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Effect of intervention nutritional and analysis of the corporal composition of the feminine team of volleyball of the club Sao Caetano do Sul of the participant of the super league season 2004/2005/Efeitos da intervencao nutricional e analise da composicao corporal da equipe de voleibol feminino do clube Sao Caetano do Sul/Sao Paulo participantes da superliga temporada 2004/2005.

INTRODUCAO

O Voleibol e um esporte coletivo caracterizado como um esporte de alta intensidade e curta duracao; intercalados com movimentos intensos e pausas que possibilitam uma recuperacao metabolica (Silva e colaboradores, 1999 citado por D'Angelo, 2004). Ou seja, alternando atividade aerobica com anaerobica e, por isso, a atleta que pratica esta modalidade necessita de flexibilidade, forca, resistencia aerobia, agilidade e condicionamento fisico (Almeida e Soares, 2003).

Sendo assim, a composicao corporal e influenciada pela nutricao, atividade fisica, doencas, faixa etaria, sexo e etnia. A determinacao da composicao corporal por meio da mensuracao de dobras cutaneas tem como fundamento cientifico, segundo Mcardle; Katch e Katch (2003), a relacao entre a gordura localizada nos depositos diretamente debaixo da pele.

Nas ultimas decadas, tem ocorrido uma evolucao nas areas de pesquisa da nutricao e performance, com contribuicoes significativas para os esportes de alto rendimento. Quanto ao aspecto nutricional, diversas pesquisas tem sido direcionadas com o intuito de buscar essas relacoes entre as manipulacoes de nutrientes basicos (carboidratos, proteinas, lipideos, vitaminas e sais minerais) na dieta de atletas que praticam esportes de rendimento.

A alimentacao e uma necessidade basica do ser humano, pois exerce influencia sobre saude, trabalho, diversao, lazer, longevidade, praticantes de atividade fisica, em especial, atletas. De acordo com Dwyer (2003), a alimentacao e um processo voluntario e consciente. E a alimentacao ideal deve compor quantitativamente e qualitativamente os nutrientes necessarios para a finalidade a que se destina no organismo.

Sendo assim, sao inumeros os fatores que influenciam o comportamento alimentar condicionando, assim, os habitos alimentares. Os habitos alimentares sao formados desde o momento em que nascemos, ou seja, pela frequencia no consumo dos alimentos. Assim, o individuo seleciona, consome e utiliza os alimentos disponiveis, podendo, ainda, ser influenciados pela cultura (Mendonca e Anjos, 2004).

Alem disso, os atletas, quando deixam sua cidade natal, e comecam a viver em republicas, ficam vulneraveis as influencias externas no novo lar (moda, linguagem, comportamento, e principalmente a alimentacao). Em varios estudos, com diferentes modalidades esportivas, pode-se constatar que lanches e alimentos industrializados ocupam um espaco cada vez maior no aporte calorico diario de atletas que iniciam neste novo lar, contribuindo, assim, com a mudanca do habito alimentar (Quaioti e colaboradores, 1999).

A nutricionista e considerada facilitadora na adocao de praticas alimentares adequadas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida de atletas em uma equipe multidisciplinar. O metodo que melhor se enquadra para colher informacoes sobre escolhas alimentares e o Inquerito Alimentar, por sugerir opcoes viaveis de resposta para os entrevistados e tambem apontar nutrientes especificos que possivelmente estarao deficientes na dieta da populacao (Quaioti e colaboradores, 1999).

A contribuicao dos lanches na dieta das atletas como substituto das refeicoes tem recebido a devida importancia, despertando a realizacao deste trabalho. Mendonca e Anjos (2004) relataram que nas duas ultimas decadas houve e esta ocorrendo um predominio no consumo de alimentos industrializados comprados em supermercados em todas as classes de renda.

Com isso, esses habitos alimentares alem de comprometer o padrao tradicional alimentar para a populacao em geral e atletas, contribuem para as dificuldades da manutencao da massa corporal dentro dos padroes consideraveis normais. Tal fato motivou o presente estudo, uma vez que a equipe multidisciplinar na equipe de voleibol possibilitaria uma atividade educativa para as atletas, da assimilacao dos conceitos de: O que? Quando? A que horas comer os alimentos? Tudo isso relacionado a pratica esportiva das atletas na equipe de voleibol.

Diante do exposto e com base no fato de que o estado nutricional das atletas brasileiras e pouco estudado, surge o interesse em avaliar as informacoes sobre o consumo alimentar, composicao corporal e perfil bioquimico das praticantes femininas de voleibol do centro de treinamento da cidade de Sao Caetano do Sul/SP.

Assim, o presente estudo teve como objetivo geral investigar a avaliacao antropometrica e o consumo alimentar de atletas do genero feminino e praticantes de voleibol da categoria adulta da equipe Sao Caetano do Sul/Sao Paulo. Dentre os objetivos especificos verificar-se-a: o percentual de gordura das atletas; analise de exames bioquimicos para verificar alteracoes, e se ocorreram modificacoes da composicao corporal apos a mudanca do consumo alimentar pela intervencao da nutricionista. Espera-se que os resultados desta pesquisa auxiliem a tracar as caracteristicas de um grupo de praticantes de voleibol, permitindo uma orientacao nutricional e da composicao corporal direcionada a esta modalidade esportiva e a prevencao de agravos a saude e ao rendimento fisico.

MATERIAIS E METODOS

Amostra

Todas as atletas e comissao tecnica foram informadas previamente das medidas a serem realizadas e submeteram-se voluntariamente ao estudo depois de devidamente esclarecidos os procedimentos.

Participaram do estudo 11 atletas jogadoras de voleibol com idade media de (20,36 [+ or -] 1,68 anos) em idade fertil (idade de menarca: 13,18 [+ or -] 1,53 anos), filiadas ao SAO CAETANO ESPORTE CLUBE/ DETUR (Departamento de Esporte e Turismo) da cidade de Sao Caetano do Sul/SP, representantes da categoria adulta que participaram da SUPERLIGA feminina temporada 2004/2005.

Superliga e o nome fantasia oficial do XXVII Campeonato Brasileiro de clubes. organizada e dirigida pela Confederacao Brasileira de Voleibol (CBV). E a competicao maxima do calendario nacional, tendo por finalidade reunir as melhores equipes do pais, constituindo-se na melhor representatividade tecnica do voleibol brasileiro. E uma competicao disputada anualmente nos naipes feminino e masculino (Regulamento Oficial Superliga 2004/2005/CBV)

O campeonato iniciou-se em novembro de 2004 e terminou em abril de 2005. A competicao foi disputada em 4 fases denominadas classificatorias, quartas de finais, semifinal e final. Na primeira fase classificatoria foi disputado turno (as equipes jogaram todas contra todas) e returno (as equipes jogaram todas contra todas invertendo o mando de jogos do turno).

A segunda fase e denominada de fase quartas de finais, sendo disputada pelas 8 equipes de melhor indice tecnico na soma do turno e returno e agora com sistema de 3 jogos.

A equipe participou de 18 jogos, sendo 8 no turno e 8 no returno e 2 jogos nas quartas de finais. A participacao da equipe de voleibol do clube Sao Caetano/Detur aconteceu ate as quartas de finais, pois ela nao se classificou para as outras duas fases. Os jogos aconteceram, em media, de 4 em 4 dias e tiveram uma pausa de 15 dias entre natal e ano novo e uma outra de 10 dias no periodo de carnaval.

