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E por falar em magisterio e educacao ...

Para entenderem a minha visao sobre vocacao para o magisterio, inicio com um breve historico focando situacoes ocorridas em sala de aula, consideradas como "recursos" para melhorar o aproveitamento dos alunos, facilitando o processo de ensinoaprendizagem. Felizmente nao fui aluna e nem professora em epocas tao remotas, onde qualquer atitude efetuada poderia ser considerada como abusiva, desrespeitosa, ou, ate mesmo decorrente da falta de comportamento social. O estudante era submetido a um processo "corretivo", capaz de gerar modificacoes positivas em relacao aos seus atos, segundo os conceitos da epoca. Tal metodo conhecido como "palmatoria", tambem era aplicado quando nao conseguiam responder corretamente as perguntas em sala de aula. O professor se apresentava como executor do processo. Sera que alguem consegue adquirir conhecimentos atraves de agressao fisica?

Na decada dos anos sessenta, surgiu o metodo do "castigo", onde o estudante por um deslize, geralmente de conduta, era colocado fora da sala de aula, permanecendo de pe em frente a porta. O "transgressor" das normas educacionais, como era considerado, ficava exposto as opinioes e criticas dos demais colegas. Servia como exemplo do que e oferecido a quem nao tem bom comportamento. Nao podemos esquecer que estes professores possivelmente ja teriam passado pela etapa da palmatoria, o que poderia justificar esta atitude, o que nao deixa de ser um "processo evolutivo", visto que nao existiam mais as tais agressoes fisicas. No entanto, surgiram as agressoes morais.

Trazendo um acumulo de frustracoes, estes profissionais tem uma parcela de contribuicao na formacao dos novos discentes, onde muitos apresentam problemas notorios de timidez intensa, disturbios de comunicacao e expressao dos seus desejos profissionais e afetivos, tornando-se pessoas incapazes de se autodefenderem. Dizem "sim" em vez do "nao" quando se sentem ameacados em tomadas de decisoes. Sera que castigo ensina?

Com o avanco do tempo, me situo no seculo vinte e um. Inovacoes tecnologicas garantem informacoes rapidas e atualizadas com o uso do computador, dos telefones moveis e da midia como um todo, que conquistam alunos e educadores. A utilizacao e importancia destes recursos se fazem sentir no Ensino Fundamental, avancando pelo Ensino Medio ate a Graduacao, sendo considerados como ferramentas de trabalho no processo pedagogico e educacional. Esta conquista e relevante na construcao do conhecimento e na relacao de aproximacao entre o professor e o discente.

Quando os alunos ingressam na Universidade, os professores se apresentam com outro perfil e conhecimento (Especialistas, Mestres e Doutores), na sua maioria exercendo atividades no ensino e na pesquisa. Devido as novas condicoes, alguns alunos se comportam de forma autoritaria achando que sabem tudo, outros indecisos, esperando que facam tudo por eles, e, existem os que nao se dedicam efetivamente ao estudo. Estes se graduam, sem explorar todo o seu potencial. Para atuar nesta realidade, e necessario que se tenha vocacao para o magisterio e que as atividades sejam efetuadas com etica e profissionalismo. Os alunos devem ser estimulados a liberdade de pensamento e expressao, para que possam ser ouvidas suas necessidades sem transgredirem as normas legais de conduta, tratamento e convivencia com os seus semelhantes e demais seres vivos do planeta.

Mas o que falta? Na realidade o que pode estar faltando atualmente e a postura profissional do professor, assim como a conscientizacao individual e coletiva da classe de que voce e o professor, educador e orientador que ira transmitir seus conhecimentos, atitudes, carater e visual as pessoas, independente do local de trabalho e da quantidade de recursos disponiveis. Sem discriminacoes e preconceitos, se estabelece respeitosamente, o binomio "aluno-professor". Uma nova visao para a profissao e a interacao do aluno com os diferentes meios de comunicacao, o que ja vem acontecendo atraves de atividades de pesquisa em sites educacionais, onde o professor apresenta os conceitos basicos, estimulando os alunos para que desenvolvam suas proprias conclusoes sobre os fatos, seguida de uma discussao coletiva em sala de aula, junto com o professor. Se nao podemos mudar conceitos, devemos estimular o raciocinio para que alcancem seus objetivos.

E gratificante que, alem de professores, sejamos educadores e orientadores na construcao do saber!

http://dx.doi.org/10.12957/sustinere.2017.32182

Elizabeth dos Santos Rios

Graduada em Historia Natural--Mestre em Ciencias Biologicas (Botanica) Atualmente e professora assistente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiencia na area de Ecologia, com enfase em Ecologia de Ecossistemas, atuando principalmente em Ecologia, Morfologia Vegetal, Educacao Ambiental, Ensino de Biologia. Atua tambem na Pos-Graduacao do Curso de Especializacao em Ensino de Ciencias da UERJ, lecionando a disciplina "Topicos Especiais em Ensino de Ciencias". [mail] elizabethrios@ig.com.br
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Rios, Elizabeth dos Santos
Publication:Sustinere - Revista de Saude e Educacao
Date:Jul 1, 2017
Words:754
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