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EXPLORACAO DA CAATINGA EM ASSENTAMENTOS RURAIS DO SEMIARIDO ALAGOANO.

CAATINGA EXPLORATION IN RURAL SETTLEMENTS OF ALAGOAS SEMIARID

1. INTRODUCAO

A caatinga, vegetacao caducifolia espinhosa predominante na regiao Semiarida, e constituida especialmente de arvores e arbustos de pequeno porte que passam por pelo menos seis meses de estiagem ao ano (DRUMOND, 2012), permanecendo verde durante o periodo chuvoso e perdendo suas folhas a medida que se acentua o periodo de estiagem (PIMENTEL, 2012). Apresenta ampla diversidade de especies com potencial frutifero, medicinal, aromatico, melifero, forrageiro e ornamental (KIILL, 2012).

Em razao desta diversidade e multiplicidade de uso, a Caatinga e fornecedora de recursos energeticos, alimenticios, madeireiros, forrageiros e medicinais para a populacao local, uma vez que os produtores rurais da regiao a utilizam como alternativa alimentar para os rebanhos em forma de feno e silagem, principalmente no periodo de estiagem momento em que ha escassez de forragem, sendo tambem amplamente utilizada pelas comunidades locais na medicina popular, coleta de frutos in natura e fonte de energia nos domicilios como lenha e carvao.

A vegetacao da Caatinga, conforme o Ministerio do Meio Ambiente (2010), desempenha um papel importante na agropecuaria tradicional como restaurador da fertilidade de solo e como suporte forrageiro para a criacao extensiva de ovinos, bovinos e caprinos, fato que explica a estreita relacao existente entre os produtores rurais dos assentamentos e o seu ambiente. No entanto ha necessidade de mais estudos sobre a forma de utilizacao, ja que na literatura sao poucas informacoes dificultando a exploracao racional dos recursos naturais fornecidos pela Caatinga.

Diante deste contexto, objetivou-se avaliar as formas de exploracao dos recursos naturais da Caatinga bem como as praticas de manejo empregadas pelos produtores rurais dos Assentamentos Alagoanos Nova Esperanca I, II, e III, em Olho D'Agua do Casado e Maria Bonita, em Delmiro Gouveia.

2. MATERIAL E METODOS

A pesquisa foi realizada em areas experimentais localizadas nos municipios de Olho D'Agua do Casado e Delmiro Gouveia, ambas inseridas na Mesorregiao Geografica do Sertao Alagoano e Microrregiao Geografica Alagoana do Sertao do Sao Francisco (Figura 1). A Sede do municipio de Olho D'Agua do Casado localiza-se nas coordenadas geograficas 10[grados]03'30" Sul e 36[grados]49'00" Oeste, com altitude de 230 m (ALAGOAS, 2015), ocupando uma area de 322,264 [km.sup.2] (IBGE, 2015). O municipio de Delmiro Gouveia localiza-se entre as coordenadas 09[grados]23'19" Sul e 37[grados]59'57" Oeste, com altitude de 256 m (ALAGOAS, 2015), ocupando uma area de 608,491 [km.sup.2] (IBGE, 2015).

O clima das areas e do tipo BSh-Tropical Semiarido, segundo a classificacao de Koppen (LIMA, 1977), apresentando precipitacao pluvial de 545,6 mm/ano, com temperatura do ar media anual de 25,6 [grados]C e umidade relativa de 74,4% em Olho D'Agua do Casado e precipitacao pluvial media anual de 512,1 mm/ano, temperatura do ar media anual de 25,5 [grados]C e umidade relativa de 74,4% em Delmiro Gouveia (UFCG, 2015).

Os solos predominantes de Olho D'Agua do Casado sao Planossolos, correspondendo a 60% da area do municipio (EMBRAPA, 2007). Em Delmiro Gouveia predominam os Planossolos e Neossolos Litolicos totalizando 69% do total da area do municipio e os Neossolos Regoliticos e Neossolos Quartzarenicos representam 31% (EMBRAPA, 2006). Os municipios estao inseridos na bacia hidrografica do rio Sao Francisco (MASCARENHAS et al., 2005ab).

A vegetacao predominante nos dois municipios e a Caatinga, com ocorrencia de variacoes Hipoxerofilas e trechos de Floresta Caducifolia, caracterizadas por formacoes xerofilas, lenhosas, deciduas, em geral espinhosas (SANTANA e SOUTO, 2006). Podem ser encontradas nas areas as especies vegetais Pilosocereus piauhiensis (Facheiro), Bromelia laciniosa (Macambira), Mimosa arenosa (Jurema preta), Zizipus cotinifolia (Juazeiro), Cereus jamacaru (Mandacaru), Capparis flexuosa (Feijao bravo), Pityrocarpa moniliformis (Angelim), Myracrodruon urundeuva (Aroeira), dentre outras (SOUZA, 2011).

Foram aplicados 140 questionarios junto aos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III, em Olho D'Agua do Casado, Alagoas e no Assentamento Maria Bonita, em Delmiro Gouveia, Alagoas, visando conhecer a forma de exploracao dos recursos naturais da Caatinga. O numero de questionarios aplicados foi baseado na metodologia de amostragem de Rocha (1997) pela equacao:

n = [0,96*N]/{0,01*(N - 1) + 0,96}

em que: n = Numero de questionarios aplicados; N = Numero total de residencias na unidade considerada. Cabe mencionar que os questionarios foram submetidos e aprovados pelo Comite de etica da Universidade Federal de Alagoas.

Para aplicacao dos questionarios foi utilizada a mesma area de cobertura adotada pelos Agentes Comunitarios de Saude, de acordo com a Secretaria de Saude do municipio (Tabela 1).

3. RESULTADOS E DISCUSSAO

A partir das informacoes levantadas observou-se que os recursos naturais (madeira, frutos, sementes, plantas medicinais e forrageiras) advindos da Caatinga tem dado suporte a 69,15% dos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III e 96,00% dos produtores do Assentamento Maria Bonita (Figura 2). Ramos (2007) menciona que, entre os produtos florestais fornecidos pela Caatinga, a madeira constitui um dos recursos mais importantes para as populacoes locais. Para MMA (2010) a lenha e o principal produto obtido da Caatinga, usada como fonte de energia nos domicilios, alem de ser transformada em carvao, que tambem e empregado como energetico.

No entanto, Medeiros Neto et al. (2014) afirmam que a Caatinga vem sendo explorada intensivamente de maneira inadequada, para finalidades energeticas e construcoes rurais (cercas, currais e telhados), contribuindo para a escassez da madeira de algumas especies nativas e para a degradacao da Caatinga devido a retirada de madeira em grande quantidade. Alem de praticas de desmatamento da Caatinga para utilizacao em carvoarias clandestinas, conforme observado nas proximidades do Assentamento Maria Bonita em Delmiro Gouveia, durante o periodo de realizacao da pesquisa.

Constatou-se que 11,70% dos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III utilizam a Caatinga como lenha para uso domestico, 7,45% usam a madeira em forma de lenha, carvao e cercas, 22,24% utilizam apenas para construcao de cercas e uso domestico e 4,26% utilizam a lenha para uso domestico e carvao (Figura 2). No Assentamento Maria Bonita 22,00% dos produtores utilizam a Caatinga como lenha para uso domestico, 15,0% utilizam lenha para uso domestico e fabricacao de cerca, 3,0% utilizam, alem do uso domestico, para construcao de cercas e carvao (Figura 2). Araujo et al. (2010), em estudo realizado no Semiarido Paraibano, tambem constataram que os produtores rurais utilizam lenha para fabricacao de cercas, alem do uso domestico.

Em relacao a utilizacao da Caatinga como fonte de energia, 45,75% dos produtores dos Assentamentos Nova esperanca I, II e III e 40,0% do Assentamento Maria Bonita utilizam a Caatinga como lenha. No entanto, o carvao e utilizado apenas por uma pequena parcela de produtores nos Assentamentos rurais (Figura 2). Esse resultado tambem foi constatado por Travassos e Souza (2014) em pesquisa realizada no Cariri Paraibano. De acordo com os autores, devido ao fato de o processo de confeccao dos fornos de carvao demandarem um investimento financeiro, a maior parte dos produtores locais nao tem recurso financeiro para esta demanda, bem como ocorre nesses municipios Alagoanos (Olho D'Agua do Casado e Delmiro Gouveia).

De acordo com Ramos (2007) a alta demanda de madeira para energia tem implicacoes ambientais e sociais, visto que a lenha e o carvao sao combustiveis para a maioria das familias rurais que os utilizam como alternativa para cozinhar. De forma complementar, Travassos e Souza (2014) afirmam que na regiao Nordeste, ha uma grande dependencia da populacao, principalmente de baixa renda, em relacao ao produto florestal da Caatinga como fonte de energia, tanto no consumo domestico quanto para fins economicos.

