Printer Friendly

EFEITO DA ACAO MUSCULAR EXCENTRICA NA AVALIACAO PERCEPTUAL DA DOR MUSCULAR DE INICIO TARDIO/Effect of eccentric contration in the measurement of delayed onset muscle soreness.

INTRODUCAO

O termo "sem dor, sem ganho" e um dos mais utilizados por varios profissionais na area do treinamento, este jargao e frequentemente utilizado para expressar o processo do ganho hipertrofico e / ou de forca muscular induzida pelo treinamento com pesos (Foschini, Prestes e Charro, 2012).

A resposta muscular dolorosa nos dias posteriores ao exercicio e comum e altamente relacionada as acoes musculares excentricas, devido a inducao de danos as fibras musculares, e e entendida como dor muscular de inicio tardio (DMIT) (Lewis, Ruby e Bush-Joseph, 2012).

Por sua vez, exercicios que promovem acoes musculares excentricas sao preferenciais no treinamento para aumento de forca e hipertrofia muscular (Hedayatpour e Fall, 2015), embora a DMIT apresente diminuicao em resposta a ataques consecutivos ao mesmo tipo de exercicio (Hyldah, Chen e Nosaka, 2017; Miyama e Nosaka, 2004), durante o treinamento a sobrecarga ira influenciar constantemente na resposta dolorosa dos individuos.

Portanto, a avaliacao da DMIT e uma importante ferramenta para o controle da sobrecarga imposta, auxiliando aos profissionais de educacao fisica no monitoramento das respostas ao treinamento implementado.

Essa maior sensacao dolorosa esta associada a marcadores indiretos de danos musculares, como, concentracao de creatina quinase sanguinea (CK), embora nao apresente o mesmo comportamento de pico (maior concentracao de CK ([CK]) e maior sensacao dolorosa no mesmo dia) (Hasenoehrl e colaboradores, 2017).

Alem disso, uma exacerbada inducao de dano muscular pode resultar em quadros graves a saude (Magalhaes e colaboradores, 2018), e ao mesmo passo em que outros metodos subjetivos estao sendo utilizados para controle do treinamento e minimizacao dos riscos aos praticantes de exercicio fisico, como a percepcao subjetiva de esforco (PSE) (Tibana, Sousa e Prestes, 2017), a avaliacao da dor muscular e mais uma alternativa para quantificacao e / ou estimacao do dano muscular e possivel mediador entre dose resposta ao treinamento.

Para avaliacao da dor muscular a indicacao verbal do grau de dor percebido pelo individuo e considerado o padrao ouro de referencia, a partir disso, a utilizacao de escalas psicometricas sao o principal metodo de avaliacao (Collins, Moore e Mcquay, 1997; Jensen e colaboradores, 1989; Sousa e Silva, 2005).

Durante os protocolos de avaliacao a percepcao de dor pode ser mensurada apos palpacao, acao isometrica (em aparelho isocinetico), acao excentrica (livre e em aparelho isocinetico) e tambem apenas a indicacao de dor sem acao muscular ou utilizacao de palpacao (Ferreira-Junior e colaboradores, 2015; Miyama e Nosaka, 2004).

No entanto, nas diferentes formas de avaliacao da dor muscular varios protocolos sao executados, exigindo em alguns casos um maior treinamento do avaliador ou materiais auxiliares as escalas psicometricas para a mensuracao, porem na pratica diaria torna-se necessaria a utilizacao de protocolos de facil aplicacao e que nao necessite de aparelhos e tecnicas de dificil aplicabilidade, a fim de possibilitar uma maior praticidade ao avaliador e avaliado.

Nos diferentes metodos retrocitados a indicacao de dor sem utilizacao de aparelho e acao muscular e o metodo mais simples de mensuracao, seguido da indicacao de dor durante acao excentrica livre de aparelho.

Contudo ainda e necessario entender se ha diferenca na utilizacao desses dois metodos de avaliacao da dor muscular. Tal resultado pode auxiliar a profissionais de educacao fisica na escolha por um metodo simples, pratico e confiavel para a utilizacao diaria nos locais de intervencao com o exercicio fisico.

Portanto o objetivo do presente estudo foi verificar a influencia da utilizacao e nao utilizacao de acao excentrica sobre a mensuracao da DMIT.

MATERIAIS E METODOS

Este estudo foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa com Seres humanos da Universidade Federal do Reconcavo da Bahia (numero do parecer 1.577.899).

Amostra

Oito estudantes universitarios do sexo masculino foram voluntarios deste estudo (23,7 [+ or -] 1,4 anos, 74,21 [+ or -] 32,00 kg, 175,12 [+ or -] 1,8 cm, 15,62 [+ or -] 3,40% de gordura), selecionados de acordo aos criterios de inclusao: 1) ser do sexo masculino; 2) ter entre 18 e 30 anos; 3) ser inativo fisicamente (nao praticar atividade fisica sistematizada por pelo menos dois a mais dias por semana) e; 4) ter pouca ou nenhuma vivencia com treinamento de forca e atividades que envolvam saltos.

Os criterios de nao inclusao foram: 1) nao possuir disturbio musculoesqueletico e osteomioarticulares e 2) nao fazer uso de medicamentos de forma regular.

Todos voluntariamente assinaram ao termo de consentimento livre e esclarecido de acordo com as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional da Saude (Res. 466 / 12) envolvendo pesquisas com seres humanos.

Os voluntarios foram aconselhados a nao executar atividade vigorosa ou nao habituais 72 horas antes das avaliacoes, bem como, uso de medicamentos, suplementacao e ingestao de alcool durante todo o periodo da pesquisa.

Delineamento Experimental

Uma semana antes da sessao experimental os participantes foram submetidos a avaliacao antropometrica, bem como familiarizacao ao protocolo de saltos pliometricos e ancoragem a resposta perceptual as escalas psicometricas de dor muscular e percepcao subjetiva de esforco.

Na primeira visita os voluntarios foram submetidos a um exercicio de saltos pliometricos para inducao de danos musculares, a sessao foi desenvolvida em laboratorio (25 [+ or -] 3 [degrees]C de temperatura e 51 [+ or -] 2% umidade) e 24 e 48 horas retornaram ao laboratorio para avaliacao da concentracao de creatina quinasse [CK] e DMIT.

A avaliacao da dor muscular de inicio tardio aconteceu de duas formas, sem acao muscular (SAM), e com acao muscular excentrica (CAME), randomizadas em ordem contrabalanceada. Alem disso, o deslocamento dos voluntarios ao local de pesquisa foi padronizado para todos os dias do estudo.

A rotina da sessao experimental e demonstrada na Figura 1 e seguiu a seguinte ordem: ao chegar ao laboratorio o voluntario permanecia em repouso durante 10 minutos, posteriormente foi dosada a [CK], em seguida os voluntarios realizavam uma sessao de saltos pliometricos (5 series de 20 saltos em profundidade com 10 segundos de intervalo entre saltos e 2 minutos de recuperacao passiva entre as series).

A frequencia cardiaca (FC) foi registrada constantemente durante toda a sessao. Apos a realizacao da ultima serie de saltos, a percepcao subjetiva de esforco (PSE) foi registrada e nos dois dias consecutivos 24 e 48 horas apos o protocolo de saltos pliometricos os voluntarios retornaram ao laboratorio para avaliacao da [CK] e DMIT.

Protocolo de Inducao de Microlesoes

O protocolo de saltos pliometricos teve o objetivo de induzir acoes excentricas na musculatura dos membros inferiores. Os voluntarios realizaram 5 series de 20 saltos em

profundidade com 10 segundos de intervalo entre os saltos (para subir novamente na plataforma) e 2 minutos de descanso passivo entre as series (Miyama e Nosaka, 2004).

Os saltos iniciaram com os voluntarios em cima de uma plataforma de 60 cm de altura, as maos do participante foram mantidas na cintura durante toda a execucao do movimento. Os voluntarios projetavam-se a frente e caiam da plataforma, logo apos aterrissarem no solo, realizavam uma rapida flexao dos joelhos (aproximadamente 90) seguida por um novo salto objetivando alcancar a maior altura possivel.

Os voluntarios subiam novamente na plataforma com auxilio de um degrau a 30 cm de altura (Figura 2).

Durante o exercicio os participantes foram encorajados verbalmente a saltarem o mais alto possivel, alem disso, o tempo de intervalo entre saltos (10s) foi cronometrado por um avaliador.

Avaliacao da Concentracao Sanguinea de CK

Para a realizacao desse procedimento, houve a assepsia com alcool do dedo indicador direito do avaliado e, com a utilizacao de uma lanceta descartavel, um pequeno furo foi realizado, de onde apos o descarte da primeira gota se retirou uma amostra de sangue de 30 [micro]l. A amostra foi depositada em uma tira reagente e a concentracao de CK foi analisada pelo Reflotron[R] Plus, devidamente calibrado (Roche Diagnostics, Germany). A [CK] foi avaliada nos momentos pre-exercicio e, 24 e 48 horas pos-exercicio.

Monitoramento da Intensidade do Exercicio

A FC foi monitorada a cada 5s durante toda a sessao de teste, e foram registrados os valores referentes aos momentos pre-exercicio e ao final de cada serie do protocolo de saltos pliometricos (Polar RC3 GPS HR - Polar Electro Oy, Kempele, Finland). Imediatamente apos a realizacao da ultima serie de saltos, tambem foi registrada a PSE a partir da escala de Borg de 15 pontos (Borg, 1982).

Avaliacao da DMIT

A avaliacao da DMIT ocorreu nos momentos 24 e 48h pos-exercicio, posteriormente a analise da [CK]. O nivel de dor muscular percebida nos musculos do quadriceps foi avaliado a partir de dois metodos, 1- sem acao muscular (SAM), que consistiu na indicacao verbal da dor muscular estando o voluntario em pe e sem realizacao de nenhuma movimentacao e, 2- indicacao verbal da dor ao realizar uma acao muscular excentrica (CAME) a partir do movimento de agachar lentamente ate aproximadamente um angulo de 90 de flexao do joelho e retornar a posicao inicial, resistindo ao peso do proprio corpo (Ellwanger, Brentano e Kruel, 2007; Smith e colaboradores, 1993).

O voluntario indicou qual nivel de dor muscular estava sentindo a partir de uma escala visual analogica com pontuacao de 0 a 10, sendo 0 nada; 2 desconforto; 4 irritante; 6 horrivel; 8 terrivel e; 10 agonizante (Macaluso, Isaacs e Myburgh, 2012).

Estatistica

Todos os dados foram submetidos ao teste de Shapiro-Wilk para a verificacao da normalidade. Os dados com distribuicao normal foram expressos em valores medios [+ or -] desvio padrao (DP) e os dados nao parametricos foram expressos em mediana e quartis.

Para comparar o comportamento da [CK] em funcao do tempo, foi utilizado o teste Friedman, seguido pelo teste de Wilcoxon para identificacao dos pares de diferenca. O mesmo foi adotado para analise da DMIT em funcao do tempo e metodo de avaliacao. O nivel de significancia adotado foi de p<0,05 e o software estatistico utilizado foi o SPSS 22.0 (SPSS, Inc., Chicago, IL).

RESULTADOS

Foi encontrada diferenca significativa para [CK] entre o momento Pre e 24 horas, [Pre = 226 U/L (153 - 349 U/L) vs. 24h = 342 U/L (247 - 400 U/L), P = 0,04], alem disso, tambem foi encontrada diferenca entre, 24 e 48 horas, [24h = 342 U/L (247 - 400 U/L) vs. 48h = 205 U/L (162 - 448 U/L), p=0,04], porem nao houve diferenca significativa entre Pre e 48 horas (p> 0,05) (Figura 3).

O pico de [CK] ocorreu 24 horas pos exercicio de saltos pliometricos.

Ambas as formas de avaliacao identificaram dor muscular 24 e 48 horas pos exercicio. Nenhuma diferenca estatisticamente significativa para percepcao de dor do quadriceps 24 horas pos-exercicio foi encontrada quando comparados os metodos de avaliacao [SAM = 4,00 (1,25 - 6,00) vs. CAME = 4,5 (1,50 - 7,00), p = 0,125].

Contudo para avaliacao 48 horas pos-exercicio foi encontrada diferenca significativa com valores inferiores para SAM [SAM = 3,50 (2,25 - 4,70) vs. CAME = 5,50 (3,25 - 8,5), p = 0,016]. Alem disso, SAM apresentou seu valor pico no momento 24 horas pos-exercicio diferente de CAME que teve seu pico 48 horas pos (Figura 4).

Tambem foi encontrada diferenca entre as classificacoes atribuidas qualitativamente, sendo a dor classificada como irritante para 24 e 48 horas a partir do metodo SAM e horrivel para os mesmos momentos no metodo CAME.

A frequencia cardiaca do momento Pre foi diferente estatisticamente em relacao a todos os estagios do exercicio (p<0,01).

No entanto, durante o exercicio apresentou valores semelhantes para os estagios, nao obtendo diferenca entre eles (p>0,05) (Figura 4b).

A FC media para a sessao foi 138 [+ or -] 5 bpm, 70% da Frequencia cardiaca maxima predita (220-idade).

Em adicao, a PSE para o exercicio foi 15,5 u.a. (14 - 17 u.a.) o classificando qualitativamente como "cansativo".

DISCUSSAO

O principal achado deste estudo foi que a utilizacao de acao muscular excentrica (CAME) durante a avaliacao perceptual da dor, influenciou na magnitude da dor percebida 48 horas pos exercicio de inducao de danos musculares, com resposta semelhante a de metodos mais complexos de avaliacao. Por outro lado, a avaliacao da DMIT sem a utilizacao de acao muscular (SAM) subestimou a dor percebida pelos voluntarios do presente estudo.

Apesar das evidencias de que o exercicio excentrico possa gerar DMIT, a literatura cientifica tem diferentes sugestoes para o mecanismo que a ocasiona, como: 1) dano ao aparelho contratil; 2) acumulo de produtos metabolicos toxicos devido ao estresse metabolico; 3) aumento da temperatura muscular ocasionando danos estruturais; 3) alteracao do controle neural ocasionando espasmos musculares; 4) acumulacao de lactato; 5) inflamacao e; 6) dano ao tecido conectivo (Armstrong,1984; Lewis, Ruby e Bush-Joseph, 2012; Tricoli, 2008).

Contudo, a associacao entre o extravasamento de CK e dor muscular e documentada, reforcando a contribuicao interveniente dos possiveis danos musculares a DMIT (Hasenoehrl e colaboradores, 2017).

No presente estudo o exercicio utilizado para inducao de dano muscular modificou o comportamento da [CK] nos dias posteriores a sua realizacao, com pico de extravasamento 24h pos-exercicio (Figura 2), acompanhado por aumento da dor muscular no momento 48h (Figura 3), demonstrando o mesmo comportamento de estudos anteriores quando comparados os resultados do metodo CAME (Ferreira-Junior e colaboradores, 2015; Miyama e Nosaka, 2004).

Por outro lado, a dor mensurada a partir do metodo SAM apresentou comportamento diferente do ja demonstrado na literatura para o protocolo de inducao de dano muscular utilizado no presente estudo, o metodo identificou o pico de dor no momento 24h pos-exercicio, enquanto Miayama e Nosaka (2004) e Ferreira-junior e colaboradores (2015) que durante a mensuracao da dor utilizaram dos metodos de palpacao e acao muscular isometrica (em aparelho isocinetico), verificaram que o pico de dor ocorre 48h pos-exercicio.

Em adicao, Chen e colaboradores (2015) ao fazer uso de um protocolo de inducao de danos musculares em aparelho isocinetico e avaliar a dor percebida nos dias subsequentes a partir da tarefa de sentar em uma cadeira (acao muscular excentrica), identificou maior nivel de dor 48h em comparacao a 24h pos-exercicio.

Quando comparados os valores mensurados em ambos os metodos, encontramos uma diferenca estatisticamente significativa para o momento 48h pos-exercicio, onde o metodo SAM demonstra valores inferiores a avaliacao CAME.

Esta diminuicao na percepcao da dor muscular no metodo SAM associada a modificacao do comportamento do pico de dor de 48h para 24h, pode ser um fator interveniente para subestimacao da dor percebida pelos individuos.

Alem disso, quando analisada qualitativamente a classificacao da dor percebida ha tambem divergencia entre os metodos, estando os valores obtidos por meio do metodo SAM uma classificacao abaixo da indicada no metodo CAME (irritante e horrivel, respectivamente).

O pico de DMIT pode ocorrer em diferentes momentos para variados tipos de exercicio, contudo o exercicio utilizado no presente estudo apresentou reprodutibilidade no comportamento da DMIT mesmo que para grupos distintos de individuos quando utilizados metodos de avaliacao mais complexos, como palpacao e acao muscular isometrica. E possivel que a realizacao de atividade muscular em taxas mais elevadas como nas acoes isometricas e excentricas, possam influenciar os estimulos aferentes de dor muscular, influenciando a percepcao dos individuos.

Recentemente Mizuruma e Taguchi (2016) proporam que acoes excentricas podem gerar hiperalgesia mecanica mesmo sem a ocorrencia de dano muscular ou inflamacao, a partir de duas vias principais, ativacao do fator de crescimento nervoso (NGF) do receptor [beta]2 de bradicinina e ativacao do fator neutrofico de celulas gliais.

Em adicao, a estimulacao de mecanorreceptores durante o alongamento muscular na acao excentrica e uma hipotese em potencial para explicar tais resultados. Alem disso, a semelhanca da utilizacao da acao excentrica com os demais metodos, palpacao e acao isometrica, pode estar ligada com a estimulacao de mecanorreceptores, o que parece nao ocorrer durante a avaliacao sem acao muscular.

Por sua vez, as acoes excentricas dos membros inferiores sao componentes de atividades diarias basicas, como sentar, descer degraus, agachar e mudancas de direcao, a partir disso e presumivel que os individuos experimentem durante o dia as sensacoes de dor provenientes da demanda deste tipo de acao muscular, principalmente com a tensao gerada durante a sustentacao do peso corporal.

Portanto, a utilizacao de padroes de movimentos com acao muscular excentrica na avaliacao da DMIT pode ser importante auxiliadores na avaliacao da dor percebida com possivel relacao a atividades diarias.

CONCLUSAO

Conclui-se que a utilizacao de acao muscular excentrica durante avaliacao perceptual da DMIT apresenta comportamento semelhante ao documentado na literatura para avaliacoes com metodos mais complexos.

Por outro lado, a avaliacao da DMIT sem acao muscular pode subestimar a dor percebida pelos individuos.

AGRADECIMENTOS

A Universidade Federal do Reconcavo da Bahia.

REFERENCIAS

1-Armstrong, R.B. Mechanisms of exercise-induced delayed onset muscular soreness: a brief review. Med Sci Sports Exerc. vol. 16. Num. 6. 1984. p. 529-538.

2-Borg, G.A. Psychophysical bases of perceived exertion. Med Sci Sports Exerc. Vol. 14. Num. 5. 1982. p. 377-381.

3-Collins, S.L.; Moore, R.A.; Mcquay, H.J. The visual analogue pain intensity scale: what is moderate pain in millimetres?. Pain. Vol. 72. Num. 1-2. 1997. p. 95-97.

4-Chen, C.H.; Chen, T.C.; Jan, M.H.; Lin, J.J. Acute effects of static active or dynamic active stretching on eccentric-exercise-induced hamstring muscle damage. Int J Sports Physiol Perform. Vol. 10. Num. 3. 2015. p. 346-352.

5-Ellwanger, R.B.; Brentano, M.A.; Kruel, L.F.M. Efeito da utilizacao de diferentes velocidades do treino de forca em marcadores indiretos de lesao muscular. Rev Bras Educ Fis Esporte. Vol. 21. Num. 4. 2007. p. 259-270.

6-Ferreira-Junior, J.B.; Bottaro, M.; Vieira, A.; Siqueira, A.F.; Vieira, C.A.; Durigan, J.L.Q.; Candore, E.L.; Coelho, L.G.M.; Simoes, H.G.; Bembens, M.G. One session of partial-body cryotherapy (- 110[degrees] C) improves muscle damage recovery. Scand J Med Sci Sports. Vol. 25. Num. 5. 2015. p. e524-e530.

7-Foschini, D.; Prestes, J.; Charro, M.A. Relacao entre exercicio fisico, dano muscular e dor muscular de inicio tardio. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. Vol. 9. Num. 1. 2007. p. 101-106.

8-Hasenoehrl, T.; Wessner, B.; Tschan, H.; Vidotto, C.; Crevenna, R.; Csapo, R. Eccentric resistance training intensity may affect the severity of exercise induced muscle damage. J Sports Med Phys Fitness. Vol. 57. Num. 9. 2017. p. 1195-1204.

9-Hedayatpour, N.; Falla, D. Physiological and neural adaptations to eccentric exercise: mechanisms and considerations for training. BioMed Res Int. Vol. 2015. 2015. p. 1-7.

10-Hyldahl, R.D.; Chen, T.C.; Nosaka, K. Mechanisms and mediators of the skeletal muscle repeated bout effect. Exerc Sport Sci Rev. Vol. 45. Num. 1. 2017. p. 24-33.

