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EFEITOS DA SUPLEMENTACAO DE ACIDOS GRAXOS OMEGA-3 SOBRE A DOR MUSCULAR DE INICIO TARDIO: UMA REVISAO SISTEMATICA.

INTRODUCAO

A dor muscular de inicio tardio (DMIT) ou delayed onset muscle soreness (DOMS) esta presente na vida dos praticantes de atividades fisicas sejam eles atletas profissionais, amadores ou eventuais. Este fenomeno ocorre apos a execucao de um exercicio fisico, principalmente de natureza excentrica, o qual o corpo nao esta habituado.

A DMIT e caracterizada pela rigidez e edema do leito muscular, dor ou desconforto na musculatura ao toque ou movimento, implicando na diminuicao da amplitude de movimento (Armstrong, 1984), podendo ser um fator limitante para a progressao do desempenho fisico para um atleta, sendo assim, estrategias nao-farmacologicas que podem atenuar o processo de algesia causado pelo treinamento fisico tornam-se interessantes para aumentar o desempenho atletico de medio a longo prazo.

Os mecanismos responsaveis pelo surgimento da dor muscular ainda nao foram definidos pela literatura apesar do grande numero de pesquisas realizadas ate o momento. Acredita-se que a dor e um resultado sistemico de lesoes das fibras ou celulas musculares causadas pelo estresse mecanico (Friden e Lieber, 1992).

E possivel que ocorra acumulo de metabolitos, aumento da concentracao de enzimas que sao citadas nas literaturas especializadas (creatina cinase ou CK; lactato desidrogenase ou LDH; mioglobina e marcadores de inflamacao aguda). A CK em especial pode ser considerada um marcador de lesao muscular interessante, visto que uma de suas isoformas e encontrada quase que exclusivamente no tecido muscular esqueletico (CK-MM) (Clarkson e Newham, 1995).

O processo inflamatorio e uma resposta ja observada na DMIT, este processo e caracterizado por acumulo de fluidos no interior da musculatura esqueletica, recrutamento exacerbado leucocitos e proteinas plasmaticas para o local da lesao (Clarkson e Newham, 1995).

O omega-3 e um grupo de acidos graxos essenciais, que faz parte dos acidos poli-insaturados (possui duas ou mais ligacoes duplas em sua cadeia por pares de atomos de carbono) e e percussor dos eicosanoides capazes de modular o processo inflamatorio.

O consumo ou suplementacao de acidos graxos poli-insaturados e acidos graxos monoinsaturados modificam a producao de citocinas pro-inflamatorias como por exemplo podendo estar relacionado a diminuicao da producao de fator de necrose tumoral a (TNF-[alpha]), interleucina 1[beta] (IL-1p), interleucina 6 (IL-6) e interleucina 8 (IL-8) (Calder e Grimble, 2002).

Com base nos atuais estudos e possivel evidenciar um possivel efeito antiinflamatorio na ingestao de omega 3.

Tendo em vista seus mecanismos antiinflamatorios nosso objetivo foi revisar na literatura evidencias que testaram a suplementacao de omega 3, sobre o processo de DMIT em seres humanos.

MATERIAIS E METODOS

O presente estudou se baseou em uma revisao sistematica de literatura sobre o efeito da suplementacao de oleo de peixe rico em omega-3 sobre a dor muscular de inicio tardio (DMIT).

A coleta de dados em todas as bases de dados foi feita por dois pesquisadores separadamente e depois foram cruzados com o intuito de garantir robustez a busca de artigos cientificos ao trabalho de revisao.

A revisao sistematica teve como base o metodo PRISMA de revisao (Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses), onde todos os artigos foram avaliados em relacao a qualidade metodologica do estudo, sendo assim uma melhor avaliacao dos possiveis riscos de vies metodologicos presentes dos estudos que foram utilizados na presente revisao (Liberati e colaboradores, 2009).

Criterios de Elegibilidade

Foi considerado como criterio de elegibilidade os artigos estarem disponiveis nas plataformas de pesquisa Pubmed/Medline (Medical Literature Analysis and Retrieval System on-line), SciElo, Web of Knowledge e Google Academico, artigos publicados em ingles, portugues e espanhol, no periodo entre 2007 e 2018.

Foram selecionados estudos com delineamento de ensaios clinicos (randomizados ou nao) e estudos controlados. Estudos publicados em qualquer outro idioma diferente de ingles, portugues e espanhol foram excluidos da analise. Estudos cientificos realizados sobre o tema no formato de revisoes de literatura, bem como opinioes de especialistas foram excluidos para analise.

Estrategia de Busca

Em relacao a selecao dos artigos fizeram parte da revisao, foram utilizados nas bases de dados pre-estabelecidas os seguintes termos isolados e combinados entre si: "fatty acids", "supplementation", "fish oil", "fish oil/omega 3 fatty acids", "muscle soreness", "myalgia", "dietary supplements", "n-3 fatty acids", "n-3 polyunsaturated fatty acid", "n-3 PUFA", "eicosapentanoic acid", "delayed onset muscle soreness", "muscle soreness", "muscle damage". O fluxograma de busca pode ser observado na Figura 1.

Analise de Risco de Vieses

Foi realizado analise de risco de vieses por dois pesquisadores independentes (A.O.M. e R.A.). Para esta analise foram separadas em sete categorias: geracao de sequencia aleatoria (vies de selecao), ocultacao de selecao (vies de selecao), cegamento dos participantes e de profissionais (vies de desempenho), cegamento de avaliadores de desfechos (vies de deteccao), desfechos incompletos (vies de atrito), relato de desfecho seletivo (vies de relatorio) e outros vieses relevantes (Higgins e Green, 2011).

Qualquer diferenca de opiniao entre os revisores foi levada para analise para um terceiro revisor (G.P.S.). O resumo da analise de risco de vieses pode ser observado na Figura 2.

RESULTADOS

Selecao dos Estudos

A busca e selecao dos artigos foram realizadas nas duas bases de dados pre-estabelecidas, ao final da busca foram encontrados 44 artigos cientificos que tratavam sobre o tema. Foi realizado a exclusao dos artigos encontrados em forma de duplicata, que apareceram em mais de uma base de dados, resultando em 24 artigos. Foi realizado uma triagem, onde 3 artigos foram excluidos da revisao por abordarem uma substancia diferente da que o presente estudo definiu como tema, resultando em 21 artigos.

Os artigos foram triados tambem levando em consideracao a elegibilidade, onde 3 artigos foram excluidos da pesquisa por nao se tratar de artigos de ensaios clinicos nao randomizados. Ao final do processo de selecao obtivemos 17 artigos cientificos que se encaixavam nos criterios pre-estabelecidos e entao fizeram parte da presente revisao sistematica de literatura.

Caracteristicas dos Estudos

Uma visao geral das caracteristicas dos estudos e principais resultados sao apresentados na Tabela 1.

Todos os 17 estudos usaram como criterio de elegibilidade que os participantes se encontrassem saudaveis e aptos a praticarem exercicios.

Em 7 estudos presentes na revisao foram selecionadas participantes mulheres, sendo 5 deles com mulheres fisicamente nao ativas e 2 deles com mulheres treinadas, porem nao atletas.

Em 12 dos 17 estudos foram selecionados participantes homens, dentre eles 7 com homens fisicamente nao ativos, 2 com homens fisicamente ativos e 3 com atletas ativos.

A intervencao do Oleo de peixe rico em EPA e DHA se demonstrou presente em 14 dos estudos, em outros 2 foi utilizado somente DHA e apenas 1 utilizando somente EPA. As doses de EPA e DHA, foram bem variados, apesar de necessitar de mais estudos, hipoteses sugerem que EPA e DHA comecam atuar contra a inflamacao gerada por DMIT a partir de 600mg de EPA e 260mg de DHA (Tsuchiya e colaboradores, 2016).

A partir dessa hipotese percebe-se que dos 17 estudos, 2 utilizam esta mesma dosagem e outros 7 dosagens maiores e variadas de EPA e DHA. Somente 3 estudos foram feitos com atletas, dentre os esportes foram Rugby, futebol e basquete.

Entretanto os exercicios mais utilizados para testar a eficacia do oleo de peixe sobre a DMIT foram contracoes e flexoes excentricas com carga maxima (1RM) ou submaxima (algum percentual da 1RM).

Risco de Vieses

De um total de 17 artigos revisados 15 (88,23%) deles atenderam o criterio de randomizacao, porem cerca de 10 (58,82%) nao encobriram a alocacao podendo resultar em vieses de selecao. Em 7 artigos (41,17%) foi notada a falta ou nao relato de cegamento de pacientes e de profissionais da saude envolvidos, tambem em 12 (70,58%) deles nao foi realizado ou relatado o cegamento dos avaliadores de resultados, causando um risco de vies de desempenho.

Alem disto, em 10 artigos (58,82%) houve desistencia de participantes ou nao informaram este topico, o que leva a um risco de vies de atrito consideravel.

Em 11 artigos (64,70%) foram apresentados relatos seletivos, assim tornando com risco de haver vies de relatorio. Mais da metade dos artigos possuem dois ou mais riscos de vieses e, ou, falta de informacao, tornando assim muitos artigos passiveis de erros a interpretacao dos resultados.

DISCUSSAO

A DMIT e um assunto muito estudado atualmente, no entanto existem poucos estudos e revisoes de literatura que procuraram avaliar como ela e impactada pela suplementacao de acidos graxos DHA e EPA encontrados no Omega-3 proveniente do oleo de peixe. Portanto, de nosso conhecimento esta e a primeira revisao sistematica na literatura existente ate o momento que buscou avaliar o efeito da suplementacao aguda do oleo de peixe sobre a DMIT provocada intencionalmente por exercicios fisicos.

Ha indicios de que a suplementacao de DHA e EPA pode ser benefica para atenuar a dor muscular percebida apos exercicios fisicos que induzem o dano muscular. Alguns estudos mostram uma variacao nessa percepcao da dor em diferentes momentos (McKinley-Barnard e colaboradores, 2018; Tinsley e colaboradores, 2017).

A manifestacao da dor pode ser observada de forma aguda, a qual se caracteriza por um curto periodo apos o exercicio fisico (ate 24 horas). Adicionalmente, e observavel tambem uma resposta de mais longo prazo (cronica), que corresponde ao periodo posterior a estas primeiras 24 horas apos a realizacao do exercicio fisico (Clarkson e Hubal, 2002; Jones e colaboradores, 1986).

O aumento da dor foi percebido nos individuos independentes se estavam utilizando o oleo de peixe em teste ou uma substancia placebo (Gray e colaboradores, 2014).

Foi encontrada diferenca significativa da percepcao da dor nos momentos 6 horas e 24 horas apos, em relacao ao periodo pre exercicio (McKinley-Barnard e colaboradores, 2018) validando a lesao muscular esperada pelos protocolos de treinamento.

A intensidade da dor percebida em resposta aguda nao mostrou ser atenuada pela suplementacao (1,8g / omega-3) ate 24 horas depois do protocolo de dano muscular (Tartibian, Maleki e Abbasi, 2009).

Ja em relacao a resposta apos as primeiras 24 horas iniciais foi observado reduzir a DMIT no grupo que suplementou a combinacao dos acidos graxos insaturados (2,7g de EPA + DHA) comparado ao placebo no tempo 72 horas e 96 horas apos a lesao induzida (Lembke e colaboradores, 2014). A mesma diminuicao da percepcao da dor foi demonstrada no grupo intervencao no tempo 48 horas pos-exercicio (Tartibian, Maleki e Abbasi, 2009).

Da mesma forma, foi observado melhor efetividade no 35[degrees] dia de suplementacao comparado ao primeiro dia de suplementacao (1,5mg Omega-3 poliinsaturado contendo 0,55mg de EPA e 0,55 mg de DHA) durante o treinamento de 5 semanas de pre-temporada de Rugby (Black e colaboradores, 2018).

A suplementacao de produtos proteicos ricos em aminoacidos, glicidicos e lipidicos com objetivo de recuperacao muscular e amplamente estudado na nutricao esportiva, comparando o impacto desses nutrientes adicionados ou nao aos acidos graxos poli-insaturados (Cintineo e colaboradores, 2018; Davies, Carson e Jakeman, 2018; Pochmuller e colaboradores, 2016).

A dor muscular em um dos estudos expressa pela area sobre a curva durante 72 horas de recuperacao foi significantemente menor em jogadores de futebol competidores, submetidos ao exercicio, que suplementaram uma bebida pos-treino contendo Acidos graxos Omega-3 + 15 g whey protein + 1,8 g leucina 20 g carboidrato comparado aos grupos Proteina (15 g whey protein + 1,8 g leucina + 20g carboidrato) e Carboidrato (24g carboidrato) validando o efeito positivo da combinacao dos acidos graxos sobre a atenuacao da DMIT (Philpott e colaboradores, 2018).

Apos 9 dias de suplementacao um grupo que suplementou 3000 mg de DHA/dia, apresentou percepcao da dor muscular 23% menor do que no grupo placebo (Corder e colaboradores, 2016). Um dos estudos em questao apresentou uma diferenca proximo aos niveis de significancia da DMIT (p=0,0647) sendo menos severa no grupo que suplementou 6g/dia de Oleo de peixe (3000mg EPA + 600mg DHA) em relacao ao grupo placebo tanto no tempo 24h depois do treinamento de resistencia quando no tempo 48h (Tinsley e colaboradores, 2017), nesse caso os participantes utilizaram a substancia durante uma semana antes de realizarem os exercicios, sugerindo que dor percebida pode ser influenciada por uma estrategia de prevencao aos danos resultantes da lesao muscular induzida por exercicios fisicos resistidos.

O bem estar psicologico pode ser medido atraves de uma ferramenta chamada Profile Mood States (POMS), ela foi criada para utilizacao psiquiatrica em 1971 (McNair, Lorr e Droplleman, 1971), e validado para ser utilizado no contexto esportivo, com 64 itens avaliando estados de humor (tensao, depressao, raiva, vigor, fadiga e confusao mental) (Morgan, 1980).

O fator psicologico medido por esses parametros pode ser um fator limitante na rotina de um atleta por exemplo, quanto mais estressado ou infeliz essa pessoa estiver, menor sera a disposicao para realizar o treinamento.

Os acidos graxos poli-insaturados se mostraram beneficamente influentes no bemestar psicologico mensurado a partir do POMS, onde foi visto uma moderada diminuicao da fadiga subjetiva apos o dia 20 ate 35, durante o treinamento da pretemporada de atletas de Rugby (Black e colaboradores, 2018).

A suplementacao influenciou positivamente o humor dos participantes em comparacao ao placebo (Lembke e colaboradores, 2014) validando o impacto que a substancia pode exercer sob o bem-estar psicologico modulado pela lesao induzida por exercicios fisicos.

A performance ou desempenho parece ser afetada beneficamente pela suplementacao, foi visto um impacto positivo no desempenho durante os testes de saltos realizados pelos individuos (Black e colaboradores, 2018; Jakeman e colaboradores, 2017).

As CMIV (contracoes maximas voluntarias) podem se enquadrar no quesito performance, pois dizem respeito a um parametro de capacidade maxima (desempenho), um aumento da CMIV nos grupos que utilizaram oleo de peixe em comparacao ao controle foi significativamente percebida, 1 dia apos o exercicio (Ochi, Tsuchiya, Yanagimoto, 2017) e no periodo de 2 a 5 dias apos o exercicio comparado ao placebo (Tsuchiya e colaboradores, 2016).

A amplitude de movimento articular, extensao e torque sao fatores muito importantes na vida dos praticantes de atividades fisicas, principalmente os atletas, onde limitacoes de movimento oriundas da dor muscular podem contribuir para o acontecimento de lesoes, que resultam no afastamento dessa pessoa de suas atividades fisicas e eventuais competicoes. Uma diminuicao na perda de amplitude de movimento foi vista no grupo que suplementou a substancia em estudo em comparacao aos grupos controle e placebo no periodo de 48h pos exercicio (Tartibian, Maleki e Abbasi, 2009), confirmando o efeito positivo da substancia.

A suplementacao resultou em uma maior amplitude de movimento articular no periodo de 1 a 5 dias apos exercicio (Tsuchiya e colaboradores, 2016), assim como a rigidez muscular que foi significativamente menor no grupo intervencao comparado ao placebo (Tsuchiya e colaboradores, 2016) validando a influencia dos acidos graxos na amplitude de movimento dos membros apos o dano induzido.

A extensao e torque nao se mostrou afetada pela suplementacao, nao apresentando diferenca significativa entre os grupos (Corder e colaboradores, 2016; Lembke e colaboradores, 2014).

A CK parece ser considerada um bom marcador de lesao muscular (Clarkson, Hubal, 2002; Nosaka, Newton, Sacco, 2002) mesmo com um minimo de lesao celular e possivel perceber alteracoes nos seus niveis, o que a torna um indicativo importante de adaptacao ao exercicio. Isso porque a CK e uma enzima citoplasmatica, sujeita a uma rapida liberacao na circulacao como resultado de uma pequena lesao (Soares, 2004), porem nos estudos analisados poucos deles evidenciaram uma mudanca significativa nas concentracoes desse marcador com a suplementacao do oleo de peixe. Os niveis de CK nao se mostraram significativamente diferentes entre os grupos estudados (Lembke e colaboradores, 2014; Marques e colaboradores, 2015).

Um aumento do nivel de CK foi encontrado tanto no grupo intervencao quanto no placebo nos periodos 24/48h apos exercicio, validando a possivel representacao de lesao muscular da enzima (Gray e colaboradores, 2014).

Uma diminuicao dos niveis de CK foi vista no grupo intervencao na fase aguda, mas nao obteve diferenca significativa entre os grupos quando avaliado o periodo de treinamento como um todo (DiLorenzo, Drager, Rankin, 2014).

Contrariando os resultados dos outros estudos, um grupo que suplementou a bebida pos treino com oleo de peixe mostrou niveis de CK 60% menores do que o grupo que suplementou apenas com carboidrato (CHO) e tendeu a ser 39% menor do que o grupo que suplementou o mesmo tipo de pos-treino que oleo de peixe mas sem o oleo de peixe (PRO) (Philpott e colaboradores, 2018).

A LDH tambem e uma enzima de lesao muscular, tende a ser menos especifica que a CK por exemplo por ficar elevada durante muitos dias apos o exercicio, a LDH aumenta menos rapidamente do que a CK, porem mantem seus valores elevados por mais tempo. Um aumento dessa enzima a partir do esforco fisico realizado em um jogo de basquete foi encontrado, a suplementacao com 1.500mg DHA, 300mg EPA e 6mg de vitamina E natural pareceu prevenir o aumento dos niveis de LDH.

A resposta inflamatoria envolvendo a liberacao de citocinas tem como objetivo reparar o tecido lesionado (Hirose e colaboradores, 2004; Peake, Nosaka e Suzuki, 2005; Pedersen e Febbraio, 2008) citocinas, como o fator de necrose tumoral-alfa (TNF-[alpha]) e a interleucina-6 (IL-6), desempenham funcoes importantes para o reparo do tecido danificado (Smith, 1991).

A suplementacao de Omega-3 pareceu atenuar os niveis de IL-6, onde o grupo que suplementou a substancia apresentou uma diminuicao desses niveis quando comparado ao grupo placebo (Marques e colaboradores, 2015).

Tambem foi vista um aumento dos niveis dessa interleucina em um grupo placebo comparado ao grupo intervencao (Tsuchiya e colaboradores, 2016) sugerindo o possivel efeito benefico da substancia na expressao desse marcador inflamatorio. Contrariando os resultados dos ultimos estudos citados, os marcadores inflamatorios nao se mostraram influenciados pela suplementacao (Hayward e colaboradores, 2016).

O comportamento da interleucina com influencia do acido graxo EPA nao se mostrou como o esperado, o aumento do nivel do marcador foi de 103 [+ or -] 60% no grupo que suplementou a substancia, enquanto o grupo placebo apresentou apenas 80 [+ or -] 26% de aumento.

O TNF-[alpha] apresentou tanto nos niveis quanto de repouso, mais baixos no grupo que realizou a suplementacao comparado ao placebo (Bloomer e colaboradores, 2009), porem, contrariando os resultados do ultimo estudo, a suplementacao pareceu nao surtir efeito nos niveis desse marcador em comparacao ao placebo (Marques e colaboradores, 2015).

Com a suplementacao de 6g de oleo de peixe, o fator de necrose tumoral alfa apresentou maiores niveis durante a fase folicular (caracterizada pelo primeiro dia de menstruacao ate o final do sangramento, aumento dos niveis de estrogenio e estradiol) nas mulheres participantes em comparacao com a fase lutea (fase de ovulacao, aumento dos niveis de progesterona e queda do estrogenio) (McKinley-Barnard e colaboradores, 2018).

Esse ultimo achado pode estar ligado a natureza mais inflamatoria da fase folicular, onde a progesterona que apresenta propriedade anti-inflamatoria esta em menores concentracoes (Kelly e colaboradores, 2001, 2002).

A PCR e sintetizada pelo figado, em resposta a fatores liberados por macrofagos e celulas de gordura (adipocitos) (Ceciliani, Giordano e Spagnolo, 2002), ela liga-se a fosfocolina expressa na superficie de celulas mortas ou em processo de morte celular (Kluft e De Maat, 2003), como por exemplo as celulas musculares apos serem lesadas pelo exercicio fisico. Esse marcador inflamatorio apresentou menores niveis tanto sericos quanto de repouso no grupo que realizou a suplementacao quando comparado ao placebo (Bloomer e colaboradores, 2009).

O mesmo efeito foi visto no periodo 24h pos exercicio com a suplementacao dos acidos graxos quando comparado ao placebo, porem nenhuma mudanca significativa foi encontrada nos tempos 48h e 96h apos os protocolos de dano muscular (Lembke e colaboradores, 2014).

Tambem nao foram vistas diferencas significativas nos niveis dessa proteina hepatica comparando os acidos graxos e placebo (Hayward e colaboradores, 2016; Marques e colaboradores, 2015; Philpott e colaboradores., 2018).

O exercicio fisico e importante para a saude do individuo e sua pratica de moderada a intensa e necessaria para individuos que buscam uma melhora de performance. Estas sessoes de treinos estao ligadas ao estresse oxidativo, no qual e uma das respostas ao exercicio fisico levando nosso organismo a produzir especies reativas de oxigenio (EROs). Alem do aumento de EROs, a atividade fisica esta ligada a inflamacao e a DMIT (Tirapegui e colaboradores, 2007).

Buscando atenuar o estresse oxidativo para melhoria de desempenho e reducao da DMIT em individuos treinados, foi feito um estudo onde foi utilizado a suplementacao diaria de oleo de peixe contendo 2224 mg de EPA + 2208 mg de DHA.

Este presente estudo mostrou que embora a suplementacao tenha reduzido marcadores como PCR e TNF-[alpha], nao houve diferenca nos marcadores de estresse oxidativo em repouso e um leve aumento em resposta ao exercicio (XO e H2O2), concluindo que seja desnecessaria a suplementacao para individuos treinados que praticam exercicio aerobio de intensidade moderada por 60 minutos (Bloomer e colaboradores, 2009).

Especies reativas de oxigenio tem meia vida curta, sendo mais bem medido os danos produzidos pelo estresse oxidativo como as TBARS, resultantes da peroxidacao lipidica (Pryor, 1991). Outro marcador do estresse oxidativo sao carbonilas proteicas resultantes da oxidacao de proteinas mediadas por radicais livres (Berlett, Stadtman, 1997).

O estresse oxidativo e sua producao excessiva de EROs e capaz de induzir danos diretos ao DNA e tambem indiretamente pela peroxidacao lipidica e oxidacao de proteinas mediadas por radicais livres (Teixeira, 2013).

Encontramos que a suplementacao diaria de oleo de peixe com 1.3g EPA, 0.3g DHA e 45I.U. d-a tocoferol foi capaz de reduzir TBARS no periodo de 48h a 72h horas apos o exercicio e a o dano ao DNA estimulado pelo H2O2 imediatamente apos o exercicio. Em demais momentos avaliados e nas proteinas de carbonilas nao houve diferenca, levandonos a acreditar que a suplementacao consegue reduzir alguns marcadores selecionados de estresse oxidativo apos um unico exercicio excentrico (Gray e colaboradores, 2014).

A superoxido e uma das principais especies reativas de oxigenio (EROs) e assim a superoxido dismutase atua como antioxidante, sendo ela a enzima em maior quantidade no organismo (Halliwell e Gutteridge, 1989; Li e colaboradores, 1995).

Surpreendentemente o aumento de superoxido dismutase em um estudo que avaliava a suplementacao de oleo de peixe em duas fases do ciclo menstrual, nao sendo conclusivo para avaliar a eficacia ou nao, devido a outros estudos com protocolos e dosagens diferentes relatarem a diminuicao ou nenhuma mudanca nesta enzima (McKinley-Barnard e colaboradores, 2018).

Limitacoes

As limitacoes desta revisao incluem muitos estudos com respostas inconclusivas, grande parte dos estudos que encontraram evidencias necessitam de novas pesquisas.

A maior parte dos estudos foram direcionados para pessoas destreinadas e principalmente homens, o que nos limita nossa conclusao para mulheres, atletas e pessoas fisicamente ativas.

Outra limitacao e a padronizacao de uma dose minima, apesar de evidencias sugerirem uma, alguns resultados so foram encontrados com doses maiores e com adicao de outros manejos dieteticos.

Como metodologia para obtencao de DMIT, a ferramenta mais utilizada foi repeticao excentrica maxima ou submaxima, o que limita os resultados para relaciona-los com esportes que utilizam forca maxima e poucas repeticoes, como por exemplo Levantamento de Peso Olimpico.

CONCLUSAO

Com base em nossa revisao dos estudos disponiveis, encontramos evidencias que de o uso cronico, ou seja, pelo menos 30 dias da suplementacao de Oleo de peixe rico em EPA e DHA em doses superiores a 600mg e 260mg, respectivamente, pode atenuar de forma limitada a DMIT especialmente no periodo entre 24h-72h horas apos o exercicio, principalmente de caracteristica excentrica.

O resultado e mais expressivo em pessoas destreinadas, tendo em vista poucos estudos terem sido realizado com atletas, e estes mesmo demonstrarem pouco aumento de marcadores inflamatorios por estarem acostumados com a sobrecarga de seus treinos.

Algumas questoes relacionadas aos marcadores inflamatorios e exames bioquimicos nao conseguiram ser respondidas, pois estes em alguns estudos foram atenuados e mesmo assim nao diminuiram a DMIT e em outros estudos sequer foram atenuados.

Com isso acreditamos que necessitam mais estudos na area para ver ate em que ponto a possivel melhora na inflamacao e na DMIT com esta suplementacao e transformada numa melhora de desempenho, para assim poder se aplicada em individuos treinados e atletas.

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Autor Correspondente:

Prof Giuseppe Potrick Stefani

Av. Ipiranga, 6681, Predio 11.

Porto Alegre-RS, Brasil.

Recebido para publicacao em 09/01/2019

Aceito em 14/04/2019

Artur Motta (1), Renan Almeida (1) Giuseppe Potrick Stefani (1)

E-mails dos autores:

artur.motta@acad.pucrs.br

renan.almeida@acad.pucrs.br

giuseppe.stefani@pucrs.br

(1) - Escola de Ciencias da Saude, Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Porto Alegre-RS, Brasil.
Tabela 1 - Caracteristicas dos estudos selecionados para a revisao
sistematica.

Estudo          Amostra   Intervencao               Duracao da
                (n)                                 Intervencao

Bloomer e       14        EPA (2.224mg) + DHA       6 semanas
colaboradores             (2208 mg)
(2009)                    Placebo
Tartibian e     27        1,8g omega-3 com 324      4 semanas
colaboradores             mg de EPA e 216 mg
(2009)                    DHA
                          Placebo
Jouris e        11        3.000 mg / d de oleo de   1 semana
colaboradores             peixe (2.000 mg EPA e
(2011)                    1.000 mg DHA)
Houghton e      17        360 mg/dia                3 semanas
Onambele                  EPA
(2012)                    Placebo
DiLorenzo e     41        2g/dia oleo de peixe      4 semanas
colaboradores             (2000mg DHA)
(2014)                    Placebo
Lembke e        69        2,7g/dia de oleo de       4 semanas
colaboradores             peixe (1.620mg EPA +
(2014)                    540mg DHA)
                          Placebo
Marques e        8        3g/dia de oleo de peixe   4 semanas
colaboradores             (1.500mg DHA + 300mg
(2015)                    EPA + 6mg a-tocoferol)
Corder e        27        3000mg/dia DHA            9 dias
colaboradores             Placebo
(2016)
Hayward e       28        Placebo                   9 semanas
colaboradores             540 mg EPA
(2016)                    + 360 mg
                          DHA
                          Placebo
Tinsley e       19        6g/dia de oleo de peixe   2 semanas
colaboradores             (EPA 3.000mg + DHA
(2016)                    600mg)
Tsuchiya e      24        EPA (600mg) + DHA         8 semanas
colaboradores             (260mg)
(2016)                    Placebo
Gray e          20        3g/dia oleo de peixe      6 semanas
colaboradores             (1,3g EPA + 0,3g DHA
(2017)                    + 45 UI de a-tocoferol)
                          Placebo
Jakeman e       27        Alta Dosagem (750 mg      Imediata
colaboradores             EPA + 50 mg DHA)          (Aguda)
(2017)                    Baixa Dosagem
                          (150 mg EPA + 100 mg
                          DHA)
                          Placebo
Ochi e          21        2400 mg/dia de oleo de    8 semanas
colaboradores             peixe (600mg EPA +
(2017)                    260mg DHA)
                          Placebo
Black e         20        1546 mg oleo de peixe     5 semanas
colaboradores             (551mg EPA +
(2018)                    551mg DHA)
                          Placebo
McKinley-       22        6g/dia de oleo de peixe   3 semanas
Barnard e
colaboradores
(2018)
Philpott e      30        Oleo de peixe (550mg      6 semanas
colaboradores             EPA + 550mg DHA) +
(2018)                    15g WP + 1,8g leucina
                          + 20g carboidrato
                          Placebo

Estudo          Tipo de Exercicio      Parametros


Bloomer e       Caminhada em esteira   CK, PCR, TNF-[alpha], marcadores
colaboradores   com sobrecarga         de estresse oxidativo (Xantina
(2009)          (mochila)              oxidase e [H.sub.2][O.sub.2])
Tartibian e     Exercicio excentrico   Amplitude de movimento do joelho
colaboradores                          (ADM), dor subjetiva (membros
(2009)                                 inferiores), circunferencia da
                                       coxa da perna direita
                                       (imediatamente e 24h/48h apos
                                       exercicio excentrico)
Jouris e        Exercicio excentrico   Dor muscular, sensibilidade,
colaboradores                          inchaco (circunferencia do braco
(2011)                                 e volume do braco), temperatura
                                       leito muscular, numero de
                                       repeticoes excentricas
Houghton e      Exercicio de forca     IL-6, forca muscular, percepcao
Onambele        (musculacao).          de esforco
(2012)
DiLorenzo e     Exercicio excentrico   Forca muscular isometrica, IL-6,
colaboradores                          IL-1ra, proteina C-reativa (PCR),
(2014)                                 CK
Lembke e        Exercicio excentrico   PCR, CK, lactato sanguineo, dor
colaboradores                          muscular, extensao, torque,
(2014)                                 Perfil de Humor
Marques e       Basquetebol            PCR, IL-ip, IL-1ra, IL-4, IL- 6,
colaboradores                          IL-8, TNF-[alpha], CK, LDH,
(2015)                                 integridade e potencial de
                                       membrana mitocondrial, producao
                                       de especies reativas de oxigenio
                                       (EROs), colesterol total
Corder e        Exercicio excentrico   Dor muscular, circunferencia do
colaboradores                          braco, rigidez muscular,
(2016)                                 temperatura da pele, PCR salivar
Hayward e       Exercicio de forca     Volume de treinamento, dor
colaboradores   (musculacao)           muscular, Cortisol, PCR, IL-6
(2016)
Tinsley e       Exercicio de forca     Circunferencias dos membros,
colaboradores   (musculacao)           dor muscular
(2016)
Tsuchiya e      Exercicio excentrico   Torque, Amplitude de movimento
colaboradores                          da articulacao do cotovelo (ADM),
(2016)                                 circunferencia do braco, dor
                                       muscular, CK, mioglobina, IL-6,
                                       TNF-[alpha]
Gray e          Exercicio excentrico   CK, dano ao DNA linfocitario,
colaboradores                          TBARS, proteinas carboniladas,
(2017)                                 CVIM, dor muscular.
Jakeman e       Saltos de queda        Indicadores de dano muscular
colaboradores   pliometrico            induzido por exercicio
(2017)
Ochi e          Exercicio excentrico   Torque, amplitude de movimento
colaboradores                          da articulacao do cotovelo (ADM),
(2017)                                 amplitude e latencia da onda M,
                                       dor muscular
Black e         Salto de contra        Dor muscular, desempenho de SCM,
colaboradores   movimento (SCM)        sensacao de fadiga
(2018)
McKinley-       Exercicio excentrico   Dor muscular, forca muscular,
Barnard e                              superoxido dismutase, mioglobina,
colaboradores                          NFKB, TNF-[alpha]
(2018)
Philpott e      Exercicio excentrico   Dor muscular, CK, PCR
colaboradores
(2018)

Estudo          Desfechos


Bloomer e       [down arrow] CK
colaboradores   [down arrow] PCR
(2009)          [down arrow]TNF-[alpha].
                [left and right arrow] Xantina oxidase
                [left and right arrow] [H.sub.2][O.sub.2]
Tartibian e     [left and right arrow] ADM
colaboradores   [left and right arrow] Dor subjetiva
(2009)          [left and right arrow] Circunferencia 24h apos exercicio
                [down arrow] Dor subjetiva
                [down arrow] Circunferencia 48h apos exercicio
                [up arrow] ADM
Jouris e        [down arrow] Dor muscular
colaboradores   [left and right arrow] Circunferencia de braco
(2011)          [left and right arrow] Volume do braco
                [left and right arrow] Temperatura da pele
                [up arrow] Repeticoes excentricas
Houghton e      [up arrow] IL-6
Onambele        [left and right arrow] Forca muscular
(2012)          [left and right arrow] Percepcao do esforco
DiLorenzo e     [left and right arrow] Forca muscular isometrica
colaboradores   [down arrow] IL-6 (fase aguda)
(2014)          [left and right arrow]IL-1ra
                [left and right arrow] PCR
                [down arrow] CK (fase aguda, intra-grupo)
                [left and right arrow]CK (entre os grupos)
Lembke e        [down arrow] Dor muscular
colaboradores   [left and right arrow] Extensao membro
(2014)          [left and right arrow] Torque
                [left and right arrow] CK
                [up arrow] Humor
                [down arrow] PCR
Marques e       [left and right arrow] CK
colaboradores   [left and right arrow] LDH
(2015)          [left and right arrow] PCR
                [left and right arrow] IL-6
                [left and right arrow] IL-1
                [down arrow] IL-1ra
                [left and right arrow] IL-4
                [left and right arrow] TNF-[alpha]
                [left and right arrow] Integridade e potencial de
                membrana mitocondrial
                [left and right arrow] Producao de EROs
                [down arrow] Colesterol total
Corder e        [down arrow] Dor muscular
colaboradores   [down arrow] Circunferencia do braco
(2016)          [down arrow] Rigidez
                [left and right arrow] Temperatura da pele
                [left and right arrow] PCR salivar
Hayward e       [left and right arrow] Volume de treinamento
colaboradores   [left and right arrow] Dor muscular
(2016)          [left and right arrow] Cortisol
                [left and right arrow] PCR
                [left and right arrow] IL-6
Tinsley e       [left and right arrow] Dor muscular na coxa
colaboradores   [down arrow] Dor muscular no braco
(2016)
Tsuchiya e      [up arrow] Torque
colaboradores   [up arrow] ADM
(2016)          [left and right arrow] Circunferencia do braco
                [down arrow] Dor muscular
                [left and right arrow] CK
                [down arrow] Mioglobina
                [down arrow] IL-6
                [left and right arrow] TNF-[alpha]
                [left and right arrow] Dor muscular
Gray e          [left and right arrow] CK 24/48h
colaboradores   [down arrow]TBARS
(2017)          [up arrow] Proteinas carboniladas comparado
                ao inicio.
                [down arrow] Dano DNA linfocitario
Jakeman e       [up arrow] Desempenho de saltos com alta
colaboradores   dosagem de EPA
(2017)
Ochi e          [up arrow] Torque
colaboradores   [down arrow] Dor muscular
(2017)          [down arrow] Latencia de onda M
                [up arrow] ADM
Black e         [up arrow] Desempenho SCM
colaboradores   [down arrow] Fadiga
(2018)          [down arrow] Dor muscular membros superiores
McKinley-       [left and right arrow] Dor muscular
Barnard e       [left and right arrow] Forca muscular
colaboradores   [up arrow] Superoxido dismutase
(2018)          [left and right arrow] Mioglobina
                [left and right arrow] NFKB
                [up arrow] TNF-[alpha]
Philpott e      [down arrow] Dor muscular
colaboradores   [down arrow] CK
(2018)          [left and right arrow] PCR

Legendas: [up arrow]: aumentou ou melhorou; [down arrow]: reduziu ou
piorou; [left and right arrow]: sem efeito; ADM: amplitude da
articulacao do cotovelo; CK: creatina fosfocinase; DHA:
docosapeitaenoico; EPA: eicosapentaenoico; EROs: especies reativas de
oxigenio; [H.sub.2][O.sub.2]: peroxido de hidrogenio; IL1 -ra: receptor
antagonista de interleucina 1; IL-1(3: interleucina 1 beta; IL-6:
interleucina 6; LDH: lactato desidrogenase; NFKB : fator nuclear kappa
beta; PCR: proteina C reativa; SCM: Salto de contra movimento; TBARS:
substancias reativas ao acido tiobarbiturico; TNF-[alpha]: fator de
necrose tumoral alfa
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Author:Motta, Artur; Almeida, Renan; Stefani, Giuseppe Potrick
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jul 1, 2019
Words:7210
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