Verificou-se que 55,32% dos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III e 56,52% do Assentamento Maria Bonita fazem uso dos frutos da Caatinga, para o consumo humano e animal (Figura 3). De acordo com Kill et al. (2007) muitas especies da Caatinga produzem frutos comestiveis mesmo nas epocas mais secas do ano, sendo fonte de vitaminas e sais minerais, alimentando tambem os animais da regiao.

As principais especies consumidas pelos produtores rurais dos Assentamentos em ordem decrescente sao Spondias tuberosa (Umbu), Byrsonima gardneriana (Murici), Sideroxylon obtusifolium (Quixabeira), Pilosocereus gounellei (Xique-xique), Cereus jamacaru (Mandacaru) e Pilosocereus pachycladus (Facheiro). Os frutos das especies Ximenia americana (Ameixa), Syagrus coronata (Ouricuri), Melocactus zehntneri (Coroa de frade), Hymenaea spp. (Jatoba do mato) e Eugenia uvalha (Ubaia) foram citados apenas pelos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III. Ja os frutos das especies Maytenus rigida (Bonome) e Libidibia ferrea (Pau ferro) foram citados apenas pelos produtores rurais do Assentamento Maria Bonita.

Os frutos da especie Spondias tuberosa (Umbu) e o mais apreciado pelos produtores rurais dos locais estudados, para consumo humano e animal. Araujo et al. (2010) tambem constataram grande utilizacao deste fruto no Semiarido da Paraiba, consumido tambem em grande quantidade pelos caprinos da regiao. Santos et al. (2012), mencionam que dentre os frutos comestiveis da Caatinga de Sergipe, os frutos da especie Spondias tuberosa (Umbu) destacam-se por sua utilizacao no consumo humano.

Embora exista uma oferta continua de sementes pelas especies da Caatinga, constatou-se que estas sao pouco utilizadas pela populacao local, apenas 2,13% dos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III e 8,70% no Assentamento Maria Bonita utilizam as sementes de Schinopsis brasiliensis (Barauna) para plantio (Figura 4). Santo et al. (2010) mencionam que algumas especies da Caatinga frutificam em um curto intervalo de tempo, podendo ser observada uma oferta continua de sementes de diferentes especies, devido aos variados padroes fenologicos e a sazonalidade climatica.

Destaca-se ainda que 58,51% dos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III e 58,70% dos produtores do Assentamento Maria Bonita utilizam plantas nativas da Caatinga para fins medicinais (Figura 5), consideradas eficazes e de baixo custo. Roque et al. (2010) mencionam que as comunidades rurais de Laginha no municipio de Caico, Rio Grande do Norte sao dependentes das plantas medicinais, por ser o unico recurso disponivel para o tratamento de doencas como: tosse, resfriados, inflamacoes, diarreia, insonia, verme, secrecao pulmonar, febre, controle de colesterol, diabete, dentre outras. Melo-Batista e Oliveira (2014) afirmam que o uso de plantas medicinais faz parte do cotidiano das familias e sao alternativas viaveis para tratamento de muitas doencas, mostrando que o saber popular continua presente nas comunidades e o tratamento de enfermidades a base das plantas e uma opcao consideravel e acessivel.

Dentre as plantas indicadas como medicinais pelos produtores, destacaram-se a Myracrodruon urundeuva (Aroeira) e Ximenia americana (Ameixa). No entanto, ha diversas especies da Caatinga notoriamente consideradas como medicamentosas de uso popular, como Spondias tuberosa (Umbuzeiro), Commiphora leptophloeos (Umburana), Maythenus rigida (Bonome), Melocactus zehntneri (Coroa de frade), Poncianella bracteosa (Catingueira), Schinopsis brasiliensis (Barauna), Bauhinia cheilantha (Mororo), Capparis flexuosa (Feijao Bravo), Aspidosperma pyrifolium (Pereiro), Ziziphus cotinifolia (Juazeiro), Sideroxylon obtusifolium (Quixabeira), Croton sp. (Alecrim de vaqueiro), Melochia tomentosa (Candieiro), Tabebuia sp (Pau d'arco), Cereus jamacaru (Mandacaru), Libidibia ferrea (Pau ferro), Hymenaea coubaril (Jatoba), Parapiptadenia zehntneri (Angico) e Jatropha mutabilis (Pinhao brabo).

O modo de preparo medicamentoso mais comum nos Assentamentos rurais Nova esperanca I, II e III e Maria Bonita sao em forma de cha feito com as folhas ou a casca, xarope e garrafada.

A Myracrodruon urundeuva (aroeira) e utilizada para lavagem em forma de banho de assento, para inflamacao, colesterol e dor de cabeca. A Ximenia americana (ameixa) e utilizada como cha tendo utilidade no tratamento de infeccoes, inchaco e machucados, neste ultimo podendo ser usado o cha ou po. A Commiphora leptophloeos (Umburana de Cheiro) e consumida na forma de cha das cascas, utilizada para dor de barriga. O cha da casca da Schinopsis brasiliensis (Barauna) e utilizado para dores na coluna. A flor da Poncianella bracteosa (Catingueira) e util no combate a gripe, febre e dor de barriga. Tabebuia sp (Pau d'arco) apresenta funcionalidade para gastrite. O Melochia tomentosa (Candieiro) e utilizado para combater sinusite. Aspidosperma pyrifolium (Pereiro), Parapiptadenia zehntneri (Angico), Mimosa Pthecolobroies (Jurema), Ziziphus cotinifolia (Juazeiro) e/ou Sideroxylon obtusifolium (Quixabeira) consumido na forma de xarope, sao utilizadas no combate a gripe, sendo que a Quixabeira age tambem em hematomas. O Cereus jamacaru (Mandacaru) e utilizado para diminuir o estado febril. O Bauhinia cheilantha (Mororo) e utilizado no combate ao diabetes.

Dentre os usuarios dos recursos vegetais da Caatinga, 60,64% dos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III (Olho D'Agua do Casado) e 89,13% dos produtores do Assentamento Maria Bonita (Delmiro Gouveia) realizam manejo da Caatinga frequentemente (Figura 6A). Das tecnicas de manejo utilizadas na Caatinga, 72,97% dos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III realizam o plantio de palma forrageira e 13,41% plantam palma forrageira associados a outras tecnicas de manejo como raleamento, queima de cactaceas e plantio de outras especies forrageiras. No Assentamento Maria Bonita, 82,93% fazem plantio de palma forrageira e 14,64% utilizam em conjunto com tecnicas de raleamento e queima de cactaceas (Figura 6B). Silva et al. (2014) destacam o plantio de Opuntia cochenillifera (palma forrageira) como tecnica muito utilizada pelos produtores rurais da regiao Semiarida, atribuido aos altos teores de umidade na massa verde, notadamente no periodo de estiagem em que ha escassez de agua, servindo como fonte de agua e alimento a ser ofertada aos animais ruminantes.

Constatou-se que 2,70% dos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III fazem raleamento da vegetacao da Caatinga, 5,4% realizam raleamento e plantio de palma forrageira, 2,0% associam raleamento, plantio de palma e queima de especies forrageiras (Figura 6B). Ja no Assentamento Maria Bonita a tecnica de raleamento so e utilizada pelos produtores rurais em conjunto com plantio de palma forrageira (1,0%) e com plantio de palma e queima de cactaceas (7,32%) (Figura 6B). A tecnica de raleamento consiste no controle da densidade das especies lenhosas, especialmente as nao forrageiras, reduzindo o sombreamento e criando condicoes para o crescimento do estrato herbaceo (PEREIRA FILHO et al., 2013).

4. CONCLUSOES

* O principal uso das especies da Caatinga pelos produtores rurais dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III e Maria Bonita e a retirada de madeira para lenha (uso domestico) e fabricacao de cercas;

* Das especies da Caatinga que produzem frutos comestiveis destaca-se Spondias tuberosa (Umbu) como o mais apreciado pelos produtores rurais dos locais estudados;

* Dentre as especies da Caatinga utilizadas como medicamentosas de uso popular, destaca-se Myracrodruon urundeuva (Aroeira) e Ximenia americana (Ameixa);

* Dentre as formas de manejo da Caatinga realizadas pelos produtores rurais, o plantio de palma forrageira (Opuntia cochenillifera) destaca-se por ser a tecnica mais utilizada.

DOI: 10.5380/raega

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Danubia Lins Gomes (1), Ana Paula Lopes da Silva (2), Kallianna Dantas Araujo (3), Elba dos Santos Lira (4), Elida Monique da Costa Santos (5), Joao Gomes da Costa (6)

Recebido em: 28/03/2017

Aceito em: 18/12/2017

(1) Universidade Federal de Alagoas, Maceio/AL, email: dlinsgomes@yahoo.com.br

(2) Universidade Federal de Alagoas, Maceio/AL, email: lakes_br@yahoo.com.br

(3) Universidade Federal de Alagoas, Maceio/AL, email: kallianna.araujo@igdema.ufal.br

(4) Universidade Federal de Alagoas, Maceio/AL, email: elbaslira@yahoo.com.br

(5) Universidade Federal de Alagoas, Maceio/AL, email: elida_monique2@hotmail.com

(6) Universidade Federal de Alagoas, Maceio/AL, EMBRAPA Tabuleiro Costeiro, email: joao-gomes.costa@embrapa.br

Leyenda: Figura 1--Localizacao dos municipios de Olho D'Agua do Casado e Delmiro Gouveia, Alagoas.
Tabela 1--Numero de questionarios aplicados nos Assentamentos rurais
Nova Esperanca I, II, e III (Olho D'Agua do Casado) e Maria Bonita
(Delmiro Gouveia), Alagoas

Agentes           No de
Comunitarios   residencias   Questionarios
de Saude       por regiao    aplicados (n)

I                  119            53
II                 70             41
III                89             46

Agentes
Comunitarios
de Saude       Assentamentos Rurais          Municipios

I              Nova Esperanca I e II       Olho D'Agua do
II              Nova Esperanca III     Casado Olho D'Agua do
III                Maria Bonita        Casado Delmiro Gouveia

Figura 2--Utilizacao da Caatinga pelos produtores rurais dos
Assentamentos Nova Esperanca I, II e III (Olho D'Agua do Casado) e
Maria Bonita (Delmiro Gouveia), Alagoas.

                                              Universo amostral (%)

Utilizacao da Caatinga                    Nova Esperanca   Maria Bonita

Lenha (uso domestico)                          11,70          22,00
Lenha (carvao)                                  4,26
Cerca                                          18,09           2,00
L. uso dom. + Cerca                            22.34          15,00
L. uso dom. + Carvao                            4,26
L. uso dom. + L. carv. + Cerca                  7,45           3,00
Lenha carvao + Cerca                            1,06
Nao utiliza                                    30,85           4,00

Nota: Tabla derivada de grafico de barra.

Figura 3--Utilizacao dos Frutos da Caatinga pelos produtores rurais dos
Assentamentos Nova Esperanca I, II e III (Olho D'Agua do Casado) e
Assentamento Maria Bonita (Delmiro Gouveia), Alagoas.

                                               Universo Amostral (%)

Plantas medicinais                         Nova Esperanca  Maria Bonita

Sim                                             55.32         56.52
Nao                                             44.68         43.48

Nota: Tabla derivada de grafico de barra.

Figura 4--Utilizacao de sementes pelos produtores rurais dos
Assentamentos Nova Esperanca I, II e III (Olho D'Agua do Casado) e
Maria Bonita (Delmiro Gouveia), Alagoas.

                                               Universo Amostral (%)

Plantas medicinais                         Nova Esperanca  Maria Bonita

Sim                                              2.13          8.70
Nao                                             97.87         91.30

Nota: Tabla derivada de grafico de barra.

Figura 5. Plantas medicinais utilizadas pelos produtores rurais dos
Assentamentos Nova Esperanca I, II e III (Olho D'Agua do Casado) e
Maria Bonita (Delmiro Gouveia), Alagoas.

                                               Universo Amostral (%)

Plantas medicinais                         Nova Esperanca  Maria Bonita

Sim                                             58.51         58.70
Nao                                             41.49         41.30

Nota: Tabla derivada de grafico de barra.

Figura 6--Manejo da Caatinga (A) e tecnicas de manejo utilizadas pelos
produtores rurais (B) dos Assentamentos Nova Esperanca I, II e III
(Olho D'Agua do Casado) e Maria Bonita (Delmiro Gouveia), Alagoas.

A

                                              Universo amostral (%)

Manejo da Caatinga                        Nova Esperanca   Maria Bonita

Sim                                            60.64          89.13
Nao                                            21.28           6.52
Ocasionalmente                                  4.26
Nao respondeu                                  13.83           4.35

B

                                              Universo Amostral (%)

Tecnicas de manejo da Caatinga            Nova Esperanca   Maria Bonita

Raleamento                                      2.70
Queima de cactaceas                            10.81           2.44
Plantio de Palma                               72.97          82.93
Raleamento + Plantio de Palma                   5.41           2.44
Raleamento + Queima de cactaceas +              2.70           4.88
Plantio de Palma
Raleamento + P. Palma + P. Forrageiras          2.70
+ Queima de cactaceas
Plantio de Palma + Plantio de outras            2.70
especies forrageiras
Plantio de Palma + Queima de cactaceas                          7.32

Nota: Tabla derivada de grafico de barra.
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Author:Lins Gomes, Danubia; Lopes da Silva, Ana Paula; Dantas Araujo, Kallianna; dos Santos Lira, Elba; da
Publication:Ra'e Ga
Date:Dec 1, 2018
Words:4213
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