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EFEITO DA SUPLEMENTACAO DE BETA-ALANINA NO DESEMPENHO: UMA REVISAO CRITICA/Effect of beta-alanine supplementation in performance: a critical review.

INTRODUCAO

A beta-alanina e um aminoacido nao proteogenico produzido endogenamente no figado (Harris e colaboradores, 2006), podendo tambem ser obtida atraves do consumo de alimentos como carne de porco, aves e peixes (Harris e colaboradores, 2007).

A beta-alanina e o precursor limitante da sintese da carnosina (Harris e colaboradores, 2006), um dipeptideo formado pela combinacao dos aminoacidos L-histidina e beta-alanina atraves da enzima carnosina sintase (Drozak e colaboradores, 2010).

Essa enzima apresenta maior afinidade pela histidina em comparacao a beta-alanina. Alem disso, a concentracao intra e extracelular de histidina e significativamente maior do que a de beta-alanina, o que torna a sintese de carnosina limitada pela disponibilidade de beta-alanina (Harris e colaboradores, 2006).

A carnosina e predominantemente armazenada no musculo esqueletico (Abe, 2000). Sua abundancia no musculo sugere que ela desempenha um papel importante durante o exercicio (Saunders e colaboradores, 2016).

Uma de suas funcoes e tamponar protons intracelulares, reduzindo a acidose e o tempo de fadiga (Hill e colaboradores, 2007).

A carnosina precede o tamponamento do bicarbonato e do fosfato inorganico durante o exercicio devido a sua estrutura, que e capaz de aceitar prontamente um proton em pH fisiologico (Suzuki, 2006).

Alem de sua funcao como tampao de protons, recentemente, outros papeis tem sido atribuidos a carnosina, como protecao contra danos oxidativos, glicacao e regulacao da sensibilidade ao calcio (Trexler e colaboradores, 2015).

O aumento da carnosina no musculo tem sido considerado um fator de reforco das capacidades fisicas e diminuicao da fadiga neuromuscular (Artioli e colaboradores, 2010; Harris e colaboradores, 2006; Kern e Robinson, 2011; Stout e colaboradores, 2007).

Porem, a suplementacao de carnosina oral e um metodo ineficiente para elevar os niveis de carnosina muscular nos seres humanos (Gardner e colaboradores, 1991) devido ao fato de nao ser absorvida em sua forma integra, ja que no aparelho digestorio esta presente a enzima carnosinase que rapidamente hidrolisa este dipeptideo, como mostra a Figura 1 (Sale, Saunders e Harris, 2010; Hobson e colaboradores, 2012).

Em contrapartida, estudos tem demonstrado que a suplementacao com beta-alanina e eficaz para aumentar os niveis intracelulares de carnosina nos membros superiores e inferiores (Saunders e colaboradores, 2016), com o pico de concentracao apos 30-45min (Harris e colaboradores, 2006).

Isso levou a investigacoes sobre os efeitos da suplementacao de beta-alanina como auxiliar ergogenico (Hill e colaboradores, 2007; Sale e colaboradores, 2011).

Desta maneira, o presente estudo teve como objetivo analisar as principais investigacoes relacionadas diretamente com os efeitos da suplementacao de beta-alanina sobre o desempenho esportivo, bem como estabelecer pautas adequadas para elucidar a posologia da suplementacao que promova efeitos positivos minimizando as possiveis adversidades.

MATERIAIS E METODOS

A revisao de literatura englobou publicacoes nacionais e internacionais, com datas compreendidas entre janeiro de 1990 e maio de 2017.

As bases de dados eletronicas utilizadas para efetuar a busca foram Elsevier, Medline, Pubmed, Scopus, Sportdiscus e Web of Science.

As palavras chaves utilizadas na busca estavam incluidas na Thesaurus Medical Subject Headings (MeSH) desenvolvido pela U.S. National Library of Medicine. A estrategia da busca foi combinar as palavras chaves "Beta alanine AND supplementation AND (exercise OR strength OR resistance OR endurance OR performance)".

Para a selecao dos artigos obtidos na busca foram aplicados os seguintes criterios de exclusao: artigos escritos em idiomas diferentes de ingles e portugues, artigos utilizando experimento em animais, artigos que nao seguiram nenhum protocolo de suplementacao de beta-alanina, estudos que envolviam diferentes suplementacoes, estudos que nao incluiram intervencao de exercicio fisico e que nao relacionaram a suplementacao com desempenho e fadiga.

REVISAO DA LITERATURA

Efeito da suplementacao de beta-alanina no tamponamento

Exercicios de alta intensidade, com duracao de 1 a 7min, ou esportes envolvendo "sprints" repetidos produzem metabolitos intracelulares, tais como difosfato de adenosina, fosfato inorganico, ions de hidrogenio e lactato (Artioli e colaboradores, 2010; Derave e colaboradores, 2010). O aumento de ions H+ causa maior acidez do pH intracelular, sendo considerado um dos principais contribuintes para a fadiga do musculo esqueletico (Derave e colaboradores, 2010).

Um dos mecanismos propostos de fadiga sugere que quantidades excessivas de ions H+ intracelular podem reduzir tanto a atividade da actina-miosina ATPase como a afinidade da troponina pelo calcio, reduzindo dessa maneira o acoplamento actina-miosina e a capacidade de geracao de forca muscular (Vanhatalo e colaboradores, 2009).

Porem, dados recentes de Jones e colaboradores (2017) mostraram que nao houve efeito da suplementacao de beta-alanina sobre a producao da forca isometrica voluntaria ou eletricamente estimulada. Esses achados corroboram com os resultados encontrados por Hannah e colaboradores (2015) que nao observaram efeito da suplementacao de beta-alanina nas contracoes voluntarias maximas, sugerindo que a sensibilidade e a liberacao de calcio pode nao ser o principal mecanismo pelo qual o aumento dos niveis de carnosina melhora o desempenho muscular.

Os efeitos significativos da suplementacao de beta-alanina sao observados durante os exercicios com duracao de 0,5 a 10min, sem efeito em exercicios com menos de 0,5min de duracao, visto que este tempo de exercicio nao e suficiente para acumulacao intracelular de ions H+ (Saunders e colaboradores, 2016).

Dessa maneira, o efeito ergogenico da suplementacao de beta-alanina depende da modalidade do exercicio (Hostrup e Bangsbo, 2016), apresentando melhora evidente nas atividades que dependem principalmente do metabolismo anaerobio (Trexler e colaboradores, 2015).

Efeito da suplementacao de beta-alanina no desempenho

Dados atuais sugerem que tanto exercicios de membro isolado quanto exercicios de corpo inteiro apresentam a mesma probabilidade de se beneficiar com a suplementacao de beta-alanina (Saunders e colaboradores, 2016).

Bellinger e Minahan (2016) em seu estudo com 14 ciclistas treinados observaram que a suplementacao de beta-alanina aumentou a intensidade do treinamento durante o sprint interval training (SIT) e proporcionou beneficios adicionais ao ciclo supramaximal exaustivo em comparacao ao SIT sozinho.

Glenn e colaboradores (2016) verificaram que 28 dias de suplementacao de beta-alanina aumentaram o pico de torque e trabalho, indicando que a beta-alanina melhorou o desempenho de atletas femininas da categoria master de ciclismo.

Pesquisas que investigaram os efeitos da suplementacao de beta-alanina sobre a forca relataram achados contraditorios.

Embora os estudos realizados por Hoffman e colaboradores (2008) durante 30 dias de suplementacao com beta-alanina nao tenham apresentado melhoria estatisticamente significativa no desempenho, houve aumento no volume de treinamento e reducao da fadiga.

Durante o mesmo periodo de suplementacao com beta-alanina, Hill e colaboradores (2007) encontraram um aumento significativo de 13% no trabalho total de homens fisicamente ativos. Tambem em um estudo de 4 semanas,

Derave e colaboradores (2007) observaram que a suplementacao de beta-alanina aumentou o conteudo de carnosina muscular e atenuou significativamente a fadiga durante 5 sessoes de 30 extensoes do joelho, enquanto a resistencia isometrica nao foi afetada.

Em contrapartida, Sale e colaboradores (2012) demonstraram uma significativa melhora na resistencia isometrica apos o mesmo periodo de suplementacao.

Por outro lado, em um estudo realizado por Smith e colaboradores (2009) nao houve diferencas significativas no trabalho total realizado apos 3 semanas de treinamento e suplementacao nos grupos beta-alanina e placebo. Kern e Robinson (2011) tambem nao apresentaram dados de melhora significativa do desempenho nos membros superiores de lutadores e jogadores de futebol suplementados durante 8 semanas com beta-alanina em comparacao ao placebo. Numa intervencao de 10 semanas, Kendrick e colaboradores (2008) tambem nao observaram diferenca entre o grupo suplementado com beta-alanina e o placebo na producao de forca, forca isocinetica e resistencia muscular.

Alguns estudos examinaram a capacidade fisica de trabalho no limiar de fadiga e demonstraram um aumento no grupo suplementado com beta-alanina em comparacao ao grupo placebo, indicando que a beta-alanina atrasa o inicio da fadiga neuromuscular em cargas de trabalho submaximas (Stout e colaboradores, 2006, 2007, 2008; Smith-Ryan e colaboradores, 2014). Em sua pesquisa, Stout e colaboradores (2006) relataram uma melhora de 16,9% na capacidade fisica de trabalho no limiar de fadiga em homens apos 28 dias de suplementacao com beta-alanina. Smith-Ryan e colaboradores (2014) encontraram um aumento de 5,6% na capacidade de trabalho fisico no limiar da frequencia cardiaca em homens e mulheres que consumiram beta-alanina.

Stout e colaboradores (2008) demonstraram que 90 dias de suplementacao com beta-alanina resultou em melhora de 37,3% na capacidade fisica de trabalho no limiar de fadiga. Recentemente Hoffman e colaboradores (2014) investigaram o efeito da suplementacao com beta-alanina durante 28 dias em soldados envolvidos em treinamento militar. Apesar do desempenho cognitivo nao ter sido alterado, a beta-alanina resultou em aumentos moderados na potencia de pico, velocidade de pontaria e tiro ao alvo, em relacao ao placebo.

Baguet e colaboradores (2010) em um estudo com 18 remadores de elite observou que apos 7 semanas de suplementacao com beta-alanina houve melhora no desempenho de tempo, mas nao foi estatisticamente significativa.

Da mesma maneira, Ducker e colaboradores (2013) mostrou uma melhora no tempo de remadores bem treinados suplementados com beta-alanina em comparacao ao grupo placebo, mas tambem sem diferenca estatisticamente significativa.

De Salles e colaboradores (2013) mostraram melhor desempenho de 1 a 2% em nadadores brasileiros de 100 e 200m estilo livre, altamente treinados, apos a suplementacao de beta-alanina.

Em contrapartida, Chung e colaboradores (2012), em um estudo anterior, obtiveram resultados de desempenho pouco claros tanto na competicao quanto no treinamento de nadadores de 50-400m.

Alguns estudos relataram mudancas na composicao corporal com a suplementacao de beta-alanina, havendo aumento da massa magra (Jordan e colaboradores, 2010; Kern e Robinson, 2011; Smith e colaboradores, 2009).

Em contrapartida, Baguet e colaboradores (2010) e outros pesquisadores nao encontraram alteracoes significativas (Hill e colaboradores, 2007; Stout e colaboradores, 2007; Van Thienen e colaboradores, 2009). De Salles e colaboradores (2014) analisou a eficacia da suplementacao de beta-alanina em individuos treinados e nao-treinados e observou que a suplementacao foi igualmente eficaz em ambos os grupos.

Embora pareca que atletas treinados podem nao apresentar resultados muito significativos, as alteracoes, mesmo quando pequenas, podem ser decisivas durante a competicao (Saunders e colaboradores, 2016).

A seguir o quadro 1 apresenta os efeitos da suplementacao de beta-alanina no desempenho em exercicios de alta intensidade e curta duracao.

Recomendacoes de dosagem de beta-alanina

A suplementacao de 1,6g / dia de beta-alanina durante 2 semanas mostrou-se suficiente para aumentar os niveis de carnosina muscular (Stellingwerff e colaboradores, 2012), enquanto beneficios no exercicio foram apesentados a partir de doses que variam de 3,2 a 6,4g / dia durante 4-12 semanas (Hill e colaboradores, 2007; Saunders e colaboradores, 2012). Os individuos sao aconselhados a suplementar beta-alanina diariamente por um minimo de 2 a 4 semanas com uma dose de 3,2 a 6,4g / dia divididas ao longo do dia (0,8 a 1,6g a cada 34 horas) (Saunders e colaboradores, 2016). Essa suplementacao resulta em um aumento de 20 a 30% nas concentracoes de carnosina no musculo em duas semanas (Baguet e colaboradores, 2009), com maiores beneficios observados apos 4 semanas (40 a 60% de aumento) (Stellingwerff e colaboradores, 2012; Harris e colaboradores, 2009). Demonstrou-se, tambem, que o consumo de beta-alanina juntamente com a refeicao foi eficaz para potencializar o aumento dos niveis de carnosina muscular (Stegen e colaboradores, 2013).

O fracionamento da ingestao de beta-alanina e indicado para evitar os sintomas de parestesia, descritos como formigamento ou uma sensacao espinhosa causando irritacao a pele, que aparece dentro de 10 a 20min depois de consumir o suplemento e pode durar cerca de 60min ou mais (Harris e colaboradores, 2006).

No entanto, uma formulacao de liberacao lenta de beta-alanina foi desenvolvida (Carnosyn SR TM, Natural Alternatives International, San Marcos, California, EUA), reduzindo a concentracao plasmatica maxima de uma dose unica, enquanto a liberacao no sangue e mantida durante 6h (Decombaz e colaboradores, 2012). Estudos utilizando os comprimidos de liberacao lenta demonstraram sua eficacia evitando os sintomas de parestesia (Sale e colaboradores, 2011; Saunders e colaboradores, 2012a, 2012b).

Estudos mostram uma relacao linear dose-resposta entre a carga de beta-alanina e os niveis musculares de carnosina, mas sua eficiencia e maior durante as primeiras 4 semanas de suplementacao do que nas 6 semanas seguintes (Hill e colaboradores, 2007). Isto pode indicar que o aumento da carnosina muscular induzida pela suplementacao de beta-alanina segue a tendencia de atingir um plato (Hostrup e Bangsbo, 2016).

Atualmente, nao ha dados de seguranca do uso prolongado de beta-alanina acima de 1 ano. Contudo, devido a natureza nao essencial desse aminoacido, as preocupacoes em relacao a seguranca do seu consumo sao baixas (Trexler e colaboradores, 2015).

CONCLUSAO

A suplementacao de beta-alanina parece ser segura em populacoes saudaveis nas doses recomendadas, com moderada a alta probabilidade de aumentar a capacidade de exercicio e desempenho.

Os individuos sao aconselhados a suplementar beta-alanina diariamente por um minimo de 2 a 4 semanas com uma dose de 3,2 a 6,4g / dia.

A melhora documentada do volume de treinamento e fadiga pode resultar em mudancas significativas em relacao a intervencoes prolongadas.

No entanto, os mecanismos exatos pelos quais o aumento da carnosina contribui para a melhoria dos resultados do exercicio continuam a ser pesquisados.

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Bruna Amorim Zandona (1), Cleyton dos Santos de Oliveira (1)

Ragami C. Alves (1), Andre de Camargo Smolarek (1)

Tacito Pessoa de Souza Junior (1)

(1-) Grupo de Pesquisa em Metabolismo, Nutricao e Treinamento de Forca (GPMENUTF) Departamento de Educacao Fisica, Universidade Federal do Parana (UFPR), Parana, Brasil.

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Recebido para publicacao em 27/06/2017

Aceito em 21/08/2017
Quadro 1 - Efeito da suplementacao de beta-alanina no desempenho em
exercicios de alta intensidade e curta duracao.

Autor          Participantes             Protocolo de exercicio


Hill e         24 universitarios         Teste de desempenho em
colaboradores  fisicamente ativos        bicicleta ergometrica ate a
(2006)                                   exaustao

Derave e       15 atletas competitivos   Teste isocinetico de
colaboradores  de sprint de 400 m        extensoes do joelho,
(2007)                                   contracao isometrica e tempo
                                         de corrida de 400m
Saunders e     17 atletas de futebol do  YoYoIR2
colaboradores  sexo masculino
(2012)
De Salles e    20 ciclistas de           4 series de Wingate de
colaboradores  endurance e 20            membros inferiores de 30s,
(2014)         individuos destreinados   separados por 3m
Bellinger e    14 ciclistas treinados    Teste de ciclismo supramaximo
Minahan                                  ate a exaustao, time trial de
(2016)                                   4 e 10km e sprints de 4 x 1km
Glen e         22 ciclistas master do    Handgrip e 50 flexoes e
colaboradores  sexo feminino             extensoes totais do joelho
(2016)

Autor          Protocolo de         Resultados
               suplementacao

Hill e         Sem 1- 4,0g/d        Aumento no trabalho total
colaboradores  Sem 2- 4,8g/d        realizado
(2006)         Sem 3 - 5,6g/d
               Sem 4 a 10 - 6,4g/d
Derave e       4,8g/d por 4 sem     O torque da extensao do joelho foi
colaboradores                       melhroado. A resistencia
(2007)                              isometrica e o tempo de corrida
                                    nao foram afetados
Saunders e     3,2g/d por 12 sem    Melhora de 34,4%
colaboradores
(2012)
De Salles e    6,4g/d por 4 sem     Aumento da potencia media em
colaboradores                       ambos os grupos
(2014)
Bellinger e    6,4g/d por 4 sem     Melhora no sprint de 4 x 1 km e no
Minahan                             tempo de ciclismo supramaximo
(2016)
Glen e         3,2g/d por 4 sem     Aumento do torque maximo
colaboradores
(2016)
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Author:Zandona, Bruna Amorim; de Oliveira, Cleyton dos Santos; Alves, Ragami C.; Smolarek, Andre de Camargo
Publication:Revista Brasileira de Nutricao Esportiva
Date:Jan 1, 2018
Words:4541
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