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ESTRATEGIAS NUTRICIONAIS PARA MANIPULACAO DA CONCENTRACAO DE COLESTEROL NO OVO DE POEDEIRAS COMERCIAIS.

1 Introducao

O ovo e um alimento de elevado valor biologico, devido a sua inigualavel composicao bromatologica, onde estao balanceados nutrientes essenciais, com destaque para os aminoacidos, vitaminas lipossoluveis, lipideos e minerais. Segundo Oba et al. (2005) a fracao lipidica do ovo corresponde a 33% do peso da gema, sendo seus principais componentes os triglicerideos, os fosfolipideos, os acidos graxos livres e o colesterol. Este ultimo tem recebido atencao particular por parte da comunidade cientifica devido a sua importancia na saude coletiva por ser associado aos fatores de cardiopatias e aterosclerose. Por isso, durante anos o ovo foi considerado um alimento restritivo as pessoas com dislipidemias, e consequentemente isso teve impacto negativo sobre o consumo per capita do produto.

O perfil lipidico dos ovos e influenciado por fatores como: genetica, idade, alimentacao e tipo de gordura dietetica (AUSTIC, 1994). Em consequencia disso, inumeras pesquisas foram desenvolvidas com o objetivo de alterar a composicao do ovo, em particular na reducao da concentracao de colesterol na gema, a partir da manipulacao dietetica das aves. A estrategia se concentra na inclusao de aditivos ou nutrientes que interfiram na absorcao ou biossintese do colesterol sem que haja prejuizos na producao e qualidade dos ovos comerciais.

Dentre as pesquisas realizadas destaca-se a inclusao dietetica das cinzas de carvao vegetal (FANCHIOTTI et al., 2010), minerais e probioticos (OBA et al., 2005), fontes de oleo (MURATA et al., 2003; COSTA et al., 2008), materias primas da racao (KOVACS et al., 2000) e ate farmacos (MORI et al., 2000). Entretanto os resultados sao controversos devido a complexa interacao entre os balancos de colesterol endogeno e dietetico que sao excretados pelo intestino, reciclados ou destinados a deposicao na gema do ovo. Muito embora as principais referencias sobre o tema datam decadas passadas elas sao fundamentais para nortear futuros estudos que elucidem as lacunas do conhecimento ainda nao fundamentadas pela ciencia. A fim de compreender melhor os mecanismos de deposicao do colesterol no ovo a partir de resultados experimentais foi elaborada esta revisao de literatura.

2 Revisao de literatura

2.1 O colesterol

O colesterol (3-hidroxi-5,6-colesteno) pertence a classe dos lipidios derivados, isto e, substancias obtidas pela hidrolise de outros compostos lipidicos. O colesterol pertence ao grupo dos terpenoides, os quais sao polimeros do isopreno e faz parte do grupo dos esteroides, nome generico dados aos lipidios que contem o nucleo ciclopentanoperidrofenantreno (KLASING, 1998), como ilustrado na Figura 1.

Os esterois sao componentes nao-glicerideos presentes nos oleos vegetais e gorduras animais. Sao alcoois cristalinos com elevado ponto de fusao e estrutura complexa, sendo o colesterol o principal esterol de origem animal e os fitosterois, esterois do reino vegetal (MORETTO & FETT, 1998). Segundo Maynard et al. (1984), o colesterol e um dos mais importantes esterois do organismo animal, podendo ser encontrado nos tecidos, no sangue, na bile, nas gorduras, no ovo, na manteiga e na lanolina da la, sendo suas principais funcoes:

* Importante componente da membrana plasmatica das celulas;

* Influencia na permeabilidade e integridade celular;

* Participa na formacao dos acidos biliares;

* Sintese de hormonios esteroides, adrenais e da vitamina D3.

Assim como no organismo dos mamiferos, a molecula de acetil-CoA e, no organismo das aves, a fonte doadora de atomos de carbono para a sintese do colesterol. Do mesmo modo, o processo de formacao da molecula do colesterol envolve a sintese do lanosterol e a sintese do colesterol propriamente dito (GRIMINGER, 1986).

