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Efeitos do condicionamento na qualidade de pessegos Maciel.

Introducao

O pessego e uma fruta que amadurece e se deteriora rapidamente a temperatura ambiente. Por isso, o armazenamento dos frutos em frio e usado para atrasar este processo e o desenvolvimento de podridoes. Apesar de benefico em adiar a senescencia, o frio pode induzir a manifestacao de danos por frio (LURIE; CRISOSTO, 2005). Muitas cultivares de pessegos desenvolvem danos por frio quando expostas por um periodo de duas a tres semanas a temperaturas abaixo de 8[grados]C. Em pessegos os danos por frio se manifestam como falta de suco, textura seca e farinhenta, escurecimento da polpa, amadurecimento desuniforme e aroma e sabor fracos (CRISOSTO et al., 1999). Estas sao as principais queixas feitas pelos consumidores (BRUHN et al., 1991).

Varias estrategias para prevenir o aparecimento de danos por frio tem sido pesquisadas. Procura por cultivares resistentes, controle da atmosfera de armazenagem, uso de bloqueadores de etileno, aplicacao de tratamentos como o aquecimento intermitente e o atraso na armazenagem refrigerada ou condicionamento sao algumas das tentativas em estudo. O aquecimento dos frutos em uma temperatura de 20 a 23[grados]C, isto e, o tratamento de condicionamento, antes de iniciar a armazenagem refrigerada ja foi avaliado em algumas cultivares de pessegos e nectarinas.

Os resultados de Zhou et al. (1999; 2000), em pessegos Flavortop e de Von Mollendorff et al. (1992) em nectarinas Independence, indicam que o condicionamento foi efetivo em adiar a incidencia de lanosidade. Crisosto et al. (2004) observaram aumento no periodo de armazenagem de pessegos Summer Lady e Ryan Sun condicionados por 48h a 20[grados]C. Todavia, os resultados com o uso do condicionamento nao sao conclusivos, havendo relatos de reducao de lanosidade e tambem de que nao houve reducao de danos por frio. Em algumas das pesquisas conduzidas tambem foi observada grande perda de peso e de firmeza da polpa dos frutos (STREIF et al., 1994; RETAMALES et al., 1992).

Estes resultados conflitantes evidenciam que o tratamento de condicionamento, assim como a incidencia de danos por frio pode ter efeito variavel entre as cultivares, devendo ser testado individualmente para cada cultivar antes de se recomendar seu uso geral.

A cv. Maciel lancada com a finalidade de uso na industria de compotas e uma cultivar que tambem pode ser destinada para consumo in natura. Apesar de suas boas caracteristicas de qualidade de frutos pouco ha na literatura sobre como se alteram as variaveis qualitativas apos a colheita e qual a suscetibilidade da cultivar a danos de frio, quando os frutos sao submetidos ao armazenamento refrigerado.

Com estas consideracoes, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o comportamento e a qualidade pos-colheita de pessegos Maciel expostos ao condicionamento a 20[grados]C antes do armazenamento refrigerado a 0[grados]C.

Material e metodos

Pessegos da cv. Maciel foram colhidos na Estacao Experimental Agronomica da UFRGS no municipio de Eldorado do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, em dois estadios de maturacao: de vez e maduro. Logo apos a colheita os frutos foram selecionados para ausencia de defeitos e separados nos dois estadios de maturacao. Os pessegos de cada estadio de maturacao foram separados em dois lotes. Um lote de cada estadio de maturacao foi prontamente armazenado em uma camara fria, constituindo os tratamentos-controle.

Os outros lotes foram submetidos ao tratamento de condicionamento. Os pessegos do estadio maduro foram mantidos por dois dias a 20[grados]C, enquanto que os pessegos do estadio de vez foram mantidos por tres dias a mesma temperatura. Apos o tratamento de condicionamento foram tambem armazenados a 0[grados]C. Desta forma, o experimento foi constituido de quatro tratamentos: de vez e de vez condicionado (VCD), maduro e maduro condicionado (MDC).

O armazenamento dos frutos foi feito em uma camara de armazenamento refrigerado no Instituto de Ciencias e Tecnologia de Alimentos (ICTA) da UFRGS a temperatura de 0[grados]C e 90% de UR por 7, 14, 21 ou 28 dias. Na instalacao do experimento e nas saidas do armazenamento, seguidos de um periodo de amadurecimento de tres dias a 20[grados]C, os frutos foram analisados no Laboratorio de Poscolheita da Faculdade de Agronomia da UFRGS.

Cada amostra de frutos foi avaliada para perda de massa fresca (%), determinada por diferenca de peso entre a instalacao do experimento e cada avaliacao apos armazenagem refrigerada e periodo de amadurecimento a 20[grados]C; ocorrencia de podridoes (%), avaliada visualmente para presenca de lesoes causadas por patogenos; cor vermelha na epiderme (%), por analise visual; firmeza da polpa (N) determinada em lados diametralmente opostos com uso de penetrometro manual equipado com ponteira Magness-Taylor de 7,9 mm diametro apos remocao da epiderme; solidos soluveis totais (SST), medidos com um refratometro de bancada (Brix); acidez total titulavel (AT) (% ac. malico), medida por titulacao com solucao 0,1 N NaOH ate pH 8,1.

O conteudo de suco dos pessegos foi avaliado subjetivamente partindo os frutos pela regiao equatorial em duas metades e apertando uma metade com a mao. Cada pessego foi classificado visualmente pelo seu grau de suculencia em: 1 = alta suculencia (abundante liberacao de suco), 2 = moderada suculencia (moderada liberacao de suco), 3 = baixa suculencia (pouca liberacao de suco) e 4 = sem suculencia (sem liberacao de suco). O conteudo de suco foi tambem avaliado objetivamente usando o metodo de Lill e Van der Mespel (1988) modificado por Luchsinger (2000). A polpa macerada foi centrifugada a 12.000 x g por 20 min. O conteudo de suco (%) foi calculado por: X = [(peso do sobrenadante/peso da polpa) x 100].

Os danos por frio (%) tambem foram avaliados visualmente apos cortar os frutos em duas metades para estimar a presenca de lanosidade e o escurecimento da polpa. O escurecimento foi determinado observando a coloracao da polpa e classificando os pessegos de acordo com a seguinte escala: 1 = pessegos sadios (polpa sem escurecimento); 2 = leve escurecimento (escurecimento em 0-25% da polpa); 3 = moderado escurecimento (25-50% da polpa com escurecimento) e 4 = severo escurecimento (> 50% da polpa com escurecimento). Pessegos com a polpa com textura corticosa e firmeza superior a 40N foram classificados como apresentando o disturbio retencao de firmeza.

A lanosidade foi avaliada apertando uma metade dos pessegos com a mao para determinar intensidades do dano pela mesma escala subjetiva de liberacao de suco: 1 = pessegos sadios (abundante liberacao de suco); 2 = leve lanosidade (moderada liberacao de suco); 3 = moderada lanosidade (pouca liberacao de suco) e 4 = severa lanosidade (sem suco). Frutos com textura farinhenta e com pouco suco foram considerados com lanosidade. Frutos suculentos sem sinais de escurecimento da polpa, lanosidade e retencao de firmeza foram classificados como sadios e aptos para comercializacao.

O experimento foi conduzido em delineamento experimental completamente casualizado, com quatro repeticoes e 13 pessegos por unidade experimental, para cada data de avaliacao e estadio de maturacao. A variancia dos dados foi analisada pelo programa de analise estatistica SANEST (ZONTA; MACHADO, 1986). As diferencas entre as medias dos tratamentos foram comparadas pelo teste de Tukey (p < 0,05).

Resultados e discussao

As perdas de massa fresca dos pessegos colhidos no estadio de vez e maduros condicionados apesar das maiores variacoes numericas, nao diferiram significativamente das perdas de massa dos seus controles em cada data de avaliacao durante o periodo de armazenamento refrigerado (Tabela 1). No entanto, estes maiores valores resultaram em media de desidratacao significativamente maior nos pessegos VCD e uma tendencia de desidratacao maior nos pessegos MCD. Estes pessegos apresentaram-se enrugados. No amadurecimento a 20[grados]C, a maior desidratacao de pessegos condicionados nao ocorreu, tendo os pessegos colhidos no estadio de vez e nao condicionados apresentado perda de massa maior que os VCD.

Segundo Streif et al. (1994), o condicionamento causa aumento na desidratacao dos frutos porque o deficit de pressao de vapor esta presente, mesmo com um controle da UR no ambiente. Uma das consequencias indesejaveis do condicionamento e justamente esta perda de massa, mas que pode ser tolerada considerando o beneficio do controle de danos de frio que pode advir do tratamento de condicionamento. Este e um dos argumentos em que se apoiam defensores do tratamento de condicionamento, especialmente Crisosto et al. (2004).

A ocorrencia de podridoes foi baixa considerando que a producao de pessegos das principais regioes produtoras do Estado do Rio Grande do Sul ocorre em condicoes de alta pluviosidade favorecendo o surgimento e estabelecimento da podridao parda ( Monilinia fructicola) tanto em pre-colheita como em pos-colheita. No entanto, nao foram determinadas diferencas significativas entre os tratamentos. Nos pessegos colhidos no estadio de vez foi determinada uma ocorrencia de 2,7% nos pessegos que receberam tratamento de condicionamento e 3,2% nos pessegos nao-condicionados. Os pessegos do estadio maduro condicionados apresentaram uma ocorrencia de podridoes de 9,1%, comparado aos 6,4% dos pessegos maduros sem o tratamento.

O teor de SST foi significativamente maior nos frutos condicionados dos dois estadios de maturacao comparado a seus controles, tanto na armazenagem como no amadurecimento (Tabela 2). Este resultado nao encontra paralelo na literatura, especialmente em se tratando dos pessegos colhidos no estadio de vez. O atraso de tres dias para entrada em armazenagem refrigerada deveria ter contribuido para uma diminuicao de solidos soluveis por conta da utilizacao destes como substrato de respiracao e considerando ainda que, pela colheita antecipada em relacao aos pessegos colhidos maduros, tem menos acucares acumulados. Por outro lado, o condicionamento causa o amadurecimento e perda da firmeza dos frutos, levando a despolimerizacao de pectinas das paredes celulares, o que favorece o incremento nos teores de solidos soluveis totais.

A acidez total titulavel apesar das variacoes nao diferiu significativamente entre pessegos do tratamento-controle e pessegos que foram condicionados nos dois estadios de maturacao (Tabela 2).

Com excecao aos frutos de vez condicionados, em todos os tratamentos a acidez titulavel diminuiu no periodo de transferencia para ar ambiente. Esta diminuicao decorre do consumo dos acidos como substrato de respiracao, que e mais acentuada em temperatura de 20[grados]C em comparacao a 0[grados]C. Chamam atencao os valores baixos observados em pessegos colhidos maduros. Estes pessegos por terem sido colhidos em ponto de consumo nao suportam armazenagem refrigerada por longos periodos e se aproximam mais rapidamente da senescencia do que pessegos colhidos em estadio de maturacao menos avancada.

[FIGURA 1 OMITIR]

A firmeza sofreu poucas variacoes durante os 28 dias de armazenagem comparada aos valores observados na colheita (Figura 1). O condicionamento apresentou influencia sobre a firmeza da polpa dos frutos VCD. Estes pessegos condicionados apresentaram no amadurecimento a 20[grados]C firmeza de polpa menor que os frutos de vez que nao foram condicionados (Figura 1B). A diminuicao de firmeza dos frutos VCD nao comprometeu seu potencial de armazenagem, visto que em nenhum momento a firmeza baixou a valores inferiores a 30N. Entre os tratamentos com frutos maduros, mesmo sem diferencas significativas em todas as avaliacoes, os frutos maduros condicionados foram mais firmes que os maduroscontrole tanto a 0[grados]C como a 20[grados]C (Figura 1C e D).

Os trabalhos de Zhou et al. (2000) e Streif et al. (1994) indicam que frutos condicionados apresentam menor firmeza que frutos nao-condicionados na saida da armazenagem e no amadurecimento de alguns dias com temperaturas ao redor de 20[grados]C. Certamente, os efeitos do condicionamento no presente experimento provocaram alteracoes no metabolismo das paredes celulares dos pessegos da cv. Maciel que necessitam de novas avaliacoes para melhor entendimento de como se processa esta degradacao.

Pela analise visual, a suculencia foi baixa ou nula em todos os tratamentos na armazenagem e no amadurecimento. O conteudo de suco extraido, na colheita, foi de 42% nos pessegos colhidos maduros, significativamente mais alto que os 28% de suculencia dos pessegos colhidos no estadio de vez (dados nao apresentados). Inicialmente, o condicionamento aumentou o conteudo de suco extraivel dos pessegos de vez que, apos tres dias de condicionamento a 20[grados]C, apresentaram 34% de suco extraivel comparado aos 28% dos pessegos de vez do tratamento-controle. Este comportamento se manteve na analise realizada tres dias apos a colheita. Nos pessegos colhidos maduros, no entanto, este comportamento nao ocorreu, visto que tanto na analise inicial apos a colheita como apos mais tres dias a 20[grados]C o conteudo de suco dos frutos maduros foi maior que o dos pessegos maduros que receberam tratamento de condicionamento. Este aumento observado inicialmente nos frutos de vez nao se manteve nas demais avaliacoes.

[FIGURA 2 OMITIR]

De forma geral, o condicionamento nao aumentou a porcentagem de suco dos pessegos colhidos no estadio de vez e maduros durante a armazenagem refrigerada e amadurecimento (Figura 2).

Os pessegos de vez durante a armazenagem e os pessegos colhidos maduros no amadurecimento naosubmetidos ao condicionamento (Figuras 2A e D) apresentaram, na maior parte das avaliacoes, mais suco que os de vez e maduros condicionados. Estes dados contrariam as observacoes de Zhou et al. (1999; 2000) que obtiveram aumento significativo no conteudo de suco extraido de nectarinas Flavortop condicionadas em relacao ao tratamento-controle.

O escurecimento da polpa e a retencao de firmeza foram os danos por frio observados em pessegos Maciel (Tabela 3). O escurecimento interno foi visualizado durante o armazenamento em todos os pessegos de vez condicionados apos os 28 dias a 0[grados]C. No amadurecimento, o escurecimento ocorreu nos pessegos colhidos maduros condicionados apos 21 dias a 0[grados]C. Nos dois tratamentos o escurecimento foi de intensidade leve na maior parte dos frutos afetados.

O escurecimento da polpa e um dano comum em frutos de caroco armazenados em frio e, segundo Retamales et al. (1992), o condicionamento dos frutos nao e eficiente para evitar a manifestacao deste dano. Kluge et al. (1996) obtiveram reducao do escurecimento da polpa com o uso do aquecimento intermitente.

Pela analise visual nenhum pessego Maciel apresentou lanosidade, isto e, polpa com textura farinhenta e seca. No amadurecimento, a polpa dos pessegos apresentou pouca liberacao de suco e uma textura emborrachada, caracteristica de retencao de firmeza. A retencao de firmeza afetou os tratamentos nos dois estadios de maturacao, no amadurecimento apos 21 e 28 dias a 0[grados]C (Tabela 3). Os pessegos colhidos no estadio de vez e condicionados apresentaram maior porcentagem media do dano que seu controle. Segundo Ju et al. (2000), a retencao de firmeza ocorre quando os frutos mantem valores de firmeza superiores a 40N apos o amadurecimento e, aliado a estes elevados valores de firmeza de polpa, o aspecto corticoso e a diminuicao de suculencia. Anomalias semelhantes na firmeza foram observadas por Fernandez-Trujillo et al. (1998) em frutos que manifestaram danos por frio.

Segundo Bramlage (1982), o beneficio do condicionamento esta no estadio de maturacao mais avancado que os frutos adquirem antes de iniciar o armazenamento refrigerado, com perda de firmeza e aumento de sua suculencia. Em pessegos condicionados, Zhou et al. (1999, 2000) obtiveram aumento na suculencia e diminuicao dos danos por frio. Crisosto et al. (2004) obtiveram aumento adicional de uma a duas semanas no periodo de comercializacao em pessegos Summer Lady, O'Henry e Ryan Sun condicionados por 48h a 20[grados]C, comparado aos seus controles. No entanto, nos pessegos Maciel, o condicionamento nao apresentou efeito em adiar a manifestacao de danos por frio e, por isso, nao aumentou o periodo de armazenagem e de comercializacao dos frutos. Desta forma, o condicionamento nas condicoes testadas nao e recomendado para uso na cv. Maciel com o objetivo de adiar a manifestacao de danos por frio.

Conclusao

O condicionamento dos frutos antes da entrada em armazenamento refrigerado nao e eficiente em adiar ou evitar a manifestacao de danos por frio tais como escurecimento da polpa e a retencao de firmeza da polpa em pessegos Maciel.

O condicionamento nao e uma tecnica recomendada para ser usada com o objetivo de evitar ou adiar a manifestacao de danos por frio em pessegos da cv. Maciel.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i3.3947

Received on June 18, 2008.

Accepted on December 12, 2008.

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Eduardo Seibert (1), Marcos Laux de Leao (2), Sandra Rieth (2) e Renar Joao Bender (2) *

(1) Instituto Federal de Educacao, Ciencia e Tecnologia Catarinense, Santa Rosa do Sul, Santa Catarina, Brasil. (2) Departamento de Horticultura e Silvicultura, Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Bento Goncalves, 7712, Cx. Postal 776, 9154-000, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. *Autor para correspondencia. E-mail: rjbe@ufrgs.br
Tabela 1. Perda de massa fresca (%) apos a armazenagem refrigerada a
0[grados]C e amadurecimento a 20[grados]C em pessegos Maciel
submetidos ao condicionamento (CD).

Dias         De Vez             De Vez   Maduro          Maduro
0[grados]C                        CD                       CD

--           --                 --       --              --
 7           2,7 a (1)          4,3 a    2,8 a           5,2 a
14           4,1 a              6,1 a    3,7 a           4,4 a
21           2,5 a              4,6 a    3,4 a           5,3 a
28           4,8 a              7,4 a    5,2 a           6,5 a
Media        3,5 b              5,6 a    3,8 a           5,3 a
CV(%)                    37,8                     34,0

Dias         Dias a        De Vez          De Vez
0[grados]C   0[grados]+                      CD
             20[grados]C

--            0 + 3        7,8 a           5,3 a
 7            7 + 3        6,7 a           6,2 a
14           14 + 3        4,0 a           4,9 a
21           21 + 3        8,1 a           5,5 a
28           28 + 3        8,5 a           5,3 a
Media        Media         7,0 a           5,4 b
CV(%)                               32,2

Dias         Maduro          Maduro
0[grados]C                    CD

--            5,6 a          6,2 a
 7            5,4 b          7,5 a
14            4,7 a          5,8 a
21            8,4 a          7,0 a
28           10,6 a          7,6 b
Media         6,9 a          6,8 a
CV(%)                 15,4

(1) Medias seguidas das mesmas letras na linha dentro de cada
estadio de maturacao e periodo de analise (armazenagem e
amadurecimento) nao diferem estatisticamente pelo teste
de Tukey (p < 0,05).

Tabela 2. Parametros de maturacao e qualidade observados na
colheita (C), apos a armazenagem refrigerada (AR) a 0[grados]C e
amadurecimento (AM) a 20[grados]C em pessegos Maciel submetidos ao
condicionamento (CD).

Parametros                      De Vez    De Vez     Maduro    Maduro
                                            CD                 CD

Peso (g)              C (1)      89,7 a    76,2 a     99,7 a    94,6 a
                     AR (1)      99,0 a    85,6 b    103,6 a    91,2 b
Diametro (cm)         C (1)       5,6 a     5,1 a      5,7 a     5,5 a
                     AR (1,2)    5,7 aA    5,4 bC     5,8 aA    5,5 bB
Cor (%)               C (1,2)     13 aB     17 aB      28 aA     32 aA
                     AR (1,2)     13 aB     12 aB      26 aA     26 aA
SST ([grados]Brix)    C (1)      11,6 a    11,3 a   12,1 (a)    12,0 a
                     AR (1,2)   10,9 bC    12,1 a    11,7 bB   12,5 aA
                     AM (1,2)   11,1 bB    12,3 a    12,0 bA   12,5 aA
AT (% ac. malico)     C (1)     0,667 a    0,630a    0,620 a   0,632 a
                     AR (1,3)   0,65 aA   0,65 aA    0,57 aA   0,62 aA
                     AM (1,3)   0,53 aB   0,60 aA    0,35 aB   0,34 aB

Medias seguidas de: (1) mesma letra minuscula na linha dentro dos
estadios de maturacao; (2) mesma letra maiuscula na linha entre todos
os tratamentos; (3) mesma letra maiuscula na coluna dentro de cada
tratamento nao diferem estatisticamente pelo teste de Tukey
(p < 0,05).

Tabela 3. Porcentagem de frutos com escurecimento da polpa e retencao
de firmeza no amadurecimento a 20[grados]C apos a armazenagem
refrigerada a 0[grados]C em pessegos Maciel submetidos ao
condicionamento (CD).

                                 Escurecimento
                     Armazenagem           Amadurecimento
Dias a         De Vez           De Vez   Maduro          Maduro
0[grados]                         CD                       CD
+20[grados]C

 7 + 3         0 a (3)            0 a      0 a             0 a
14 + 3         0 a                0 a      0 a             0 a
21 + 3         0 a                0 a      0 b           100 a
28 + 3         0 b              100 a      0 a             0 a
Media          0 b               25 a      0 b            25 a
CV (%)                   75,2                     75,2

               Retencao de firmeza
               Amadurecimento
Dias a         De Vez         De Vez   Maduro          Maduro CD
0[grados]                       CD
+20[grados]C

 7 + 3           0 a            0 a     0 a             0 a
14 + 3           0 a            0 a     0 a             0 a
21 + 3         100 a          100 a    83,5 a          84 a
28 + 3          75 a          100 a      23 a          38 a
Media           44 b           50 a      28 a          31 a
CV (%)                  3,8                     38,4

(3) Em cada dano por frio, letras iguais na linha dentro de cada
estadio de maturacao nao diferem estatisticamente pelo teste de
Tukey (p < 0,05).
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Seibert, Eduardo; Laux de Leao, Marcos; Rieth, Sandra; Joao Bender, Renar
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2010
Words:4319
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