Printer Friendly

Effect of flour bark of passion in weight and glycemic index rats/Efeito da farinha da casca de maracuja no peso e no indice glicemico de ratos.

INTRODUCAO

Devido a alta prevalencia de obesidade e patologias associadas, este trabalho tem como contexto, verificar o efeito da pectina encontrada na casca de maracuja na possivel reducao do peso e dos niveis sericos glicemicos em ratos.

O sobrepeso e a obesidade sao definidos como anormal ou excessivo acumulo de gordura corporal que podem prejudicar a saude.

Em 2008, mais de 1,4 bilhao de adultos acima de 20 anos estavam com excesso de peso. Destes, mais de 200 milhoes de homens e quase 300 milhoes de mulheres eram obesas, significando que um em cada dez da populacao mundial adulta era obeso; Esta proporcao vem aumentando, pois a populacao obesa duplicou desde 1980 (OMS, 2012).

No Brasil, dados da Pesquisa de Orcamento Familiar (POF) revelaram que em 2008-2009, o excesso de peso afetava 50,1% dos homens e 48% das mulheres na populacao de mais de 20 anos, sendo que 12,4% dos homens e 16,9% das mulheres apresentavam obesidade (IBGE, 2010).

A principal causa do sobrepeso e obesidade e o desequilibrio energetico entre as calorias consumidas e gastas (OMS, 2012).

Mudancas economicas, sociais e demograficas afetaram os padroes de alimentacao e, juntamente com a diminuicao da atividade fisica, caracteristicas da transicao nutricional, resultaram no maior ganho de peso da populacao (Batista Filho e colaboradores, 2008; Janero e colaboradores, 2008; Bittencourt e colaboradores, 2011).

A casca de maracuja amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Degener) e rica em pectina, fibra soluvel capaz de ligar-se a agua e formar compostos de alta viscosidade, conferindo-lhe efeitos fisiologicos peculiares (Sanderson, 1981).

A hidratacao da fibra ocorre pela absorcao de agua a sua superficie ou pela incorporacao ao intersticio macromolecular (Schweizer, Wursch, 1991).

Na mucosa intestinal ha formacao de uma camada gelatinosa, que altera a difusao e absorcao de nutrientes.

Em funcao dessa maior viscosidade do conteudo enterico, efeitos criticos regulam a resposta metabolica a carga de nutrientes (Brown, Kelleher, Losowsky, 1979; Scheneeman, 1986), como por exemplo, a diminuicao na absorcao e aumento da excrecao de gorduras e carboidratos ingeridos, controlando o peso e o indice glicemico (Medeiros e colaboradores, 2009; Janero e colaboradores, 2010).

O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da farinha da casca de maracuja na variacao de peso e dos niveis sericos glicemicos de ratos.

MATERIAIS E METODOS

O experimento teve inicio apos a aprovacao do Comite de Etica em

Experimental Animal da Universidade de Taubate.

Equipamentos utilizados durante o experimento: Balanca digital (Q-Weigh[TM]. Adam Equipament, Danbury--USA) para afericao do peso corporeo dos animais e da racao (oferta e sobra); Glicosimetro portatil (Accu-check Active[TM], Roche, Alemanha) para aferir a taxa de glicose sanguinea; Proveta com escala graduada de cinco mm, para verificar com precisao a oferta e sobra da agua.

Foram utilizados neste presente trabalho 35 ratos (Rattus norvegicus da linhagem Wistar), do sexo masculino, pesando entre 405g e 630g, com 180 dias de idade, adquiridos comercialmente, que permaneceram sob condicoes constantes de temperatura (22 [+ or -] 3[degrees]C), umidade e iluminacao (8-18h: claro; 18-8h: escuro) com oferta de agua e dieta ad libitum.

A maravalha utilizada para a absorcao da agua, urina e incorporacao das fezes, fora trocadas duas vezes por semana. Somente animais com aspecto sadio foram utilizados na pesquisa.

