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Eficacia do eugenol extraido da planta Eugenia aromatica como anestesico para realizacao de biometrias em adultos de tilapia do Nilo (Oreochromis niloticus).

Efficacy of eugenol extracted from the plant Eugenia aromatica as an anesthetic for the biometry procedures in Nile tilapia (Oreochromis niloticus) adults.

Introducao

Praticas intensas de manejo, como o transporte, adensamento, mudancas na qualidade da agua, temperatura e salinidade favorecem uma serie de fatores estressantes aos peixes (VIDAL et al., 2008). Os anestesicos surgiram como uma ferramenta importante na aquicultura, pois tanto reduzem a mortalidade (FACANHA; GOMES, 2005), como o estresse causado pelo manejo (PALIC et al., 2006).

Anestesicos sinteticos ja sao bastante conhecidos e utilizados nas pisciculturas, entretanto estas substancias quimicas sao toxicas e onerosas (ROUBACH et al., 2001). Desta forma, justifica-se a necessidade de se buscar alternativas seguras para procedimentos de anestesia em peixes, o que servira como subsidio para as autoridades responsaveis, pois no Brasil, ainda nao ha este tipo de regulamentacao.

Pesquisas que utilizam anestesicos naturais vem aumentando consideravelmente nos ultimos anos. Goncalves et al. (2008) utilizaram o mentol para anestesiar pacu (Piaractus mesopotamicus), este mesmo anestesico foi utilizado em tambaqui (Colossoma macropomum) por Facanha e Gomes (2005). O oleo de cravo ja e bem mais difundido, contendo diversos trabalhos na literatura (COOKE et al., 2004; FRISCH et al., 2007; GUENETTE et al., 2007; WEBER et al., 2009).

O uso do oleo de cravo como anestesico e fato recente no setor aquicola, sendo considerado um metodo eficaz para eutanasia em peixes (RIBAS et al., 2007) . Pode ser obtido pela destilacao do extrato de partes de planta (folhas, caules e raizes) da arvore Eugenia caryophyllata e Eugenia aromatica (CUNHA; ROSA, 2006), sendo o eugenol seu principal produto. Este oleo possui caracteristicas que o classifica como um anestesico seguro, a exemplo, baixo custo, boa margem de seguranca para os peixes (PARK et al., 2008) e falta de toxicidade para seres humanos (IVERSEN et al., 2003; KEENE et al., 1998). Alem dessas vantagens, o oleo de cravo e rapidamente metabolizado e excretado (WAGNER et al., 2002).

Diferentes anestesicos exigem concentracoes distintas para atingir o estagio de anestesia desejado (ROUBACH; GOMES, 2001). Alem disso, animais da mesma especie, porem de tamanho diferente, tambem exigirao tempos distintos para alcancarem determinado estagio de anestesia. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes concentracoes de eugenol em adultos de tilapia e determinar a concentracao ideal para a realizacao de uma biometria.

Material e metodos

Foram utilizados 72 especimes com comprimento medio total de 32,7 [+ o -] 3,0 cm, pesando em media 557,0 [+ o -] 160 g, de tilapia do Nilo (Oreochromis niloticus), variedade Chitralada, pertencentes ao plantel do Centro de Pesquisas em Aquicultura Rodolpho von Ihering -- CPA/DNOCS, localizado em Pentecoste, Estado do Ceara. Os peixes foram aclimatados em tanques de alvenaria e alimentados ad libitum duas vezes ao dia com racao comercial (28% PB). A alimentacao foi cessada 24h antes procedimento experimental.

O eugenol (Sigma[R]) foi diluido em alcool PA, resultando em uma solucao estoque 1000 mg [mL.sup.-1]. Para a inducao anestesica, foi utilizado um aquario com volume util de 250 L, sendo utilizado 100 L de agua.

Foram realizados seis tratamentos com concentracoes de 30, 60, 120, 180, 240 e 300 mg [L.sup.-1], visando determinar a influencia das diferentes concentracoes de eugenol, na inducao anestesica e na posterior recuperacao. Para cada concentracao testada, foram imersos individualmente, 12 peixes. Durante a exposicao de 10 min., foram observados os diferentes estagios de anestesia conforme os criterios propostos por Ross e Ross (2008). A descricao de cada estagio encontra-se na Tabela 1.