As atletas treinavam, diariamente, em dois periodos, manha e tarde, perfazendo tres a quatro horas/dia de treino.

Medidas Antropometricas

As atletas foram submetidas a avaliacao antropometrica na primeira semana de setembro de 2004, para analise da composicao corporal. Conforme o Protocolo de Pollock e colaboradores (1984) citado por Fernandes Filho, 1999) foram coletadas as seguintes medidas: espessura das dobras cutaneas (peitoral, subescapular, axilar media, triceps, abdomen, supra-iliaca, coxa); perimetro corporal direito e esquerdo (biceps relaxado e contraido, antebraco, torax, cintura, abdomen, quadril, coxa e panturrilha).

As medidas de dobras cutaneas foram realizadas no hemicorpo direito das atletas, utilizando-se o dedo indicador e o polegar para destacar o tecido adiposo subcutaneo do tecido muscular. A marcacao foi realizada a 1 cm de profundidade abaixo do ponto de reparo pincado pelos dedos e as hastes do compasso entraram, perpendicularmente, a superficie da pele no local que deveria ser medido. Apos 2 a 3 segundos de pincamento, executou-se a leitura no relogio. Cada avaliada permaneceu em posicao anatomica e foram executadas 3 medidas nao consecutivas em cada dobra cutanea, percebendo se a diferenca nao seria maior que 5% (Fernandes Filho, 1999; Mcardle; Katch e Katch, 2003).

Para os pontos anatomicos citados acima foram utilizadas as seguintes orientacoes:

a) Peitoral (PT)--medida realizada no sentido obliquo do eixo longitudinal e a um terco da distancia da linha axilar anterior para as mulheres;

b) Subescapular (SB)--2 cm abaixo do angulo inferior da escapula. Obtida ao eixo longitudinal, seguindo a orientacao dos arcos costais;

c) Axilar Media (AM)--esta medida localiza-se no ponto de interseccao entre a linha axilar medida e uma linha imaginaria do processo xifoide do esterno. Normalmente, e realizada obliquamente ao eixo longitudinal, com o braco do avaliado deslocado para tras;

d) Tricipital (TR)--no ponto que se localiza na metade da distancia entre a borda superolateral do acromio e o olecrano. Na face posterior do braco, paralelamente a direcao do eixo longitudinal da fibra muscular;

e) Abdominal (AB)--ponto localizado 2 cm a direita da cicatriz umbilical, determinada paralelamente ao eixo longitudinal do corpo e na direcao do eixo transversal;

f) Suprailiaca (SI)--ponto localizado 2 cm acima da crista iliaca antero-superior. E obtida obliquamente ao eixo longitudinal, ou seja, metade da distancia entre o ultimo arco costal e a crista iliaca;

g) Coxa (CX)--e medida paralelamente ao eixo longitudinal, na metade da distancia entre o ligamento inguinal e a borda superior da patela (Fernandes Filho, 1999; Mcardle; Katch e Katch, 2003).

Os instrumentos utilizados para a avaliacao da composicao corporal foram: o adipometro Cescorf (0,1mm) para verificar as dobras cutaneas, a fita metalica flexivel da Sanny (1cm) para o perimetro, a balanca digital com capacidade para 150 Kg para a massa corporal e o estadiometro sanny (1mm) para a estatura (Fernandes Filho, 1999).

Para a avaliacao da estatura, as atletas foram colocadas em posicao ereta, com bracos pendentes ao lado do corpo e olhar na linha do horizonte, para evitar alteracoes de postura no antropometro (Fernandes Filho, 1999; Mcardle; Katch e Katch, 2003). A coleta de dados nas medidas antropometricas foi realizada pela avaliadora formada em Educacao Fisica e participante do estudo.

Calculo do Conteudo de Gordura Corporal

A partir das medidas obtidas, foram calculados diversos parametros: o percentual da gordura corporal (%G), a massa corporal magra (massa corporal total--massa corporal de gordura (Kg) e o Indice de Massa Corporal (IMC = massa corporal total/estatura 2, Kg/m2) atraves do software Physical Teste 5.0 da Terrazul.

Exames Bioquimicos

Paralelamente as avaliacoes antropometricas, foram realizadas tambem a coleta de sangue, pelo medico da prefeitura municipal da cidade de Sao Caetano do Sul/SP. No laboratorio de Analises Clinicas da prefeitura, foi realizada a coleta de sangue para verificarmos alteracoes nos seguintes componentes: Glicose Sanguinea, Triglicerides, Colesterol Total e Fracoes (HDL, VLDL, LDL), Urina tipo 1, Ureia, Creatinina, TGO (Aspartato Amino Transferase), TGP (Alanina Amino Transferase) e Hemograma completo.

Consumo Alimentar

Logo apos a avaliacao antropometrica, foram pesquisados os dados referentes a ingestao alimentar. A coleta de dados foi efetuada pela pesquisadora formada em Nutricao e em Educacao Fisica.

A analise do consumo alimentar foi realizada utilizando-se dois metodos: o recordatorio de 24 horas (R24) e um registro alimentar de tres dias (R3) (Anexo 1). O R24 referiu-se ao consumo nas 24 horas anteriores a entrevista. Os dados obtidos atraves do R24, ou seja, um registro diario, as atletas reportaram todos os alimentos ingeridos em medidas caseiras durante um periodo de 24 horas (Dwyer, 2003). A fim de aumentar a confiabilidade dos dados e facilitar o preenchimento do registro alimentar de 3 dias (R3), utilizou-se uma ficha contendo orientacoes sobre as medidas caseiras dos alimentos, constituido por colheres de arroz, sopa, sobremesa, cha e cafe; concha; copos de todos os tamanhos; pedacos; unidades, entre outras, todas as medidas de uso comuns

Durante a entrevista individual, foi explicado como deveria ser preenchido o registro alimentar de 3 dias. Na semana seguinte, as atletas preencheram este registro de 3 dias (sendo 2 dias durante a semana e 1 dia no final de semana), permitindo investigar o consumo alimentar verificando as deficiencias e/ou exageros alimentares (Dwyer, 2003).

Para o computo de energia e nutrientes ingeridos no R24 e R3, as medidas caseiras foram transformadas em gramas e mililitros (Pinheiro e colaboradores, 2004).

Para analise do consumo alimentar, foi realizado o calculo de acordo com o software de avaliacao nutricional "DietWin Clinico". Alem disso, calcularam-se os percentuais de energia oriundos dos carboidratos, proteinas e lipideos, alem dos principais minerais e vitaminas para as atletas praticantes desta modalidade, bem como o total de gramas consumidos por quilograma de peso corporal. Os valores de macronutrientes foram comparados com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina e Esporte (2003) e os valores de micronutrientes com as recomendacoes americanas, ou seja, as IM/DRIs (2004) e NCR/DRA (1989).

Intervencao Nutricional atraves da Palestra

Apos a identificacao dos exageros alimentares, por meio do recordatorio e do registro alimentar de 3 dias, alem de um percentual de gordura acima de 18%, foi realizada uma palestra pela nutricionista na ultima semana de setembro de 2004, com o tema "Alimentacao Saudavel para Atletas de Voleibol". A palestra teve como objetivo informar as atletas os tipos de grupos alimentares considerados saudaveis e que devem ser consumidos e diminuir o consumo de alimentos (grupo das gorduras e acucares) que nao trariam beneficios para o exercicio fisico que realizam.

