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ESTADO DE HIDRATACAO EM UM TIME DE FUTEBOL PROFISSIONAL FEMININO DO SUL DO PAIS.

INTRODUCAO

A agua e o componente mais abundante no organismo, correspondendo a 70% da massa corporal total de um adulto saudavel. Alteracoes no estado de hidratacao, pelo excesso ou pela falta podem implicar em consequencias graves como a morte (Pereira e colaboradores, 2010).

Os atletas sao mais propensos a desidratacao em consequencia da maior sudorese. A sudorese e necessaria a termorregulacao do organismo, visto que a pratica de exercicio libera calor, gerando um estado de hipertermia (Baker, Lang, Kenney, 2009).

As perdas de agua pelo suor em atletas dependem da temperatura ambiente, tipo, nivel de intensidade e duracao da atividade e ainda as roupas utilizadas (Sawka e colaboradores, 2007).

Em esportes com duracao de sessenta minutos ou mais a hidratacao correta se torna extremamente importante, uma vez que, o estado de desidratacao afeta negativamente a capacidade cognitiva e habilidades motoras do atleta, diminuindo em niveis significativos seu desempenho fisico (Hillyer, Menon e Singh, 2015).

Os atletas profissionais de futebol podem perder tres litros ou mais de suor durante uma partida. O estado de desidratacao associado ao estresse termico eleva temperatura corporal desses atletas, que, comumente, apos uma partida encontra-se na faixa de 39[degrees] C (Carneiro e colaboradores, 2010).

O estado de euhidratacao deve ser perseguido antes, durante e apos a atividade fisica. Embora, as regras desse esporte dificultem seguir tal recomendacao, visto que, os atletas de futebol durante uma partida oficial nao tem acesso livre a bebidas, somente antes do inicio da partida, no intervalo e ao final dela (Godois e colaboradores, 2014).

A mudanca de peso corporal antes e depois da atividade fisica e um marcador simples e eficaz, que fornece uma estimativa sensivel de agudas mudancas da agua corporal total (Cheuvront e Sawka, 2006).

Mesmo que a pratica do futebol profissional tenha se popularizado entre as mulheres, ainda sao poucos os estudos que investigam atletas femininas, sendo que, existem diferencas relevantes entre homens e mulheres, como de composicao corporal, em tal grau que, mulheres tem mais chances de chegar ao estado de hiponatremia durante o exercicio (Pinto, 2014).

Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o estado de hidratacao em atletas femininas de um clube de futebol profissional de Porto Alegre-RS.

MATERIAIS E METODOS

Trata-se de um estudo transversal, realizado com atletas de futebol profissional feminino de Porto Alegre-RS. A populacao foi composta pelas 19 jogadoras do time, com idade entre 18 a 40 anos.

Este estudo foi aprovado pelo Comite de Etica e Pesquisa da Universidade Feevale (parecer de numero 2.652.189 e CAE de numero 85782718.6.0000.5348).

Foram incluidas as atletas que participaram do treino e que aceitaram participar da pesquisa, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Enquanto foram excluidas aquelas lesionadas, que nao participaram de todos os treinos durante a semana, atletas que fizeram algum tipo de treino especial (como recuperacao muscular) ou que nao concordaram em assinar o TCLE.

A coleta de dados foi realizada no Centro de Treinamento da equipe, em maio de 2018, durante um treino pre-competicao da equipe (duracao de 120 minutos e intervalo de 5 minutos entre os primeiros e os ultimos 60 minutos), no horario das 15 horas.

O peso corporal foi mensurado antes do inicio (Pi) e ao final (Pf) do treino, com uma balanca digital (G-tech Glass10[R]) com capacidade de ate 150 kg e precisao de 100g. Para o procedimento, as atletas foram instruidas a ficar com o menor volume de roupa possivel ou roupa intima e descalcas, e a posicionarem-se de pe no centro do equipamento (Trentin, Confortin e Sa, 2016).

Com base nas alteracoes de peso verificadas entre o pre e pos-treino, foi calculado o percentual de perda de peso (%PP) das atletas, conforme a formula proposta por Fleck e Figueira Junior (1997): %PP= [(Pf /Pi) x 100] - 100. Os valores do %PP foram utilizados para classificar o estado de hidratacao da atleta em "bem hidratado" de +1 a -1%; "desidratacao minima" de -1 a -3%; "desidratacao significativa" de -3 a -5% e "desidratacao grave" < -5% (Casa e colaboradores, 2000).

As atletas iniciaram o treino com uma garrafa de agua, em temperatura ambiente, individual (na capacidade maxima de 500 ml) identificada com os seus respectivos nomes, foram orientadas a ingerir o liquido exclusivamente deste recipiente, e a nao desprezar as sobras. Caso a atleta consumisse todo o volume inicial, registrava-se a ingestao de 500 ml e a garrafa era reabastecida com a sua capacidade maxima, permitindo assim, a ingestao ad libitum durante o treino, e havendo sobras, estas eram quantificadas com copo medidor (capacidade total de 500 ml e graduacao de 10 ml) ao final do mesmo. Nao foi feito o controle da ingestao de liquidos antes do treino o que pode ser considerado uma limitacao do estudo.

Os habitos relacionados a hidratacao (estimulo da sede, preferencia por agua em temperatura natural ou gelada, uso de isotonicos, uso atual de drogas diureticas e/ou termogenicos) e o reconhecimento da importancia da hidratacao pre-treino, foram verificados por meio de um questionario fechado autoaplicavel composto por seis perguntas, elaborado especificamente para este estudo.

Alem disso, foi avaliada a temperatura do ambiente durante a coleta de dados com termometro digital (Western modelo TR-34).

Os dados foram digitados em planilha do Excel (Microsoft). As variaveis quantitativas foram apresentadas na forma de media e desvio-padrao. E as variaveis qualitativas foram descritas por meio de frequencias e porcentagens.

RESULTADOS

Das 19 atletas do time, 18 participaram do estudo, visto que uma atleta nao estava presente no dia da coleta de dados. A media de idade das participantes foi de 24,94 anos [+ or -]4,45, avaliadas em temperatura ambiente de 14[degrees]C, sem a presenca do sol.

A tabela 1 apresenta os dados sobre o peso corporal pre e pos-treino (kg), ingestao hidrica (mL) durante o treino e %PP.

O %PP medio foi de -1,00 [+ or -] 0,67 (tabela 1), classificando as participantes em "bem hidratadas", embora a distribuicao das atletas, conforme o estado de hidratacao indique que mais da metade (n=10) apresentava "desidratacao minima" apos o treino (grafico 1). Uma unica atleta encerrou o treino com um aumento de 0,89% em relacao ao Pi (tabela 1).

O volume medio de ingestao hidrica durante o treino foi de 277 mL [+ or -]130 (tabela 1). Em relacao as praticas relacionadas a hidratacao, 72,2% das atletas (n= 13) declarou ingerir liquidos antes de sentir sede, a preferencia pela ingestao de agua em temperatura natural ou gelada dividiu igualmente o grupo, independente da temperatura ambiente durante o treino. O consumo habitual de isotonico foi registrado por 39% (n=7) da amostra, e a maioria das participantes (n=16) reconhece a importancia da hidratacao pre-treino. Nenhuma das atletas referiu o uso atual de drogas diureticas e/ou termogenicos.
Bem hidratado        44,44% (n=8)
Desidratacao minima

Grafico 1 - Distribuicao das atletas de futebol do time, conforme o
estado de hidratacao, Porto Alegre-RS, 2018.

Nota: Tabla derivada de grafico segmentado.


DISCUSSAO

Neste estudo foi avaliado o estado de hidratacao de atletas femininas de futebol profissional, a ingestao hidrica durante o treino e as praticas relacionadas a hidratacao destas. Verificou-se que mais da metade das participantes apresentou desidratacao minima, segundo o %PP. Resultados semelhantes foram encontrados em outros estudos entre atletas femininas de futsal e atletas masculinos de futebol (Bezerra e colaboradores, 2018; Trevisan e colaboradores, 2017).

Uma atleta apresentou ganho de peso apos o treino, o que pode ser explicado pela mesma ocupar a posicao de goleira, que demanda menor movimentacao, em media 4 km durante toda a partida, tres vezes menos a media de qualquer outra posicao (Dias, 2008), contribuindo para a reduzida perda hidrica.

As participantes do nosso estudo apresentaram baixa ingestao hidrica para a duracao total do treino, em relacao a quantidade recomendada pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercicio e do Esporte (2009), que diz ser pelo menos, 600mL por hora, no entanto, nenhuma delas apresentou reducao de massa corporal maior que 2% em relacao ao estado inicial. Alem disso, a baixa temperatura ambiente pode ter favorecido a menor ingestao hidrica. O ambiente frio potencializa desidratacao por diminuir a sensacao de sede (Dias, 2008).

O consumo ad libitum ja e o suficiente para manter a homeostase, mas se por ventura, a temperatura ambiental fosse maior poderia ocorrer maiores perdas por sudorese, tanto hidricas quanto de eletrolitos, e o uso de isotonicos seria o mais indicado (Pinto, 2014).

No presente estudo a maioria das atletas se hidratam antes da sensacao de sede, resultado semelhante encontrado por Trentin, Confortin e Sa (2016), em atletas masculinos de futsal.

No entanto, aproximadamente um terco das jogadoras revelou esperar ate sentir sede para se hidratar, resultado semelhante ao encontrado por Bastos (2011) em atletas masculinos de futebol e Silva e colaboradores (2014) em atletas femininas em academias em Curitiba, o que e preocupante, pois quando houver sensacao de sede o organismo esta indicando desidratacao.

Em relacao a preferencia da temperatura da agua ingerida, as participantes do presente estudo dividiram-se igualmente entre a agua natural ou gelada. A pratica de esporte em temperaturas mais baixas, como no dia da coleta de dados, predispoe ao consumo de liquidos em temperatura ambiente, e torna-se mais interessante por proporcionar um esvaziamento gastrico mais lento (Silva, Altoe e Marins, 2009).

O American College of Sports Medicine (2016) preconiza o consumo de bebidas com carboidratos e eletrolitos durante sessoes de exercicio com duracao superior a uma hora, mesmo assim, menos da metade das atletas estudadas referiu o consumo habitual de isotonicos, tornando clara a falta de informacao a respeito da melhor estrategia de hidratacao.

A minoria das atletas estudadas nao reconhece a importancia de hidratar-se antes do treino, mas a literatura afirma que e de extrema importancia, uma vez que, comecar a atividade em estado de hipohidratacao pode levar a uma fadiga muscular muito mais rapido do que no tempo habitual (Sawka e colaboradores, 2007). Monteiro, Guerra e Barros (2003) sugerem que atletas de futebol iniciem suas atividades em estado de hiperhidratacao voluntaria, ingerindo 150 a 300 ml a cada 20 minutos ate 45 minutos antes da atividade fisica.

O time de futebol estudado nao dispoe de um nutricionista em sua comissao tecnica, o que pode explicar a falta de informacoes corretas de alguns atletas a respeito do tema. O profissional nutricionista e imprescindivel para uma hidratacao adequada e informacoes precisas sobre o habito de hidratacao, com consequencia de melhor rendimento dentro do campo (Bastos, 2011).

Uma educacao apropriada a respeito da importancia da hidratacao antes, durante e depois do exercicio fisico e essencial para minimizar uma diminuicao de desempenho relacionado a desidratacao (Gomes e colaboradores, 2014).

CONCLUSAO

Conclui-se que mais da metade das atletas apresentou desidratacao minima apos o treino, enquanto as demais mantiveram-se bem hidratadas.

A media de consumo hidrico encontrado foi menor do que a metade do recomendado, no entanto, as condicoes climaticas podem ter favorecido a menor sensacao de sede.

Fica clara a importancia de um nutricionista na comissao tecnica de um clube profissional, visto que, ha uma parcela de atletas que nao sao assistidas de informacoes corretas a respeito do tema de hidratacao.

Sugerem-se mais estudos sobre hidratacao no publico feminino, uma vez que, homens e mulheres diferem em relacao a composicao corporal, sudorese e necessidades hidricas.

REFERENCIAS

1-American College of Sports Medicine (ACSM). Nutrition and Athletic Performance. Medicine & Science in Sports & Exercise. Vol. 48. Num. 3. 2016. p. 543-568 Disponivel em: <http://journals.lww.com/acsm-msse/Fulltext/2016/03000/Nutrition_and_Athletic_Performance.25.aspx>.

2-Baker, L.; Lang, J.; Kenney, L. Change in body mass accurately and reliably predicts change in body water after endurance exercise. Eur Jour Appl Physiol. Vol. 105. p.959-967. 2009.

3-Bastos, E.C. Nivel de conhecimento e pratica de hidratacao em atletas profissionais do futebol de alagoano. Rev Bras Futebol. Vol. 4. Num. 2. p. 29-40. 2011.

4-Bezerra, R.; Bezerra, A.; Ribeiro, D.; Carvalho, C.; Fayh, A. Perda hidrica e consumo de liquidos em atletas de futebol. Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Vol. 12. Num. 69. 2018. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/976>

5-Carneiro, C.; Silva, M.; Melo, N.; Crispim, P.; SALES, R. Efeito de repositor hidroeletrolitico na hidratacao de jogadores juniores de futebol. Premio Cientifico Helena Feijo. Goiania-GO. 2010.

6-Casa, D.J.; Armstrong, L.E.; Hillman, S.K.; Montain, S.J.; Reiff, R.V.; Rich, B.S.; Roberts, W.O.; Stone, J.A. National athletic trainers' association position statement: fluid replacement for athletes. J Athl Train. Vol. 35. Num. 2. p. 212-224. 2000.

7-Cheuvront, S.; Sawka, M. Hydration Assessment of Athletes. Gatorade Sports Science Institute. Sao Paulo-SP. 2006.

8-Dias, T. Nutricao e futebol. Faculdade de Ciencias da Nutricao e Alimentacao. Universidade do Porto. Porto. Portugal. 2008.

9-Fleck, S. J.; Figueira Junior, A. J. Desidratacao e desempenho atletico. Universidade Estadual de Londrina. Londrina-PR. 1997.

10-Godois, A.; Raizel, R.; Rodrigues, V.; Ravagnani, F.; Fett, C.; Voltarelli, F.; Coleho-Ravagnani, C. Perda hidrica e pratica de hidratacao em atletas de futebol. Rev Bras Med Esporte. Vol. 20. Num. 1. 2014.

11-Gomes, L.; Barroso, S.; Gonzaga, W.; Prado, E. Estado de hidratacao em ciclistas apos tres formas distintas de reposicao hidrica. R. Bras. Ci. e Mov. Vol. 22. Num. 3. p. 89-97. 2014.

12-Hillyer, M.; Menon, K.; Singh, R. The Effects of Dehydration on Skill-Based Performance. International Journal of Sports Science. Universiti Sains Malaysia. Vol. 5. Num. 3. p. 99-107. 2015.

13-Monteiro, C.; Guerra, I.; Barros, T. L. Hidratacao no futebol: uma revisao. Rev. Bras. Med. Esporte. Vol. 9. Num. 4. 2003.

14-Pereira, E.; Mendes, T.; Pacheco, D.; Alves, A.; Melo, M.; Garcia, E. Hidratacao: Conceitos e Formas de Avaliacao. Revista e-Scientia. Vol. 3. Num. 2. 2010.

15-Pinto, A. Avaliacao do estado de hidratacao e reidratacao em atletas de futebol de ambos os sexos, de acordo com a ingestao de liquidos ad libitum, agua simples e agua com sal. Dissertacao de mestrado. Faculdade de Coimbra. Coimbra. Portugal. 2014.

16-Sawka, M.; Burke, L.; Eichner, E.; Maughan, R.; Montain, S.; Stachenfeld, N. Exercise and Fluid replacement: Position Stand American college of sport medicine. Medicine and Science in Sports and Exercise. Vol. 39. Num. 2. p. 377-390. 2007.

17-Silva, J.; Bijega, A.; Dohms, F.; Ribas, M.; Lirani, L. Habitos de hidratacao em uma academia da regiao metropolitana de Curitiba-PR. Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Vol. 8. Num. 47. p.282-292. 2014. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/461>

18-Silva, R. P.; Altoe, J. L.; Marins, J. C. B. Relevancia da temperatura e do esvaziamento gastrico de liquidos consumidos por praticantes de atividade fisica. Rev. Nutr., Campinas. Vol. 22. Num. 5. p. 755-765. 2009.

19-Sociedade Brasileira de Medicina do Exercicio e do Esporte (SBMEE). Modificacoes dieteticas, reposicao hidrica, suplementos alimentares e drogas: comprovacao de acao ergogenica e potenciais riscos para a saude. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 15. Num. 3. p. 3-10. 2009.

20-Trentin, M. M.; Confortin, F. G.; Sa, C. A. Hidratacao e taxa de sudorese em atletas de futsal masculino. Revista Brasileira de Nutricao Esportiva. Vol. 10. Num. 56. p.145-156. 2016. Disponivel em: <http://www.rbne.com.br/index.php/rbne/article/view/615>

21-Trevisan, A.A.; Maia, J.B.A.; Paula, D.A.P.; Abelini, A.M.; Campos, M.V.A.; Miguel, H. Analise da perda hidrica em atletas de futsal feminino. Rev Bras Futebol. Vol. 8. Num. 2. p. 43-50. 2018.

Conflito de interesse

Os autores declaram que nao ha conflito de interesse.

Pamela Tamara Gomes de Oliveira (1) Simone Bernardes (1)

(1) Universidade Feevale, Novo Hamburgo-RS, Brasil.

E-mails dos autores:

pa96mela@gmail.com

s.bernardes@feevale.br

Endereco para correspondencia:

Pamela Tamara Gomes de Oliveira

Rua Argentina, 223, Sao Luis, Canoas-RS, Brasil

CEP: 92420020

Recebido para publicacao em 19/08/2018

Aceito em 20/01/2019
Tabela 1 - Peso corporal pre e pos-treino (kg), ingestao hidrica (mL) e
% de perda de peso das atletas de futebol do time, Porto Alegre-RS,
2018 (n=18).

                            Media [+ or -] DP    Valor   Valor
                                                 minimo  maximo

Peso corporal inicial (kg)  63,32 [+ or -] 7,60    51,7    75,1
Peso corporal final (kg)    62,70 [+ or -] 7,71    50,8    74,9
Ingestao hidrica (mL)         277 [+ or -]130       100     600
% Perda de peso             -1,00 [+ or -] 0,67   -1,74    0,89

Legenda: DP= Desvio padrao.
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Author:de Oliveira, Pamela Tamara Gomes; Bernardes, Simone
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jan 1, 2019
Words:2993
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