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Determination and spatialization in soil loss watershed Stream Cascavel, Goias/Determinacao e espacializacao da perda de solo da bacia hidrografica do Corrego Cascavel, Goias/Determinacion y espacializacion de la pierdas de suelo en la cuenca hidrografica Arroyo Cascavel, Goias.

1. INTRODUCAO

A intensa utilizacao dos solos e dos recursos hidricos para os mais variados fins, tem posto em evidencia a importancia da quantificacao, no tempo e no espaco, da producao, transporte e deposicao de sedimentos nas bacias hidrograficas (BRANCO, 1998).

Muitas bacias hidrograficas brasileiras vem sofrendo multiplas pressoes, devido a expansao urbana e agricola. A constante modificacao da superficie nas bacias hidrograficas tem degradado o solo, pelo seu uso e ocupacao, que associados ao regime hidrologico e sedimentologico destas, tem ocasionado no aceleramento do processo de erosao hidrica.

Embora a erosao hidrica seja um processo natural e de essencial importancia para manter os sistemas fluviais, quando agravada pelas alteracoes antropicas da superficie, e considerada como a principal causadora da degradacao fisica, quimica e biologica do solo. Dessa forma, a erosao hidrica tem se tornado cada vez mais presente no meio urbano, e como usualmente nao sao realizadas manutencoes nos sistemas hidraulicos fluviais, surgem por vezes, consequencias negativas para o meio ambiente, para a populacao e para a economia.

Em Goiania, a bacia hidrografica do corrego Cascavel e uma das regioes que mais tem sofrido com as multiplas pressoes de usos, por compor a malha urbana do municipio, apresentando mais de 170 mil habitantes (SEPLAN, 2012). Essa regiao tem exibido tendencia notavel de expansao, e como consequencias, vieram acompanhadas diversas alteracoes ambientais, inclusive mudancas no ciclo hidrologico, conforme estudos realizados por Pereira (2015). Junto dessas novas areas urbanizadas, a impermeabilizacao e apresentada em grande escala, diminuindo a infiltracao de agua no solo.

Dessa forma, o volume e a velocidade do escoamento da agua na superficie aumentam e muitos outros problemas surgem, como por exemplo, a lavagem das ruas, que levam consigo sedimentos para dentro das redes de drenagem e dos cursos de agua. Assim, os condutos e canais estao sendo assoreados, reduzindo a capacidade de escoamento, que por sua vez, tem promovido o aumento das enchentes oriundas nao somente pelo aumento da vazao nos cursos d'agua (TUCCI; COLLISCHONN, 1998).

Partindo do pressuposto, verifica-se que o rapido desenvolvimento socio-economico da bacia hidrografica do corrego Cascavel, trouxe como resultado, interferencias significativas a cobertura do solo que associadas as condicoes hidrologicas da regiao, contribuiram com o aparecimento de erosoes dando inicio ao transporte de solo para dentro dos corpos d'agua.

Dessa forma, faz-se necessario prever a potencialidade da ocorrencia de erosoes por meio da confeccao de Mapa de Riscos, evidenciando as areas que apresentam maior susceptibilidade a erosao hidrica laminar. Segundo Salomao (2007), o Mapa de Risco (ou potencial) a erosao hidrica laminar pode ser obtido e/ou definido como o resultado da interacao entre a suscetibilidade de uma area e o seu uso e ocupacao atual, pois areas com um mesmo nivel de suscetibilidade, mas com diferentes ocupacoes, apresentam potenciais variados ao desenvolvimento da erosao hidrica laminar.

Para estudar esses fenomenos, faz-se uso da Sistematica de integracao dos fatores da Equacao Universal de Perdas de Solo (USLE), por meio da interpolacao dos dados de erosividade, declividade, comprimento de vertente, erodibilidade uso e manejo/ocupacao do solo (WISCHMEIER; SMITH, 1965).

Ainda para o presente estudo, com o auxilio de um Sistema de Informacao Geografica (SIG), busca-se especializar as areas que apresentam susceptibilidade de perda de solo, qualificando as fragilidades em classes que servira de suporte ao ordenamento a cerca dos usos e ocupacao do solo, essa importante ferramenta para gestao do espaco urbano-ambiental.

Segundo Chaves et al. (1996), a principal vantagem das avaliacoes qualitativas e a facilidade de manipulacao dos fatores selecionados em termos de grau de risco a erosao e sua posterior combinacao para a obtencao dos graus de severidade erosiva. E a principal vantagem das avaliacoes quantitativas da erosao e a obtencao de valores numericos, importantes para estimativas da degradacao do solo e do potencial de sedimentacao. Quando comparados, ambos os modelos apresentam concordancia.

2. MATERIAS E METODOS

2.1 Area de Estudo

A area de estudo compreende a bacia hidrografica do corrego Cascavel, que integra a bacia hidrografica do ribeirao Anicuns (Figura 1), afluente do rio Meia Ponte, e situa-se nas porcoes das regioes sul e central do municipio de Goiania.

[FIGURE 1 OMITTED]

A bacia hidrografica do corrego Cascavel possui area de 34,27 [km.sup.2], com comprimento do corrego principal de aproximadamente 20,16 km ate o exutorio no Ribeirao Anicuns Lat 8157899.56; Long 682117.43 (SIEG, 2014). A nascente desta bacia, localiza-se na Parte I do Parque Cascavel, regiao sul de Goiania, sob coordenadas Lat 8147825.57; Long 682573.87 (SIEG, 2014).

Fazem parte desta bacia os corregos (1) Mingau, (2) Serrinha e (3) Vaca Brava pela margem direita e pela margem esquerda, o (4) Corrego D'Agua A area encontra-se quase que totalmente antropizada, com a presenca de edificacoes urbanas, comerciais e industriais, alem da presenca de ruas e avenidas pavimentadas. Poucas areas ainda apresentam alguma forma vegetacao, como e o caso dos parques e dos remanescentes isolados de mata ciliar, pois parte esta desmatada e/ou construida alem de um trecho do corrego estar canalizado por estruturas de concreto e gabiao.

2.1.1 Caracterizacao da Area de Estudo

De acordo com o Mapa Urbano Basico Digital de Goiania-MUBDG, em escala 1:100000, a pedologia da regiao e representada por duas classes de solos distintas (Figura 2).

[FIGURE 2 OMITTED]

Essas duas classes de solos sao denominadas de Latossolo Vermelho Distrofico ([LVd.sub.1]) e o Neossolo Litolico Distrofico ([RLd.sub.2]), conforme nomenclatura utilizada pelo Sistema Brasileiro de Classificacao de Solo-SisBCS (GOIANIA, 2013a; EMBRAPA, 2006).

Os [LVd.sub.1] sao solos de textura argilosa em fase cerrado tropical subcaducifolio e apresentam cores vermelhas acentuadas devido aos teores mais altos e a natureza dos oxidos de ferro presentes no material originario, ocorrem predominantemente em areas de relevos planos ou suavemente ondulados, mas podem ocorrer tambem em areas de relevo ondulado (SILVA et al., 1997; EMBRAPA, 2015a). De acordo com Monteiro et al. (2007) e Sartori (2004), os [LVd.sub.1] tambem sao caracterizados por serem solos profundos, chegando a atingir profundidades maiores que 200 cm, sao porosos, com boa permeabilidade e bem drenados. Dessa forma, os [LVd.sub.1] propiciam alta taxa de infiltracao, alto grau de resistencia, tolerancia a erosao e baixo potencial de geracao de escoamento, caracteristicas que auxiliam na capacidade de armazenamento de agua.

Os [RLd.sub.2] presentes em apenas um ponto da bacia, Morro do Serrinha, sao de cor acinzentada e compreendem solos rasos, onde geralmente a soma dos horizontes sobre a rocha nao ultrapassam 50 cm. Apresentam textura arenosa cascalhenta em fase cerrado, e suas ocorrencias estao associadas, normalmente, a relevos mais declivosos (ondulados ou fortemente ondulados), alem de serem solos com drenagem boa a moderada, que favorecem o escoamento superficial (SILVA, 2007; EMBRAPA 2015b). Os [RLd.sub.2] sao normalmente indicados para preservacao da fauna e flora, pois a utilizacao desses solos para diversos fins tendem a elevar muito o risco de erosoes (EMBRAPA 2015b).

Quanto a geomorfologia, a microbacia apresenta-se inseridas na categoria Superficies Regionais de Aplainamento (SRA), que sao as grandes unidades denudacionais mais representativas da geomorfologia do Estado de Goias e Distrito Federal. A aplicacao dessa categoria permite inferir que se trata de uma unidade gerada pelo arrasamento/aplainamento de uma superficie de terreno dentro de determinado intervalo de cotas e relativamente independente de controles geologicos regionais (LATRUBESSE; CARVALHO, 2006).

Assim, mais especificamente, a area se inserem na sub-categoria SRAIIIA, que e uma das quatro superficies escalonadas em distintas cotas. Dessa forma, esse tipo de superficie e desenvolvida sobre rochas pre-cambrianas, com cotas entre 550 e 850 metros e relevo com dissecacao media, de topos tabulares e/ou planos rampeados (SIEG, 2006).