Alem da palestra, foi entregue uma apostila com definicoes dos grupos alimentares, como utilizar o guia da piramide no cardapio diario com as devidas porcoes e dicas para tornar a alimentacao saudavel (Martins e Abreu, 2001). Alem desse material didatico da nutroclinica sobre piramide alimentar, foi tambem realizado uma dinamica com o flanelografo para observarmos se as mesmas entenderam onde se encontrava os grupos de alimentos na piramide alimentar.

Calculo e Prescricao Dietetica

Na primeira semana de outubro de 2004, foi entregue e explicada uma dieta individualmente. O total das calorias da dieta foi determinado atraves de uma previa da ingestao calorica de cada atleta, a qual foi estimado a partir de um recordatorio dos habitos alimentares individuais.

Como cada atleta tem seu peso e sua altura, as dietas foram elaboradas individualmente pela nutricionista participante deste estudo. O calculo foi realizado por meio da quantidade de carboidrato por quilograma de peso corporal, pois esta e mais frequentemente adotada para os atletas. Para as participantes deste estudo foi adotado uma quantidade de 6g/Kg/dia, que segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2003) a quantidade de ingestao de carboidratos deve variar entre 5 e 10g/ Kg/dia, dependendo do tipo e da duracao do exercicio fisico escolhido e dos objetivos do individuo (perda de gordura ou ganho de massa muscular). Em nosso estudo, as atletas precisavam perder massa gorda devido ao alto percentual de gordura encontrado, por isso, todas as recomendacoes foram realizadas perto do minimo que era preconizado pelos autores.

Com relacao as gramas de proteinas, foi utilizado para as atletas um calculo de 1,4g/Kg/dia, devido a proteina apresentar um papel importante no fornecimento de materiaprima para a sintese de tecido. Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2003) para os atletas que praticam modalidades que exigem forca e necessario o calculo de 1,4 a 1,8 g/Kg/dia. Ja para as atletas que praticam endurance e necessario um fornecimento de energia por parte dos carboidratos de 1,2 a 1,6 g/Kg/dia. A quantidade de lipideos, nao deveria ultrapassar a quantidade estipulada de 30% do valor calorico total da dieta.

A media de ingestao calorica proposta para as atletas foi em torno de 2.572,72 [+ or -] 161,80 Kcal/dia. As dietas ficaram constituidas entre 55 e 70% do total das calorias provenientes dos carboidratos; entre 10 e 15% das calorias provenientes das proteinas e de 20 e nao mais que 30% para os lipideos.

Depois de computado os valores de carboidratos, proteinas e lipideos que deveriam ser ingeridos diariamente, foi proposto para as atletas um total de 6 refeicoes diarias: cafe da manha, colacao, almoco, lanche da tarde, jantar e/ou lanche e ceia. As distribuicoes das porcoes dos grupos alimentares foi realizado conforme a quantidade de calorias individualmente (10 1/2 a 12 1/2 porcoes para o grupo dos paes, de 4 a 5 porcoes para o grupo dos vegetais, de 3 a 5 porcoes para o grupo das frutas, de 3 a 5 para o grupo do leite e derivados e de 2 porcoes para o grupo da carne) (Anexo 4). Essas quantidades dos grupos alimentares foram adaptadas da tabela proposta por Hirschbruch e Carvalho (2002).

Apos a distribuicao das dietas, com as devidas explicacoes das substituicoes (Anexo 5), foi realizada um novo recordatorio no final de outubro de 2004 para observar se as atletas estavam consumindo a quantidade de refeicoes diarias, alem da quantidade de porcoes prescritas e, principalmente, a quantidade de calorias ingeridas.

Reavaliacao Antropometrica

Na primeira semana de novembro de 2004, foi realizada novamente a composicao corporal. E assim sucessivamente, no mes de dezembro de 2004, janeiro de 2005 e fevereiro de 2005, o acompanhamento da composicao corporal foi efetuado para verificar o percentual de gordura dessas atletas conforme a participacao nas fases dos jogos da Superliga e, assim, podermos realizar as seguintes analises desta pesquisa.

Tratamento Estatistico

Foram realizadas analises descritivas das variaveis IMC, peso magro, peso total, peso gordo e percentual de gordura. Foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov, e todos os resultados encontram-se dentro da normalidade esperada. A variancia medias nas 5 avaliacoes foi testada atraves do teste de ANOVA, a significancia entre as diferencas encontradas foi testada "2 a 2" aplicando-se no post-hoc de Tukey Simoultaneos Test. Para a realizacao dos calculos e graficos foi utilizado o programa estatistico SPSS 10.0.

RESULTADOS

Caracterizacao da amostra

A media de idade das atletas pesquisadas foi de 20 anos (20, 36 [+ or -] 1,68), que praticam voleibol. Nao houve casos de amenorreias no momento da pesquisa e a media de idade para a menarca foi de 13 anos (13,18 [+ or -] 1,53). Nenhuma das atletas mencionaram uso de suplementos alimentares, vitaminas e a utilizacao de medicamentos durante o periodo da pesquisa. So mencionaram o uso de bebidas esportivas em jogos e treinos fornecidos pelo clube e que sera discutido posteriormente.

Avaliacao Antropometrica

As atletas avaliadas tiveram um aumento na estatura do periodo de setembro para fevereiro, mesmo porque, algumas estavam em fase de crescimento e desenvolvimento.

Com relacao a massa corporal total, iniciaram o estudo com 75 Kg (75,036 [+ or -] 6,46) e, em fevereiro, apresentaram uma media de 73 kg (73,48 [+ or -] 6,80).

A tabela 1 apresenta as caracteristicas fisicas da amostra, tais como a estatura, a massa corporal total (Kg), massa corporal gorda, o percentual de gordura e o IMC.

Os graficos e tabelas a seguir apresentam a relacao das 5 avaliacoes, de setembro de 2004 a fevereiro de 2005, dos seguintes dados: Massa corporal total, massa corporal magra, massa corporal gorda, percentual de gordura corporal e indice de massa corporal.

Houve diferenca significativa (p<0,05) somente no peso gordo e no percentual de gordura entre as avaliacoes de setembro de 2004 a janeiro de 2005. Entre a primeira avaliacao e a ultima (fevereiro de 2005) nao houve significancia (p<0,05) porque elas voltaram a aumentar o peso. Nas variaveis IMC, peso magro e peso total as diferencas nao foram estatisticamente significantes, mas todas apresentaram o mesmo tipo de curva, o peso magro apresentou uma curva contraria.

COLOCAR ESSAS TABELAS E GRAFICOS EM PORTUGUES

Avaliacao bioquimica

Os valores dos exames bioquimicos foram realizados para verificar se ocorreram casos de anemia e/ou outras intercorrencias que pudessem interferir nos resultados da pesquisa. Observou-se que todas as atletas apresentaram os valores de seus exames dentro das faixas consideradas normais, conforme as recomendacoes utilizadas pela analise do laboratorio da prefeitura municipal de Sao Caetano do Sul/SP.

Pelo fato de realizarem atividade fisica, as atletas apresentaram um HDL (56,27 [+ or -] 11,29 mg/dl) acima do considerado ideal para a populacao em geral (40-60 mg/dl), quando comparadas com as recomendacoes do laboratorio, significando um aspecto positivo nesses valores. Diversos estudos recomendam que os individuos que apresentam uma concentracao aumentada de HDL possuem uma condicao otima para o efeito de protecao contra doenca cardiaca (Alcock, 2003).

A unica excecao para os valores apresentados foi que 3 atletas apresentaram uma quantidade de leucocitos na urina acima (8.455 [+ or -] 6.562) das recomendacoes, sendo o ideal ate 10.000. Esse aumento no numero de leucocitos, chamado de leucocitose, pode ser uma resposta a infeccoes ou a substancias estranhas dentro do organismo. Como nao houve alteracao nos outros conteudos dos leucocitos (tais como monocitos, eosinofilos, linfocitos, neutrofilos e basofilos), nao foi considerada uma alteracao significante. Alteracao esta que pode ter acontecido por uma gripe ou ate mesmo estresse do treinamento (Alcock, 2003).

Avaliacao Nutricional

O consumo alimentar foi avaliado por meio do recordatorio de 24 horas (R24) e pelo registro alimentar de 3 dias (R3). O consumo diario no R24 foi de 1753,43 [+ or -] 621,35 Kcal/dia (tabela 2) e a distribuicao dos macronutrientes deste R24 em relacao valor calorico total foi de 58,83% [+ or -] 9,73% para carboidratos, 15,63% [+ or -] 3,46% para Proteinas e 24,74% [+ or -] 9,06% para lipideos (tabela 2).

Alem disso, a tabela apresenta os valores de carboidratos, proteinas e lipideos avaliados no registro alimentar de 3 dias consecutivos. Para melhor entendimento dos registros alimentares de 3 dias, foi adotado as siglas R3A, R3B e R3C, que indicam respectivamente os registros de quinta-feira, sexta-feira e sabado.

A figura 1 apresenta o percentual da distribuicao calorica das refeicoes analisadas, tanto do R24 quanto do R3 (A, B e C). Sendo que os numeros de 1 a 6 indicam respectiva mente, cafe da manha, colacao, almoco, lanche da tarde, jantar e ceia.

[FIGURE 1 OMITTED]

Na tabela 3 estao representados os valores das vitaminas lipossoluveis (A, D, E, K) e das vitaminas hidrossoluveis (B1, B2, B3, B6, B9, B12 e acido ascorbico) tanto do R24 quanto dos R3 (A, B e C).

DISCUSSAO

O excesso de peso em jogadoras de voleibol e uma desvantagem. Toda vez que o corpo tiver que se mover com rapidez e eficacia, o excesso de peso na forma de gordura corporal constitui um empecilho, dificultando o desempenho fisico.

De acordo com Fleck (1983) e Wilmore (1983) citado por Kapazi e Tramonte (2003), a porcentagem ideal de gordura para jogadoras de voleibol e de 10% a 18%. Para garantir a reducao de gordura e o aumento de massa magra e desempenho fisico, deve-se ter uma dieta balanceada juntamente com os treinamentos.

As atletas tiveram um percentual de gordura de 25,93 [+ or -] 2,89% na primeira avaliacao do mes de setembro de 2004. Quando foi realizada a dinamica da palestra e apos a entrega da dieta o percentual no mes de novembro de 2004 reduziu para 20,98 [+ or -] 3,22%. Algumas atletas chegaram a atingir o percentual de gordura recomendado para Fleck (1983) e Wilmore (1983). Mas, no ultimo mes (fevereiro de 2005) ao se avaliar as atletas, percebeu-se que aumentou o percentual de gordura para 25,13 [+ or -] 3,55. Tal processo pode ser explicado por nao estarem realizando o consumo da quantidade de porcoes. Esses autores mencionam que atletas de esporte tais como voleibol, basquetebol e remo possuem uma massa livre de gordura maior que atletas de outras modalidades.

Nao foi encontrado dado na literatura sobre a avaliacao de circunferencia para atletas de voleibol, por isso, nao foram realizados a media e o desvio padrao. Um estudo (Cambraia e Pulcinelli, 2002) relatou a diferenca de circunferencias entre as jogadoras de voleibol e alunas participantes de aula de educacao fisica. As atletas apresentaram maior circunferencia, principalmente na regiao de quadril e coxa. Esse desenvolvimento muscular foi resultado de ganhos de forca devido a grande sobrecarga de saltos (trabalhos pliometricos), exigindo bastante a musculatura localizada nessas regioes.

As atletas investigadas tiveram peso e altura maiores que outros estudos, como de Almeida e Soares (2003) e tambem no estudo de Cambraia e Pulcinelli (2002), talvez, por serem atletas que pratiquem a modalidade como jogadoras profissionais e o nivel de selecao, portanto, ser mais avancado.

Com base na analise dos resultados, verificou-se que houve diferenca significativa (p<0,05) somente no peso gordo e no percentual de gordura entre as avaliacoes de setembro de 2004 a janeiro de 2005. Entre a primeira avaliacao e a ultima (fevereiro de 2005) nao houve significancia (p<0,05) porque elas voltaram a aumentar o peso. Nas variaveis IMC, peso magro e peso total as diferencas nao foram estatisticamente significantes, mas todas apresentaram o mesmo tipo de curva (caem ate a avaliacao de janeiro e voltam a subir), o peso magro apresenta uma curva contraria (sobe e depois volta a cair).

Apesar de ter uma significancia entre as 4 primeiras avaliacoes de percentual de gordura, nao foi possivel uma significancia entre a primeira e a ultima avaliacao. No voleibol, esse treinamento intervalado, intercalando trabalhos aerobios e anaerobios nao repercute de maneira favoravel na diminuicao do teor de gordura corporal das atletas. Segundo relatos de Cambraia e Pulcinelli (2002), o voleibol apresenta uma predominancia dos sistemas anaerobicos (latico e alatico) que pouco interferem no metabolismo das gorduras, tornando mais lenta a mobilizacao dos depositos subcutaneos (Mcardle; Katch e Katch, 2003).

A nutricionista e "a facilitadora da adocao de praticas alimentares adequadas", pois modificara situacoes e contribuira para melhora da qualidade de vida (Motta e Boog, 1984 citado por Marquezi e Lancha Junior, 1998) e como educadora deve mostrar o valor do alimento e motivar o individuo a mudar e a manter o comportamento adequado adquirido (Philippi, 1992 citado por Marquezi e Lancha Junior, 1998).

Salientamos na palestra realizada para as atletas a importancia das refeicoes antes/durante e depois dos treinamentos e jogos e que a energia necessaria para o dia resulta de, no minimo, a ingestao de 2 ou 3 dias antecedentes.

Os efeitos e as possibilidades da utilizacao de carboidratos sao conhecidos desde os anos 60, pois sua utilizacao como fonte energetica e determinante da performance. Alem disso, a utilizacao desta estrategia em treinos permite ao atleta trabalhar com maior carga por mais tempo (D'angelo, 2004; Mcardle; Katch e Katch, 2001; Williams, 2002).

Para a modalidade, estudos indicam que o consumo diario de carboidrato deve ser 60% do valor calorico total (VCT) e em dias de competicao deve-se utilizar a manobra alimentar (3 a 4 horas antes do jogo) com 70% do VCT e/ou 1 semana antes da final de uma competicao. O principal substrato energetico utilizado pelos jogadores de voleibol e o carboidrato, pois sao digeridos e transformados, quase em 90% em glicose, aumentando o tempo de resistencia ao exercicio fisico, evitando, assim, a fadiga precoce e o desgaste muscular (Coyle, 1997; Levin, 1999 citado por Marquezi e Lancha Junior, 1998).