Os animais foram divididos em quatro grupos, mantidos em gaiolas coletivas com tres a cinco animais em cas devidamente identificadas. 1) Grupo Controle (GC): os animais foram alimentados com dieta comercial Presence[R] e agua, por da, esta21 dias (n=9); 2) Grupo Maracuja (GM): os animais foram alimentados com dieta comercial Presence[R] acrescida de farinha da casca de maracuja e agua, por 21 dias (n=9); 3) Grupo Hipercalorica (GH): os animais foram alimentados com dieta de cafeteria: dieta comercial Presence[R] (37,5%), biscoito de amido de milho Racine[R] (12,5%), amendoim torrado Dori[R] (25%) e chocolate ao leite Bel[R] (25%), e agua, por 21 dias (n=8); 4) Grupo Hipercalorica Maracuja (GHM): os animais foram alimentados com dieta de cafeteria: dieta comercial Presence[R] (37,5%), biscoito de amido de milho Racine[R] (12,5%), amendoim torrado Dori[R] (25%), chocolate ao leite Bel[R] (25%), acrescida de farinha da casca de maracuja e agua, por 21 dias (n=9).

Dieta acrescida de farinha da casca de maracuja

O produto de origem vegetal utilizado para o estudo foi o maracuja amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Degener), obtido na forma de farinha do albedo e do flavedo (casca) adquirido comercialmente sob o produto Fibra de Maracuja--Sabor da Terra[R].

Farinha da casca de maracuja (Sabor da Terra)

Para elaboracao da dieta comercial acrescida com farinha da casca de maracuja (Souza, Ferreira e Vieira, 2008), a racao comercial foi triturada artesanalmente em liquidificador, depois foi acrescida de farinha da casca de maracuja na proporcao de 350 mg/kg (Braga e colaboradores, 2010), para a formacao de pellets ofertada aos animais.

Dieta de cafeteria

Para elaboracao da dieta de cafeteria (hipercalorica), a racao comercial foi triturada artesanalmente em liquidificador e acrescida de alimentos hiperenergeticos seguindo a proporcao: 15g de racao comercial, 10g de chocolate ao leite, 10g de amendoim torrado e 5g de biscoito de amido de milho, tambem triturados artesanalmente em liquidificador (Zambom e colaboradores, 2009).

Comparacao de nutrientes

Controle da ingestao alimentar e hidrica

O monitoramento do consumo de racao e agua foi feito diariamente. O consumo de racao foi calculado atraves da diferenca do valor de racao ofertada e as sobras das racoes nos comedouros. As sobras das racoes foram coletadas e colocadas em balanca digital (Q-Weigh[TM]. Adam Equipament, Danbury--USA), para aferir o peso; Para averiguar a ingestao hidrica, as sobras de agua eram depositadas em proveta com escala graduada de cinco milimetros e comparadas de acordo com a oferta anterior.

Controle da massa corporal

O peso corporeo dos animais foi feito semanalmente. Os animais eram retirados individualmente das gaiolas e colocados dentro de uma caixa plastica sobre a balanca (Q-Weigh[TM]. Adam Equipament, Danbury--USA) ja tarada.

Controle Glicemico

Para a determinacao da glicemia foram coletadas amostras de sangue por puncao caudal no inicio e final do experimento, analisados por glicosimetro portatil (Accucheck Active[TM], Roche, Alemanha).

Analise estatistica

A tabulacao dos dados coletados foi realizada no programa Microsoft Office Excel 2007. Os resultados obtidos foram submetidos a analise de variancia para amostras independentes (ANOVA), seguida do teste de Bonferroni. Nivel de significancia de cinco por cento foi adotado (p<0.05).

RESULTADOS

Controle da glicemia

A glicemia (mg/dl) ao final do experimento foi maior no grupo hipercalorica (120 [+ or -] 15,0) e no grupo hipercalorica+maracuja (114 [+ or -] 7,0) do que nos grupos controle (108,0 [+ or -] 4,2) ou maracuja (110,7 [+ or -] 3,6), sendo p = 0,0011, Figura 1.

Controle de peso

Observou-se reducao do ganho de peso do grupo maracuja (7,5 [+ or -] 4,1g) em comparacao com o grupo controle (12,1 [+ or -] 3,3g) e aumento do ganho de peso dos grupos hipercalorica (22,2 [+ or -] 7,4g) e hipercalorica+maracuja (16,8 [+ or -] 5,3g), entre o inicio do experimento e a 1 semana de tratamento (p=0,0004).

Entre a 2 e 3 semana de tratamento, o grupo hipercalorico apresentou aumento do ganho de peso (10,1 [+ or -] 5,1) em comparacao com os grupos controle (4,8 [+ or -] 2,3).

O ganho de peso do grupo maracuja (5,8 [+ or -] 3,6) e do grupo hipercalorica+maracuja (6,2 [+ or -] 2,4) nao diferiu do grupo controle (Figura 2), sendo p= 0,0243.

DISCUSSAO

Em um estudo (Braga e colaboradores, 2010) com ratos machos (250350 g) com diabetes induzida, houve reducao da glicemia apos 2 h de administracao da fibra da casca de maracuja, permanecendo ate 4 h para as doses efetivas (40 e 160 mg/kg), sendo que nao houve diferenca estatistica para os valores medios de glicemia entre a dose de 20 mg/kg e o controle basal.

O efeito observado poderia estar relacionado a diferentes mecanismos. O primeiro estaria associado a presenca das fibras soluveis, que conferem elevada viscosidade quando em contato com a agua, formando ao nivel do intestino delgado uma camada gelificada que diminuira o contato dos nutrientes ingeridos com a mucosa do mesmo, dificultando assim, a absorcao da glicose (Alavarez e Sanchez, 2006) e consequentemente, diminuindo a atividade da enzima alfa amilase (Llano e Ferrer, 2006).

Outro mecanismo acessorio a este, ocorreria ao nivel do intestino grosso, onde a pectina e totalmente fermentada, gerando acidos graxos de cadeia curta, como o acetato, o butirato e o propionato.

O butirato e apontado como o responsavel por diminuir a resistencia a insulina nos tecidos perifericos via reducao da producao de NF-kB e o propionato, metabolizado ao nivel hepatico, estimula a glicogeniogenese e a sintese de lipideos (Alvarez e Sanchez, 2006).

Estudos recentes demonstraram que ha uma estreita relacao entre alguns tipos de alimentos e o fator de transcricao NF-^B, no sentido de impedir o estimulo desencadeante de inumeras doencas cronicas degenerativas nao transmissiveis, como o cancer, obesidade, dislipidemias, diabetes tipo II e doencas neurodegenerativas (Paschoal, Naves e Fonseca, 2007).

O NF-kB e um fator que possui relacao com o surgimento e manutencao da inflamacao na obesidade, ja que, quando ativado no adipocito, leva a producao de citocinas pro-inflamatorias. Como consequencia, ira contribuir para a resistencia a acao da insulina (Andre e Tofalini, 2008; Lima e colaboradores, 2012).

Krahn (2008) demonstrou que o uso de 1 a 2g/kg do peso corporal do extrato aquoso da casca desidratada do maracuja, mostrou-se eficaz na reducao do nivel da glicemia. Ao administrar a farinha em ratos diabeticos observou-se apos quatro horas de uso, reducao de aproximadamente 212 mg/dl de 490,6 mg/dl, glicose sanguinea.

Ramos e colaboradores (2007) em um estudo clinico piloto com 19 mulheres normoglicemicas e com dislipidemia, com idade entre 30 e 60 anos, observaram que 30 g diarios da farinha da casca de maracuja por sessenta dias reduziu os niveis de colesterol total e colesterol LDL, no entanto, nao houve alteracao nos niveis glicemicos destas pacientes.

A reducao da glicemia observada no grupo que recebeu dieta hipercalorica associada ao maracuja pode ser explicada, portanto, por estes mecanismos supra-citados.

Como a investigacao sobre a relacao entre obesidade e resistencia a insulina se intensificou, descobriu-se que alguns compartimentos de gordura, especialmente de gordura visceral, sao mais funcionalmente ativos que outros.

As celulas de gordura visceral possuem taxas mais altas de lipolise que as celulas de gordura subcutanea, resultando numa maior producao de acidos graxos livres, e taxas elevadas de acidos graxos livres estao associadas a uma maior resistencia a insulina. Alem disso, a gordura visceral e uma fonte importante de adipocitocinas IL-6, TNF-[alpha] e adiponectina, todas relacionadas a resistencia a insulina (Sunaiko, 2007; Guimaraes e colaboradores, 2007).

