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EXERCICIO FISICO RESISITIDO AGUDO E CRONICO COM OU SEM A SUPLEMENTACAO DE WHEY PROTEINS NA EXPRESSAO GENICA DE MTOR, MURF-1, MAFBX/Acute and chronic resistant physical exercise with or without supplementation of whey proteins on MTOR gene expression, MURF-1, MAFBX.

INTRODUCAO

O exercicio fisico resistido agudo tem como caracteristica a realizacao de estimulos de curta duracao com series repetidas contra uma resistencia que pode ser desde a equipamentos ou o proprio peso corporal. O exercicio fisico resistido realizado de maneira cronica possui inumeros beneficios a massa do musculo esqueletico.

Tanto o exercicio fisico resistido agudo ou cronico, sao um potente estimulo a sintese proteica muscular esqueletica (Mcglory e Phillips, 2015; Phillips, 2009).

No entanto, a alteracao em termos de aumento da massa do musculo esqueletico depende da relacao temporal entre sintese de proteina muscular e degradacao de proteina muscular (Mcglory e Phillips, 2015).

A sintese e a degradacao de proteinas sao processos regulados dinamicamente e que atuam em conjunto para controlar as alteracoes de ganho e de perda de massa muscular.

Devido isso, a hipertrofia muscular ocorre quando a taxa de sintese proteica excede a taxa de degradacao, ou, inversamente a atrofia muscular ocorre sob condicoes na qual a taxa de sintese proteica e menor em relacao a degradacao (Gordon e colaboradores, 2013).

A via intracelular principal que coordena os sinais na regulacao da sintese de proteina muscular e a Mammalian target of rapamycin (MTOR) (Drummond e colaboradores, 2008). Essa via regula a sintese de proteinas atraves da acao de tres proteinas conhecidas como ribosomal S6 kinase (p70), eukaryotic initiation factor 4E-binding protein 1 (4E-BP1) e eukaryotic initiation factor 4G (eIF4G) (Laplante e Sabatini, 2012).

A via de degradacao de proteina conhecida como ubiquitina-proteassoma e o principal regulador da atrofia muscular esqueletica.

Das ligases de ubiquitina a Muscle Ring Finger (MURF-1), e Muscle Atrophy F-Box (MAFBX), sao conhecidas como ligases E3 do sistema ubiquitina proteassoma e estao relacionadas com a sinalizacao da degradacao e autofagocitose proteica (Bondine e colaboradores, 2001; Rom e Reznick, 2016), e sao importantes marcadores de degradacao proteica.

Desse modo, o estimulo mecanico promovido pelo exercicio fisico resistido agudo ou cronico, influencia a via da MTOR atraves de fatores de crescimento, como o fator de crescimento semelhante a insulina 1 (IGF-1), AKT que estimulam MTORC-1 (Guertin e Sabatini, 2007).

Alem disso, MURF-1 e MAFBX apresentam regioes promotoras controladas por fatores de transcricao da familia Forkhead Box O transcription factors (FOXO) que podem ser fosforilados pela AKT (protein kinase B-AKT), impedindo que se transloquem para o nucleo.

Alem disso, os suplementos proteicos que possuem alto teor de aminoacidos representam um forte sinal que regula positivamente o MTORC1 e em especial a leucina, um aminoacido essencial necessario para a ativacao de MTORC1 (Laplante a Sabatini, 2013).

A investigacao dessas vias e de grande importancia para o estudo da hipertrofia do musculo esqueletico. Trabalhos realizados com animais de laboratorio como ratos ou camundongos tem grande relevancia devido algumas caracteristicas como por exemplo, maior homogeneidade das amostras alem de maior facilidade no controle de variaveis como carga de treinamento e principalmente sobre ingesta calorica.

Na literatura cientifica existem diversos modelos de exercicio fisico agudo e cronico realizados com ratos e camundongos, alem da suplementacao por diferentes fontes de proteina, com o objetivo de avaliar o comportamento dessas vias de regulacao da sintese e degradacao proteica.

Uma revisao narrativa sobre os efeitos do exercicio fisico resistido agudo e cronico com ou sem a suplementacao de whey proteins na expressao genica de MTOR, MURF-1, MAFBX.

MATERIAIS E METODOS

Conceituacao

Para este estudo utilizou-se os conceitos de revisao propostos por Thomas, Nelson e Silverman (2012), e a busca seguiu procedimentos propostos por Navarro e Navarro (2012) e como criterio de avaliacao da qualidade tecnica e cientifica dos textos foi a utilizado escala proposta por Galna e colaboradores (2009).

Procedimentos

Essa revisao foi baseada nas publicacoes constantes seguintes bases de dados e apresentamos os seus respectivos enderecos eletronicos: o portal Periodicos Capes (www.periodicos.capes.gov.br); Biblioteca da Bireme: Medline e Lilacs (bvsalud.org); PubMed (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed); Scielo.org (http://scielo.org); Scielo.br (http://scielo.br/); Redib (http://redib.org); Dialnet (https://dialnet.unirioja.es/).

Para iniciarmos o estudo verificou-se a adequacao dos seguintes termos: Treinamento de Forca; Treinamento Resistido; Treinamento Anaerobio; Whey Proteins; MTOR; MURF-1; MAFBX, nos Descritores em Ciencias da Saude (DeCS) da Biblioteca Virtual em Saude (BVS).

Em seguida quantificou-se a envergadura desses termos em cada base de dados alcancando um expressivo resultado totalizando 55.113 possiveis estudos elegiveis para a realizacao dessa revisao narrativa, conforme mostra o quadro 1.

Depois da confirmacao quantitativa da busca, refinou-se os procedimentos com a combinacao de dois termos, a saber: Treinamento de Forca + Whey Proteins; Treinamento Resistido + Whey Proteins; Treinamento Anaerobio + Whey Proteins; Treinamento de Forca + MTOR; Treinamento Resistido + MTOR; Treinamento Anaerobio + MTOR; Treinamento de Forca + MURF-1; Treinamento Resistido + MURF-1; Treinamento Anaerobio + MURF-1; Treinamento de Forca + MAFBX; Treinamento Resistido + MAFBX; Treinamento Anaerobio + MAFBX.

Em seguida com tres termos, a saber: Treinamento de Forca + Whey Proteins + MTOR; Treinamento Resistido + Whey Proteins + MTOR; Treinamento Anaerobio + Whey Proteins + MTOR; Treinamento de Forca + Whey Proteins + MURF-1; Treinamento Resistido + Whey Proteins + MURF-1; Treinamento Anaerobio + Whey Proteins + MURF-1; Treinamento de Forca + Whey Proteins + MAFBX; Treinamento Resistido + Whey Proteins + MAFBX; Treinamento Anaerobio + Whey Proteins + MAFBX), resultado em um total de 754 estudos elegiveis para a revisao.

A partir desse total de 754 estudos, aplicaram-se os criterios de inclusao e exclusao e em seguida avaliou-se a qualidade dos textos cientificos em funcao da escala de Galna para posterior observacoes das variaveis a serem consideradas nas publicacoes cientificas conforme o objetivo dessa revisao narrativa.

Criterios de inclusao

Os criterios de inclusao determinados para esta revisao sao os seguintes: acesso por meio eletronico, acesso livre, texto completo disponivel, escrito em portugues e/ou ingles e que ao ser avaliado pela escala de Galna conseguisse pontuacao igual ou superior a 8,0.

Os itens de avaliacao da escala de Galna sao os seguintes: 1) Clareza do objetivo do estudo; 2) Detalhamento dos participantes; 3) Descricao da selecao da amostra; 4) Detalhamento dos criterios de inclusao e exclusao; 5) Controle das Covariaveis; 6) Clareza na descricao dos resultados principais; 7) Adequacao da metodologia para a reproducao do estudo; 8) Capacidade da metodologia de responder as questoes do estudo; 9) Confiabilidade da metodologia; 10) Validade interna da metodologia; 11) Resposta as questoes da pesquisa na discussao; 12) Principais descobertas apoiadas nos resultados; 13) Intepretacao logica dos resultados com respaldo na literatura cientifica.

Criterios de exclusao

Foram excluidos desta revisao, textos de teses, dissertacoes, editoriais, textos de jornal e artigos repetidos encontrados em bases diferentes, revisoes sistematicas, estudos em culturas de celulas, estudos em humanos, estudos em animais (exceto ratos e camundongos), estudos que nao avaliaram a expressao genica e apresentaram indice igual ou inferior a 7,9 na escala de Galna.

Desse modo, do total de 754 artigos analisados, e nesse sentido excluiu-se 730 documentos, e dessa forma restaram 24 artigos. conforme o fluxograma do desenho do estudo.

Todos os termos e criterios dos procedimentos de busca dos artigos, de leitura e analise das variaveis nos artigos, da atribuicao do indice na escala de Galna para os artigos e da redacao do texto apresentado estao acordados entre os pesquisadores deste estudo de revisao.

Em seguida apresentamos a descricao dos artigos qualificados para essa revisao narrativa.

RESULTADOS E DISCUSSAO

a) EXERCICIO FISICO AGUDO NA EXPRESSAO GENICA

1 - Exercicio resistido com aparato de agachamento sem whey proteins

Em estudo de Karagounis e colaboradores (2010), foram utilizados 36 ratos, machos, da linhagem Sprague Dawley, aproximadamente 6 semanas de idade e massa corporal inicial em gramas de 351 [+ or -]17.

