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ELETROMIOGRAFIA DO EXERCICIO DE CRUCIFIXO EM DIFERENTES PLANOS E ANGULACOES DE MOVIMENTO.

RESUMO

A variacao da tecnica de execucao nos exercicios resistidos com pesos como amplitude de movimento e braco de alavanca, pode alterar o recrutamento muscular, diferenciando desta forma a acao dos musculos agonistas. O objetivo do presente estudo e verificar a ativacao dos musculos peitoral maior clavicular e esternocostal e deltoide anterior no exercicio de crucifixo com halteres. No plano horizontal e inclinado (30) e nas angulacoes isometricas de 30, 60 e 90 em individuos fisicamente ativos. Os resultados demonstraram nao haver diferenca significativa no peitoral maior clavicular nas condicoes de plano horizontal e inclinado (30) assim como o peitoral maior esternocostal, o deltoide anterior foi mais solicitado conforme inclinacao do banco quando comparado ao plano horizontal. Diferencam estatisticamente significantes foram evidenciadas no angulo de 90 comparado ao 30 em todos os musculos analisados. Conclusao maiores graus de amplitude de movimento apresentam maior atividade muscular. A inclinacao do banco altera significativamente a atividade muscular do deltoide anterior, condicao nao observada no peitoral maior clavicular e esternocostal.

Palavras-Chave: Treinamento com Pesos. Crucifixo. Atividade Muscular.

ABSTRACT

Electromyography of Dumbbell Flyes in different tilt plans.

The weight training technical variations on the execution of the exercises, such as range of motion, lever arm, may change the muscle pattern activation, which evolve on different muscle activity. The aim of this study was to analyses the muscle of the pectoralis major clavicular head, pectoralis major sternocostal head and anterior head of deltoid muscle on fly exercises, which investigate range of motion in 30, 60, 90 degrees on horizontal plane and the incline plane (30) in seven healthy subjects. The results did not shown any differences in the pectoralis major clavicular head in the horizontal and incline (30) conditions such as the pectoralis major sternocostal head. The anterior deltoid head has shown major activity in incline condition (30) when compared with horizontal plane conditions. Statistically significant differences have been evidence of the 90 degree compare with 30 degree angle for all muscles analyzed. It was concluded that to get great muscle optimization in fly exercise, great range of motion lead to bigger muscle activity. The incline plane only leads the anterior deltoid to a greater muscle activity.

Key words: Weight Trainning. Flyin' exercise. Muscle Activity.

INTRODUCAO

O Treinamento Resistido com Pesos (TRP), antes restrito ao fisiculturismo e powerlifting, atualmente e parte integral no condicionamento fisico de atletas e levantadores recreacionais de peso (Barnett, Kippers, Turner, 1995).

Neste contexto, diversos exercicios basicos prescritos no programa de treinamento variam nas tecnicas de movimento, padrao motor e recrutamento muscular em diferentes planos anatomicos (Glass e Armstrong, 1997).

Niveis diferentes de recrutamento muscular podem ser evidenciados com mudancas sutis em exercicios similares.

Signorile, Zink, Szwed (2002) constaram que o exercicio de puxada pela frente pronada tem maior atividade do musculo latissimo do dorso quando comparados a puxada por tras, puxada pela frente supinada e puxada a frente com triangulo.

Contrastando com estes dados, Carpenter, Novaes, Batista (2007) evidencia que a puxada por tras mostrou sutil superioridade a ativacao muscular do mesmo musculo em relacao puxada pela frente. Sperandei e colaboradores (2009) nao constataram tais alteracoes entre os dois exercicios.

O exercicio supino com barra pode alterar o recrutamento muscular quando o banco e inclinado (Glass e Armstrong, 1997).

Comparando 40 de inclinacao com o plano reto (0), Barnett, Kippers, Turner (1995) encontraram somente maior participacao de deltoide anterior. Neste mesmo estudo, nao ocorreu maior atividade muscular de peitoral maior clavicular quando comparado com o supino reto (horizontal).

