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Efeitos do consumo proteico sobre a hipertrofia ocasionada pelo treinamento resistido: Uma visao atual.

RESUMO

Objetivo: Levantar, discutir e sintetizar as pesquisas que analisaram os efeitos do consumo proteico sobre a hipertrofia muscular ocasionada pelo treinamento resistido. Fontes de dados: A pesquisa foi realizada nas bases de dados do Pubmed. Os descritores utilizados foram: Protein consumption, Protein intake, Resistance exercise, Resistance trainning, Hypertrophy, Exercise, Nutrition. Sintese dos dados: O rastreamento dos estudos utilizando os descritores encontrou 73195 estudos. Apos cruzamento entre os descritores, obteve-se 4.412 estudos. Desses, depois de realizada analise dos titulos dos estudos, foram cogitados 502 relevantes referencias; Apos leitura dos resumos 120 estudos foram selecionados, sendo entao submetidos aos criterios de inclusao/exclusao, totalizando, ao final, 47 estudos, lidos integralmente. A maioria dos estudos relacionou a pratica do treinamento resistido e a capacidade de sintese de proteinas musculares cujo efeito esta associado, entre outros fatores nutricionais, a ingestao de quantidades diarias relativamente maiores de proteinas de alta qualidade aminoacidica. Conclusoes: A pratica de treinamento resistido e capaz de potencializar a sintese de proteinas musculares aguda e cronicamente. Atletas que realizam essa modalidade necessitam consumir uma quantidade diaria relativamente maior de proteinas ricas em aminoacidos essenciais para recuperar o dano tecidual muscular ocasionado pelo treino. O consumo aproximado de 20-25g de proteinas, preferencialmente com valores significativos de leucina, parecem potencializar a sintese e recuperacao miofibrilar especialmente no postreinamento, entretanto a magnitude da hipertrofia ocasionada por esse tipo de exercicio e tambem influenciada por fatores metabolicos, tensionais e hormonais.

Palavras-chave: Ingestao Proteica. Exercicio Resistido. Hipertrofia. Exercicio Fisico. Nutricao.

ABSTRACT

Protein consumption effects on hypertrophy provocate by resistance training: a current vision

Aim: Discuss and synthesize researches examining the effects of protein intake on muscle hypertrophy caused by resistance training. Data sources: The survey was conducted in Pubmed databases. The key words used were: Protein consumption, Protein Intake, Resistance Exercise, Resistance Training, Hypertrophy, Exercise, Nutrition. Data synthesis: Screening studies using the keywords found 73,195 studies. After cross between the descriptors, it was obtained 4,412 studies. Of these, performed after analyzing the titles of the studies were bandied about 502 relevant references; after reading the abstracts a total of 120 studies were selected and then submitted to the inclusion/exclusion criteria, totaling 47 studies. Most of the studies related to practice Resistance Training and muscle protein synthesis capability which effect is associated with, among other nutritional factors, the daily intake of relatively large amounts of high quality protein amino acid. Conclusions: The resistance training practice is able to enhance the synthesis of muscle proteins acute and chronically. Athletes who perform this type of training need to consume daily a higher amount of protein rich in essential amino acids to recovery muscle tissue damage caused by training. The approximate consumption of 20-25g of protein, preferably with significant amounts of leucine, seem to enhance the synthesis and myofibrillar recovery especially post-training, however the level of hypertrophy caused by this type of exercise is also influenced by metabolic, tension and hormonal factors.

Key words: Protein Intake. Resistance Exercise. Hypertrophy. Exercise. Nutrition.

INTRODUCAO

A pratica regular de exercicios fisicos e capaz de promover diversas positivas adaptacoes estruturais e moleculares que interferem diretamente, entre outros aspectos, na utilizacao sistemica dos substratos energeticos relacionados ao trabalho desenvolvido pela musculatura esqueletica ativa.

O aumento da atividade metabolica e uma das consequencias fisiologicas ocasionadas pelo exercicio fisico e adicionalmente tem impacto sobre o remodelamento da morfologia corporal do individuo (Egan e Zierath, 2013).

Adicionalmente, o consumo de diferentes nutrientes advindos da alimentacao e capaz de desencadear reacoes bioquimicas que concomitantemente a pratica de exercicio fisicos potencializa a atividade celular, enzimatica e metabolica de diversos sistemas energeticos (Poortmans e colaboradores, 2012).

A uniao desses fatores e considerada pilar para a modulacao do fenotipo corporal do homem, o que compele ao treinamento fisico e alimentacao, a capacidade de modular positivamente caracteristicas morfologicas, tais como, o aumento da taxa de massa muscular (MM) esqueletica e reducao do percentual de gordura corporal tanto visceral quanto subcutanea (Herring e colaboradores, 2013).

Dentre as diversas possibilidades, o treinamento resistido (TR) ou de contra resistencia, popularmente conhecido como musculacao e considerado a principal forma de exercicio fisico para desenvolvimento da hipertrofia do musculo esqueletico, nele o praticante necessita realizar uma contracao tensional do musculo que rompa a sobrecarga de uma dada resistencia (Mitchell e colaboradores, 2013).

