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EFEITO DAS AULAS DE GINASTICA ESCOLAR NOS NIVEIS DE ATIVIDADE FISICA: JUMP NA EDUCACAO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)/Effect of gymnastic school lessons on the student's physical activity levels: jump in young and adult education (YAE).

INTRODUCAO

A promocao da saude se relaciona com a manutencao de um estilo de vida fisicamente ativo, o que se associa a diversos beneficios.

Nesse sentido, e sabido que a pratica regular de atividade fisica (AF) pode reduzir riscos associados a obesidade, como o diabetes tipo dois e os cardiovasculares em geral (Andaki e colaboradores, 2013; Burgos e colaboradores, 2015).

Alem disso, a AF melhora a saude mental e a qualidade de vida de seus praticantes (Denti e Vargas, 2013; Furtado, Simao e Lemos, 2004).

Nesse contexto, as aulas de educacao fisica (EF) escolar desempenham um papel bastante relevante, por se caracterizarem como momentos para estimular o desenvolvimento das capacidades fisicas, habilidades motoras e consequentemente desenvolver a saude atraves da AF (Brasil, 2007; Casajus e colaboradores, 2012; Ortega e colaboradores, 2008; Tani, 2008).

Alguns estudos vem demonstrando que intervencoes realizadas no ambiente escolar, quando planejadas e bem conduzidas, parecem ser efetivas para promover um estilo de vida ativo e saudavel (De Barros e colaboradores, 2009; Lonsdale e colaboradores, 2013).

Essas pesquisas apontam para os beneficios que a AF organizada nas aulas de EF escolar, gera na melhoria dos padroes de intensidade de AF, levando-os a niveis adequados para a saude (Scruggs, Mungen e Oh, 2010b).

No entanto, ainda nao sao encontrados com facilidade, estudos de intervencao que abordem essas relacoes nas aulas de EF na Educacao de Jovens e Adultos (EJA).

Partindo dessa escassez de pesquisas, e relevante considerar como as aulas de EF podem atuar positivamente para desenvolver a AF desses escolares, que apresentam especificidades e peculiaridades bastante distintas dos demais estudantes.

Nesse sentido, cabe apontar que na EJA existe evasao, diferentes faixas etarias e situacoes de vulnerabilidade social (Di Pierro, 2010; Oliveira, 2002), caracteristicas que sao barreiras constantes no dia-a-dia docente (Machado, 2008).

A partir de tal circunstancia, parece que o professor de EF deve proporcionar metodos de ensino que estimulem o interesse dos alunos (Carvalho, 2013) procurando aumentar a participacao nas aulas de EF, o que de fato pode, consequentemente, ampliar os niveis de AF obtidos nas aulas.

De acordo com isso, em pesquisas realizadas com criancas e jovens e sugerido que a utilizacao de freesbie, jogos, esportes organizados e zumba, sao alternativas e meios atualizados para se promover adesao as aulas de EF e tambem maior engajamento em AF (Barney e Prusak, 2015; Donath e colaboradores, 2014; Wood e Hall, 2015).

Desse modo, apresentar novas modalidades de AF na escola e principalmente para a EJA e bastante relevante.

Nesse contexto, ainda e dificil encontrar evidencias sobre as aulas desenvolvidas em mini trampolim (jump). Tal metodo de ginastica consiste em movimentos ritmados e coreografados desenvolvidos com a utilizacao de musica (Furtado, Simao e Lemos, 2004; Grossl e colaboradores, 2008; Perantoni e colaboradores, 2009).

Alem disso, aulas de Jump se caracterizam como uma forma efetiva para aumentar o condicionamento fisico, especialmente a aptidao cardiorrespiratoria e a forca de membros inferiores (Furtado, Simao e Lemos, 2004; Grossl e colaboradores, 2008; Perantoni e colaboradores, 2009).

Essa e considerada uma atividade prazerosa e que pode motivar os alunos. Dessa forma, os jovens e os adultos podem ser incluidos em aulas com um sentido individualizado, motivador, voltado a saude e a estetica, fatores que sao contribuintes para essa faixa etaria realizar AF (Mears, 2008).

Considerando esses aspectos, o objetivo do presente estudo e verificar o efeito de aulas de ginastica escolar em mini trampolim nos niveis de atividade fisica de escolares da EJA.

MATERIAIS E METODOS

Este estudo possui delineamento semi experimental, abordagem quantitativa e foi realizado em uma escola da regiao metropolitana do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma intervencao nas aulas de EF na EJA, com grupo unico.

Essa pesquisa foi aprovada pelo comite de etica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (parecer no 1.662.821), obedecendo tambem as orientacoes da declaracao de Helsinki (Association, 2013).

Os sujeitos da pesquisa foram selecionados de maneira nao aleatoria por conveniencia, devido ao fato do professor de EF da instituicao participante ser o pesquisador responsavel, assim como pelo interesse dos alunos em participarem.

A partir disso, foram selecionados aqueles, que se voluntariaram e assinaram um termo de assentimento e tambem um de consentimento livre e esclarecido, sendo que os menores de 18 anos entregaram esse documento assinado pelos pais ou responsaveis.

Aproximadamente 74 alunos foram convidados (4 turmas), duas turmas aceitaram, as quais tinham aulas de EF em conjunto. O numero minimo de sujeitos, foi calculado no software G power, considerando um tamanho de efeito grande, [f.sup.2]de cohen de 0,5 (Lindenau e Guimaraes, 2012), um alfa de 0,05 e um poder de teste (beta) de 0,85. Tais estimativas de efeito e erros foram utilizadas, considerando um teste estatistico da familia dos testes f, (analise fatorial e regressao multipla), para uma variavel independente de 3 niveis (3 momentos), totalizando assim um minimo de 21 sujeitos.

As aulas de ginastica escolar em mini trampolim (Jump) fizeram parte de um semestre do ano letivo de 2015, dentro do planejamento da EF escolar da EJA. Essas aulas aconteceram 3 vezes por semana e cada periodo correspondia a 30 minutos conforme estabelecido pelo regimento da instituicao.

Tal forma de intervencao foi elaborada conforme o quadro 1, e foi administrada no auditorio da escola. Os minis trampolins foram adquiridos a partir de projetos escolares financiados por empresas locais e entidades parceiras da escola.

O nivel de AF foi mensurado durante tres aulas de EF em momentos subsequentes, por meio do numero de passos, nos meses de marco, maio e julho. Para isso, foram utilizados 15 pedometros Classe, modelo CLA--7986.

Os instrumentos foram alocados no quadril dos alunos, com a utilizacao de um elastico fixado de forma firme, na cintura a 15 centimetros (direita ou esquerda) da cicatriz umbilical, na parte frontal do tronco, proximo ao ponto supra iliaco. Quando os mesmos alunos eram avaliados, nos momentos distintos, utilizavam o mesmo equipamento, afim de minimizar erros de medida.

Para otimizar a avaliacao da AF, os alunos receberam instrucoes previas afim de entenderem o funcionamento dos pedometros, o equipamento foi zerado antes do inicio dos movimentos nos minis trampolins. Os estudantes foram orientados para que se comportassem de forma natural, em todas as aulas e nos dias de coletas de dados foi solicitado que nao realizassem saltos altos (alem da normalidade da aula) afim de nao influenciar na sensibilidade de contagem do numero de passos.

Tomou-se cuidado para que em cada avaliacao fossem monitorados no minimo 5 alunos de cada turma, de preferencia os mesmos da avaliacao anterior, quando esses nao compareciam, outros eram avaliados, o que gerou uma mistura nao programada, entre os sujeitos, em cada momento. Utilizou-se esse metodo de coleta pois na EJA ha elevada flutuacao na presenca dos alunos durante as aulas, devido a nao obrigatoriedade de comparecimento nas praticas de EF para alguns desses sujeitos. O nivel de AF foi calculado, dividindo o numero de passos, (individualmente e em cada momento), pelo tempo de movimento em cada aula (20 minutos).

Tambem foram avaliadas algumas caracteristicas dos sujeitos da pesquisa, idade e sexo foram obtidas atraves de uma ficha previamente construida. As medidas antropometricas de estatura e massa corporal foram coletadas respectivamente com uma fita metrica de metal marca Cescorf, precisao de 0,01 centimetros, fixada na parede a um metro do solo, estendida de baixo para cima e com uma balanca digital de marca QF-2003B com precisao de 100 gramas, conforme instrucoes da bateria de testes para aulas de educacao fisica escolar do PROESP-Br (Gaya e colaboradores, 2015).

Na analise de dados, para quantificar as diferencas entre as caracteristicas dos sujeitos foi utilizada analise fatorial exploratoria considerando um alfa de 0,05 afim de se verificar o impacto da troca de alguns dos sujeitos avaliados no perfil e carateristicas dos grupos nos diferentes momentos.

As diferencas do nivel de AF nos momentos, foram analisadas com o uso do modelo de equacoes de estimativa generalizadas (GEE). O melhor modelo de GEE foi selecionado pelo criterio de quase-verossimilhanca corrigido (QICc), onde aquele que apresentou menor valor foi o adotado para a apresentacao dos resultados.

Assim, foi calculada a variancia media marginal do nivel de AF nos 3 momentos de avaliacao, considerando o mesmo sujeito como parametro para o efeito, em uma matriz de correlacao de trabalho independente e estimador robusto, ou seja, esse teste permitiu a analise da variancia de AF media entre as aulas, mesmo com os sujeitos diferentes e repetidos nos diferentes momentos (esse tambem foi o melhor modelo de acordo com o QICc (Guimaraes e Hirakata, 2012)).

O efeito entre os momentos foi mensurado a partir do [f.sup.2]de cohen (0,02 a 0,15 pequeno; 0,15-0,34 medio; 0,35-0,5 grande; >0,5 muito grande) (Lindenau e Guimaraes, 2012). Para identificar a diferenca ([DELTA]) da variancia do nivel de AF, ao longo do tempo foi usado post hoc de Bonferroni, com valores ajustados para sexo, idade, estatura e massa corporal, essas analises tambem foram realizadas no modelo de GEE. As analises foram obtidas com o software IBM SPSS statistics 20.0.

Os resultados foram representados em tabelas e em graficos de barra construidos no Graph Pad Prism.

RESULTADOS

A coleta de dados totalizou 37 medidas, realizadas em 21 sujeitos em 3 momentos distintos, sendo que 12 alunos foram avaliados no primeiro e segundo momento (marco e maio) e 13 alunos no terceiro momento (julho), desses, 6 foram avaliados (repetidos) em todos os momentos.

Na tabela 1, observam-se as caracteristicas dos alunos avaliados nos diferentes momentos. Nao houve diferencas significativas entre a variacao media das caracteristicas dos sujeitos da pesquisa nos diferentes momentos, idade: ([f.sub.2,34]: 0,24; p=0,78), massa corporal: ([f.sub.2,34]: 0,35; p=0,70) e estatura: ([f.sub.2,34]: 0,22; p=0,97).

Na tabela 2 observa-se que o valor de variacao media do nivel de AF foi significativamente influenciado pelos fatores e covariaveis: momentos de avaliacao, pela idade, massa corporal, estatura e nao houve influencias significativas do sexo.

De acordo com o grafico 1, nota-se que as aulas de Jump proporcionaram grandes diferencas nos niveis de AF, aumentando ao longo do tempo, com tamanhos de efeito de medio ate muito grande, entre os momentos: marco--maio, [f.sup.2]cohen = 0,20 (medio); maio--julho, [f.sup.2]cohen = 0,44 (grande); marco--julho, [f.sup.2]cohen = 0,96 (muito grande).

DISCUSSAO

O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito de aulas de ginastica escolar em mini trampolim nos niveis de AF de escolares da EJA. O principal resultado demonstra que o nivel de AF aumentou em grande proporcao ao longo de um semestre letivo. E importante ressaltar, primeiramente que a forca da pesquisa se deve ao fato de que os estudos relacionados a EF escolar para a EJA disponiveis na literatura atual, nao abordam sobre a intensidade e pratica de AF nas aulas de EF.

Como tal esta investigacao, e a primeira que de alguma forma avaliou essas questoes nesse tipo de ambiente educacional, o que a faz ser de grande relevancia para a pratica pedagogica da EF.

Considerando a forca dessa investigacao, o que de fato e importante para a EF da EJA e abordar a respeito dos niveis de AF nas aulas, a relacao com a saude e os metodos utilizados nessas intervencoes. Sobre isso, se sabe que o numero de passos por minuto e descrito como uma forma de mensurar padroes de AF, que se correlacionam com intensidades moderadas e elevadas (Choi e colaboradores, 2007; Scruggs, 2007; Scruggs, Mungen, Oh, 2010a, 2010b).

Ao analisarmos os valores medios das aulas desenvolvidas, foi visto que em seis meses de intervencao pode-se elevar o padrao da atividade fisica medio de aproximadamente 70 passos por minuto para 110.

Esse resultado demonstra que e possivel planejar aulas de EF escolar com embasamento na teoria do treinamento fisico, considerando intensidade, progressao e continuidade como aspectos relevantes ao cronograma de ensino da disciplina, mesmo sob condicoes adversas como as encontradas na EJA.

Alem de que, outras pesquisas demonstram que o objetivo das aulas de EF escolar orientado para maiores niveis de AF associados a saude, pode ser alcancado em outros contextos e perspectivas, como no ensino dos esportes (Lemes e colaboradores, 2015; Wood e Hall, 2015).

Essas evidencias somadas aos presentes resultados demonstram que e urgente e totalmente possivel de se promover AF e saude nos mais distintos ambientes escolares.

Pesquisas demonstram que considerar a medida do nivel de AF por contagem dos passos por minuto e relevante para a saude dos escolares. De acordo com Choi e colaboradores (2007) e Saunders e colaboradores (2014) atividades fisicas com demanda energetica de 4 mets estao associadas com aproximadamente 125 passos por minuto e AF moderada a vigorosa correlatadas ([r.sup.2]:0,89), com 110-130 passos por minuto (dependendo dos sujeitos).

Esses dados demonstram que a intervencao foi positiva para a promocao da saude nas aulas de EF da EJA, ao passo que os alunos do presente estudo chegaram proximos a esses valores.

Observa-se tambem que as variaveis idade, massa corporal e estatura influenciaram significativamente no nivel de AF, ja o sexo nao apresentou associacao significativa.

Entretanto, a variavel interveniente que teve maior peso e consequentemente maior efeito na analise por regressao, foi o momento de avaliacao, o que indica que de fato o aumento do nivel de AF se deu em funcao das aulas de EF e nao foi originario das caracteristicas dos sujeitos avaliados, o que se reforca tambem pelas diferencas nao significativas entre os momentos de avaliacao para os sujeitos (tabela 1).

A importancia do presente estudo sob os principios de metodos de aulas de EF inovadores, pois a intervencao em EF unida a musica pode gerar aprendizagem e saude conjuntos.

De fato, os BPM's musicais associados aos saltos nos minis trampolins, pareceram auxiliar no aumento dos niveis de AF progressivamente, tambem podem aprimorar os movimentos do corpo e essas aulas foram capazes de ensinar o ritmo aos alunos.

O controle da selecao de musicas por BPM's mais elevados foi fundamental para o alcance de niveis de AF mais altos ao longo do tempo. No que se refere a essas influencias da musica sobre a AF, Barney e Prusak (2015) revelaram a importancia de se considerar esse aspecto no planejamento das aulas de EF.

Quando compararam aulas de freesbie com e sem musica, foi constatado que aquelas onde havia musica proporcionaram maiores niveis de AF (Barney e Prusak, 2015).

Ademais, em um sentido ampliado, o unico estudo que avaliava efeitos de aulas de EF na EJA sobre a saude, tambem apresenta resultados ao encontro disso e dos nossos, onde as aulas de EF movidas por musica e danca de rua, pareceram reduzir o grau de ansiedade das estudantes envolvidas na EF (Denti e Vargas, 2013).

O maior efeito que a presente intervencao revelou, adveio da continuidade das aulas de jump ao longo de um semestre escolar da EJA, que foi capaz de produzir um delta medio de 35 passos por minuto a mais, quando comparados os meses de marco e julho.

Esse tipo de intervencao e muito relevante para as aulas da EJA, pois pode ser realizado em ambiente fechado. Em se tratando de condicoes climaticas adversas, como chuvas e aulas a noite e uma saida eficiente para manter os alunos da EJA fisicamente ativos.

Alem de que outros estudos com metodos mais complexos de analise voltada a saude, corroboram nossos resultados, e indicam que ha aumento da resistencia cardiorrespiratoria, contribuindo de forma efetiva para a manutencao e melhora da aptidao fisica e da saude na qualidade de vida para alunos de academias (Furtado, Simao e Lemos, 2004; Grossl e colaboradores, 2008; Perantoni e colaboradores, 2009).

Desse modo, nossa pesquisa indica que os mesmos beneficios podem estar tambem na escola e na EJA.

E relevante destacar que os pedometros sao versateis e relativamente baratos, portanto sao instrumentos adequados para se utilizar nos ambientes escolares brasileiros e podem alem de apenas medir AF, proporcionar conhecimento sobre a intensidade do exercicio para os proprios sujeitos da pesquisa. Todavia, se sabe tambem que os pedometros apresentam limitacoes, assim como outros instrumentos de medida de AF (Reis, Petroski e Lopes, 2000).

Dentre essas, ressalta-se que pode ocorrer falta de sensibilidade quando se salta, uma limitacao que foi minimizada atraves de aulas ritmadas, com movimentos de pes nao tao altos, mas que, nao pode ser descartada.

No entanto, pode ser considerado que durante um salto se despende mais esforco fisico do que durante uma passada de caminhada, o que torna relativo pensar que este instrumento nao pode ser usado para contagem da AF em mini trampolim, ainda mais que o pedometro no presente estudo foi usado no quadril, bem fixado e o uso do mini trampolim minimiza o impacto dos pes, que poderiam gerar mais contagem de AF por erros devido ao solavanco do pedometro.

De fato, no mini trampolim o impacto dos pes pode ser menor, quando comparado ao impacto do solo em uma corrida, o que torna a limitacao questionavel.

Outra dificuldade se centrou em controlar a presenca massiva do mesmo grupo nos tres momentos de avaliacao. Fato que se explica pela flutuacao e elevado numero de faltas dos alunos nas aulas praticas da EJA.

Cabe salientar que dentre os avaliados, um mesmo grupo de 6 sujeitos participou de todas as avaliacoes. O numero de sujeitos avaliados nos tres momentos foi maior do que 6, para que se atendesse ao numero minimo estipulado pelo calculo, para se realizar analise estatistica.

CONCLUSAO

Por fim, se conclui que as aulas de educacao fisica escolar da EJA, realizadas em mini trampolim (Jump), foram capazes de produzir um grande efeito sobre os niveis de AF dos escolares, alem de ser considerada uma nova opcao de intervencao, para que os professores de EF possam realizar planos de ensino da EJA voltados a promocao da saude atraves de maiores niveis de AF associados ao ritmo e a ginastica.

Alem de que o principal ponto de implicacao pratica dessa pesquisa foi proporcionar conhecimento para que os professores de EF possam efetivamente criar estrategias de intervencao, com um custo moderado e testa-las.

E tambem importante ressaltar que sao necessarios estudos que avaliem se esse tipo de intervencao e suficiente para modificar padroes de AF fora do ambiente escolar, avaliar a aptidao fisica relacionada a saude e possiveis modificacoes em marcadores diretos como no [vo.sub.2]maximo e nos parametros hemodinamicos como pressao arterial, niveis de glicose e insulina.

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Vanilson Batista Lemes (1), Caroline Brand (1) Arieli Fernandes Dias (1), Rodrigo Baptista Moreira (2) Adroaldo Cezar Araujo Gaya (1), Anelise Reis Gaya (1)

(1)-Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rio Grande do Sul, Brasil.

(2)-Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Rio Grande do Sul, Brasil.

E-mails dos autores:

vanilson.lemes@hotmail.com

carolbrand@hotmail.com.br

ariieli_dias@hotmail.com

rbmoreira2@gmail.com

adroaldogaya@hotmail.com

anegaya@gmail.com

Recebido para publicacao 26/02/2017

Aceito em 28/05/2017
Quadro 1 - Formato da intervencao das aulas de Jump.

Periodo            Marco - Abril                Maio - junho

Contexto das    Estilo das musicas:          Estilo das musicas:
musicas         Dance                        Dance
Parte inicial   5 minutos iniciais para      5 minutos iniciais para
                colocar os pedometros.       colocar os pedometros.
Parte           Musicas escolhidas pelo      Musicas escolhidas pelos
principal       professor, 4 musicas de 5    alunos, 3 musicas
                minutos cada; 2 de 60 a 80   totalizando 20 minutos, 2
                beeps por minuto (BPM'S)     de 7' e 1 de 6'. Variacao
                e 2 de 80 a 100 BPM's.       de BPM's de 90 ate 120.
Final da aula   5 Minutos de alongamento     5 Minutos de alongamento
                (nivel de AF nao computado)  (nivel de AF nao computado)

Periodo                     Julho

Contexto das         Estilo das musicas: Dance e Rock
musicas
Parte inicial        5 minutos iniciais para colocar os pedometros.
Parte                Musicas escolhidas pelo professor e alunos. 2 (10')
principal            escolhidas pelos alunos com aproximadamente 100
                     BPM's e 2 (10') 120 BPM's selecionadas pelo
                     professor.
Final da aula        5 Minutos de alongamento (nivel de AF nao
                     computado)

Tabela 1 - Caracteristicas dos sujeitos da pesquisa.

                     Marco               Maio               Julho
                      n                   n                   n

Sexo
Masculino             7                   8                  9
Feminino              5                   4                  4
Total                12                  12                 13
                  Media [+ o -]       Media [+ o -]      Media [+ o -]
                  DP                  DP                 DP
Idade             21,00 [+ o -]       23,08 [+ o -]      24,00 [+ o -]
                  11,06               10,80              11,17
Massa             61,57 [+ o -]       66,77 [+ o -]      65,21 [+ o -]
Corporal          15,40               17,77              12,95
Estatura           1,66 [+ o -]        1,66 [+ o -]       1,66 [+ o -]
                   0,90                0,90               0,80
AF                71,00 [+ o -]       89,00 [+ o -]     110,00 [+ o -]
(passos/minuto)   24,00               16,00              14,00

Legenda: n: numero de sujeitos avaliados; AF: atividade fisica; DP:
desvio padrao da media.

Tabela 2 - Estimativa de influencia dos fatores e covariaveis no nivel
de AF medio por sujeito.

Fatores e               AF (p/min)   IC (95%)       Wald           (p)
covariaveis             [beta]                     [X.sup.2](1)

Momentos
Julho                   +35,8       +22,9; +48,6    29,7         <0,001
Maio                    +17,9        +8,4; +27,4    13,6         <0,001
Marco             (Referencia)              --       --           --
Idade (anos)             +0,98       +0,37; +1,59    9,9         =0,002
Massa corporal           -0,50       -0,96; -0,05    4,8         =0,027
(quilogramas)
Estatura (cm)            +1,50       +0,28; +2,74    5,8         =0,016
Sexo
Masculino                 +8,6      (-11,2; +28,6)   0,7         =0,390
Feminino          (Referencia)         --            --

Legenda: Escolha do modelo baseada em QlCc = 8086,0; [beta]= valor de
beta na regressao GEE; IC: intervalo de confianca; [X.sup.2] =
qui-quadrado Wald; p= valor de alfa.
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Author:Lemes, Vanilson Batista; Brand, Caroline; Dias, Arieli Fernandes; Moreira, Rodrigo Baptista; Gaya, A
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:Jan 1, 2017
Words:5025
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