
Aranha-Marrom (Loxosceles spp.)                    1.370    0,9
Aranhas-Pretas/Viuvas-Negras (Latrodectus spp.)     158     0,1
Outras especies                                    5.435    3,7

Tempo decorrido entre a picada e o
atendimento (horas)
Ignorado/Branco                                    8.088    5,5
0-1                                               71.543    48,8
3-Jan                                             42.581    29,0
6-Mar                                             11.898    8,1
12-Jun                                             4.217    2,8
24-Dec                                             3.685    2,5
Maior que 24                                       4.506    3,3

Classificacao final
Ignorado/Branco                                    4.123    2,8
Leve                                              117.206   80,0
Moderado                                          21.337    14,6
Grave                                              3.842    2,6

Evolucao do caso
Ignorado/Branco                                    5.774    3,9
Cura                                              140.471   95,9
Obito                                               237     0,19
Obito por outras causas                             26      0,01

Fonte: DATASUS, 2017.
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Author:da Silva, Patrick Leonardo Nogueira; Costa, Amanda de Andrade; Damasceno, Renata Fiuza; Neta, Ana Iz
Publication:Sustinere - Revista de Saude e Educacao
Date:Jul 1, 2017
Words:4888
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