O tempo necessario para atingir cada estagio foi aferido com auxilio de um cronometro digital. Depois de anestesiados, os peixes foram removidos da solucao anestesica e transferidos para as caixas circulares de fibra (310 L), com renovacao constante de agua (150 L [h.sup.-1]), para monitoramento da recuperacao. O peixe foi considerado recuperado ao retorno de seu equilibrio normal e com sua natacao ativa, sendo o tempo necessario para a recuperacao novamente aferido. Apos o experimento, todos os individuos foram monitorados por 24h para observar a taxa de sobrevivencia.

Para avaliar o efeito das concentracoes de anestesico sobre o batimento opercular dos peixes, ao atingir estagio IV (anestesia profunda), foi registrada a frequencia de batimento opercular durante o minuto seguinte.

Os dados foram analisados por meio da Analise de Variancia (Fator Unico -- ANOVA) e quando encontradas diferencas significativas entre as medias foi aplicado o teste de Tukey. Todas as analises foram realizadas utilizando o programa BIOESTAT versao 5.0 em nivel de significancia de 5%.

Resultados e discussao

Nao foi registrada mortalidade durante todo o procedimento experimental. Os dados referentes ao tempo de inducao anestesica e de recuperacao dos adultos de tilapia expostos a diferentes concentracoes de eugenol encontram-se na Tabela 2.

Segundo Park et al. (2009a), a concentracao otima de anestesico deve minimizar os impactos negativos do manejo, reduzir o estresse nos peixes, produzir anestesia em periodo menor ou igual a 3 min. e permitir uma recuperacao num prazo maximo de 10 min. Para um procedimento de manejo, o estagio mais adequado e o de anestesia profunda, pois neste estagio o peixe fica completamente imovel pela a perda do tonus muscular e do equilibrio. Seguindo as recomendacoes dos autores citados, a concentracao ideal de eugenol, encontrada no presente trabalho, para procedimentos de biometria para adultos de tilapia do Nilo foi de 120 mg [L.sup.-1].

Peixes expostos durante 10 min. a concentracao de 30 mg [L.sup.-1], atingiram somente o estagio de narcose. Para os demais tratamentos, todos os estagios de anestesia foram alcancados. Foi observado que os peixes somente necessitavam de recuperacao apos atingirem o estagio de anestesia profunda. Individuos anestesiados ate o estagio de narcose voltavam a nadar ativamente e mantinham seu equilibrio imediatamente apos a imersao no aquario de recuperacao que continha agua sem solucao anestesica.

A concentracao de 60 mg [L.sup.-1] foi o tratamento que necessitou de maior tempo para atingir o estagio desejado de anestesia profunda (206,3 segundos), contudo nao houve diferenca significativa (p > 0,05) em relacao a concentracao de 120 mg [L.sup.-1]. Usando esta mesma dosagem de eugenol, Hisano et al. (2008) anestesiaram juvenis de dourado, Salminus brasiliensis, em 88 segundos. Enquanto que a concentracao de 300 mg [L.sup.-1] foi o tratamento que atingiu este estagio mais rapidamente (77,8 segundos), nao havendo diferenca significativa (p > 0,05) com a concentracao de 240 mg [L.sup.-1]. Resultado semelhante (67,5 segundos) foi encontrado por Park et al (2008), quando anestesiaram garoupas (105,3 [+ o -] 11,43 g; 16,1 [+ o -] 1,48 cm), Epinephelus bruneus, com 300 mg [L.sup.-1] de eugenol.

Os peixes submetidos as menores concentracoes levaram mais tempo para atingir os estagios anestesicos. Este comportamento tambem foi avaliado por Cunha e Rosa (2006) anestesiando sete diferentes especies de peixes marinhos utilizando eugenol. Walsh e Pease (2002) corroboram esta afirmativa em seus estudos quando anestesiaram enguias, Anguilla reinhardtii, utilizando o mesmo anestesico.