Estudo envolvendo humanos, homens e mulheres adultos com diabetes tipo 2 com suplementacao da farinha da casca de maracuja, foi observado que nos primeiros 30 dias o peso corporal permaneceu constante, e apos 60 dias o peso elevou-se um pouco, no entanto nao ocorreu diferenca significante, principalmente ao sexo masculino (Cunha e colaboradores, 2006).

Salas-Salvado e colaboradores (2008) avaliaram durante 16 semanas pacientes com eutrofia, sobrepeso e obesos, sugerindo que a suplementacao da dieta com fibras soluveis para reducao de peso poderia ser benefica, a fibra induzia saciedade e um perfil lipoproteico mais favoravel ao longo prazo. Todavia, esses resultados nao sustentam a hipotese de que suplementos de fibras podem ter efeitos adicionais na reducao de peso, ja que os mesmos nao foram estatisticamente significativos no grupo estudado.

Em seu estudo de 12 semanas com pacientes diabeticos, Magnoni e colaboradores (2008), nao verificaram alteracoes significativas tanto no peso corporal quanto no IMC.

Em um periodo de 7 semanas, encontraram resultados significativos (p< 0,01), embora a perda tenha sido de aproximadamente 1 kg, para pacientes com leve hipercolesterolemia (Behall e colaboradores, 2004).

Chandalia e colaboradores (2000) estudando o efeito de alta ingestao de fibras dieteticas (50 g) em pacientes com diabetes tipo 2, durante 6 semanas, tambem obtiveram resultados nao significativos em relacao a reducao de peso corporal.

Como os animais utilizados neste experimento nao apresentaram diabetes estabelecida; os resultados obtidos apontam para um efeito metabolico que contribui para a reducao do peso corporeo em individuos com dieta hipercalorica, nao exercendo efeito sobre o peso de animais com dieta balanceada (controles).

Neste sentido, a casca de maracuja poderia exercer efeito anti-inflamatorio como anteriormente discutido. Estes resultados apontam para a participacao do sistema imune como modulador do metabolismo organico.

CONCLUSAO

A farinha de casca de maracuja associada a dieta hipercalorica em 21 dias reduziu o ganho de peso, mas nao foi eficiente em reduzir a glicemia.

Estes dados indicam a necessidade de alimentacao balanceada mesmo quando ha suplementacao eficaz em reduzir o peso.

REFERENCIAS

(1-) Alvarez, E. E.; Sanchez, P. G. La fibra dietetica. Nutr Hosp. Madrid. Vol. 21. Num. 2. p. 61-72. 2006.

(2-) Andre, A. L. R.; Tofalini, F. S. Qual o papel do fator nuclear Kappab (NF-KB) na obesidade? In: Centro Universitario de Belo Horizonte. Belo Horizonte. p. 45-49. 2008.

(3-) Batista Filho, M.; Souza, A.I.; Miglioli, T. C.; Santos, M. C. Anemia e obesidade: um paradoxo da transicao nutricional brasileira. Cad. Saude Publica. Vol. 24. Num. 2. p. 247257. 2008.

(4-) Behall, K.M.; Schofield, D.J.; Hallfrish, J.; Hods, O. D. Lipids significantly reduced by diets containing barley in moderately hipercholesterolemic men. J Am Coll Nutr. Vol. 23. p. 55-62. 2004.

(5-) Bittencourt, F. A.; Oliveira, G. R.; Franco, M. S.; Wichmann, F. M. A.; Poll, F. Perfil nutricional de adultos e idosos atendidos no servico integrado de saude da Universidade de Santa Cruz do Sul. Anais do salao de ensino e de extensao. 2011.

(6-) Braga, A.; Medeiros, T. P.; Araujo, B. V.; Silva, B. Investigacao da atividade antihiperglicemiante da farinha da casca de Passiflora edulis Sims, Passifloraceae, em ratos diabeticos induzidos por aloxano. Rev. bras. Vol. 20. Num. 2. p. 181-191.2010.

(7-) Brown, R.C.; Kelleher, J.; Losowsky, M. S. The effect of pectin on the structure and function of the rat small intestine. Brit J. Nutr. Vol. 42. p. 357. 1979.

(8-) Chandalia, M.; Garg, A.; Lutjohann, D.; Bergman, K. V.; Grundy, S. M.; Brinkley, L. J. Beneficial effects of high dietary fiber intake in patients with type 2 diabetes mellitus. New Engl J Med. Vol. 342. Num. 19. p. 1392-1398. 2000.

(9-) Cunha, S.P.; Costa, J. V.; Duarte, J. S.; Rosa, C.B.D.; Pereira, T. Alimentos funcionais e suas acoes no tecido adiposo. Acta Medica Portuguesa. Vol. 19. p. 251-256. 2006.

(10-) Guimaraes, D. E. D.; Sardinha, F. L. C.; Mizurini, D. M.; Carmo, M. G. T. Adipocitocinas: uma nova visao do tecido adiposo. Rev. Nutr. Vol. 20. Num. 5. 2007.

(11-) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica. POF 2008-2009: desnutricao cai e peso das criancas brasileiras ultrapassa padrao internacional. 2010.

(12-) Janero, D. I.; Qeuiroz, M. S. R.; Ramos, A. T.; Sabaa-Srur, A. U. O.; Cunha, M. A. L.; DINIZ, M. F. F. M. Efeito da farinha da casca do maracuja-amarelo (Passifl ora edulis f. fl avicarpa Deg.) nos niveis glicemicos e lipidicos de pacientes diabeticos tipo 2. Rev. bras. Farmacog. Vol. 18. p. 724-732. 2008.

(13-) Janero, D. I.; Qeuiroz, M. S. R.; SabaaSrur, A. U. O.; Cuncha, M. A. L.; Diniz, M. F. F. M. Analise dos componentes da sindrome metabolica antes e apos a suplementacao dietetica com farinha da casca do maracuja, em pacientes diabeticos. RBAC. Vol. 42. Num. 3. p. 217-222. 2010.

(14-) Krahn, C.L. Avaliacao do efeito da casca desidratada do maracuja (Passiflora edulis) e seu extrato aquoso na reducao da glicemia em ratos diabeticos induzidos por aloxano. Revista Brasileira de Farmacologia. Vol.89. p.32-4. 2008.

(15-) Lima, E. S.; Schwertz, M. C.; Sobreira, C. R. C.; Borras, M. R. L. Efeito hipoglicemiante da farinha do fruto de maracuja-do-mato (Passiflora nitida Kunth) em ratos normais e diabeticos. Rev. Bras. Pl. Med. Vol.14. Num.2. p.383-388. 2012.

(16-) Llano, J. L. C.; Ferrer, M. C. Importancia de la fibra dietetica para la nutricion humana. Rev Cubana Med Gen Integr. Vol. 32. Num. 4. p. 100-105. 2006.

(17-) Magnoni, D.; Rouws, C. H. F. C.; Lansink, M.; Van Laere, K. M. J.; Campos, A. C. Long-term use oa a diabetes-specific oral nutritional supplement results in a low-postprandial glucose response in diabetes patients. Diabetes Res Clin Pract. Vol. 80. Num. 1. p. 75-82. 2008.

(18-) Medeiros, J. S.; Diniz, M. F. F. M.; Sabaa-Srur, A. U. O.; Pessoa, M. B.; Cardoso, M. A. A.; Carvalho, D. F. Ensaios toxicologicos clinicos da casca do maracuja-amarelo (Passiflora edulis, f. flavicarpa), como alimento com propriedade de saude. Rev. bras. farmacog. Vol.19. Num. 2a. 2009.

(19-) Organizacao Mundial da Saude. Obesity and overweight. 2012.

(20-) Paschoal, V.; Naves, A.; Fonseca, A. B. B. L. Nutricao Clinica Funcional: dos principios a pratica clinica. Sao Paulo. Valeria Paschoal. 2007.

(21-) Ramos, A. T.; Cunha, M. A. L.; Sabaa-Srur, A. U. O.; Pires, V. C. F.; Cardoso, A. A.; Diniz, M. F. F. M. Uso de Passifl ora edulis f. fl avicarpa na reducao do colesterol. Rev. Bras. Farmacog. Vol.17. Num. 4. p. 592-597. 2007.

(22-) Salas-Salvado, J.; Farres, X.; Luque, X.; Narejos, S.; Borrell, M.; Basora, J.; Anguera, A.; Torres, F.; Bullo, M.; Balanza, R. Effect of two doses of soluble fibres on body weight and metabolic variables in overweight or obese patients: a randomised trial. Brit J Nutr. Vol. 99. Num. 6. p. 1380-1387. 2008.

(23-) Sanderson, G. R. Polysaccharides in Foods. Food Technol, Vol.35. p. 50-57. 1981.

(24-) Schneeman, B.O. Dietary fiber: physical and chemical properties, methods of analysis, and physiological effects. Food Technol. Vol. 40. p. 104-110. 1986.

(25-) Schweizer, T.F.; Wursch, P. The physiological and nutritional importance of dietary fibre. Experientia. Vol. 47. p. 181-186. 1991.

(26-) Sinaiko, A. Obesidade, resistencia a insulina e sindrome metabolica. J. Pediatr. Vol. 83. Num. 1. 2007.

(27-) Souza, M.W.S.; Ferreira, T.B.O.; Vieira, I.D.R. Composicao Centesimal e Propriedades Tecnologicas da Farinha da Casca do Maracuja. Alim. Nutr. Vol.19. Num.1. p. 33-36. 2008.

(28-) Zambom, L.; Duarte, F.O.; Freitas, L.F.; Scarmagnani, F.R.R.; Damao, A.; Duarte, A.C.G.O.; Sene-Fiorese, M. Efeitos de dois tipos de treinamento de natacao sobre a adiposidade e o perfil lipidico de ratos obesos exogenos. Rev. Nutri. Vol. 22. Num. 5. p.707-715. 2009.

Recebido para publicacao em 28/11/2013

Aceito em 14/02/2014

Francine Buzzato Lage [1] Heid Mara Machado Guerra [2] Naira Correia Cusma Pelogia [3]

[1-] GANEP Nutricao Humana, Universidade de Taubate--UNITAU.

[2-] Universidade de Taubate--UNITAU.

[3-] Farmaceutica, com habilitacao em Bioquimica pela Universidade Estadual de Londrina, Mestre em Ciencias--area de concentracao--Farmacologia, pela Universidade de Sao Paulo; Doutora em Ciencias--area de concentracao Farmacologia, pela Universidade de Sao Paulo. Professora da Universidade de Taubate

E-mail:

francine.nutricao@hotmail.com

heidmara_11 @hotmail.com

cusmapelogia@gmail.com

Tabela 1--nutricional (Porcao de 10g).

Quantidade por porcao     10g     %VD

Valor calorico          14 kcal   0,57
Carboidratos             2,60g    0,70
Proteinas                0,70g    1,35
Gorduras Totais          0,04g    0,04
Gorduras Saturadas       0,00g    0,00
Gordura Trans            0,00g    0,00
Fibra Alimentar          5,84g    19,4
Sodio                    8,24g    0,34
Colesterol               0,00g    0,00
Calcio                  25,34g    3,24
Ferro                    0,7g     4,70

Quadro 1--Nutrientes, em porcentagem, das dietas
utilizadas nos grupos experimentais.

               AIN-93 *   Comercial **   Comercial +
                                         maracuja ***

Carboidratos    46,5%         45%           45,1%
Proteinas        14%          23%            23%
Lipideos          4%           4%             4%
Fibras            5%           5%           5,02%
Calcio           1,2%         1,2%           1,2%
Potassio         0,9%        0,85%          0,85%

               Hipercalorica ****   Hipercalorica
                                     + maracuja

Carboidratos         53,3%             53,40%
Proteinas            18,9%               19%
Lipideos              20%                20%
Fibras                 4%               4,02%
Calcio                1,4%              1,4%
Potassio              0,4%              0,4%

Legenda: * AIN 93--(Reeves e colaboradores, 1993; ** Racao
comercial Presence[R].; *** Casca de maracuja--Braga e
colaboradores 2010; **** Hipercaloria, Zambom
e colaboradores, 2009).
COPYRIGHT 2014 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2014 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Lage, Francine Buzzato; Guerra, Heid Mara Machado; Pelogia, Naira Correia Cusma
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Mar 1, 2014
Words:3324
Previous Article:Internacionalizacao da RBNE.
Next Article:Risk of acute myocardial infarction in bodybuilders of a gym in the city of Itatiaia-RJ/Risco de infarto agudo do miocardio em praticantes de...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2021 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters |