Printer Friendly

Efeito da aplicacao foliar de boro e zinco sobre a producao e os teores de SST e ATT dos frutos da pereira-japonesa e da pinheira.

LEAF SPRAY FERTILIZATION OF BORON AND ZINC ON PRODUCTION, SST AND ATT IN FRUITS OF PEAR AND SUGAR APPLE

INTRODUCAO

Para diversas culturas perenes, a pulverizacao foliar com micronutrientes e uma rotina, aproveitando-se a aplicacao de pesticidas (Abreu & Raij, 1997). Varios fatores contribuiram para o interesse e uso da adubacao foliar com micronutrientes, sendo as necessidades totais de algumas culturas frequentemente atendidas com apenas uma aplicacao (Lopes & Souza, 2001).

Dentre os micronutrientes, o B e o Zn merecem especial atencao por se tratar de elementos cujas deficiencias aparecem em maior frequencia nas culturas e por estarem diretamente relacionados a formacao e a qualidade da colheita (Malavolta et al., 1997).

Comumente sao utilizados sais, oxidos e quelatos como fontes de micronutrientes, e as recomendacoes de adubacoes com micronutrientes, quando indicadas nas tabelas de adubacao, sao para aplicacoes localizadas, em covas, ou mesmo na superficie do solo, para culturas perenes, exceto naqueles casos em que e prescrita a aplicacao foliar. Nestes casos, podem ser utilizadas solucoes de sais inorganicos soluveis em agua (Abreu & Raij, 1997). Para os micronutrientes metalicos, as fontes mais recomendadas sao sais formados com ions cloreto, sulfato e nitrato, que tem praticamente a mesma eficiencia, nas mesmas doses. Em aplicacoes foliares, a fonte de B mais recomendada e o acido borico, que, devido a reacao acida, e compativel com a maioria dos defensivos agricolas (Quaggio & Piza Junior, 2001).

De acordo com Hoffmann (2003), durante o periodo de floracao da pereira, ha um aumento na exigencia de B, o que pode causar deficiencia do nutriente, mas aplicacoes com borax na fase de botao rosado previnem esta deficiencia e favorecem uma melhor fecundacao dos ovulos. Para cultivares de pereiras sensiveis a deficiencia de B, como a 'Nijisseiki', desde que a analise foliar indique necessidade de aplicacao foliar, fazem-se duas a tres pulverizacoes quinzenais de borax 0,4% ou solubor 0,2%, a partir da queda das petalas. Se o objetivo for usar o B como auxiliar na germinacao do grao de polen e na fecundacao, as pulverizacoes iniciam-se com as flores no estadio balao (Basso & Suzuki, 2001).

Para a cultura da pinha e anonaceas em geral, recomendase fazer uma analise do solo a cada 2 ou 3 anos, aplicando-se calcario dolomitico e cerca de 15 a 20g de sulfato de zinco, se necessario (Spironello et al., 1998). De acordo com Kavati (1992), o fornecimento de micronutrientes via foliar para a cultura da atemoia (A. cherimolia Mill. x A. squamosa L.), principalmente Zn e B, resulta em respostas visuais, quanto ao desenvolvimento das plantas. Portanto, e interessante realizar duas aplicacoes anuais com estes micronutrientes via foliar, antes do florescimento e quando os frutos estao em desenvolvimento. Para esta aplicacao, recomenda-se dissolver 250 g de sulfato de zinco e 50 g de acido borico em 100 litros de agua.

Costa et al. (2002) observaram que aplicacoes de acido borico, tanto no solo quanto nas folhas, provocaram aumento na produtividade e no numero de frutos da pinheira, assim como elevaram o vingamento dos frutos. Porem, as diferentes formas de aplicacao nao alteraram o peso medio, o comprimento e o diametro dos frutos.

Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi verificar o efeito da aplicacao via foliar de B e de Zn sobre a producao e os teores de SST e ATT dos frutos da Pereira-Japonesa e da Pinheira.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi conduzido no cinturao verde do municipio de Ilha Solteira-SP. O solo da area foi classificado como Podzolico Vermelho-Escuro, eutrofico, textura media/argilosa (Carvalho & Mello, 1989). Nas Tabelas 1 e 2, sao apresentados os resultados da analise do solo da area de Pereira Japonesa e de Pinheira, respectivamente, antes da instalacao do experimento. O tipo climatico da regiao e Aw, segundo a classificacao de Koeppen, caracterizando-se como tropical umido, com estacao chuvosa no verao e seca no inverno. Sua precipitacao media anual e de 1.300 mm e com temperatura media anual de 23,7[degre]C.

Foram utilizadas plantas de Pereira-Japonesa, cultivar Okussankichi, porta-enxerto de pereira comum, foi instalada no ano de 2001 e espacamento 3m x 2m. As plantas foram conduzidas com duas pernadas e sem desbaste de frutos e mantidas sob irrigacao. Para a adubacao de producao, utilizara-se, em fevereiro, 180g/planta da formula 10-10-10 e 9 L/planta de esterco bovino e, nos meses de abril, setembro e novembro, foram utilizados 40g/ planta de ureia.

A pinheira utilizada foi instalada no ano de 2001, atraves de sementes, em um espacamento 4m x 3m. As plantas foram conduzidas com 4 pernadas e sem desbaste de frutos e mantidas irrigadas, utilizando-se do sistema de gotejamento. Para a adubacao de producao, foram aplicados 360g/planta da formula 10-10-10 e 18 L/planta de esterco bovino e 80g/planta de ureia.

O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso, com quatro repeticoes, sendo cada parcela util constituida por 3 plantas. Para comparacao de medias, foi utilizado o teste de Tukey. Foram tomadas linhas intercaladas, assim como plantas intercaladas dentro da mesma linha, de tal modo que a planta a ser pulverizada estivesse isolada das outras que receberam pulverizacao.

Os tratamentos utilizados no experimento foram: T1. apenas agua, T2. acido borico; T3. sulfato de zinco; T4. T2 + T3; T5. acido borico + ureia + acido citrico + EDTA; T6. sulfato de zinco + ureia + acido citrico + EDTA; T7. T5 + T6; T8. acido borico + ureia + acido citrico + EDTA + molibdato de sodio + enxofre + cloreto de calcio; T9. sulfato de zinco + acido citrico + EDTA + sulfato de Fe + sulfato de Mn + sulfato de Mg, e T10. T8+T9. Foram utilizadas doses de 110 g [ha.sup.-1] de B e 250 g [ha.sup.-1] de Zn em cada aplicacao. Foram realizadas pulverizacoes com intervalos de quinze dias cada. As pulverizacoes iniciaram no pleno florescimento das plantas, em 14 de setembro de 2004 para pinheira e em outubro de 2004 para a pereira e seguiram ate a formacao dos frutos, totalizando 3 e 4 pulverizacoes, respectivamente.

Por ocasiao da colheita, foram avaliados: o numero de frutos produzidos por planta, massa e producao total das plantas. Para a analise quimica das plantas, cerca de 20 dias apos a ultima pulverizacao, foram coletadas por tratamento um total de 30 folhas recem-amadurecidas do crescimento do ano, ou totalmente expandidas, conforme recomendado por Raij & Piza Junior (1997). As folhas foram secas em estufa com circulacao forcada de ar a 65[degre]C [+ ou -] 2[degre]C ate massa em equilibrio, conforme metodologia recomendada por Malavolta et al. (1997). No laboratorio, separaram-se 10 frutos por tratamento e, em seguida, foram realizadas as avaliacoes dos teores de SST e ATT utilizando as normas estabelecidas pelo Instituto Adolfo Lutz (1985).

RESULTADOS E DISCUSSAO

Observou-se para os teores de B em pereira (Tabela 3), que o tratamento contendo acido borico + ureia + acido citrico + EDTA + molibdato de sodio + enxofre + cloreto de calcio foi significativamente superior a testemunha (apenas agua). Os outros tratamentos contendo B nao diferiram entre si. Para o Zn, Tabela 3, todos os tratamentos contendo Zn mais quelatos diferiram da testemunha. O Zn como sulfato nao diferiu tanto da testemunha como dos tratamentos contendo EDTA.

Na Tabela 4, observa-se que os teores de B e Zn em pinheira nao diferiram estatisticamente entre si, assim como nao diferiram da testemunha (apenas agua). Santos et al. (1999), comparando a eficiencia de formulacoes de adubos foliares quelatizados na absorcao dos micronutrientes B, Mn e Zn, com a aplicacao convencional de sais em plantas de laranja 'Pera' (Citrus sinensis (L.) Osbeck), observaram aumento do teor foliar de Mn e Zn, mas nao de B.

Para a pereira (Tabela 3) e pinheira (Tabela 4), tanto a aplicacao de acido borico, como de sulfato de zinco, com ou sem outros produtos nao influenciaram no numero medio de frutos por planta, a massa media dos frutos, a producao por planta, os SST e a ATT. Resultados semelhantes foram observados por Tiritan (1996), na comparacao da mistura dos micronutrientes Zn, Mn e B com varias outras misturas de adubos foliares encontradas no comercio, dentre os quais produtos quelatizados. Observou-se que a aplicacao foliar em citrus foi suficiente para elevar os teores foliares desses nutrientes, contudo nao houve aumento na producao, massa media dos frutos, porcentagem de suco, SST, ATT e ratio. Entretanto, Usha & Singh (2002) obtiveram resultado positivo na producao e qualidade de frutos de videira, cultivar Perlette, com a aplicacao foliar de B, Zn, Fe e Mn, bem como Stover et al. (1999) na producao de maca cultivar McIntosh, com aplicacao foliar de B, na forma de solubor e Zn, na forma de quelato de zinco.

Aplicacoes foliares de borax foram eficientes para elevar os teores de B nas folhas das plantas de abacaxi, de acordo com Siebeneichler et al. (2002), contudo nao foi suficiente para alterar a massa do fruto e as caracteristicas fisicas e quimicas, com excecao do conteudo de SST que sofreu ligeiro aumento.

Basso & Suzuki (2001), para pomares de pereira-japonesa em Santa Catarina, consideram normais os teores de B entre 25 a 50 mg/kg; e para um bom estado nutricional, as plantas devem ter entre 20 a 100 mg/kg. De acordo com os mesmos autores, teores de Zn acima do normal a excessivo, devido a aplicacoes foliares de sais ou fungicidas, nao constituem toxidez, devendo ser considerados na interpretacao dos resultados. No Japao, sao considerados teores normais para as cultivares Kousui e Housui teores de B entre 30 a 90 mg/kg e Zn entre 50 a 90 mg/kg.

Em ateiras/pinheiras cultivadas no Nordeste, os teores foliares de 107mg/kg de B foram observados por Kist & Manica (1994) e 44,6 a 87,6mg/kg de B verificados por Carvalho & Nogueira (2002) na composicao mineral da cultura da pinha cultivada no Estado do Rio de Janeiro. Para o Zn, foram observados 20mg/kg de Zn por Kist & Manica (1994) e 12,7 a 29,1 mg/kg de Zn verificados por Carvalho & Nogueira (2002).

Considerando que os teores de B e Zn se aproximam dos teores relatados para essas culturas, nas diferentes regioes do Pais, e que nao foi observada nenhuma deficiencia nutricional, pode-se considerar que as plantas apresentavam bom estado nutricional mesmo na ausencia de adubacao foliar, resultado que pode ser atribuido a aplicacao anual de esterco bovino utilizado na adubacao de producao conforme as recomendacoes tecnicas para essas culturas. Esse procedimento pode ter contribuido para a manutencao da fertilidade do solo, onde se verifica que os teores de B e Zn no solo (Tabelas 1 e 2) se encontram dentro dos niveis medio e alto, respectivamente. De acordo com Basso & Suzuki (2001), em solos, bem providos de materia organica e com pH inferior a 7, normalmente nao ha problemas com a falta de B.

Neste trabalho, verificou-se que as aplicacoes foliares de B e de Zn elevaram os teores destes nutrientes em pereira, nao ocorrendo em pinheira. Porem, esse aumento no teor foliar nao foi suficiente para induzir uma resposta das plantas ao aumento da producao ou alteracao dos SST e ATT dos frutos. Caetano (1982) tambem nao encontrou efeito na producao de plantas citricas atraves do fornecimento de micronutrientes via foliar em pomares aparentemente nutridos e equilibrados.

Em macieiras, citrus e videiras, um pre-requisito essencial para respostas das plantas a aplicacao foliar de Zn parece ser a presenca de sintomas de deficiencia de Zn, de acordo com Swietlik (2002), o que nao ocorreu no presente trabalho. Por outro lado, o manejo da adubacao com boro em plantas e diretamente influenciado pelos padroes de mobilidade de B.

Evidencias experimentais demonstram claramente que o B aplicado via foliar pode ser translocado para orgaos em crescimento nas especies com significante mobilidade desse nutriente no floema, especies tais que produzem acucares simples, como o manitol, o sorbitol e o dulcitol. Os resultados obtidos por Brown & Hu (1998) demonstraram beneficios significativos da aplicacao foliar desse nutriente na frutificacao de muitas especies frutiferas como consequencia desta mobilidade.

Entretanto, no presente trabalho, provavelmente a ausencia de efeito significativo para o B se deve ao teor adequado no solo e as aplicacoes de esterco bovino realizadas na cultura. Tal pratica e comum para estas fruteiras e, mesmo assim, sao realizadas pulverizacoes foliares com macro e micronutrientes.

CONCLUSAO

Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que:

A producao e os teores de SST e ATT dos frutos da pereira-japonesa e da pinheira nao foram influenciados pela aplicacao foliar de B e de Zn; b) a mistura de acido borico com quelatos foi eficiente no fornecimento de B as plantas de Pereira-japonesa, o mesmo nao ocorrendo para pinheira; c) o sulfato de zinco + produtos quelatizantes foram eficientes no aumento dos teores foliares de Zn somente na pereira.

REFERENCIAS

ABREU, C.A.; RAIJ, B. van. Adubacao com micronutrientes. In: RAIJ, B. Van; CANTARELLA, H.; QUAGGIO, J.A.; FURLANI, A.M.C. Recomendacoes de adubacao e calagem para o Estado de Sao Paulo. 2.ed. Campinas: Instituto Agronomico, 1997. p.29 (Boletim tecnico, 100).

BASSO, C.; SUZUKI, A. Solos e nutricao. In: EPAGRI. Nashi: a pera-japonesa. Florianopolis: EPAGRI/JICA, 2001. p.139-160.

BROWN, P.; HU, H. Manejo do boro de acordo com sua mobilidade nas diferentes culturas. Informacoes agronomicas, Piracicaba, n.84, p.1-4, 1998.

CAETANO, A.A. Estudo da eficiencia de varias fontes dos micronutrientes, zinco, manganes e boro aplicados em pulverizacoes na laranjeira 'Valencia' (Citrus sinensis (L.) Osbeck). 1982, 46f. Dissertacao (Mestrado em Agronomia)Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de Sao Paulo, Piracicaba, 1982.

CARVALHO, M.P.; MELLO, L.M. Classificacao da capacidade de uso da terra do antigo pomar da Fazenda de Ensino e Pesquisa da Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira-FEIS/ UNESP. Ilha Solteira: UNESP/FEIS, 1989. 46p.

CARVALHO, A.J.C.; NOGUEIRA, A.S. Teores de micronutrientes na cultura da pinha (Annona squamosa L.) em funcao de epocas de poda de producao, amostragem foliar e metodos de polinizacao no norte do Estado do Rio de Janeiro. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 27., 2002, Belem/PA. Anais... Belem: SBF/EMBRAPA, 2002. CD-ROM.

COSTA, S.L.; CARVALHO, A.J.; PESSANHA, P.G.O.; MONNERAT, P.H.; MARINHO, C.S. Produtividade da cultura da Pinha (Annona squamosa L.) em funcao de niveis de adubacao nitrogenada e formas de aplicacao de boro. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v.24, n.2, p.543-546, 2002.

HOFFMANN, A. Pereira. In: CASTRO, P.R.C.; KLUGE, R.A. Ecofisiologia de fruteiras: abacateiro, aceroleira, macieira, pereira e videira. Piracicaba: Ceres, 2003. p. 65-92.

INSTITUTO ADOLFO LUTZ. Normas analiticas, metodos quimicos e fisicos para analises de alimentos. 3. ed. Sao Paulo: ITAL, 1985. v.1, 533p.

KAVATI, R. Instrucoes para a cultura da atemoia. Campinas: CATI, 1992. 5p. (Comunicado tecnico, 88).

LOPES, A.S.; SOUZA, E.C.A. Filosofias e eficiencia da aplicacao. In: FERREIRA, M.E. et al. (Eds.). Micronutrientes e elementos toxicos na agricultura. Jaboticabal: CNPq, FAPESP/PATAFOS, 2001. p. 268.

MALAVOLTA, E.; VITTI, G.C.; OLIVEIRA, S.A. Avaliacao do estado nutricional das plantas: principios e aplicacoes. Piracicaba: Associacao Brasileira para pesquisa da Potassa e do Fosfato, 1997. 319P.

KIST, H.G.K.; MANICA, I. Adubacao e irrigacao. In: MANICA, I. Fruticultura: cultivo de anonaceas ata-cherimolia-graviola. Porto Alegre: EVANGRAF, 1994. p.53.

QUAGGIO, J.A.; PIZA JUNIOR, C.T. Fruteiras Tropicais. In: FERREIRA, M.E. et. al. (Eds.) Micronutrientes e elementos toxicos na agricultura. Jaboticabal: CNPq, FAPESP/ POTAFOS, 2001. p. 459-492.

RAIJ, B. Van.; PIZA JUNIOR, C.T. Frutiferas. In: RAIJ, B. Van; CANTARELLA, H.; QUAGGIO, J.A.; FURLANI, A.M.C. Recomendacoes de adubacao e calagem para o Estado de Sao Paulo. 2.ed. Campinas: Instituto Agronomico, 1997. p.123 (Boletim tecnico 100).

SANTOS, C.H.; DUARTE FILHO, J.; MODESTO, J.C.; GRASSI FILHO, H. & FERREIRA, G. Adubos foliares quelatizados e sais na absorcao de boro, manganes e zinco em laranjeira 'Pera'. Scientia Agricola, Piracicaba, v.56, n.4, p.999-1004, 1999.

SIEBENEICHLER, S.C.; MONNERAT, P.H.; CARVALHO, A.J.C.; VIEIRA, A.; SILVA, J.A. Efeito de boro foliar na cultura do Abacaxi no Noroeste Fluminense. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE FRUTICULTURA, 27., 2002, Belem/PA. Anais... Belem: SBF/EMBRAPA, 2002. CD-ROM.

SPIRONELLO, A.; SOARES, N.B.; KAVATI, R. Anona, In: FAHL. J.I. et al. (Eds.). Instrucoes agricolas para principais culturas economicas. Campinas: Instituto Agronomico, 1998. p.101. (Boletim tecnico, 200)

STOVER, E.; FARGIONE, M.; RISIO, R.; STILES, W.; IUNGERMAN,K. Prebloom foliar boron, zinc, and urea applications enhance cropping of some 'Empire' and "McIntosh" apple orchards in New York. HortScience, Alexandria, v.34, n.2, 1999. Disponivel em: <www.ashs.org/ hortscience>. Acesso em: 18 fev. 2006.

SWIETLIK, D. Zinc Nutrition of fruit trees by foliar sprays. Acta Horticulturae, Wageningen, v.1, n.594, p.123-129, 2002. TIRITAN, S.T. Adubacao foliar de micronutrientes em citros. 1996. 64f. Dissertacao (Mestrado em Agronomia) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de Sao Paulo, Piracicaba, 1996.

USHA, K.; SINGH, B. Effect of macro and micro-nutrient spray on fruit yield and quality of grape (Vitis vinifera L.) cv. Perlette. Acta Horticulturae, Wageningen, v.1, n.594, p.197202, 2002.

REGINA CELIA FARIA SIMAO CANESIN (2) & SALATIER BUZETTI (3)

(1) (Trabalho 129-06). Recebido em: 29-08-2006. Aceito para publicacao em : 28-03-2007. Projeto com apoio financeiro da FAPESP (Fundacao de Amparo a Pesquisa no Estado de Sao Paulo).

(2) Doutoranda do curso de pos-graduacao da FEIS/UNESP/Campus de Ilha Solteira/SP. Email: eng_regina@yahoo.com.br.

(3) Prof. Titular do depto de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da FEIS/UNESP/Campus Ilha Solteira/SP. Bolsista em produtividade do CNPq. Email: sbuzetti@agr.feis.unesp.br
TABELA 1--Analise quimica do solo da area de pinheira
antes da aplicacao dos tratamentos. Ilha Solteira - SP.

M.O.                      pH             P
                          [CaCl.sub.2]   Resina

g/[dm.sup.3]                             mg/[dm.sup.3]

12                        5,4            132

K                         Ca             Mg

3,2                       42             9

H + Al                    Al             SB

[mmol.sub.c]/[dm.sup.3]

18                        0              54,6

CTC                       V
                          %

72,6                      75

Cu                        Fe             Mn

                          DTPA

42                        26             41,4

Zn                        B              S-[SO.sub.4.sup.-2]
                          Agua quente    Ca([H.sub.2]
                                         [PO.sub.4]) 2
mg/[dm.sup.3]

57                        47             15

TABELA 2--Analise quimica do solo da area de pereira-japonesa
antes da aplicacao dos tratamentos. Ilha Solteira- SP.

M.O.           pH              P                     Ca
g/[dm.sup.3]   [CaCl.sub.2]    Resina
                               mg/[dm.sup.3]

11             46              13,644                22

Cu             Fe              Mn                    Zn
                                                     mg/[dm.sup.3]
               DTPA

6,7            43              5,73                  62

Mg             H + Al          Al                    SB

               [mmol.sub.c]/
               [dm.sub.3]

7              34              2                     34

               B               S-[SO.sub.4.sup.-2]
               Agua quente     Ca([H.sub.2]
                               [P0.sub.4]) (2)

               34              13

CTC            V
               %

68             50

TABELA 3--Teores medios de boro e zinco, producao e SST,
ATT dos frutos de Pereira-Japonesa submetida a adubacao foliar,
colheita 25-01-05 a 14-02-05. Ilha Solteira-SP.

                                  Boro       Zinco      Numero
Tratamentos                       (mg/kg)    (mg/kg)    medio de
                                                        frutos/pl

1. Apenas agua                    85,5 b *   44,5 b *   44,00 a *
2. Acido borico                   132,0 ab   40,O b     45,00 a
3. Sulfato de zinco               90,5 b     165,5 ab   62,00 a
4. Trat 2 + Trat 3                129,5 ab   165,0 ab   54,00 a
5. Acido borico + ureia +         136,0 ab   40,0 b     31,50 a
  acido citrico + EDTA
6. Sulfato de zinco +             98,0 ab    198,0 a    40,00 a
  ureia + acido citrico + EDTA
7. Trat 5 + Trat 6                100,0 ab   184,0 a    48,00 a
8. Acido borico + ureia +         172,5 a    36,5 b     36,50 a
  acido citrico + EDTA +
  molibdato de sodio +
  enxofre + cloreto de calcio
9. Sulfato de zinco + acido       88,0 b     184,5 a    53,00 a
  citrico + EDTA + sulfato
  de Fe + sulfato de
  Mn + sulfato de Mg
10. Trat 8 + Trat 9               105,5 ab   207,5 a    42,00 a

C.V. (%)                          16,97      27,14      35,56

                                  Massa      Produgao   Solidos
Tratamentos                       media de   (g/planta) soluveis
                                  frutos                totais
                                  (g)                   ([degre]
                                                        Brix)

1. Apenas agua                    187,00 a * 7761 a *   10,00 a *
2. Acido borico                   203,00 a   6587 a     10,00 a
3. Sulfato de zinco               222,00 a   11113 a    10,00 a
4. Trat 2 + Trat 3                214,50 a   10769 a    10,50 a
5. Acido borico + ureia +         222,00 a   7840 a     10,00 a
  acido citrico + EDTA
6. Sulfato de zinco +             216,00 a   6055 a     10,00 a
  ureia + acido citrico + EDTA
7. Trat 5 + Trat 6                228,00 a   9469 a     11,00 a
8. Acido borico + ureia +         254,00 a   7462 a     10,00 a
  acido citrico + EDTA +
  molibdato de sodio +
  enxofre + cloreto de calcio
9. Sulfato de zinco + acido       184,00 a   6445 a     10,00 a
  citrico + EDTA + sulfato
  de Fe + sulfato de
  Mn + sulfato de Mg
10. Trat 8 + Trat 9               216,00 a   6151 a     10,50 a

C.V. (%)                          27,43      29,51      5,66

                                  Acidez total
Tratamentos                       titulavel
                                  (g de acido
                                  citrico/100g
                                  de polpa)

1. Apenas agua                    0,145 a *
2. Acido borico                   0,133 a
3. Sulfato de zinco               0,155 a
4. Trat 2 + Trat 3                0,145 a
5. Acido borico + ureia +         0,216 a
  acido citrico + EDTA
6. Sulfato de zinco +             0,143 a
  ureia + acido citrico + EDTA
7. Trat 5 + Trat 6                0,257 a
8. Acido borico + ureia +         0,225 a
  acido citrico + EDTA +
  molibdato de sodio +
  enxofre + cloreto de calcio
9. Sulfato de zinco + acido       0,125 a
  citrico + EDTA + sulfato
  de Fe + sulfato de
  Mn + sulfato de Mg
10. Trat 8 + Trat 9               0,143 a

C.V. (%)                          24,42

* medias seguidas por letras minusculas iguais na coluna
nao diferem entre si, pelo teste de Tukey, ao nivel de
5% de probabilidade.

TABELA 4--Teores medios de boro e zinco, producao e SST, ATT dos
frutos da pinheira submetida a adubacao foliar, colheita 16-12-04
a 04-01-05. Ilha Solteira-SP.

                             Boro         Zinco          Numero
                             (mg/kg)      (mg/kg)        medio de
Tratamentos                                              frutos/pl

1.Apenas agua                42,5 a *     16,5 a *       19,49 a *
2.Acido borico               42,0 a       16,5 a         34,58 a
3.Sulfato de zinco           49,0 a       26,0 a         19,18 a
4.Trat 2 + Trat 3            44,5 a       28,0 a         22,51 a
5.Acido borico +             91,5 a       22,0 a         39,80 a
  ureia + acido
  citrico + EDTA
6.Sulfato de zinco +         58,0 a       27,5 a         28,88 a
  ureia + acido
  citrico + EDTA
7.Trat 5 + Trat 6            79,0 a       24,0 a         17,94 a
8.Acido borico + ureia +     61,0 a       18,5 a         45,36 a
  acido citrico + EDTA +
  molibdato de sodio +
  enxofre + cloreuD de
  calcio
9.Sulfato de zinco + acido   38,0 a       24,0 a         30,22 a
  citrico + EDTA + sulfato
  de Fe + sulfato de Mn +
  sulfato de Mg
10.Trat 8 + Trat 9           64,5 a       25,5 a         28,88 a

C.V%                         27,09        1,444          37,49

                             Massa        Producao
                             media de     (g/planta)
Tratamentos                  frutos
                             (g)

1.Apenas agua                281,50 a *   5425 a*
2.Acido borico               268,00 a     5922 a
3.Sulfato de zinco           310,00 a     5269 a
4.Trat 2 + Trat 3            288,00 a     3969 a
5.Acido borico +             246,00 a     6197 a
  ureia + acido
  citrico + EDTA
6.Sulfato de zinco +         310,50 a     6010 a
  ureia + acido
  citrico + EDTA
7.Trat 5 + Trat 6            266,50 a     5434 a
8.Acido borico + ureia +     270,50 a     7140 a
  acido citrico + EDTA +
  molibdato de sodio +
  enxofre + cloreuD de
  calcio
9.Sulfato de zinco + acido   310,50 a     5072 a
  citrico + EDTA + sulfato
  de Fe + sulfato de Mn +
  sulfato de Mg
10.Trat 8 + Trat 9           262,50 a     5619 a

C.V%                         13,42        38,57

                             Solidos      Acidez total
                             soluveis     titulavel
Tratamentos                  totais       (g de acido
                             ([degre]     citrico/100g
                             Brix)        de polpa)

1.Apenas agua                23,50 a *    0,340 a *
2.Acido borico               23,00 a      0,375 a
3.Sulfato de zinco           24,50 a      0,400 a
4.Trat 2 + Trat 3            23,00 a      0,395 a
5.Acido borico +             22,50 a      0,370 a
  ureia + acido
  citrico + EDTA
6.Sulfato de zinco +         24,00 a      0,370 a
  ureia + acido
  citrico + EDTA
7.Trat 5 + Trat 6            22,50 a      0,335 a
8.Acido borico + ureia +     25,00 a      0,370 a
  acido citrico + EDTA +
  molibdato de sodio +
  enxofre + cloreuD de
  calcio
9.Sulfato de zinco + acido   23,00 a      0,380 a
  citrico + EDTA + sulfato
  de Fe + sulfato de Mn +
  sulfato de Mg
10.Trat 8 + Trat 9           24,00 a      0,425 a

C.V%                         4,87         12,94

* medias seguidas por letras minusculas iguais na coluna
nao diferem entre si, pelo teste de Tukey, ao nivel
de 5% de probabilidade.
COPYRIGHT 2007 Sociedade Brasileira de Fruticultura
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2007 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Canesin, Regina Celia Faria Simao; Buzetti, Salatier
Publication:Revista Brasileira de Fruticultura
Date:Aug 1, 2007
Words:4552
Previous Article:Amostragem para diagnose do estado nutricional de mangueiras.
Next Article:Acao de diferentes preparacoes de extrato pirolenhoso sobre Brevipalpus phoenicis (Geijskes).

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2022 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters |