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Degradabilidade e producao de gases in vitro de fontes energeticas alternativas na alimentacao de ruminantes.

Degradability and in vitro gas production of alternative energy sources in ruminant feed

Introducao

O interesse pela utilizacao de residuos de arroz na alimentacao animal e grande, principalmente pela sua grande disponibilidade em algumas regioes brasileiras, aliado ao fato da necessidade de se encontrar alternativas que sejam tecnica e economicamente viaveis para suplementacao da dieta dos animais, principalmente nos periodos de carencia nutricional.

O arroz e uma das principais culturas exploradas no Brasil e o seu beneficiamento para o consumo humano gera grande quantidade de subprodutos, dentre os quais o farelo de arroz integral, que vem sendo utilizado largamente na alimentacao de bovinos de leite e de corte. Alguns estudos (WASCHECK et al., 2008) ja foram realizados testando suas propriedades, entretanto os subprodutos de arroz parboilizado, como o farelo, ainda, sao pouco avaliados em suas propriedades nutricionais.

O arroz parboilizado e o arroz que apos a colheita e embebido em agua a 70[grados]C durante 5h e depois sofre um aquecimento, em autoclave, de 120[grados]C e 440 g de pressao por 15 min., visando gelatinizar o amido contido no grao. Esse tipo de arroz e muito consumido nas Regioes Norte e Nordeste do pais apesar de as industrias de beneficiamento estarem localizadas na Regiao Centro-Sul do Brasil.

No Brasil, assim como nas demais partes do mundo, 25% do total do arroz produzido e parboilizado. Os lideres em producao estao localizados no Sul, onde predomina o cultivo de terras baixas (varzeas), com rendimento medio por hectare superando 5 toneladas, em contraposicao as baixas produtividades de campo, no centro do Brasil, onde prepondera o arroz de terras altas.

A utilizacao de farelo de arroz parboilizado na dieta de vacas leiteiras de alta producao justifica-se pelo seu elevado conteudo de gordura (WASCHECK et al., 2008) que permite obter dietas com densidade energetica adequada a nutricao desses animais, principalmente nas fases de pico de producao, possibilitando a reducao do uso de fontes de amido, como cereais, mais propensos a inducao disturbios metabolicos. Alem disso, outras vantagens metabolicas estao associadas ao uso de fontes de gordura na dieta de bovinos, como a melhoria no desempenho reprodutivo e na alteracao no perfil de acidos graxos do leite.

Diante do exposto, objetivou-se avaliar a inclusao de fontes energeticas alternativas na porcao concentrada da dieta de ruminantes por meio da determinacao da degradabilidade da materia seca e da materia organica, bem como da producao de gases in vitro do farelo de arroz parboilizado, farelo de arroz integral, fuba de milho e suas associacoes.

Material e metodos

O experimento e as analises laboratoriais foram realizados no Laboratorio de Nutricao Animal do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG e da Pontificia Universidade Catolica de Goias - PUC/GO.

Os substratos foram pre-secos em estufas de ventilacao forcada a 60[grados]C por 48h. Depois foram moidos em moinho mecanico com peneira de 1 mm para determinacao da materia seca (MS) em estufa a 105[grados]C (AOAC, 19995), proteina bruta (PB) pelo metodo de Kjeldhal (AOAC, 1995), e componentes da parede celular pelo metodo de detergentes (VAN SOEST et al., 1994). Os carboidratos totais (CHOT) foram obtidos por intermedio da equacao 100 - (%PB + %EE + %Cinzas) descrita por SNIFFEN et al. (1992). Os tratamentos e as respectivas composicoes bromatologicas sao descritos na Tabela 1.

Para coleta do liquido ruminal, utilizaram-se duas vacas da raca Holandes, nao-lactantes, providas de canulas ruminais permanentes e adaptadas. As dietas eram isonitrogenadas com 9,2% de proteina bruta na MS da dieta total, balanceadas de acordo com o NRC (2001). O volumoso utilizado em todos os tratamentos foi a Silagem de Sorgo (Sorghum bicolor L. Moench) adicionada de ureia pecuaria na proporcao de 55% na base da MS. Os concentrados constituiram 45% da MS da dieta total compostos por farelo de arroz parboilizado, farelo de arroz integral, fuba de milho e suas associacoes conforme esquema:

1) 100% Fuba de milho (FM);

2) Fuba de milho e Farelo de arroz integral em

partes iguais (50FM+50FAI);

3) 20% Fuba de milho + 80% Farelo de arroz integral (20FM+80FAI);

4) 100% Farelo de arroz integral (FAI);

5) Fuba de milho e Farelo de arroz parboilizado em partes iguais (50FM+50FAP);

6) 20% Fuba de milho + 80% Farelo de arroz parboilizado (20FM+80FAP);

7) 100% Farelo de arroz parboilizado (FAP).

A coleta foi feita manualmente no saco ventral do rumen e o liquido ruminal foi filtrado em gaze e acondicionado em garrafas termicas pre-aquecidas com agua a 39oC e imediatamente transportado para o Laboratorio de Nutricao Animal do Departamento de Zootecnia da UFMG. O meio utilizado foi o "tampao de McDougal" (McDOUGAL, 1949; MAURICIO et al., 2001). Depois de preparada, a solucao tampao foi colocada em banho-maria e adicionouse, para cada litro de tampao, uma solucao redutora, composta de 891 mg de HCl mais cisteina e 891 mg de sulfeto de sodio NA2S, 5,7 mL de NaOH 1 N e agua destilada ate o volume de 77 mL, volume esse calculado para manter a relacao solucao tampao: solucao redutora de 26:2. Entao, a solucao foi borbulhada com C[O.sub.2], para atingir pH entre 6,8 - 6,9.

Em cada frasco de fermentacao de 160 mL foi adicionado 1g do substrato pre-seco em estufas de ventilacao forcada a 60[grados]C por 48h e moidos a 1 mm. Em seguida, adicionaram-se aos frascos 90 mL de meio de cultura (MAURICIO et al., 1999) sendo aspergido C[O.sub.2] nos frascos e imediatamente vedados com tampoes de borracha siliconada.

Para evitar que qualquer tipo de fermentacao ocorresse antes da adicao do inoculo, os frascos foram mantidos em geladeira a temperatura de 4[grados]C. Cinco horas antes da inoculacao, os frascos foram removidos da geladeira e levados para estufa de ventilacao forcada a 39[grados]C. Para as incubacoes, tomou-se uma amostra de aproximadamente 1 g de material total, obedecendo-se as proporcoes dos alimentos testados, pesando-se em balanca digital, 1 g de materia seca, conforme os tratamentos propostos.

As amostras dos substratos, em triplicata, foram colocadas em frascos de vidro com capacidade de 160 mL, no volume de 1 g, acrescentados nesses 90 mL de meio de cultura tamponado preparado de acordo com Mauricio et al. (1999). Entao, os frascos foram aspergidos novamente com C[O.sub.2], imediatamente tampados com rolha de borracha siliconada e colocados em banho-maria a 39[grados]C (MALAFAIA et al., 1998). Para cada tempo dos tratamentos foram incubados dois frascos "brancos", apenas com inoculo e solucao tampao, quantificando-se assim a producao de gases oriunda da fermentacao produzida pelo inoculo.

A inoculacao foi realizada pela injecao de 10 mL de liquido ruminal em cada frasco, sob aspersao continua de C[O.sub.2], para manter-se a anaerobiose. Apos inoculacao, os frascos foram novamente fechados com tampas de borracha siliconada. A fim de garantir a pressao uniforme em todos os frascos, inseriu-se uma agulha (25 x 0,7 mm) em cada um dos vidros perpassando-se as tampas de borracha, possibilitando-se assim o equilibrio entre a pressao interna dos frascos e a pressao atmosferica. Apos o procedimento, as agulhas foram retiradas e o material foi novamente levado a estufa de ventilacao forcada a 39[grados]C, sendo retirados apenas nos tempos de leitura.

O volume de gases foi estimado pela equacao proposta por Mauricio et al. (1999). As leituras de pressao e volume dos gases foram obtidas por meio de um transdutor (0 - 1 kgf [cm.sup.-2]) acoplado a uma seringa metalica (20 mL), nos seguintes tempos: 3, 6, 8, 10,12, 15, 18, 21, 24, 27, 30, 36, 48, 72 e 96h apos o inicio da incubacao. Com o somatorio do volume de gas para cada tempo de leitura, foram construidas as curvas de producao cumulativa dos gases oriundos da degradacao da MS e MO, para cada tempo de incubacao, metodo esse denominado "curva de subtracao".

Para analise da degradacao da MS e MO retiraram-se os frascos em triplicata nos tempos 6, 12, 24, 48 e 96h, e as mesmas foram obtidas por diferenca de peso das amostras, antes e depois de incubadas. Os residuos de fermentacao foram obtidos por meio de filtragem do conteudo dos frascos em cadinhos de porosidade 1 [mu] (Pirex - Vidrotec[R]), forrados com la de vidro. Os cadinhos foram secos por 24h em estufa a 100[grados]C e pesados para calculo dos valores da degradabilidade da materia seca (DMS).

A producao cumulativa de gases e a degradabilidade da materia seca foram determinadas com producao de equacoes de regressao. O modelo de France et al. (1993) foi utilizado para relatar o potencial maximo de producao de gases (A), tempo de colonizacao (Lag), taxa de producao de gases ([mu]) e os valores de degradabilidade efetiva para as taxas de passagem de 0,02 [h.sup.-1].

O delineamento estatistico utilizado no experimento para avaliar a producao cumulativa de gases, a degradabilidade da materia seca e da materia organica foi inteiramente casualizado em um esquema fatorial 7 x 2, com sete tratamentos e dois inoculos, e os tempos de retirada dos frascos de fermentacao (6, 12, 24, 48 e 96h) como repeticao, no seguinte modelo estatistico:

Yijk = [mu] + [beta]i + Tj + [beta][T.sub.(k)] + [[elemento de].sub.ijk]

em que:

[mu] = Media geral;

[[beta].sub.(i)] = Efeito do tratamento;

[T.sub.(j)] = Efeito de inoculo;

[beta][T.sub.(k)] = Efeito da interacao tratamento x inoculo;

[[elemento de].sub.(ijk)] = Erro experimental.

Os valores do volume acumulado de gas e taxa de degradacao foram submetidos a analise estatistica de acordo com os parametros de France et al. (1993), determinando-se o potencial maximo de producao de gases (A), o tempo de colonizacao (L), e a taxa de producao de gases ([mu]), por meio do programa MLP (ROSS, 1980) conforme o modelo:

[mu] = b + c / z (Vt)

em que:

[mu] = taxa de producao de gases (mL [h.sup.-1]);

t = tempo de incubacao;

"b" e "c" = constantes.

As curvas cumulativas da producao de gases dos tratamentos foram comparadas pela analise de paralelismo conforme ROSS (1980). Realizaram-se, ainda, analises de regressao linear simples. Os dados foram analisados com o auxilio do pacote estatistico SAS (2002).

Resultados e discussao

Os valores obtidos para a producao cumulativa de gases e os valores dos parametros estimados pelo modelo de France et al. (1993) das dietas compostas pelos concentrados testados encontram-se nas Tabelas 2 e 3.

O tratamento de 100% de farelo de arroz parboilizado, assim como o de 100% de farelo arroz integral, promoveu menor (p < 0,05) producao de gases ao final de 96h de incubacao. O que pode ser explicado pelos maiores conteudos de proteinas destes alimentos que resultaria na formacao de bicarbonato de amonio, a partir de C[O.sub.2], reduzindo a sua contribuicao para producao de gases (KHAZAAL et al., 1995). Tambem, a maior concentracao de extrato etereo destes dois farelos, como indica a Tabela 1, poderia explicar a menor producao de gases destes alimentos uma vez que a contribuicao de gordura para a producao de gases e insignificante. Segundo Menke e Steingass (1988), quando 200 mg de oleo de coco, oleo de amendoa de palma e ou oleo de soja foram incubados, apenas 2,0 a 2,8 mL de gases foram produzidos, enquanto similar quantidade de caseina e celulose produziu cerca de 23,4 a 80 mL.

Nas primeiras 12h, os tratamentos 50FM+50FAI e 20FM+80FAI foram superiores (p < 0,05) ao FM. Em geral, FAI e FAP e associacoes produziram gases mais rapidamente que o FM. A maior producao cumulativa de gases ocorreu com o uso do fuba de milho de acordo com a Tabela 2 que foi significativamente superior (p < 0,05) aos tratamentos com 50% farelo de milho + 50% farelo de arroz integral e 50% fuba de milho + 50% farelo de arroz parboilizado que nao diferiram estaticamente.

Alimentos mais ricos em carboidratos soluveis, como o amido presente no fuba de milho, proporcionam fermentacao ruminal e assim maior producao de gases, a producao de gases e basicamente resultado da fermentacao de carboidratos a acetato, propionato e butirato (BLUMMEL; ORSKOV, 1993). No entanto, o FM teve maior producao cumulativa de gases (p < 0,05) a partir de 24h.

No tempo 6h pos-incubacao a menor (p < 0,05) producao de gases ocorreu com o tratamento 100% de fuba de milho (FM) que e explicado pelo maior tempo de colonizacao gasto neste alimento, nos dois inoculos utilizados, conforme apresenta a Tabela 3.

A maior producao cumulativa de gases que ocorreu no tratamento FM no tempo de 48h, em relacao aos demais, demonstra melhor disponibilidade de nutrientes para os microrganismos ruminais in vitro. Esse tempo e considerado limite para a permanencia de graos no rumen para vacas em lactacao com taxa de passagem de 4 a 6,5% [h.sup.-1] e dessa maneira poderia indicar maior disponibilidade de energia fermentavel no rumen agindo em sincronia com a proteina degradavel no rumem (NOCEK, 1988), resultando em maiores producoes de leite.

Os parametros de France et al. (1993) demonstraram que o tratamento FM proporcionou o maior potencial maximo de producao de gases quando comparado com os demais tratamentos. Os tratamentos FAI e FAP apresentaram os menores valores de potencial maximo de producao de gases, enquanto que os demais tratamentos, em nivel intermediario, nao diferiram entre si, conforme a Tabela 3.

Os tratamentos 20FM+80FAI, FAI e FAP apresentaram maiores taxas fracionais de producao de gases que os demais, de acordo com os dados apresentados na Tabela 3. Segundo Mauricio et al. (1999), a taxa e o potencial maximo de producao de gases demonstram a degradacao do alimento pela tecnica in vitro semiautomatico de producao de gases, sendo um dos principais parametros para avaliacao do alimento testado. Entretanto, nao deve ser considerado de forma isolada, o maior valor de potencial maximo de producao de gases indica que o alimento analisado e mais fermentavel e nao considera o tempo em que isso ocorre e a taxa de producao de gases implica na quantidade de gases produzidos em um periodo de tempo, portanto maior taxa de producao de gases implicaria em menor tempo para a fermentacao da fracao potencialmente fermentavel, mas desconsideraria o quanto da fracao potencialmente fermentavel existe no alimento testado.

A degradabilidade da materia seca foi calculada a uma taxa de passagem de 2% por hora, e a degradabilidade total (96h pos-inoculacao) da materia seca do FM (90,46%) foi significante superior (p < 0,05) aos demais tratamentos. Os tratamentos 50FM+50FAP e 50FM+50FAI, com taxas de degradabilidade da materia seca de 72,27 e 74,6% nao diferiram entre si e foram superiores estatisticamente (p < 0,05) que os demais. Os menores valores (p < 0,05) de degradabilidade da materia seca foram os observados nos tratamentos FAI e FAP, com 57,24 e 55,80%, respectivamente.

Segundo Van Soest (1994), o milho apresenta digestibilidade da materia seca de 82% com carboidratos celuloliticos digestiveis da ordem de 47%, enquanto que o arroz apresenta digestibilidade aparente da materia seca de 66 com 8% de carboidratos celuloliticos digestiveis.

Nos tempos de 6 e 12h pos-inoculacao, a degradabilidade do FM (10,14%) foi inferior estatisticamente (p<0,05) aos demais tratamentos. Nesse tempo, os tratamentos 20FM+80FAI, FAI, 20FM+80FAP e FAP apresentaram as maiores (p < 0,05) degradabilidades da materia seca, com valores de 32,99; 35,24; 29,57 e 32,80%, respectivamente (Tabela 4). Os dados estao de acordo com os parametros de France em que os mesmos tratamentos apresentam menores valores de lag time iniciando desta maneira os processos de fermentacao mais rapidamente.

O aumento da digestibilidade do amido esta relacionado com a diminuicao da percentagem do FDN no alimento, possivelmente, por conta de uma inversa relacao de diminuicao do FDN com o aumento da percentagem de amido no alimento, isso esta de acordo com os resultados obtidos na percentagem da degradabilidade da materia seca dos tratamentos testados, conforme suas analises bromatologicas demonstrados na Tabela 1. O Tratamento FM ou 50% de FM com FAI ou FAP atingiram o maximo de degradacao as 48h, ja os com FAI ou FAP com apenas 20% de FM foram as 24h.

A degradabilidade total da materia organica (96h pos-incubacao), calculada numa taxa de passagem de 2% por hora, foi maior (p < 0,05%) para FM (91,08%), os tratamentos FAI e FAP nao diferiram entre si (p > 0,05) e apresentaram taxas de 55,98 e 55,09%, respectivamente. Os tratamentos 50FM+50FAI e 50FM+50FAP foram inferiores estatisticamente (p < 0,05) ao tratamento FM e superiores aos demais, com taxas de degradabilidade da materia organica de 74,54 e 72,63% e nao diferiram (p > 0,05) entre si. Os tratamentos 20FM+80FAI e 20FM+80FAP nao apresentaram diferencas significativas entre si (p > 0,05) com taxas de 64,12 e 62%. A degradabilidade da materia organica do tratamento FM (12,26%) no tempo 6h foi inferior (p < 0,05) aos demais tratamentos, seguindo a tendencia da degradabilidade da materia seca e producao de gases do FM no mesmo tempo.

Conclusao

Quando incluidos na porcao concentrada da dieta, tanto o farelo de arroz integral quanto o parboilizado proporcionaram maior taxa fracional de producao de gases in vitro e maior degradacao da MS e MO nos tempos iniciais, evidenciando o potencial nutricional de utilizacao destes subprodutos como fontes energeticas alternativas na alimentacao de ruminantes.

DOI: 10.4025/actascianimsci.v32i4.8835

Received on November 23, 2009.

Accepted on June 14, 2010.

Referencias

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Roberto de Camargo Wascheck (1), Pedro Leonardo de Paula Rezende (2) *, Paulo Cesar Moreira (3), Ronaldo Braga Reis (4), Sergio Renato Artiaga da Rosa (1) e Alberto Correa Mendonca (3)

(1) Departamento de Zootecnia, Centro Tecnico-Cientifico, Pontificia Universidade Catolica de Goias, Goiania, Goias, Brasil. (2) Escola de Veterinaria, Universidade Federal de Goias, Campus II, Samambaia, Cx. Postal 131, 74001-970, Goiania, Goias, Brasil. (3) Instituto de Ciencias Biologicas, Universidade Federal de Goias, Goiania, Goias, Brasil. (4) Departamento de Zootecnia, Escola de Veterinaria, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. * Autor para correspondencia. E-mail: peleonardo@hotmail.com
Tabela 1. Composicao bromatologica dos concentrados testados,
na base da materia seca.

Tratamentos       MS      PB      FDN     FDA     EE      MM    CHOT

FAP (1)          89,56   17,00   48,05   22,15   24,10   0,65   58,25
FAI (2)          88,67   14,05   30,45   16,23   16,80   1,15   68,00
FM (3)           87,65    9,10   11,45    5,05    4,65   1,06   85,19
50FM+50FAI (4)   88,16   11,58   20,95   10,64   10,73   1,11   76,60
20FM+80FAI (5)   88,47   13,06   26,65   13,99   14,37   1,13   71,44
50FM+50FAP (6)   88,61   13,05   29,75   13,60   14,38   0,86   71,72
20FM+80FAP (7)   89,18   15,42   40,73   18,73   20,21   0,73   63,64

(MS) Materia seca; (PB) Proteina bruta; (FDA) Fibra em detergente
acido; (FDN) Fibra em  detergente neutro;  (EE) Extrato  etereo;
(MM)  Materia Mineral; (CHOT) Carboidratos totais; (1) 100% Farelo
de arroz parboilizado; (2) 100% Farelo de arroz integral; (3) 100%
Fuba de milho; (4) Fuba de milho e Farelo de arroz integral em partes
iguais; (5) 20% Fuba de milho + 80% Farelo de arroz integral;
(6) Fuba de milho e Farelo de arroz parboilizado em partes iguais;
(7) 20% Fuba de milho + 80% Farelo de arroz parboilizado.

Tabela 2. Producao cumulativa de gases (mL g [MS.sup.-1]).

                               Horas pos-inoculacao

Tratamentos        6h       12h       24h       48h       96h

FAP (1)           53,61    109,37    141,25    152,24    155,33
FAI (2)           58,00    116,42    143,12    153,01    156,32
FM (3)            30,95    105,20    256,46    354,90    379,41
50FM+50FAI (4)    49,70    124,28    203,68    244,54    252,49
20FM+80FAI (5)    57,84    125,23    174,61    195,24    199,53
50FM+50FAP (6)    44,10    105,06    182,09    235,09    247,80
20FM+80FAP (7)    50,50    107,23    158,26    186,46    191,92

Tratamentos            Eq. Reg.

FAP (1)           ? = 24,63x + 48,46
FAI (2)           ? = 23,32x + 55,40
FM (3)            ? = 94,66x - 58,60
50FM+50FAI (4)    ? = 52,58x + 17,18
20FM+80FAI (5)    ? = 35,33x + 44,47
50FM+50FAP (6)    ? = 53,74x + 1,59
20FM+80FAP (7)    ? = 36,20x + 30,25

(1) 100% Farelo de arroz parboilizado; (2) 100% Farelo de arroz
integral; (3) 100% Fuba de milho; (4) Fuba de milho e Farelo de
arroz integral em partes iguais; (5) 20% Fuba de milho + 80% Farelo
de arroz integral; (6) Fuba de milho e Farelo de arroz parboilizado
em partes iguais; (7) 20% Fuba de milho + 80% Farelo de arroz
parboilizado. Coeficiente de variacao (CV) = 2,21%.

Tabela 3. Parametros de producao de gases estimados pelo
modelo de France.

                                      Inoculo 1

Tratamentos         A (1)     Lag (2)     T/2 (3)     [micro] (4)

FAP (5)              154       2,35        7,97          12,14
FAI (6)              157       1,46        7,37          12,32
FM (7)               379       4,05        18,16         6,81
50FM+50FAI (8)       252       1,67        12,87         7,77
20FM+80FAI (9)       206       0,85        9,77          9,19
50FM+50FAP (10)      250       1,52        14,62         6,57
20FM+80FAP (11)      192       1,92        10,81         7,98

                                      Inoculo 2

Tratamentos         A (1)     Lag (2)     T/2 (3)     [micro] (4)

FAP (5)              152       2,19        7,72          12,39
FAI (6)              150       1,36        7,02          13,17
FM (7)               374       3,63        17,47         6,89
50FM+50FAI (8)       249       1,58        11,99         8,29
20FM+80FAI (9)       189       0,62        8,85          10,58
50FM+50FAP (10)      244       1,00        14,01         6,50
20FM+80FAP (11)      191       1,84        10,45         8,21

(1) Potencial de producao de gases (mL); (2) Tempo de colonizacao
(h); (3) Tempo necessario para se atingir a metade do potencial de
producao de gases (h); (4) Taxa fracional de producao de gases, em
mL [h.sup.-1], no T/2. (5,6,7,8,9,10,11) 100% Farelo de arroz
parboilizado; 100% Farelo de arroz integral; 100% Fuba de milho;
Fuba de milho e Farelo de arroz integral em partes iguais; 20% Fuba
de milho + 80% Farelo de arroz integral; Fuba de milho e Farelo de
arroz parboilizado em partes iguais; 20% Fuba de milho + 80% Farelo
de arroz parboilizado, respectivamente.

Tabela 4. Degradabilidade media da materia seca.

                               Horas pos-inoculacao

Tratamentos         6h        12h       24h       48h       96h

FAP (1)            32,80     42,06     51,63     55,65     55,80
FAI (2)            35,24     48,34     53,03     56,64     57,24
FM (3)             10,14     32,44     69,68     87,13     90,46
50FM+50FAI (4)     27,44     43,25     63,91     71,20     74,66
20FM+80FAI (5)     32,99     45,89     60,63     63,46     64,91
50FM+50FAP (6)     23,41     39,30     59,31     69,12     72,27
20FM+80FAP (7)     29,57     43,16     58,80     62,12     62,99

Tratamentos             Eq. Reg.

FAP (1)            ? = 5,95x + 29,71
FAI (2)            ? = 5,23x + 34,40
FM (3)             ? = 21,53x - 6,62
50FM+50FAI (4)     ? = 12,23x + 19,37
20FM+80FAI (5)     ? = 8,14x + 29,15
50FM+50FAP (6)     ? = 12,75x + 14,42
20FM+80FAP (7)     ? = 8,58x + 25,58

(1) 100% Farelo de arroz parboilizado; (2) 100% Farelo de arroz
integral; (3) 100% Fuba de milho; (4) Fuba de milho e Farelo de
arroz integral em partes iguais; (5) 20% Fuba de milho + 80% Farelo
de arroz integral; (6) Fuba de milho e Farelo de arroz parboilizado
em partes iguais; (7) 20% Fuba de milho + 80% Farelo de arroz
parboilizado. Coeficiente de variacao (CV) = 5,19%.

Tabela 5. Degradabilidade da materia organica.

                               Horas pos-inoculacao

Tratamentos         6h        12h       24h       48h       96h

FAP (1)            31,22     42,37     50,99     54,68     55,09
FAI (2)            33,90     49,08     51,52     55,42     55,98
FM (3)             12,26     32,92     70,60     87,72     91,08
50FM+50FAI (4)     27,04     43,03     62,45     71,13     74,54
20FM+80FAI (5)     31,73     47,67     59,87     62,54     64,12
50FM+50FAP (6)     23,22     39,56     58,96     70,57     72,63
20FM+80FAP (7)     29,99     43,70     58,05     61,71     62,00

Tratamentos             Eq. Reg.

FAP (1)            ? = 6,00x + 28,85
FAI (2)            ? = 5,05x + 34,03
FM (3)             ? = 21,24x - 4,81
50FM+50FAI (4)     ? = 12,31x + 18,70
20FM+80FAI (5)     ? = 7,96x + 29,29
50FM+50FAP (6)     ? = 12,98x + 14,03
20FM+80FAP (7)     ? = 8,20x + 26,48

(1) 100% Farelo de arroz parboilizado; (2) 100% Farelo de arroz
integral; (3) 100% Fuba de milho; (4) Fuba de milho e Farelo de
arroz integral em partes iguais; (5) 20% Fuba de milho + 80% Farelo
de arroz integral; (6) Fuba de milho e Farelo de arroz parboilizado
em partes iguais; (7) 20% Fuba de milho + 80% Farelo de arroz
parboilizado. Coeficiente de variacao (CV) = 5,94%.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:de Camargo Wascheck, Roberto; de Paula Rezende, Pedro Leonardo; Moreira, Paulo Cesar; Braga Reis, Ro
Publication:Acta Scientiarum Animal Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2010
Words:5038
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