As SRA compoem as principais areas de recarga regional, no entanto, a SRAIIIA possui recarga caracterizada por fluxos locais em ambiente de rift continental, onde a recarga e pouco eficiente (LATRUBESSE; CARVALHO, 2006). Isso ocorre devido as caracteristica do relevo, dissecacao media, que apresentam mas condicoes de infiltracao e recarga. De acordo com Silva (2006), o estudo das caracteristicas geomorfologicas e de extrema importancia para o entendimento da distribuicao pluviometrica, desenvolvimento do manto intemperico e comportamento das zonas de recarga dos aquiferos (freaticos e profundos), fatores estes que, regional e localmente, sao controlados pelo relevo.

Assim, com base na analise do mapa Geomorfologico proposto por Casseti (1992), foram observadas as seguintes morfologias de relevo: Fundos de vale, Planalto Embutido Convexado, Planalto Embutido Tabular, Chapadas Rampeadas e Chapadas Aplainadas.

Em relacao ao clima, de acordo com o Goias (2015), este e predominantemente tropical com temperatura media variando entre 18[degrees] e 26[degrees]C. Nos meses de setembro a novembro, primavera, as chuvas passam a ser mais intensas e frequentes, podendo ou nao haver raios, ventos fortes e queda de granizo. De dezembro a marco, verao, o clima e umido, com chuvas de curta duracao e forte intensidade, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento. Ha registro de veranicos com periodos de estiagem com duracao de 7 a 15 dias e registros do indice pluviometrico oscilando entre 1.200 e 2.500 mm entre os meses de setembro a abril. Em abril e maio, outono, ocorre reducao do periodo chuvoso. As temperaturas tornam-se mais amenas devido a entrada de massas de ar frio e a umidade relativa do ar e alta com valores alcancando ate 98%. Logo, nos meses de junho a agosto, inverno, o clima e seco, com baixos teores de umidade, chegando a valores extremos e niveis de alerta em algumas partes do Estado.

Quanto a vegetacao, as areas de maior representatividade estao situadas no Parque Cascavel-parte I e II, RPPN Mangueiras-Reserva do Perseu e Parque Sulivan Silvestre-Vaca Brava, que apresentam ainda algum tipo de adensamento. No restante desses tipos de areas de preservacao, tem-se os parques Amazonia e Cidade Jardim. No entanto, esses dois ultimos parques acabaram por se tornar areas urbanas, sendo que o primeiro apresenta mata ciliar totalmente descaracterizada (AMMA, 2013) com varias habitacoes residenciais e o segundo, que teria como funcao a protecao da nascente do corrego, apresenta-se totalmente impermeabilizado pela construcao de predios comerciais e industriais, alem da presenca de algumas habitacoes residencias.

2.2 O Modelo USLE

A USLE foi desenvolvida pelo Servico de Pesquisa Agricola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e proposta por Wischmeier e Smith em 1965 como um modelo para a predicao da media anual de perda de solo causada por erosao hidrica laminar. Nesta equacao, as perdas de solo medias anuais por area unitaria sao dadas pelo produto dos fatores (WISCHMEIER; SMITH, 1978):

A= R.K.L.S.C.P (1)

Onde:

A= estimativa de perda de solo (t [ha.sup.-1][ano.sup.-1]);

R= erosividade da chuva (MJ mm [ha.sup.-1] [h.sup.-1] [ano.sup.-1]);

K= erodibilidade do solo (t ha h [ha.sup.-1] [MJ.sup.-1] [mm.sup.-1]);

L= comprimento de rampa da area em estudo (m);

S= declividade da area em estudo (%);

C= uso e manejo do solo (adimensional); e P= praticas conservacionistas de solo (adimensional).

A perda de solo ocorre de forma natural, devido aos fatores de erodibilidade (K), de erosividade (R) e de topografia (LS), e e agravado pelas interferencias antropicas, como sao os casos dos fatores de uso e manejo do solo (C) e de pratica conservacionista (P).

Dessa forma, para o calculo do fator R, que segundo Bertoni e Lombardi (1999), e o indice numerico que expressa a capacidade da chuva, em uma dada localidade, causar erosao em uma area sem protecao, foram utilizadas series pluviometricas da estacao no 83423 do Instituto Nacional de Meteorologia-INMET. A serie historica de precipitacao considerada foi de vinte anos (1993 a 2012), pois de acordo com Wischmeier e Smith (1978), para se ter uma boa precisao da erosividade da chuva, os dados devem decorrer de uma estacao meteorologica com uma serie de no minimo vinte anos.

Assim, os calculos para definicao do potencial erosivo da chuva (R) foram fundamentados na equacao (2), adaptada para o Estado de Goias por Nascimento (1998), onde R e a soma das medias mensais dos indices de erosividade (EI). Os EI's sao obtidos por meio da relacao entre das medias mensais de precipitacao para cada mes de todos os anos e o total anual de precipitacao media.

El = 89,823 [([p.sup.2]/P).sup.0,759] (2)

Onde:

EI = media mensal do indice de erosividade (MJ mm [ha.sup.-1] [h.sup.-1] [ano.sup.-1]);

p = media do total mensal de precipitacao (mm); e

P = total anual de precipitacao media (mm).

Os valores de erodibilidade, Fator K, foram obtidos com base nos trabalhos de Silva et al. (1997) e Scopel e Silva (2001), que para Goiania por metodo direto, obtiveram o valores de erodibilidade do solo iguais a 0,009 t h [MJ.sup.-1] [mm.sup.-1] para o Latossolo Vermelho Escuro (LED1) e 0,014 t h [MJ.sup.-1] [mm.sup.-1] para os Latossolos Vermelho Amarelo (LVD1 e LVD2), sendo que para este ultimo, as unidades foram adaptadas para o desenvolvimento do estudo.

Ja os fatores L e S sao utilizados em conjuntos, formando assim o fator topografico LS, que e considerado um dos mais importantes da USLE, pois indica o efeito da declividade e do comprimento de rampa na erosao do solo. O Fator LS esta diretamente ligado a incidencia de erosoes por apresentar expressivo aumento destas devido a declividade e aos padroes de drenagens que sao interrompidos, assim como o volume da enxurrada ao longo da rampa (GRACE III, 2000).

Dessa forma, os estudos a cerca desse fator na predicao de perda de solo, podem ser utilizados como guia no planejamento do uso do solo e nas praticas conservacionistas. Assim, para determina-lo, e utilizada a equacao (3) citada por Bertoni e Neto (2005):

LS= 0,00984 x [L.sup.0,63] x [S.sup.1,18] (3)

Onde:

LS = fator de declividade e comprimento de rampa (adimensional);

L= comprimento da rampa (m); e

S= declive (%).

Para obtencao do fator topografico ou fator LS, foi gerado a partir de imagem TOPODATA, em ambiente GIS, mais especificamente, por meio da utilizacao do programa SAGA GIS (System for Automated Geoscientific Analyses), os mapas de declividade (S) e de direcao de fluxo, que combinados, deram origem ao mapa de comprimento de rampa (L). Por meio desse ultimo mapa, extraiu-se a declividade e a altura das rampas, e a partir de entao, foi possivel gerar o mapa do fator topografico (LS), onde se pode observar as areas suscetiveis a erosao.

Segundo Bertoni e Lombardi Neto (2005), o fator uso e manejo do solo ou fator C, e a relacao aguardada entre as perdas de solo de um terreno cultivado em uma determinada condicao e as perdas correspondentes de um terreno mantido continuamente descoberto e cultivado. Ja o fator praticas conservacionistas ou fator P, e a relacao entre a intensidade de perdas com determinada pratica conservacionista e aquelas quando a cultura esta plantada no sentido do declive.

Para observar as alteracoes realizadas pelo homem no meio, e importante que o uso e manejo do solo sejam analisados e quando preciso, sejam aplicadas praticas de conservacao destes. Assim, o fator C e aplicado aos municipios pela ponderacao da probabilidade de ocorrencia de cada uma das classes de uso da terra. Ou seja, esse fator, mensura o efeito combinado de todas as relacoes das variaveis de cobertura e manejo utilizadas na regiao e o fator P e a intensidade esperada de perdas de solo em uma pratica especifica. Assim, como a ocupacao da bacia hidrografica do corrego Cascavel caracteriza-se principalmente por areas impermeabilizadas e por remanescentes da vegetacao ciliar, os fatores cobertura de solo e praticas conservacionistas foram considerados em conjunto (CP).

Dessa forma, por meio de imagem satelite Landsat 8, foram encontrados os fatores de uso e manejo de solo e o de praticas conservacionistas. Para o estudo foram utilizadas as bandas espectrais 3, 4 e 5 e realizada composicao colorida RGB 453, para identificacao visual dos temas alvo, como vegetacao e area urbana (construcoes e pavimentos). Apos obtencao da imagem, realizou-se a classificacao automatica por meio da ferramenta de classificadores nao supervisionados (Cluster) do programa ArcGis, em que as classes consideradas foram vegetacao, construcoes e pavimentos asfalticos. Assim, apos a imagem estar classificada, pode-se realizar a correlacao com os fatores C e P.

3. RESULTADOS E DISCUSSAO

3.1 Fator Erosividade das Chuvas-R

Segundo Bertoni e Lombardi Neto (1990), a erosao e ocasionada por forcas ativas e passivas. As forcas ativas sao relacionadas as caracteristicas da chuva, declividade, comprimento do declive do terreno e a capacidade que o solo tem de absorver agua, enquanto que as forcas passivas, com a resistencia que exerce o solo a acao da agua e a densidade da cobertura vegetal. Assim, esses fatores foram avaliados na bacia hidrografica do corrego Cascavel sob a otica da USLE, com o intuito de identificar as areas mais susceptiveis a erosao laminar hidrica e a influencia das caracteristicas da bacia sobre a qualidade de suas aguas superficiais.

Para calculo do fator R da bacia hidrografica (Tabela 1), fez-se uso dos dados pluviometricos da estacao meteorologica no 83423 do INMET e encontrou-se um valor de 8626,9 MJ. mm [ha.sup.-1].[h.sup.-1]. [ano.sup.-1], podendo o mesmo ser classificado como localidade de erosividade muito alta, segundo classificacao proposta por Foster et al. (1981), conforme Tabela 1. No entanto, esse valor esta dentro da faixa estabelecida para o Brasil, que e de 5.000 a 12.000 MJ. mm [ha.sup.-1].[h.sup.-1].[ano.sup.-1], de acordo com Cogo (1988). Assim, esse fator foi calculado para cada ano de registro pluviometrico, compreendido entre 1993 e 2012, conforme Tabelas 2 e 3.

Como a bacia possui distribuicao de precipitacao media anual relativamente homogenea, devido ao tamanho considerado pequeno de sua area, aproximadamente 34,28 [km.sup.2], estima-se que chova de 1000 a 1900 milimetros, coerente com o que chove anualmente em Goiania, cerca de 1487,2mm (GOIANIA, 2013b).

O maior indice de erosividade 10986,6 MJ. mm [ha.sup.-1].[h.sup.-1].[ano.sup.-1] foi encontrado na faixa com precipitacoes superiores a 1550mm, enquanto que para precipitacoes inferiores, o menor indice foi 7011,3 MJ. mm [ha.sup.-1].[h.sup.-1].[ano.sup.-1] (Tabela 3), nesse caso o fator R tendeu a ser maior nas areas com maiores pluviosidades. No entanto, verifica-se que no ano de 2002 houve uma precipitacao de 1536,4mm com indice de erosividade igual a, aproximadamente, 9371,7 MJ. mm [ha.sup.-1].[h.sup.-1].[ano.sup.-1], sendo que para outros anos existentes nas faixas de precipitacao superiores a 1550mm obtiveram indices de erosividade menores quando comparadas com essa data, como por exemplo os anos de 1994/95, 97, 98 e 2004/06, 08 e 10, bem como ocorreu tambem, para os anos de 1996, 2001 e 2009 precipitacoes na faixa de 1700mm com menor erodibilidade (Grafico1). Isso ocorre devido a capacidade que a chuva possui em provocar a erosao e esta relacionada a energia cinetica da chuva e intensidade maxima de 30 minutos (Bertoni e Lombardi Neto, 1990). Segundo Resende e Almeida (1985), esse efeito representa a interacao que mede como a erosao por impacto, o salpico e a turbulencia se combinam com a enxurrada para transportar as particulas de solo desprendidas. Assim, ressalta-se que o fator R (Tabela 4) nao necessariamente sera maior nas areas com maiores pluviosidades medias anuais, mas dependera de como essa precipitacao se distribui ao longo do ano.

[GRAPHIC 1 OMITTED]

3.2 Fator Erodibilidade do solo-K

Com relacao ao indice de erodibilidade do solo ou fator K, foram encontrados na literatura os valores de 0,009 t h [MJ.sup.-1] [mm.sup.-1] e 0,014 t h [MJ.sup.-1] [mm.sup.-1]. Sendo estes, determinados por metodo direto pelos autores Silva et al. (1997) para a cidade de Goiania e por Scopel e Silva (2001) para o estado de Goias, respectivamente. Esses dados foram utilizados devido a carencia de estudos a cerca da determinacao direta dos indices de erodibilidade dos solos goianos e ausencia de mapas pedologicos com maior nivel de detalhamento, que para a escala utilizada, nao permite uma classificacao ideal das tipologias de solo da bacia hidrografica do corrego Cascavel, podendo interferir nos resultados das estimativas de perdas de solo.

3.3 Fator Topografico-LS

O mapa de declividade (Figura 3) evidencia que na regiao nao se encontram grandes depressoes, e que a area possui poucas elevacoes, sendo esta quase homogenea.

[FIGURE 3 OMITTED]

O resultado e referente a taxa de perda de solo por unidade area de uma parcela de 9% de declive e 22,13m de comprimento. Observam-se no mapa, que as areas propensas a erosao sao as apresentadas com cores mais escuras, e que de maneira geral, a suscetibilidade erosiva na Bacia do Corrego Cascavel e baixa, variando de 0 a 15.

3.5 Fator Uso, Manejo e Praticas Conservacionistas do Solo-CP

O fator CP representa as caracteristicas do uso e ocupacao do solo dentro do perimetro da bacia hidrografica. Assim, para o fator C, foi elaborado o mapa de uso e ocupacao do solo, conforme Figura 4. Ja o valor considerado para o fator P, foi igual a um. De acordo com Costa et al. (2007), esse e o valor maximo que indica que nao ha praticas conservacionistas locais, indica tambem, que a situacao tende a se tornar mais critica na questao dos processos erosivos.

A adocao desse alto valor e referente ao fato de que a area estudada encontra-se em perimetro urbano de alta densidade, com a presenca de remanescentes da vegetacao somente proximo aos cursos d'agua.

[FIGURE 4 OMITTED]

3.6 Estimativa de Perda de Solo-Fator A

Os resultados obtidos para a regiao da bacia hidrografica do corrego Cascavel pelo produto dos termos R, K, L,S, C e P da USLE, podem ser visualizados no mapa de estimativa de perda de solo por erosao hidrica laminar em toneladas por hectare ano, denominado de Mapa da estimativa de perda de solo (Figura 5).

[FIGURE 5 OMITTED]

Verifica-se que as perdas de solo ocorrem distribuidas espacialmente por varios pontos da bacia, sendo as perdas mais perceptiveis na regiao sudoeste, onde estas se concentraram.

Analisando e correlacionando os resultados do Mapa de Estimativa de Perda de Solo com os fatores da USLE gerados, e possivel observar uma forte influencia dos fatores LS e CP, uma vez que, grande parte da area de estudo apresentou valores baixos para erosao e valores altos para as regioes de fundo de vale.

Esses resultados baixos para a erosao estao associados a baixa declividade do municipio, cuja localizacao e no planalto central e por grande parte da bacia encontrar-se impermeabilizada. Ja o resultados altos, estao associados a declividades maiores, caracteristicos dos fundos de vale, associados a alta taxa de impermeabilizacao das regioes mais altas e a pouca densidade vegetacional.

Assim, os menores indices de perda de solo encontrados foram de 0-3,2 t/ha.a, ocorrendo nas areas onde as declividades sao menos acentuadas. No entanto, a alta taxa de impermeabilizacao do solo nessas areas, frente a ocorrencia das chuvas, principalmente em relacao a eventos extremos, causam impactos sob as areas mais baixas, onde as declividades sao mais acentuadas.

Isso porque, toda e qualquer alteracao realizada na bacia hidrografica tende a alterar o ciclo hidrologico, que refletira nos valores de perdas de solo, pois com a expansao urbana, a impermeabilizacao e apresentada em grande escala, e assim, ocorre menos infiltracao e, consequentemente, maior volume e velocidade do escoamento superficial.

Dessa forma, a agua da lavagem dos pavimentos ao chegar nas areas mais baixas levam consigo sedimentos, principalmente, para dentro os cursos d'agua, onde a vegetacao das Areas de Preservacao Permanente (APP) sao pouco preservadas. Assim, a tendencia e que os condutos das galerias de drenagem pluviais e canais dos cursos d'agua sejam assoreados, reduzindo a capacidade de escoamento, que irao promover o aumento das erosoes e das enchentes.

Dessa forma, para as areas onde as declividades sao mais acentuadas, encontraram-se os maiores indices de perdas de solo, 3,3-10 t/ha.a. No entanto, cabe salientar que, o valor maximo de perda de solo de 10 t/ha.a pode ser considerado baixo par a regiao, ja que para os tipos de solos em questao, os limites de tolerancia para a perda de solo variam de 4,5-15 t/ha.a (bERTONI; LOMBARDI NETO, 1995).

De forma geral, a bacia hidrografica do corrego Cascavel pode ser considerada de pequena fragilidade apesar dos fatores que favorecem a drenagem e a erosao. No entanto, de forma localizada, destacam-se como areas de grande fragilidade decorrentes da inclinacao, as cabeceiras de drenagem e as encostas. Nesse caso, a fragilidade para estas regioes poderia ser diminuida, pois o escoamento superficial pode ser compensado caso haja uma boa cobertura vegetal.

4. CONSIDERACOES FINAIS

O estudo evidenciou que modelo da USLE se mostrou viavel para a bacia hidrografica do corrego Cascavel, pois apesar de este ter enfrentado algumas limitacoes a cerca de dados e materiais em escalas adequadas, ainda sim foi possivel realizar a avaliacao da vulnerabilidade da perda de solo na regiao. Em ambientes em que as informacoes sao restritas, e importante considerar a metodologia sob a otica de uma abordagem qualitativa, em que apesar de nao fornecer informacoes absolutas, permitem uma analise comparativa.

O ambiente SIG mostrou ser uma importante ferramenta para estimar a perda de solo por meio da USLE, como evidenciado neste estudo, no qual se permitiu especializar e quantificar as perdas de solo.

Levando em consideracao o pressuposto, verifica-se que o modelo da USLE associado a um ambiente SIG, configura-se em excelente ferramenta, com custo economico baixo e facil manuseio, que poderia ser mais bem explorado e incorporado aos estudos de composicao de projetos urbanisticos pelos orgaos gestores municipais, para que no futuro, a ausencia de um estudo mais cuidadoso nao venha a fazer falta, trazendo prejuizos ao meio ambiente, a populacao, a economia e ao municipio. Assim, muitos recursos financeiros poderao ser poupados com a aplicacao desse modelo levando em consideracao os altos valores para obras de reestruturacao e/ou requalificacao.

Como area da bacia hidrografica do corrego Cascavel encontra-se predominantemente urbanizada e envolta por construcoes de todos os portes, pode-se notar que as intensas atividades antropicas mostram-se diretamente ligadas as erosoes que ocorrem na bacia e no leito dos cursos d'agua que a integram, devido a supressao da vegetacao, as areas de solos expostos, as construcoes irregulares proximos ao leito do corrego, as grandes areas impermeabilizadas e a ineficiencia do sistema de drenagem urbana. Todos esses sao fatores que, associados as caracteristicas do relevo da regiao, contribuem significativamente com a perda de solo por erosao hidrica laminar na bacia.

Espera-se que, de alguma forma, este estudo venha a contribuir com orgao gestores no auxilio da proposicao de medidas de ordenamento a cerca do uso e ocupacao do solo, que sao imprescindiveis para compatibilizar o meio natural com o meio urbano, de forma a preservar os mananciais e evitar danos sociais e economicos futuros. Cabe salientar que as aplicacoes das medidas de ordenamento tendem a funcionar muito bem, desde que sejam fundamentadas com base em estudos e avaliacoes coerentes, que visem, dentre outros aspectos, a compreensao dos fatores que integram o processo de erosao hidrica, para que possam ser adotadas medidas concretas, planejadas, bem definidas e socialmente justas.

Ressalta-se que este trabalho consiste em um estudo preliminar da regiao, em que se aconselha para estudos futuros, a utilizacao de mapas de solos mais detalhados e em melhores escalas. A realizacao de ensaios laboratoriais com solos presentes na regiao seria de importante valia, pois tornaria possivel determinar os valores de erodibilidade para esses solos. Assim, o estudo nao se basearia somente na utilizacao de valores de regionalizacao presentes na literatura. A utilizacao de dados de sensores como o do TRMM, por exemplo, seria interessante, ja que os dados pluviometricos para pequenas bacias sao escassos e trabalhar os dados de apenas uma estacao pluviometrica pode nao ser a melhor escolha, apesar de que, algumas vezes tem sido unica.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem aos seguintes orgaos e seus respectivos funcionarios, pelo apoio institucional, financeiro e/ou logistico: Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior (CAPES), Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq) e Universidade Federal de Goias (UFG).

REFERENCIAS

AMMA. Agencia Municipal do Meio Ambiente. Parques e Bosques (2013). Disponivel em: <http://www.goiania.go.gov.br/shtml/amma/parquesebosques.shtml#> Acesso em: 28 mar. 2014.

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Tatiane Souza Rodrigues Pereira

Universidade Federal de Goias-Mestre em Engenharia do Meio Ambiente Escola de Engenharia Civil-EEC, Praca Universitaria, s/n , Setor Leste Universitario, CEP: 74605-220, Goiania-GO tatiane.srp@hotmail.com

Kamila Almeida dos Santos

Universidade Federal de Goias-Mestranda em Engenharia do Meio Ambiente Escola de Engenharia Civil-EEC, Praca Universitaria, s/n , Setor Leste Universitario, CEP: 74605-220, Goiania-GO kamilas. geo@gmail.com

Bruna Ferreira da Silva

Universidade Federal de Goias-Mestranda em Engenharia do Meio Ambiente Escola de Engenharia Civil-EEC, Praca Universitaria, s/n , Setor Leste Universitario, CEP: 74605-220, Goiania-GO brunaferreiraciamb@hotmail.com

Klebber Teodomiro Martins Formiga

Universidade Federal de Goias-Professor Adjunto Escola de Engenharia Civil-EEC, Praca Universitaria, s/n , Setor Leste Universitario, CEP: 74605-220, Goiania-GO klebber. formiga@gmail.com
Tabela 1--Classificacao da erosividade da
chuva. Fonte: (FOSTER et al.,1981) adaptado.

Erosividade   Classificacao

--MJ mm [ha.sup.-1] [h.sup.-1] [ano.sup.-1]---

<300          Muito Baixa
300-2.000     Baixa
2.000-4.000   Moderada
4.000-8.000   Alta
> 8.000       Muito Alta

Tabela 2--Dados de precipitacao pluviometrica da
Estacao no 83423--INMET e valores calculados do
fator R para os anos de 1993 a 2002.

mes        1993     1994      1995     1996     1997

jan       132,4     337,7    278,0    213,6    268,5
Fev       249,7     134,9    207,6    174,4    186,9
Mar       201,2     304,3    383,9    320,4    425,2
Abr        42,8     67,7     173,8    239,1    122,9
Mai        17,0     17,7      81,6     21,0     54,8
Jun        38,0     28,7      3,6      0,5      76,4
JuJ        0,0       8,6      0,0      0,1      0,0
Ago        58,9      0,0      0,0      43,5     6,6
Set        44,2      5,1      12,4     54,5     33,1
Out       178,1     112,0    104,1    308,8     63,6
Nov       219,6     296,7    185,3    214,3    211,6
Dez       316,2     247,0    249,0    172,4    146,5
Media
Mensal    124,3     134,2    141,2    146,9    133,0
Total
Anual     1493,1   1610,4    1694,3   1763,1   1596,1
Fator R   7963,3   9012,4    8672,4   8184,5   8390,3

mes        1998     1999     2DD0     2001     2002

jan       245,9    196,5    385,7    209,0    253,7
Fev       326,3    188,2    319,8    226,9    398,0
Mar       264,2    119,2    207,4    181,6    300,3
Abr        69,6     27,6     44,6    172,0     27,5
Mai        20,5     66,7     9,4      72,1     12,0
Jun        0,4      7,0      0,0      2,0      0,0
JuJ        0,0      0,0      0,6      0,0      0,2
Ago        3,6      0,0      31,5     51,5     6,3
Set        41,3     70,9    106,0    124,5     69,5
Out       145,6    175,0     84,3    185,0     34,4
Nov       256,0    200,8    327,3    314,7    149,7
Dez       201,0    295,6    316,4    227,6    284,8
Media
Mensal    131,2    112,3    152,8    147,2    128,0
Total
Anual     1574,4   1347,5   1833,5   1766,9   1536,4
Fator R   8654,2   7528,2   9960,8   7992,4   9371,7

Tabela 3--Dados de precipitacao pluviometrica da Estacao
no 83423--INMET e valores calculados do fator R para os
anos de 2003 a 2012.

mes       2003     2004     2005      2006     2007

jan       314,9    282,3    237,5     137,9    200,1
fev       267,5    310,2    176,4     217,4    267,4
Mar       202,3    264,2    526,0     319,1    87,3
Abr       107,9    120,3    50,4      206,2    59,6
Mai       0,2      18,0     34,2      20,1     9,2
Jun       0,0      1,0      2,6       0,0      5,1
Jul       0,0      5,8      0,0       0,0      6,0
Ago       12,9     0,0      3,2       10,6     0,0
Set       35,3     6,2      55,8      84,1     1,8
Out       110,5    168,1    90,9      283,4    55,9
Nov       265,2    128,6    269,7     188,2    223,1
Dez       224,3    251,2    460,2     238,1    179,7
Media
Mensal    128,4    129,7    158,9     142,1    91,3
Total
Anual     1541,0   1555,9   1906,9    1705,1   1095,2
Fator R   8419,5   8495,6   10986,6   8188,6   7011,3

mes       2008     2009     2010     2011      2012

jan       280,8    178,6    98,3     287,8     467,4
fev       294.4    148,2    208,0    240,4     358,0
Mar       373,8    185,6    190,4    367,1     268,0
Abr       202,2    258,0    188,4    62,3      176,2
Mai       53,2     41,2     0,0      0,0       40,0
Jun       0,0      31,3     14,3     15,3      18,3
Jul       0,0      2,0      0,0      0,0       3,0
Ago       0,0      16,8     0,0      0,0       0,0
Set       51,8     71,0     16,9     1,2         57.3
Out       109,4    196,4    107,9    300,3     92,8
Nov       197,5    194,9    281,9    245,4     224,5
Dez       246,2    443,9    449,8    292,8     188,6
Media
Mensal    150,8    147,3    129,7    151,1     157,8
Total
Anual     1809,3   1767,9   1555,9   1812,6    1894,1
Fator R   8865,8   8183,0   8635,6   10017,9   9612,9

Tabela 4--Valores calculados para a media de
precipitacao mensal da serie de 20 anos,
medias mensais dos indices de erosividade
El e fator R.

Mes       Media Meses     Ei

Jan          250,3      1424,3
Fev          247,5      1400,2
Mar          275,3      1645,7
Abr          121,0       472,2
Mai          29,4        55,3
Jun          12,2        14,6
Jul           1,3         0,5
Ago          12,3        14,6
Set          47,1        113,0
Out          145,3       623,9
Nov          229,8      1250,8
Dez          271,6      1611,7
Media
Mensal       136,9
Total
Anual       1643,2
Fator R                  8626,9
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Pereira, Tatiane Souza Rodrigues; dos Santos, Kamila Almeida; da Silva, Bruna Ferreira; Formiga, Kle
Publication:Revista Geografica Academica
Date:Jul 1, 2015
Words:6703
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