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Effect of a combined training in aerobic fitness and body composition in adults/Efeitos do treinamento combinado aerobio e resistido na aptidao aerobia e na composicao corporal de adultos jovens.

INTRODUCAO

A capacidade aerobia e a composicao corporal sao dois importantes componentes da aptidao fisica voltadas para a saude. O exercicio fisico e reconhecido por atuar na melhora destes componentes.

Por outro lado, um estilo de vida sedentario pode estar fortemente associado a uma maior incidencia de massa corporal gorda, excesso de peso e reducao na capacidade cardiovascular, implicando em riscos a saude (Matsudo, 2002; Haskell e colaboradores, 2007).

Nesse sentido, o objetivo almejado pela populacao, quando buscam um programa de exercicios fisicos, e a melhora da capacidade cardiorrespiratoria juntamente com reducao da massa gorda (MG) e aumento da massa magra (MM).

Com o intuito de contemplar estes objetivos e otimizar a duracao das sessoes de treinamento, tem sido proposto o uso de treinamento combinado (TC), que utiliza exercicios resistidos com pesos (ERP) associados a exercicios aerobios (Silva, Rombaldi, Campos, 2010).

Adicionalmente, o TC e utilizado por proporcionar um melhor equilibrio entre o aumento da MM e a reducao da MG (Guimaraes, 2008), apesar de tais fatos ainda nao possuirem comprovacao cientifica.

Em um estudo realizado por Glowacki e colaboradores (2004), foram investigadas as respostas de tres diferentes protocolos de treinamento (ERP, aerobio e treinamento concorrente--aerobio + resistido), sobre a composicao corporal e aptidao aerobia.

Os autores nao encontram reducao da MG no protocolo ERP, corroborando com outros estudos, com desenho similar, ja realizado (Ostrowski e colaboradores, 1997; Uchida e colaboradores, 2004). Por outro lado, os metodos de treinamento aerobio e treinamento concorrente provocaram reducoes na MG. No entanto, a potencia aerobia aumentou somente no grupo de treinamento aerobio.

Em outro estudo, Monteiro e colaboradores (2008) analisaram dois tipos de treinamento de circuito, um utilizando somente ERP e outro TC. Os resultados apontaram um maior gasto energetico no treinamento combinado em relacao ao ERP.

Contudo, os resultados ainda nao sao conclusivos quanto ao efeito do treinamento combinado sobre a aptidao aerobia e, principalmente, na composicao corporal.

Desta forma, o presente estudo objetivou verificar o efeito de um programa de 12 semanas de treinamento combinado, (aerobio + resistido) em indicadores de aptidao aerobia e na composicao corporal em homens e mulheres.

MATERIAIS E METODOS

Sujeitos do estudo

Fizeram parte deste estudo 13 individuos, sendo sete do sexo masculino (30,9 [+ or -] 4,6 anos, 174 [+ or -] 7 cm) e 6 do sexo feminino (32,2 [+ or -] 6,4 anos, 162 [+ or -] 7 cm). A selecao da amostra foi do tipo nao probabilistica intencional, sendo os sujeitos convidados a participar voluntariamente, a partir de obtencao de consentimento verbal e autorizacao por meio de um termo de consentimento livre e esclarecido.

Para atender aos criterios de inclusao do estudo os sujeitos deveriam: a) apresentar um atestado medico liberando-os para a pratica de atividade fisica; b) nao fazer uso de medicamentos, cigarro e alcool; c) nao apresentar lesoes musculoesqueleticas que impedissem a pratica de exercicios.

Delineamento Experimental

Os sujeitos selecionados para participar do estudo foram submetidos a dois momentos de avaliacoes: antes e depois de 12 semanas de treinamento combinado (aerobio + ERP). Foram realizadas as seguintes avaliacoes: anamnese, avaliacao da composicao corporal e teste incremental em esteira rolante para determinacao da capacidade aerobia.

Os individuos foram instruidos a nao fazer nenhum esforco fisico intenso nas 24 horas que antecederam a realizacao das avaliacoes.

Neste estudo de carater preexperimental, foram controladas as seguintes variaveis:

a) Dieta: todos os individuos foram

submetidos a uma consulta nutricional para determinar a taxa de metabolismo basal (TMB) segundo a equacao de Harris-Benedict (1919). Para determinar o gasto energetico total (GET) individual foi somado o gasto energetico da TMB com o do treinamento. Para a estimativa do gasto energetico do treinamento aerobio utilizou-se a intensidade relativa do exercicio referente a frequencia cardiaca (FC) no ponto de deflexao da frequencia cardiaca (PDFC), e normalizado pela frequencia cardiaca maxima ([FC.sub.MAX]) determinada durante o teste incremental.

Dessa forma, foi estabelecida a relacao dessa intensidade com o percentual do VO2 e o seu equivalente em METs. Para estimativa do gasto energetico durante o treino de forca foi utilizada a porcentagem do teste de 1RM e a tabela de METs correspondente para as cargas relativas (Collins, 1991).

O gasto energetico do treinamento foi determinado pela seguinte equacao: Calorias por minuto (kcal/min) = MET * 3,5 * peso (kg) / 200. Com isto, foi elaborada a dieta com cardapio estruturado de maneira a gerar uma ingestao alimentar com deficit de 500 kcal em relacao a quantidade de Kcal gastas por cada individuo, tanto para os dias de treinamento como para os dias em que os individuos nao realizavam programa de exercicios fisicos. b) Nivel de condicionamento inicial: os individuos selecionados estavam sem praticar exercicios fisicos regularmente a pelo menos 6 meses.

Avaliacao da composicao corporal

Para a medida da estatura foi utilizado um estadiometro com escalas de 0,1 cm (SANNY, EUA), para massa corporal (MC) uma balanca de 100 g de sensibilidade (TOLEDO[R], Brasil) e para as medidas de perimetros utilizou-se uma trena antropometrica em fibra de vidro (WISO, Brasil), a partir das quais foi calculado o indice de massa corporal (IMC) e a relacao cintura quadril (RCQ).

Realizou-se a medida da espessura das dobras cutaneas utilizando um plicometro de 0,1 mm de resolucao (CESCORF[R], Porto Alegre, Brasil) para a estimativa da densidade corporal por meio da equacao de Jackson e Pollock (1978) para homens e Jackson e Pollock e Ward (1980) para mulheres.

A partir da densidade corporal (DC) foi obtido o percentual de gordura (%G) utilizando a equacao de Siri (1961). Os dados de composicao corporal foram analisados sob o modelo de dois componentes: MG e MM, sendo a MM obtida subtraindo-se a MG da MC total.

Determinacao das variaveis aerobias

Para a avaliacao da capacidade aerobia foi realizado um teste incremental maximo em esteira rolante (Progress 3.4, Blumenau, Brasil), com inclinacao de 1 grau, com incrementos de 0,5 km.h-1 a cada minuto, ate a exaustao voluntaria.

A frequencia cardiaca foi registrada a cada 5 segundos por meio de um frequencimetro (POLAR[R] RS400, cidade, pais). A partir deste teste foi determinado o consumo maximo de oxigenio ([VO.sub.2MAX]), de acordo com equacao proposta pelo Americam College of Sport Medicine (ACSM, 2003).

V02max = 3,5 + (vel *0,2) + {(incl/100) * vel * 0,9}

Onde: V[O.sub.2] e expresso em ml x [kg.sup.-1] x [min.sup.-1]; vel = velocidade final em m x [s.sup.-1] incl = % de inclinacao da esteira.

O pico de velocidade (PV) foi determinado como a maior velocidade atingida no teste incremental de esteira, considerado no estagio em que tenha completado pelo menos 30 s.

O PDFC foi identificado pelo metodo Dmax (Kara e colaboradores, 1996), no qual foram ajustados em uma funcao polinomial de terceira ordem os pontos da curva de frequencia cardiaca em funcao da velocidade em km [h.sup.-1] dos estagios do teste. Foram utilizados apenas valores iguais ou superiores a 120 bpm.

A velocidade referente ao estagio onde foi identificado o PDFC foi definida como [V.sub.DMAX].

Protocolo de Treinamento

Os sujeitos realizaram um periodo de 12 semanas de treinamento combinado (aerobio + resistido). O treinamento foi realizado com uma frequencia de 3 vezes por semana (segundas, quartas e sextas), com sessoes de 55 min de duracao, divididas em 25 minutos de exercicio aerobio em intensidade relativa ao % do PDFC e 30 min de ERP, nesta ordem.

A seguir e apresentado o modelo de periodizacao do mesociclo de treinamento realizado (Quadro1).

No treinamento ERP os sujeitos realizaram tres series de repeticoes maximas com metodo de treinamento "A, B" e intervalo de 40 s entre series. As mulheres realizaram no treino de forca A os seguintes exercicios: supino maquina, peck deck, extensor de triceps, extensor de coxa, leg press 90[degrees], cadeira adutora na maquina e flexor deitado (mesa flexora); treino B: puxador de frente, remada fechada, rosca direta na polia, gluteo na polia, gluteo no solo e cadeira abdutora maquina.