A hipertrofia miofibrilar, ocorre a nivel molecular e e caracterizada pelo aumento da secao transversa do musculo esqueletico. Sua regulacao, entre outros fatores, esta diretamente associada aos aspectos hormonais e nutricionais, e tambem, sobretudo, por estimulos tensionais biomecanicos desenvolvidos pelo movimento, especialmente aqueles realizados contra uma resistencia de sobrecarga (Phillips, 2009).

Entretanto, e necessario que o consumo alimentar diario dos macronutrientes carboidratos, gorduras e proteinas e demais micronutrientes, forneca elementos suficientes que sejam capazes de suprir a demanda energetica e nutricional do treinamento de contra resistencia e principalmente promover adequadamente a recuperacao da musculatura esqueletica microlesionada postreinamento (Bosse e Dixon, 2012; Egan e Zierath, 2013; Herring e colaboradores, 2013; Poortmans e colaboradores, 2012).

No ambito do TR, a intensidade da carga voluntariamente suportada e chamada de repeticao maxima (RM).

O volume suportado contra uma dada resistencia, advindo da realizacao de repeticoes de movimentos musculares concentricos e excentricos leva ao desenvolvimento de um stress mecanico local, de estiramento e encurtamento, que continuamente acionado ocasiona um desbalanco metabolico momentaneo capaz de "danificar" a porcao muscular exercitada e sinalizar respostas inflamatorias, hormonais, metabolicas e nutricionais de reparacao.

Todo esse processo estimula molecularmente celulas satelites miofibrilares a recompor essas microlesoes teciduais, originando um novo processo de sintese de proteinas, o que leva ao desenvolvimento da hipertrofia muscular esqueletica (Pasiakos, 2012; Blaauw e colaboradores, 2013).

Exercicios de contra resistencia realizados sob intensidades entre 75-90% RM, sao apontados pela literatura, como os responsaveis por promover maiores niveis de hipertrofia muscular aos praticantes (Kumar e colaboradores, 2009).

Entretanto, existem evidencias que demonstraram que cargas de treino de 30% RM realizadas ate exaustao muscular, tambem sao capazes de promover taxas hipertroficas pos-treinamento semelhantes (Burd e colaboradores, 2010).

Por outro lado, diversos estudos relatam que dietas compostas por alimentos ricos em proteinas, principalmente de origem animal, sao capazes de acionar importantes mecanismos moleculares relacionados a hipertrofia muscular, estando ou nao aderido a pratica de TR (Pasiakos, 2012).

O consumo proteico (CP), esta diretamente associado ao anabolismo do musculo esqueletico. A proteina e um macronutriente, que entre outras funcoes celulares, possui funcao tecidual estrutural, isto e, o consumo ajustado de proteinas, dentro das recomendacoes dieteticas individualizadas diarias, e capaz de suprir as demandas organicas desse nutriente, cuja necessidade e expressa oscilatoriamente durante todo o dia, pelo chamado turnover proteico, em que periodos de jejum estimulam o catabolismo tecidual de diversos orgaos metabolicos e periodos de alimentacao promovem anabolismo celular dos mesmos sistemas energeticos corporais (Churchward-Venne e colaboradores, 2012; Herring e colaboradores, 2013).

Os periodos oscilatorios de disponibilizacao serica desse nutriente e privacao da oferta de nutrientes, ambos sistemicos, constituem respectivamente a chamada rede de balanco proteico, onde o equilibrio dinamico entre os estados de anabolismo e catabolismo muscular, modulam a contribuicao metabolica dos musculos e modulam o nivel da biodisponibilidade desse nutriente, que associada a fatores hormonais e tensionais sao a chave para a promocao da hipertrofia do musculo esqueletico (Churchward-Venne e colaboradores, 2012).

Assim, quando a frequencia de sintese de proteina e maximizada ou maior do que o catabolismo, o balanco proteico torna-se positivamente anabolico, em contrapartida. Caso haja uma oferta insuficiente de energia dentro de um dado periodo de tempo, o catabolismo muscular se sobrepoe ao anabolismo, dando condicao ao balanco proteico negativo (Phillips, 2009).

A capacidade anabolica dos alimentos proteicos ingeridos se faz por conta da composicao e quantidade de aminoacidos de uma especifica proteina. Dessas, as que possuem maior valor biologico, sao aquelas detentoras de grandes quantidades de aminoacidos essenciais (AAE), cuja sintese nao e realizada pelo nosso organismo.

Elas sao as principais responsaveis pela ativacao das cascatas de reacoes celulares que sinalizam a sintese de proteinas musculares (Phillips e Van Loon, 2011).

Tratam-se de 9 aminoacidos: valina, isoleucina, leucina, treonina, fenilalanina, histidina, triptofano, metionina e lisina (Tang e Phillips, 2009; Poortmans e colaboradores, 2012).

O nivel de hipertrofia muscular alcancado por praticantes de atividade fisica e intimamente dependente de diversos fatores, a saber: idade, genero, fatores geneticos, suprimento das necessidades nutricionais diarias, composicao corporal, nivel de atividade fisica e especificidade da modalidade esportiva praticada, em especial, o TR (Phillips, 2009).

Inumeras evidencias demonstram que a pratica de TR quando associada ao correto CP e capaz de potencializar a hipertrofia muscular. Entretanto, ainda existem divergencias entre as diferentes diretrizes de orgaos vinculados a nutricao esportiva e pesquisas que relacionam o CP e o TR (Slater e Phillips, 2011).

Alguns questionamentos ainda pairam sobre essa tematica, como: Quantidade, frequencia e teor de aminoacidos essenciais dos diferentes tipos de proteinas consumidas e dose resposta anabolica do consumo pre, durante e pos TR (Poortmans e colaboradores, 2012; Slater e Phillips, 2011).

Por conta disso, o presente estudo tem por objetivo levantar, discutir e sintetizar as pesquisas que analisaram os efeitos do consumo proteico sobre a hipertrofia muscular ocasionada pelo TR.

MATERIAIS E METODOS

Foi realizada uma revisao da literatura com foco nos estudos que avaliaram os efeitos do consumo proteico sobre a hipertrofia muscular ocasionada pelo TR.

As bases de dados utilizadas foram Pubmed/MedLine e Web of Science. Os descritores aplicados foram: Protein

consumption, Protein intake, Resistive exercise, Resistance trainning, Hypertrophy, Exercise, Nutrition.

Dessa maneira, buscou-se focalizar os achados mais atuais da literatura sobre o tema e discuti-los. Essa busca foi realizada no periodo entre junho a novembro de 2014. Foram considerados criterios de inclusao, estudos randomizados e controlados envolvendo individuos de ambos os sexos praticantes de TR que relacionaram os efeitos do consumo proteico sobre a hipertrofia muscular ocasionada por esse tipo de modalidade. Inicialmente, apos um amplo levantamento, os artigos foram sistematicamente lidos, em seguida foram analisados e entao selecionados. Dessa maneira, buscou-se confrontar as variaveis de interesse e criterios de inclusao do pretendido estudo com os demais achados da literatura. A Figura 1 demonstra o delineamento da selecao dos estudos.

[FIGURE 1 OMITTED]

RESULTADOS E DISCUSSAO

Os principais efeitos identificados do consumo proteico sobre a hipertrofia muscular ocasionada pelo TR sao descritos no Quadro 1.

Sintese de proteina muscular, treinamento resistido e aminoacidos essenciais

O processo de sintese de proteina muscular (SPM), ou anabolismo muscular, uma das condicoes biologicas prioritarias para a perpetuacao do organismo humano e mediado por diversos fatores fisiologicos, entre eles metabolicos, hormonais e nutricionais (Blaauw e colaboradores, 2013). Os musculos esqueleticos sao capazes de modular a oferta energetica inerente a demanda metabolica do corpo, isso e realizado atraves da glicogenolise e tambem catabolismo de proteinas musculares (CPM) (Phillips, 2009).

A elevacao da SPM, e influenciada diretamente pelo estresse muscular ocasionado pelo TR. Isso pode perdurar durante horas e ate mesmo dias (Moore e colaboradores, 2009). Contudo, o aporte proteico e coadjuvante essencial para a elevacao do desencadeamento da sintese de proteinas muscular (Poortmans e colaboradores, 2012).

O consumo de alimentos proteicos que contenham especialmente os aminoacidos essenciais de cadeia ramificada, os chamados BCAAs, sao requisitos primarios para promocao de uma SPM aumentada. Leucina, Isoleucina e Valina, possuem a maior capacidade anabolica entre os demais AAEs, especialmente a Leucina (Wilkinson e colaboradores, 2007; Tang e Phillips, 2009; Guimaraes-Ferreira e colaboradores, 2014).

O consumo de fontes proteicas cuja concentracao de leucina seja mais predominante, e apontado como o principal fator aminoacidico de carater anabolico. Isso decorre porque a leucina possui em sua conformacao quimica, especificas propriedades capazes de potencializar o principal agente molecular mediador do processo celular de hipertrofia miofibrilar, a mammalian target of rapamycin ou mTOR (Crozier e colaboradores, 2005).

A mTOR atua na regulacao da sinalizacao celular para o crescimento e a autofagia celular. Paralelamente, ela aciona a fosforilacao de outras proteinas regulatorias como a p70S6K, eEF2 e rpS6 ambas diretamente responsaveis pelo acionamento molecular da sintese de proteinas do musculo esqueletico (Pasiakos, 2012).

Esse processo e mediado por vias moleculares sensiveis a biodisponibilidade de energia, estresse metabolico oriundo do TR e sinalizacao de aminoacidos dentro da celula. Todavia, embora os aminoacidos essenciais, principalmente leucina, representem a chave para o estimulo da transformacao tecidual, ainda nao esta totalmente elucidado como ocorre a sensibilizacao e ativacao do complexo mTOR (Jewell e colaboradores, 2013)

Paralelamente, para que isso seja consolidado e um estado anabolico seja proporcionado, destaca-se entre os diversos fatores requeridos, a liberacao de hormonios de carater metabolico entre eles o GH (hormonio do crescimento), IGF-1 (insulin grawth factor), testosterona e insulina (Borsheim e colaboradores, 2003; Blaauw e colaboradores, 2013; Mitchell e colaboradores, 2013).

Sugere-se que o consumo de 20-25g de proteina de alto valor biologico por refeicao contendo pelo menos 8,5-10g de AAEs ou 1,5g de leucina ja sao capazes de promover estimulos de SPM, seguido ou nao de TR. Quando estratificado pelo peso corporal (PC) o valor relativo de consumo margeia 0,25g de proteina/kg de PC (Moore e colaboradores 2009).

Moore e colaboradores (2011) relataram que o consumo de 25g de proteinas do soro do leite, ricas em leucina, independente da associacao com outros nutrientes, e capaz de aumentar a taxa de SPM, tanto ingerida em jejum quanto apos o TR, entretanto a magnitude da expressao do aparato proteico envolvido na SPM e maior quando associado ao TR.

Alem disso, Stark e colaboradores (2012) apontam que exista um limiar quantitativo de maximizacao hipertrofica estimulada pelo consumo de refeicoes proteicas contendo no minimo 3g de leucina. Assim, acredita-se que esse seja o limite inferior de leucina capaz de potencializar o processo hipertrofico miofibrilar em praticantes de TR.

Adicionalmente, aos demais fatores relacionados a sintese de proteinas miofibrilares, a intensidade sob qual o trabalho muscular de TR e realizado, possui importante influencia sobre a capacidade anabolica muscular. Cargas de treino entre 75-90% RM, sao capazes de estimular o desenvolvimento de altos niveis de hipertrofia miofibrilar (Kumar e colaboradores, 2009). Entretanto, estudos demonstram que cargas de treino de 30% RM realizadas ate exaustao muscular, sao capazes de promover taxas hipertroficas postreinamento semelhantes as de cargas maiores entre 80-90% RM (Burd e colaboradores, 2010; Mitchell e colaboradores, 2012).

Ademais, o treinamento com pesos realizado sob intensidade de 30% RM, quando comparado ao de 90% RM, foi o unico capaz de manter niveis aumentandos de sintese de proteinas pos-treino, mesmo apos 24 horas transcorridas da sessao (Burd e colaboradores, 2010).

Esses achados abrem novamente a discussao sobre a influencia das cargas de TR sobre o desenvolvimento da hipertrofia muscular e a magnitude de ativacao hipertrofica ocasionada pela flexibilizacao da periodizacao das cargas de treino para esse tipo de treinamento e/ou estrategias de interacao carga/volume tanto agudas quanta cronicas com intuito de maximizar a performance ou grau de estimulo de hipertrofia muscular decorrente dos exercicios.

Efeitos do consumo de carboidratos e aminoacidos sobre a sintese de proteina muscular ocasionada pelo treinamento resistido

A acao da insulina, considerada, um dos mais potentes hormonios de carater anabolico e predominantemente induzida pelo consumo de carboidratos e capaz de modular o desenvolvimento da hipertrofia miofibrilar. Por conta disso, especula-se que o consumo imediato de carboidratos, principalmente de alto indice glicemico, que desencadeiem hiperinsulinemia apos a pratica de TR poderiam potencializar a SPM pos-TR (Denne e colaboradores, 1991; Borsheim e colaboradores, 2004; Glynn e colaboradores, 2010; Stark e colaboradores, 2012).

Entretanto, esse achado nao e consensual. Diversos estudos evidenciaram que o consumo de carboidratos, ou energia adicional advinda de outro nutriente, apos a pratica de TR nao proporcionou efeito adicional na SPM (Koopman e colaboradores, 2007, Beelen e colaboradores, 2008; Staples e colaboradores, 2011; Glynn e colaboradores, 2013). Ou seja, a adicao de carboidratos, independentemente da concentracao glicidica, associados ou nao a proteinas nao parece aumentar o nivel de SPM alem da capacidade hipertrofica proporcionada pelo CP ou TR per se (Staples e colaboradores, 2011).

Koopman e colaboradores (2007), demonstraram que o consumo de solucao contendo tanto baixa quanto alta quantidade de carboidratos de alto indice glicemico (0,15g/kg e 0,6g/kg de PC) associada a proteina hidrolisada (0,3g/kg de PC) nao estimularam significativamente a SPM pos-TR durante a recuperacao muscular de aproximadamente 6 horas.

Corroborando os resultados, Beelen e colaboradores (2008), avaliaram o efeito do consumo de uma bebida contendo carboidrato (0,15g/kg de PC) e proteina hidrolisada (0,15g/kg de PC) sobre a SPM durante e apos uma sessao combinada de TR e endurance. Os resultados mostraram que as taxas de SPM aumentaram 48% durante a sessao.

Contudo, a taxa de SPM pos-treino ate 9 horas subsequentes as sessoes nao diferiram do grupo controle exercitado. No entanto, salienta-se que a pratica conjunta ao exercicio de endurance pode ter sido um fator determinante dos resultados, portanto, sugere-se cautela na comparacao dos achados do estudo aos demais que avaliaram unicamente o efeito de TR sobre a SPM.

Uma das justificativas, seria que a insulina, um hormonio peptidico permissivo para a SPM, seria incapaz de exercer efeitos potencializatorios, quando a quantidade de proteina consumida e adequada a demanda do TR (Svanberg e colaboradores, 1997). Adicionalmente, a insulinemia promovida pelo aumento aminoacidemico seria

suficientemente capaz de estimular mudancas na extensao da fosforilacao do sinal molecular e expressao de enzimas proteoliticas que marcariam as mudancas no tamanho e magnitude do turnover das proteinas miofibrilares e controle do balanco proteico de SPM e CPM (Greenhaff e colaboradores, 2008).

Entretanto, e importante destacar que de fato, o consumo de carboidratos e consequente insulinemia, apresentam importante papel na modulacao do balanco proteico da rede muscular. Isso decorre prioritariamente, da capacidade anti-catabolica exercida pelo consumo glicidico pos-TR, ou seja, essa medida atua na reducao progressiva do catabolismo e consequente melhoria do balanco proteico muscular mesmo no TR (Borsheim e colaboradores, 2004; Glynn e colaboradores, 2010).

Alem disso, mudancas agudas na SPM, mas nao mudancas no CPM que sao aproximadamente 4 vezes menores que a SPM, durante um dia sao qualitativamente preditoras das mudancas fenotipicas de composicao corporal (Churchward-Venne e colaboradores, 2012).

Consumo proteico e sintese de proteina muscular em diferentes momentos pelo treinamento resistido

O TR otimiza a resposta anabolica e balanco proteico positivo por ate 24 horas subsequentes ao treino. Todavia a quantidade proteica consumida e um fator intimamente associado a magnitude da SPM (Churchward-Venne e colaboradores, 2012).

O CP adjacentente ao TR, promove a hiperaminoacidemia e potencializa os pulsos de SPM ao longo do periodo de recuperacao pos-treino. Diversos estudos apontam que o CP pos-TR e capaz de aumentar a taxa de hipertrofia miofibrilar (Katsanos e colaboradores, 2006; West e colaboradores, 2011; Reidy e colaboradores, 2013; Walker e colaboradores, 2013).

West e colaboradores (2011) avaliaram o efeito de 2 formas distintas do consumo de whey protein apos a realizacao de uma sessao de TR constituida por 8 series com 8-10 repeticoes de extensao bilateral de pernas. A primeira consistia no consumo de uma unica dose de 25g apos a pratica, a outra em 8 doses de 2,5g a cada 20 minutos subsequentes ao treino. O objetivo era comparar a aminoacidemia prontamente aumentada pela dose unica com a gradualmente mimetizada pela dose seriada.

A rapida aminoacidemia promovida pelo consumo unico de 25g de whey protein, apresentou apos 1-3 horas subsequentes ao treino uma taxa de SPM 53% maior que o consumo fracionado de 2,5 a cada 20 minutos. Adicionalmente, apos aproximadamente 4 horas essa diferenca passou a ser 72% mais elevada que a SPM proporcionada pelo consumo seriado.

Alem disso, o consumo de diferentes fontes proteicas misturadas parece exercer maior aminoacidemia que somente uma. Tal fato foi demonstrado por Reidy e colaboradores (2013) cujo estudo comparou o efeito da SPM entre o consumo de uma bebida proteica pos-TR, composta por 25% proteina de soja isolada, 50% caseina e 25 % de whey protein, totalizando aproximadamente 19g de proteinas, sendo 8,7g de AAEs dos quais 1,8g eram leucina, versus o consumo somente de 18g de whey protein, sendo 8,9g de AAEs dos quais 1,9g eram leucina. O valor proteico consumido pelos participantes correspondia cerca de 0,3g de proteina/kg de MM. O TR realizado foi, 8 series de extensao de perna com intensidade progressiva de aproximadamente 70% RM.

A analise da biopsia muscular dos participantes mostrou que o consumo do mix de diferentes fontes proteicas foi capaz de aumentar a SPM na mesma proporcao que o whey protein, contudo a amplitude da aminoacidemia e sinalizacao de mTOR promovida pelo consumo do blend foi mais prolongada que o whey protein. Dessa maneira, acredita-se que essa pode ser uma estrategia para prolongar a oferta aminoacidica ao musculo e aumentar a SPM pos-TR.

Investigacoes sobre a possivel potencializacao hipertrofica promovida pelo CP pre-TR, apresentam resultados pouco convincentes, por conta disso, acredita-se que essa estrategia talvez nao venha contribuir para o aumento da SPM pretendida pelo praticante de TR. A aminoacidemia que precederia a pratica do TR aconteceria num momento fisiologico no qual o musculo esqueletico estaria incapacitado para desenvolver um ambiente metabolico e hormonal, capaz de gerar uma eventual resposta anabolica postergada necessaria para SPM (Bolster e colaboradores, 2002; Rose e colaboradores, 2009).

Corroborando aos achados, Burke e colaboradores (2012) avaliaram o efeito do CP antes e durante, a execucao de uma sessao de TR de extensao de perna constituido por 10 series de 8-10 repeticoes, com intensidade de 80% RM e descanso de 2 minutos entre as series. Avaliou-se o efeito da SPM decorrente do consumo de 500ml de uma solucao proteica contendo 25g de whey protein e 5g de leucina ingerida em dose unica pelos praticantes, 45 minutos antes da sessao e uma outra com mesma concentracao, contudo consumida seriadamente em 15 doses fracionadas de 33ml a cada 15 minutos, ambas antes da sessao de treino. Os pesquisadores chegaram a conclusao de que a aminoacidemia pos-TR se encontrava mais alta que o grupo controle, entretanto ambas formas de consumo nao foram capazes de promover um aumento significativo da SPM pos-exercicio.

A ingestao proteica durante a pratica de TR, aparenta nao demonstrar eficacia na potencializacao aguda da SPM pos-TR (Van Loon, 2014). Entretanto, sugere-se que o CP durante sessoes mais extensas de TR poderia influenciar a diminuicao do grau de CPM ao longo da pratica, o que aumentaria a resposta regenerativa ao stress tensional do exercicio praticado. Portanto, nessas condicoes, durante treinamentos mais extensos, esse procedimento poderia ser utilizado como possivel estrategia dietetica anticatabolica, refletida pela diminuicao da deplecao proteica peri-exercicio (Van Loon, 2014).

Consumo proteico no treinamento resistido: Diretrizes e recomendacoes nutricionais

Recomendacoes diarias para o consumo de proteinas por atletas engajados no TR ainda sao muito discutidas (Bosse e Dixon, 2012; Stark e colaboradores, 2013). Algumas diretrizes nutricionais esportivas recomendam que a quantidade diaria de proteina consumida por praticantes dessa madoalidade oscile entre 1,4 a 1,8g de proteina/kg de PC, sendo o limiar superior utilizado por individuos com maior experiencia no TR e o limiar inferior para os praticantes com menor experiencia (Poortmans e colaboradores, 2012).

A estratificacao do CP para esportes cuja especificidade contemple valencias fisicas estimuladas pelo TR, pode sofrer ajustes vinculados tanto ao grau de dispendio energetico oriundo da modalidade quanto da necessidade nutricional vinculada a morfologia corporal do praticante. Pautada nessa condicao atletas engajados em esportes de forca, como halterofilistas e fisiculturistas, podem requisitar valores de CP diarios ate 2 vezes maiores que as recomendacoes voltadas para esportes de forca (Slater e Phillips, 2011; Helms e colaboradores, 2014) cujas recomendacoes perpassam 1,6 a 1,7g de proteina/kg de PC/dia (Phillips, 2004).

As recomendacoes podem ser influenciadas pelo nivel de treinamento fisico dos atletas. Periodos de treinamento fisico caracterizados por alta frequencia, volume e intensidade das cargas de treino, podem elevar o CP para 1,8-2g/kg de PC/dia (Phillips e Van Loon, 2011).

Dietas restritivas ou hipocaloricas visando a reducao de PC, principalmente quando associadas a modificacao da morfologia corporal em prol do aumento da performance numa dada modalidade, podem exigir as recomendacoes supracitadas, sob a justificativa da preservacao da MM durante esses periodos de privacao energetica.

Phillips e Van Loon (2011) recomendam que o consumo de proteinas realizado por atletas com intuito de prevenir a perda de MM durante periodos de restricao energetica ou reducao do percentual de gordura corporal perpasse 1,8-2,7g/kg de PC/dia, entretanto alguns autores ressalvam a necessidade de que o valor estimado de CP seja estratificado levando em consideracao a morfologia corporal do atleta e nao somente o PC como um todo.

Helms, Aragon e Fitschen (2014) sugerem que as recomendacoes tradicionais para o CP em atletas de forca nao consideram atletas com baixos percentuais de gordura ou que se encontram sob periodos de restricao calorica. Tais recomendacoes sao geralmente baseadas em estudos realizados com individuos que apresentam indice de gordura corporal normal ou mais elevado.

Portanto, diante do exposto, acredita-se que a estimativa de CP de atletas, principalmente engajado em esportes de forca ou TR, levem em consideracao a morfologia corporal tipica desses individuos, caracterizada prioritariamente por elevados indices de MM e baixos de gordura corporal.

Portanto, levando em conta tais fatores, pesquisadores estimam que o ajuste para o CP diario, que levaria em consideracao os valores de MM do individuo, ao inves do PC, oscilaria entre 2,3-3,1g/kg de MM/dia. Dessa maneira, os atletas estariam essencialmente resguardados contra a perda de MM e acumulo adicional de gordura corporal oriunda de um possivel consumo adicional de energia (Phillips e Van Loon, 2011; Helms e colaboradores, 2014).

Estudos sugerem que o consumo hiperproteico, mesmo na ausencia de dietas restricao calorica, mostra-se capaz de promover reducao dos estoques de gordura em individuos nao atletas (Green e colaboradores, 2010).

Em contrapartida, Antonio e cols. (2014), avaliaram o efeito do CP de 4,4g de proteina/kg de PC/dia oriunda de uma dieta hipercalorica, sobre a composicao corporal de praticantes de TR de ambos os sexos. Como resultado, dietas hipercaloricas que apresentam valores hiperproteicos, nao ocasionaram efeito sobre o PC, tampouco na reducao de gordura corporal, ou seja, nao exerceram nenhuma alteracao na morfologia corporal dos individuos exercitados.

Como justificativa, especula-se que o estimulo do efeito termico de grandes quantidades proteticas consumidas por individuos treinados seja maior que o de naotreinados, ou seja, a pratica de exercicio fisico proporcionaria valencias metabolicas que equilibrariam o consumo adicional.

Entretanto e importante ressaltar que existem relatos sobre as nocivas consequencias patologicas do consumo excessivo de proteinas. As lesivas consequencias mais comumente descritas do consumo de altas quantidades de proteina sao acometimentos renais e intestinais, perda de massa ossea e desbalanco mineral (Tipton, 2011).

Por outo lado, estudos em modelo animal sugerem que a pratica de TR, realizado concomitantemente a dieta hiperproteica, promove efeito tamponador nos rins e figado. Alem disso, mostra-se capaz de reduzir niveis de triacilglicerois e colesterol, indepentemente do consumo de esteroides anabolicos androgenicos (Aparicio e colaboradores, 2011 e 2013). Dessa maneira, sugere-se que o TR apresenta um papel protetor contra possiveis efeitos deleterios de dietas ricas em proteina que visam aumento da SPM.

Ainda assim, mais estudos avaliando os possiveis efeitos do consumo hiperptoteico devem ser desenvolvidos para melhor elucidar o impacto metabolico e fisiologico dessa pratica alimentar associada ou nao ao TR.

Em condicoes fisiologicas o CP maior que 1,8g/kg de PC/dia, parece nao ter efeito adicional na SPM (Phillips, 2004). Contudo, algumas consideracoes devem ser feitas.

O valor biologico das proteinas ingeridas por praticantes de TR deve ser fator relevante, visto que a modulacao da expressao de SPM esta diretamente associada a quantidade de AAEs presentes, principalmente a leucina (Tang e Phillips, 2009).

Fatores como periodos de restricao energetica e modificacao da composicao corporal, muito comum em atletas de lutas e ginastica, podem requisitar um leve aumento do CP, por conta da obtencao do biotipo ou silhueta desejada. Dessa maneira, dietas com esse objetivo podem exigir uma pequena substituicao dos macronutrientes energeticos, carboidrato e gordura pelo aporte proteico (Phillips e Van Loon, 2011).

Em condicoes hormonais supra fisiologicas (i. e. uso de esteroides anabolicos androgenicos) a capacidade de SPM e potencialmente aumentada. Embora, nao recomendado e proibido por confederacoes esportivas, atletas que utilizam tais substancias podem necessitar valores aumentados de CP diario para compensar a reconstituicao miofibrilar e elevar o balanco proteico positivo diario, ambos potencialmente estimulados pelo fator hormonal exogeno (Helms e colaboradores, 2014).

Existe uma relacao entre o nivel de SPM provocado pelo TR e intervalo de tempo entre o CP diario. O consumo de 20-25g de proteina de alto valor biologico fracionadas a cada 3 horas, sao capazes de aumentar o estimulo de SPM apos o TR num periodo de 12 horas de recuperacao subsequentes ao treino, entretanto esse valor pode ser influenciado pelo biotipo corporal, tipo de modalidade esportiva e outros fatores (Areta e colaboradores, 2013)

CONCLUSAO

A pratica de TR e capaz de potencializar a sintese de proteinas musculares agudamente e cronicamente.

Atletas que realizam essa modalidade necessitam consumir uma quantidade diaria relativamente maior de proteinas ricas em aminoacidos essenciais para recuperar o dano tecidual muscular ocasionado pelo treino.

Consumo de porcoes proteicas, preferencialmente com elevados valores de leucina, fracionadas em 20-25g, parecem otimizar essa recuperacao.

E necessario que treinadores e/ou profissionais ligados ao esporte e area de saude, em especial nutricionistas, se atentem aos estudos discutidos para que corretas orientacoes sejam realizadas no intuito de salvaguardar a integridade fisica e nutricional de atletas e individuos engajados nesse tipo de treinamento fisico.

REFERENCIAS

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Conflito de Interesse

Nada a declarar.

Santiago Tavares Paes (1,2)

1-Faculdade de Educacao Fisica da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

2-Faculdade de Nutricao da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

E-mail do autor: santtpaes@hotmail.com

Endereco para contato: Santiago Tavares Paes Rua Antonio Rufino, no. 206 apt 202. Bairro: Sao Pedro, Juiz de Fora-MG.

CEP: 36037-130.

Tel: (032) 88368085

Recebido para publicacao em 12/01/2015 Aceito em 27/05/2015
Quadro 1 - Principais efeitos do consumo proteico sobre a sintese de
proteina miofibrilares ocasionada pelo TR.

Autor - data             Nutriente   Quantidade
                         Consumido   Consumida

Antonio e                PROT        4,4g/kg/PC
colaboradores (2014)
Areta e colaboradores    PROT        20g
(2013)
Beelen e                 CHO+PROT    0,15g/kg/PC de CHO
colaboradores (2008)                 0,15g/kg/PC de PROT
Borsheim e               CHO         100g de CHO
colaboradores (2004)
Burke e colaboradores    PROT+LEU    25g de Whey Protein+
(2012)                               5 g de LEU

Glynn e colaboradores    AAE         10g de AAE
(2013)                   CHO+ AAE    30g de CHO+10g de AAE
                                     30g de ALA+10g de AAE
Glynn e colaboradores    CHO+ AAE    30g de CHO+ 20g de AAE
(2010)                               90g de CHO+20g de AAE
Green e                  PROT        Dieta HP
colaboradores (2010)
Katsanos e               AAE         6,7g de AAE(1,7g LEU)
colaboradores (2006)                 6,7g de AAE(2,8g LEU)
Koopman e                CHO+PROT    0,15g/kg/PC de CHO+
colaboradores (2007)                 0,3 g/kg/PC de PROT
                                     0,6g/kg/PC de CHO+
                                     0,3 g/kg/PC de PROT
Moore e                  PROT        20g de PROT contendo
colaboradores (2009)                 8,5g de AAEs / 1,5g de LEU
Reidy e colaboradores    PROT        18 g Mix de PROT
(2013)                               (Caseina, Proteina isolada de
                                     soja, Whey protein)
Staples e                CHO+PROT    50g de CHO + PROT (25
colaboradores (2011)                 Whey Protein)
                                     PROT (25 Whey Protein)
Stark e colaboradores    CHO+PROT    CHO+PROT
(2012)                   PROT        3g de LEU
West e colaboradores     PROT        Bolus de Whey protein
(2011)                               Pulse de Whey protein
Wilkinson e              PROT        500ml de Leite (18g PROT)
colaboradores (2007)                 500ml de Bebida de Soja (18g
                                     PROT)

Autor - data             Parametros            Tipo de
                         Avaliados             Exercicio

Antonio e                Composicao Corporal   TR
colaboradores (2014)
Areta e colaboradores    SPM                   TR
(2013)
Beelen e                 SPM                   TR +
colaboradores (2008)                           Endurance
Borsheim e               BP                    TR
colaboradores (2004)
Burke e colaboradores    SPM por dose unica    TR
(2012)                   SPM por dose
                         fracionada
Glynn e colaboradores    SPM                   TR
(2013)                   CPM
                         BP
Glynn e colaboradores    SPM                   TR
(2010)
Green e                  Composicao Corporal   -
colaboradores (2010)
Katsanos e               SPM em jovens         -
colaboradores (2006)     SPM em Idosos
Koopman e                SPM                   TR
colaboradores (2007)
Moore e                  SPM                   TR
colaboradores (2009)
Reidy e colaboradores    SPM                   TR
(2013)

Staples e                SPM                   TR
colaboradores (2011)

Stark e colaboradores    SPM                   TR
(2012)
West e colaboradores     SPM                   TR
(2011)
Wilkinson e              SPM                   TR
colaboradores (2007)

Autor - data             Resultados


Antonio e                --MM; --% G
colaboradores (2014)     Consumo fracionado 3/3 horas
Areta e colaboradores    [up arrow]SPM pos treino
(2013)                   [up arrow]SPM durante treino
Beelen e                 --SPM pos treino
colaboradores (2008)     [up arrow]BP
Borsheim e               [down arrow] CPM
colaboradores (2004)     Consumo pre e durante TR
Burke e colaboradores    --SPM
(2012)
                         AAE + (CHO ou ALA)
Glynn e colaboradores    --SPM
(2013)
                         [up arrow]SPM pos TR; --CPM
Glynn e colaboradores
(2010)                   [down arrow] %G
Green e
colaboradores (2010)     6,7gAAE(2,8g LEU)
Katsanos e               [up arrow][up arrow]SPM em Jovens e Idosos
colaboradores (2006)     CHO+PROT
Koopman e                --SPM pos TR
colaboradores (2007)

                         [up arrow][up arrow] SPM pos TR
Moore e
colaboradores (2009)     Blend de diferentes PROT
Reidy e colaboradores    [up arrow][up arrow]SPM
(2013)
                         CHO+PROT--[up arrow]SPM
Staples e                PROT [up arrow][up arrow] SPM pos TR
colaboradores (2011)
                         CHO+PROT [up arrow][up arrow] SPM
Stark e colaboradores    3g LEU [up arrow][up arrow] SPM pos TR
(2012)                   Bolus de 25g de whey protein
West e colaboradores     [up arrow][up arrow] SPM que Pulse
(2011)                   Leite [up arrow][up arrow]SPM
Wilkinson e              Bebida de Soja [up arrow]SPM
colaboradores (2007)     pos TR

Legenda: PROT= Proteina; CHO = Carboidrato; AAE= Aminoacidos
Essenciais; LEU= Leucina; ALA= Alanina; HP= Hiperproteica; Kg=
Quilogramas; g= Gramas; TR= TR; MM= Massa muscular; %G= Percentual de
gordura; SPM= Sintese de Proteinas Musculares; CPM= Catabolismo de
Proteinas Musculares; BP= Balanco Proteico; PC= Peso Corporal; (---)=
Sem diferencas; [up arrow] =Aumento ; [up arrow][up arrow]= Maior
Aumento; [down arrow]= Diminuicao.
COPYRIGHT 2016 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
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Copyright 2016 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

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Author:Paes, Santiago Tavares
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jan 1, 2016
Words:8097
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