Quanto ao tempo de recuperacao, apenas a concentracao de 300 mg [L.sup.-1] (652,5 segundos) ultrapassou o tempo recomendado de 10 min., entretanto esta concentracao nao diferiu estatisticamente (p > 0,05) da concentracao de 180 mg [L.sup.-1]. O menor tempo de recuperacao foi verificado para 240 mg [L.sup.-1] (357,1 segundos), no entanto, este tratamento nao teve diferenca estatistica (p > 0,05) com as concentracoes de 60 e 120 mg [L.sup.-1].

Park et al. (2009a), avaliando o efeito do oleo de cravo em rock bream (139,5 [+ o -] 39,24 g; 14,8 [+ o -] 1,66 cm), Oplegnathusfasciatus, observaram diferenca estatistica para o tempo de recuperacao nas concentracoes de 50, 75, 100, 125 e 150 mg [L.sup.-1], ocorrendo diferenca entre todas as concentracoes testadas.

Em relacao aos batimentos operculares, nao foi possivel realizar a contagem no tratamento de 30 mg [L.sup.-1], pois os individuos nao atingiram o estagio alvo para a realizacao da contagem (anestesia profunda). Os dados referentes a frequencia dos batimentos operculares dos adultos de tilapia do Nilo expostos a diferentes concentracoes de eugenol encontram-se na Figura 1.

[FIGURA 1 OMITIR]

O maior numero de batimentos operculares (53,4 batimentos [min..sup.-1]) foi verificado para 60 mg [L.sup.-1], nao diferindo estatisticamente (p > 0,05) com 120 mg [L.sup.-1] (49,8 batimentos [min..sup.-1]) e 180 mg [L.sup.-1] (50,3 batimentos [min..sup.-1]). O tratamento de 300 mg [L.sup.-1] obteve o menor numero de batimentos operculares (44,9 batimentos [min..sup.-1]), nao diferindo com 240 mg [L.sup.-1] (49 batimentos minuto-1) e diferindo das demais concentracoes (p < 0,05).

Neste sentido, Park et al. (2009b) avaliaram a taxa de ventilacao da solha do inverno (Pleuronectes americanus) com peso medio de 16,3 [+ o -] 0,2 g. Os autores tambem observaram os movimentos operculares ao simular o transporte dos animais durante 5h expostos ao anestesico lindocaina hidrocloridrico. Os resultados indicaram que a partir de 4h de transporte nao houve diferenca significativa (p > 0,05) na frequencia de batimentos operculares entre as concentracoes testadas: 5, 10 e 15 mg [L.sup.-1].

Mylonas et al. (2005) avaliaram os batimentos operculares de juvenis de European sea bass (Dicentrarchus labrax) e gilthead sea bream (Sparus aurata), submetidos a exposicao de oleo de cravo (25 e 40 mg [L.sup.-1]) e de 2-fenoxietanol (350 e 400 mg [L.sup.-1]) em duas temperaturas diferentes (15 e 25[degrees]C), e concluiram que a frequencia de batimentos operculares foi semelhante em ambas as especies antes da exposicao aos anestesicos, e que a frequencia de batimentos operculares diminuiam com o aumento da concentracao. Estes relatos corroboram os resultados registrados neste trabalho.

Conclusao

O eugenol e um eficiente anestesico para adultos de tilapia do Nilo, sendo a concentracao de 120 mg [L.sup.-1] considerada ideal para realizacao de uma biometria, de acordo com os criterios adotados. Elevadas dosagens de anestesico produzem efeito no batimento opercular dos peixes, sendo este inversamente proporcional a concentracao de eugenol.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v32i4.9973

Agradecimentos

Os autores, sinceramente, agradecem a Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior -- Capes e a Fundacao Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico -- Funcap, pelo apoio financeiro concedido durante a pesquisa e ao Centro de Pesquisa em Aquicultura do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), Pentecoste, Estado do Ceara, pelo apoio logistico.

Received on April 14, 2010.

Accepted on September 1, 2010.

Referencias

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Antonio Glaydson Lima Moreira *, Erivania Gomes Teixeira, Carlos Riedel Porto Carreiro e Ricardo Lafaiete Moreira

Departamento de Engenharia de Pesca, Universidade Federal do Ceara, Av. Mister Hull, s/n, 60356-000, Fortaleza, Ceara, Brasil. * Autorpara correspondencia. E-mail: glaydson_ufc@hotmail.com
Tabela 1. Estagios de anestesia em peixes.*

Estagio   Descricao             Resposta comportamental em peixes

0         Normal                Reativos a estimulos externos;
                                batimentos operculares normais; reacao
                                muscular normal.

I         Sedacao leve          Reativos a estimulos externos;
                                movimentos reduzidos, batimentos
                                operculares mais lentos; equilibrio
                                normal.

II        Sedacao profunda      Perda total da reatividade aos estimulos
                                externos, exceto forte pressao; leve
                                queda do movimento opercular; equilibrio
                                normal.

III       Narcose               Perda parcial do tonus muscular; natacao
                                erratica, aumento dos movimentos
                                operculares; reativos apenas a forte
                                estimulo tatil ou vibracao.

IV        Anestesia profunda    Perda total de tonus muscular; perda
                                total de equilibrio; batimento opercular
                                lento, porem regular.

V         Anestesia cirurgica   Ausencia total de reacao, mesmo a forte
                                estimulo; movimentos operculares lentos
                                e irregulares; batimentos cardiacos
                                lentos; perda total de todos os reflexo.

VI        Colapso medular       Parada da ventilacao; parada cardiaca;
                                morte eventual.

* Modificado de Ross e Ross (2008).

Tabela 2. Eventos comportamentais (em segundos) de adultos
de tilapia do Nilo expostos a diferentes concentracoes de
eugenol. Medias seguidas pela mesma letra em coluna nao
diferem entre si pelo teste de Tukey (p > 0,05).

              Evento comportamental (segundos)

Dose
(mg
[L.sup.-1])   Estagio I                 Estagio II

30            60,8 [+ or -] 5,9 (a)     174,2 [+ or -] 16,7 (a)
60            37,4 [+ or -] 2,0 (b)     75,9 [+ or -] 3,6 (b)
120           29,8 [+ or -] 2,3 (b,c)   60,6 [+ or -] 4,7 (b,c)
180           29,9 [+ or -] 1,7 (b,c)   57,1 [+ or -] 1,8 (b,c)
240           24,4 [+ or -] 0,7 (c)     45,8 [+ or -] 1,7 (b,c)
300           23,6 [+ or -] 2,0 (c)     38,1 [+ or -] 2,6 (c)

              Evento comportamental (segundos)

Dose
(mg
[L.sup.-1])   Estagio III               Estagio IV

30            339,7 [+ or -] 25,7 (a)   *
60            115,6 [+ or -] 5,2 (b)    206,3 [+ or -] 15,5 (a)
120           102,6 [+ or -] 5,6 (b,c)  186,2 [+ or -] 20,9 (a) (b)
180           86,8 [+ or -] 2,4 (b,c,d) 147,2 [+ or -] 11,2 (b,c)
240           74,6 [+ or -] 2,7 (c,d)   97,3 [+ or -] 5,2 (c),d
300           53,8 [+ or -] 2,5 (d)     77,8 [+ or -] 4,2 (d)

              Evento comportamental (segundos)

Dose
(mg
[L.sup.-1])   Estagio V                 Recuperacao

30            *                         *
60            421,2 [+ or -] 26,4 (a)   360,8 [+ or -] 24,5 (b,c)
120           356,2 [+ or -] 33,4 (a,b) 393,2 [+ or -] 31,0 (b,c)
180           302,5 [+ or -] 28,1 (b)   519,8 [+ or -] 48,3 (a,b)
240           163,0 [+ or -] 9,5 (c)    357,1 [+ or -] 23,6 (c)
300           129,9 [+ or -] 8,4 (c)    652,5 [+ or -] 61,0 (a)

* Estagio nao alcancado.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Lima Moreira, Antonio Glaydson; Gomes Teixeira, Erivania; Porto Carreiro, Carlos Riedel; Lafaiete Mo
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2010
Words:3279
Previous Article:Caracteristicas e rendimentos de carcaca e de cortes em ovinos Santa Ines, alimentados com diferentes concentracoes de energia metabolizavel.
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