Da Silva e colaboradores (2001) evidenciaram a atividade muscular do exercicio supino horizontal com halteres, este revelou superior a porcao clavicular em relacao a esternocostal do musculo peitoral maior o que esta em desacordo com os dados de algumas literaturas divulgadas (Delavier, 2000).

Welsch, Bird, Mayhew (2005) comparam os exercicios de supino com barra, supino com halteres e crucifixo, todos no plano horizontal e estes apresentaram alta atividade do musculo peitoral maior porem nos supinos o tempo de movimento e maior mantendo o musculo em maior tempo de tensao.

Os estudos anteriormente apresentados debrucaram-se sobre a analise comparativa de exercicios e grupos musculares ativados, porem as possibilidades de ativacao no padrao de acionamento muscular em funcao de angulos de movimento e inclinacao dos bancos de treino (horizontal, declinado e inclinado) sao carentes de maiores aprofundamentos, pois as possibilidades de variacao sao muitas.

Portanto, o objetivo do presente estudo foi evidenciar a ativacao dos musculos peitoral maior clavicular e esternocostal, e deltoide anterior no exercicio de crucifixo com halteres verificando as diferentes angulacoes de 30, 60 e 90 para execucoes nos planos horizontais (0) e inclinado de 30.

MATERIAIS E METODOS

Amostra

A amostra foi composta por sete voluntarios do sexo masculino, com estatura de 1,77 ([+ or -]0,08) m, massa corporal de 79,96 ([+ or -]12,26) kg, experientes em treinamento resistido com pesos particularmente no exercicio de crucifixo com halteres, sem historico de lesao em membros superiores nos ultimos seis meses. Este estudo foi aprovado sob o parecer 415.333 pelo Comite de Etica da Universidade do Vale do Itajai-SC, conforme resolucao 196/96 do Conselho Nacional de Saude.

Procedimentos

Para analisar o exercicio do crucifixo com halteres nas situacoes com banco plano a zero grau (CP) e inclinado a 30 (CI), os musculos deltoide acromial (DA), peitoral maior clavicular (PMC) e peitoral maior esternocostal (PME) foram mensurados atraves da eletromiografia (EMG), a partir de angulos de 30, 60 e 90 da articulacao glenoumeral em isometria com a vertical (conforme figura 1) e carga normatizada de 15% do peso corporal dos individuos (11,95[+ or -]1,83kg).

Aquisicao do sinal eletromiografico

Inicialmente foi realizada uma tricotomia local, apos este foi abrasado e embebido em alcool 70% a fim de diminuir os ruidos do sinal, os eletrodos foram colocados no lado direito do voluntario sendo fixados com fita adesiva. Estes eletrodos Meditrace[R] 100 foram posicionados nos seguintes musculos, PME, PMC e DA. A referencia foi colocado no processo estiloide do radio no lado direito.

Eletrodos do DA seguiram recomendacao conforme protocolo de SENIAM (Surface ElectroMyoGraphy for the Non-Invasive Assessment of Muscles) a partir do trabalho de Hermens e colaboradores (2000) ambos colocados no ponto medio do ventre muscular. O musculo PMC e PME seguiu a recomendacao de Rodrigues e colaboradores (2003; 2005). O posicionamento dos eletrodos foi feito pelo mesmo pesquisador.

Para a aquisicao dos dados eletromiograficos foi utilizado o Miotool 400 (MIOTEC Equipamentos Biomedicos, Porto Alegre/Brasil), composto por um sistema de quatro canais, com ganho de 1000 Hz e frequencia de amostragem de 2000 Hz por canal.

Para analise dos dados, o sinal EMG coletado foi exportado para posterior analise pelo software. Foi feita a filtragem digital do sinal utilizando-se filtros do tipo Passa-banda Butterworth, de 4a ordem, com frequencias de corte entre 25Hz e 500 Hz.

A EMG foi captada durante 10 segundos de cada isometria separadamente com tres minutos de intervalo entre cada posicao (angulo), estabelecido pelo protocolo experimental. Os primeiros dois segundos sempre foram descartados em funcao de ajustes no movimento por parte do avaliado, assim como ultimo segundo tambem foi descartado em virtude de possivel fadiga.

Portanto, foram utilizados os sinais captados entre tres e nove segundos. Apos a retificacao do sinal foi realizado a Contracao Isometrica Voluntaria Maxima (CIVM), realizando uma forca externa contrapondo ao movimento durante quatro segundos excluindo o segundo final, procedimento este para normatizacao.

Tratamento estatistico

A analise estatistica do presente estudo consistiu-se na verificacao do comportamento de normalidade do sinal eletromiografico atraves do teste de Shapiro-Wilk. Para comparacao do sinal EMG dos DA, PME e PMC aplicou-se a Analise de Variancia ANOVA bifatorial 3x2. Subsequentemente, para localizar as diferencas entre os (angulos x planos) encontrados na analise de variancia foi utilizado o teste de comparacao multipla de Tukey, com nivel alfa estipulado em p<0,05. Toda a analise estatistica foi realizada no pacote SPSS versao 15.0.

RESULTADOS

A primeira analise estatistica apresentada e de forma grafica utilizando-se da ANOVA bifatorial 3x2 e a comparacao multipla de Tukey (angulos vs plano de execucao). Inicialmente pode-se destacar que o comportamento de queda na participacao da ativacao muscular em funcao da verticalizacao dos MMSS (90 para 60 e deste para 30) foi similar entre os planos de execucao e angulos avaliados, pois a interacao estatistica (bifatorial 3x2) nao apresentou diferencas significativas para os grupos musculares de DA (F= 0,713, p= 0,934), PMC (F= 0,477, p= 0,698) e PME (F= 0,180, p =0,860).

Fica exposto tambem que a participacao do DA foi significativamente maior (F= 93,441, p <0,000) quando em situacao CI a 30 em todos os angulos estudados (90, 60 e 30) (grafico "A", figura 2).

O comportamento decrescente da ativacao percentual do musculo peitoral maior porcao clavicular entre os angulos de 90 a 30 foi similar entre CP e CI nao apresentando diferencas estatisticamente significativas entre os dois (F= 0,290, p= 0,578) (grafico "B", figura 2).

Similar ao que ocorreu na porcao clavicular, a porcao esternocostal (grafico "C", figura 2) demonstra comportamento decrescente do percentual de ativacao muscular entre os angulos de 90, 60 e 30; nao havendo diferencas estatisticamente significativas entre CP e CI (F= 9,374 p= 0,257). Percebe-se tambem que, embora nao significativo estatisticamente (p=>0,05), a participacao do PMC foi maior em todos os angulos analisados no plano horizontal.

A tabela 1 apresenta os valores descritivos de media e desvios padroes para CP e CI para DA, PMC e PME em relacao a CIVM nos angulos de 90, 60 e 30 graus.

Diferencas estatisticamente significativas foram encontradas entre os angulos de 90 e 30 para os musculos deltoide porcao anterior (F= 51,812, p =0,003) e peitoral maior porcao clavicular (F= 31,761, p=0,004). Para a porcao esternocostal do peitoral maior o angulo de 90 divergiu estatisticamente dos demais angulos (F= 43,441, p=0,000).

DISCUSSAO

Os resultados no estudo demonstraram que o DA tem participacao mais efetiva conforme aumentam a inclinacao do banco. Estudos que investigaram o movimento de aducao horizontal de ombros evidenciaram o movimento de supino que combina movimento com a extensao de cotovelo, apresentando comportamento similar ao exercicio crucifixo com halteres ora estudado.

Esse resultado esta de acordo com os resultados de Trebs, Brandenburg, Pitney (2010) destacando maior ativacao na inclinacao do banco de 28 comparado ao plano horizontal (0), e posteriormente maior ativacao nos angulos de 44 e 58 na inclinacao.

O presente esta de acordo com Barnett, Kippers, Turner (1995) que encontraram ativacao superior de DA a 40 graus comparado ao plano 0 em um supino com barra livre.

A atividade do DA tende ao aumento com a inclinacao do banco devido a um movimento intermediario entre a aducao horizontal e abducao do ombro, sendo que na posicao vertical (90) sua participacao e superior a todos as outras condicoes horizontais e inclinadas (Barnett, Kippers, Turner, 1995; Trebs, Brandenburg, Pitney, 2010) corroborando com o presente estudo.

Porem os resultados vao de encontro com os estudos anteriores de Rodrigues e colaboradores, (2003; 2005; Ferreira, Bull, Vitti, 2003), pois esses estudos demonstraram que no crucifixo horizontal a atividade DA foi superior ao peitoral maior, apesar de nao ter significancia estatistica, a atividade foi semelhante o que nao ocorreu no presente estudo, um dos fatores de discordancia pode estar no fato destes estudos utilizarem exercicios dinamicos com fase ascendente e descendente e no presente estudo foi utilizado contracao isometrica.

Contudo os resultados estao de acordo com dados anteriores (Brennecke e colaboradores, 2009; Rocha Junior e colaboradores, 2007) no qual a atividade de peitoral maior e superior quando comparado com DA apesar de nao encontrar significado estatistico.

O PMC encontrou dados similares na posicao horizontal como na posicao inclinado em 30, resultado esse que confirmou evidencias anteriores (Barnett, Kippers, Turner, 1995; Glass, Armstrong, 1997) onde a inclinacao do banco nao apresentaram diferencas na ativacao muscular na PMC.

O presente estudo tem resultado similar ao de Trebs, Brandenburg, Pitney (2010) em que de 0 para 28 nao apresenta diferenca no PMC, porem nao sustenta a hipotese que aumentando a inclinacao do banco como constado em 44 e 58 tenha mais participacao desse musculo, ja que a estas condicoes nao foram analisadas pelo presente estudo.

Da Silva e colaboradores (2001) evidenciaram uma atividade muscular superior de PMC em relacao ao PME principalmente na fase excentrica. Isso esta relacionado com a funcao da estabilidade da articulacao glenoumeral. No qual o PMC e importante coaptador da cabeca do umero com a cavidade glenoidal, dado esse suportado pelo presente estudo na situacao isometrica nos graus e planos estudados.

O PME encontrou os menores niveis de ativacao muscular em todos os angulos e planos estudados comparados com a PMC. Contradizendo literaturas de execucao de exercicios de treinamento resistido com pesos (Delavier, 2010).

Este afirma que o crucifixo reto e exercicio que tem trabalho predominante do PME, dado este nao suportado pelo presente estudo, nem como em evidencias anteriores (Barnett, Kippers, Turner, 1995; Brennecke e colaboradores, 2009; Rocha Junior e colaboradores, 2007; Rodrigues e colaboradores, 2003; 2005; Trebs, Brandenburg, Pitney, 2010).

A relacao do PME e inversa ao DA conforme inclinacao do banco, em seus niveis de ativacao em plano horizontal comparado ao plano inclinado de 30, essa analise encontra correlacao positiva com os resultados encontrados anteriormente na literatura (Barnett, Kippers, Turner, 1995; Trebs, Brandenburg, Pitney, 2010).

Suportando que conforme ocorre uma inclinacao do banco a participacao do musculo PME diminui, o que o coloca conforme analise dos autores sendo mais efetivo como adutor horizontal do ombro do que abdutor da mesma articulacao.

A alteracao nos angulos articulares suportou a hipotese inicial que conforme o braco de resistencia diminui, altera, por conseguinte a ativacao muscular. Com excecao da porcao clavicular a 60 em que no plano inclinado (30) obteve ativacao muscular superior a mesma condicao em plano horizontal, nos demais o comportamento seguiu determinado padrao.

Os dados de Welsch, Bird, Mayhew (2005) e do presente estudo sustentam a hipotese que o exercicio crucifixo com halteres deve ser incorporado de maneira auxiliar aos exercicios multiarticulares no treinamento de forca, assim como para maior efetividade deste movimento a amplitude de trabalho deve ser a que privilegia maiores bracos de resistencia conforme constatado.

CONCLUSAO

O exercicio crucifixo com halteres em isometria em plano horizontal e plano inclinado de 30 demonstraram atividades de DA crescente de acordo com a inclinacao do banco. O DA tem funcao superior de abdutor do ombro do que adutor horizontal.

O PMC tem participacao semelhante em ambos planos de execucao. Este aspecto pode estar relacionado com a coaptacao do ombro e manutencao da estabilidade glenoumeral. O PME tende ao decrescimo conforme o banco e inclinado, o que evidencia como um adutor horizontal do ombro superior a funcao de abdutor de ombro.

O presente suportou estudos anteriores, em que o PME, PMC e o DA tem participacao agonista no movimento. De encontro com a hipotese que o exercicio monoarticular tem enfase somente em PME quando feita em plano horizontal e PMC quando feito em plano inclinado. Essa correlacao nao foi evidenciada pelo presente estudo, assim como em dados anteriores.

Finalizando a prescricao de treinamento com base na separacao de grupamentos musculares que agem em agonismo para membros superiores nem sempre encontra correlacao verdadeira, em virtude de nao haver determinada enfase no PMC em relacao ao plano inclinado para com reto.

Desta forma sugerimos o estudo de outros exercicios, assim como amostras maiores, para analisar a efetividade dos exercicios com o uso da eletromiografia.

REFERENCIAS

1-Barnett, C.; Kippers, V.; Turner, P. Effects of Variations of the Bench Press Exercise on the EMG Activity of Five Shoulder Muscles. The Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 9. Num. 4. 1995. p. 222-227.

2-Brennecke, A.; e colaboradores. Neuromuscular Activity During Bench Press Exercise Performed With and Without Pre-Exhaustion Method. The Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 23. Num.7. 2009. p. 1933-1940.

3-Carpenter, C.S.C.; Novaes, J.; Batista, L.A.; A Comparacao entre a puxada por tras e a puxada pela frente de acordo com a ativacao eletromiografica. Revista Educacao Fisica. Vol. 136. 2007. p. 20-27.

4-Da Silva, S.R.D.; e colaboradores. Supino Plano com Halteres: Um Estudo Eletromiografico. Motriz. Vol. 7. Num. 1. 2001. p. 1-5.

5-Delavier, F. Guia dos movimentos de musculacao: abordagem anatomica. Manole. p. 50. 2000.

6-Ferreira, M.I.; Bull, M.L.; Vitti, M. Electromyographic validation of basic exercises for physical conditioning programmes. IV. Analysis of the deltoid muscle (anterior portion) and pectoralis major muscle (clavicular portion) in frontal-lateral cross, dumbbells exercises. Electromyography and clinical neurophysiology. Vol. 43. Num. 2. 2003. p. 67-74.

7-Glass, S.C.; Armstrong, T. Electromyographical Activity of the Pectoralis Muscle During Incline and Decline Bench Presses. The Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 11. Num. 3. 1997. p. 163-167.

8-Hermens, H.J.; Freriks, B.; Sselhorst-Klug, C.; Rau, G. Development of recommendations for SEMG sensors and sensor placement procedures. Journal of Electromyography and Kinesiology. Vol. 10. Num.5. 2000. p. 361-374.

9-Rocha Junior, V.A.; Gentil, P.; Oliveira, E.; Carmo, J. Comparacao entre a atividade EMG do peitoral maior, deltoide anterior e triceps braquial durante os exercicios supino reto e crucifixo. Revista Brasileira de Medicina no Esporte. Vol.13. Num.1. 2007. p. 51-54.

10-Rodrigues, J.A.; Bull, M.L.; Dias, G.A.R.; Goncalves, M.; Guazzelli, J.F. Electromyographic analysis of the pectoralis major and deltoideus anterior muscles in horizontal "flyer" exercises with loads. Electromyograph and Clinical Neurophysiology. Vol. 43. Num. 7. 2003. p. 413-419.

11-Rodrigues, J.A.; Bull, M.L.; Dias, G.A.R.; Goncalves, M.; Guazzelli, J.F. Electromyographic validation of the pectoralis major and deltoideus anterior muscles in inverted "flying" exercises with loads. Electromyograph and Clinical Neurophysiology. Vol. 45. Num. 7-8. 2005. p. 425-432.

12-Trebs, A.A.; Brandenburg, J.P.; Pitney, W.A. An electromyography analysis of 3 muscles surrounding the shoulder joint during the performance of a chest press exercise at several angles. The Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 24. Num. 7. 2010. p. 1925-1930.

13-Signorile, J.E.; Zink, A.J.; Szwed, S.P. A comparative electromyographical investigation of muscle utilization patterns using various hand positions during the lat pull-down. The Journal of Strength and Conditioning Research., Vol. 16. Num. 4. 2002. p. 539-546.

14-Sperandei, S.; Barros, M.A.; Silveira-Junior, P.C.; Oliveira, C.G. Electromyographic analysis of three different types of lat pulldown. The Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 23, Num. 7, 2009. p. 2033-2038.

15-Welsch, E.A.; Bird, M.; Mayhew, J.L. Electromyographic Activity of the Pectoralis Major and Anterior Deltoid Muscles During Three Upper-Body Lifts. The Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 19. Num. 2. 2005. p. 449-452

Fernando Carvalheiro Reiser (1), Joao Augusto Reis de Moura (1) Joao Manoel Dantas Cardoso (1), Marcos Tadeu Grzelczak (2) William Cordeiro de Souza (3), Luis Paulo Gomes Mascarenhas (4)

(1)-Grupo de Pesquisa e Desempenho Humano - LAFEX Laboratorio de Fisiologia do Exercicio da UNIVALI, Santa Catarina, Brasil.

(2)-Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado-UnC, Brasil.

(3)-Universidade do Contestado - UnC, Brasil.

(4)-Doutor em Saude da Crianca e do Adolescente e Professor do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional. Universidade do Contestado - UnC, Brasil.

E-mail: freiser@univali.br joaomoura2009@hotmail.com joao_lusitania@hotmail.com marcosacupuntura@ig.com.br professor_williamsouza@yahoo.com.br masca58@hotmail.com

Recebido para publicacao 05/05/2014

Aceito em 24/06/2014
Tabela 1 - Media e desvio padrao do percentual de ativacao dos musculos
deltoide porcao anterior e peitoral maior porcoes clavicular e
esternocostal.

                 Musculo Deltoide Porcao Anterior
Horizontal                                         Inclinado

90               60               30               90
26,6[+ or -]5,0  19,8[+ or -]6,4  17,7[+ or -]6,3  38,1[+ or -]9,6
                                                   (a,b,c)

Horizontal        Inclinado

90                60                       30
26,6[+ or -]5,0   31,3[+ or -]5,1 (a,b,c)  27,5[+ or -]8,3 (a,b,c)

                 Musculo Peitoral Maior Porcao Clavicular
Horizontal                                         Inclinado

90               60               30               90
33,4[+ or -]7,3  23,8[+ or -]6,3  19,5[+ or -]8,0  31,9[+ or -]11,2

Horizontal       Inclinado

90               60               30
33,4[+ or -]7,3  27,8[+ or -]9,4  21,6[+ or -]8,5

                 Musculo Peitoral Maior Porcao Esternocostal
Horizontal                                         Vertical

90               60               30               90
31,5[+ or -]8,3  23,2[+ or -]6,6  15,5[+ or -]4,5  28,4[+ or -]10,4

Horizontal
90               60               30
31,5[+ or -]8,3  19,3[+ or -]5,4  14,6[+ or -]6,9

Legenda: Tukey: a - diferenca significativa para o Plano Horizontal 90,
b - diferenca significativa Plano Horizontal 60, c - diferenca
significativa para Plano Horizontal 30.
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Author:Reiser, Fernando Carvalheiro; de Moura, Joao Augusto Reis; Cardoso, Joao Manoel Dantas; Grzelczak, M
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:Nov 1, 2014
Words:3748
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