Os homens realizaram no treino de forca A os seguintes exercicios: supino reto, crucifixo, peck deck, desenvolvimento de ombro, elevacao lateral para ombro, extensor de triceps, extensor invertido para triceps; treino B: puxador de frente, remada fechada, rosca direta, extensor de coxa, leg press 90[degrees] e leg press 90[degrees] panturrilha.

Analise Estatistica

Foi empregada a analise descritiva (media e desvio-padrao) para apresentacao dos resultados. Em seguida, foi realizado o teste de Shapiro-Wilk para verificar a normalidade dos dados. O teste t de Student pareado foi utilizado para comparar as variaveis pre e pos-treinamento. Para tais analises foi utilizado o programa estatistico SPSS versao 11.5 para Windows. Foi adotado um nivel de significancia de p < 0,05.

RESULTADOS

A Tabela 1 apresenta os valores medios das variaveis da capacidade aerobia pre e pos o periodo de 12 semanas de treinamento. Foi observado um aumento significativo dos indicadores de potencia aerobia ([VO.sub.2MAX] e PV) e [V.sub.DMAX] em ambos os grupos.

A Tabela 2 apresenta os resultados das variaveis relacionadas a composicao corporal, antes a apos as 12 semanas de treinamento. Foi observado uma reducao nos valores de MC, MG, IMC e RCQ, para ambos os grupos, enquanto que para a MM foi observado um aumento.

DISCUSSAO

O presente estudo objetivou verificar o efeito de 12 semanas de treinamento combinado (aerobio + resistido) em indicadores de aptidao aerobia e na composicao corporal de homens e mulheres.

Nao ha um consenso na literatura em relacao as adaptacoes aerobias que ocorrem com o treinamento combinado.

Os resultados do nosso estudo indicam que ocorrem melhoras significativas em indicadores de potencia aerobia ([VO.sub.2MAX] e PV) com o treinamento, corroborando achados de investigacoes previas (McCarthy e colaboradores, 1995; Hunter, Demment, Miller, 1987).

No estudo de McCarthy e colaboradores (1995), os autores encontraram um aumento de 18% no [VO.sub.2MAX] em individuos do sexo masculino que realizaram apenas treinamento aerobio, enquanto que com o treinamento combinado foi observado um aumento de 16% desta variavel. Tais valores sao semelhantes aos encontrados no presente estudo (14 [+ or -] 7%).

Adicionalmente, Chacon-Mikahil e colaboradores (2012), que verificaram os efeitos de 12 semanas de TC em homens de meia idade na aptidao aerobia, observaram um aumento do PV (14,17%), similar aos encontrados no presente estudo onde se observou aumento do PV (15,63%) para os homens e (12,30%) para as mulheres.

No entanto, nos estudos de Lemura e colaboradores (2000) e Glowacki e colaboradores (2004) nao foram observadas alteracoes na potencia aerobia apos a realizacao de treinamento combinado. A forma como os estudos supracitados manipularam as variaveis de controle de treinamento (intensidade do exercicio, frequencia semanal, duracao do exercicio, entre outras) ou combinaram as sessoes de treinamento (ERP vs aerobio) pode ter sido o motivo pelo qual nao ocorreram adaptacoes no [VO.sub.2MAX].

Em relacao a capacidade aerobia, representada pela [V.sub.DMAX], os resultados do presente estudo demonstram um aumento de 8,9% apos as 12 semanas de TC.

Nao foram encontrados estudos previos que tenham analisado os efeitos do TC sobre esta variavel.

Santa-Clara e colaboradores (2002) avaliaram o efeito de dois tipos de treinamento (TC e aerobio) sobre a capacidade aerobia, tendo o segundo limiar ventilatorio como indicador.

Foram observadas melhoras significativas no segundo limiar ventilatorio apos ambos os modelos de treinamento, no entanto as maiores alteracoes ocorreram no grupo que realizou TC.

O segundo limiar ventilatorio pode ser considerado a variavel que mais se aproximaria a VDMAX, uma vez que ambas sao utilizadas para estimativa do segundo limiar de lactato ou limiar anaerobio (Ribeiro e colaboradores, 1985; Kara e colaboradores, 1996), considerados indicadores de capacidade aerobia.

E consenso na literatura que o treinamento aerobio em intensidades proximas ao limiar anaerobio, a exemplo do utilizado no presente estudo, promove melhorias na capacidade aerobia (Jacobs, 1986; Oliveira, Gagliard, Kiss, 1994).

Contudo, Chtara e colaboradores (2005) demonstraram que o ERP realizado com homens durante 12 semanas tambem e capaz de provocar melhoras na capacidade aerobia, representado pelo aumento no segundo limiar ventilatorio.

Alem disso, o ERP e capaz de promover melhora da economia de movimento e adaptacao periferica (Paavolainen e colaboradores, 1999; Guglielmo, Greco, Denadai, 2009).

Em relacao a composicao corporal, observou-se no presente estudo uma melhora significativa em todas as variaveis, tanto para os homens como para as mulheres. Pode-se observar que a MC reduziu significativamente em ambos os grupos, sendo que isso levou a uma reducao do IMC e repercutiu principalmente na diminuicao da MG e consequentemente no %G.

Alem disso, houve um aumento significativo na MM de ambos os grupos, sendo isto, considerado como um fator muito benefico, pois aumenta o dispendio de energia em repouso (Tataranni e Ravussin, 1995; Arciero, Goran e Poehlman, 1993).

Resultados semelhantes aos nossos foram observados no estudo de Park e colaboradores (2003), no qual os autores encontraram aumento na MM em individuos que realizaram treinamento combinado, enquanto que o mesmo nao foi observado para individuos que realizaram apenas treinamento aerobio.

Ainda segundo os mesmos autores, a MC, IMC e o %G apresentaram uma reducao maior no grupo de treinamento combinado comparado ao grupo que realizou apenas treinamento aerobio. Outros estudos tambem demonstraram que o treinamento combinado resulta em melhorias nas variaveis de composicao corporal, expressas pela reducao do %G e aumento da massa livre de gordura (Dolezal e Potteiger, 1998; Glowacki e colaboradores, 2004; McCarthy e colaboradores, 1995).

Neste tipo de investigacao, um aspecto importante que deve ser observado e o controle da dieta dos sujeitos, pois a ingestao calorica pode influenciar diretamente nos resultados das pesquisas.

Rossato e colaboradores (2007) verificaram o efeito de um treinamento combinado sobre alguns componentes corporais em mulheres, porem, nao controlaram a dieta dos sujeitos. Os autores nao encontraram alteracoes nos valores de MG nem para MM apos um periodo de treinamento com duracao de 20 semanas, realizado 3 vezes por semana. O fato dos autores nao ter controlado a dieta pode ser uma possivel explicacao para a nao reducao da MG observada.

Alem disso, a baixa intensidade do treinamento aerobio (65% relativa ao PV do teste incremental) utilizada no referido estudo tambem pode ter contribuido para os resultados observados.

Por fim, a reducao da MC, bem como do %G repercutiram na diminuicao significativa do RCQ apos o periodo de treinamento.

Estes resultados sao similares aos encontrados no estudo de Rocca e colaboradores (2008), no qual observaram reducao significativa do RCQ em mulheres apos um programa de exercicios combinados (aerobio + resistido), realizados 3 vezes por semana durante 12 semanas.

CONCLUSAO

Um programa de exercicios de 12 semanas, combinando prescricao de treinamento aerobio com exercicios resistidos, ocasionou melhoras na potencia e capacidade aerobia e nas variaveis da composicao corporal em ambos os sexos.

Portanto, quando a combinacao de treinamento ERP e aerobio e prescrita de forma adequada, o mesmo pode ser uma excelente estrategia para otimizar o tempo das sessoes de treinamento e promover adaptacoes na capacidade cardiorrespiratoria, juntamente com reducoes na MG e aumento na MM de individuos que buscam um programa de exercicios fisicos.

Recebido para publicacao em 13/08/2012

Aceito em 28/09/2012

REFERENCIAS

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Jader Sant' Ana [1], Juliano Dal Pupo [1], Rodrigo G. Gheller [1], Fernando Diefenthaeler [1]

(1) -Universidade Federal de Santa Catarina Florianopolis, SC, Brasil

E-mail:

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Tabela 1--Media e DP das variaveis referentes a capacidade aerobia
dos dois grupos avaliados antes e a apos 12 semanas de treinamento.

                                     Homens (n = 7)

                               Pre                    Pos

[VO.sub.2MAX] (ml x    37,33 [+ or -] 6,27   42,31 [+ or -] 5,39 *
[kg.sup.-1] x
[mm.sup.-1])
PV (km x [h.sup.-1])    9,71 [+ or -] 1,8    11,14 [+ or -] 1,55 *
[V.sub.DMAX]           8,07 [+ or -] 1,21    8,79 [+ or -] 1,52 *
(km x [h.sup.-1])

                                     Mulheres (n = 6)

                               Pre                    Pos

[VO.sub.2MAX] (ml x    34,85 [+ or -] 3,49   38,62 [+ or -] 3,38 *
[kg.sup.-1] x
[mm.sup.-1])
PV (km x [h.sup.-1])   9,00 [+ or -] 1,00    10,08 [+ or -] 0,97 *
[V.sub.DMAX]           7,22 [+ or -] 0,71    8,08 [+ or -] 0,66 *
(km x [h.sup.-1])

[VO.sub.2MAX] = consumo maximo de oxigenio; PV = pico de velocidade;
[V.sub.DMAX] = velocidade de ponto de deflexao da frequencia
cardiaca identificada pelo metodo [D.sub.MAX].; * p < 0,01.

Tabela 2--Media e DP das variaveis referentes a composicao corporal
dos dois grupos avaliados antes e a apos 12 semanas de treinamento.

                                      Homens (n = 7)

                               Pre                     Pos

MC (kg)                87,66 [+ or -] 13,60   82,37 [+ or -] 11,63 *
MM (kg)                63,14 [+ or -] 7,34    66,14 [+ or -] 7,55 **
MG (kg)                24,52 [+ or -] 6,92    16,23 [+ or -] 5,09 **
%G (%)                 27,55 [+ or -] 4,12    19,40 [+ or -] 3,94 **
IMC (kg x [m.sup.2])   29,00 [+ or -] 4,18    27,27 [+ or -] 3,65 *
RCQ                     0,92 [+ or -] 0,05    0,88 [+ or -] 0,05 **

                                     Mulheres (n = 6)

                               Pre                     Pos

MC (kg)                64,87 [+ or -] 6,86    60,05 [+ or -] 6,52 **
MM (kg)                43,81 [+ or -] 4,41    46,38 [+ or -] 4,15 *
MG (kg)                21,05 [+ or -] 4,09    13,67 [+ or -] 3,48 **
%G (%)                 32,31 [+ or -] 4,15    22,53 [+ or -] 4,05 **
IMC (kg x [m.sup.2])   24,73 [+ or -] 2,00    22,88 [+ or -] 1,92 **
RCQ                    0,727 [+ or -] 0,07    0,696 [+ or -] 0,07 *

MC = massa corporal; MM = massa magra; MG = massa gorda;
%G = percentual de gordura; IMC = indice de massa corporal;
RCQ = relacao cintura quadril; * = p < 0,05; ** p < 0,01.

Quadro 1--Periodizacao do mesociclo de treinamento proposto

                 Periodizacao do Mesociclo de Treinamento

Semana          1      2       3      4      5      6

Microciclo      O      O       C      R      O      O

Metodo e       CON    CON     INT    CON    CON    CON
intensidade    80%    80%     85%    70%    80%    80%
treinamento     a      a       a      a      a      a
aerobio        100%   100%   110%    85%    100%   100%

Treino         12 a   12 a   6 a 8   10 a   8 a    8 a
Resistido       15     15     RM      12     10     10
                RM     RM             RM     RM     RM

                  Periodizacao do Mesociclo de Treinamento

Semana           7      8      9      10     11      12

Microciclo       C      R      O      O       C      R

Metodo e        INT    CON    CON    CON     INT    CON
intensidade     85%    70%    80%    80%     85%    70%
treinamento      a      a      a      a       a      a
aerobio        110%    85%    100%   100%   110%    85%

Treino         6 a 8   10 a   8 a    8 a    6 a 8   10 a
Resistido       RM      12     10     10     RM      12
                        RM     RM     RM             RM

O = Treino Ordinario; C = Treino de Choque; R = Treino de
Recuperacao; CON = Metodo Continuo de Treinamento Aerobio;
INT = Metodo intervalado de Treinamento Aerobio; PDFC= Ponto
de Deflexao da Frequencia Cardiaca; RM = Repeticoes Maximas; 2
(a) = Segunda Feira; 4 (a) = Quarta feira; 6 (a) = Sexta feira;
A = Treino resistido A; B Treino Resistido B
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Author:Ana, Jader Sant'; Pupo, Juliano Dal; Gheller, Rodrigo G.; Diefenthaeler, Fernando
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:Sep 1, 2012
Words:4273
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