Desse modo, objetivando avaliar os efeitos de um curto prazo de exercicio resistido sobre as vias de sinalizacao da hipertrofia muscular, os autores distribuiram os animais em 6 grupos com 6 ratos cada:

1) controle (nao realizou nenhum tipo de exercicio);

2) uma sessao de exercicio resistido e eutanaziados 3 horas apos;

3) duas sessoes de exercicio resistido e eutanaziados 3 horas apos a ultima sessao;

4) 3 sessoes de exercicio resistido e eutanaziados 3 horas apos a ultima sessao;

5) 3 sessoes de exercicio resistido e eutanaziados 24 horas apos a ultima sessao; e

6) 3 sessoes de exercicio resistido e eutanaziados 48 horas apos a ultima sessao de exercicio resistido.

A sessao de exercicio resistido consistiu em 4 series de 10 repeticoes, e intensidade de 75% da carga levantada em teste uma repeticao maxima em aparato de exercicio resistido para agachamento e nos animais que realizaram mais de uma sessao de exercicio resistido o intervalo entre sessoes era de 48 horas.

Apos isso, foram avaliados a fosforilacao de MTOR, AKT, p70S6K, S6, FOXO1, e proteina total de MAFBX e MURF-1. A fosforilacao de MTOR e AKT nao apresentou diferencas estatisticas significativas entre grupos, em contrapartida, a fosforilacao de p70S6K, foi aumentada (p<0,01) em aproximadamente 5 vezes apos 1 sessao de exercicio resistido, 3,7 vezes maior (p<0,05) apos duas sessoes de exercicio resistido (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia) e 7,6 vezes maior (p<0,001) apos 3 sessoes de exercicio resistido ambos comparado ao grupo controle, alem disso, o grupo que realizou 3 sessoes apresentou fosforilacao de p70S6K 1,5 maior (p<0,05) do que o grupo uma sessao (os autores informam a significancia, porem nao descrevem o valor de p) e 2,1 vezes maior (p<0,01) do que o grupo que realizou duas sessoes.

Em adicao, apos 24 e 48 horas de 3 sessoes de exercicio resistido, a fosforilacao de p70S6K foi menor (p<0,05) quando comparada aos demais grupos de exercicio e nao apresentou diferenca ao grupo controle (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Em relacao a fosforilacao de S6, esta foi duas vezes maior apos uma sessao de exercicio resistido e 1,8 vezes maior (p<0,05) apos duas sessoes de exercicio quando comparados ao grupo controle ((os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia) apos 24 e 48 horas de 3 sessoes de exercicio resistido os valores de fosforilacao de S6 foram semelhantes ao grupo controle, nao apresentando diferenca estatistica significativa.

O total de MAFBX e MURF-1 nao apresentaram diferencas (p=0,07) entre grupos, apenas uma tendencia a diminuicao (p=0,08) apos 48 horas da realizacao de 3 sessoes de exercicio resistido.

2 - Exercicio resistido em escada com whey proteins

No estudo feito por Wang e colaboradores (2015), realizado com 89 ratos Sprague Dawley, (os autores nao informa a idade, e massa corporal inicial) foi realizado uma sessao de exercicio resistido em protocolo de subida em escada, com 10 subidas, com carga de 70% da massa corporal e 2 minutos de intervalo entre subidas.

Imediatamente apos o protocolo de exercicio resistido os ratos foram randomizados em 4 grupos com diferentes suplementacoes:

1) grupo Whey Proteins (WP) com dose 0,4g/kg de massa corporal; dois grupos com doses diferentes de Sustamine[TM], que e a juncao de dois aminoacidos, sendo a L-alanina e L-glutamina sendo:

2) uma dose baixa (LSUS) com dose de 0,1g/kg de massa corporal; e outra com uma dose alta de (HSUS) com dose de 0,05g/kg de massa corporal;

3) grupo placebo (PLA), com dose de 0,52g/kg de glicina; 4) grupo sedentario placebo (SED), que recebeu 0,52g/kg de glicina.

Neste estudo as analises sanguineas de insulina, de glicose, de lactato, de hormonio do crescimento (GH), de fator de crescimento semelhante a insulina I (IGF-I) foram feitas nos minutos zero, 20 e 40 apos a ingestao dos suplementos. Alem disso foi avaliado a fosforilacao das seguintes proteinas: MTOR, p70s6K, rpS6, proteina quinase B (AKT), AMPK, FOXO3A e NF-kB p65.

O lactato sanguineo apresentou aumento (p<0,05) em todos os grupos no momento imediatamente apos o exercicio, apresentando significancia estatistica (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia) porem nao diferiu (p<0,05) estatisticamente entre grupos nos momentos 20 e 40 minutos (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A glicose plasmatica nao apresentou diferenca significativa imediatamente (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia) apos o exercicio, porem foi reduzida (p<0,05) no grupo WP nos momentos 20 e 40 minutos, e menor (p<0,05) do que o grupo SED 40 minutos apos exercicio resistido (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Em relacao a fosforilacao das proteinas, FOXO3A apresentou fosforilacao maior nos grupos WP, LSUS e HSUS em 20 minutos pos exercicio quando comparado aos grupos SED e PLA (p<0,05), e nao apresentou diferenca entre grupos 40 minutos apos exercicio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A Fosforilacao de AMPK e NF-kB foram inibidas nos grupos LSUS e HSUS, quando comparados a SED e PLA (p<0,05) 20 minutos pos exercicio, no entanto apos 40 minutos de exercicio os valores nao apresentam diferencas (p>0,05) (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia)

A fosforilacao de AKT foi reduzida (p<0,05) nos grupos WP, LSUS e HSUS 20 minutos apos o exercicio comparado a SED e PLA (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia), e essa reducao (p<0,05) e mantida nos grupos WP e LSUS 40 minutos apos o exercicio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A fosforilacao de MTOR foi maior em WP 20 minutos pos exercicio apresentando diferenca estatistica de (p<0,05), apos 40 minutos a fosforilacao de MTOR foi aumentada (p<0,05) em WP, PLA e HSUS (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A fosforilacao de p70s6K foi aumentada (p<0,05) em WP apos 20 minutos de exercicio quando comparada aos demais grupos com um aumento (p<0,05) de sua fosforilacao 40 minutos apos exercicios nos grupos WP, LSUS e HSUS, quando comparados a SED e PLA (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Alem disso a fosforilacao de rpS6 nos grupos PLA, LSUS e HSUS nao foi diferente (p<0,05) nos momentos 20 e 40 minutos pos exercicio, no entanto foi aumentada (p<0,05) em WP quando comparado a SED 20 minutos apos exercicio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia),

De acordo com os resultados, a suplementacao de Sustamine[TM] pode ser eficiente na reducao nas vias de degradacao proteica, principalmente pela reducao de AMPK e NF-kB e a suplementacao de WP pode acelerar as vias de sintese proteica, atraves do aumento de MTOR e rpS6, sugerindo assim que a combinacao de suplementacao de Sustamine[TM] e WP pode aumentar a sintese e diminuir a degradacao de proteinas musculares.

3 - Exercicio resistido por estimulo eletrico com droga

Estudo feito por Sharp e colaboradores (2016), utilizando ratos Wistar machos, (autores nao informam a idade e a massa corporal inicial dos ratos) no qual realizaram uma sessao aguda de exercicio resistido com 4 series de 8 repeticoes em modelo de agachamentos com eletrodo na base, e 70mV, frequencia de 100Hz e 0,2 ms de duracao do estimulo.

Oito semanas antes da sessao de exercicio resistido, os animais foram randomizados em dois grupos:

1) tratamento no qual recebeu via oral 1,2ml de agua (CTL);

2) tratamento no qual recebeu 0,39g de Fortetropin[R] dissolvidos em aproximadamente 1ml de agua.

Apos isso foram subdivididos em 1) CTL controle; 2) CTL exercicio resistido; 3) Fortetropin[R] controle; 4) Fortetropin[R] com exercicio resistido.

Apos os procedimentos experimentais foram avaliadas a expressao genica de Atrogin-1 e MURF-1, alem da sintese de musculo esqueletico no gastrocnemio do rato.

A expressao de mRNA Atrogin-1 foi diminuida de maneira significativa no grupo que utilizou Fortetropin e exercicio quando comparados a todos os outros grupos (p<0,001), alem disso a expressao de mRNA MURF-1 foi maior (p<0,05) no grupo controle e exercicio resistido quando comparado ao grupo Fortetropin[R] e exercicio resistido (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Assim, este resultado aponta para uma eficiencia de Fortetropin[R], associado na reducao da sinalizacao das vias de degradacao mediada pelas E3 ligases no sistema ubiquitina proteassoma.

4 - Exercicios combinados sem whey proteins

Estudo feito por Ogasawara e colaboradores (2014a), realizado com ratos Sprague Dawley machos, com 10 semanas de idade e massa corporal inicial entre 310 gramas e 340 gramas. O objetivo do estudo foi avaliar se existe diferentes respostas na ativacao de mTORC1 com exercicio resistido realizado antes ou apos o exercicio aerobio.

Para isso, o estudo foi dividido em dois experimentos, o primeiro avaliando o tempo de resposta da sinalizacao proteica apos jejum noturno de 12 horas, no qual os animais foram eutanaziados nos momentos 0 hora, 1 hora, 3 horas apos a rotina de exercicio. E o segundo experimento verificou se existe diferentes respostas na ativacao de mTORC1 com exercicio resistido realizado antes ou apos o exercicio aerobio, com os animais randomizados em dois grupos de exercicio, 1) Exercicio aerobio antes do exercicio resistido; 2) exercicio aerobio depois do exercicio resistido, com um intervalo de 1 hora entre exercicios, estes animais foram eutanaziados 3 e 6 horas apos a sequencia de exercicios.

O protocolo de exercicio resistido consistiu em modelo de contracao involuntaria atraves de estimulacao excentrica do musculo triceps sural, em um total de 5 series de 10 estimulos com duracao de 3 segundos cada e 3 minutos de intervalo entre series em um estimulo eletrico com carga de aproximadamente 30V e frequencia de estimulo de 10Hz.

O protocolo de exercicio aerobio consistiu em 60 minutos em esteira ergometrica a uma velocidade de 25m/min, que e a velocidade aproximadamente do limiar de lactato, porem os autores nao informaram a realizacao de teste de esforco.

Para a avaliacao das vias de sintese de proteina muscular, foram medidas a fosforilacao de MTOR, AKT, p70S6K, alem de AMPK e RAPTOR. Os resultados do primeiro experimento demostram que o efeito do exercicio aerobio realizado sozinho, AMPK, RAPTOR, AKT, MTOR e p70S6K apresentam o mesmo comportamento, que e o de aumentar (p<0,5) imediatamente apos o exercicio aerobio, mas retornam aos valores basais imediatamente apos 1 hora de exercicio aerobio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

De outra forma, como efeito do exercicio resistido apenas, AMPK e RAPTOR apresentam aumento (p<0,5) imediatamente apos, mas voltam aos valores basais com 3 horas apos o exercicio resistido, entretanto, AKT e MTOR aumentam (p<0,5) apos o exercicio resistido e se mantem (p<0,5) elevadas por ate 3 horas apos o exercicio resistido e a p70S6K apresenta um aumento gradual (p<0,5), alcancando seu maior valor 3 horas apos o exercicio resistido (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Alem disso, no segundo experimento a fosforilacao de AMPK e RAPTOR, 3 horas apos a secao de exercicios (aerobio e resistido) foi maior (p<0,5) no grupo que realizou exercicio aerobio apos o exercicio resistido (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Nao obstante, a fosforilacao de p70S6K aumentou independentemente da ordem dos exercicios (aerobio e resistido), porem seu aumento foi menor no grupo que realizou exercicio aerobio apos o exercicio resistido.

A AKT e MTOR aumentaram (p<0,5) apos o exercicio, porem nao houve diferencas entre grupos, ademais (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Em vista disso, o estudo demonstra que em uma secao aguda de exercicio resistido, a fosforilacao de p70S6K, pode ser reduzida quando e feito um exercicio aerobio logo apos o exercicio resistido. Isso acontece devido a um aumento da sinalizacao de AMPK logo apos o exercicio aerobio, que pode inibir a sinalizacao da cascata de MTORC1.

b) EXERCICIO FISICO CRONICO NA EXPRESSAO GENICA

5 - Treinamento resistido em escada sem whey proteins

Segundo Zanchi e colaboradores (2009), em estudo com 20 ratas Wistar, sedentarias (os autores nao informam a idade e nem a massa corporal inicial dos animais), apos duas sessoes de adaptacao treinaram por 12 semanas com frequencia de duas vezes por semana, e duas vezes ao dia com intervalo de quatro horas, com protocolo de treinamento resistido feito em escada, com 8 repeticoes por sessao, com intervalo de descanso de 3 minutos entre as repeticoes e intensidade entre 80% a 95% da carga maxima carregada voluntariamente em teste de forca. O peso maximo carregado foi determinado a partir da oitava repeticao realizada, se o animal obtivesse sucesso na ultima repeticao, era feito um acrescimo de 2% ate a falha.

Apos isso, verificou-se a expressao genica pelo metodo da reacao em cadeia de polimerase (PCR) dos genes Atrogin-1, MURF-1, GAPDH, GSK-3[beta], 4EBP1, eIF2B[epsilon], massa do musculo plantar (mg), razao massa do musculo plantar/massa corporal, apresentando os seguintes resultados: aumento absoluto (p<0,01) de 12% na massa do musculo plantar do grupo que realizou treinamento resistido, a razao massa do musculo plantar/massa corporal apresentou aumento (p<0,01) de 13,7%.

Em relacao a expressao genica de Atrogin-1 apresentou reducao (p<0,5) de aproximadamente 60%, MURF-1 apresentou reducao (p<0,5) de aproximadamente 40%, a expressao genica de GAPDH, GSK-3[beta], 4EBP1 e eIF2B[epsilon] nao apresentaram significancia estatistica (p<0,5) (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Dessa forma sugerindo que houve aumento da massa do musculo plantar, e esta promovida pela diminuicao da expressao dos genes das vias de degradacao proteica, apesar do nao ocorrer aumento da expressao dos genes das vias de sintese proteica.

No estudo de Hellyer e colaboradores (2013), realizado com 60 ratos Sprague Dawley, machos, 3 semanas de idade e aproximadamente 56 gramas, buscou investigar o efeito da realizacao de treinamento resistido de intensidade moderada (os autores, consideram intensidade moderada a carga de ate 80% da massa corporal) sobre a hipertrofia e sobre a expressao e fosforilacao das proteinas MTOR, AKT e RP-S6.

Para isso, os animais foram divididos em dois grupos: 1) Sedentario; e 2) Treinamento Resistido. O periodo de treinamento foi de 10 semanas, com frequencia de 3 vezes por semana em modelo de treinamento resistido realizado em escada vertical. A cada sessao os animais realizavam 3 series de 10 repeticoes com 2 minutos de intervalo entre series, e intensidade com carga equivalente a aproximadamente 3 joules nas duas primeiras semanas e aproximadamente 24 joules na decima semana de protocolo, isso consistia em aumento progressivo de aproximadamente 3 joules por semana, e a carga final era de aproximadamente 80% da massa corporal.

Foram avaliados a massa corporal, area de seccao transversa do musculo flexor longo do halux, expressao e fosforilacao de MTOR, AKT, RP-S6 e AMPK. Apos 10 semanas de treinamento resistido, o grupo sedentario teve massa corporal aproximadamente 12% maior (p<0,5) do que o grupo treinamento resistido (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A area de seccao transversa do musculo flexor longo do halux foi aproximadamente 11% maior (p=0,01 no grupo treinamento resistido em relacao ao grupo sedentario.

A expressao de MTOR, AKT e AMPK foi equivalente (p<0,05) nos dois grupos, e a fosforilacao de MTOR, AKT e AMPK tambem nao obteve diferencas estatisticas (p<0,5) entre grupos (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Por conseguinte, a proporcao da proteina RP-S6 fosforilada para nao fosforilada foi cerca de 6 vezes menor nos animais do grupo treinamento resistido quando comparados aos sedentarios (os autores informam a significancia de p<0,05, porem nao descrevem o valor de p).

O estudo realizado por Luo e colaboradores (2013), utilizando 18 ratos Sprague Dawley, machos, com 18 a 20 meses de idade, e massa corporal inicial em gramas de 554 [+ or -] 39 que foram randomizados em dois grupos: 1) sedentarios; 2) treinamento resistido.

Para isso, o protocolo de treinamento resistido teve duracao de 9 semanas, frequencia de 5 vezes por semana, e o modelo de treinamento resistido foi a subida em escada, no qual uma sessao de treinamento consistia em 10 subidas com carga de 10% do peso corporal na primeira semana e um aumento de 10% a cada semana.

Apos isso, foram avaliados a massa corporal, a massa absoluta e relativa do musculo gastrocnemio, area de seccao transversa, alem da fosforilacao de AKT e MTOR, FOXO3 e AMPK.

A massa corporal foi significativamente menor no grupo que realizou treinamento resistido (p<0,01) e a massa absoluta do gastrocnemio (g) e a massa relativa do gastrocnemio (mg/g) teve valores significativamente maiores quando comparadas ao grupo sedentario (p<0,01), alem disso, o diametro das miofibrilas da porcao branca do gastrocnemio, foram significativamente maiores ao final de 9 semanas de treinamento resistido, quando comparado ao grupo sedentario (p<0,01).

De outra forma, a fosforilacao de AKT e MTOR foi significativamente menor no grupo treinamento resistido (p<0,01), nao obstante, a atividade de FOXO3 e AMPK foi aumentada significativamente nesse grupo (p<0,01).

Nesse sentido a reducao na atividade das vias de AKT/ MTOR pode contribuir com o processo de autofagia em ratos envelhecidos, o que pode ocasionar efeitos beneficos sobre a massa do musculo esqueletico.

Estudo realizado por Macedo e colaboradores (2014), utilizaram 44 ratos, machos (os autores nao informam a linhagem, a idade, e a massa corporal inicial dos animais). Os ratos realizaram protocolo de treinamento resistido com subida em escada, passando por um periodo de adaptacao com duracao de 10 dias e teste peso maximo carregado nos momentos: 1) pre treinamento; 2) apos 4 semanas de treinamento; 3) apos 8 semanas de treinamento; 4) apos 10 dias de tratamento com dexametasona, apos isso foram alocados em quatro grupos experimentais: 1) controle sedentario; 2) sedentario tratado com Dexametasona; 3) treinamento resistido controle; 4) treinamento resistido tratado com dexametasona.

Os grupos que realizaram treinamento resistido fizeram protocolo com duracao de 8 semanas, frequencia de 5 vezes por semana e cada sessao consistia em 14 a 20 subidas em escada de treinamento, com carga de 65% do peso maximo carregado em teste, considerado de baixa intensidade.

Os grupos que receberam tratamento com dexametasona receberam dose de 0,5mg/kg de peso corporal de Decadron[R] dissolvido em salina com duracao de 10 dias realizados ao final do periodo de treinamento, e os grupos controle sedentario e treinamento resistido sedentario receberam injecao com solucao salina pelo mesmo periodo e com a mesmo volume de injecao dos grupos tratados com dexametasona.

Foram avaliados a massa corporal, consumo alimentar, peso maximo carregado em teste, glicose sanguinea, massa dos musculos flexor longo do halux, tibial anterior e soleo, massa ossea da tibia, expressao das vias de sintese proteica muscular AKT e MTOR e vias de degradacao proteica MURF-1, Atrogin-1 e FOXO3a normalizados por expressao de GAPDH.

A massa corporal aumentou (p<0,5) de maneira similar em todos os grupos no decorrer do tempo (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Em contrapartida apos 10 dias de tratamento com dexametasona a massa corporal diminuiu (p<0,5) em 19% no grupo sedentario e 16% no grupo treinado (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

O consumo alimentar apresentou comportamento semelhante em todos os grupos, e o tratamento com dexametasona provocou uma diminuicao (p<0,5) do consumo nos grupos comparados com seus respectivos grupos controle (os autores nao descrevem o valor do p estatistico, apenas a significancia).

O peso maximo carregado no teste foi similar entre os grupos no momento inicial, o treinamento resistido provocou aumento (p<0,5) apos 8 semanas de treinamento e o tratamento com dexametasona nao provocou diminuicao (p<0,5) do peso maximo carregado (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A massa dos musculos flexor longo do halux, tibial anterior e soleo foram corrigidos pelo comprimento da tibia. A massa do musculo flexor longo do halux nos grupos sedentarios teve reducao (p<0,5) de aproximadamente 28% no grupo tratado com dexametasona em comparacao com o grupo controle (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

O treinamento resistido de baixa intensidade nao provocou aumento (p<0,5) da massa do musculo flexor longo do halux no grupo treinamento controle comparado ao grupo sedentario controle, porem atenuou a diminuicao (p<0,5) da massa do musculo flexor longo do halux provocada pelo tratamento com dexametasona quando comparado ao grupo sedentario tratado com dexametasona, (-18% treinamento e dexametasona comparado a treinamento controle e -28% sedentario dexametasona comparado a sedentario controle) (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

O musculo tibial anterior apresentou diminuicao (p<0,5) de 21% no grupo sedentario tratado com dexametasona quando comparado ao seu respectivo controle e diminuicao (p<0,5) de 18% do grupo treinamento e dexametasona quando comparado ao treinamento controle (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

No musculo flexor longo do halux, a expressao de AKT diminuiu (p<0,5) em 37% provocado pelo tratamento com dexametasona comparado com o grupo controle nos animais sedentarios, porem nao apresentou diferencas (p<0,5) nos grupos treinados (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

No musculo tibial anterior AKT teve uma diminuicao (p<0,5) de 47% do grupo sedentario tratado com dexametasona comparado com seu respectivo controle (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

No musculo flexor longo do halux, MURF-1 teve um aumento (p<0,5) de 67% e no tibial anterior aumento (p<0,5) de 41% no grupo sedentario tratado com dexametasona comparado ao seu grupo controle, e o treinamento associado a dexametasona atenuou os valores de MURF-1 apenas comparado ao grupo sedentario controle com resultado similar no flexor longo do halux e tibial anterior (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Nos musculos flexor longo do halux e tibial anterior, FOXO3a e MTOR nao apresentaram diferencas (p<0,5) entre grupos tratados com dexametasona comparados a seus respectivos controles, MTOR apresentou expressao maior nos grupos que realizaram treinamento resistido, com ou sem dexametasona, quando comparados ao grupo sedentario controle no musculo flexor longo do halux (os autores nao mencionam o valor de p estatistico, apenas o da significancia).

A expressao de Atrogin-1 em flexor longo do halux foram menores (p<0,5) nos grupos treinados quando comparados aos seus controles sedentarios (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

No tibial anterior os valores de Atrogin-1 nao apresentaram diferencas (p<0,5) entre os grupos. O musculo soleo nao apresentou diferencas (p<0,5) em sua massa e na expressao de AKT, MTOR, FOXO3a, MURF-1 e Atrogin-1 na comparacao entre grupos para a expressao de proteinas relacionadas a sintese e degradacao proteica (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Os achados desse estudo demonstram uma reducao de flexor longo do halux provocada pelo tratamento com dexametasona e que pode ser atenuada com treinamento resistido de baixa intensidade, e esta associado a mecanismos chave na regulacao da sintese proteica muscular como MTOR, MURF-1 e Atrogin-1.

No estudo feito por Gil e colaboradores (2015), foram utilizados 42 ratos Sprague Dawley machos (os autores nao informam a idade, massa corporal inicial dos animais), randomizados em seis grupos: 1) Controle; 2) Leucina 10% (L1); 3) Leucina 50% (L5); 4) Treinamento Resistido (TR); 5) Treinamento Resistido e Leucina 10% (TL1); 6) Treinamento Resistido e Leucina 50% (TL5).

O protocolo de treinamento resistido consistiu em um periodo de 8 semanas, frequencia de 3 vezes por semana em modelo de subida em escada, com 4 subidas e cargas de 50%, 75%, 90% e 100% de uma repeticao maxima, esta adotada como 100% da massa corporal, e um aumento de 30 gramas a cada 10 sessoes de treinamento resistido.

Para a suplementacao de leucina foi adotada a dose de 0,135g/kg para os grupos TR e leucina 10% e 0,675g/kg para os grupos TR e leucina 50%, estipuladas a partir da recomendacao diaria de leucina 1,35g /kg de massa corporal.

Apos isso foram avaliados a massa corporal, massa muscular de flexor longo do halux alem da fosforilacao de MTOR. A massa corporal nao apresentou diferencas (p<0,05) entre grupos, porem 39% maior (p<0,05) quando comparado ao momento inicial em todos os grupos, e um aumento maior ainda (p<0,05) no grupo T5, aumentando 39% (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A massa absoluta de flexor longo do halux nao apresentou diferencas (p<0,5) (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia), porem a massa de flexor longo do halux relativa a massa corporal no grupo TR apresentou significativamente valores maiores quando comparado aos grupos controle e L1 e L5 (p=0,03), e nao foram observadas diferencas (p<0,5) entre os grupos que realizaram treinamento resistido (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A fosforilacao de MTOR foi maior no grupo L5 quando comparado ao grupo controle, mas nao foi diferente do grupo TR (p=0,04) alem do mais, os grupos TL1 e TL5 apresentaram valores significativamente maiores quando comparados ao grupo controle (p=0,01) e a fosforilacao de MTOR em TL5 tambem foi significativamente maior do que no grupo TR (p=0,03), mas nao foi diferente de TL1.

Desta forma, os resultados mostram uma sinalizacao maior de MTOR de acordo com a presenca da suplementacao de leucina, essa se mostrando como dose dependente, porem essa sinalizacao nao se refletiu em aumento na massa muscular relativa maior do que o grupo que realizou apenas treinamento resistido.

Em estudo feito por Krug e colaboradores (2016), utilizando 43 ratos, machos, (os autores nao informam a linhagem, idade, e massa corporal inicial dos animais) em um protocolo experimental de 70 dias, foram divididos em 4 grupos: 1) Controle Sedentario (CS); 2) Sedentario com Dexametasona (DEX); 3) Controle Treinamento Resistido (CT); 4) Treinamento Resistido com Dexametasona (TDEX).

Os grupos CS e CT receberam tratamento com injecao intraperitoneal de solucao salina nos ultimos dez dias de protocolo e os grupos DEX e TDEX receberam tratamento com injecao intraperitoneal de dexametasona (Decadron[R] 0,5mg/kg de massa corporal) nos ultimos 10 dias. Os grupos CT e TDEX realizaram treinamento resistido de alta intensidade.

Para isso foi realizado teste de carga maxima, e reajustado a cada 4 semanas, alta intensidade foi considerada 80% do peso maximo carregado no teste. O protocolo de treinamento foi realizado em um periodo de 8 semanas, com frequencia de 5 vezes por semana e cada sessao consistia em 10 subidas em escada com 80% do peso maximo carregado no teste de carga maxima.

Apos isso, foram avaliados massa corporal, massa do musculo soleo e flexor longo do halux, valores dos testes de capacidade maxima voluntaria (CMV) realizados em 4 momentos: CMV1 (pre treinamento); CMV2 (apos 4 semanas de treinamento); CMV3 (apos 8 semanas de treinamento); CMV4 (apos todos os procedimentos experimentais); alem da fosforilacao de MTOR, Atrogin-1 e MURF-1.

Em relacao a massa corporal, esta foi reduzida de (p<0,5) nos grupos DEX e TDEX quando comparados ao grupo controle no final do tratamento, (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

O tratamento com dexametasona reduziu (p<0,5) 20% o peso do musculo flexor longo do halux, quando comparado ao CS e foi atenuado com o treinamento de alta intensidade ficando 16% menor (p<0,05) em TDEX comparado a CT (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia), alem disso o treinamento resistido promoveu um aumento (p<0,5) de 10% do peso do musculo FHL em CT quando comparado a CS (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Os testes de CVM nao apresentaram diferencas (p<0,5) entre grupos nos momentos CVM1, os grupos que realizaram treinamento resistido apresentaram valores maiores (p<0,5) em CVM3, quando comparados aos grupos sedentarios (72% em TC e 69% em TDEX (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Alem disso, o tratamento de 10 dias com dexametasona nao diminuiu (p<0,5) a forca em CVM, porem o grupo TDEX mostrou um aumento (p<0,5) em CVM4 comparado com CVM3 (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

O tratamento com dexametasona nao alterou a fosforilacao de MTOR, Atrogin-1 e MURF-1, porem, o treinamento resistido aumentou (p<0,5) em 63% a fosforilacao de MTOR nos grupos CT e TDEX quando comparados aos seus respectivos grupos controles (os autores nao descrevem o valor de "p", apenas o de significancia), alem disso, MURF-1 foi aumentada (p<0,5) no grupo DEX em cerca de 37% quando comparada aos animais sedentarios, e o treinamento resistido impediu esse aumento no grupo TDEX (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

6 - Treinamento resistido por estimulo eletrico sem whey proteins

Estudo realizado por Ogasawara e colaboradores (2013), avaliando 30 ratos Sprague Dawley, machos, 10 semanas de idade, e massa corporal inicial em gramas de 356,1 [+ or -]4,4 objetivando avaliar atividade de MTOR sobre efeito de treinamento resistido e o destreinamento.

Para isso os animais foram randomizados em quatro grupos: 1) 1 sessao de exercicio resistido; 2) 12 sessoes de treinamento resistido; 3) 18 sessoes de treinamento resistido; 4) destreinamento, no qual foram destreinados quando completaram 12 sessoes de treinamento por 12 dias e realizaram uma sessao de exercicio.

As sessoes de treinamento resistidos consistiam em modelo de estimulacao eletrica com 5 series de 5 contracoes com duracao de 5 segundos cada e intervalo de 5 minutos entre series, realizado no musculo gastrocnemio direito com uma voltagem de aproximadamente 30V e frequencia de 60Hz, ajustado para a maxima contracao isometrica, e o musculo gastrocnemio esquerdo foi utilizado como controle.

Depois disso, foram avaliados a massa corporal, massa absoluta e relativa do gastrocnemio, alem da fosforilacao de p70S6K e total de p70S6K. A massa muscular humida e massa corporal relativa ao peso foram significativamente maiores em 8,6% no grupo 12 sessoes (p<0,01) e significativamente maior em 10,7% no grupo 18 sessoes (p<0,01) quando comparados aos seus controles.

Alem disso apos 12 sessoes e 12 dias de destreinamento, a massa muscular e massa muscular relativa ao peso se manteve equivalente ao valores pos-treinamento.

A fosforilacao de p70S6K aumentou (p<0,05) apos uma sessao de treinamento e nao se mantem elevados logo apos realizados 12 ou 18 sessoes, alem disso, p70S6K foi aumentada (p<0,05) apos o periodo de 12 semanas de destreinamento (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Nao obstante, 12 sessoes de treinamento resistido aumentaram (p<0,05) o total de p70S6K e 12 dias de destreinamento tendem a diminuir (p<0,05) a p70S6K, (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Estes resultados demostram a capacidade do treinamento resistido em estimular ao aumento do musculo esqueletico e tambem da manutencao da massa total mesmo apos um periodo curto de destreinamento.

7 - Treinamento resistido na agua com whey proteins

No estudo de Haraguchi e colaboradores (2011), utilizando 32 ratos machos de linhagem Fischer (os autores nao informam a idade e a massa corporal inicial dos ratos), e divididos em 4 grupos: 1) Controle Sedentario (CS); 2) Controle Treinamento Resistido (CE); 3) Whey Proteins Sedentario (WS); 4) Whey Proteins Treinamento Resistido (WE). OS grupos CS e CE fizeram uso de racao padrao AIN-93M, tendo caseina como fonte proteica, e os grupos WS e WE fizeram uso de racao padrao enriquecida com Whey Proteins, em vez de Caseina.

Os ratos dos grupos CE e WE realizaram treinamento resistido em periodo de 8 semanas e frequencia de 5 vezes por semana em modelo de treinamento resistido em meio liquido, induzindo os animais a realizarem saltos em um recipiente circular correspondente a 150% do comprimento do animal.

O protocolo adotado foi o de 4 series de 10 saltos, com 1 minuto de intervalo entre series e a carga presa na calda correspondente a 25% da massa corporal e aumento de 5% por semana ate 55% da massa corporal nas ultimas duas semanas de treinamento resistido.

Ao final, foram analisados a ingesta de alimentos, peso corporal, peso do musculo gastrocnemio. A ingesta de alimentos foi menor com significancia estatistica (p=0,002) nos grupos que realizaram treinamento resistido, e esta nao foi modificada pelo tipo de dieta conforme podemos entender com base no valor do teste estatistico (p=0,382).

Em relacao ao peso corporal e o peso do musculo gastrocnemio, estes apresentaram aumentos similares quando comparados ao momento inicial em todos os grupos, porem, o grupo CE apresentou valores menores quando comparados aos outros grupos, com significancia estatistica de (p=0,032) para peso corporal quando visto a influencia de dieta versus treinamento e para o musculo (p=0,032) de influencia da dieta e (p=0,046) quando avaliado a influencia do treinamento resistido.

Esses achados demostram a eficiencia da dieta enriquecida com Whey Proteins em manter um aumento regular na massa corporal e massa muscular, alem de prevenir sua diminuicao.

Em outro estudo de Haraguchi e colaboradores (2014), foram utilizados 32 ratos machos Fischer com aproximadamente 60 dias de idade e 110 gramas de massa corporal, divididos em quatro grupos: 1) Controle Sedentario (CS); 2) Controle Exercicio (CE); 3) Whey Proteins Sedentario (WS); 4) Whey Proteins Exercicio (WE), com um total de 8 ratos por grupo. Os grupos CE e WE realizaram treinamento resistido pelo periodo de 8 semanas e frequencia de 5 vezes por semana em modelo treinamento resistido em natacao.

Para isso, o protocolo adotado foi o de 4 series de 10 saltos em um recipiente circular correspondente a 150% do comprimento do animal, 1 minuto de intervalo entre series e a carga presa na calda correspondente a 25% da massa corporal e aumento de 5% por semana ate 55% da massa corporal nas ultimas duas semanas de treinamento. Os grupos CS e CE receberam racao padrao para roedores, e o grupos WS e WE receberam racao padrao modificada com Whey Proteins ao inves da proteina de controle.

Apos isso, foram avaliados ganhos de peso corporal, peso dos musculos gastrocnemio e extensor digitorum longus (EDL), alem da expressao genica das proteinas musculares MTOR, MURF-1 e MAFBX. O peso corporal e do musculo gastrocnemio e EDL foram similares nos grupos CS, WS e WE, porem maiores (p=0,021) do que o grupo CE.

Em relacao a expressao genica de MTOR, foi maior nos grupos que fizeram dieta com Whey Proteins, alem do grupo CE apresentar uma queda acentuada (p<0,05) quando comparado aos demais (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia). A expressao de MAFBX nao apresentou diferencas significativas entre grupo (p=0,115) e MURF-1 foi reduzida de forma significativa nos grupos que realizaram treinamento resistido (p<0,001) independente da dieta a base de Whey Proteins.

Estes resultados apontam que Whey Proteins contribui como uma ajuda nutricional diminuindo a expressao das vias de degradacao proteica e prevenindo a diminuicao das vias de sintese, entretanto os autores apontam limitacoes observadas no estudo, dentre elas, um n de representatividade baixa para o objetivo do estudo e os resultados demonstrados na especie de ratos utilizados nesse estudo (Fischer) podem nao refletir em resultados obtidos no musculo esqueletico em humanos.

8 - Treinamento resistido em esteira com whey proteins

Em estudo de Aparicio e colaboradores (2011), onde 96 ratos machos Wistar (os autores nao informam a idade, e massa corporal inicial dos ratos), foram submetidos a 12 semanas de treinamento resistido em esteira com velocidade constante de 40 cm/s e carga presa na calda entre 55% e 90% de 1RM, em superficie plana e estavel, a uma frequencia de 3 a 4 vezes semanais.

Os ratos foram randomizados em 4 grupos:

1) ingesta normal de proteina e sedentario;

2) ingesta normal de proteina e treinamento resistido;

3) ingesta alta de proteina sedentario;

4) ingesta alta de proteina e treinamento resistido.

Para os grupos de ingesta normal de proteina foi considerada a quantidade de 11,7% de proteina diaria e para os grupos de quantidade alta foi considerado o valor de 44,3% de proteina diaria, utilizando Whey Proteins como a unica fonte de proteina.

Apos o periodo experimental o peso corporal no grupo que realizou treinamento resistido e baixo consumo de proteina foi menor (p<0,01) quando comparado aos grupos sedentario e alto consumo de proteina.

Alem disso, o peso dos musculos quadriceps e gastrocnemio foram maiores (p<0,01) nos grupos que fizeram alto consumo de proteina, e para o grupo que realizou treinamento e alto consumo de proteina.

9 - Treinamento aerobio na agua sem whey proteins

No estudo de Medeiros e colaboradores (2010), foram utilizados ratos Wistar, machos com 4 semanas de idade (os autores nao informam o peso corporal inicial dos animais) e foram divididos em quatro grupos com 6 animais cada: 1) grupo controle, alimentados com dieta padrao; 2) grupo controle treinamento aerobio alimentados com dieta padrao para roedores; 3) grupo obeso sedentario, alimentados com dieta rica em gordura por dois meses; 4) grupo obeso treinado, submetido a dieta rica em gordura e treinamento aerobio.

Apos isso os animais realizaram protocolo de treinamento aerobio que teve duracao de 12 semanas, frequencia de 5 vezes por semana e cada sessao consistia em 1 hora de natacao com carga de 5% da massa corporal presa na calda do animal. Foram avaliados a massa corporal final, alem da fosforilacao de MTOR, AKT, p70S6K, S6, 4E-BP1, FOXO1, e Atrogin-1 (MAFBX) no musculo cardiaco.

Em relacao a massa corporal dos grupos submetidos a obesidade por dieta rica em gordura apresentaram maiores valores (p<0,05) quando comparados aos grupos controle (os autores informam a significancia, porem nao descrevem o valor de p). A fosforilacao de AKT foi 3,3 vezes menor (p<0,05) no grupo obeso sedentario quando comparado ao controle, e uma diminuicao (p<0,05) de 2,3 vezes quando comparado ao grupo obeso que realizou treinamento aerobio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Em adicao, a fosforilacao de MTOR foi reduzida (p<0,05) 2,7 vezes no grupo obeso sedentario quando comparado ao grupo controle sedentario e o grupo obeso que realizou treinamento aerobio teve fosforilacao de MTOR 2 vezes maior (p<0,05) quando comparado ao seu respectivo grupo controle (os autores informam a significancia, porem nao descrevem o valor de p).

A fosforilacao de p70S6K e S6 foi 2,2 e 2,6 vezes menor (p<0,05) respectivamente, no grupo obeso sedentario quando comparado ao grupo controle sedentario, alem disso, no grupo obeso que realizou treinamento aerobio, a fosforilacao de p70S6K e S6 foi 1,6 e 1,9 vezes maior (p<0,05) respectivamente, quando comparado ao grupo obeso sedentario (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Alem disso, no grupo obeso sedentario, a fosforilacao de 4E-BP1 foi 2,1 vezes menor (p<0,05) quando comparados ao grupo controle sedentario, e 1,4 vezes menor (p<0,05) do que o grupo obeso que realizou treinamento aerobio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Com relacao as proteinas relacionadas as vias de degradacao muscular, FOXO-1 teve uma reducao (p<0,05) de 2,1 vezes no grupo obeso sedentario quando comparado ao grupo controle sedentario, alem de um aumento (p<0,05) de 1,7 vezes no grupo obeso que realizou treinamento aerobio quando comparado ao seu respectivo grupo sedentario (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Por outro lado, a fosforilacao de Atrogin-1 foi 3,5 vezes maior (p<0,05) no grupo obeso sedentario quando comparado ao grupo controle sedentario, alem disso o treinamento aerobio nos animais obesos reduziu (p<0,05) 2,1 vezes a fosforilacao de Atrogin-1 quando comparados aos animais obesos sedentarios (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

10 - Treinamento aerobio na agua com whey proteins

Em estudo feito por Chen e colaboradores (2013), no qual utilizaram 40 camundongos machos (os autores nao informam o peso corporal inicial dos camundongos), randomizados em 4 grupos de 10 camundongos cada: 1) Sedentario Controle (SC); 2) Suplementado com Whey Proteins (SC+WP); 3) Treinamento Aerobio (ET); 4) Treinamento Aerobio e Suplementacao de Whey Proteins (ET+WP).

Sendo assim, realizaram treinamento de natacao os grupos ET e ET+WP por um periodo de 6 semanas, com frequencia de 3 a 5 vezes por semana e 60 minutos de duracao, com carga de 1 a 3% do peso corporal. Os grupos SC+WP e ET+WP receberam suplementacao de WP via oral 30 minutos apos a sessao de treinamento, com dose de 4,1g.[kg.sup.-1] do peso corporal.

Apos isso foi feita a analise da massa corporal, massa muscular absoluta e relativa (que inclui os musculos gastrocnemio e soleo). A massa corporal foi significativamente menor (p=0,0283) no grupo ET+WP quando comparado ao grupo ET e tambem significativamente menor (p=0,0021) para os animais que realizaram treinamento quando comparados aos sedentarios.

Em relacao a massa muscular, esta foi significativamente menor (p=0,038) em ET+WP quando comparado aos outros grupos. Alem disso, a massa muscular relativa (%) foi menor (p=0,0253) em cerca de 2,9% e 3,0% em ET+WP quando comparado a SC e ET isoladamente com significancia estatistica, respectivamente. Nesse caso, o tipo de exercicio e sua duracao deve ter sido fator determinante no nao aumento da massa muscular esqueletica, quando comparado aos demais grupos.

11 - Treinamento aerobio em esteira sem whey proteins

No estudo de Bae e colaboradores (2016), foram utilizados 60 ratos Sprague Dawley machos (os autores nao informam a idade, e massa corporal inicial dos ratos). Apos uma semana de adaptacao foram randomizados e dois grupos para inducao a obesidade atraves de dieta rica em gordura: 1) grupo controle (CO) fazendo dieta normal com 12% de gordura; 2) e grupo com dieta rica em gordura (HF) com 40% de gordura, por um periodo de 15 semanas. Ao final, o grupo HF apresentou peso corporal maior (p<0,05) quando comparado ao grupo CO, (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Apos este periodo de inducao a obesidade os grupos foram subdivididos:

1) Controle (CO);

2) controle e treinamento aerobio (COT);

3) dieta rica em gordura (HF);

4) dieta rica em gordura e treinamento aerobio (HFT);

5) grupo que volta a dieta normal (HFND);

6) grupo que volta a dieta normal e realiza treinamento aerobio (HFNDT), cada grupo com 10 ratos cada, foram submetidos a um treinamento aerobio em esteira por um periodo de 8 semanas, com frequencia de 5 vezes por semana, duracao de 40 minutos por sessao e velocidade variando entre 5 e 22m/min.

Apos o periodo de treinamento aerobio os ratos foram avaliados com relacao ao peso corporal e fosforilacao de MTOR, MTORC-1 e MTORC-2. O peso corporal apos 8 semanas de treinamento aerobio e mudanca na alimentacao foi menor (p<0,5) em CO, CT, HFT, HFND e HFNDT quando comparados a HF, demostrando a eficiencia do treinamento aerobio e do retorno a dieta normal na reducao do peso corporal (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Em relacao a fosforilacao de MTOR, esta foi menor (p<0,05) no grupo HF quando comparado aos demais grupos (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia), alem disso MTOR no grupo CO foi significativamente maior quando comparado a COT (p<0,05) (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A fosforilacao de MTORC-1 foi maior (p<0,05) em HF quando comparado aos outros grupos (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia), alem de que foi menor (p<0,05) nos grupos HFND e HFNDT quando comparados a HFT (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

O complexo MTORC2 apresentou fosforilacao maior (p<0,05) nos grupos CO, COT e HFNDT quando comparados a HF (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Os resultados demonstram uma contribuicao negativa das dietas ricas em gordura sobre os marcadores dos mecanismos das vias sintese proteica do musculo esqueletico, alem de demonstrar um papel protetor do exercicio aerobio sob essas vias.

12 - Treinamentos combinados sem whey proteins

No estudo de Wang e colaboradores (2009), foram avaliados camundongos, machos, da linhagem C57BL/6J (o autor nao informa a idade e massa corporal inicial dos camundongos). Os camundongos foram submetidos a doenca renal cronica atraves de uma nefrectomia subtotal, no qual foi realizada a retirada do rim direito e excisao dos dois polos do rim esquerdo. Os camundongos realizaram dois tipos de treinamento: treinamento resistido e treinamento aerobio e em cada tipo de treinamento, foram alocados 4 grupos contendo de 6 a 9 camundongos.

Para o treinamento resistido obtiveram os seguintes grupos:

1) grupo controle (n=6);

2) Grupo sobrecarga muscular (n=6);

3) grupo com doenca renal cronica (n=9);

4) doenca renal cronica e sobrecarga muscular (n=9).

Para o treinamento aerobio foram divididos os seguintes grupos:

1) grupo controle (n=6);

2) Grupo treinamento aerobio (n=6);

3) grupo com doenca renal cronica (n=9);

4) doenca renal cronica e treinamento aerobio (n=6).

Em relacao aos camundongos que realizaram treinamento aerobio, antes da nefrectomia estes realizaram treinamento em esteira com velocidade 15m/min e um aumento progressivo ate alcancar a velocidade de 30m/min. E apos 2 semanas de treinamento os ratos foram submetidos a nefrectomia, e apos uma semana de recuperacao continuaram realizando treinamento aerobio diariamente a velocidade de 30m/min durante 2 semanas.

Em adicao, modelo de treinamento resistido utilizado foi o de sobrecarga muscular, no qual o musculo plantar foi sobrecarregado com a retirada dos musculos gastrocnemio e soleo. A retirada dos musculos foi realizada apos 1 semana da nefrectomia. Os camundongos permaneceram nessa condicao por duas semanas, e ao final o musculo plantar foi removido para as analises.

Apos isso foi avaliado as massas corporal e do musculo plantar, alem da fosforilacao de AKT, FOXO-1, MTOR e p70S6K. A massa corporal nao diferiu (p<0,05) entre grupos e entre tipos de estimulo. A massa do musculo plantar nos camundongos normais que realizaram treinamento em esteira ou sobrecarga muscular foram maiores (p<0,05) do que quando comparados aos grupos controles (os autores informam a significancia, porem nao descrevem o valor de p).

Alem disso, a massa do musculo plantar nos camundongos com doenca renal cronica submetidos a sobrecarga muscular foi 67% maior (p<0,05) do que nos camundongos com doenca renal cronica nao sobrecarregados e os camundongos com doenca renal cronica que realizaram treinamento aerobio na esteira nao diferiram (p<0,05) nos pesos do musculo plantar quando comparado ao grupo que nao realizou treinamento aerobio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Com relacao a fosforilacao de AKT foi diminuida (p<0,5) nos ratos induzidos a doenca renal cronica, e ambos modelos de treinamento reverteram esse efeito provocando um aumento (p<0,5) da fosforilacao de AKT nos ratos com doenca cronica ao patamar dos camundongos controle (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A fosforilacao de p70S6K aumentou (p<0,01) cerca de 5 vezes nos camundongos com sobrecarga muscular comparados ao grupo controle, alem disso, ratos com doenca renal cronica a sobrecarga muscular aumentou (p<0,01) a fosforilacao de p70S6K diminuidos pela inducao a doenca renal cronica.

Ademais, a fosforilacao de MTOR apresentou comportamento semelhante onde foi diminuida (p<0,05) no musculo de camundongos com doenca renal cronica e a sobrecarga muscular reverteu (p<0,01) a supressao da MTOR.

Em contrapartida, o treinamento aerobio nao conseguiu reverter o decrescimo (p<0,05) da fosforilacao de p70S6K e MTOR provocado pela inducao a doenca renal cronica. A fosforilacao de FOXO-1 diminuiu (p<0,05) em camundongos com doenca renal cronica e foi revertida em aumento (p<0,05) pelos dois tipos de estimulo, tanto aerobio quanto o de sobrecarga muscular (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Estudo feito por Furrer e colaboradores (2013), utilizou 30 ratos Wistar, femeas, 10 semanas de idade, e peso corporal inicial de aproximadamente 211 gramas, objetivou avaliar a resposta do treinamento de potencia em fibras musculares de alta ou baixa capacidade oxidativa, combinadas com treinamento aerobio.

Para isso os ratos foram divididos em 3 grupos:

1) controle sedentario;

2) treinamento de potencia;

3) treinamento de potencia mais treinamento aerobio.

O periodo de treinamento teve duracao de 6 semanas. O treinamento de potencia consistiu em 10 corridas com duracao de 15 segundos em velocidade maxima e 3 minutos de recuperacao entre corridas; e o protocolo de treinamento aerobio consistiu em 10 a 45 minutos de duracao, com 0 a 10% inclinacao e 16- 26m/min de velocidade.

O grupo que realizou o combinado dos dois tipos de treinamento, realizou o treino de potencia e posterior treino aerobio, com 8 horas de intervalo entre estimulos.

Foram avaliados a massa corporal, massa do musculo gastrocnemio e expressao de MURF-1 e MAFBX. A massa do musculo gastrocnemio ao final do periodo de treinamento apresentou tendencia de aumento (p=0,065) cerca 8% da massa total maior no grupo que realizou treinamento de potencia quando comparado ao controle.

Alem disso, nas fibras de maior capacidade oxidativa a expressao de MURF-1 foi maior (p=0,045) no grupo treinamento de potencia, quando comparado ao grupo que realizou treinamento aerobio adicional.

Ja nas fibras de baixa capacidade oxidativa a expressao de MURF-1 continuou maior (p=0,010) no grupo treinamento de potencia, quando comparado ao grupo que realizou treinamento aerobio adicional.

A expressao de MAFBX nao apresentou diferencas (p<0,5) quando realizada a comparacao entre grupos ou entre tipos de fibras (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A realizacao de um treinamento aerobio nesse desenho de estudo, contribuiu para a diminuicao (p<0,5) da expressao de MURF-1 provocada por treinamento de potencia, porem nao foi suficiente para aumentar (p<0,5) a hipertrofia muscular (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Estudo de Liu e colaboradores (2013), utilizando 30 camundongos C57BL/6, machos, 4 semanas de idade (os autores nao informam a massa corporal inicial dos animais), o estudo objetivou determinar os mecanismos pelo quais o treinamento aerobio promove diminuicao da resistencia a insulina promovida por lipidios, alem de verificar a funcao de AMPK/MTOR na mediacao dessa resposta no musculo esqueletico.

Os camundongos foram divididos em 2 grupos inicialmente: 1) controle (n=10); 2) dieta rica em gordura (n=20), durante 10 semanas. Na sexta semana os camundongos do grupo dieta rica em gordura permaneceram com a mesma dieta, porem foi randomizado em outros 2 grupos: 1) dieta rica em gordura controle; e 2) dieta rica e gordura treinamento aerobio.

O protocolo do grupo treinamento aerobio consistiu em esteira rolante, frequencia semanal de 5 vezes por semana e intensidade incialmente 50% do VO2 maximo e duracao de 20 minutos, e nas semanas subsequentes 75% VO2 maximo e duracao 60 minutos.

Foram avaliados a massa corporal, e fosforilacao de AKT, AMPK e S6K, e massa corporal aumentou (p<0,05) no grupo da dieta rica em gordura ao final de 6 semanas, mas foi revertido pelo treinamento aerobio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A expressao de AKT foi menor (p<0,05) no grupo com dieta rica em gordura, mas a realizacao de treinamento aerobio por 6 semanas promoveu aumento (p<0,05) de sua atividade (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Alem disso, a fosforilacao de AMPK foi aumentada (p<0,05) no grupo de alto consumo de gordura, entretanto esse efeito foi revertido pelo treinamento (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Ademais o treinamento aerobio interferiu bloqueando o aumento (p<0,05) da expressao de S6K provocado pela dieta rica em gordura sobre a expressao de S6K, e o aumento (p<0,05) de S6K no musculo foi de aproximadamente 30% provocado pela dieta rica em gordura, porem foi normalizado pelo treinamento aerobio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Estudo feito por Ogasawara e colaboradores (2014b), utilizaram 10 ratos Sprague Dawley machos (os autores nao informam a idade, e massa corporal inicial dos ratos), foram randomizados em dois grupos: 1) 1 sessao de treinamento resistido; 2) 18 sessoes de treinamento resistido. A sessao de treinamento resistido consistia em modelo de estimulacao eletrica com 5 series de 5 contracoes com duracao de 5 segundos cada e intervalo de 5 minutos entre series, realizado no musculo gastrocnemio direito com uma voltagem de aproximadamente 30V e frequencia de 60Hz, ajustado para a maxima contracao isometrica, e o musculo gastrocnemio esquerdo foi utilizado como controle interno.

O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito do treinamento resistido sobre a atividade de MMP-2 e MMP-9 que sao enzimas proteoliticas dependentes de calcio e zinco, responsaveis pela matrix extracelular. Alem disso, as MMPs em concentracao elevada podem ativar positivamente a via AKT/MTOR proporcionando hipertrofia, entretanto em concentracoes menores potencializam o processo de atrofia.

Apos o periodo de treinamento resistido, foram avaliados o percentual de miosina de cadeia pesada, alem da atividade de MMP-2 e MMP-9. Dezoito sessoes de treinamento resistido provocaram aumento (p<0,05) de aproximadamente 10% no percentual de fibras do tipo IIx e IIb quando comparados ao grupo que realizou apenas uma sessao (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

A atividade de MMP-2 e MMP-9 teve aumento (p<0,05) com apenas uma sessao de treinamento resistido, alem da atividade de MMP-9. Alem disso, a atividade de MMP-9 teve aumento (p<0,05) semelhante com 18 sessoes, porem varias sessoes de estimulo amortizaram a atividade de MMP-2 (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Estudo feito por Sudo e colaboradores (2015), utilizaram ratos machos da linhagem Wistar (os autores nao informam idade, e massa corporal inicial) no qual realizaram treinamento resistido em modelo de contracao involuntaria atraves de estimulacao excentrica com cargas eletricas (ECC) com carga de 4 a 10V, 100Hz de frequencia, 4msec de duracao do pulso e 0,7 seg de duracao, seguidos de 2,3 seg de intervalo, a sessao de exercicio consistia em 40 repeticoes, alem de que esse modelo de exercicio foi realizado em combinacao com restricao de fluxo sanguineo (BFR). Estes animais foram divididos em 4 grupos: 1) ECC sem BFR; e tres grupos com diferentes pressoes de restricao: 140, 160 e 200 Torr.

Os autores avaliaram atraves de western blot a fosforilacao de S6K1 nos grupos controle e nos que realizaram ECC com BFR a 200 Torr. A fosforilacao de S6K1 foi maior nos grupos que que realizaram ECC somente e ECC com BFR 200 Torr quando comparados aos grupos controles (p<0,01), mas nao apresentou diferencas estatisticas significativas entre esses dois grupos, mostrando que o exercicio realizado com BFR tem um potencial de estimulos de mecanismos de hipertofia no mesmo nivel do que esse exercicio realizado apenas com ECC.

Com o objetivo de avaliar as repostas do musculo esqueletico ao treinamento resistido e treinamento aerobio em um modelo experimental de caquexia induzida por cancer, Khamoui e colaboradores (2016), utilizaram 49 camundongos Balb/c mice femeas, distribuidos em 3 grupos: 1) Controle; 2) Treinamento Resistido (TR); 3) Treinamento aerobio (TA).

Desta forma, os camundongos realizaram treinamento resistido com duracao de 8 semanas, com frequencia de 3 vezes por semana, em modelo de subida em escada para o grupo TR, com carga inicial de 50% da massa corporal e aumento semanal de 10% com 5 series de 3 repeticoes e 1 a 2 minutos de intervalo entre series. O grupo TA realizou treinamento resistido de 5 vezes por semana, com duracao de 60 minutos por sessao em esteira ergometrica a uma velocidade media de 6,5m/min.

Apos o periodo de 8 semanas metade dos animais de cada grupo foram inoculados com celula tumoral (colon-26 ou C26), para induzir caquexia e seguiram mais 3 semanas de treinamento. A distribuicao dos grupos ao final ficou da seguinte forma: Controle, C26, TA, TA+C26, TR e TR+C26.

Foram avaliados composicao corporal, massa muscular de gastrocnemio e musculo plantar, alem da expressao genica de Atrogin-1, MURF-1, AKT e MTOR.

Com relacao a composicao corporal, os camundongos C26 sofreram declinio significativo de 8% na massa corporal (p=0,006) e tambem de forma significativa de 33% na massa gorda (p=0,002) quando comparados ao controle. Os camundongos de TA e TR tiveram perdas significativas (p=0,003) com relacao ao tempo sobre a massa corporal, diminuindo 6% em TA e 3% em TR (p=0,02), alem disso TA apresentou queda de 10% na massa gorda (p=0,002).

Com relacao a comparacao entre C26, TA+C26 e TR+C26, ao longo do tempo C26 apresentou perda de 8% (p=0,006), 18% em AT+C26 (p=0,001) e 15% em TR+C26 (p=0,01), quando comparados ao grupo controle.

Apos o treinamento resistido, os grupos TA+C26 e TR+C26 apresentaram perdas significativas de 13% e 14% na massa corporal (p=0,001). A massa de gordura apresentou perdas significativas em todos os grupos no decorrer do tempo (C26: -33%, (p=0,002); TA + C26: -40%, (p=0,016); TR + C26: -40%, (p=0,007), com excecao do grupo controle (p>0,05) (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Alem disso, nao foi verificado nenhuma diferenca (p>0,05) para os valores de massa magra (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia), quando comparados ao controle, C26 apresentou ou perda (p<0,05) na massa do gastrocnemio e plantar (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Entre controle, TR e TA, nao houve diferencas (p<0,05) (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia). na massa muscular do gastrocnemio (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia), porem o musculo plantar foi significativamente maior (p<0,05) em TR quando comparado ao controle e TA (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

Com relacao aos mecanismos de sinalizacao de sintese proteica no musculo esqueletico, nao houve diferenca (p<0,05) na expressao genica das E3 ligases MURF-1 e atrogin-1, AKT e MTOR em C26 quando comparados ao controle (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

O grupo TA+C26 apresentou alteracao significativa (p=0,02) em valores 32% maiores para MTOR fosforilado quando comparado a C26.

13 - Treinamentos combinados com whey proteins

No estudo de Nunes e colaboradores (2013), foram avaliados 32 ratos Wistar machos, 90 dias de idade (os autores nao informam a massa corporal inicial), divididos em quatro grupos: Treinamento mais Suplementacao de Whey Proteins (TRW); Sedentario mais Suplementacao de Whey Proteins (SEDW); Treinamento (TR); e Sedentario (SED).

Estes ratos foram submetidos a um protocolo de treinamento resistido por 8 semanas, com frequencia de 4 vezes semanais, em aparato de agachamento com estimulacao eletrica de baixa intensidade (4-5mA com 0,3 segundos de duracao e 3 segundos de intervalo entre cada repeticao).

Apos um periodo de adaptacao e teste de uma repeticao maxima (RM) os animais realizaram sessoes com 4 series de 10 a 12 repeticoes com carga de 65% a 75% de 1 RM e 90 segundos de pausa entre series.

Alem disso, os grupos suplementados receberam dose de 1,8g.[kg.sup.-1] de Whey Proteins diluidos em agua destilada por gavagem imediatamente apos a sessao de treinamento resistido.

A massa corporal, nao demonstrou diferencas entre grupos, apresentando p>0,05), entretanto os valores para o teste de 1RM para os grupos que realizaram treinamento resistido foram maiores em comparacao aos grupos sedentarios (p<0,05) mas nao diferiu na condicao de suplementacao (os autores nao descrevem o valor de p, apenas o de significancia).

CONCLUSAO

A pesquisa experimental com ratos e camundongos e de extrema importancia para o estudo do exercicio e treinamento fisico. Em relacao ao estudo das vias de sintese e degradacao proteica, foi possivel observar a utilizacao de diferentes modelos experimentais e tipos de estimulo.

Os modelos de treinamento resistido sao mais eficientes para o estimulo de hipertrofia muscular. Porem, nao existe uma padronizacao sobre o modelo mais adequado, sua frequencia semanal, duracao de estudo e intensidade de carga do exercicio para se obter maior estimulo sobre a sintese proteica.

Alem disso, a suplementacao de whey proteins tambem e um estimulador da sintese proteica, porem nao ha um consenso em relacao aos procedimentos experimentais dos diferentes estudos. Isso devido aos diferentes tipos de administracao, seja por manipulacao da racao ou pelo metodo de gavagem, alem das diferencas entre tipos de proteina e doses aplicadas nos diferentes estudos.

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Recebido para publicacao 16/08/2018

Aceito em 27/01/2019

Raphael Furtado Marques (1,2), Antonio Coppi Navarro (1,2), Marcos Roberto Campos de Macedo (2,3) Alanna Joselle Santiago Silva (2,3), Francisco Navarro (1,2,3)

(1-)Programa de Pos-Graduacao em Educacao Fisica na Universidade Federal do Maranhao-PPGEF/UFMA, Sao Luis-MA, Brasil.

(2-)Laboratorio de Fisiologia e Prescricao do Exercicio do Maranhao-LAFIPEMA, Sao Luis-MA, Brasil.

(3-)Programa de Pos-Graduacao em Saude do Adulto-PPGSAD na Universidade Federal do Maranhao, Sao Luis-MA, Brasil.

E-mail dos autores:

marques.raphaf@gmail.com

ac-navarro@uol.com.br

marcos.rmacedo@hotmail.com

alanna.santiago.s@gmail.com

francisconavarro@uol.com.br

Endereco para correspondencia:

Estrada de Ribamar, SN, Condominio Praias

Bellas, bloco 3a, apto. 101.

Bairro Saramanta, Sao Jose de Ribamar, MA.

CEP: 65110-000.
Quadro 1 - Resultado quantitativo das palavras de busca.

Palavras de busca      Periodicos  Bireme/    Bireme/   Pubmed
                       Capes       Mediline   Lilacs

Treinamento de Forca    699         2902       773       26331
Treinamento resistido   183            2       183       14937
Treinamento Anaerobio    14          234       102        3434
Total parcial           896            3.138     1.058       48.702
Total                                                        55.113

Palavras de busca      Scielo  Scielo.  Redib  Dialnet
                       . org   br

Treinamento de Forca    364    41       384    245
Treinamento resistido    85    22        60     73
Treinamento Anaerobio    11     2         8     14
Total parcial           460    65       462    332
Total
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Author:Marques, Raphael Furtado; Navarro, Antonio Coppi; de Macedo, Marcos Roberto Campos; Silva, Alanna Jo
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2019
Words:14771
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