11-Jensen, M.P.; Karoly, P.; O'riordan, E.F.; Bland, J.F.; Burns, R.S. The subjective experience of acute pain. An assessment of the utility of 10 indices. Clin J Pain. Vol. 5. Num. 2. 1989. p. 153-159.

12-Lewis, P.B.; Ruby, D.; Bush-Joseph, C.A. Muscle soreness and delayed-onset muscle soreness. Clin Sports Med. Vol. 31. Num. 2. 2012. p. 255-262.

13-Macaluso, F.; Isaacs, A.W.; Myburgh, K.H. Preferential type II muscle fiber damage from plyometric exercise. J Athl Train. Vol. 47. Num. 4. 2012. p. 414-420.

14-Magalhaes, S.C.; Lima, L.C.R.; Brito, L.C.; Oliveira Assumpcao, C. Rabdomiolise induzida pelo exercicio de forca: revisao e analise dos principais relatos dos ultimos 25 anos. R bras Ci e Mov. Vol. 26. Num. 1. 2018. p. 189-199.

15-Miyama, M.; Nosaka, K. Muscle damage and soreness following repeated bouts of consecutive drop jumps. Adv Exerc Sports Physiol. Vol. 10. Num. 3. 2004. p. 63-69.

16-Mizumura, K.; Taguchi, T. Delayed onset muscle soreness: InVolvement of neurotrophic factors. J Physiol Sci. Vol. 66. Num. 1. 2016. p. 43-52.

17-Smith, L.L.; Brunetz, M.H.; Chenier, T.C.; McCammon, M.R.; Houmard, J.A.; Franklin, M.E.; Israel, R.G. The effects of static and ballistic stretching on delayed onset muscle soreness and creatine kinase. Res Q Exerc Sport. Vol. 64. Num. 1. 1993. p. 103-107.

18-Sousa, F.F.; Silva, J.A. A metrica da dor (dormetria): problemas teoricos e metodologicos. Rev Dor. Vol. 6. Num. 1. 2005. p. 469-513.

19-Tibana, R.A.; Sousa, N.M.; Prestes, J. Quantificacao da carga da sessao de treino no Crossfit[R] por meio da percepcao subjetiva do esforco: um estudo de caso e revisao da literatura. Rev bras cienc mov. Vol. 25. Num. 3. 2017. p. 5-13.

20-Tricoli, V. Mecanismos envolvidos na etiologia da dor muscular tardia. R Bras Ci e Mov. Vol. 9. Num. 2. 2008. p. 39-44.

Recebido para publicacao 08/09/2018

Aceito em 16/04/2019

Geovani Alves dos Santos (1), Sergio Rodrigues Moreira (1) Fabiana Rodrigues Santos (2), Francisco Teixeira-Coelho (3)

(1-)Programa de pos-graduacao em Educacao Fisica, Universidade Federal do Vale do Sao Francisco (UNIVASF), Petrolina-PE, Brasil.

(2-)Colegiado de Licenciatura em Quimica, Universidade Federal do Reconcavo da Bahia (UFRB), Amargosa-BA, Brasil.

(3-)Programa de pos-graduacao em Educacao Fisica, Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM), Uberaba-MG-Brasil.

E-mails dos autores:

geovani.ufrb@gmail.com

serginhocapo@gmail.com

fabiana@ufrb.edu.br

coelhoft@gmail.com

Endereco para correspondencia:

Geovani A. Santos.

Universidade Federal do Vale do Sao Francisco-UNIVASF. Colegiado de educacao Fisica. Av. Jose de Sa Manicoba, S/N.

Centro, Petrolina-PE, Brasil.

CEP: 56304-917
COPYRIGHT 2019 Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino em Fisiologia do Exercicio. IBPEFEX
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2019 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Santos, Geovani Alves dos; Moreira, Sergio Rodrigues; Santos, Fabiana Rodrigues; Teixeira-Coelho, Fr
Publication:Revista Brasileira de Prescricao e Fisiologia do Exercicio
Date:May 1, 2019
Words:4005
Previous Article:EFEITOS DA ORGANIZACAO DA CARGA DE TREINAMENTO NO LIMIAR ANAEROBIO DE CORREDORES AMADORES/Effects of training load organization on the anaerobic...
Next Article:COMPORTAMENTO HEMODINAMICO E PERCEPTUAL EM IDOSAS SUBMETIDAS A UMA SESSAO DE DIFERENTES PROTOCOLOS DO METODO PILATES[R]/Hemodynamic and perceptual...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2020 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters