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Efeito de herbicidas sobre agentes fitopatogenicos.

Introducao

A agricultura moderna utiliza diversas tecnologias que auxiliam no aumento da produtividade das culturas, dentre essas tecnologias podemos citar o uso de herbicidas como uma das mais importantes. Ocupando 40,9% do mercado de defensivos agricolas, o setor de herbicida e responsavel por uma movimentacao de US$ 1,7 bilhoes por ano (FERREIRA; VEGRO, 2006) e gracas a esta tecnologia, as produtividades de diversas culturas sofreram incremento de ate 40% (WILLIAM; WARREN, 1975).

Para ser efetivo, um herbicida deve ter atividade biologica forte sobre a planta que se quer controlar, porem, as consequencias atreladas ao seu uso resultam em diversos efeitos sobre organismos que nao constituem alvos, como por exemplo, o efeito deleterio do herbicida sobre fungo micorrizicos ou ainda o efeito no incremento de fitoalexinas nas plantas, levando a possivel toxidez, da cultura, para o consumidor (EL-SHANSHOURY et al., 1995).

Todos os efeitos, diretos e indiretos, dos herbicidas sobre a populacao microbiana, patogenica ou nao, ainda sao desconhecidos, mas sabe-se que para alguns herbicidas e fitopatogenos, a interacao entre eles pode causar incremento significativo da doenca, enquanto em outras interacoes, ha reducao na quantidade de doenca (EL-SHANSHOURY et al., 1995).

Caulder et al. (1987) relatam aumento significativo na severidade de quatro fitopatogenos apos a aplicacao de 12 herbicidas, levando a grande aumento nas perdas ocasionadas por esses. Este aumento da incidencia de doencas tambem foi observado, e correlacionado, com o uso de herbicidas. Ahmad e Malloch (1995) relatam reducao de ate 40% na populacao bacteriana de um solo, criando um vazio biologico e com isso aumentando a disponibilidade de nutrientes para fitopatogenos habitantes de solo, ocasionando aumento significativo na incidencia das doencas.

Em contrapartida, o uso de herbicidas tambem e correlacionado com a reducao ou controle de doencas, como no caso de murcha causada por Fusarium oxysporum em plantas de meloeiro, em que o uso do herbicida acetochlor levou a reducao significativa na incidencia e na severidade da doenca (COHEN et al., 1996), assim como, o uso do glufosinato, o qual apresentou a acao antimicrobiana, levando a reducao da severidade de doencas na culturas da soja e do arroz (SANOGO et al., 2000; PLINE et al., 2001). Atualmente, nas culturas transgenicas resistentes ao herbicida glyphosate, como a soja e o trigo, vem se observando reducao significativa na incidencia e na severidade de doencas foliares, tal como as ferrugens, fato esse correlacionado ao uso do herbicida glyphosate, o qual vem apresentando acao preventiva e curativa, para essas culturas, nessas doencas (FENG et al., 2005), mas ainda nao se sabe qual vai ser o impacto sobre a populacao de simbiontes beneficos--a soja transgenica, por exemplo, as bacterias fixadoras de nitrogenios, como ja foi relatado intoxicacao grave de estirpes de Bradyrhizobium ao glyphosate, prejudicando assim a nodulacao (KING et al., 2001; SANTOS et al., 2005).

Sabe-se, atualmente, que o glyphosate quando adsorvido ao solo, nao causa intoxicacao a especies vegetais cultivadas apos sua aplicacao. Contudo, na presenca de fungos micorrizicos, bacterias e outros microrganismos, que realizam a interacao microrganismo-planta, podem promover a uniao de mais de uma especie vegetal, causando assim dano real a outras culturas (KAPS; KUHNS, 1987). Em experimentos realizados para verificar tal hipotese, Kaps e Kuhns (1987) aplicaram glyphosate-C14 em solucao nutritiva onde cresciam plantulas de Pinus spp., transferindo-as, posteriormente, para crescimento junto a especies de plantas daninhas, e observou-se que houve transferencia das moleculas marcadas, do Pinus spp., para as plantas daninhas, pela comunicacao radicular por meio de micorrizas.

Verifica-se que muitos dos efeitos dos herbicidas sobre as doencas, e seus agentes causais, ainda sao desconhecidos, porem estes efeitos em alguns casos sao beneficos ao diminuir a severidade de uma doenca, ou negativos ao causar vazios biologicos em solos, sendo assim, estudos mais conclusivos sobre o efeito destes produtos sobre microrganismos fitopatogenicos sao necessarios. Neste sentido, este trabalho apresenta alguns dos resultados obtidos, observando-se o comportamento de alguns fitopatogenos perante tres herbicidas com intenso uso na agricultura, assim como, o efeito do glyphosate sobre tres doencas foliares em plantas de soja transgenica resistente a esse herbicida.

Material e metodos

Efeito "in vitro" de herbicidas sobre fitopatogenos

Utilizaram-se oito fitopatogenos (Tabela 1) para o teste "in vitro" da acao de tres diferentes herbicidas sobre o comportamento de crescimento destes microrganismos. As culturas foram multiplicadas em placas de Petri com meio de cultura BDA (Batata Dextrose-Agar) a 25[grados]C por cinco dias. Apos o crescimento da colonia ate a borda da placa, retiraram-se discos do meio de cultura, de 5 mm de diametro, e fez-se a transferencia desses para os meios de culturas contendo os herbicidas. Esses foram adicionados ao meio de cultura BDA fundente, nas concentracoes de 3,5 g [L.sup.-1] de glyphosate; 1,0 g [L.sup.-1] de halosulfuron e 1,8 g [L.sup.-1] de setoxidim, utilizaram-se placas com meio BDA como testemunha positivas e o fungicida benomyl, a 0,5 g [L.sup.-1], para controle negativo de crescimento dos fitopatogenos. Utilizaram-se seis repeticoes, para cada tratamento, repetindo-se o experimento duas vezes. Apos a transferencia dos discos de cultura para as placas, essas foram incubadas em estufa do tipo BOD, a 25[grados]C, no escuro, efetuando as medicoes do crescimento radial das colonias a cada 24h por 15 dias ou ate a colonia crescer todo o diametro da placa. Sendo expresso o resultado em diametro medio da colonia por dia e seu erro-padrao. Os resultados foram submetidos a analise de variancia, utilizando-se o teste de Tukey, a 5% de significancia, aplicado no periodo em que se encontra a maior taxa de crescimento na testemunha.

Confirmou-se o efeito fungicida ou fungistatico sobre as colonias que apresentaram baixo crescimento, ou nulo, submetendo o isolado a exposicao aos produtos quimicos, por 48h a 25[grados]C, no escuro, e depois transferindo-os para meio de cultura BDA sem acrescimo dos compostos quimicos. Foi considerado efeito fungistatico quanto ocorreu o crescimento normal do isolado, e nao havendo crescimento, considerou-se efeito fungicida.

Efeito do glyphosate sobre a severidade de doencas foliares em soja transgenica

Visando avaliar o efeito do herbicida glyphosate sobre a severidade de doencas foliares, utilizou-se a cultivar de soja BRS 242 RR, resistente a glyphosate, como planta-modelo para o experimento, estando todas as plantas em estadio fenologico [V.sub.6].

Efeito herbicidas sobre agentes fitopatogenicos

O experimento foi instalado no delineamento inteiramente casualizado, em que cada tratamento consistiu em plantas doentes tratadas com o herbicida ou nao, sendo escolhidas tres doencas foliares para o experimento, foram elas: ferrugem asiatica da soja (Phakopsora pachyrhizi), o oidio da soja (Erysiphe diffusa) e a mancha de mirotecio (Mirothecium roridum). As unidades experimentais foram vasos de 5 L, contendo quatro plantas por vaso, totalizando 40 repeticoes por tratamento. Para o tratamento com ferrugem asiatica da soja, coletaram-se uredosporos de folhas provenientes do campo e preparou-se uma suspensao de 107 esporos [mL.sup.-1], ja para a inoculacao do oidio, coletaram-se folhas em campo e preparou-se uma suspensao de [10.sup.6] conidios [mL.sup.-1]. No tratamento com M. roridum preparou-se uma suspensao de 106 conidios [mL.sup.-1] obtidas da cultura crescida em meio BDA, a 27[grados]C, por sete dias, no escuro. Todas as suspensoes foram aplicadas com pulverizador costal com bico de jato conico cheio. As plantas foram pulverizadas ate o ponto de escorrimento. Os tratamentos com doencas+herbicida receberam a aplicacao do herbicida glyphosate, a concentracao de 5,5 mL [L.sup.-1] de ingrediente ativo, tres dias apos a inoculacao dos fitopatogenos, e os tratamentoscontrole foram pulverizados somente com agua.

Efetuou-se a avaliacao dos tratamentos dez dias apos a aplicacao do herbicida, calculando-se a area foliar lesionada por meio do programa UTHSCSA ImageTool, e os resultados obtidos foram submetidos a analise de variancia, pelo teste de Tukey, a 5% de significancia, utilizando o programa SISVAR.

Resultados e discussao

Nos testes "in vitro", para a verificacao da acao dos herbicidas sobre o comportamento de crescimento dos fitopatogenos, verificou-se forte interferencia destes produtos sobre os microrganismos, e houve reducao significativa, no crescimento de todos os fitopatogenos, quando na presenca dos herbicidas glyphosate, e halosulfuron. Sendo as unicas excecoes observadas junto ao herbicida setoxidim para os fungos R. solani e F. oxysporum, os quais nao diferiram, na velocidade de crescimento, do controle positivo, meio BDA (Tabela 2).

Na analise do comportamento de crescimento dos fitopatogenos perante o herbicida glyphosate, observou-se que todos os organismos testados tiveram reducao significativa no crescimento, fato ja observado para outros microrganismos, como micorrizas e bacterias saprofiticas (DICK; QUINN, 1995) e tambem ja observado para S. rolfsii (WESTERHUIS et al., 2007).

Este efeito inibitorio no crescimento micelial, pelo herbicida glyphosate, possivelmente esta relacionado com interferencia deste na enzima 5-enolpiruvilshiquimato-3-fosfato sintase (EPSPs), importante na producao dos aminoacidos aromaticos, dependente da rota do acido chiquimico (DICK; QUINN, 1995), sendo esses aminoacidos essenciais para o crescimento micelial, agindo desta forma como uma molecula fungistatica, ou em alguns casos, agindo como uma molecula fungicida.

O efeito fungicida da molecula do herbicida glyphosate pode ser observado junto a Phytophthora capsici, o qual nao apresentou crescimento micelial na presenca do herbicida e se mostrou com efeito fungicida sobre esse organismo (Tabela 2), evidenciando maior sensibilidade deste organismo, em relacao ao glyphosate, do que os restantes dos microrganismos testados.

Pode-se hipotetizar que a proximidade evolucionaria do grupo dos Oomycota com algas verdadeiras (JUDELSON, 2007), e hoje estes nao sao mais considerados fungos, e dessas com vegetais superiores, tornam esse grupo mais vulneravel a acao do herbicida glyphosate.

Podemos observar que o mesmo organismo, P. capsici, nao apresentou crescimento micelial perante o herbicida setoxidim (Tabela 2), mas no teste de efeito fungicida ou fungistatico, este se mostrou, com efeito, fungistatico. Pode-se verificar tambem que fitopatogeno P. capsici na presenca do fungicida benomyl apresentou crescimento, estatisticamente menor em relacao ao controle, mas evidencia a distincao deste em relacao aos outros microrganismos testados com o fungicida.

Em geral, os fungos verdadeiros testados apresentaram um padrao comportamental em relacao aos produtos testados, e para o fungo M. phaseolina verificou-se que o fungicida benomyl foi eficiente, inibindo o seu crescimento, seguido pelo herbicida glyphosate, o qual reduziu o crescimento do fungo, mas atuou com acao fungistaticas sobre esse, assim como os herbicidas halosulfurom e setoxidim, os quais foram menos efetivos (Tabela 2, Figura 1A).

[FIGURA 1 OMITIR]

Na analise individual dos herbicidas, observou-se como relatado anteriormente, que o herbicida glyphosate foi o tratamento que mais se aproximou do resultado verificado no tratamento com o fungicida benomyl, o qual apresentou grande controle sobre o crescimento dos fitopatogenos testados.

O setoxidim apresentou acao inibitoria sobre todos os fungos, exceto sobre Fusarium e Rhizoctonia, a nao inibicao destes dois patogenos pode estar relacionada com as variacoes na fisiologia da divisao celular deles, metabolismo onde o herbicida setoxidim interfere, mais especificamente na enzima acetil-CoA-carboxilase (ACCase), responsavel por esse processo.

O mesmo pensamento pode ser estendido para a acao do herbicida halosulfuron, mas de forma contraria, ja que o herbicida apresentou interferencia significativa no crescimento de todos os microrganismos, isso possivelmente deve estar relacionado a inibicao da sintese dos aminoacidos isoleucina, leucina e valina por esses fitopatogenos, ocasionado pela inibicao da enzima acetolactate sintetase (ALS) pelo herbicida.

Os resultados obtidos "in vitro" demonstram claramente a interferencia dos herbicidas sobre organismos nao alvos, mas esses resultados, ate pouco tempo atras, nao podiam ser estendidos para condicoes de campo, na presenca de plantas vivas, mas gracas a tecnologia da transgenia e o desenvolvimento de plantas transgenicas resistentes aos herbicidas, hoje e possivel verificar o efeito dos herbicidas sobre os fitopatogenos, e nas doencas ocasionadas por esses, sobre plantas vivas em condicoes de campo.

O ensaio da acao do herbicida glyphosate em plantas de soja transgenica, resistente a esse herbicida, expostas a tres patogenos foliares e a influencia deste agroquimico sobre o desenvolvimento das doencas ocasionadas por esses, demonstraram forte acao do herbicida sobre os patogenos, evidenciando uma acao direta sobre essas doencas (Figura 1B, 1C e 2).

O resultado "in vitro" foi comprovado em plantas, em casa-de-vegetacao, quando se verificou a acao do glyphosate no patogeno Mirothecium roridum, agente causal da mancha de mirotecio, em que, "in vitro", verificou-se a inibicao significativa do crescimento deste e observou-se resultado semelhante nas plantas pulverizadas com conidios deste patogeno, onde as plantas-testemunha apresentaram 42,7% da area foliar comprometida pela doenca, e no tratamento com glyphosate, verificou-se que 33,9% da area foliar estavam comprometidas, reducao de 20,6% da severidade da doenca (Figura 2).

[FIGURA 2 OMITIR]

O mesmo resultado pode ser observado para a ferrugem asiatica da soja, em que as plantastestemunha, pulverizadas com agua, apresentaram 5,7% da area foliar comprometida, por pustulas, ja as plantas tratadas com glyphosate apresentaram 1,1% da area foliar lesionada, uma reducao de 80,7% na severidade (Figura 2), este resultado pode indicar que o uso do herbicida glyphosate, em soja transgenica, pode contribuir para o manejo desta doenca, reduzindo o grande numero de aplicacoes efetuadas para o controle da doenca na cultura da soja (BARROS et al., 2008).

Para a mancha de oidio observou-se comportamento muito semelhante daquele ja verificado para mirotecio e ferrugem, e houve a reducao de 23,4% da area lesionada, no tratamentotestemunha, para 2,3%, no tratamento com glyphosate, reducao de 90,1% na severidade (Figura 2).

Estes resultados demonstram que melhores estudos devem ser efetuados sobre a acao dos diversos agroquimicos utilizados na agricultura, a fim de se entender quantas e quais os processos biologicos estamos interferindo, assim como melhores estudos devem ser efetuados no sistema patogeno-hospedeiro transgenico, visando compreender e utilizar, de forma benefica, as novas interacoes surgidas nesse sistema, interacoes essas que ja vem sendo observadas por outros pesquisadores em outros sistemas biologicos (CHIARI et al., 2008).

Conclusao

Todos os herbicidas aqui testados apresentaram acao fungistatica na maioria dos agentes fitopatogenicos utilizados, e o herbicida glyphosate indicou acao fungicida sobre P. capsici e, tambem, foi eficiente contra ferrugem, oidio e mancha de mirotecio, em campo sobre plantas de soja transgenicas.

DOI: 10.4025/actasciagron.v32i3.3728

Received on June 3, 2008.

Accepted on March 5, 2009.

Referencias

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CAULDER, J. D.; GOTLEIB, A. R.; STOWELL, L.; WATSON, A. K. Herbicidal compositions comprising microbial herbicides and chemical herbicides or plant growth regulators. European Patent Applied, v. 80, n. 1, p. 39- 46, 1987.

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Daniel Dias Rosa (1) *, Marco Antonio Basseto (2), Claudio Cavariani (3) e Edson Luiz Furtado (3)

(1) Syngenta Seeds Ltda., Rod. BR 452, km 142, 38400-974, Uberlandia, Minas Gerais, Brasil. (2) Departamento de Defesa Fitossanitaria, Faculdade de Ciencias Agronomicas de Botucatu, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Botucatu, Sao Paulo, Brasil. (3) Departamento de Producao Vegetal/Agricultura, Faculdade de Ciencias Agronomicas de Botucatu, Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho", Botucatu, Sao Paulo, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: danieldr@hotmail.com
Tabela 1. Agentes fitopatogenicos utilizados nos ensaios "in
vitro" nos testes com herbicidas.

Organismos                  Hospedeiro   Origem/Ano

Rhizoctonia sotani          Feijoeiro    Sao Paulo/1998
Ceratocystisfimbriata       Mangueira    Sao Paulo/2006
Cryptwnectria cubensis      Eucalyptus   Sao Paulo/2003
Phytophtthora capsici       Pimentao     Sao Paulo/1999
Macrophomina pPtaseolinea   Feijoeiro    Sao Paulo/1998
Scleiotium rotfsii          Feijoeiro    Sao Paulo/2000
Fusarium oxysporum f. sp.   Tomateiro    Sao Paulo/2001
licopersici - R. 2
Mirotthecium roridum        Soja         Mato Grosso/2004

Tabela 2. Efeito de tres diferentes herbicidas sobre a velocidade
media de crescimento (cm dia-1) dos fitopatogenos em condicoes
"in vitro".

Organismos                             Tratamentos

                          Glyphosate   Halosulfuron   Benomyl

Rhizoctonia solani          0,2 b +       0,3 b +     0,1 b +
Ceratocystis fimbriata      0,3 b +       0,1 c +     0,0 c *
Cryphonectria
cubensis                    0,3 b +       0,3 b +     0,0 c *
Phytophthora capsici        0,0 d *       0,5 b +     0,3 c +
Macrophomina
phaseolinea                 0,2 c +       0,6 b +     0,0 d *
Sclerotium rolfsii          0,2 b +       0,2 b +     0,1 b +
Fusarium oxysporum
f.sp. licopersici -R. 2     0,2 b +       0,2 b +     0,0 c *
Mirothecium roridum         0,2 c +       0,2 c +     0,0 c *

Organismos                   Tratamentos

                          BDA     Setoxidim

Rhizoctonia solani        0,8 a    0,7 a +
Ceratocystis fimbriata    0,6 a    0,4 b +
Cryphonectria
cubensis                  0,6 a    0,4 b +
Phytophthora capsici      0,9 a    0,0 d +
Macrophomina
phaseolinea               0,9 a    0,5 b +
Sclerotium rolfsii        0,8 a    0,2 b +
Fusarium oxysporum
f.sp. licopersici -R. 2   0,7 a    0,6 a +
Mirothecium roridum       0,8 a    0,4 b +

* Efeito fungicida; + efeito fungistatico. Letras iguais na mesma
linha nao diferem estatisticamente a 5% de significancia.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Dias Rosa, Daniel; Antonio Basseto, Marco; Cavariani, Claudio; Furtado, Edson Luiz
Publication:Acta Scientiarum Agronomy (UEM)
Date:Jul 1, 2010
Words:3598
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