Essa manobra alimentar de supercompensacao (70% de CHO sete dias antes da competicao) nao foi utilizado com as atletas, pois o intervalo de jogos na Superliga eram em media de 3 a 4 dias durante o periodo de novembro de 2004 a abril de 2005 e como autores nao preconizam fazer mais que 1 manobra por mes, esse procedimento nao foi utilizado (D'Angelo, 2004; McArdle; Katch e Katch, 2001).

A media do percentual de carboidratos analisados foi de 58,83% para o recordatorio de 24 horas, e para o registro alimentar de 3 dias consecutivos foi de 62,57% (R3A), 57,45% (R3B) e 57,54% (R3C). Como se observa, a media esteve abaixo das recomendacoes de 60% e ainda se formos levar em consideracao o desvio padrao, houve atletas com um percentual de consumo inferior a 60%.

Ao analisarmos as gramas de carboidratos pelo peso corporal consumido no dia, percebeu-se que nos 4 relatorios houve uma media de 4 g/kg/dia. Os achados deste estudo foram inferiores as recomendacoes da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (2003) na qual a ingestao de carboidratos deveria variar entre 5 e 10g/ Kg/dia. Com isso, as funcoes que o carboidrato poderia fornecer ao organismo em momentos de treinos e jogos ficam comprometidos e, ao inves de retardar as funcoes que os carboidratos exercem no organismo, essas chegam mais cedo e mais rapido, tais como fadiga, desgaste muscular, entre outras.

E para manter a concentracao e a reposicao de glicogenio muscular e necessario um consumo de carboidratos, diariamente, por volta de 500 a 800g/dia. Esse consumo alto de carboidratos produz uma reserva energetica maior para atividades aerobias e anaerobias, ja que o voleibol alterna essas duas atividades, levando a maior resistencia e demora na fadiga (Almeida e Soares, 2003). O estudo revelou que nossas atletas tiveram uma media de consumo de carboidratos diarios bem abaixo de 500g/dia, em torno de 286,58 [+ or -] 48,96 (R24) e nos outros registros alimentares tambem. Dietas pobres em carboidratos podem comprometer o condicionamento fisico causando efeitos negativos daqueles que praticam essas atividades.

Ja os lipideos, constituem uma das classes de nutrientes, considerados energeticos, nao havendo necessidade de suplementacao quantitativa. Na maioria das vezes, sabe-se que a melhoria nos resultados depende da sua reducao na ingesta (D'Angelo, 2004; McArdle; Katch e Katch, 2001; Williams, 2002).

Nas 4 refeicoes analisadas (R24, R3A, R3B, R3C) o percentual de lipideos excedeu os 30% em varias atletas, somente 4 refeicoes em cada um dos registros citados acima tiveram um percentual desejado. Essa quantidade a mais de lipideos na dieta contribui para uma reserva energetica nao nutritiva. Contribui ainda para um aumento de peso corporal indesejado, ja que o lipideo fornece em media 9Kcal por grama no alimento e o carboidrato apenas 4Kcal/g de alimento (McArdle; Katch e Katch, 2001).

Segundo Almeida e Soares (2003) o consumo de lipideos nao pode ser maior que 30% do valor energetico total. O papel dos lipideos para a performance e atividade fisica e somente para reserva energetica.

E importante que a atleta tenha armazenamento de glicogenio no corpo, que esta relacionado a quantidade de alimentos ricos em carboidratos ingeridos: massas, paes, arroz, batata, milho, cara, inhame, trigo, farinhas, cereais matinais, barra de cereal e frutas frescas e secas (Williams, 2002).

E o terceiro macronutriente, as proteinas, tem sido estudada pela sua funcao estrutural no organismo, pois, sao degradadas em aminoacidos, desempenhando outros papeis no organismo, tais como: o controle da fadiga central, pelo mecanismo de competicao com os aminoacidos de cadeia ramificada (BCAA) e o triptofano; sao potencializadores na atividade do ciclo de Krebs, entre outros. Por isso, seu papel na geracao de energia nao e tao significativo quanto os carboidratos e os lipideos.

No estudo analisado, o percentual medio de consumo de proteinas foi de 15,63% (R24), 14,27% (R3A), 14,84% (R3B), 13,04% (R3C). O consumo diario das atletas foi abaixo de 1,5 g/kg/dia. Para aumentar o consumo de alimentos ricos em proteinas, foram sugeridos para as atletas o consumo de carnes vermelhas e brancas, ovos, leites e seus derivados.

Segundo Lemon (1997) citado por Almeida e Soares (2003) o consumo de proteinas deve ser em torno de 1,5 g para ajudar no crescimento, condicionamento fisico e aumento da massa muscular de atletas adolescentes. Mas um consumo maior que essa quantidade pode nao ajudar no aumento da massa muscular e tambem pode aumentar a perda de calcio pela urina, alem do papel aterogenico que as proteinas promovem.

A distribuicao calorica dos alimentos ideal, esta dividida em porcentagens durante as 6 refeicoes diarias. A distribuicao percentual das refeicoes deve ser: 15% no cafe da manha, 5% na colacao, 30% no almoco, 15% no lanche da tarde, 30% no jantar e 5% na ceia (Mcardle; Katch e Katch, 2001; Dietwin Clinico).

Na alimentacao das atletas foi observado um percentual abaixo para as refeicoes de cafe da manha e de lanche da tarde. Muitas vezes, as atletas nao acordavam no horario para fazer o cafe da manha e antes do treino nao realizavam o lanche da tarde. Como a alimentacao nao estava controlada, algumas atletas nao faziam o uso do cafe da manha e outras nao faziam o uso da colacao, por isso a tendencia era compensar a fome no almoco. Apos os treinos, a primeira refeicao a compensar era o jantar, tanto que os valores excederam o percentual de 30%.

Na maioria das vezes, a alimentacao era rica em alimentos energeticos sem finalidade nutritiva, ou seja, a presenca de vitaminas e minerais. Eram alimentos tais como: pizza, bolo de chocolate, pacote de bolacha recheado, refrigerantes, frituras, barras de chocolate, macarrao instantaneo, biscoitos industrializados, doces, entre outros.

Ao realizar o recordatorio e os registros alimentares de 3 dias, foi possivel identificar os erros e os exageros. Esses relatos ajudaram para que a palestra fosse direcionada para o inicio de uma alimentacao mais equilibrada, principalmente para atletas, procurando comer em cada uma das refeicoes um alimento de cada um dos grupos mostrados na piramide, seguindo o numero de porcoes diarias recomendadas, individualmente, para cada atleta (Williams, 2002).

A refeicao pre-jogo deve ser ingerida 1 a 4 horas antes, deve conter carboidratos, tanto simples como complexo, ser pobre em proteinas para nao haver perda de agua atraves da urina e as gorduras devem ser limitadas porque retardam o esvaziamento gastrico e levam mais tempo para serem digeridas. Deve-se evitar alimentos formadores de gases, como feijoes, alimentos condimentados que possam provocar azia. Os compostos com alto teor de acucar tambem podem retardar o esvaziamento gastrico, alem de provocar desconforto intestinal, como diarreia (Williams, 2002).

A ingestao de liquido deve ser generosa para garantir que o corpo esteja bem hidratado, e nos 15 a 30 minutos que antecedem o jogo ou treino, deve-se ingerir 300 a 500ml de agua. Esta quantidade permite uma absorcao maxima de liquidos e a atleta nao sentira necessidade de urinar. Depois que o exercicio comeca, o rim produz urina mais lentamente para compensar a perda de agua (Williams, 2002).

Se os (as) jogos (competicoes) demorarem mais de uma hora, e recomendavel que atletas hidratem com bebidas esportivas contendo uma concentracao de 6 a 8% e, ainda, numa temperatura gelada, pois desta forma move-se mais rapidamente no trato intestinal (Williams, 2002).

Outros estudos, tais como da Sociedade Brasileira de Medicina e do Esporte (2003) e do Colegico Americano de Medicina e do Esporte (2000) citado por Coelho; Sakzenian e Burini (2004) propoem reposicoes de liquidos contendo carboidratos com concentracoes de 4 a 8%, para tentar manter a glicemia e retardar a fadiga, sendo realizadas em pequenos intervalos de 15 a 20 minutos, em torno de 30 a 60g/hora. E importante ressaltar que se a comissao tecnica quiser utilizar essa tecnica de reposicao de carboidratos em jogos, e necessario que essa pratica seja iniciada em treinos, para que o atleta nao tenha problemas gastricos indesejados em momentos de jogos, alem de verificar as suas preferencias alimentares.

Em nosso estudo, quando avaliamos o recordatorio de 24 horas e o inquerito de 3 dias, percebeu-se que as atletas tomavam copos de bebidas esportivas a vontade, tanto no treino quanto nos jogos. Atletas chegaram a relatar que ingeriam ate 10 copos de bebida esportiva no treino e/ou no jogo, devido ao patrocinio que o clube recebe da empresa. Essa concentracao da bebida ingerida tinha uma media de 10 a 12%. So que, em nenhum momento, foi estipulado essa quantidade, a bebida era ingerida a vontade pelas atletas.

Sendo assim, foi necessario fazer a orientacao para a comissao tecnica e atletas sobre a quantidade necessaria e ideal para nao prejudicar o esvaziamento gastrico das atletas. Foram alertados sobre a hidratacao durante treinos e jogos e a necessidade de ingerir agua nos tempos dados a equipe e no final do primeiro SET. E com relacao a bebida esportiva que estava sendo administrada para equipe foi calculado 2 copos de 200 mL em treinos e 2 copos de 200mL em dias de jogos, individualmente. Cada copo teria uma concentracao de 4% de carboidratos. Depois do jogo ou treino, foram estimuladas a realizarem a reidratacao e refeicoes contendo carboidrato, alem das vitaminas e sais minerais para reabastecer o glicogenio do musculo e tambem a recuperacao (Williams, 2002).

Alem disso, as vitaminas e minerais realizam um papel importante no metabolismo dos macronutrientes. Se, energeticamente, o consumo de lipideos esta acima das recomendacoes, provavelmente havera inadequacoes no consumo destes micronutrientes, tanto de algumas vitaminas como de alguns minerais.

Ao analisar o grupo das vitaminas lipossoluveis (A, D, E, K). O consumo de vitamina A, D e E encontraram-se acima das recomendacoes americanas, sendo o ideal 700 mg/dia, 5[micro]g/dia, 15 mg/dia respectivamente (IM/DRIs, 2004). Ja o consumo de vitamina K foi de 28,33% (R24) e um outro consumo menor para R3C de 18,33% da recomendacao presente, sendo inadequado para idade e genero, particularmente, das atletas. O recomendado deveria ser de 90 [micro]g/dia (IM/DRIs, 2004). A vitamina K e encontrada em diversos alimentos, principalmente no figado de porco, alface, couve-flor, espinafre, repolho e em menor proporcao nos cereais, como o trigo e a aveia. A sua deficiencia pode provocar hemorragia (McArdle; Katch e Katch, 2001).

No grupo das vitaminas hidrossoluveis, as vitaminas do complexo B estao diretamente relacionadas ao consumo energetico e esse consumo energetico maior deve ajudar o uso dessas vitaminas (Almeida e Soares, 2003). O consumo de Tiamina (B1), Riboflavina (B2) e Niacina (B3) estiveram acima das recomendacoes, sendo 1,1 mg/dia, 1,1 mg/dia (Manore, 2005), 14 mg/dia respectivamente (IM/DRIs, 2004).

O consumo da vitamina B6 e abundante em alimentos como carne, frango e atum, alem do feijao, arroz integral e cereais, e deve ser uma quantidade de 1,6 mg/dia para NCR/RDA (1989) e 1,3 mg/dia para IM/DRIs (2004) As atletas investigadas tiveram um consumo bem maior para os registros, sendo 496,15% (R24) para a adequacao. Ainda observou-se que o R3A apresentou uma adequacao mais baixa de todos os registros, sendo de 415,38%.

A adequacao da quantidade do consumo de folato (B9) dessas atletas foi 48,31% (R24), menor que a quantidade ideal. A quantidade de folato ingerido variou entre 224,47 [micro]g/dia (R3B) e 193,24 [micro]g/dia (R24). De acordo com as recomendacoes do IM/DRIs (2004) o ideal e de 400 [micro]g/dia Percebe-se que esse nutriente pode colocar em risco a dieta de atletas. O consumo de alimentos como, verduras verdes escuras, frutas como laranja, morango, kiwi e abacate devem ser incentivados.

A vitamina B12 deve ser em torno de 2,4 [micro]g/dia (IM/DRIs, 2004). Em nosso estudo, as recomendacoes estiveram acima. Esta vitamina e encontrada em alimentos de origem animal como o figado, carnes vermelhas, peixes, ovos e laticinios (McArdle; Katch e Katch, 2001).

A vitamina C esta envolvida em inumeras reacoes metabolicas, acoes como sintese de colageno, funcoes imunologicas e aumento de absorcao do ferro nao-heme, prevencao de anemia (deficiencia de ferro), alem de um efeito antioxidante (Almeida e Soares, 2003). As atletas tiveram um consumo adequado de vitamina C, sendo uma adequacao de 112,33% (R24). De acordo com IM/DRIs (2004), a ingestao diaria deve ser de 75 mg/dia. Os alimentos fontes de vitamina C estao presentes principalmente nas frutas citricas, verduras e legumes. Por isso, as diversas funcoes que esta vitamina presta ao organismo o seu uso deve ser indispensavel nas refeicoes (McArdle; Katch e Katch, 2001).

Com relacao aos minerais, a recomendacao para o consumo de calcio de adolescentes e adultos jovens com idade acima de 19 anos e em cerca de 1000 mg/dia (IM/DRIs, 2004).

Em nosso estudo, todas as dietas avaliadas tiveram um percentual abaixo das recomendacoes americanas. Quando essa quantidade foi comparada com o consumo diario destas atletas, pode-se perceber uma adequacao de 94,34% para o R24, e nos registros alimentares de 3 dias, teve um bem mais abaixo que foi o R3C com 80% desta adequacao. Baixo consumo de calcio pode ser explicado pelo pouco consumo de leite e derivados, os quais sao fontes de calcio. O calcio contribui para a fase de crescimento e pode conduzir efeitos beneficos no crescimento osseo e no pico de massa ossea e reducao dos riscos de fraturas de estresse (Juzwiak; Paschoal e Lopez, 2000).

Almeida e Soares (2003) relatam que o voleibol e um esporte de impacto e jogadoras de voleibol possuem uma maior densidade ossea que as nao jogadoras, particularmente no quadril e na espinha lombar, por causa do impacto com o chao. Por isso, sugere-se que as jogadoras de voleibol pesquisadas necessitem de maior consumo de calcio, devido ao momento fisiologico que elas sofrem e o tipo de esporte que praticam.

O magnesio nao esteve dentro das recomendacoes. O ideal seria um consumo de 310 mg/dia (Lukesi, 2000). Mas o sodio foi muito acima das recomendacoes de 1500mg/dia (IM/DRIs, 2004). Tal fato pode ser observado nos tipos de alimentos registrados no recordatorio de 24 horas e no registro alimentar de 3 dias, tais como: alimentados enlatados (atum, azeitona, milho-verde, ervilha, entre outros), presenca de refrigerante, miojo com molho pronto, biscoitos e bolachas industrializados, salgadinhos industrializados (batata frita, palito, pingo-d'ouro, doritos, etc) (McArdle; Katch e Katch, 2001).

O ferro e um mineral que diretamente influencia o desempenho de atletas. As atletas necessitam de um cuidado especial com seu consumo, particularmente devido as perdas que acontecem com o fluxo menstrual (Almeida e Soares, 2003). As atletas investigadas nao tiveram um consumo de ferro maior que 18mg/dia (IM/DRIs, 2004), sendo 80,61% para R24, quando comparada com as recomendacoes americanas para individuos nao atletas. E interessante ressaltar que os registros alimentares de 3 dias tambem tiveram um consumo inadequado assim como o R24.

As atletas avaliadas tiveram um consumo de zinco de 9,00 mg/dia para o R24 e os valores para os outros registros sendo abaixo. O ideal para a quantidade de zinco deveria ser de 12mg/dia (Lukesi, 2000). O zinco esta presente nos alimentos de origem animal, o consumo deles nao foi adequado e, se observarmos o consumo de proteinas, verificaremos que a media ficou tambem abaixo do recomendado.

Almeida e Soares (2003) em seu estudo com atletas adolescentes de voleibol tracaram o perfil antropometrico e nutricional. Verificou-se valores parecidos com o proposito deste estudo. Nao se pode dizer que as atletas tiveram um consumo inadequado desses nutrientes, pois o metodo de avaliacao dietetica (recordatorio de 24 horas e o registro alimentar de 3 dias) apresentou limitacoes de uso. Apesar de tudo isso, depende da cooperacao dos sujeitos da pesquisa, da capacidade de estimar quantidade de medidas caseiras dos alimentos e mudancas de comportamentos nutricionais superiores ao tempo do processo de registro.

As dietas de algumas atletas, particularmente mulheres, sao pobres em energias e nutrientes. Como as recomendacoes dieteticas para mulheres adolescentes pretendem enfatizar a fase de crescimento e desenvolvimento, essas atletas que praticam esportes competitivos ficam com necessidades aumentadas no papel da dieta dessas atletas.

CONSIDERACOES FINAIS

Sugere-se que para o aumento da performance, as atletas de voleibol devem ter uma menor proporcao de massa gorda. Alem disso, muitas atletas jovens sao influenciadas por informacoes erroneas de treinadores, membros da familia, amigos e, principalmente, a midia. Acabam nao sabendo a adequacao das dietas para saude e melhora da execucao.

Com base nas afirmacoes acima, aceita-se a hipotese de trabalho, que somente a prescricao da dieta nao garante qualidade na escolha e ingestao de alimentos adequados. E necessario o acompanhamento e intervencoes constantes de uma equipe multidisciplinar, em especial da nutricionista, por meio de conversas diarias, maior controle sobre a ingestao alimentar, plantoes de duvidas e auxilio na troca dos alimentos.

Diante dos resultados do perfil antropometrico "elas podem nao ter seguido a dieta corretamente ate o final do campeonato". Na primeira fase da superliga estavam motivadas, ja na segunda fase, apresentavamse menos motivadas e com muitas derrotas, enfim, foram para quartas de final e nao como favoritas. Assim sendo, sugerimos que se facam novos estudos juntamente com o apoio psicologico.

Por meio de uma conversa, detectamos que, no final do campeonato, nao estavam realizando a dieta, talvez por pressao, fadiga e as proprias derrotas, enfim, encontravam-se desmotivadas.

Deve-se mostrar para as atletas que participam de campeonato de alto rendimento, treinadores e membros da familia a importancia do beneficio de uma dieta apropriada. Outras investigacoes devem ser realizadas na avaliacao dietetica de atletas em diferentes modalidades esportivas.

REFERENCIAS

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(21-) McArdle, William D.; Katch, Frank I.; Katch, Victor L. Fisiologia do exercicio energia, nutricao e desempenho humano. 5.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.

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(23-) Pinheiro, Ana Beatriz Vieira; e colaboradores. Tabela para avaliacao de consumo alimentar em medidas caseiras. 5 ed. Sao Paulo: Atheneu, 2004.

(24-) Quaioti, Teresa Cristina Bolzan; e colaboradores. Habitos alimentares de alunos do 2 e 8 termos do curso de nutricao da Universidade do Sagrado Coracao. Saluvista. Bauru, volume 18, numero 1: 107-122, 1999.

(25-) Williams, Melvin H. Nutricao para saude, condicionamento fisico & desempenho esportivo. Sao Paulo: Manole, 2002.

AGRADECIMENTOS

As atletas e comissao tecnica do Sao Caetano Esporte Clube/DETUR; aos nossos amigos que de alguma forma contribuiram para a realizacao dessa obra: a profa Rogeria; ao prof Nelson; Miriam; ao prof Julio Henrique de Andrade Hidalgo; a profa ms Rosemeire de Oliveira; a profa Claudia Perrella Teixeira, ao Dr. Everaldo Bispo do Santos; a Prefeitura municipal de Sao Caetano do Sul; in memorian ao Prefeito Luiz Olinto Tortorello.

Glaucimar Abedante Nacarato [1], Marcela Grisolia Grisoste Zwarg [1]

[1-] Programa de Pos Graduacao Lato Sensu em Nutricao Esportiva da Universidade Gama Filho--UGF

Endereco para correspondencia:

Marcela@fitmax.com.br
Tabela 1--Caracteristicas Fisicas das Atletas de Voleibol

VARIAVEIS                            Atletas de voleibol (n=11)

                      SET/2004          NOV/2004         DEZ/2004

Estatura (cm)      183,16 [+ or -]   183,2 [+ or -]   183,46 [+ or -]
                        5,66              5,68             5,63
Massa corporal     75,03 [+ or -]    73,68 [+ or -]   73,60 [+ or -]
  total (kg)            6,46              6,25             6,77
Massa corporal     55,47 [+ or -]    58,09 [+ or -]   57,48 [+ or -]
  magra (Kg)            3,60              3,57             3,59
Massa corporal     19,56 [+ or -]    15,59 [+ or -]   16,13 [+ or -]
  gorda (kg)            3,62              3,60             3,87
Percentual de      25,93 [+ or -]    20,98 [+ or -]   21,70 [+ or -]
  gordura               2,89              3,22             3,18
  corporal (%)
Indice de massa    22,33 [+ or -]    21,93 [+ or -]   21,86 [+ or -]
  corporal              1,21              0,91             0,94
  (kg/[m.sup.2])

VARIAVEIS          Atletas de voleibol (n=11)

                      JAN/2005         FEV/2005

Estatura (cm)      183,9 [+ or -]   183,92 [+ or -]
                        5,62             5,60
Massa corporal     73,04 [+ or -]   73,48 [+ or -]
  total (kg)            6,49             6,80
Massa corporal     56,87 [+ or -]   54,86 [+ or -]
  magra (Kg)            3,68             3,03
Massa corporal     16,15 [+ or -]   19,56 [+ or -]
  gorda (kg)            3,81             4,19
Percentual de      21,93 [+ or -]   25,13 [+ or -]
  gordura               3,36             3,55
  corporal (%)
Indice de massa    21,55 [+ or -]   21,75 [+ or -]
  corporal              0,93             1,13
  (kg/[m.sup.2])

Tabela 2--Energia e Consumo de Macronutrientes do R24, R3A, R3B
e R3C das atletas de voleibol

Variaveis                  R24                       R3A
                    Media [+ or -] DP         Media [+ or -] DP

Energia          1753,43 [+ or -] 621,35   1803,17 [+ or -] 345,81
  (kcal/dia)
Kcal/Kg/dia        28,48 [+ or -] 7,91       25,63 [+ or -] 6,49
Carboidratos      286,58 [+ or -] 48,96     282,34 [+ or -] 58,46
  (g/dia)
Carboidratos %     58,83 [+ or -] 9,73       62,57 [+ or -] 4,36
Carboidratos        4,10 [+ or -]1,09        4,01 [+ or -] 1,05
  (g/Kg/dia)
Proteinas          83,6 [+ or -] 29,06      69,30 [+ or -] 24,93
  (g/dia)
Proteinas %        15,63 [+ or -] 3,46       14,27 [+ or -] 2,86
Proteinas          1,11 [+ or -] 0,37        0,92 [+ or -] 0,32
  (g/Kg/dia)
Lipidio           64,44 [+ or -] 33,27       48,2 [+ or -] 12,89
  (g/dia)
Lipidio %          24,74 [+ or -] 9,06       23,04 [+ or -] 4,36
Lipidio            0,86 [+ or -] 0,43        0,64 [+ or -] 0,17
  (g/Kg/dia)

Variaveis                  R3B                       R3C
                    Media [+ or -] DP         Media [+ or -] DP

Energia          2466,60 [+ or -] 368,71   1759,05 [+ or -] 800,67
  (kcal/dia)
Kcal/Kg/dia        33,39 [+ or -] 4,99      26,03 [+ or -] 12,84
Carboidratos      347,97 [+ or -] 28,85     265,81[+ or -]141,20
  (g/dia)
Carboidratos %     57,45 [+ or -] 7,47       57,54 [+ or -] 8,16
Carboidratos       4,75 [+ or -] 0,53        3,97 [+ or -] 2,20
  (g/Kg/dia)
Proteinas         89,90 [+ or -] 25,80      67,40 [+ or -] 42,61
  (g/dia)
Proteinas %        14,84 [+ or -] 2,55       13,04 [+ or -] 3,27
Proteinas          1,18 [+ or -] 0,29        0,90 [+ or -] 0,55
  (g/Kg/dia)
Lipidio           77,91 [+ or -] 28,80       53,58 [+ or -]17,06
  (g/dia)
Lipidio %          27,47 [+ or -]7,09        28,79 [+ or -]10,49
Lipidio            1,04 [+ or -] 0,38        0,72 [+ or -] 0,25
  (g/Kg/dia)

Tabela 3--Consumo de Vitaminas do R24, R3A, R3B e R3C das atletas
de voleibol

Variaveis                      R24                       R3A
                        Media [+ or -] DP         Media [+ or -] DP

VITAMINAS LIPOSSOLUVEIS

Retinol (A)          915,69 [+ or -] 1324,03   849,30 [+ or -] 1520,76
Colecalciferol (D)     5,81 [+ or -] 3,84        5,25 [+ or -] 3,18
Tocoferol (E)         14,87 [+ or -] 10,95       12,38 [+ or -] 4,42
Menadiona (K)          0,17 [+ or -] 0,17        0,16 [+ or -] 0,13

VITAMINAS HIDROSSOLUVEIS

Tiamina (B1)           1,47 [+ or -] 0,99        1,54 [+ or -] 0,93
Riboflavina (B2)       1,31 [+ or -] 0,51        1,42 [+ or -] 0,51
Niacina (B3)           14,76 [+ or -] 4,45       12,16 [+ or -] 4,62
Piridoxina (B6)         6,45 [+ or -] 3,4        5,40 [+ or -] 2,59
Folato (B9)          193,24 [+ or -] 114,83     212,75 [+ or -] 89,33
Cianocobalamina        4,06 [+ or -] 2,45        3,15 [+ or -] 1,98
  (B12)
Acido Ascorbico       84,25 [+ or -] 39,11      77,82 [+ or -] 41,51
  (C)

Variaveis                      R3B                       R3C
                        Media [+ or -] DP         Media [+ or -] DP

VITAMINAS LIPOSSOLUVEIS

Retinol (A)          850,43 [+ or -] 1513,23   898,92 [+ or -] 1479,81
Colecalciferol (D)     3,85 [+ or -] 3,42        8,85 [+ or -] 2,96
Tocoferol (E)          14,44 [+ or -] 2,53       11,30 [+ or -] 6,21
Menadiona (K)          0,25 [+ or -] 0,15        0,11 [+ or -] 0,09

VITAMINAS HIDROSSOLUVEIS

Tiamina (B1)           1,64 [+ or -] 0,88        1,49 [+ or -] 1,15
Riboflavina (B2)       1,50 [+ or -] 0,59        1,20 [+ or -] 0,76
Niacina (B3)           17,20 [+ or -] 5,23       13,64 [+ or -] 9,40
Piridoxina (B6)        7,63 [+ or -] 4,05        6,61 [+ or -] 5,16
Folato (B9)           224,47 [+ or -] 82,22    215,01 [+ or -] 126,07
Cianocobalamina        4,43 [+ or -] 2,76         3,5 [+ or -] 1,89
  (B12)
Acido Ascorbico       81,27 [+ or -] 47,31      64,39 [+ or -] 51,14
  (C)

A tabela abaixo apresenta os valores dos principais minerais
encontrados no R24 e no R3 (A, B e C).

Tabela 4--Consumo de Minerais do R24, R3A, R3B e R3C das
atletas de voleibol

Variaveis             R24                        R3A
               Media [+ or -] DP          Media [+ or -] DP

Calcio       943,42 [+ or -] 367,86     855,75 [+ or -] 308,04
Magnesio     225,83 [+ or -] 82,27      224,81 [+ or -] 70,71
Sodio       2939,11 [+ or -] 1746,54   3135,94 [+ or -] 1303,83
Ferro         14,51 [+ or -] 6,04        13,74 [+ or -] 5,58
Zinco          9,00 [+ or -] 7,98         9,22 [+ or -] 5,83

Variaveis             R3B                        R3C
               Media [+ or -] DP          Media [+ or -] DP

Calcio       812,40 [+ or -] 455,90     799,95 [+ or -] 486,14
Magnesio     249,14 [+ or -] 59,82      224,25 [+ or -] 116,93
Sodio       3952,06 [+ or -] 1378,09   3059,40 [+ or -] 1444,14
Ferro          16,3 [+ or -] 4,41        14,25 [+ or -] 4,29
Zinco         11,93 [+ or -] 7,77         6,3 [+ or -] 4,61
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Author:Nacarato, Glaucimar Abedante; Zwarg, Marcela Grisolia Grisoste
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:May 1, 2008
Words:9065
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