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Effects of a diet hipoglicidica associated with a program of exercises of strength and endurance in women practitioners of physical exercises regularly/Efeitos de uma dieta hipoglicidica associados a um programa de exercicios de forca e endurance em mulheres praticantes de exercicios fisicos regulares.

INTRODUCAO

A modernizacao da sociedade contemporanea direcionou a populacao mundial a novos habitos alimentares e a diminuicao de atividade fisica, consumimos alimentos mais caloricos e para realizacao de nossas atividades diarias gastamos menos energia. Esse quadro, cronicamente vem resultando no crescimento de uma populacao sedentaria, obesa e doente.

Segundo a Organizacao mundial da saude, a alimentacao desequilibrada e o sedentarismo constituem os fatores mais frequentes apontados como determinantes do subito aumento dos casos de obesidade, que e uma doenca cronica que se caracteriza pelo acumulo excessivo de gordura em tal nivel que passa a comprometer a saude do individuo, estando associada a riscos para o acometimento de doencas cardiacas, aterosclerose, hipertensao arterial, hiperlipidemias, diabetes, osteoartrites, patologias biliares e varios tipos de cancer (Monteiro e Colaboradores, 2004).

Em busca de melhoria da qualidade de vida, de saude e de adequacoes aos padroes de estetica atuais, aos quais almejam corpos fortes e definidos, grande parte desta populacao mundial vem se submetendo a dietas milagrosas, que prometem emagrecimento, diminuicao de peso corporal e medidas, aumento de massa muscular, reducao do colesterol e dos triglicerideos, algumas ate estimam em quanto tempo e quantos quilogramas ou centimetros o individuo ira perder.

Sao inumeras as dietas produzidas ate hoje e mesmo com a evolucao nas ultimas decadas, nos estudos relacionados a nutricao, fisiologia humana e do exercicio, algumas dietas com mais de trinta anos de existencia, ainda penduram em academias, clinicas, sites, sendo prescritas por profissionais da area da saude.

Para Maihara e colaboradores (2006), uma dieta adequada reduz o numero de doencas e cada vez mais a populacao vem se preocupando com a qualidade de alimentos consumidos e possiveis efeitos maleficos que possam afetar sua qualidade de vida.

A dieta de South Beach produzida pelo medico cardiologista Arthur Agatston, propoe a diminuicao no consumo de carboidratos e gorduras menos saudaveis, possui tres fases, a primeira fase tem duracao de 14 dias, onde e realizada uma restricao total de carboidratos e ingestao em quantidades normais de carnes, frango, peru, peixe e moluscos, grandes quantidades de hortalicas, ovos, queijos, nozes e azeite. Resultando em uma perda de 3 a 5 quilogramas de peso corporal, sendo esse provindo na maior parte da regiao abdominal; Na segunda fase, sao inseridos as frutas e um alimento de alto indice glicemico de sua escolha, assim como massa, arroz ou cereal. Nesta fase as pessoas perdem em media 400 a 900 gramas e tem duracao dependente da quantidade de peso que o individuo deseja perder; A terceira fase dura o resto da vida, com a restricao dos "maus carboidratos" (carboidratos industrializados) como paes, doces e guloseimas (Agatston, 2003).

Para o medico Arthur Agatston sua dieta e diferente da dieta do medico Robert C. Atkins, que elimina praticamente todos os carboidratos da dieta e permite a ingestao ilimitada de gorduras saturadas, o que podem aumentar os riscos de doencas cardiovasculares. Porem, ambos prometem resultados similares com suas dietas e criticam dietas hipolipidicas ou hipocaloricas, alegando nao serem eficientes no combate a obesidade e prevencao de doencas cardiovasculares.

Conforme lopes e Colaboradores (2004), a acumulacao excessiva de tecido adiposo, deriva de um aporte calorico excessivo e cronico de substratos energeticos presentes nos alimentos e bebidas (proteinas, hidratos de carbono, lipidios e alcool) em relacao ao gasto energetico (metabolismo basal, efeito termogenico e atividade fisica). Tendo tambem como fatores determinantes o estilo de vida, fatores sociologicos e as alteracoes metabolicas e neuro-endocrinas, como componentes hereditarios.

Os genes intervem na manutencao do peso e gordura corporal, atraves da sua participacao no controle de vias eferentes (leptina, nutrientes, sinais nervosos, entre outros), de mecanismos centrais (neurotransmissores hipotalamicos) e de vias aferentes (insulina, catecolaminas, sistema nervoso autonomo (SNA). Estimando que entre 40 a 70% da variacao no fenotipo associado a obesidade tem carater hereditario.

Individuos obesos apresentam uma tendencia a consumirem maior quantidade de alimentos de alta densidade energetica, principalmente com alto conteudo de lipidios, e relativamente menor quantidade de alimentos de baixa densidade energetica (alto conteudo de agua), e este conteudo de lipidios tem efeito na gordura corporal. (Westerterp e Colaboradores citado por Rosado e Monteiro, 2001).

Estudos recentes citados por Rosado e Monteiro (2001) relatam que dietas ricas em lipidios estao relacionadas ao desenvolvimento da obesidade por meio da promocao do baixo Quociente Respiratorio (RQ) da dieta e estimulacao do hiperconsumo de energia.

O quociente respiratorio esta relacionado a taxa metabolica basal e depende da mistura de substratos que estao sendo metabolizados, para carboidratos o quociente respiratorio e maior que o dos lipidios e proteinas. Flatt e Tremblay citado por Rosado e Monteiro (2001) relatam que o gasto energetico diario, individualmente e em dias consecutivos, observou-se que o uso de carboidratos como substrato, quando comparados aos lipidios, proporcionou um aumento de 9 a 12% no gasto energetico. O gasto de adenosina trifosfato (ATP) para o transporte, estocagem, reciclagem e ativacao dos lipidios, carboidratos e proteinas e de 10%, 25% e 45%, respectivamente.

Dietas ricas em lipidios e pobres em carboidratos utilizam cerca de 3% da energia consumida para sua oxidacao, enquanto dietas ricas em carboidratos e pobres em lipidios utilizam cerca de 23% (Bolton-Smith citado por Rosado e Monteiro, 2001).

Raben e Colaboradores citado por Rosado e Monteiro (2001) relataram que apos uma refeicao rica em lipidios ocorre um menor aumento das concentracoes de triacilglicerois plasmaticos, e uma maior supressao dos acidos graxos nao esterificados e oxidacao de lipidios, indicando depressao da lipolise e aumento dos estoques de lipidios corporais.

Tambem relataram que apos uma refeicao rica em carboidratos, a oxidacao pos-prandial dos mesmos aumentou 40% e a taxa de oxidacao de lipidios sofreu um decrescimo de 150% em individuos pos-obesos, comparados aos individuos magros.

O sobrepeso tem sido associado a um estilo de vida sedentario e a uma dieta rica em lipidios, sendo que esta parece permitir o superconsumo passivo de energia, devido a sua densidade energetica e possivelmente sua baixa acao na saciedade.

Dietas ricas em lipidios sao menos efetivas na supressao do consumo alimentar, quando comparadas as dietas ricas em carboidratos (Arch e colaboradores citado por Rosado e Monteiro, 2001), como os lipidios sao oxidados somente apos a oxidacao de carboidratos e proteinas, esta baixa prioridade na sua utilizacao tem sido associada a baixa saciedade, comparada aos outros macronutrientes (Daher e Colaboradores citado por Rosado e Monteiro, 2001).

Alguns lipidios estimulam a liberacao de colecistoquinina (hormonio da saciedade), por outro lado, a saciedade esta diretamente ligada ao metabolismo da glicose, carboidratos causam a elevacao da glicose sanguinea mais rapidamente, estando associados a altas concentracoes de insulina e leptina que indicam o termino da refeicao (Candido e Campos citado por Rosado e Monteiro, 2001).

A insulina e a leptina acarretam em aumento da utilizacao de glicose pelo tecido muscular e a descoberta da leptina trouxe consigo um interesse renovado sobre o estudo do controle homeostatico da energia. Sabe-se agora que o tecido adiposo branco e o maior sitio de producao da leptina. Uma vez na circulacao sanguinea a leptina se liga a receptores especificos no cerebro, modificando a expressao e a atividade de peptideos hipotalamicos que estimulam o apetite e sinaliza o estado nutricional do organismo a outros sistemas fisiologicos, modulando a funcao de varias glandulas alvo, levando ao sistema nervoso central um sinal de saciedade que reflete na quantidade existente de energia em forma de gordura no organismo.

O jejum causa ativacao destes peptideos hipotalamicos, em particular o neuropeptideo Y (NPY), a interecao de leptina e NPY e responsavel pelo controle de peso corporal. A queda nos valores da leptina plasmatica durante o jejum seria vista como o sinal que informaria o cerebro da necessidade de ajustes neuro-hormonais de modo a garantir um metabolismo mais eficiente.

Pesquisadores ainda estudam os efeitos da leptina sobre a reducao do peso as custas da diminuicao exclusiva de tecido adiposo. Uma possibilidade e que a leptina promova a oxidacao de acidos graxos e triglicerideos possivelmente atraves de um efeito inibitorio sobre a atividade da acetil-CoA carboxilase, uma das enzimas reguladoras da sintese de acidos graxos. Sendo, assim consideramos que a maioria das pessoas obesas, nao sofrem de uma deficiencia de leptina, postula-se que o seu acumulo excessivo possa levar a uma regulacao para baixo dos receptores centrais, desta maneira torna-se necessario uma concentracao muito mais alta para os efeitos inibitorios de apetite. Outra possibilidade e que haja uma insuficiencia do transporte de leptina para dentro do cerebro (Negrao e Licinio, 2000).

Os acidos graxos estocados no tecido adiposo na forma de triacilglicerol representam a principal reserva energetica disponivel no homem, esse armazenamento e ilimitado e a mobilizacao dos acidos graxos depende da taxa de lipolise, da capacidade de transporte pelo plasma e reesterificacao desses pelos adipocitos, o metabolismo dos adipocitos e controlado por hormonios e pelo sistema nervoso. De um lado, a insulina inibe a lipolise e estimula a lipogenese e de outro, a mobilizacao dos acidos graxos e estimulada pela acao da adrenalina, noradrenalina, cortisol, e hormonio do crescimento GH.

Por esses motivos, e de acordo com a lei da conservacao de energia, todo excesso de energia proveniente da alimentacao, incluindo gorduras, carboidratos e proteinas, serao estocados (Curi e Colaboradores, 2003).

Porem, estudos relatam que a lipogenese resultada por dietas ricas em carboidratos e hiperinsulinemia ocorre no figado e pode resultar em acumulo de acidos graxos no tecido hepatico, mas ao contrario do que se acreditava a capacidade lipogenica do tecido adiposo nao e significante, e mais baixa em humanos do que alguns animais, isso nao esta relacionado a dieta e sim a baixa abundancia de enzimas especificas (Koo e Colaboradores, 2001; Schwarz e Colaboradores, 2003; Diraison e Colaboradores, 2003; Letexier e Colaboradores, 2003).

Varios estudos tem demonstrado conclusoes distintas, mas conforme Hands citado por Maihara (2006), uma dieta adequada reduz o numero de doencas e o crescente consumo de alimentos refinados, tambem tem levado a deficiencia de varios nutrientes, como vitaminas, fibras, e minerais. Sendo assim, todos nutrientes se tornam necessarios em suas proporcoes para uma dieta adequada.

Os carboidratos fornecem energia as celulas do corpo, particularmente ao cerebro, que e um orgao dependente desse nutriente e previnem a degradacao de proteinas. Lipidio e a maior fonte de energia para o corpo, componentes estruturais de celulas e hormonios e ajudam na absorcao de vitaminas lipossoluveis. Proteinas, maiores componentes estruturais de todas as celulas do corpo humano, importantes para a construcao e manutencao dos tecidos, formacao de enzimas, hormonios, anticorpos, na regulacao de processos metabolicos, alem de fornecer energia (Maihara e Colaboradores, 2006).

Portanto, cada um dos macro e micronutrientes exerce funcoes distintas e importantes no organismo, as restricoes de qualquer um desses nutrientes interferiram na homeostase do organismo, que cronicamente podera resultar em disturbios variados.

Viebig e Nacif (2006) relatam que as recomendacoes atuais para uma dieta saudavel, tanto para praticantes de atividade como para atletas, deve conter 50% a 60% de carboidratos, 10% a 15% de proteinas e 20% a 25% de lipidios, sendo que os lipidios nao devem ultrapassar 30% da energia total da dieta, com 10% de acidos graxos saturados, 10% polinsaturados e 10% monoinsaturados, para prevencao de enfermidades.

Para um programa de reducao de peso o American College of Sports Medice (2007), recomenda uma restricao dietetica moderada (500 a 1000 kcal/dia abaixo do gasto real total); A dieta deve ser compativel ao gosto e habito alimentar do individuo e de facil preparo; A ingestao de calorias nao deve ser inferior a 1200 kcal/dia (adultos normais); Inclusao de tecnicas de modificacao de comportamento para identificar e eliminar habitos que contribuem com a nutricao impropria; Exercicios dinamicos envolvendo grandes grupos musculares; A perda de gordura nao deve ultrapassar 1kg/semana; Gasto energetico por sessao de atividade fisica deve ser em torno de 300-500 kcal; 30 minutos de atividade fisica moderada 5 dias por semana ou 20 min de exercicios intenso 3 dias por semana, ou a combinacao de moderado e intenso numa media de 450 a 750 METs minuto por semana e a minima quantidade recomendada para conseguir beneficios para a saude acima dos esforcos leves do dia-a-dia. Esta atividade pode ser acumulada em sessoes maiores ou iguais a 10 minutos.

Metabolismo energetico e exercicios

Estudos citados por Curi e Colaboradores (2003), demonstram que o exercicio agudo promove liberacao intensa dos hormonios lipoliticos e aumenta a responsividade dos receptores [beta]-adrenergicos dos adipocitos as catecolaminas, aumentando a mobilizacao e a concentracao plasmatica de acidos graxos, que e o passo determinante para sua oxidacao nos musculos.

Porem, a oxidacao destes nos musculos esqueleticos depende da intensidade relativa do exercicio. Romijn e Colaboradores, citado por Curi e Colaboradores (2003), estudaram a mobilizacao e utilizacao de carboidratos e lipidios durante exercicios de diferentes intensidades (25%, 65%, e 85% do V[O.sub.2max].) em homens treinados.

A captacao de glicose pelos musculos e a glicogenolise intramuscular aumentaram proporcionalmente a intensidade do exercicio. A lipolise e a consequente liberacao de acidos graxos na circulacao foram mais elevadas durante exercicios de menor intensidade. Por outro lado, a lipolise do triacilglicerol intramuscular foi elevada com o aumento da intensidade do exercicio.

A capacidade do musculo esqueletico para oxidar acidos graxos apresenta relacao intima com a oferta e metabolizacao de glicose, que seja esta proveniente do plasma ou da degradacao do glicogenio muscular. Sendo assim, a oxidacao de acidos graxos, para ser maxima, requer a metabolizacao de glicose em taxas apropriadas. Situacoes de oferta muito elevada ou diminuida de glicose levam a reducao da oxidacao de acidos graxos por mecanismos distintos. Desta forma, as principais limitacoes para a maior utilizacao de acidos graxos no exercicio de intensidade moderada e de longa duracao sao a disponibilidade de glicogenio para o fornecimento de intermediarios do ciclo de Krebs e a mobilizacao de acidos graxos e do musculo esqueletico.

Segundo Curi e Colaboradores (2003), o piruvato gerado a partir de glicose e glicogenio e transportado para o interior da mitocondria. Nesta, o piruvato e convertido em oxalacetato via piruvato carboxilase e em acetil CoA via piruvato desidrogenase. O acetil CoA e tambem proveniente da [beta]-oxidacao de acidos graxos. O acetil CoA e o oxalacetato geram citrato pela citrato sintetase.

O citrato proveniente do ciclo de Krebs e parcialmente transportado para o citosol. O oxoglutarato e convertido em glutamato e este em glutamina. Assim, nesses dois mecanismos, ha perda continua de esqueletos de carbono do ciclo de Krebs.

Em consequencia, a geracao de oxalacetato e uma etapa importante para manter a atividade do ciclo. Mesmo havendo oferta de acidos graxos, o musculo esqueletico nao consegue oxidar o acetil CoA gerado na [beta]-oxidacao. Como consequencia, ocorre a reducao na producao de ATP, resultando na exaustao do ciclo de Krebs.

Portanto, a glicemia plasmatica e o glicogenio muscular sao fatores determinantes para o desempenho de exercicios fisicos em diferentes intensidades e os acidos graxos atuariam como principal fonte energetica de exercicios aerobios moderados e prolongados dependente da metabolizacao do glicogenio muscular para a manutencao do ciclo de Krebs.

Portanto, o objetivo deste trabalho foi verificar se a dieta hipoglicidicas de South Beach, associada a exercicios de forca e endurance surtem efeitos positivos ao emagrecimento, em mulheres praticantes de exercicios fisicos regularmente.

MATERIAIS E METODOS

Amostra

Participaram do presente estudo, cinco individuos do genero feminino (162,8 [+ or -] 4,2 cm; 60 [+ or -] 4,9 kg; 33,4 [+ or -] 14,3 anos), praticantes de exercicios fisicos em uma academia de Sao Paulo, com experiencia minina de seis meses em treinamento de forca e objetivo de reducao do percentual de gordura e peso corporal. A selecao da amostra foi realizada por meio de questionario, no qual era avaliado objetivo com a pratica de exercicios fisicos, disponibilidade para as sessoes de treinamento e recordatorio alimentar de 24 horas. Todas as participantes foram informadas detalhadamente sobre os procedimentos utilizados e concordaram em participar de maneira voluntaria do estudo, assinado um termo de consentimento informado e protecao da privacidade.

Protocolo

Os participantes receberam uma dieta hipoglicidica (1525,6 kcal; 21,4% de carboidratos; 41,3% de lipideos; 37,3% de proteinas) com base na proposta da dieta de South Beach e realizaram um programa de exercicios de forca e endurance por 14 dias. Foram realizadas quatro sessoes semanais, duas de forca e duas de endurance em dias alternados.

Treinamento de forca: um exercicio por grupamento muscular, com tres series de quinze repeticoes. (Supino maquina, pulley costas, elevacao lateral com dumbells, rosca simultanea com dumbells, triceps polia alta, leg press 45[degrees], cadeira flexora, cadeira adutora, cadeira abdutora, gluteo solo com caneleira, gemeos maquina e abdominal no solo).

Treinamento de endurance: quarenta minutos com frequencia cardiaca por volta de 70% da maxima, alternando treinos em esteira rolante e Transport da marca Life Fitness.

Determinacao da composicao corporal

Um dia antes do inicio do estudo todos participantes foram submetidos a uma avaliacao fisica para analise da composicao corporal (Peso, altura, IMC, circunferencia abdominal, % de gordura corporal e massa livre de gordura (Pollock 7 dobras) e, apos termino do estudo, o experimento foi repetido.

Determinacao das cargas absolutas

Um dia antes do inicio do estudo todos participantes foram submetidos a testes de repeticoes maximas no Leg press 45[degrees] e Supino maquina para determinacao da resistencia de forca. Os testes de repeticoes maximas foram realizados sem aquecimento e o numero de repeticoes realizadas foi multiplicado pela quantidade de carga utilizada, determinando a carga absoluta levantada. Sendo repetidos na segunda e quarta sessoes de treinamento de forca.

Determinacao da concentracao de glicose no sangue

Foi utilizado o monitor One Touch Ultra 2 da empresa Johnson & Johnson com suas respectivas tiras, seguindo as instrucoes de uso. A concentracao de glicose plasmatica (mg x [dL.sup.-1]) foi acessada em quatro momentos:

Coleta 1--imediatamente antes e ao final da 2a sessao de exercicio de forca;

Coleta 2--imediatamente antes e ao final da 2a sessao de exercicio de endurance;

Coleta 3--imediatamente antes e ao final da 4a sessao de exercicio de forca;

Coleta 4--imediatamente antes e ao final da 4a sessao de exercicio de endurance.

RESULTADOS

Os individuos participantes do estudo relataram sentir no periodo de intervencao, durante o decorrer do dia sono, dores de cabeca, fome, exaustao no periodo noturno e aumento das dores musculares tardias. Durante os treinos os individuos relataram maior dificuldade e fadiga.

DISCUSSAO

Na tabela 1 a dieta pre coleta apresentou valor energetico menor que a taxa metabolica basal (1298,4 [+ or -] 43,23) dos individuos em 105,2 Kcal, enquanto a de intervencao possui maior valor energetico em 227,2 Kcal. Considerando os valores preconizados pelas novas DRIs (proteinas 10 a 15%, carboidratos 50 a 60% e lipideos 20 a 25%), em media ambas as dietas apresentaram porcentagem elevada em proteina e lipideo, e baixa em carboidrato. Conforme as Tabelas 4, 5 e 6 o programa resultou em alteracoes na composicao corporal dos individuos envolvidos, reduzindo em 1,0kg do peso corporal, 0,3kg no peso de gordura, 0,7kg no peso livre de gordura, 0,4 no IMC e 2,0cm de circunferencia abdominal.

Resultados abaixo do preconizado pela dieta, que eram de diminuir o peso corporal em 3 a 5kg, o que de acordo com Agatston (2003) acontece normalmente pela pouca opcao de alimento prescrita na primeira fase da dieta, com isso os individuos acabam compensado com outros alimentos, beliscando alimentos restritos para esta fase.

Porem, a amostra foi proibida de ingerir alimentos restritos para esta fase, seguindo corretamente a prescricao da dieta.

Embora a dieta de intervencao possua maior quantidade de energia, os resultados apontaram maior reducao do peso livre de gordura do que o de no peso de gordura, o que de acordo com os estudos de referencia na pesquisa, ocorreu devido a baixa ingestao de carboidratos, resultante na degradacao de proteinas contrateis e diminuicao na resintese de glicogenio no musculo esqueletico, como o glicogenio e estocado com 3g de agua para cada grama do polimero (Curi e Colaboradores, 2003) o volume muscular tende a diminuir, uma vez que cada 500 gramas de musculo consome cerca de 35 a 50Kcal diarias (Flatt; Trembaly; Dunstan e Colaboradores citados por Silva e Colaboradores, 2007) a diminuicao da massa muscular resultara consequentemente na reducao da taxa metabolica basal.

O peso de gordura, por outro lado, resultou em menor perda devido a capacidade do musculo esqueletico para oxidar acidos graxos estar diminuida, pois apresenta relacao intima com a oferta e metabolizacao de glicose, quer seja esta proveniente do plasma ou da degradacao do glicogenio muscular. Assim, a oxidacao de acidos graxos, para ser maxima, requer a metabolizacao de glicose em taxas apropriadas. Situacoes de oferta muito elevada ou diminuida de glicose levam a reducao da oxidacao de acidos graxos por mecanismos distintos.

Desta forma a glicemia plasmatica e o glicogenio muscular sao fatores determinantes para o desempenho de exercicios fisicos em diferentes intensidades e os acidos graxos atuariam como a principal fonte energetica de exercicios aerobios moderados e prolongados dependente da metabolizacao do glicogenio muscular para a manutencao do ciclo de Krebs.

A tabela 7 demonstra que as coletas de concentracao de glicose no sangue tiveram em media uma conce-ntracao de glicose no sangue de 90 mg x [dL.sup.-1], nas sessoes de treinamento de forca a g-licemia obteve um declinio de 10,7 mg x [dL.sup.-1], enquanto nas sessoes de exercicios de endurance nao houve reducao.

Silva e Colaboradores (2007), relatam que a glicemia plasmatica nao sofre alteracoes significativas durante uma sessao de treinamento de forca. Isso pode ser devido ao fato do treinamento de forca ser um treino de curta duracao que utiliza as vias fosfagenicas (ATP-CP) e glicoliticas (latica), o que leva o musculo a utilizar apenas seu glicogenio muscular para demanda energetica. Dessa forma, nao ocorre a utilizacao da glicose plasmatica como fonte de energia. Porem, a dieta prescrita no estudo de Silva e Colaboradores (2007), foi composta de 70% de carboidratos do total da dieta, diferente da utilizada por este estudo que foi composta de 21,4%.

Nas tabelas 2 e 3, as cargas absolutas levantadas no leg press 45[degrees] na coleta 1, realizada pre intervencao, foram levantados em media 1988, 7kg; Na coleta 2, na segunda sessao de treinamento de forca, foram levantados 92,9kg a menos que na pre coleta; Na coleta 3, na quarta sessao de treinamento de forca foram levantados 52,1kg a menos que na pre coleta e 40,8kg a mais que na coleta 2. No supino maquina a coleta 1, realizada pre intervencao, foram levantados em media 643,9kg; Na coleta 2, na segunda sessao de treinamento de forca, foram levantados 129,7kg a mais que na pre coleta; Na coleta 3, na quarta sessao de treinamento de forca foram levantados 114,3kg a mais que na pre coleta e 15,4kg a menos que na coleta 2. Com base nos resultados das tabelas 2 e 3 nao foram evidenciados queda significativa na capacidade de resistencia muscular localizada nos exercicios de leg press e supino maquina.

CONCLUSAO

A analise dos resultados do presente estudo permitiu concluir que a dieta hipoglicidica associada a exercicios de forca e endurance nao foi positiva ao emagrecimento. Pois, durante a intervencao, as mulheres tiveram maior reducao no peso livre de gordura do que no de gordura, resultando em diminuicao da taxa metabolica basal e consequentemente em menor gasto calorico diario. Sendo assim, a substituicao do carboidrato na dieta nao e a melhor opcao para a prevencao e tratamento do acumulo excessivo de gordura corporal. Da mesma forma que a substituicao de qualquer macro ou micronutriente na dieta pode interferir negativamente no funcionamento do metabolismo.

Com isso, a melhor forma de se obter resultados favoraveis ao emagrecimento de forma saudavel e seguir as recomendacoes das DRI's e do ACSM, adotando um plano alimentar disciplinado com as proporcoes adequadas de todos os macros e micronutrientes e um programa de exercicios fisicos regular.

REFERENCIAS

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(2-) Atkins, R.C.; Linde, S. A dieta da Superenergia do Dr. Atkins. Sao Paulo. Linoart. 1976.

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(12-) Schwarz, J.M.; Linfoot, P.; Dare, Doris.; Aghajanian, K. Hepatic de novo Lipogenesis in Normoinsulinemic and Hyperinsulinemic Subjects Consuming High-fat, Low Carbohydrate and Low-fat, High-carbohydrate Isoenergetic Diets. American Journal Clinical Nutrition. Vol. 77. 2003. p. 43-50.

(13-) Silva, V.G.P.; Saar, M.A.S; Souza, I.M. Comportamento da Glicemia Plasmatica Durante uma Sessao de Treinamento de Forca. Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio. Sao Paulo. Vol. 1. Num. 2. 2007. p. 59-65.

Recebido para publicacao em 02/08/2008

Aceito em 18/08/2008

Humberto Carlos Rodrigues [1,3], Vanessa Dias Schmidt [2], Antonio Coppi Navarro [1]

[1-] Programa de Pos-Graduacao Lato-Sensu da Universidade Gama Filho--Fisiologia do Exercicio: Prescricao do Exercicio.

[2-] Curso de Nutricao--Centro Universitario Sao Camilo e Pos-Graduacao Lato-Sensu--Universidade Paulista de Medicina--Fisiologia do Exercicio.

[3-] Curso de Educacao Fisica--Universidade Sao Caetano do Sul e Pos-Graduacao Lato-Sensu--Universidade Gama Filho--Fisiologia do Exercicio: Prescricao do Exercicio

Endereco para correspondencia:

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Tabela 1--Medias dos valores de energia, proteina, lipideo e
carboidrato do recordatorio alimentar de 24h e da dieta de
intervencao hipoglicidica.

Quantidade de kcal e macronutrientes na dieta. Pre coleta e
durante intervencao, conforme recordatorio alimentar de 24 horas

                           Quantidade         Percentagem de
                             de Kcal          macronutrientes

                                                Carboidratos

Pre coleta (n = 5)    1193,2 [+ or -] 121,1   47,7 [+ or -] 8,9
Durante intervencao          1525,6                 21,4
  (n = 5)

                      Percentagem de macronutrientes

                          Lipideos            Proteinas

Pre coleta (n = 5)    32,2 [+ or -] 8,0   20,0 [+ or -] 1,4
Durante intervencao         41,3                37,3
  (n = 5)

n = numero de individuos, dados expressos em media [+ or -]
desvio padrao.

Tabela 2--Cargas absolutas levantadas no leg press 45[degrees] em
tres situacoes.

Determinacao de cargas absolutas levantadas no leg
press 45[degrees]. Coleta (1)--pre coleta; Coleta (2)--2a sessao de
musculacao; e Coleta (3)--4a sessao de musculacao

Coletas             1                        2
(n = 5)

Cargas    1988,7 [+ or -] 1054,5   1895,8 [+ or -] 548,2
(kg)

Coletas             3
(n = 5)

Cargas    1936,6 [+ or -] 694,6
(kg)

n = numero de individuos, dados expressos em media [+ or -] desvio
padrao.

Tabela 3--Cargas absolutas levantadas no supino maquina em tres
situacoes.

Determinacao de cargas absolutas levantadas no supino maquina.
Coleta (1)--pre coleta; Coleta (2)--2a sessao de musculacao;
e Coleta (3)--4a sessao de musculacao

Coletas (n = 5)         1                2                3

Cargas (kg)       643,9 [+ or -]   773,6 [+ or -]   758,2 [+ or -]
                      338,5            368,3            342,0

n = numero de individuos, dados expressos em media [+ or -]
desvio padrao.

Tabela 4--Comparacao dos valores medios do IMC e
circunferencia abdominal pre e pos coleta.

Indice de massa corporea (IMC) e circunferencia abdominal.
Coleta (1)--pre coleta; e Coleta (2)--pos intervencao

Coletas (n = 5)                     1

                         IMC           Circunferencia
                                       abdominal (cm)

Peso (kg)         22,7 [+ or -] 1,4   78,8 [+ or -] 2,8

Coletas (n = 5)                     2

                         IMC           Circunferencia
                                       abdominal (cm)

Peso (kg)         22,3 [+ or -] 1,4   76,8 [+ or -] 3,2

n = numero de individuos, dados expressos em media [+ or -]
desvio padrao.

Tabela 5--Comparacao dos valores medios do peso de gordura
pre e pos coleta.

Peso de gordura. Coleta (1)--pre coleta; e Coleta
(2)--pos intervencao

Coletas (n = 5)           1                   2

Peso (kg)         12,7 [+ or -] 1,5   12,4 [+ or -] 1,7

n = numero de individuos, dados expressos em media [+ or -]
desvio padrao.

Tabela 6--Comparacao dos valores medios do peso livre de
gordura pre e pos coleta.

Peso livre de gordura. Coleta (1)--pre coleta; e Coleta
(2)--pos intervencao

Coletas (n = 5)           1                   2

Peso (kg)         47,4 [+ or -] 3,8   46,7 [+ or -] 3,6

n = numero de individuos, dados expressos em media [+ or -]
desvio padrao.

Tabela 7--Concentracao de glicose no sangue durante a intervencao.

Concentracao de glicose no sangue. Coleta 1--imediatamente antes
e ao final da 2a sessao de exercicio de forca;
Coleta 2--imediatamente antes e ao final da 2a sessao de exercicio
de endurance; Coleta 3--imediatamente antes e ao final da 4a
sessao de exercicio de forca; e Coleta 4--imediatamente antes e
ao final da 4a sessao de exercicio de endurance

Coletas (n = 5)   1

                      antes          depois

                  (mg.[dL.sup.-1])

                  97,2 [+ or -]   91,6 [+ or -]
                      16,6             7,3

Coletas (n = 5)   2

                      antes          depois

                  (mg.[dL.sup.-1])

                  82,3 [+ or -]   91,0 [+ or -]
                      11,7             8,7

Coletas (n = 5)   3

                      antes          depois

                  (mg.[dL.sup.-1])

                  97,6 [+ or -]   81,8 [+ or -]
                      16,0             7,7

Coletas (n = 5)   4

                      antes          depois

                  (mg.[dL.sup.-1])

                  94,6 [+ or -]   85,6 [+ or -]
                      16,5             8,4

n = numero de individuos, dados expressos em
media [+ or -] desvio padrao.

No quadro abaixo estao expressas as recomendacoes e teorias
apresentadas por Agatston (2003) e Atkins (1976).

SOUTH BEACH (Agatston, 2003)      ATKINS (Atkins, 1976)

Fase 1--Perder de 3 a 5 kg,       Fase inicial 10gr de
com 3 refeicoes e 2 lanches       carboidratos por dia.
diarios e proibindo paes,
arroz, batata, massas, doces
e bebidas alcoolicas.

Fase 2--Perder de 400 a           A dieta com baixo teor de
900grs por semana.                carboidratos e muito superior
                                  a de baixo teor de calorias no
                                  controle da obesidade.

O desejo de comer                 Mais facil de ser seguida,
carboidratos desaparece           agradavel ao paladar, emagrece
depois de cortarmos o             mais rapidamente e e eficiente
seu consumo.                      e sem riscos.

Dietas ricas em carboidratos      E o carboidrato, e nao a
e pobres em lipideos              gordura, que as pessoas gordas
resultaram em pequena             nao podem combater com
reducao de peso e melhora         facilidade, ja que tambem tem
inicial modesta no colesterol     o problema da reacao muito
total, volta do colesterol        ativa da insulina.
aos niveis anteriores e
recuperacao do peso.
Diminuicao do colesterol
total, LDL e HDL, (necessario
ingestao de gorduras boas
para controle de HDL) e
aumento do triglicerideos.

Grande parte de nosso excesso     As proteinas e gorduras podem
de peso vem dos carboidratos      ser fatores de engorda, mas
que ingerimos, sobretudo dos      somente quando os carboidratos
carboidratos altamente            estao presentes. Para chegar a
processados, encontrados em       esse notavel estagio, os
doces, paes, salgadinhos, e       carboidratos precisam ser
outra guloseimas. O               quase completamente excluidos.
processamento industrial
moderno dos alimentos elimina
suas fibras, o que muda para
pior sua natureza e forma como
os metabolizamos.

A menor ingestao de
carboidratos processados
melhora a quimica do sangue,
resultando definitivamente na
diminuicao dos niveis de
triglicerideos e de
colesterol.
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Author:Rodrigues, Humberto Carlos; Schmidt, Vanessa Dias; Navarro, Antonio Coppi
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:May 1, 2008
Words:5396
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