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Efeito da poda apical nos atributos morfofisiologicos do porta-enxerto clonal de seringueira GT 1/Effect of top pruning on morphophysiological attributes of 'GT 1' rubber rootstock.

Introducao

O atual consumo brasileiro de borracha natural beneficiada esta estimado em 413 mil toneladas, e com perpectiva de elevado crescimento nos proximos anos, pois em 2014 o Brasil importou cerca de 229 mil toneladas (INTERNATIONAL RUBBER STUDY GROUP, 2015). Este deficit de materia-prima tem impulsionado o crescimento da area plantada e de adocao de tecnologias que visam suprir a demanda interna pelo polimero natural. Neste sentido, a inclusao de novas areas de plantio no territorio brasileiro esta sendo cada vez mais estimulada.

Para suprir as necessidades das atuais e futuras areas de seringais se faz necessaria a utilizacao de mudas de alta qualidade, com rastreabilidade genetica, vigor e sanidade.

Para a obtencao de porta-enxertos vigorosos, as melhores sementes sao aquelas oriundas de talhoes policlonais, que favorecem a polinizacao cruzada. O clone GT1 apresenta como vantagem o carater macho-esteril, que exclui qualquer possibilidade de autofecundacao e produz porta-enxertos de alta qualidade devido a heterose intrinseca (CARDINAL; GONCALVES; MARTINS, 2007; GONCALVES; MARQUES, 2014).

A realizacao da enxertia em porta-enxertos de seringueira e determinada pelo diametro do caule. No processo de producao de mudas e fundamental a adocao de praticas que contribuam para uniformizar o desenvolvimento das plantas, facilitar os tratos culturais e principalmente, diminuir o ciclo e otimizar o sistema (OLIVEIRA et al., 2005).

A poda e uma tecnica cultural fundamental para o cultivo de algumas especies frutiferas e e utilizada para alterar o desenvolvimento vegetativo natural da planta, controlar a producao, o vigor e a sanidade. A poda facilita os tratos culturais, permite aumentar a densidade de plantio e obter maior produtividade (SCARPARE FILHO, 2013), como tambem aumentar a luminosidade e arejamento (FISCHER; ALMANZA-MERCHAN; MIRANDA, 2014), fundamentais para o sucesso da enxertia na cultura da seringueira. Medrado (1987) testou o efeito da tecnica de poda da gema apical em varios estadios de desenvolvimento de plantas de seringueira, em condicoes de campo, utilizando solo como substrato, e verificou aos 14 meses apos a semeadura que nao houve diferenca significativa do diametro em relacao as plantas sem poda apical.

O manejo de porta-enxertos de seringueira em bancadas suspensas e pouco estudado, demandando literatura para que haja a evolucao tecnico-cientifica do sistema de producao de mudas e consequente expansao agricola desta importante cultura.

O trabalho teve por objetivo avaliar o efeito de podas apicais nos atributos morfofisiologicos de porta-enxertos clonais de seringueira GT1, em bancadas suspensas, visando reduzir o tempo de formacao e facilitar os tratos culturais em viveiro.

Material e metodos

O experimento foi conduzido em Cassilandia, Mato Grosso do Sul, nas coordenadas geograficas 19[degrees]07'21" S e 51[degrees]43'15" W e altitude de 516 m. A classificacao climatica de acordo com Koppen-Geiser, apresenta clima tropical com verao chuvoso (Aw) e inverno seco, com temperatura media de 24,1 [degrees]C e pluviosidade media anual de 1521 mm. O mes de agosto e o mais seco, com media de 24 mm e janeiro, o mais chuvoso, com media de 279 mm (CLIMATE, 2016).

Os dados micrometeorologicos do ambiente experimental (telado agricola), obtidos no periodo da pesquisa, referentes a precipitacao (ambiente externo), temperatura e umidade relativa do ar estao contidos na Figura 1.

Em maio de 2014, plantulas normais e uniformes com o primeiro lancamento foliar maduro foram transplantadas para sacos de polietileno, com dimensoes de 18 x 35 cm, volume de 3,60 L, preenchidos com o mesmo substrato. As plantas foram dispostas em linhas duplas espacadas de 0,90 cm entre si, na densidade de 16 plantas/[m.sup.2] e colocadas em bancadas suspensas a 40 cm do solo sob telado agricola, de estrutura em aco galvanizado, possuindo 8,0 m de largura por 18,0 m de comprimento e 3,5 m de altura, fechamentos laterais em angulo de 45[degrees] graus, com tela preta em toda sua extensao, malha com 50% de sombreamento.

Sementes clonais de seringueira GT1 recem-coletadas de talhoes policlonais foram semeadas em marco de 2014 de forma manual, colocando-se duas por tubete de 115 mL, preenchido com substrato comercial a base de casca de pinus.

A fertilizacao das plantas foi realizada pela incorporacao ao substrato de adubo de liberacao lenta prevista para nove meses, na dose de 6 g [L.sup.-1] de substrato, segundo Zamuner Filho et al. (2012). Aos sete meses de idade das plantas realizou-se a complementacao de 300 g de substrato adicionado do fertilizante nos sacos de polietileno, em funcao de acamamento.

A irrigacao foi realizada manualmente, diariamente, de modo a manter a umidade do substrato. O controle de pragas e doencas foi realizado de acordo com o Manual Tecnico de Seringueira da Secretaria de Agricultura do Estado de Sao Paulo (GONCALVES, 2010).

Os tratamentos realizados foram:

- T1: sem poda apical;

- T2: poda apical realizada uma vez apos o terceiro lancamento foliar maduro;

- T3: poda apical realizada mensalmente apos o terceiro lancamento foliar maduro;

- T4: poda apical realizada uma vez apos o quarto lancamento foliar maduro;

- T5: poda apical realizada mensalmente apos o quarto lancamento foliar maduro;

- T6: poda apical realizada uma vez apos o quinto lancamento foliar maduro;

- T7: poda apical realizada mensalmente apos o quinto lancamento foliar maduro.

Nos tratamentos de poda apical mensal foram realizadas desbrotas com auxilio de tesoura de poda a cada trinta dias, eliminando-se as brotacoes laterais emitidas nos ramos, de acordo com os tratamentos.

Quanto aos tratamentos de poda apical realizada uma unica vez, nao interferindo nas brotacoes subsequentes, os novos fluxos foliares maduros foram mantidos, segundo Medrado (1987).

Os atributos analisados mensalmente com a primeira mensuracao aos noventa dias apos o transplante (DAT) foram:

* Altura da planta (cm) - medida do coleto da planta ate o apice com uma regua graduada;

* Diametro do caule (mm) - a cinco cm do solo, com paquimetro digital;

* Ao final do experimento (360 DAT), os seguintes atributos foram avaliados em cinco plantas por parcela:

* Numero de foliolos por planta - obtido atraves de contagem;

* Comprimento da raiz pivotante (cm) - medido do colo a extremidade radicular, com auxilio de regua graduada;

* Volume do sistema radicular (mL) - determinado, segundo metodologia descrita por Basso (1999), em que as raizes, apos serem lavadas, sao colocadas em proveta graduada contendo um volume conhecido de agua;

* Area foliar ([dm.sup.2]) - determinado com auxilio de um integrador de area foliar;

* Massa seca da raiz, caule, folhas e massa seca total (g) - obtida pela secagem das amostras em estufa a 65[degrees]C por 72 horas ate atingir peso constante.

Apos a determinacao da materia seca total (MST), materia seca foliar (MSF) e areas foliares (AF) avaliadas aos 360 DAT, as folhas foram encaminhadas para o laboratorio (IAC/Campinas) para avaliar os teores de nutrientes nas folhas das cinco plantas representativas de cada parcela.

Atraves dos dados de altura, materia seca e areas foliares avaliados aos 360 DAT, foram estimadas a taxa de crescimento absoluto (TCA), razao de area foliar (RAF) e area foliar especifica (AFE), conforme proposto por Benincasa (1998). As equacoes para estimar TCA, RAF e AFE sao apresentadas a seguir, em que: TCA = Altura 360 DAT - Altura 90 DAT / 270; RAF = AF / MST; AFE = AF / MSF.

O delineamento experimental utilizado foi inteiramente ao acaso, com sete tratamentos e oito repeticoes, utilizando-se 15 plantas por parcela, totalizando 840 porta-enxertos de seringueira GT1.

Os dados foram submetidos a analise de variancia, pelo teste F e as medias foram comparadas pelo teste de Tukey ao nivel de 5% de probabilidade, no qual se utilizou o programa estatistico Sisvar 5.3 (FERREIRA, 2010).

A TCA, RAF e AFE, por se tratarem de dados calculados, nao foram submetidos a analise de variancia, pois nao obedecem as pressuposicoes basicas dessa analise (BANZATTO; KRONKA, 2013).

Resultados e discussao

Verificou-se que ate 300 DAT nao houve influencia das podas apicais praticadas sobre o diametro das plantas (Tabela 1). Apos 300 DAT, a poda apical influenciou no diametro do caule, altura, massa seca de caule, massa seca foliar e area foliar das plantas.

A partir de 330 DAT, os tratamentos diferiram entre si, com a poda apical realizada mensalmente apos o terceiro lancamento foliar maduro (T3), apresentando valores significativamente inferiores aos sem poda apical (T1) e tambem significativamente inferiores ao tratamento com poda apical realizada mensalmente apos o quinto lancamento foliar maduro (T7) (Tabela 1).

O diametro do caule de porta-enxertos de seringueira e a principal caracteristica morfologica das plantas, pois esse parametro define a tomada de decisao sobre a realizacao da enxertia de uma planta de seringueira em viveiro (GONCALVES; PRADO; CORRERIA, 2010) e, pelos resultados obtidos no presente estudo, a maioria dos tratamentos apresentaram diametros aptos a realizacao da enxertia aos 360 DAT (Tabela 1).

O diametro do caule do porta-enxerto esta diretamente ligado a sua aptidao para ser submetido a enxertia. No periodo final de avaliacao (360 DAT), a maioria das plantas atingiram o diametro de 10 mm a 5 cm da base do caule, necessario para se efetuar a enxertia verde (Tabela 1) de acordo com a Instrucao Normativa no 29 (BRASIL, 2009).

As plantas apresentaram um menor crescimento ate setembro/outubro e crescimento mais acelerado nos meses seguintes, devido as temperaturas que ocorreram nos periodos (Figura 1), e caracteristicas fenologicas do porta-enxerto GT1, pois e sabido que em periodos de temperaturas mais amenas (outono/inverno) ha menor crescimento.

Provavelmente, essas variacoes ocorreram devido a fatores ambientais como, principalmente, a temperatura (Figura 1). Aos 150 DAT, o diametro medio geral foi de 4,78 mm, valor inferior ao observado por Pezzopane, Pedro Junior e Ortolani (1995), que avaliaram o desenvolvimento de porta-enxertos de seringueira em tres ambientes (viveiro de solo a ceu aberto, viveiro de solo com quebra-vento e viveiro de solo em estufa) e verificaram diametros de 5,3; 5,5 e 8,4 mm, respectivamente em cada ambiente, aos 180 dias apos a semeadura.

Aos 240 DAT, o diametro do caule foi de 8,12 mm, valor inferior ao observado por Zamuner Filho et al. (2012), que avaliaram os efeitos de doses de adubo de liberacao lenta (ALL) sobre o desenvolvimento de porta-enxertos de seringueira GT 1, nas doses de 0, 3, 6 e 9 g [L.sup.-1] e verificaram diametro de 12 mm no melhor resultado com 6 g [L.sup.-1] aos 8 meses apos a semeadura. Cabe ressaltar que, no presente trabalho, as plantas foram cultivadas em telado agricola, possivelmente com maior efeito do ambiente, ou seja, maior sombreamento no seu interior.

Os tratamentos T7 e T1, com medias de 10,39 mm aos 360 DAT, apresentaram-se significativamente superiores a T3, porem, sem diferir dos demais tratamentos (Tabela 1). Medrado (1987), em estudo semelhante ao presente trabalho, em que foi testado o efeito da tecnica de poda da gema apical em varios estadios de desenvolvimentos das plantas de seringueira em Piracicaba-SP, desenvolvido em condicoes de campo utilizando solo local como substrato, observou aos 14 meses apos a semeadura, que nao houve diferenca significativa entre os tratamentos em relacao a testemunha, corroborando o presente trabalho, em que todos os tratamentos com podas apicais realizadas uma unica vez foram significativamente semelhantes ao tratamento nao despontado.

Nos tratamentos em que a poda apical foi realizada uma unica vez, nao houve diferenca em relacao ao controle sem poda apical para o parametro diametro. Contudo, em trabalho realizado por Paz (1981), com diferentes estadios de decepagem da gema apical em plantas de seringueiras, constatou-se que houve reducao nos diametros com relacao a testemunha nos tratamentos em que a poda apical foi realizada apos o quarto e o quinto lancamento maduro.

Em relacao a altura de plantas, observa-se que ate 150 DAT nao houve diferenca significativa para altura de plantas entre os tratamentos (Tabela 2).

A partir de 180 DAT, os tratamentos diferiram entre si, com a poda apical iniciada para o tratamento T2 e T3 apresentando valores significativamente inferiores aos demais ate aos 210 DAT. O crescimento e desenvolvimento das plantas estao relacionados com fatores internos e externos, e em relacao ao primeiro, a medida que a planta direciona os fotoassimilados para o crescimento das diferentes partes, principalmente em relacao a altura, os mesmos deixam de ser utilizados para o incremento do diametro do caule. Essa relacao provavelmente pode ser menos pronunciada quando e impedido seu crescimento apical, o que ira favorecer seu desenvolvimento caulinar. Observa-se no tratamento com poda apical realizada mensalmente apos o quarto lancamento maduro, que as plantas mantiveram-se com 68,70 cm de altura e 10,12 mm de diametro.

O parametro de altura das plantas quando despontadas apos o quarto lancamento foliar maduro (Tabela 2), apresentou efeitos positivos ao diametro de caule das plantas, quando comparada ao T3 (Tabela 1).

Aos 210 DAT, o T1 obteve uma altura de 80,55 cm (Tabela 2), valor superior ao observado por Rodrigues e Costa (2009), que avaliaram o desenvolvimento de porta-enxertos de seringueira em diferentes composicoes de substratos e obtiveram o melhor tratamento com a adicao de turfa e adubo de liberacao lenta, altura de 79,4 cm aos 15 meses apos a emergencia.

Aos 240 DAT realizou-se a poda apical para os tratamentos apos o quarto lancamento foliar maduro, os quais apresentaram valores em altura significativamente inferiores ao T1, T6 e T7. De acordo com trabalho realizado por Conforto (2007), em Sao Jose do Rio Preto-SP, estudando diferentes porta-enxertos de seringueira sob irrigacao continua e periodo seco natural, foi possivel verificar que o clone GT1 apresentou menores valores ao observado no tratamento-testemunha do presente trabalho, constatando a influencia do deficit hidrico sobre a reducao da altura da planta.

Aos 270 DAT, as plantas encontravam-se com o quinto lancamento maduro, sendo realizada a poda apical para estes tratamentos. A partir dos 300 DAT, o tratamento sem poda apical diferiu de todos os tratamentos, com T3 apresentando valores significativamente inferiores aos demais e nao diferindo de T2 e T5 (Tabela 2).

A avaliacao final de altura mostrou que os tratamentos que receberam as podas apicais mensais iniciais (T3 e T5), em que o T5 nao diferiu da poda apical realizada uma vez apos o terceiro lancamento foliar maduro (T2), exibiram as menores alturas de plantas (Tabela 2). Devido a poda apical, a concentracao de auxina na gema apical e drasticamente diminuida, aumentando o nivel de auxina nas gemas axilares, estimulando seu crescimento (RODRIGUES; LEITE, 2004).

Plantas submetidas as podas apicais apresentaram a massa seca de raiz, massa seca total, comprimento de raiz, volume de raiz e numero de foliolos semelhantes as nao despontadas aos 360 DAT (Tabela 3).

Para a massa seca do caule, apenas o T1, sem a realizacao de poda apical, diferiu de T3, sendo semelhante entre os demais tratamentos. O resultado corrobora os valores encontrados para altura de planta, em que o tratamento sem restricao de desenvolvimento apresentou resultado superior, enquanto o tratamento T3 manteve-se sempre com apenas tres fluxos foliares (Tabela 2).

Em relacao a razao de massa seca foliar, que indica a quantidade de materia seca acumulada nas folhas, houve diferencas significativas apenas para o tratamento T6 (5,07 g) que diferiu de T3 (2,89 g), apresentando os menores resultados, sendo semelhante entre as demais podas apicais (Tabela 3).

No tratamento T6, em que a inducao das brotacoes laterais foi efetuada apos o quinto lancamento maduro, verifica-se maior massa seca foliar. Todavia, era de se esperar que os tratamentos com poda apical realizada uma vez, por terem maior numero de brotacoes, apresentassem maior materia seca de suas folhas, de acordo com Peixoto, Cruz e Peixoto (2011), pois as folhas que sao gradualmente autossombreadas aumentam o indice de area foliar e seu crescimento linear, influenciando na quantidade de materia seca.

A media de massa seca foliar (4,18 g) foi bem inferior se comparada com as medias do trabalho realizado em Piracicaba-SP por Medrado (1987), com plantas cultivadas em viveiro de solo, em que se obteve massa seca media de 39,18 g, porem, com coletas de dados realizadas com tres meses a mais em comparacao ao presente experimento.

Entre as medias dos tratamentos para massa seca total, observa-se que nao houve diferenca significativa dos tratamentos, ou seja, nao houve influencia das podas apicais realizadas (Tabela 3). Em plantas despontadas normalmente, observa-se maior numero de brotacoes laterais e consequente numero de folhas, o que poderia influenciar o aumento da massa seca total em relacao aquelas nao podadas, fato nao verificado no presente estudo.

Pela nao ocorrencia de diferenca significativa entre as medias da massa seca de raiz, verificou-se que alteracoes na parte aerea nao influenciaram no crescimento do sistema radicular. Todas as plantas apresentaram sistema radicular normal, sem enovelamento da raiz pivotante e das secundarias, rico em raizes terciarias e quaternarias, as quais propiciaram agregacao e integridade do torrao, com boas perspectivas de sucesso no plantio.

Aos 360 DAT, as medias da massa seca de raiz, da massa seca de caule e da massa seca de folha foram iguais a 15,40 g; 19,95 g e 4,18 g, respectivamente (Tabela 3). O valor medio observado de massa seca foliar foi bem inferior e os valores de massa seca do sistema radicular e do caule do clone GT1 foram bem superiores aos valores encontrados por Viegas et al. (1992), que estudaram o crescimento e concentracao de macronutrientes e micronutrientes em mudas de seringueira (Hevea spp) e verficaram, aos 240 DAT, valores de 3,82 g para a massa seca da raiz; 8,02 g para a massa seca do caule e massa seca foliar de 9,25 g, sem utilizacao de poda apical.

No presente trabalho verificaram-se menores valores de materia seca ao ser comparado aos dados de Zamuner Filho et al. (2012), que avaliaram os efeitos de doses de adubo de liberacao lenta (ALL) sobre o desenvolvimento de porta-enxertos de seringueira e obtiveram materia seca das raizes de 40 g e materia seca total de 120 g no tratamento que empregou 6 g [L.sup.-1] de ALL ao substrato, aos 240 DAT, sem utilizacao de poda apical.

O comprimento da raiz principal dos porta-enxertos de seringueira nao apresentou diferencas significativas, ou seja, nao houve influencia das podas apicais praticadas na avaliacao realizada aos 360 DAT (Tabela 3).

Os resultados obtidos para o comprimento da raiz principal e para o volume de raiz aos 360 DAT, aos quais observa-se que nao houve diferenca significativa entre os tratamentos, indicam que nao houve influencia das podas apicais praticadas no desenvolvimento radicular (Tabela 3).

As diferentes podas apicais aplicadas nos porta-enxertos de seringueira nao influenciaram na massa seca radicular, massa seca total, comprimento da raiz principal e volume radicular. Quanto mais desenvolvido e volumoso for o sistema radicular dos porta-enxertos, maior sera a capacidade de absorcao de agua e nutrientes, possibilitando a obtencao de mudas de seringueira de melhor qualidade, com maior crescimento da planta apos o plantio em campo.

Em relacao ao numero de foliolos, nao foram observadas diferencas significativas, ou seja, nao houve influencia das podas apicais realizadas sobre os porta-enxertos de seringueira na avaliacao feita aos 360 DAT (Tabela 3). A hipotese de que a poda apical realizada uma unica vez promoveria o aumento de ramos laterais e maior numero de foliolos em relacao a planta nao despontada, nao foi confirmada.

Os tratamentos com podas apicais realizadas a cada trinta dias apos os terceiro e quarto lancamentos maduros (T3 e T5, respectivamente) apresentaram area foliar inferior a T1 e T2, nao diferindo dos demais (Tabela 3). Os resultados de area foliar indicam que valores superiores a 8,3 [dm.sup.2] (tratamento T5) permitem o desenvolvimento em diametro do caule do porta-enxerto. Em plantas jovens, o crescimento longitudinal do caule caracteriza-se por periodos sucessivos de rapido alongamento foliar, alternados com fase de dormencia (GASPAROTTO et al., 1997). Na pratica, o manejo da planta com quatro fluxos foliares e suficiente para que a mesma atinja diametro suficiente para a realizacao da enxertia em tempo equivalente a planta nao despontada (Tabela 1).

Conforto (2007) avaliou as respostas de cinco porta-enxertos de seringueira desenvolvidos sob condicoes de regas controladas e periodo seco natural, ambos transplantados diretamente no solo, em condicao de campo, e verificaram para o clone GT1, area foliar entre 17,6 [dm.sup.2] e 12,5 [dm.sup.2] aos 8 meses de idade, sendo a area foliar do periodo seco natural semelhante as plantas testemunhas do presente trabalho.

Em estudo de analise de crescimento entre enxerto e porta-enxerto de seringueira, Castro et al. (1990) observaram valores medios de area foliar para o porta-enxerto de 14,4 [dm.sup.2], superior ao presente trabalho, em que, aos 360 DAT, o maior valor encontrado foi verificado no tratamento T2 com 12,7 [dm.sup.2]. Niveis intermediarios de poda apical favoreceram a area foliar por melhorar a distribuicao de ramos, a captacao de radiacao solar, diminuirem o sombreamento no interior da copa e evitarem a formacao de microclima favoravel ao desenvolvimento de doencas (BORGHEZAN et al., 2011).

A taxa de crescimento absoluto (TCA) indica a velocidade media de crescimento da planta. O tratamento sem restricao de desenvolvimento apresentou a maior taxa de crescimento, com 0,3081 cm/dia, seguido dos tratamentos com podas apicais realizadas uma vez, proporcionais as epocas de realizacao da poda apical e, por fim, dos tratamentos realizados mensalmente, com restricao de desenvolvimento (Tabela 4).

A area foliar util de uma planta e expressa pela razao de area foliar (RAF), que representa a relacao entre a area foliar e o peso da materia seca total da planta, em [dm.sup.2] [g.sup.-1]. A razao da area foliar no presente trabalho apresentou valores mais altos no tratamento com poda apical realizada uma vez apos o terceiro lancamento maduro (Tabela 4), mas que nao influenciaram no desenvolvimento da planta em diametro, como discorrido anteriormente.

Castro et al. (1990), em estudo de analise de crescimento entre enxerto e porta-enxerto de seringueira para o porta-enxerto Tjir 16, verificaram RAF de 0,5528 [g.sup.-1], sendo superior ao presente trabalho em que o maior valor foi verificado no tratamento T2 com 0,3722 [g.sup.-1]. Possivelmente essas diferencas tambem sao devido as caracteristicas geneticas distintas dos dois porta-enxertos.

A area foliar especifica (AFE) e calculada atraves da superficie com a massa da materia seca da propria folha. A superficie e o componente morfologico e a fitomassa, o anatomico, relacionado com a composicao interna formada pelo numero e/ou tamanho de celulas do mesofilo foliar (PEIXOTO; CRUZ; PEIXOTO, 2011). Observam-se pequenas variacoes entre os tratamentos, sendo as mais significativas entre T2 e T6 e nota-se em T6 menor valor para a area foliar especifica, quando comparado aos demais tratamentos (Tabela 4). Em estudo de analise de crescimento entre enxerto e porta-enxerto de seringueira, Castro et al. (1990) observaram valores medios de AFE de l,7110 [dm.sup.2] [g.sup.-1], sendo este, inferior ao presente trabalho em que o menor valor encontrado foi verificado no tratamento T6 com 2,3165 [dm.sup.2] [g.sup.-1].

Observa-se que, nos tratamentos com poda apical realizada a cada trinta dias, houve maior concentracao dos teores foliares de micronutrientes com menor intensidade para o cobre (Cu), e dos macronutrientes potassio (K) e calcio (Ca), exceto para o tratamento T7 (poda apical realizada mensalmente apos o quinto lancamento foliar maduro), em que a poda apical foi iniciada somente apos 270 DAT, ou seja, 90 dias antes do termino das avaliacoes (Tabela 5).

Os teores foliares de macro e micronutrientes das plantas sem poda apical do presente trabalho (Tabela 5), comparados aqueles obtidos por Zamuner Filho et al. (2012) no tratamento recomendado de 6 g [L.sup.-1], foram semelhantes para a maioria dos elementos, sendo superior para P e B e inferior para Cu. As plantas jovens de seringueira crescem com fluxos continuos de lancamento de novas folhas ate o quarto ou quinto ano de idade, sendo neste periodo que ocorre a absorcao dos nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento da planta (FURLANI JUNIOR et al., 2005).

Em relacao aos valores de referencia disponiveis para a producao de mudas em geral, cultivadas em solo (EMBRAPA, 1999), os teores foliares de N e Cu encontraram-se inferiores, enquanto os de P, Ca, Mg, Fe, Mn e B mostraram-se superiores, e os elementos K, S e Zn, dentro da referencia citada (Tabela 5). As analises dos nutrientes foliares sao importantes em seringueira, pois possibilitam um diagnostico mais acurado do estado nutricional das plantas, uma vez que sua interpretacao permite definir situacoes nao detectadas pela observacao visual (BATAGLIA et al., 1998).

Conclusoes

A pratica da poda apical em seringueiras nao reduziu o tempo de formacao dos portaenxertos e, sendo ela, realizada mensalmente apos quatro lancamentos foliares maduros, possibilitou o desenvolvimento em diametro dos mesmos, em periodo semelhante as plantas sem poda apical, porem, aliado a uma menor altura, que facilita os tratos culturais.

Agradecimentos

A Fundacao de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciencia e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT) e a CAPES pelo apoio financeiro e pela concessao de bolsas. Ao Programa de Apoio a Nucleos Emergentes (PRONEM-MS) Edital Chamada FUNDECT/CNPq No 15/2014; TERMO DE OUTORGA: 080/2015 SIAFEM: 024367.

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Amanda Casagrande Pereira (I), Erivaldo Jose Scaloppi Junior (II), Edilson Costa (III), Gustavo Luis Mamore Martins (IV), Noemi Cristina de Souza (I)

(I) Engenheira Agronoma, MSc., Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Univesitaria de Cassilandia, Rod. MS 306, km 6,4, Zona Rural, CEP 79540-000, Cassilandia (MS), Brasil, amanda-casagrande@hotmail.com (ORCID: 0000-0002-3608-9292), cristina@hotmail.com (ORCID: 0000-0003-4921-4504)

(II) Engenheiro Agronomo, Dr., Pesquisador Cientifico VI do Centro de Seringueira e Sistemas Agroflorestais do Instituto Agronomico de Campinas/APTA, Bairro Santa Eliza, CEP 155050970, Votuporanga (SP), Brasil. scaloppi@iac.sp.gov.br (ORCID: 0000-0002-8050-2187)

(III) Engenheiro Agricola, Dr., Professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Universitaria de Cassilandia, Rod. MS 306, km 6,4, Zona Rural, CEP 79540-000, Cassilandia (MS), Brasilj. mestrine@uems.br (ORCID: 0000-0002-4584-6611)

(IV) Engenheiro Agronomo, Dr., Professsor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Universitaria de Cassilandia, Rod. MS 306, km 6,4, Zona Rural, CEP 79540-000, Cassilandia (MS), Brasil, gustavomamore@uems.br (ORCID: 0000-0003-2940-0502)

Submissao: 21/10/2016 Aprovacao: 29/11/2018 Publicacao: 30/06/2019

DOI: https://doi.org/10.5902/1980509824542
Tabela 1--Diametro (mm) de caule dos porta-enxertos de seringueira GT1
submetidos a podas apicais. UEMS, Cassilandia-MS, 2016.
Table 1--Diameter (mm) of the 'GT 1' rubber rootstocks submitted to the
top pruning. UEMS, Cassilandia, 2016.

                                  Diametro do
                                  caule (mm)
DAT     T1          T2       T3      T4       T5        T6        T7

 90   3,45 a (*)  3,48 a   3,64 a  3,59 a    3,52 a    3,45 a    3,58 a
120   4,51 a      4,50 a   4,72 a  4,54 a    4,37 a    4,51 a    4,54 a
150   4,78 a      4,68 a   4,88 a  4,77 a    4,70 a    4,69 a    4,79 a
180   6,22 a      6,12 a   6,47 a  6,12 a    6,13 a    5,99 a    6,07 a
210   7,15 a      7,05 a   7,40 a  7,17 a    7,18 a    6,95 a    7,15 a
240   8,41 a      7,72 a   7,73 a  8,13 a    8,57 a    8,12 a    8,18 a
270   9,10 a      8,17 a   8,07 a  8,40 a    9,06 a    8,60 a    8,71 a
300   9,26 a      8,39 a   8,37 a  8,71 a    9,12 a    8,77 a    8,93 a
330   9,74 ab     9,16 ab  8,65 b  9,54 ab   9,69 ab   9,65 ab   9,98 a
360  10,39 a      9,51 ab  8,97 b  9,78 ab  10,12 ab  10,09 ab  10,39 a

   Diametro do
   caule (mm)
DAT  Media  CV%

90   3,53   6,00
120  4,53   5,24
150  4,78   5,44
180  6,16   7,85
210  7,15   7,95
240  8,12   7,27
270  8,59   8,97
300  8,80   8,26
330  9,49   8,16
360  9,90   8,11

Em que: (*) Medias seguidas de mesma letra minuscula nas linhas, nao
diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. T1 = sem
poda apical; T2 = poda apical realizada uma vez apos o terceiro
lancamento foliar maduro; T3 = poda apical realizada mensalmente apos o
terceiro lancamento foliar maduro; T4 = poda apical realizada uma vez
apos o quarto lancamento foliar maduro; T5 = poda apical realizada
mensalmente apos o quarto lancamento foliar maduro; T6 = poda apical
realizada uma vez apos o quinto lancamento foliar maduro; T7 = poda
apical realizada mensalmente apos o quinto lancamento foliar maduro.
DAT = dias apos o transplante; CV = coeficiente de variacao.

Tabela 2--Altura (cm) dos porta-enxertos de seringueira GT 1,
submetidos a podas apicais. UEMS, Cassilandia-MS, 2016.
Table 2--Height (cm) of the 'GT 1' rubber rootstocks submitted to the
top pruning. UEMS, Cassilandia, 2016.

                               Altura (cm)
DAT     T1        T2        T3       T4        T5        T6

 90   35,30 a  37,62 a   38,19 a  36,49 a   35,97 a    35,54 a
120   48,15 a  47,77 a   49,37 a  47,40 a   47,14 a    46,24 a
150   55,24 a  56,23 a   57,75 a  55,71 a   55,31 a    54,73 a
180   75,10 a  58,50 b   60,18 b  72,38 a   73,75 a    70,92 a
210   80,55 a  61,99 b   59,98 b  75,89 a   78,44 a    76,08 a
240  101,58 a  64,12 c   61,40 c  78,78 b   70,99 bc   91,80 a
270  108,37 a  67,40 cd  63,19 d  81,21 bc  71,41 cd   93,97 ab
300  112,93 a  70,26 cd  59,73 d  83,23 bc  69,62 cd   96,36 b
330  115,91 a  73,51 cd  57,84 e  86,43 bc  70,13 de   98,35 b
360  118,49 a  76,56 cd  57,33 e  90,55 bc  68,70 de  101,00 b

   Altura (cm)
DAT     T7     Media  CV%

 90  36,75 a   36,55  4,96
120  47,25 a   47,62  4,28
150  55,84 a   55,83  2,75
180  72,70 a   69,08  5,56
210  76,87 a   72,83  6,10
240  91,43 a   80,01  6,56
270  91,54 b   82,44  7,65
300  86,28 b   82,63  7,55
330  87,35 bc  84,22  7,76
360  86,10 c   85,53  7,47

Em que: *Medias seguidas de mesma letra minuscula nas linhas, nao
diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. T1 = sem
poda apical; T2 = poda apical realizada uma vez apos o terceiro
lancamento foliar maduro; T3 = poda apical realizada mensalmente apos o
terceiro lancamento foliar maduro; T4 = poda apical realizada uma vez
apos o quarto lancamento foliar maduro; T5 = poda apical realizada
mensalmente apos o quarto lancamento foliar maduro; T6 = poda apical
realizada uma vez apos o quinto lancamento foliar maduro; T7 = poda
apical realizada mensalmente apos o quinto lancamento foliar maduro.
DAT = dias apos o transplante; CV = coeficiente de variacao.

Tabela 3--Massa seca de raiz (MSR), massa seca de caule (MSC), massa
seca de folha (MSF) e massa seca total (MST) expressa em gramas;
comprimento da raiz principal (CR) em cm; volume de raiz (VR) em mL;
numero de foliolos (NFO) e area foliar (AF) em [dm.sup.2] dos
portaenxertos de seringueira GT 1 submetidos a podas apicais. UEMS,
Cassilandia-MS, 2016.
Table 3--Root dry matter (MSR), stem dry matter (MSC), leaves dry
matter (MSF) and total dry matter (MST) expressed in grams; length of
the taproot (CR) expressed in cm; root system volume (VR) expressed in
mL; number of leaflets (NFO) and foliar area index (AF) expressed in
[dm.sup.2] of the 'GT 1' rubber rootstocks submitted to the top
pruning. UEMS, Cassilandia, 2016.

          MSR           MSC        MSF        MST       CR        VR

T1      15,04 a (*)   23,81 a     4,63 ab   43,48 a   44,18 a   55,83 a
T2      16,12 a       17,46 ab    4,44 ab   38,02 a   48,18 a   55,83 a
T3      13,63 a       15,63 b     2,89 b    32,16 a   48,37 a   51,67 a
T4      13,45 a       18,14 ab    4,29 ab   35,88 a   47,56 a   60,83 a
T5      13,88 a       20,90 ab    3,28 ab   38,08 a   47,25 a   53,33 a
T6      17,07 a       20,94 ab    5,07 a    43,08 a   53,68 a   70,83 a
T7      18,60 a       22,75 ab    4,69 ab   46,05 a   45,12 a   85,00 a
Media   15,40         19,95       4,18      39,54     47,76     61,90
CV%     27,94         25,92      30,21      24,57     15,49     25,39

          NFO       AF

T1      37,31 a   12,58 a
T2      37,87 a   12,68 a
T3      28,50 a    7,98 b
T4      37,25 a   11,08 ab
T5      27,87 a    8,31 b
T6      34,87 a   11,12 ab
T7      36,37 a   10,45 ab
Media   34,29     10,60
CV%     30,4      25,91

Em que: (*) Medias seguidas de mesma letra minuscula nas colunas, nao
diferem entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. T1 = sem
poda apical; T2 = poda apical realizada uma vez apos o terceiro
lancamento foliar maduro; T3 = poda apical realizada mensalmente apos o
terceiro lancamento foliar maduro; T4 = poda apical realizada uma vez
apos o quarto lancamento foliar maduro; T5 = poda apical realizada
mensalmente apos o quarto lancamento foliar maduro; T6 = poda apical
realizada uma vez apos o quinto lancamento foliar maduro; T7 = poda
apical realizada mensalmente apos o quinto lancamento foliar maduro.
DAT = dias apos o transplante; CV = coeficiente de variacao.

Tabela 4--Taxa de crescimento absoluto (TCA) expressa em cm/dia; razao
de area foliar (RAF) e area foliar especifica (AFE) expressa em
[dm.sup.2].[g.sup.-1] dos porta-enxertos de seringueira GT 1 submetidos
a podas apicais. UEMS, Cassilandia-MS, 2016.
Table 4--Absolute growth rate (TCA) expressed in cm/day; leaf area
ratio (RAF) and specific leaf area (AFE) expressed in
[dm.sup.2].[g.sup.-1] of the 'GT 1' rubber rootstocks submitted to the
top pruning. UEMS, Cassilandia, 2016.

                                 Tratamentos
Parametros    T1       T2       T3       T4       T5       T6       T7

TCA         0,3081   0,1442   0,0709   0,2002   0,1212   0,2426   0,1828
RAF         0,3116   0,3722   0,2567   0,2918   0,2336   0,2798   0,2304
AFE         2,7326   2,9662   2,8805   2,5936   2,6507   2,3165   2,3313

Em que: T1 = sem poda apical; T2 = poda apical realizada uma vez apos o
terceiro lancamento foliar maduro; T3 = poda apical realizada
mensalmente apos o terceiro lancamento foliar maduro; T4 = poda apical
realizada uma vez apos o quarto lancamento foliar maduro; T5 = poda
apical realizada mensalmente apos o quarto lancamento foliar maduro; T6
= poda apical realizada uma vez apos o quinto lancamento foliar maduro;
T7 = poda apical realizada mensalmente apos o quinto lancamento foliar
maduro.

Tabela 5--Teores de elementos minerais em folhas dos porta-enxertos de
seringueira GT 1 submetidos ou nao a poda apical aos 360 DAT. UEMS,
Cassilandia-MS, 2016.
Table 5--Content of mineral elements in leaves of the 'GT 1' rubber
rootstocks submitted to the top pruning. UEMS, Cassilandia, 2016.

                  Macronutrientes g [kg.sup.-1]
Tratamento    N      P     K      Ca     Mg    S

T1           26,0   3,4   10,8    9,7   3,0   2,5
T2           26,6   3,2   11,2   10,8   3,3   2,6
T3           26,9   4,1   10,3   15,6   3,1   3,0
T4           28,5   2,8   10,4   12,5   3,2   2,5
T5           25,3   5,1   10,8   17,3   3,3   3,0
T6           28,3   3,5   11,3   13,6   3,2   2,7
T7           28,0   3,1   10,6   10,9   3,2   2,7

                Micronutrientes mg [kg.sup.-1]
Tratamento    Fe      Mn      Cu    Zn     B

T1           124,0   382,6   5,0   29,2   144,5
T2           124,5   361,5   4,9   24,6   153,5
T3           230,6   717,5   5,5   42,4   248,9
T4           116,4   346,1   4,0   22,8   142,3
T5           208,6   774,8   5,1   47,9   258,2
T6           188,2   525,1   5,0   33,6   227,3
T7           172,0   392,9   4,9   25,7   184,2

Em que: T1 = sem poda apical; T2 = poda apical realizada uma vez apos o
terceiro lancamento foliar maduro; T3 = poda apical realizada
mensalmente apos o terceiro lancamento foliar maduro; T4 = poda apical
realizada uma vez apos o quarto lancamento foliar maduro; T5 = poda
apical realizada mensalmente apos o quarto lancamento foliar maduro; T6
= poda apical realizada uma vez apos o quinto lancamento foliar maduro;
T7 = poda apical realizada mensalmente apos o quinto lancamento foliar
maduro. N = nitrogenio; P = fosforo; K = potassio; Ca = calcio; Mg =
magnesio; S = enxofre; Fe = ferro; Mn = manganes; Cu = cobre; Zn =
zinco; B = boro.
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Title Annotation:Nota Tecnica
Author:Pereira, Amanda Casagrande; Junior, Erivaldo Jose Scaloppi; Costa, Edilson; Martins, Gustavo Luis Ma
Publication:Ciencia Florestal
Date:Apr 1, 2019
Words:7564
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