Nas aves as lipoproteinas, chamadas protomicrons (d<1,006), sao absorvidas no sistema porta-hepatico e enviadas diretamente a corrente sanguinea (SHAFEY, 2001). Nos mamiferos os quilomicrons (d<0,96) sao transportados pelo sistema linfatico intestinal. Porem, em ambos o principal sitio de sintese do colesterol ocorre no figado. As lipoproteinas encontradas no plasma sanguineo das aves domesticas sao as de densidade muito baixa (VLDL e protomicrons), as de baixa densidade (LDL), as de alta densidade (HDL) e as de densidade muito alta (VHDL ou vitelogeninas--VTG). Segundo Nimpf e Schneider (1991), o colesterol plasmatico e transportado via VLDL e depositado nos foliculos em desenvolvimento por endocitose via receptor (apoproteina B) localizado na membrana plasmatica dos ovocitos.

Aproximadamente metade do colesterol do corpo e obtido atraves da biossintese de novo, chamado turnover. A biossintese do colesterol ocorre no citoplasma e nos microssomos a partir do carbono "2" do grupo acetato da acetil-CoA. O processo tem seis passos principais:

1. As acetil-CoA's sao convertidas para 3-hidroxi-3-metilglutaril-CoA (HMG-CoA);

2. A HMG-CoA e covertida a mevalonato;

3. O mevalonato e convertido para a molecula base de isopreno chamada, Pirofosfato de Isopentenil (IPP), com a concomitante perda de C[O.sub.2];

4. IPP e convertido a esqualeno;

5. Esqualeno e convertido a lanosterol;

6. Lanostetol e convertido a colesterol.

Na avicultura de postura, as aves sao alimentadas com racoes isentas de colesterol, dessa forma, a maior quantidade do colesterol do ovo, e dos tecidos, tem origem endogena. Porem, quando ha adicao de colesterol a racao, a sua biossintese hepatica e reduzida e, com isso, aumenta a excrecao fecal do colesterol, sem alterar a sintese ovariana. Segundo Bitman & Wood (1980), a taxa de deposicao de colesterol na gema reduz com o aumento na producao e no tamanho do ovo. Embora o colesterol presente na gema do ovo seja sintetizado no figado e transportado via corrente sanguinea na forma de lipoproteinas, a concentracao do colesterol plasmatico nao esta estritamente associada com a concentracao de colesterol da gema. Alem disso, estudos in vitro demonstraram que as membranas ao redor do ovario sintetizam colesterol a partir do acetato (SUTTON et al., 1984).

O colesterol e prontamente transferido do sangue atraves das membranas ovarianas para o desenvolvimento do oocito e que maior parte, senao todo, o colesterol da gema do ovo e oriundo do sangue. Testes in vitro demonstram que a biossintese de lipidios nos tecidos ovarianos contrasta marcadamente com a que ocorre no figado. A origem da maioria dos lipidios encontrados na gema ovo, incluindo o colesterol e o figado (NABER, 1983).

A producao de ovos requer a deposicao de grande quantidade de lipidios na gema, principalmente no inicio da ovulacao. Os lipidios da gema sao sintetizados no figado e sob influencia do estrogenio e progesterona sao transferidos do sangue para os foliculos ovarianos. Esses lipidios da gema podem ser de dois tipos: lipoproteinas e vitelogeninas. Na galinha, as lipoproteinas contribuem aproximadamente com 95% dos lipidios da gema. O figado sintetiza e secreta triacilglicerol e fosfolipidios, em especial a lipoproteina VLDL (lipoproteina de densidade muito baixa) que apresenta caracteristicas bioquimicas e estrutura unica para atuar no ovario (WALZEN, 1996).

Essa lipoproteina tem a metade do tamanho normal da molecula VLDL e possui a apoproteina VLDL II em sua superficie, tornando-se um substrato ruim para a lipase lipoproteica. Consequentemente, os triacilglicerois ligados a VLDL nao sao bem utilizados pelo musculo esqueletico ou tecido adiposo. Esse tamanho reduzido permite a passagem atraves da lamina granulosa basal do foliculo ovariano e liga-se ao receptor da apolipoproteina-B na oolemma. O processo de incorporacao dos lipidios do sangue para a gema ocorre por endocitose (KLASING, 1998).

A acao seletiva da lamina basal do foliculo ovariano previne o aumento dos protomicrons que chegam atraves da dieta. Essa combinacao entre a ultraestrutura folicular e tamanho da VLDL II, permite que a gordura dietetica seja modificada no figado e, prioritariamente, incluida na gema, permitindo melhor controle das caracteristicas dos lipidios da gema pela femea. Essa modificacao hepatica nao e completa, e a composicao dos lipidios da gema sao reflexos da dieta, especialmente no conteudo de PUFA's (NOBLE et al., 1996). A Figura 2 ilustra resumidamente o metabolismo do colesterol na ave e a deposicao na gema do ovo.

A vitelogenina e uma proteina sintetizada pelo figado da poedeira que se complexa com os fosfolipidios e colesterol. Essa lipoproteina e aumentada para o desenvolvimento do oocito e sua clivagem fornece fosfovitina e lipovitelina. A intensa sintese de lipoproteinas pelo figado ocorre rapidamente, sendo essa mobilizacao dos hepatocitos, resultando em um temporario aumento do tamanho do figado e da quantidade de lipidios fazendo com que a cor da gema seja alterada para o amarelo (JACKSON et al., 1977)

2.2 Estrategias empregadas na reducao do colesterol do ovo

A busca por melhor qualidade de vida tem levado a populacao modificar seus habitos, dentre eles uma alimentacao mais equilibrada e saudavel. Isso tem exigido do mercado modificacoes no perfil nutricional dos alimentos, como por exemplo, a reducao do teor de gordura saturada e do colesterol dos produtos de origem animal. Em convergencia a essa realidade, estudos tem sido conduzidos principal mente atraves da manipulacao das dietas dos animais, para atender as exigencias do mercado consumidor.

Durante muitos anos o ovo foi estigmatizado como potencializador de agravos a saude, principalmente as cardiopatias devido ao seu elevado teor de colesterol na gema. Entretanto esse sofisma foi desconstruido ao longo dos anos a partir dos resultados de pesquisas nos diferentes ambitos cientificos, em que, na verdade o consumo do ovo deve ser incentivado em funcao da sua incomparavel qualidade nutricional. Como qualquer outra fonte lipidica o ovo deve ter seu consumo restringido apenas aos grupos de pessoas que sejam portadoras de disfuncoes ou patologias metabolicas, como por exemplo, a hipercolesterolomia.

A composicao bromatologica do ovo e influenciada diretamente pela dieta da ave, porem, a manipulacao na concentracao de colesterol ainda controversa (COSTA et al., 2008). Por se tratar de um gameta apto a fecundacao, o ovo dispoe de mecanismos fisiologicos que garantem o equilibrio entre os seus componentes para que o desenvolvimento embrionario nao seja comprometido.

Sob o prisma zootecnico, a producao de ovos com baixa concentracao de colesterol, contemplara um mercado com amplo potencial a ser explorado, alem de agregar valor comercial ao produto. Desta maneira, estudos de viabilidade economica devem ser precedidos a fim de garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva em virtude de uma possivel reducao na produtividade de ovos.

Estudos conduzidos para verificar o efeito do perfil lipidico dietetico sobre a concentracao de colesterol na gema remetem aos anos de 1950 quando Fisher & Leveille (1957) concluiram que a gordura dietetica parece nao ter efeito sobre a deposicao de colesterol na gema do ovo. Posteriormente, Hargis et al. (1991) avaliaram o efeito de uma dieta contendo 3% de oleo de pescado e outra sem adicao de gordura e verificaram reducao significativa do colesterol na gema do ovo das poedeiras que consumiram a racao contendo oleo de peixe.

O colesterol dietetico exerce efeito marcante, em torno de 25%, sobre o conteudo de colesterol na gema do ovo. A inclusao de colesterol na racao provoca aumento significativo nos teores de colesterol na gema e nas excretas, e diminuicao na biossintese do colesterol endogeno a partir do acetato. O aumento da excrecao do colesterol via ovo e um mecanismo fisiologico que mantem a normocolesterolemia durante a ingestao de racoes com altos niveis de colesterol (SIM et al., 1980).

A quantidade e o tipo de acidos graxos presentes na dieta tem efeito marcante sobre o metabolismo dos esterois nas aves. A absorcao do colesterol dietetico pelas aves pode estar relacionada, com a composicao quimica do oleo ou gordura fornecidos na dieta. Adicionando 20% de oleo de soja, oleo de coco ou oleo de girassol nas dietas para poedeiras, Bartov et al. (1971) concluiram que a dieta contendo oleo de soja provocou menor concentracao de colesterol na gema. Do mesmo modo, Hirata et al. (1986) relataram que, embora o perfil de acidos graxos da gema seja marcadamente influenciado pelo fornecimento de racoes contendo diferentes fontes lipidicas (oleo de soja, oleo de coco, banha ou sebo), o teor de colesterol nao sofreu alteracao significativa.

Hodzic et al. (2005), estudando a possibilidade de modificar o nivel de colesterol total da gema de ovos por meio da suplementacao com diferentes gorduras (3% de oleo de peixe, 3% de oleo de palma e 3% de banha de porco), observaram que o colesterol total da gema e constante e pode ser influenciado somente em algumas condicoes, por exemplo, quando as poedeiras foram alimentadas com 3% de banha de porco.

Estudos conduzidos por Vilchez et al. (1991) indicam que outras aves domesticas apresentam mecanismos metabolicos semelhantes. Eles nao observaram diferencas significativas no teor de colesterol da gema, utilizando, nas racoes para codornas japonesas, 3% dos acidos palmitico (saturado), oleico (monoinsaturado) e linoleico (poliinsaturado). Shafey (1998) adicionou 20% de oleo de girassol na dieta para poedeiras e nao observou aumento significativo no teor de colesterol da gema.

Conforme ja discutido, o fornecimento de alimentos ricos em acidos graxos [omega]-3 ([alpha]-linolenico, eicosapentaenoico-EPA e docosahexaenoico-DHA) nas dietas para poedeiras, provoca modificacoes no perfil de acidos graxos da gema, tornando o ovo uma excelente fonte desses acidos graxos (BAUCELLS et al., 2000). Porem, inumeras pesquisas corroboram na assertiva de que nao ha reducao significativa na concentracao de colesterol na gema, independente da fonte lipidica fornecida as aves (MENDONCA JR. et al., 2000; MURATA et al., 2003; COSTA et al., 2008).

Os acidos graxos omega-3 e omega-6 apresentam efeitos hipocolesterolemicos e reduzem os niveis de lipoproteinas de baixa densidade (LDL), pois modificam a composicao das membranas celulares e das lipoproteinas e induzem o aumento das excrecoes biliar e fecal do colesterol, reduzindo a sintese das lipoproteinas de muito baixa densidade (VLDL) no figado, o que poderia ocasionar reducao do teor de colesterol no ovo (HARGIS & VAN ELSWYK, 1993). Considerando que apenas 21% do colesterol da gema encontram-se sob a forma esterificada, reducoes substanciais no colesterol somente seriam alcancadas mediante a modificacao na composicao das lipoproteinas sintetizadas no figado, que entram na formacao da gema.

2.3 Fibra vegetal

Diversas pesquisas tem sido conduzidas com a fibra dietetica no sentido de diminuir o colesterol do ovo, entretanto os resultados ao longo dos anos indicam nao ser possivel asseverar os reais efeitos das fontes de fibras sobre a reducao na concentracao de colesterol na gema. A fibra exerce influencia sobre o metabolismo do colesterol pela possivel combinacao com os sais biliares com diminuicao da absorcao do colesterol e pela reducao no tempo de permanencia da digesta no trato gastrintestinal, aumentando a excrecao do colesterol (VARGAS e NABER, 1984).

Os efeitos da inclusao de cinco diferentes fontes de fibra na dieta para codornas japonesas foram avaliados por Sutton et al. (1981). Foram incluidos de celulose pura e 6,25% de pectina pura. De acordo com os resultados obtidos, as dietas nao provocaram efeito significativo sobre o teor de colesterol na gema. Beyer e Jensen (1993) nao observaram alteracao significativa no teor de colesterol da gema apos a adicao de 20% de farinha de cevada na dieta para poedeiras. Alimentando poedeiras com uma dieta contendo 6,2% de fibra (37,70% de trigo + 37,70% de graos inteiros de arroz), Shafey et al. (1998) observaram queda significativa no teor de colesterol da gema.

Notoriamente o consumo de racao esta diretamente correlacionado com o balanco energetico da ave, e desta maneira pesquisas foram conduzidas com o objetivo de determinar a relacao entre o consumo, ganho de peso vivo e concentracao de colesterol na gema. Segundo Vargas e Naber (1984) reducao na ingestao diaria de energia nao surtiu efeito sobre a concentracao de colesterol na gema.

2.4 Fitosterois

O efeito dos esterois das plantas como redutores do colesterol nas aves tem sido amplamente estudado. Os esterois das plantas, tambem chamados fitosterois sao compostos semelhantes ao colesterol e incluem mais de 250 compostos diferentes, encontrados nas plantas e nos organismos aquaticos (WESTER, 2000; PIIRONEN et al., 2000). Os representantes mais comuns dos fitosterois sao: o sitosterol, stigmasterol, campesterol e o avenasterol. As principais fontes de fitosterois sao os oleos vegetais, seguidos dos cereais, castanhas e nozes. Os fitosterois sao formados de modo semelhante ao colesterol nos animais, a partir do acetil-CoA, mevalonato e metilacao do esqualeno.

Segundo Wester (2000), o mecanismo de acao dos fitosterois sobre a reducao do colesterol ainda nao esta totalmente elucidado. De acordo com Moghadasian (2000), estudos in vitro e com animais sugerem que os fitosterois tem alta afinidade pelas micelas nas quais o colesterol encontrase agregado. Dessa forma, os esterois das plantas substituiram o colesterol nas micelas, diminuindo a absorcao do colesterol. Alem disso, os fitosterois podem inibir a atividade de algumas enzimas envolvidas no metabolismo do colesterol, tais como a acetil-CoA carboxilase e a HMG-CoA redutase.

Clarenburg et al. (1971) adicionaram as dietas para poedeiras niveis crescentes de [beta]-sitosterol e observaram reducoes acima de 35% no teor de colesterol da gema. Ao contrario, Kudchodkar et al. (1976) nao observaram resposta significativa para o teor de colesterol na gema ao adiciona as dietas de poedeiras 4% de uma mistura de fitosterois (65% de sitosterol; 30% de campesterol e 5% de stigamasterol).

Sim e Bragg (1977) adicionaram 2% de esterois de sojas as dietas para poedeiras contendo diferentes tipos de gorduras (saturadas e insaturadas), com ou sem adicao de colesterol dietetico. Segundo esses autores, os teores de colesterol no plasma e na gema sofreram reducao na faixa de 16 a 33% dependendo do tipo de lipidio utilizado nas dietas.

2.5 Metabolitos secundarios

Determinados grupos de substancias produzidas pelos vegetais, possuem eficacia comprovada na reducao do colesterol, tanto nos animais como no homem. Essas substancias sao chamadas de "metabolitos secundarios". Os principais metabolitos secundarios com atividade hipocolesterolemica sao: carotenoides, flavonoides licopeno e saponinas (OLIVEIRA et al., 1999; LIMA et al., 2001 e OLIVEIRA et al., 2008).

Os metabolitos secundarios das plantas, conhecidos como "produtos secundarios" ou "produtos naturais", podem ser divididos em tres grupos quimicamente distintos: terpenos, compostos fenolicos e compostos nitrogenados, mas este ultimo grupo nao sera discutido neste trabalho. Metabolitos secundarios diferem dos primarios, por terem distribuicao restrita no reino vegetal, ou seja, sao encontrados somente em algumas especies vegetais. Terpenos sao lipidios sintetizados a partir do acetil-CoA ou a partir de intermediarios basicos da glicolise. Compostos fenolicos sao substancias aromaticas formadas por vias especiais, onde aminoacidos aromaticos sao formados a partir de carboidratos precursores derivados da via do acido chiquimico ou pela via do acido malonico (TAIZ & ZEIGER, 1998).

Os flavonoides constituem o maior de substancias fenolicas naturais que possuem atividades biologicas bastante diversificadas, como antioxidantes, antiflamatorios, anticarcinogenicos, dentre outras. Sao classificados primariamente em seis em grupos diferentes, pelo grau de oxidacao da cadeia de tres carbonos. Sao eles: as antocianinas, asflavononas (naringina), asflavonas (apigenina e luteolina), os flavonois (quercetina), as isofloavonoides (biochanina A) e as catequinas. Este ultimo grupo apresenta atividade de esteroide. Sao constituidos por dois aneis aromaticos (C6) conectados por uma ponte, formada por tres atomos de carbono que sao biossintetizados a partir da fenilalanina na via do acido chimico ou do acetil-CoA, via rota do acido malonico (LIMA et al., 2001).

O mecanismo de absorcao e metabolismo dos flavonoides ainda nao foi elucidado, porem sabe-se que sao conjugados no figado e rins, com posterior excrecao atraves da bile e urina. Os flavonoides extraidos da berinjela podem reduzir a atividade da enzima HMG-CoA redutase e aumentar a taxa de degradacao do colesterol pelo aumento na concentracao de esteroides neutros no figado (PETERSON & DWYER, 1998).

Diversos estudos foram conduzidos para se verificar os efeitos dos flavonoides em dietas hiperlipidemicas. A apigenina, um importante flavonoide, atua inibindo a enzima aldose redutase, que por sua vez converte acucar em alcoois e cuja atividade pode estar associada a formacao de catarata em individuos diabeticos. Tambem ha a hipotese de que a catequina possua efeito hipocolesterolemico por elevar a excrecao de bile (MURAMATSU et al., 1986).

Sao substancias fenolicas (triterpenoides) glicosidios de antocianidinas, polihidroxi derivadas do cation flavilium. Apresentam-se sob a forma de diferentes estruturas em equilibrio, com predominancia do cation flavilium (vermelho) somente em condicoes acidas (Sarni-Manchado et al., 1996). Pertencem a familia dos flavonoides e constituem grupo de pigmentos soluveis em agua responsavel pela maioria das cores vermelha, laranja e azul de flores, frutas e vegetais. As antocianinas sao glicosideos, pois, possuem um acucar na posicao 3, e as vezes, em outro local, porem sem esses acucares, sao classificadas como antocianidinas.

O resveratrol e uma antocianina capaz de inibir a enzima HMG-CoA redutase e consequentemente, a sintese de colesterol. Outra importante funcao das antocianinas e a de antioxidante, que parece ser bem mais eficiente que o [alpha]-tocoferol na prevencao da peroxidacao dos lipidios e na remocao dos radicais livres (DELGADO-VARGAS et al., 2000; IGARASHI et al., 2000). Apesar do efeito hipocolesterolemico das antocianinas nos animais e no homem terem sido comprovados, o mecanismo de acao ainda nao foi elucidado. Parece que o mecanismo de acao das antocianinas e semelhante ao das saponinas, formando micelas com acidos biliares e sendo incapazes de serem absorvidas no intestino.

Os carotenoides possuem mais de 600 variantes estruturais e sao encontrados em bacterias, algas, fungos e plantas superiores, em alguns crustaceos e em plumagem de aves. Os carotenoides possuem ligacoes duplas conjugadas em suas estruturas, atuam como antioxidantes (FONTANA et al., 2000). Diversos trabalhos foram conduzidos para verificar os efeitos hipocolesterolemico dos carotenoides em animais e humanos. Os principais carotenoides utilizados em pesquisas sao os oriundos do urucum (bixina e norbixina) e o carmim.

A bixina tem sido utilizada para controlar a hiperlipidemia e a aterosclerose, pois, possui atividade ativadora sobre a enzima lipase lipoproteica. Esse mecanismo pode ser explicado pela formacao de quelatos entre a enzima e a bixina, que induzem a mudanca conformacional da enzima, modificando seu centro ativo. Porem, no organismo animal atua como antioxidante, a bixina protege o endotelio do animal a oxidacao da LDL (LIMA et al., 2001). Ao alimentar codornas japonesas machos com racoes contendo colorifico do extrato de urucum Oliveira et al. (2008), nao constatou reducao nos niveis de triacilglicerois e lipidios totais no sangue e na carne das aves.

O carmim e um pigmento vermelho cujo principal cromoforo e o acido carminico obtido pelo extrato aquoso ou seco de femeas de Dactylopius coccus, mais conhecido como cochonilha. Apresenta a propriedade de fixar-se em proteinas, o que torna util na coloracao de produtos a base de leite, como iogurtes e sorvetes bem como em revestimentos de produtos farmaceuticos e nao apresenta efeitos toxicologicos, mutagenicos e carcinogenicos (LAURO, 1995).

As saponinas sao compostos naturais do grupo dos terpenos sintetizados a partir do acetil-CoA ou intermediarios glicoliticos. Sao caracterizados pelo ponto de vista estrutural por apresentar ligacoes glicosidicas e ester entre uma genina pouco polar e residuos glicidicos. Pela atividade se caracterizam por formar espuma em solucoes aquosas e por hemolisar os globulos vermelhos. Sob hidrolise produzem esteroides, acucares e triterpenoides e tem capacidade de formar espuma em solucao aquosa. A capacidade detergente das saponinas deve-se a presenca de elementos triterpenos (C30--lipossoluvel) e um acucar (hidrossoluvel) numa unica molecula. Podem ser encontradas em diversas plantas (leguminosas, chas, espinafre, beterraba, alho e berinjela) e o teor varia em funcao da resistencia da planta a herbivoria, uma vez que a saponina confere sabor amargo a planta (ANNONGU et al., 1996). Sao classificadas em: esteroides e triterpenoides e ambas podem formar complexos insoluveis com o colesterol. Apesar das saponinas esteroides formarem complexos mais estaveis com o colesterol, possuem baixa capacidade em relacao as saponinas triterpenoides (LASZTITY et al., 1998).

A formacao dos complexos saponinas/ triterpenoides/ colesterol formam micelas, que por interacao hidrofobica entre as moleculas de saponina e acidos biliares impedem a absorcao das micelas contendo colesterol exogeno no intestino. Foi observado inibicao da difusao passiva do acido colico pelas saponinas da erva-mate atraves da dialise em membrana, pela formacao de micelas entre o acido colico e as saponinas (FERREIRA et al.,1995).

As saponinas das raizes de ginseng vermelho reduzem a atividade da enzima acil- CoA colesterol transferase in vitro. Ha relatos na reducao na concentracao da enzima HMG-CoA redutase e no colesterol plasmatico de galinhas poedeiras alimentadas com racao contendo 0,25% de raiz de ginseng (QURESHI et al., (1983).

2.6 Carvao vegetal

Carvao vegetal e definido como residuo carbonizado da madeira, celulose ou casca do coco ou material de origem vegetal isenta de oxigenio. Possui uma otima acao adsorvente de micotoxinas, drogas e substancias lipossoluveis a nivel intestinal sem ser absorvido. E utilizado com a finalidade de reduzir a gordura total na carcaca e a obesidade em frangos e a reducao do colesterol do ovo de galinhas.

Kutlu et al., (2001) observaram aumento da excrecao de lipidios nas fezes de pintainhos (1 a 21 dias), com o aumento dos niveis de carvao na racao, porem sem observar diminuicao na gordura corporal. Os autores explicam que a possivel causa para isso e a sintese deficiente de bile pelos pintainhos, dificultando a digestao lipidica, sendo a gordura proveniente da dieta, adsorvida pelo carvao. Souza et al., (2001) verificaram a reducao em 22% do colesterol do ovo de poedeiras e 34% da carne de frangos em racoes com 3% de carvao vegetal. Alem disso reduziu a umidade nas fezes das aves, devido a acao adstringente do carvao.

Por outro lado, Oba et al. (2005) concluiram que as cinzas de carvao vegetal apesar de melhorar a qualidade da casca do ovo, nao reduz a concentracao de colesterol na gema. Analogamente, Fanchiotti et al. (2010) corroboram ao concluirem que nao houve reducao significativa na concentracao do colesterol plasmatico e no ovo de poedeiras alimentadas com racoes contendo oleos vegetais associados ao carvao vegetal e a vitamina E.

2.7 Micronutrientes

Muitos micronutrientes tem sido objeto de estudo sobre seus possiveis efeitos no metabolismo do colesterol na poedeira. Ambos, Dua et al. (1967) e Weiss et al. (1967), nao encontraram efeito da suplementacao com vitamina A sobre o nivel de colesterol na gema do ovo. Semelhantemente, Singh (1972) reportaram nao terem encontrado influencia do nivel de niacina sobre o colesterol do ovo.

Helwig et al. (1978) demonstraram que diferentes relacoes de zinco e cobre na dieta de poedeiras nao influenciaram no teor de colesterol plasmatico e no ovo. Resultado semelhante foi encontrado por Labate e Dam (1980) ao injetarem acido hidroximetilglutarico (HMG) em femeas de codornas japonesas, assim como a suplementacao com vanadio nao causou qualquer efeito significativo sobre a producao de ovos e no nivel de colesterol no ovo.

Estudos com cobre foram conduzidos por Ankari et al. (1998) e Pesti e Bakalli (1998), que observaram reducao significativa no colesterol total no sangue e no ovo de poedeiras suplementadas com 250 mg Cu/kg de dieta. Kim et al. 1992 tambem concluiram que uma dieta deficiente em cobre causa hipercolesterolemia e aumenta a atividade da 3- hidroxi-3-metilglutaril coenzima A redutase no figado, enzima que catalisa a formacao do mevalonato, um precursor do colesterol. O inverso tambem ocorre, ou seja, com o aumento da ingestao cobre pela ave, ocorre uma reducao na atividade da enzima e, consequentemente uma menor sintese de colesterol no figado. Entretanto, a utilizacao de niveis acima de 1000 mg de cobre/kg inibe a producao de ovos atraves da reducao do hormonio 17-P-estradiol (PEARCE et al., 1983).

Em relacao ao cromio, Oba et al. (2005) que o mineral nao melhora a eficiencia metabolica na reducao do colesterol e dos lipidios, tanto no sangue, como no ovo de galinhas poedeiras. Esses resultados contrariam os achados de Uyanik et al. (2002), que ao fornecerem cromio na dieta de galinhas poedeiras observaram reducoes significativas no colesterol total e triglicerides no sangue e colesterol total no ovo.

Com o desenvolvimento da industria de microingredientes, os probioticos foram objeto de extensos estudos nas mais diversas aplicacoes, dentre elas sobre a influencia na deposicao de colesterol na gema do ovo. Alguns desses estudos indicam que a adicao de probiotico a racao reduz significativamente o colesterol total e trigliceridios no sangue, porem, nao afeta o colesterol e lipidios totais nos ovos (PANDA et al., 2003; MAHDAVI et al., 2005; OBA et al., 2005).

O mecanismo de reducao pode estar relacionado com a assimilacao do colesterol pelos microrganismos presentes no probiotico ou sua degradacao para acidos biliares, seguido pela desconjugacao, impedindo uma nova sintese. A reducao pode ser atribuida a diminuicao da absorcao ou sintese de colesterol no trato gastrointestinal. Todavia, ainda nao ha consenso sobre esses mecanismos (OBA et al., 2005).

3 Consideracoes finais

Os resultados descritos na literatura apresentados nesta revisao, compoe um acervo imprescindivel para o desenvolvimento de estrategias nutricionais a fim de reduzir a concentracao do colesterol na gema do ovo. Como discutido nas diversas abordagens os resultados de fato nao permitem asseverar para uma estrategia especifica, uma vez que estao embutidas nos protocolos, diferentes metodologias para quantificacao do colesterol, formulacao e perfil do biomodelo avaliado, como linhagem, idade e peso das aves.

Desta maneira, ha de desconsiderar a cronologia das referencias, pois, os resultados expressivos e as discussoes apresentadas sao determinantes para replicacoes de experimentos com metodologias padronizadas e atualizadas as necessidades da avicultura contemporanea. De fato, estudos complementares sao indicados para elucidar os mecanismos ainda nao compreendidos.

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Adolpho Marlon Antoniol de MOURA (1) * & Thiago Vasconcelos MELO (2)

(1) Fundacao Oswaldo Cruz. Instituto de Tecnologia em Imunobiologicos Bio- Manguinhos. Laboratorio de Experimentacao Animal. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

(2) Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Instituto de Ciencias Agrarias, Campus Unai, Minas Gerais, Brasil.

* Autor para correspondencia: adolpho.moura@bio.fiocruz.br

Caption: Figura 1: Molecula do colesterol.

Caption: Figura 2: Metabolismo e deposicao do colesterol no ovo da ave (Adaptado de KLASING, 1998).
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Author:de Moura, Adolpho Marlon Antoniol; Melo, Thiago Vasconcelos
Publication:Acta Biomedica Brasiliensia
Date:Apr 1, 2018
Words:7036
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