Printer Friendly

Death within the medical undergraduate routine: students' views/A morte no cotidiano da graduacao: um olhar do aluno de medicina/La muerte en el cotidiano de la graduacion: una mirada del alumno de medicina.

Introducao

Cada individuo constroi sua representacao da morte, a qual atribui personificacoes, qualidades e diferentes formas, por meio da cultura, das tradicoes familiares, ou, mesmo, pela investigacao pessoal (1).

A morte representa um poder invisivel, intangivel, indomavel e desconhecido, sobre o qual nao se tem nenhuma governabilidade. Teme-se a morte por nao se saber como sera o nosso encontro com ela (1).

Embora faca parte do processo biologico de vida do ser humano, a morte e o nascer sao permeados de simbolismos, significacoes e valores, variando no decorrer da historia e entre as diversas culturas (1).

No contexto sociocultural atual, a morte e descrita como algo indesejado, gerando comportamentos de negacao, como tentar afastar-se da sua ocorrencia, agilizando o ocorrido para retornar as atividades da unidade hospitalar como se nada tivesse acontecido. Essa negacao da morte, sobretudo na sociedade ocidental, torna dificil inclui-la como parte da vida (2).

Em relacao a atitude que se tem adotado para evitar o tema, varios autores se destacam. Analise historica revela que a morte deixou de ser um fenomeno social, do qual todos participavam, e tornouse escondida e camuflada, com a justificativa de proteger a vida, e a morte invertida (3). A morte passou a ser um fenomeno escondido e indesejavel, o confrontar-se com ela e cautelosamente evitado (4).

Na cultura ocidental atual, a morte saiu das casas e instalou-se nos hospitais, que nem sempre estao preparados para abordar tal tematica, especialmente quando se trata de pacientes que irao morrer, ou, ainda, pela necessidade de comunicar a morte de um paciente em lugares sem privacidade, como corredores hospitalares (5).

Dentro do ambiente hospitalar, ha a conspiracao do silencio: nao se fala em morte e, quando se fala, utilizam-se expressoes improprias (6). Essa negacao da morte, entendida como orientacao negativa da acao social ate o moribundo e da morte em si, traduz-se em atitudes como nao saber como se portar diante de tal situacao e o distanciamento do medico em relacao aos pacientes terminais (7). Observa-se que estes ainda sao submetidos a abordagens agressivas de tratamento curativo, mesmo quando este se torna inviavel (8).

Pesquisa sobre a visao da morte e do morrer dos profissionais da saude com experiencia profissional de um mes a 27 anos revelou que reconhecem a carencia de preparo para lidar com a morte (9).

Outra pesquisa, de abordagem fenomenologica, com equipes de reanimacao cardiaca (enfermeiros e medicos), mostra que o processo de morrer gera sentimentos de impotencia, fracasso e dor nos profissionais, e, para se "protegerem", "acostumam-se" com a morte como algo cotidiano (10).

Estudo de abordagem fenomenologica, realizado com estudantes de medicina e enfermagem, revela que o primeiro contato deles com a morte, na sala de anatomia, ja gera sofrimento, o qual vai amenizando a medida que vao se habituando (11). Estudos tendo como sujeitos os estudantes de enfermagem revelam que lidar com a morte e o morrer gera ansiedade (9), alem de sentirem-se despreparados para cuidar de pacientes no fim da vida (12,13). Considerando isso, pergunta-se: como os alunos de medicina lidam com as situacoes que envolvem a morte?

Para responder esta pergunta, este estudo tem o objetivo de descrever como os alunos do quarto e sexto ano de graduacao em Medicina na Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp lidam com situacoes que envolvem a morte.

Responder esta inquietacao justifica-se pela carencia de pesquisas sobre o objeto experiencia de alunos de medicina com as situacoes que envolvem a morte. Alem disso, pode fornecer subsidios para a adocao de estrategias para a melhoria do ensino e da assistencia sobre a morte e o morrer.

Metodo

A opcao pela fenomenologia social de Alfred Schutz esta na pertinencia de seus fundamentos com a vivencia dos alunos de medicina no lidar com situacoes de morte no contexto academico. Para Schutz, o sujeito experimenta e sedimenta as experiencias por meio da comunicacao com os outros homens. Assim, constroi-se sua bagagem de conhecimento, "eu biografico", o que o diferencia dos outros, inclusive em relacao as condutas, medos, receios, alegrias e motivos (14).

A acao social e praticada entre duas ou mais pessoas em suas atitudes naturais, e projetada pelo homem de forma consciente e intencional, e carrega consigo o significado subjetivo. Os "motivos para" instigam a realizacao da acao e, portanto, sao direcionados para o futuro. Os "motivos por que" sao evidentes nos fatos transcorridos, porem nao esquecidos, e podem influenciar as acoes do presente (14).

Desse modo, a fenomenologia social busca conhecer e organizar o que e vivido pelos individuos em suas vidas cotidianas, como elementos que atuam, interagem e se complementam, configurando, assim, um grupo social com caracteristicas tipicas.

Neste estudo, o que importa sao os motivos que impulsionaram a acao desses academicos de medicina. Assim, eles foram ouvidos sobre suas experiencias vividas em relacao a morte ou situacoes que remetem a ela.

Os participantes da pesquisa foram alunos do quarto e do sexto ano de graduacao em Medicina na Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp. Enquanto os academicos do quarto ano estao no inicio do internato, iniciando seu exercicio na pratica clinica e presenciando acontecimentos de vida e morte, os do sexto estao no final da graduacao, apresentam maior tempo vivido com a morte ou situacao que a remete no contexto academico.

Os dados foram coletados de fevereiro a agosto de 2007. A saturacao teorica, criterio da pesquisa fenomenologica, deu-se quando os discursos apontaram convergencias e repeticoes (15). Participaram 17 alunos do quarto ano e nove do sexto. Essa diferenca explica-se pela conveniencia da coleta de dados dos alunos do quarto ano, ja que estavam em sala vinte alunos e 17 aceitaram participar. Os alunos do sexto encontravam-se distribuidos pelas unidades hospitalares e foram contatados individualmente.

A coleta de dados foi realizada apos aprovacao do Comite de Etica em Pesquisa, e o consentimento dos participantes por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Apos assinar o TCLE, os participantes receberam por escrito a questao norteadora: Como voce se sente ao lidar com situacoes que envolvem a morte ou com a morte propriamente dita? Descreva para mim.

A prelecao e os encontros com os participantes foram feitos pelo orientador do estudo, pois o pesquisador era aluno do curso de medicina em questao e sua presenca poderia influenciar nas respostas de seus pares.

De acordo com os principios eticos, os discursos receberam codificacao numerica, obedecendo a ordem da coleta de dados.

Para analise dos dados, foram constituidas unidades de significados, a partir da leitura e identificacao das acoes dos sujeitos expressas em seus depoimentos, buscando o invariante, aquilo que era comum para o grupo. Na sequencia, os dados foram organizados procurando, na analise dos depoimentos, o tipico da acao (14). Finalmente, a analise compreensiva destes agrupamentos, tendo como orientacao a teoria motivacional de Schutz (14).

Resultados e discussao

Os depoimentos foram analisados de acordo com o referencial adotado, emergindo sete categorias tematicas. Para os alunos do quarto ano: a morte e um tabu; remete a sentimentos e sensacoes desagradaveis; falta-lhes preparo academico para lidar com ela; lidam com a morte com vistas a se tornarem medico humano. Para os alunos do sexto: a morte continua sendo um tabu; uma experiencia dificil; e passa a ser elemento do cotidiano medico.

A analise desvelou que a morte, para os estudantes, mostra-se sob varias facetas, desde uma experiencia muito dificil, ate a sua incorporacao como elemento do exercicio profissional. Ha, no decorrer da graduacao, aprendizado intelectual para lidar com o tema morte, conforme se apresenta:

Quarto ano de graduacao

A morte e um tabu

Os alunos do quarto ano percebem a morte como um assunto pouco abordado e discutido durante o curso de graduacao.

"Apesar do pouco contato que tivemos com a morte no nosso curso, acho que ainda e um tabu a ser quebrado. Os professores parecem nao querer tocar no assunto [...]. A morte, assim como a vida, e objeto de estudo da medicina e deveria ser encarada como tal". (8)

"Apesar da morte ser algo inevitavel, considero o assunto muito delicado, pois envolve uma perda muito grande para a pessoa e seus familiares. Considero que o assunto e pouco discutido na graduacao e acho que falta preparo para nos, alunos". (11)

"Acho que nao fomos preparados suficientemente para isto e sinto que terei que 'errar' muito para "aprender" a lidar com este tempo; se e que isso e possivel". (16)

Segundo os alunos do quarto ano, os profissionais de saude, incluindo eles, parecem evitar o confronto com a morte, corroborando com Marcilio (4), a qual afirma que a morte e historicamente negada na sociedade ocidental, o que se mostra nas atitudes das pessoas nos diferentes contextos. Desta forma, parecem favorecer a conspiracao do silencio (6). Nao se fala sobre a morte ou situacoes que a remetem; ainda que esta tenha como palco principal o ambiente hospitalar e seja intensamente vivenciada pelos profissionais de saude, estes nao a encaram de frente, falta preparo para estrategias de enfrentamento pessoal, alem das estruturas dos hospitais que contribuem para a negacao da morte (7). Enfim, pode ser caracterizada como um tabu (2).

Atribuir um valor social a morte e uma maneira de nega-la (3). Quando uma pessoa idosa morre, dizse que ja teve sua vida e que isso era esperado. Quando um jovem morre, diz-se que foi uma pena, pois tinha uma vida inteira pela frente (7).

"A sensacao e muito relativa, varia do tipo de morte, se violenta ou nao, da idade da pessoa". (12)

A morte e admitida, entre os medicos, na sala de anatomia e em necropsias, tendo a negacao como consequencia do fato de ser tratada como um tabu, assunto interditado e evitado nas conversas cotidianas dos profissionais da equipe de saude (16).

A morte remete a sentimentos e sensacoes desagradaveis

A escolha pelo curso de medicina pode estar associada ao medo da morte, objetivando alcancar certo controle sobre a mesma e/ou lutar contra ela (2). A morte, para os alunos do quarto ano, remete a sentimentos e sensacoes de fundo predominantemente negativo e significado principal de fracasso, impotencia e impericia, como se verifica nos discursos:

"Me sentiria muito impotente por nao conseguir afastar a morte". (2)

"Me sinto com uma sensacao de perda, mas nao como perder um objeto, e sim uma perda de como se eu perdesse uma batalha, uma sensacao de impotencia e uma duvida de sera que eu fiz alguma coisa errada". (3)

"A unica situacao em que eu lidei com a morte foi no terceiro ano, quando estavamos na UTI de adultos e uma paciente faleceu enquanto estavamos examinando [...]. Tive a sensacao de impotencia por nao ter podido fazer nada". (6)

Pode-se inferir que os alunos, neste estagio da graduacao, alimentam a ideia de "medicos herois", os quais lutam para vencer a morte, valorizando a ciencia e nao reconhecendo os seus limites.

As escolas medicas oferecem ao medico uma formacao organicista, que privilegia a vida, tendo como objetivo principal a luta contra a morte. Ademais, constata-se a deficiencia de livros didaticos e de conteudos sobre a morte nos curriculos (10,11,13,17). A escola vive a negacao da morte e transporta isso para o ensino (13,17).

E importante destacar a necessidade, na area da educacao, especialmente no ensino formal, de apresentar ideias e metodos de coloca-las em pratica, ja que quando os conceitos cientificos sao insuficientes, os espontaneos ou do senso comum podem prevalecer (18).

Ainda no contexto de luta contra a morte, Kubler-Ross (19) revela em sua experiencia que, para a sociedade, e dificil encarar a morte como um fenomeno natural, a ela e atribuida um fator externo e o avanco cientifico uma estrategia de luta contra a morte, a ponto de nega-la como realidade.

"Tenho medo dessas situacoes, principalmente quanto ao como comunicar tal fato para os familiares do paciente falecido". (5)

"Quando estavamos na UTI de adultos tendo aula, uma paciente faleceu enquanto estavamos examinando. Nao tive reacao, pois nao sabia o que fazer". (6)

"A morte sempre envolve muitas dores e incertezas. Para mim, e sempre um momento dificil e os sentimentos sao imprevisiveis". (10)

Os alunos tambem revelam sentimentos de medo e angustia frente as experiencias com a morte. Esse fato pode ser explicado como uma maneira de lidar com a "derrota" na batalha contra a morte atingindo varios espectros: conhecendo os limites da profissao e sofrimento intenso toda vez que se "perde" um paciente (2,10).

Poucos alunos trouxeram sentimentos e significados de fundo positivo para a morte. O discurso a seguir esta intimamente ligado ao aprendizado religioso pre-graduacao.

"O grande problema e quando a pessoa nao esta preparada para a morte: estar preparado, no meu ver, e aceitar Jesus como Senhor, Salvador de sua vida. Sou evangelico, portanto morrer, alem de ser um processo natural,, e algo muito bom, uma vez que vou viver no Paraiso na presenca de Deus, adorando e santificando Seu nome. A Biblia ja diz: Viver e Cristo, morrer e lucro!" (9)

Destaca-se que, apos anos de exposicao a situacoes de morte, sem as devidas condicoes de lidar psiquicamente com elas, o resultado e a dessensibilizacao por parte dos medicos ao tema (20). Desde o primeiro ano de graduacao, ao tomarem contato com cadaveres em aulas de anatomia, os alunos, nao sem sofrimento, vao adquirindo maturidade intelectual e emocional, em relacao a morte, para o exercicio da profissao (11).

Os sentimentos elucidam que a tematica da morte e vista com dificuldade. Isso e revelado pela sensacao de medo, despreparo e culpa. A morte e dificil e desagradavel, no entanto, e necessario que a escola favoreca a elaboracao adequada do que e a morte.

Falta do preparo academico para lidar com a morte

Os alunos referem que ha algum tipo de preparo, tanto nas vivencias e discussoes pre-graduacao, quanto na graduacao. Esclarece-se que, na grade curricular da turma do quarto ano, consta uma aula destinada a tematica morte na disciplina de Psicologia e discussoes gerais de humanizacao em saude. Todavia, os alunos reportam que e insuficiente para que saibam lidar com a morte.

"Nao me sinto totalmente despreparada para lidar com ela. Ja tivemos discussoes a respeito em algumas disciplinas ". (1)

"Acredito que nao somos preparados na faculdade para lidar com esta situacao e temos que usar de nossas experiencias pessoais para lidar

com a morte". (13)

"Lidar com a morte e mais do que ver cirurgias de alto risco ou ver situacoes tragicas de saude, algo que requer uma elevada carga emocional, ja que sou muito sensivel". (2)

"Apesar do pouco contato que tivemos com a morte no nosso curso, acho que ainda e um tabu a ser quebrado e discutido. Os professores parecem nao querer tocar no assunto [...]. Porem, sabemos que ela esta inequivocamente anexada a nossa profissao e que teremos que ter uma boa base psicologica para suportar o impacto de uma perda tao importante, como a de um paciente. A morte, assim como a vida, e objeto de estudo da medicina e deveria ser encarada como tal". (8)

Os alunos atribuem grande valor as situacoes de lidar com a morte, seja na sua vivencia ou na falta desta, e nao julgam suficientes os conhecimentos adquiridos nas atividades extracurriculares ou pre-graduacao. Ficam assustados, inseguros, frageis, gerando sofrimento de ordem psiquica. Parecem querer discussoes academicas, em aulas, com referencia bibliografica, e se esquecem que a propria vivencia favorece a aprendizagem.

Estrategias de incorporacao de cuidados de fim da vida nos curriculos de graduacao impactam positivamente na atitude dos alunos (21), aumentam suas habilidades de comunicacao e diminuem as atitudes negativas em relacao a morte (22). Esses estudos evidenciam a possibilidade de incluir a tematica da morte nos curriculos de graduacao da area da saude, permitindo suprir as necessidades dos graduandos. Ao presenciarem, percebem a postura, os ideais, a maneira do profissional, e isso permite a reflexao dos alunos sobre como lidar quando chegar o seu momento.

"Nao vejo grandes obstaculos em lidar com essas situacoes. No inicio da faculdade [...] havia mais impacto em pensar em morte. Hoje, ao saber que o paciente morreu ou vai morrer [...] penso em como minimizar o seu sofrimento, porem nao tenho coragem de dizer a familia e ao paciente que ele vai morrer, posso falar que a situacao e muito grave e requer muitos cuidados. Afirmar 'voce vai morrer disso em x tempo' e muito forte". (15)

Embora o aluno refere um "tudo bem" ao lidar com a tematica, se contradiz ao mencionar que, ao imaginar a situacao real, teria dificuldades e falta de coragem. Parece resistir aos sentimentos em relacao a tematica e ate nega-la diante das suas dificuldades. Essa vivencia de contradicoes profundas que, num primeiro momento sao insuspeitadas, pode ser frequente (16).

Outros alunos tambem se manifestam dessa maneira. Uma possivel explicacao e o fato de que, nesse periodo da graduacao, nao e proposto a eles dar as "mas noticias". Essa funcao e desempenhada por alguem mais graduado: residente, medico contratado ou docente. Dessa maneira, o aluno nao enfrenta a situacao, nao se expoe e nao discute sobre o tema.

"Acredito que a tarefa de comunicar mas noticias nao me seria conferida nesse estagio de graduacao. Se fosse eu nao teria de faze-la sozinha, sempre haveria suporte de algum superior". (1)

"Apesar de nao ter tido grande experiencia quanto a isso, acredito que ficaria constrangida em falar para a familia, alem da sensacao de impotencia e tristeza que provavelmente me ocorreriam. Com o tempo, imagino que essas sensacoes se amenizem, voce acaba aprendendo a lidar com essas situacoes e amadurecendo". (4)

O depoimento a seguir aniquila claramente o aparente "tudo bem" supracitado.

"Tenho medo dessas situacoes, principalmente quanto ao como comunicar tal fato para os familiares do paciente falecido. Nunca vivenciei tal situacao ate o momento, mas acho que terei muita dificuldade". (5)

Lidando com a morte com vistas a tornar-se um medico humanista

O academico de medicina do quarto ano de graduacao percebe o evento da morte como algo que faz parte do cotidiano do medico e que merece ser tratada com humanidade, ou seja, com respeito, sentimentos e sofrimentos por parte do medico, alem de considerar a qualidade de vida dos ultimos momentos da vida do paciente.

"Tento encarar como um evento que ira ocorrer de uma forma ou de outra e temos que tentar levar o maior conforto possivel para os familiares, para o proprio paciente e tambem teremos que nos apoiar entre si". (13)

"Creio que eu, como futuro medico, nao devo me passar por 'homem gelo', ausente de sentimentos e privado de sofrimentos". (2)

"O professor chegou e lidou com o ocorrido de forma muito fria e distante, o que nos deixou decepcionados". (6)

"Deve ser do conhecimento medico que quando a situacao do paciente estiver alem do alcance e da capacidade medica, a programacao e elaboracao de uma 'qualidade no fim da vida' tornam-se imprescindiveis". (17)

Os alunos se apoiam nas experiencias cotidianas pessoais e profissionais para elaborarem os seus julgamentos sobre como lidar com situacoes de morte, sem perderem a sua humanidade. Estudos revelam que o preparo para cuidado de pacientes em fim de vida afetam as atitudes dos estudantes (9,12), e que a aprendizagem aumenta as atitudes eficazes e competentes para cuidar de paciente em fim de vida (23). Isso reforca a importancia da inclusao do tema morte no ensino formal, ou seja, quantidade significativa de ensino teorico e pratico (clinico) na preparacao dos estudantes de enfermagem no que se refere ao cuidado de pacientes no fim de vida (9,12).

O fato de o aluno citar a necessidade de os profissionais se unirem para ajudar uns aos outros como forma de enfrentamento, remete as sociedades primitivas, nas quais era menor o medo em lidar com a morte, pois o grupo dava conta das necessidades individuais com a ajuda dos rituais, inibindo a ideia de horror (20).

Reconhece-se a necessidade de se consolarem os familiares do morto e, tambem, o medico (16).

Os alunos expressam que o aprendizado se consolidara na pratica clinica, seja dentro ou fora da graduacao, com a vivencia real das situacoes, e tem esperanca de conseguir lidar com a morte com pouco sofrimento proprio e amenizando o sofrimento do proximo.

"Com o tempo imagino que essas sensacoes se amenizem, ja que voce acaba aprendendo a lidar com essas situacoes e amadurecendo". (4)

"Me sinto impressionado, nunca presenciei muitos episodios de morte. Acho que com a pratica medica acabarei me acostumando". (7)

Desta forma, o aluno do quarto ano vivencia situacoes de morte na sua realidade academica e pessoal, caracterizando a morte como um tabu que acarreta desconforto, evidenciando a sua falta de preparo e, ao mesmo tempo, percebe que a forma de enfrentamento dessa situacao pode contribuir para se tornar um medico humanista. Para Schultz (14), a existencia humana tem uma angustia fundamental, embasada no temor da morte, que e inevitavel na realidade social. O acontecimento da morte e tipificado, sendo absorvido pela visao relativamente natural do mundo cotidiano. Ao mesmo tempo, exige uma reflexao sobre a finitude humana e seus desdobramentos para as vivencias atuais, ou seja, o mundo vida.

Sexto ano de graduacao

A morte ainda e um tabu

Apesar de os alunos do sexto ano terem concluido quase todas as etapas do curso de graduacao em medicina, revelam a carencia de discussao sobre a morte e as situacoes que remetem a ela.

"Sinto tambem que a morte precisa ser melhor estudada e discutida no meio academico, da maneira mais sincera e cientifica possivel". (19)

Assim como no quarto ano de graduacao, a consequencia e a negacao da morte, com o intuito de diminuir o sofrimento: ve-la como fatalidade, sublimar sentimentos, eliminar a dor e apontar o possivel crescimento diante dela, como tambem foi evidenciado pelas equipes de reanimacao cardiaca (10).

"Se e um paciente que tive um contato, criei um vinculo, a perda pra mim e mais triste. Se e um paciente que eu nao tenho muito contato, encaro o momento melhor". (23)

Nesse depoimento, o aluno diferencia a intensidade do seu sofrimento perante a morte de um paciente de acordo com o envolvimento com ele. A convivencia com a morte faz parte do cotidiano da atividade medica curricular, especialmente no internato. Essas experiencias se configuram como um processo de aprendizagem que contribui para atitudes eficazes e competentes (23).

"Encaro essas situacoes como algo natural que esta acontecendo, isso no caso de pacientes a espera da morte. Ja em pacientes submetidos a traumas, a morte pode ser algo doloroso". (24)

O valor social da morte (3) aparece nos depoimentos. Ha uma negacao pela idade e pela presenca da "fatalidade" como justificativas de como melhor aceitar a morte. Morte inesperada versus esperada.

"Tenho sensacao de desconforto e inconformismo quando me deparo com tal situacao. Tem a ver com a impotencia que sinto. Quando chega o momento em que nao ha mais nada a ser feito e o paciente esta morto, sinto como se tivesse falhado e repenso tudo que aconteceu ali". (26)

Alunos de ultimo periodo ainda se deparam com o sentimento de que a morte e um fracasso, gerando sensacao de impotencia. Isso tambem e revelado por medicos e enfermeiros (10). Nesse periodo, o aluno poderia ter a maturidade de que a morte e um processo inexoravel a vida. E o que prima a escola formadora: um aluno que consegue discernir que a morte nao e um fracasso, faz parte da vida e, consequentemente, da profissao medica, como evidencia o depoimento abaixo.

"Hoje encaro como uma consequencia natural da vida e das doencas serias encontradas em um hospital terciario". (22)

Ressalta-se o papel das instituicoes formadoras na area da saude em relacao a morte. E necessaria a formacao teorica e pratica do aluno no que se refere ao cuidado de pacientes no fim de vida (9,12).

Na formacao desses alunos, a faculdade, tambem imersa no contexto da morte invertida, contribui na elaboracao do aluno de "batalha perdida", permitindo a negacao perante a morte. Autores como Kovacs chamam a atencao para o fato de profissionais da saude lidarem constantemente negando a morte, o que favorece comportamentos frios e dessensibilizados de lidar com o humano em situacoes de morte e sofrimento. E isso acarreta imenso sofrimento psiquico para o profissional20.

A morte como experiencia dificil

Os alunos do sexto ano referem que ainda estao aprendendo a lidar com a morte, revelam desconforto, porem reconhecem uma progressao em relacao aos seus primeiros contatos com a morte no quarto ano de graduacao.

"Ainda estou aprendendo a lidar com a morte. Minha primeira experiencia nao foi com familiares ou conhecidos, foi no quarto ano da faculdade. Me senti cobrada a ter postura de medico". (20)

"Para nos como 'medicos' e dificil aceitar a morte. Depois a gente se conforma, mas no momento da morte e chocante, dificil". (21)

"Essas sensacoes de desconforto, inconformismo e angustia tem a ver com a minha dificuldade de aceitar que um dia eu tambem vou morrer". (26)

Mesmo no final do curso e apos a graduacao, a morte e uma situacao dificil para o academico da medicina. Por essa razao, sugere-se que a morte e o morrer sejam temas abordados de modo longitudinal no curriculo (24).

Para o aluno, o seu sofrimento psiquico, desconforto e angustia, justificam a sua negacao da morte. Estudo internacional apresenta outras razoes para a negacao da morte em hospitais: falta de preparo profissional e de estrategias de enfrentamento pessoal e estrutura organizacional dos servicos (7).

Percebe-se que, nas experiencias academicas, vai se dando o aprendizado, mesmo que o aluno, ja no sexto ano, ainda se sinta despreparado para lidar com situacoes de terminalidade da vida.

"Me sinto despreparada pelo aspecto profissional, uma vez que os familiares buscam respostas que nao sabemos". (22)

"Acho que ate consegui realizar o que eu queria, mas nao estava preparada para lidar com a morte". (20)

As acoes sucessivas na pratica diaria instrumentalizam o aluno para lidar com a morte, sendo um processo continuo no decorrer de sua formacao, iniciando-se, provavelmente, nas salas de anatomia (11). Esse processo, muitas vezes, nao e percebido pelo aluno, que nao se da conta de passar por diversos espacos pedagogicos (tecnica; pratica; internato; experiencia), com destaque ao aprendizado pautado na observacao da conduta de outros profissionais e mestres. Alem da formacao, o aluno traz, como bagagem, sua experiencia de vida, englobando a religiao e vida de relacoes com os outros. Para Schultz (14),o homem vive em atitude natural e e influenciado por sua biografia, a qual o motiva e o direciona em suas acoes.

Destaca-se que, embora todos os alunos vivenciem o mesmo curriculo formal, a experiencia vivida com seus fatos significativos e individual, explicando o fato de se encontrarem alunos do sexto ano com discursos que negam a morte, baseando-se na finalidade da profissao medica, excluindo a morte como parte da vida e do cuidado integral.

"Me sinto triste, com a sensacao de impotencia diante da situacao e diante de como amenizar a noticia para os familiares. Para nos medicos, o grande intuito e trazer a vida, conforto e alegria para nossos pacientes e essa situacao e extremamente o oposto, porem ela existe e somos totalmente impotentes". (25)

Ate onde um profissional medico pode buscar manter a vida a qualquer custo? No Brasil, o Conselho Federal de Medicina, na Resolucao 1.805/06 (25) delimitou ate que ponto a luta contra a morte, obstinada e sem limites, nao pode mais ser considerada um dever absoluto dos medicos. As escolas formadoras tem o papel fundamental de trazer a tona discussoes para que o aluno reflita, aproxime-se do tema com possibilidades de modificar as suas acoes, nao apenas para que fique em acordo com leis e codigos, mas que estes facam sentido para o aluno.

A morte como elemento do cotidiano do medico

Os alunos do sexto ano parecem incluir a morte como parte do cuidado medico. Reconhecem que, nas situacoes de terminalidade, o medico tem o papel de assistir o paciente e a familia de modo individual, com recursos advindos das suas experiencias vividas.

"Boas palavras, a presenca junto ao paciente em fim de vida, conforto aos familiares, tranquilidade e mostrar ao paciente o quanto a fe na vida futura (do outro lado) e importante, sao fatores primordiais para uma 'morte' tranquila deste paciente. Uma prece/oracao parece tambem acalmar a nos e aos familiares". (19)

"Tentei ser firme, nao desabar, mas tambem nao ser impessoal". (20)

Com seus recursos proprios, especialmente das experiencias vividas, os alunos vao aprendendo a lidar com a morte, como evidenciado em um estudo realizado em 2003 e 2004, tambem com graduandos de medicina na mesma Faculdade (26), e em estudo com alunos de medicina e enfermagem (11).

Embora o aluno nao tenha tido um aprendizado formal sobre a morte e o relacionamento com pacientes em fim de vida e seus familiares, suas experiencias proporcionam um modo de ser preocupado em nao se limitar aos procedimentos tecnicos e nem se entregar ao sentimentalismo.

Destacam-se algumas iniciativas que proporcionam o desenvolvimento, nos alunos, de competencias relacionadas ao enfrentamento da morte e do morrer. Estudo desenvolvido na Coreia revela que os alunos, apos um curso de humanizacao no fim da vida, melhoraram suas habilidades de comunicacao, a ansiedade diante da morte e as atitudes em direcao a morte, sendo considerado essencial o preparo do aluno para tais questoes (22). Experiencias clinicas simuladas se configuram como estrategia de ensino sobre a morte e o morrer, por proporcionarem que o aluno aprenda, desenvolva confianca e competencias relacionais necessarias para tal enfrentamento (23). Outro estudo propoe a inclusao de disciplina curricular que possibilite o acolhimento das emocoes dos alunos de medicina, o que, muitas vezes, nao e tratado pelo curriculo formal que se dedica de modo enfatico as questoes tecnicas, em detrimento das emocoes (27).

Enquanto a questao da morte para o aluno do quarto ano e dificil, mas existe a possibilidade de aprendizado, para o aluno do sexto ela continua sendo dificil, mas lhe e exigida uma postura de medico, com todas as prerrogativas da profissao, por nao haver, como no quarto ano, perspectiva de aprendizado durante a graduacao.

Consideracoes finais

Situacoes de morte e morrer estao presentes no cotidiano do academico de medicina, especialmente a partir do quarto ano, intensificada no internato, quinto e sexto anos, onde sua carga horaria e direcionada para o cuidado direto dos pacientes internados. O ambiente de ensino do internato, para esses alunos do estudo, e um hospital de referencia para a regiao de saude, configurando-se no atendimento de pacientes de alta complexidade. Sendo assim, independente da unidade hospitalar em que o aluno esteja atuando, tem possibilidades de interagir com pacientes em fim de vida.

O conhecimento tecnico-cientifico e a afetividade dos academicos no cotidiano da assistencia foram elementos fundamentais do cuidado prestado aos pacientes terminais e seus familiares. Este estudo permitiu evidenciar a natureza desse cuidado, revelando sentimentos, motivos os quais escapam a observacao objetiva e que influenciam o modo de agir.

Alunos do quarto ano descreveram a morte como um tabu, por ser pouco abordada e discutida. Desperta sentimentos e sensacoes desagradaveis, tratando a morte, frequentemente, como um fracasso profissional, sentimento amenizado pela presenca do professor. Isso revela seu despreparo para lidar com a morte e sua expectativa deste aprendizado com vistas a se tornar um medico humano: incluir os aspectos relacionais e tecnicos.

Para os alunos do sexto ano, a morte ainda continua sendo um tabu, pois consideram um tema pouco discutido na formacao medica. Embora tambem considerem dificil a experiencia com a morte, como os alunos do quarto, o fato de vivenciarem contextos de terminalidade e morte, oportunizou o aprendizado por meio da observacao e postura frente a estas situacoes, de modo que a morte e suas interfaces passam a fazer parte do cotidiano medico. E exigido, do graduando da medicina de sexto ano, a postura de comunicar a familia, lidar com sentimentos de perda e luto.

Para os estudantes, a morte mostra-se sob varias perspectivas, desde uma experiencia muito dificil, ate a sua incorporacao como elemento do exercicio profissional. Ha, no decorrer da graduacao, experiencias compartilhadas entre os pares, os professores, os pacientes e os familiares, que favoreceram sua aprendizagem para lidar com o tema morte.

Este e um estudo qualitativo, portanto, os resultados apresentados descrevem e compreendem a experiencia vivida por alunos de medicina na ocasiao da coleta de dados, nao tem a pretensao de generalizacao para outras escolas medicas.

As questoes relacionadas a morte e ao morrer exigem que os alunos tenham competencias tecnicas e emocionais para elaboracao e enfrentamento. E necessario que a graduacao proporcione oportunidades para que ambas as competencias possam ser aprimoradas, pautadas em conhecimentos cientificos, eticos e legais. Nesse sentido, a bioetica tem contribuido e trazido a tona questoes relativas aos diferentes modos de se morrer com os temas: eutanasia, distanasia, ortotanasia e humanizacao nos hospitais. Faltam, como apontado pela literatura internacional, experiencias voltadas para o ensino de habilidades comunicacionais, competencias na esfera da sensibilidade humana, saberes tambem necessarios para a formacao do medico, contribuindo para seu proprio bem-estar e para o sistema de saude de modo geral.

Colaboradores

Anaisa Caparroz Duarte e Regina Celia Popim participaram, igualmente, da elaboracao do artigo, de sua discussao e redacao e da revisao do texto. Debora Vieira de Almeida: revisoes bibliograficas, discussoes e revisao do texto.

DOI: 10.1590/1807-57622014.1093

Referencias

(1.) Eizirik CL, Polanczyk GV, Eizirik M. O medico, o estudante de medicina e a morte. Rev AMRIGS. 2000; 44(1-2):50-5.

(2.) Cassorla RMS, coordenador. Da morte, estudos brasileiros. 2a ed. Campinas: Papirus; 1998.

(3.) Aries P O homem diante da morte. Sao Paulo: Unesp; 2014.

(4.) Marcilio ML. A morte na historia. In: Martins JS, organizador. A morte e os mortos na sociedade brasileira. Sao Paulo: Hucitec; 1983. p. 61-75.

(5.) Klafke TE. O medico lidando com a morte: aspectos da relacao medico-paciente terminal em cancerologia. In: Cassorla RMS, coordenador. Da morte, estudos brasileiros. 2a ed. Campinas: Papirus; 1998. p. 25-49.

(6.) Boemer MR. A morte e o morrer. 3a ed. Ribeirao Preto: Holos; 1998.

(7.) Gonzalez LC, Fernandez RG, Fuentes PS, Medina CV Negacion de la muerte y su repercusion en los cuidados. Med Paliat. 2012; 19(4):148-54.

(8.) Brandao C. Cancer e cuidados paliativos: definicoes. Rev Prat Hosp. 2005; 7(42):54-6.

(9.) Mallory JL. The impact of a palliative care educational component on attitudes toward care of the dying in undergraduated nursing students. J Prof Nurs. 2003; 19(5):305-12.

(10.) Saloum NH, Boemer MR. A morte no contexto hospitalar-as equipes de reanimacao cardiaca. Rev Latino-Am Enfermagem. 1999; 7(5):109-19.

(11.) Valente SH, Boemer MR. A sala de anatomia enquanto espaco de convivio com a morte. Rev Bras Enferm. 2000; 53(1):99-108.

(12.) Johnson A, Chang E, O'Brien L. Nursing the dying: a descriptive survey of australian undergraduated nursing curricula. Int J Nurs Pract. 2009; 15(5):417-25.

(13.) Gillan PC, Riet PJ, Jeong S. End of life care education, past and present: a review of literature. Nurse Educ Today. 2014; 34(3):331-42.

(14.) Shultz A. Sobre fenomenologia e relacoes sociais. Petropolis: Vozes; 2012.

(15.) Holloway I, Wheller S. Phenomenology. In: Holloway I, Wheller S, organizadores. Qualitative research in nursing and healthcare. 3rd ed. Oxford: John Wiley & Sons; 2013. p. 213-31.

(16.) Consorte J. A morte na pratica medica. In: Martins JS, organizador. A morte e os mortos na sociedade brasileira. Sao Paulo: Hucitec; 1983. p. 38-60.

(17.) Torres W, Guedes WC, Torres RC, Ebert T Algumas contribuicoes a pesquisa sobre a morte. In: Cassorla RMS, coordenador. Da morte, estudos brasileiros. 2a ed. Campinas: Papirus; 1998. p. 131-44.

(18.) Vigotski LS. Pensamento e linguagem. 3a ed. Sao Paulo: Martins Fontes; 2005.

(19.) Kubler-Ross E. Sobre a morte e o morrer. Sao Paulo: Martins Fontes; 1969.

(20.) Kovacs MJ, coordenador. Morte e desenvolvimento humano. 4a ed. Sao Paulo: Casa do Psicologo; 1992.

(21.) Dobbins EH. The impact of end-of-life curriculum content on the attitudes of associate degree nursing students toward death and care of dying. Teach Learn Nurs. 2011; 6(4):159-66.

(22.) Jo K-H, An G-J. Effect of end-of-life care education using humanistic approach in Korea. Collegian [Internet]. 2013 [acesso 2015 Abr 1]; 22(1):91-7. Disponivel em: http :// dx.doi.org/10.1016/j.colegn.2013.11.008

(23.) Leighton K, Dubas J. Simulated death: an innovative approach to teaching end-of-life care. Clin Sim Nurs. 2009; 5(6):223-30.

(24.) Anders S, Fischer-Bruegge D, Fabian M, Raupach T, Petersen-Ewert C, Harendza S. Teaching post-mortem external examination in undergraduate medical education-The formal and informal curriculum. Forensic Sci Int. 2011; 210(1-3):87-90.

(25.) Conselho Federal de Medicina. Resolucao 1.805/2006. Na fase terminal de enfermidades graves e incuraveis e permitido ao medico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, garantindo-lhe os cuidados necessarios para aliviar os sintomas que levam ao sofrimento, na perspectiva de uma assistencia integral, respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal. Diario Oficial da Uniao. 28 Nov 2006. Sec. 1:169.

(26.) Sadala MLA, Silva MP Cuidar de pacientes em fase terminal: a experiencia de alunos de medicina. Interface (Botucatu). 2008; 12(24):7-21.

(27.) Leeuw S, Parkes MW, Thien D. Questioning medicine's discipline: the arts of emotions in undergraduated medical education. Emot Space Soc. 2014; 11:43-51.

Anaisa Caparroz Duarte (a)

Debora Vieira de Almeida (b)

Regina Celia Popim (c)

* Apoio FAPESP Processo 07/50448-7.

(a) Cooperativa dos Anestesiologistas de Ribeirao Preto. Rua Magda Perona Frossard, 150, apto. 42, Nova Alianca. Ribeirao Preto, SR Brasil. 14026-596. anaisacd@gmail.com

(b,c) Departamento de Enfermagem, Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP Univ Estadual Paulista. Botucatu, SP Brasil. deboravalmeida@ gmail.com; rpopim@fmb.unesp.br
COPYRIGHT 2015 Fundacao UNI
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2015 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:texto en portugues
Author:Duarte, Anaisa Caparroz; de Almeida, Debora Vieira; Popim, Regina Celia
Publication:Interface: Comunicacao Saude Educacao
Date:Oct 1, 2015
Words:6263
Previous Article:Higher education external evaluation in the health area: concerns and the size of margins/Avaliacao externa no ensino superior na area da saude:...
Next Article:Mental health within primary health care and Global Mental Health: international perspectives and Brazilian context/Saude mental na atencao primaria...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2020 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters