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Dynamics of production and commercialization of yerba mate in Rio Grande do Sul, Brazil/Dinamica de producao e comercializacao da erva-mate no Rio Grande do Sul, Brasil.

INTRODUCAO

O agronegocio brasileiro, abrangendo os segmentos de alimentos, fibras e energia renovavel, e de suma importancia para a economia do pais, uma vez que corresponde a cerca de um terco do seu produto interno bruto (PIB), aproximadamente 40% das receitas de exportacoes brasileiras, quase 40% do total de emprego gerados, alem de fazer uso de mais da metade da frota nacional de caminhoes (MENDES, 2007; CEPEA, 2013).

Em especifico, o setor florestal, contemplando os segmentos de processamento de madeira, celulose, papel e moveis, contribui com cerca de 5% do PIB, gera US$ 3 bilhoes em impostos, US$16 bilhoes em exportacoes e emprega mais de dois milhoes de pessoas no Brasil (SBS, 2013). MEDRADO et al. (2005) ressaltam que o impacto do setor florestal na economia brasileira seria ainda maior se, nas estatisticas nacionais, a ele fossem creditados os beneficios das atividades geradoras de produtos nao madeireiros, como a castanha-do-Brasil, a borracha e o objeto de estudo desta pesquisa: a erva-mate (Ilex paraguariensis).

Apesar da expansao produtiva ocorrida nos ultimos anos, o mercado da erva-mate ainda e muito restrito a regiao sul do Brasil, sendo a base produtiva fortemente apoiada no extrativismo, embora goze do melhor padrao tecnologico entre os produtos florestais nao madeireiros e evidente articulacao entre os diferentes segmentos que integram a cadeia produtiva (BALZON et al., 2004).

O Rio Grande do Sul, mesmo sendo o estado brasileiro com maior representatividade em termos de consumo e oferta da erva-mate, detendo cerca de 62% da producao nacional e plantando 43,6% da area total desta cultura no pais, nas ultimas tres decadas, perdeu participacao relativa (IBGE, 2013). Destacando-se pelos altos indices de produtividade, Parana, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul tambem concentram a producao de erva-mate nacional e vem ganhando espaco neste mercado.

Assim, a partir das mudancas observadas no mercado brasileiro, o presente trabalho objetiva estudar a cadeia produtiva da erva-mate do Rio Grande do Sul atraves da analise de variaveis relacionadas a producao e comercializacao do produto. Para tanto, realizaram-se analises estatisticas e descritivas, contando com a disponibilidade de dados secundarios.

MATERIAL E METODOS

Para analisar as cadeias produtivas agroindustriais, ZYLBERSZTAJN & NEVES (2000) recomendam a descricao individual de cada elo da cadeia produtiva, o apontamento de suas peculiaridades, bem como a analise dos ambientes institucional e organizacional. Destarte, para o estudo da cadeia produtiva da erva-mate no Rio Grande do Sul, considerou-se o conjunto de atividades economicas que, articuladas de forma sequential e progressiva, sao responsaveis pela confeccao do referido produto, desde as etapas iniciais de elaboracao ate chegar as maos dos consumidores finais (ZYLBERSZTAJN & NEVES, 2000).

Apos a identificacao e analise dos elos da cadeia produtiva da erva-mate, foram realizadas as coletas de dados secundarios, compilados a partir dos sitios eletronicos da Fundacao de Economia e Estatistica (FEE, 2014), do Centro de Estudos e Pesquisas Economicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IEPE, 2014), alem dos dados disponibilizados pela Organizacao das Nacoes Unidas para Alimentacao e Agricultura (FAO, 2013) e do Censo Agropecuario de 2006 (IBGE, 2006).

As analises realizadas acerca do mercado e da cadeia produtiva da erva-mate no Brasil e no Rio Grande do Sul apropriam-se dos instrumentais estatisticos de descricao e tecnicas de inferencia de dados. Para manipulacao das informacoes disponiveis, foi empregado o software Microsoft Office Excel 2007.

Com o intuito da aplicacao de tecnicas de analise das relacoes de causalidade, operou-se com as seguintes variaveis, compostas por 192 observacoes mensais, de janeiro de 1998 a dezembro de 2013:

Y = Precos pagos pelo consumidor de Porto Alegre pela erva-mate para chimarrao, em reais (R$) por quilograma (Kg) (IEPE, 2014);

X= Precos pagos ao produtor rural de ervamate, em reais (R$) por arroba (FEE, 2014);

Por tratar-se de valores monetarios, procedeu-se a atualizacao dos valores nominais, atraves do Indice Geral de Precos-Disponibilidade Interna da Fundacao Getulio Vargas, tomando-se como referencia o mes de maio de 2014.

RESULTADOS E DISCUSSAO

Embora a Argentina seja o maior pais produtor de erva-mate em termos mundiais, o Brasil vem ganhando destaque no cenario produtivo e comercial, produzindo atualmente mais de 500 mil toneladas de folha verde. Ha ocorrencia da producao na Regiao Sul do pais, onde a especie e considerada nativa. Vale destacar que o maior produtor brasileiro de folha verde de erva-mate e o Rio Grande do Sul, seguido de Parana, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Frisa-se que o estado gaucho possui cinco polos ervateiros, a saber, os polos Planalto Missoes, Alto Uruguai, Nordeste Gaucho, Vale e Alto Taquari, os quais sao responsaveis por cerca de 60% da producao industrial nacional da erva-mate.

Apesar do grande potencial para o uso da materia-prima em refrigerantes, doces, cosmeticos e medicamentos, as folhas desidratadas da erva-mate sao majoritariamente destinadas a preparacao, por infusao, de um tipo tradicional de cha - denominado chimarrao - consumido na Argentina, Uruguai, Paraguai e nos estados do sul do Brasil. O consumo per capita de erva-mate no Brasil, estimado em 1,2kg por ano, e baixo, se confrontado com os numeros demandados pela Argentina e Uruguai, onde a populacao consome 5 e 7kg por ano de erva-mate seca para a preparacao de chas, respectivamente (ABITANTE, 2007).

Com a finalidade de compreender a dinamica de producao e comercializacao da ervamate no Rio Grande do Sul, ao longo deste estudo, discorre-se sobre os principais elos da cadeia produtiva. O fluxograma representado pela figura 1 sintetiza e permite uma melhor visualizacao do caminho percorrido pelo referido produto, desde o aporte da industria de insumos e equipamentos ate chegar, processado e embalado, ao consumidor final.

Observa-se a realizacao de cinco tipos basicos de transacoes na atual configuracao da cadeia produtiva da erva-mate no Rio Grande do Sul. A primeira transacao, intitulada T1, ocorre entre representantes da industria de insumos e equipamentos e os produtores rurais, sejam eles agricultores familiares ou patronais. Em suma, os insumos, tais como adubos, defensivos, maquinas e equipamentos agricolas (tratores, implementos e ferramentas), sao oferecidos por diversas empresas de origem nacional e internacional.

Embora parte significativa dos ervais explorados no Rio Grande do Sul seja nativo, a implantacao dos ervais cultivados se torna possivel tambem a partir da existencia de mudas para comercializacao. Como grande parte dos produtores nao prepara suas proprias mudas, acabam por recorrer aos viveiros comerciais ou a outros produtores rurais especializados (SCHUCHMANN, 2002).

Ainda que nao estejam disponiveis dados estatisticos oficiais a respeito da localizacao e dimensao da producao de insumos e mudas para a cadeia produtiva da erva-mate, estima-se que a grande maioria das organizacoes situa-se na regiao Sul do Brasil, proxima aos estabelecimentos agropecuarios, onde e desenvolvida a producao primaria, e proxima as ervateiras processadoras da materia-prima erva-mate.

Nesse sentido, segundo dados do Censo Agropecuario (2006), 99,7% dos estabelecimentos agropecuarios com mais de 50 pes de erva-mate existentes em 2006 estavam localizados na regiao Sul do Brasil, sendo destes 52,3% localizados no Rio Grande do Sul. Dos 8.228 estabelecimentos rurais com producao de erva-mate no Rio Grande do Sul, cerca de 95,3% pertenciam aos proprios agricultores, 1,7% eram arrendados de terceiros, 1,9% eram ocupados, 0,8% cultivados na forma de parcerias e 0,3% eram terras provenientes de assentamentos, ainda sem titulacao definitiva.

Conforme Censo Agropecuario (2006), e possivel identificar o tamanho dos estabelecimentos agropecuarios com mais de 50 pes existentes de ervamate. Dos 15.750 estabelecimentos agropecuarios que cultivam erva-mate no Brasil, pelo menos 8.719 possuiam ate dez hectares. Na Regiao Sul e no Rio Grande do Sul, pelo menos 8.915 e 5.083 estabelecimentos agropecuarios tem ate vinte hectares disponiveis para o cultivo da erva-mate, respectivamente.

Percebe-se que a producao primaria da erva-mate e realizada, em grande parte, em estabelecimentos agropecuarios com restrita disponibilidade de areas cultivaveis. Quanto a mao-de-obra, a maioria dos produtores de erva-mate utiliza-se da familiar para a execucao das tarefas. Em especial, a erva-mate e desenvolvida em concomitancia com outras atividades, uma vez que a terra e utilizada tambem para plantio em consorcio com outras culturas temporarias (VASCONCELLOS, 2012).

Ainda, de acordo com dados do IBGE (2006), identifica-se a quantidade vendida de ervamate nos estabelecimentos agropecuarios com mais de cinquenta pes existentes da planta. Quando se consideram os dados disponiveis para o Brasil e Regiao Sul, o maior volume de comercializacao e realizado por estabelecimentos com ate cinquenta hectares, com expressiva representatividade das propriedades com ate vinte hectares. No Rio Grande do Sul, cerca de 84% da quantidade vendida de erva-mate (em toneladas) e proveniente de estabelecimentos com ate dez hectares.

Ademais, cita-se a transacao realizada diretamente entre agricultores e agroindustrias (T2). Diz-se que a erva-mate passa por duas fases distintas de processamento ate chegar ao patamar de consumo na forma de chimarrao, sendo destas, uma realizada pelo produtor rural e outra pela unidade agroindustrial. Chama-se cancheamento o ciclo de preparacao da erva-mate que abrange as operacoes de colheita, sapeco, secagem e trituracao. A fase do beneficiamento e desempenhada basicamente pelas agroindustrias e compreende a elaboracao final do produto (MACCARI JUNIOR, 2005).

ANTONI (1995) afirma que, no inicio da decada de 1990, havia um grande volume de empresas ervateiras, das quais 70% eram de micro e pequeno porte. Ainda, a soma do market share das dez maiores empresas atingia de 50% a 60% do mercado total. Logo, o segmento industrial da ervamate no Rio Grande do Sul caracterizava-se por ser fragmentado, sem lideres de mercado, onde nenhuma empresa possuia parcela de mercado significativa nem influenciava o resultado da industria (ANTONI, 1995). Atualmente, estima-se que existam no Rio Grande do Sul aproximadamente 250 ervateiras, inseridas em um mercado com estruturas semelhantes ao do periodo do final da decada de 1990.

Assim, o alto grau de fragmentacao da industria ervateira na regiao Sul do Brasil e, especialmente, do Rio Grande do Sul, delineia um cenario marcado pela inexistencia de organizacoes com participacao dominante no mercado e poucas barreiras de entrada (ANTONI, 1995). Adicionalmente, argumenta-se que economias de escala no processamento industrial de erva-mate nao costumam ocorrer, pelo fato de nao existirem diferenciais significativos em tecnologia (ANTONI, 1995).

Sobretudo, vislumbram-se duas abordagens estrategicas diretamente relacionadas ao porte das ervateiras. A primeira abordagem estrategica contempla as ervateiras de menor porte, que programam estrategias apoiadas em estruturas de custos menos onerosas que as de maior porte. Asegunda abordagem estrategica e adotada pelas de maior porte, as quais buscam diferenciar-se por meio da fixacao da marca, da qualificacao do processo de industrializacao e da estrutura de distribuicao (ANTONI, 1995).

Em complementacao, descrevem-se as transacoes realizadas entre agroindustrias e o setor de distribuicao (nomeadas nesta pesquisa de T3) e que compoem as relacoes comerciais estabelecidas com vistas ao escoamento do produto final aos centros varejistas e/ou atacadistas. Para prevenir riscos sanitarios, garantir padroes de qualidade e preservar as areas com erva-mate, a atual legislacao pertinente para o processamento industrial e comercializacao normatiza desde a area produtiva ate atingir o consumidor final, sendo determinada pelos Ministerios da Saude e da Fazenda, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renovaveis (IBAMA), entre outros (BALZON et al., 2004).

Como existe tambem a possibilidade da efetivacao de canais de comercializacao de nivel um, tambem sao configuradas as transacoes T3.1, realizadas diretamente entre agroindustrias e os consumidores finais. Neste caso, as empresas disponibilizam os produtos em stands de acesso ao publico em geral.

As transacoes T4, realizadas entre o setor de distribuicao e consumidor final, caracterizam os canais de comercializacao de nivel dois ou tres, que possuem dois ou tres intermediarios, normalmente compostos pelo processador da erva-mate, atacadista e varejista.

Sobretudo, destaca-se que a cadeia produtiva da erva-mate esta sob influencia do ambiente institucional, formado pelo conjunto de leis que regulamentam a producao e comercializacao do produto, as regras e costumes que condicionam as preferencias dos consumidores e, concomitantemente, delimitam a conduta das empresas atuantes no setor. Alem disso, organizacoes, tais como o Sindicato da Industria do Mate do Estado do Rio Grande do Sul (SINDIMATE), a Associacao dos Produtores de Ervamate (APROMATE), Associacao dos Produtores de Erva-mate do Alto Uruguai (ASPEMATE), o Instituto Brasileiro da Erva-Mate (IBRAMATE), a Associacao Riograndense de Empreendimentos de Assistencia Tecnica e Extensao Rural (EMATER/ RS) e Universidades da regiao, contribuem para o desenvolvimento de pesquisas e campanhas de promocao do produto gaucho.

Buscando analisar o comportamento dos precos da erva-mate, operou-se com 192 observacoes que correspondiam aos precos pagos pelo quilograma da erva-mate no varejo de Porto Alegre e os precos pagos aos produtores rurais do Rio Grande do Sul pela arroba de erva-mate no periodo de janeiro de 1998 a dezembro de 2013, conforme figura 2.

Apos atualizar os valores nominais dos referidos precos atraves do IGP-DI (valores em referencia ao mes de maio de 2014), constatou-se que a media de preco do quilograma de erva-mate na cesta basica do consumidor de Porto Alegre foi de R$ 6,20, com desvio padrao amostral de R$ 1,12. Ja o preco pago pela arroba de erva-mate (folha verde) aos produtores rurais no RS teve media de R$ 7,61, com desvio padrao amostral de R$ 2,25.

A tabela 1 apresenta um resumo do modelo estimado para determinacao dos precos da erva-mate na cesta basica de Porto Alegre (RS), considerandose dois periodos de defasagem. Esta tabela fornece os valores do R e do [R.sup.2] para o modelo que foi calculado. Para esses dados, R tem um valor de 0,89 e, porque existe apenas um previsor, esse valor representa a correlacao simples entre o preco do quilograma da erva-mate no varejo de Porto Alegre (Y) e o preco pago pela arroba de erva-mate ao produtor rural no Rio Grande do Sul (X). O valor de [R.sup.2] e 0,80, o que indica que os precos pagos ao produtor rural explicam aproximadamente 80% da variacao no preco da ervamate ao consumidor final.

Pelo valor de F, pode-se afirmar que o modelo de regressao preve o preco da erva-mate ao consumidor relativamente bem. Em suma, desconsiderando-se os efeitos do coeficiente linear da regressao estimada - Y = 1,93 + 0,57 X--, o aumento previsto no preco da erva-mate para chimarrao ao consumidor final em Porto Alegre, dado o aumento de R$ 1,00 no preco pago pela arroba do produto aos produtores rurais no Rio Grande do Sul, e de aproximadamente R$ 0,57.

Logo, infere-se que a supracitada variavel e apropriada para o modelo de determinacao dos precos pagos pelo quilograma de erva-mate na capital gaucha. No entanto, ressalta-se a necessidade de insercao de novas variaveis a equacao de estimacao, ja que 20% das oscilacoes na variavel dependente nao sao explicadas por X. Pode-se citar, por exemplo, a importancia da insercao de variaveis como custos de insumos, de mao-de-obra e de transporte. Vale tambem a analise da forma como os agentes economicos se organizam para transacionar, os arranjos de coordenacao e os custos de transacao inerentes a referida cadeia produtiva.

Ainda, segundo relatorio elaborado pela Organizacao das Nacoes Unidas para Agricultura e Alimentacao (FAO, 2008), alguns fatores afetam diretamente os precos dos produtos agroindustriais, a saber, o crescimento da demanda por alimentos e a mudanca da sua estrutura de consumo, as quebras de safra provocadas por oscilacoes climaticas, os custos crescentes dos combustiveis, entre outros.

Alem da influencia dos consumidores, dos concorrentes e dos custos de transacao, tambem devem ser levadas em conta a conjuntura economica, as diretrizes governamentais, a recessao, inflacao e taxas de juros (SARDINHA, 1995). Estes elementos contribuem na precificacao dos precos dos alimentos e, embora nao tenham sido incluidos no modelo econometrico da presente pesquisa, devem ser analisados.

CONCLUSAO

O cultivo da erva-mate compreende um dos sistemas agroflorestais mais antigos e caracteristicos da Regiao Sul brasileira, ostentando significativa importancia socioeconomica e ambiental. Apesar de ser o maior produtor brasileiro, o Rio Grande do Sul vem perdendo parcela de mercado para os estados de Santa Catarina e Parana. Em suma, fatores de producao, assim como aspectos relacionados a comercializacao, influenciam este mercado.

O presente estudo apresentou os resultados de alguns testes estatisticos realizados a partir da manipulacao de dados secundarios sobre os precos diretos aos consumidores da erva-mate para chimarrao e os precos pagos aos produtores rurais no RS. Evidenciouse que a variavel preco pago aos produtores rurais de erva-mate e capaz de determinar aproximadamente 80% das variacoes no preco do quilograma de erva-mate disponivel no varejo de Porto Alegre.

Destarte, infere-se que a cadeia produtiva da erva-mate no Rio Grande do Sul esta inserida em um mercado diferenciado, com caracteristicas regionais muito marcantes, mais influenciado pelo habito, pela tradicao, do que por variaveis macro ou microeconomicas. Entretanto, afirma-se a importancia da analise dos custos de producao, das condicoes de mercado, entre outros, considerando a complexidade do objeto foco desta pesquisa.

http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20140276

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq) pelo apoio a pesquisa, via processo no 140825/2010-0.

REFERENCIAS

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BALZON, D.R. et al. Aspectos mercadologicos de produtos florestais nao madeireiros - analise retrospectiva. Revista Floresta, v.34, n.3, p.363-371, 2004. Disponivel em: <http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/floresta/article/viewArticle/2422>. Acesso em: 25 abr. 2013. http://dx.doi.org/10.5380%2Frf.v34i3.2422.

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MACCARI JUNIOR, A. Analise do pre-processamento da erva-mate para chimarrao. 2005. 215f. Tese (Doutorado em Engenharia Agricola)--Faculdade de Engenharia Agricola, Universidade Estadual de Campinas, SP.

MENDES, J.T.G. Comercializacao agricola. Pato Branco: UFPR, 2007. 100p. (Manual didatico da disciplina Economia e Desenvolvimento Agricola).

MEDRADO, M.J.S. A evolucao do setor florestal brasileiro no seculo XXI, 2005. Online. Disponivel em: <http://www.agrosoft.org.br/agropag/18698.htm>. Acesso em: 02 mar. 2013.

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SCHUCHMANN, C.E.Z. Acoes para a formulacao de um protocolo de rastreabilidade de erva-mate. 2002. 94f. Dissertacao (Mestrado em Agronegocios)--Programa de Posgraduacao em Agronegocios, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS.

VASCONCELLOS, F.C.F. Os impactos da criacao do Mercosul no mercado de erva-mate no Rio Grande do Sul. 2012. 66f. Monografia (Graduacao em Ciencias Economicas)--Universidade Federal do Rio Grande do Sul, RS.

ZYLBERSZTAJN, D.; NEVES, M.F. (Org.). Economia e gestao dos negocios agroalimentares: industria de alimentos, industria de insumos, producao agropecuaria, distribuicao. Sao Paulo: Pioneira, 2000. 428 p.

Sibele Vasconcelos de Oliveira (I) Paulo Dabdab Waquil (II)

(I) Departamento de Administracao e Ciencias Economicas, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Av. Independencia, no 3751, 98300-000, Palmeira das Missoes, RS, Brasil. E-mail: sibele_oliveira@yahoo.com.br. Autor para correspondencia.

(II) Pos-graduacao em Agronegocios (PPG Agronegocios), Desenvolvimento Rural (PGDR), Departamento de Economia e Relacoes Internacionais (DERI), Faculdade de Ciencias Economicas (FCE), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Recebido 23.02.14 Aprovado 13.08.14 Devolvido pelo autor 21.10.14 CR-2014-0276.R2

Tabela 1 - Sumario do modelo econometrico estimado para determinacao
dos precos da erva-mate no varejo da capital gaucha.

        Change Statistics

                   Adjusted R   R Square
R       R Square     Square      Change     F Change

0,89      0,80        0,80        0,80       757,49

        Change Statistics

R       df1    df2    Sig. F Change

0,89     1     188        0,000

Fonte: Elaborado pelos autores com base em FEE (2014) e IEPE (2014).
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Title Annotation:negocio agricola; texto en portugues
Author:de Oliveira, Sibele Vasconcelos; Waquil, Paulo Dabdab
Publication:Ciencia Rural
Date:Apr 1, 2015
Words:3432
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