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DISPOSAL MANAGEMENT OF ELECTRO-ELECTRONIC WASTE WITH FOCUS ON GREEN IT/GESTAO DO DESCARTE DE RESIDUOS ELETROELETRONICOS COM FOCO NA TI VERDE.

1 INTRODUCAO

Com o crescente uso da Tecnologia de Informacao (TI) nas organizacoes e possivel verificar consequencias graves a natureza, principalmente pelo mau uso e descarte incorreto dos equipamentos eletronicos (LUNARDI, SIMOES; FRIO, 2014). O que tem acontecido atualmente e a dependencia das pessoas quanto a esses produtos tecnologicos. A sociedade, em sua maioria, nao compra mais um produto, se este for obsoleto, e sim, se for considerado a tendencia mais moderna no mercado. Logo, a vida util desses equipamentos diminui, em consequencia do consumo desenfreado das pessoas (XAVIER; CARVALHO, 2014).

Todavia, essa grande quantidade de lixo eletronico gerado apos o desuso dos equipamentos tecnologicos, por motivos de falencia dos mecanismos de funcionamento, ou por ter se tornado obsoleto, tem sido o maior causador de problemas ambientais. Na producao de equipamentos eletronicos sao utilizadas diversas substancias e elementos quimicos, dentre os quais alguns sao altamente toxicos, cujos efeitos sao prejudiciais tanto para o meio ambiente quanto para a saude humana. Com isso, o movimento ecoconsciente de combater esses problemas ambientais na area tecnologica chegou aos detritos de tecnologia como Tecnologia da Informacao Verde (TI Verde), sendo esta uma alternativa para tornar as organizacoes mais cautelosas nas suas rotinas (MOLLA, 2009; SALLES et al., 2015).

Este estudo se justifica pela necessidade de se diagnosticar a gestao de residuos de equipamentos eletroeletronicos (REEE) em contextos geograficos municipais especificos, a fim de evidenciar a intensidade do problema relacionado a eficacia das politicas publicas de geracao, coleta, tratamento e destinacao final de tais residuos. Quanto ao campo de estudo ser as empresas de assistencia tecnicas em equipamentos eletroeletronicos, entende-se que estas sejam atores essenciais para o sucesso da logistica reversa, uma vez que, parte-se do pressuposto de que manter o produto em uso o maior tempo possivel, estendendo seu ciclo de vida util, resulta em maior valor economico agregado. Em estudo precursor no Estado de Rondonia, Appelt et al. (2015) identificaram que no municipio de Vilhena, com aproximadamente 100.000 habitantes, o cenario da tecnologia intensiva aplicada ao descarte dos REEE nas assistencias tecnicas eletroeletronicas nas categorias de EEE pesquisadas mostrou-se preocupante. Segundo os autores, das 14 empresas de assistencias tecnicas investigadas, apenas 1 fazia a logistica reversa; e 93% da amostra nao sabia nada sobre o assunto em questao. Alem disso, nao recebiam orientacao e fiscalizacao por parte do poder publico. Os fornecedores dos EEE nunca se atentaram quanto a implementacao da logistica reversa e nem ofereciam medidas de descartes que diminuissem os efeitos negativos sobre o meio ambiente. Vilhena e uma das cinco maiores cidades do Estado de Rondonia, e apresentou esse diagnostico problematico. Se em uma cidade de porte medio, o descarte de REEE se apresenta como um fator ambiental preocupante e necessario de se estudar, acredita-se que em um municipio de porte menor, no mesmo Estado, a situacao possa ser mais grave. Por essa razao, este estudo selecionou dois municipios--Cerejeiras e Colorado do Oeste--adjacentes a Vilhena, com menos de 20.000 habitantes cada, para diagnosticar a mesma situacao pesquisada por Appelt et al. (2015) e verificar se tal proposicao a respeito da intensidade do problema de descarte de REEE se confirma.

Diante do exposto, esta pesquisa se ocupa em responder a seguinte questao: Quais as praticas adotadas de descarte dos Residuos de Equipamentos Eletroeletronicos--REEE--em assistencias tecnicas eletroeletronicas nos municipios rondonienses de Cerejeiras e Colorado do Oeste com foco na TI Verde? O objetivo e verificar as praticas adotadas de descarte dos REEE em assistencias tecnicas eletroeletronicas nos municipios de Cerejeiras e Colorado do Oeste com foco na TI Verde.

O artigo esta dividido em mais quatro secoes. A segunda secao apresenta aspectos teoricos, estruturais e legais relacionados a inovacao tecnologica, questao ambiental e aos residuos de equipamentos eletroeletronicos. A terceira secao descreve a metodologia da pesquisa. A quarta secao analisa os achados da pesquisa. A quinta secao traz as consideracoes finais e as perspectivas para pesquisas futuras.

2 REFERENCIAL TEORICO

A abordagem desta secao enfoca a gestao da inovacao tecnologica nas organizacoes, a TI Verde, o perfil dos REEE por categoria, os aspectos contemporaneos da legislacao brasileira sobre o descarte de REEE, o processo da logistica reversa dentro das entidades que fazem parte desse ciclo, e os impactos financeiros que podem ser gerados com a gestao de REEE.

2.1 A gestao da inovacao tecnologica

Tratando especificamente de gestao da inovacao tecnologica, esta e vista atualmente como primordial nas estrategias de diferenciacao, competitividade e crescimento em um numero cada vez maior de negocios (FUCK; VILHA, 2012). A Lei Federal no. 10.973/2004 mais conhecida como a Lei da Inovacao Tecnologica--LIT, estabelece medidas de incentivo a inovacao e a pesquisa cientifica e tecnologica no ambiente produtivo, com vistas a capacitacao e ao alcance da autonomia tecnologica e ao desenvolvimento industrial do Pais. Pereira & Kruglianskas (2005) concluiram em sua pesquisa que a aprovacao dessa lei, apesar de suas deficiencias, representa um instrumento relevante de apoio as politicas industrial e tecnologica do Brasil, e cabe ao Estado orientar, apoiar e estimular o processo de inovacao tecnologica no pais, sem deixar de lado a transformacao da industria que e responsabilidade dela propria. Assim, a Lei de Inovacao Tecnologica surge como um instrumento institucional de grande impacto para apoiar as politicas industrial e tecnologica no Brasil.

2.2 TI Verde

Quando verificado o valor gasto para a manutencao continua da infraestrutura de TI, com servidores, monitores, computadores e outros perifericos funcionando satisfatoriamente, o ambiente da TI se apresenta como terceira maior fonte de consumo de energia dentro das grandes empresas (FRIO apud LUNARDI; SIMOES; FRIO, 2014). Assim, o movimento da ecoconsciencia chegou ao ambito da tecnologia como TI Verde ou Green IT, sendo viabilizada principalmente pelos negocios e tornando-se uma das principais preocupacoes dos Chief Information Officer (CIOs) (5) (MOLLA, 2009). Nessa linha, a TI Verde pode ser uma alternativa para tornar as organizacoes mais cautelosas em suas rotinas (SALLES et al., 2015), pois tem sido incorporada pela preocupacao com meio ambiente e a sustentabilidade. Para Murugesan (2008) apud Lunardi, Simoes & Frio (2014, p.7), a TI Verde e definida como "o estudo e a pratica de projetar, produzir, utilizar e descartar computadores, servidores e subsistemas associados--tais como monitores, impressoras, perifericos de armazenamento e sistemas de rede e comunicacao [...]" de modo eficiente e eficaz, causando o minimo, ou nenhum, impacto ambiental. A TI Verde tambem procura atingir a viabilidade economica e melhorar o uso e o desempenho dos sistemas, respeitando as responsabilidades sociais e eticas. Contudo, estao incluidas as dimensoes de sustentabilidade ambiental, eficiencia energetica e custo total de propriedade, que inclui o custo de descarte e reciclagem.

Assim, a TI Verde e pioneira na manifestacao de praticas de negocio sustentaveis (BROOKS; WANG; SARKER, 2010). Esse nome e tido de uma forma generica para usos e atividades relacionadas a TI, tendo em vista que o seu foco e contribuir com os objetivos, orientados ambientalmente, de sustentabilidade corporativa e responsabilidade social (CHEN; BOUDREAU; WATSON, 2008). A TI Verde se destaca, pois tem como objetivo combater ou amenizar os problemas socioambientais com o auxilio do desenvolvimento de novas tecnologias, da conscientizacao das pessoas e da selecao de fornecedores que tenham projetos sustentaveis, entre outras (VELTE; VELTE; ELSENPETER, 2008; HUANG, 2009).

A ideia de implantacao de TI Verde esta saindo do "papel" e se tornando uma pratica nas empresas do Brasil. Uma pesquisa realizada em 2009 pela fornecedora de solucoes de seguranca e armazenamento, Symantec, apontou que 51% das corporacoes respondentes informaram ter implantado ou estar implantando projetos ligados a TI Verde (MONTE, 2009).

2.3 O perfil dos residuos de equipamentos eletroeletronicos

O conceito de equipamentos eletroeletronicos (EEE), segundo esta relatado na diretiva 19/2012 da Uniao Europeia, sao aqueles equipamentos dependentes de correntes eletricas ou campos eletromagneticos para funcionar (PNUMA, 2012). O uso dos EEE tem sido cada vez mais frequente na vida das pessoas, mas o fato de estarem relacionados com a inovacao tecnologica e a aceleracao da urbanizacao e consequencia do aumento de residuos em geral, com maior enfase nos REEE, ja que, de uma forma exagerada, os individuos querem trocar seus equipamentos por terem saido de circulacao ou pelo mau funcionamento. Dessa forma, sua vida util fica reduzida comparada a outros produtos do mercado. Isso e relatado por Xavier & Carvalho (2014), ao afirmarem que essa forma de atualizacao constante dos equipamentos tecnologicos os faz cair em desuso. Na fase de pos-consumo, e vista como uma situacao preocupante ja que virara residuo mais rapido que a natureza poderia absorver. "A Organizacao Mundial da Saude (OMS) delimita por residuo qualquer materia que seu proprietario nao deseja ou nao pretende possuir, objeto que nao possui atributo ou valor comercial." (WORLD HELTH ORGNIZATION apud MAGALHAES, 2011, p. 35-36). Nos relatos de El Faro, Calia & Pavan (2013), ha uma comparacao do aumento do lixo comum com o e-lixo (6), no qual, o e-lixo se destaca crescendo 3 vezes mais rapido que o lixo comum. Esse aumento acelerado e exagerado e um alerta em escala mundial, com efeitos negativos para a natureza, pois a geracao de rejeitos anuais gira em torno de 45 milhoes de toneladas. De acordo com PNUMA (2012), os paises da Organizacao de Cooperacao Economica e Desenvolvimento (OCDE), que sao os que tem os maiores Indices de Desenvolvimento Humano, geraram cerca de 650 milhoes de toneladas de residuos municipais em 2007, crescendo em torno de 0,5% a 0,7% ao ano, dos quais de 5% a 15% sao REEE.

Para adotar medidas preventivas, e preciso voltar as atencoes para os impactos ambientais evitados e transforma-los em indicadores validos. Tais indicadores tendem a ser mais eficazes do que indicadores focados em reducao de quantidade de residuos gerados. Para tanto, o estudo teorico da analise do ciclo de vida (ACV) do produto tem sido o mais utilizado para gerar indicadores de impactos ambientais evitados (XAVIER; CARVALHO, 2014). Os estudos de Lu et al. (2015) apontam que "analises teoricas e investigacoes de campo mostram que a inovacao tecnologica e um dos fatores mais importantes para o encurtamento do tempo de vida do servico EEE, levando a geracao de REEE". Para os autores, a inovacao tecnologica acelera o ciclo de vida dos EEE e contribui para a geracao de REEE direta e indiretamente.

No caso dos REEE, a ACV e fundamental para o design de novos produtos, minimizando o impacto ambiental, porem, sem perder competitividade no mercado. Para Xavier & Carvalho (2014), considerar o tipo, quantidade de materia-prima, processo produtivo otimo, orientacao eficaz quanto ao consumo e descarte, alem da definicao e transparencia por parte do fabricante quanto ao que sera feito com o produto apos o fim de seu ciclo de vida, podem gerar um impacto positivo na aceitacao do produto no mercado, ao mesmo tempo em que contribui para a reducao de REEE.

Nos relatos de PNUMA (2012) e perceptivel que as politicas de gestao de residuos tem existido em muitos paises. No entanto, nao se pode deixar de ressaltar que os resultados vem com qualidade variavel, pois as informacoes de dados de residuos so tem diminuido. Isso e preocupante ja que os problemas do gerenciamento de residuos continuam a crescer. A realidade e que a reciclagem por si so nao os resolvera, pois, os paises nem mesmo conseguem lidar com todo esse volume. Logo, a prevencao e a minimizacao dos residuos, o reduzir-reutilizar-reciclar e a recuperacao de recursos sao todos aspectos que merecerem igual atencao.

2.4 Aspectos contemporaneos da legislacao brasileira aplicada aos REEE

A gestao de residuos varia muito do tratamento que se da em cada localidade. Como exemplos de aspectos que influenciam nesse ponto, tem-se: a legislacao vigente, percepcao e avaliacao de impacto e da conscientizacao. Ao tratar de um pais como o Brasil, Xavier & Carvalho (2014) corroboram com os relatos da ABDI (2012) ao afirmarem que este se enquadra como um dos paises em desenvolvimento pioneiros em implantar um grande volume de regulamentacoes sobre a gestao dos REEE, colocando a responsabilidade compartilhada como uma das formas de gestao. Assim, politicas publicas de gestao de REEE tem crescido no Brasil.

No Brasil, a Constituicao Federal, faz uma mencao ao meio ambiente quando diz que "Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Publico e a coletividade o dever de defende-lo e preserva-lo para as presentes e futuras geracoes". (BRASIL, art. 225, 1988)

A Politica Nacional de Residuos Solidos (PNRS), instituida pela Lei Federal no. 12.305/2010, ressalta a prevencao e a reducao na geracao de residuos, tendo como proposta a pratica de habitos de consumo sustentaveis, e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilizacao dos residuos solidos, e a destinacao ambientalmente adequada dos rejeitos. A PNRS instituiu um esquema compartilhado pelo ciclo de vida do produto, decorrente de inumeros deveres legais para a cadeia produtiva, como a obrigacao de estruturar e implementar sistemas de logistica reversa para os EEE e seus componentes. E de responsabilidade do fabricante ou comerciante de EEE manter pontos de coleta para receber o REEE descartado pelo consumidor (PNRS, art. 5, 2010). E ainda compete ao poder publico a fiscalizacao para o fiel cumprimento desta Lei e a aplicacao, em caso de seu descumprimento, das penalidades previstas na legislacao especifica de danos a saude publica ou ao meio ambiente (art. 6, PNRS).

Nos dispostos tratados na Lei Magna se verifica que a competencia e da Uniao, dos Estados e do Distrito Federal em legislar, ao mesmo tempo, a protecao do meio ambiente e controle da poluicao e a responsabilidade por dano ao meio ambiente (BRASIL, art. 24, VI e VIII, 1988), porem limita o poder de competencia da Uniao em estabelecer normas gerais (BRASIL, art. 24, [section] 1, 1988), o que nao tira a competencia de complementacao dos Estados em caso de inexistencia da lei federal sobre normas gerais (BRASIL, art. 24, [section][section] 2 e 3, 1988). No entanto, com relacao aos municipios, e de competencia destes, legislar sobre assuntos de interesse local ou suplementar a legislacao federal e a estadual, no que couber (BRASIL, art. 30, II, 1988).

Contudo, verifica-se uma irregularidade na Lei Estadual rondoniense que trata do assunto, no paragrafo unico do art. 1 (RONDONIA, Lei no. 2.962/2013), onde delimita que "a responsabilidade pela destinacao final e solidaria entre as empresas que produzem, importem e/ou comercializem produtos e componentes eletroeletronicos". No entanto, esse tratamento solidario diverge da PNRS, ja que apresenta uma responsabilidade compartilhada e nao solidaria. Logo, tal lei necessita de uma reflexao e atualizacao conforme e orientado no art. 24, inciso IV, da PNRS, quando ha discordancia nos preceitos disposto da PNRS.

Por mais que a PNRS seja vista como uma das maiores conquistas de defesa ao meio ambiente, percebe-se que ela ainda e timida no Brasil, ao analisar que em seu art. 56 "A logistica reversa relativa aos produtos de que tratam os incisos V e VI do caput do art. 33 sera implementada progressivamente segundo cronograma estabelecido em regulamento". Isso significa que ela pode ser adiada conforme surgirem dificuldades tecnicas e operacionais.

2.5 Responsabilidade compartilhada e o conceito de logistica reversa

A PNRS da total apoio a responsabilidade compartilhada no que tange aos residuos solidos listados no art. 33, dando ate uma ordem prioritaria na gestao e gerenciamento destes: "nao geracao, reducao, reutilizacao, reciclagem, tratamento dos residuos solidos e disposicao final ambientalmente adequada dos rejeitos" (BRASIL, art. 9, 2010). O termo logistica reversa advem do processo de compartilhar a responsabilidade dos residuos que, apos o desuso dos produtos, serao recolhidos para serem reutilizados, ou descartados adequadamente (DEMAJOROVIC et al., 2012). Na PNRS, a responsabilidade compartilhada dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes esta no dever de investir no desenvolvimento, na fabricacao e na insercao de produtos eletroeletronicos aptos no mercado, que apos o uso, sejam reutilizados, reciclados ou outra forma de destinacao final ambientalmente adequada, e cuja fabricacao e uso gerem a menor quantidade possivel de residuos.

2.5.1 A logistica reversa aplicada aos REEE

A PNRS afirma em seu art. 3, inciso XII, que a logistica reversa e o "instrumento de desenvolvimento economico e social caracterizado por um conjunto de acoes, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituicao dos residuos solidos ao setor empresarial" para ser reaproveitado, em seu mesmo ciclo, ou em outros ciclos produtivos, ou entao, outra destinacao final ambientalmente adequada. Os 3 fatores que estimulam a logistica reversa sao as questoes ambientais, a concorrencia e a reducao dos custos. Empresas que fazem a logistica reversa tendem a fidelizar seus clientes (LACERDA apud INACIO; ROVER, 2015).

As acoes para o tratamento adequado dos residuos pos-consumo demandam desembolso de capital por parte da empresa, alterando preco, lucratividade e investimento, como ressaltam Xavier & Carvalho (2014). Nessa perspectiva, Migliano & Damajorovic (2013) identificaram uma resistencia das empresas em entender a logistica reversa como uma oportunidade de negocios e a ausencia de tecnologia no Brasil para recuperar materiais mais valiosos presentes nos computadores. Gameiro (2011) fez uma observacao importante tentando mudar a concepcao das empresas que ainda nao praticam a logistica reversa: "apesar da logistica nao ser, geralmente, a atividade-fim de uma empresa, ela acaba tendo igual importancia em um contexto amplo de competicao". Fonseca et al. (2013) observou que as empresas que tem desenvolvido seu "supply chain" reverso tem tido uma maior valorizacao da imagem corporativa, e consequente valorizacao no mercado. Contudo, este processo possui varias barreiras: atender os requisitos legais, reduzir os custos e desperdicios, desenvolver o conceito de responsabilidade ambiental, gerar redes de distribuicao reversa competitivas, atingir um nivel de servico diferenciado, integrar logistica e marketing, conceber produtos procurando reduzir impactos ao meio ambiente e proporcionar o ciclo reverso do pos-consumo.

O estudo de caso do Centro de Descarte e Reuso de Residuos de Informatica da Universidade de Sao Paulo (CEDIR/USP) tem sido modelo para quem procura orientacao de como adquirir computadores verdes e de como destinar esses residuos. A USP, ao perceber que o e-lixo estava crescendo muito na universidade, procurou implantar o CEDIR para garantir seu reuso ou reciclagem. Para tanto, percebeu que a melhor maneira para garantir um destino correto do lixo eletronico que chegava na universidade era desmontar os EEE, classifica-los pelo tipo de material e enviar o lixo eletronico classificado para uma industria de reciclagem especializada para este tipo de material (MORALES, 2014)

2.6 Impactos financeiros

Como relatado em PNUMA (2012), o que tem faltado de fato nos paises e a capacidade tecnica nas areas de financas, tecnologia e infraestrutura para entao fazer um gerenciamento correto dos produtos quimicos e residuos perigosos. Os eletroeletronicos possuem componentes diversos em sua fabricacao e quando descartados necessitam de um tratamento especifico. Entre os residuos existentes, ha aqueles que podem ser reciclados tendo altos e baixos valores de mercado. Exemplos disso sao os plasticos, silica, metais preciosos e metais pesados, como esta descrito por Xavier & Carvalho (2014). Assim, percebe-se o quanto o mercado esta perdendo com a quantidade de produtos sendo descartados, sem ter essa oportunidade de reutilizacao, alem de estarem contribuindo para a degradacao da natureza (SANTOS; SOUZA (2009).

O que de fato ocorre nas empresas de assistencias tecnicas do ramo de equipamentos eletroeletronicos e a falta de conhecimento e orientacao com relacao a logistica reversa. Isso se comprova nos resultados encontrados por Appelt et al. (2015), pois, nas empresas da amostra, apenas 1, das 14, conhecia essa tecnologia e nem mesmo os fornecedores davam recomendacoes quanto a disposicao final dos residuos. Nos estudos de Appelt et al. (2015), das 4 empresas que geram baterias como residuos para a venda, somente 1 vende diretamente para uma fabrica de baterias, as demais destinam para o ferro velho. Ignora-se, neste ultimo caso, o verdadeiro destino final das baterias vendidas. Segundo os autores, o impacto financeiro advindo da destinacao de REEE e considerado irrelevante, tanto para as empresas que tem algum tipo de despesa, como o descarte, quanto para aquelas que possuem ganhos oriundos da venda de outros materiais. O que se percebe e o potencial de venda agregado a esses residuos ainda nao explorado pelas empresas locais.

3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

Este estudo e exploratorio, com o objetivo de verificar as praticas adotadas de descarte dos REEE em assistencias tecnicas eletroeletronicas nos municipios rondonienses de Cerej eiras e Colorado do Oeste, a fim de se obter uma visao mais ampla do tema, pois conforme Gil (2010), o resultado final sera mais claro, permitindo uma verificacao mais sistemica dos processos. A abordagem dos objetivos da pesquisa foi qualitativa, com apresentacao de dados estatisticos descritivos, com uso de levantamento documental, observacao e entrevistas para triangular os achados e fortalecer a validacao dos dados. O procedimento usado foi o estudo de casos multiplos, envolvendo empresas prestadoras de servicos de assistencia tecnica de EEE, que segundo Yin (2009; 2016) e Marconi & Lakatos (2017), analisa dois ou mais casos em funcao do pesquisador acreditar que se trata de casos com caracteristicas e comportamentos semelhantes, e em um contexto especifico. Visto que as empresas observadas foram criteriosamente selecionadas para se tornarem um grupo mais homogeneo possivel em suas caracteristicas, o estudo de multiplos casos assim se justifica como o procedimento mais adequado para a analise dos achados, embora estes nao sejam passiveis de generalizacao.

Na coleta de dados foi feito levantamento documental, com analise dos controles de ordens de servicos realizadas e pendentes. Tambem se adotou a observacao direta intensiva, com visitas in loco aos depositos e outros locais onde os empresarios armazenam os REEE, e nos lixoes das cidades, objetivando-se constatar o descarte indevido de EEE nesses locais. Foi realizada uma entrevista semiestruturada, conforme o Apendice D (Roteiro para aplicacao de entrevista), aplicada diretamente aos responsaveis pelas empresas pesquisadas. As visitas, realizadas mais de uma vez em cada estabelecimento, ocorreram em dias intercalados, nos meses de dezembro/2016 e janeiro/2017. Foram verificadas varias formas de classificacao dos EEE. No entanto, nesta pesquisa, a classificacao adotada pela Diretiva 19/2012 da Uniao Europeia, apresentou-se como a mais representativa e adequada para a amostra estudada, j a que divide os EEE em 11 categorias, conforme o Quadro 1. Essa forma de categorizacao tem respaldo nos estudos de Widmer et al. (2013), que sugerem a classificacao adotada pela Uniao Europeia, pois esta tem grande probabilidade de ser mais aceita.

A populacao considerada neste estudo corresponde a todas as assistencias tecnicas de EEE dos municipios rondonienses de Colorado do Oeste e Cerejeiras que se encaixam nas categorias da UE. Assim, o numero total de empresas com tais caracteristicas, em ambos os municipios, sao 32, sendo 16 empresas em cada municipio. As duas cidades pesquisadas compoem os 52 municipios que formam o estado de Rondonia, na regiao Norte do Brasil, dentro da Amazonia Ocidental, no Leste Rondoniense conforme mostrado na Figura 1.

Cerejeiras teve inicio no seculo XVIII, mas so foi considerado municipio em 1907. Segundo dados do IBGE (2014a), estima-se que em 2016 ela teve 17.959 habitantes, numa area territorial de aproximadamente 7.783.300 [km.sup.2] para 2015, localizada numa altitude de 277m e possui um Indice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,751. Colorado do Oeste teve inicio no seculo XVIV, mais precisamente em 1973. Segundo dados do IBGE (2014b), estima-se que em 2016 ela teve 18.639 habitantes, numa area territorial de aproximadamente 1.451.061 [km.sup.2] para 2015, localizada numa altitude de 460m e possui um Indice de Desenvolvimento Humano (IDHM) de 0,739.

No entanto, para fins de melhor qualidade na analise dos achados, foi utilizado um criterio para selecao de uma amostra, uma vez que, nao foi possivel identificar a atividade principal de prestacao de servicos dentro das assistencias. Nesse caso, so participaram da pesquisa as empresas que prestam servicos para apenas uma categoria dos EEE, como esta demonstrado nos Apendices A (Quadro da Populacao e Amostra dos estabelecimentos encontrados no municipio de Cerejeiras) e B (Quadro da Populacao e Amostra dos estabelecimentos encontrados no municipio de Colorado do Oeste)

Em cada uma das cidades, nao ha empresas que oferecam manutencao e reparo para os equipamentos das seguintes categorias (Apendice A e B): 5 (Equipamentos de Iluminacao), 6 (Ferramentas Eletroeletronicas), 7 (Lazer, Esporte e Brinquedos), 8 (Equipamentos Medicos), 9 (Monitoramento e Controle), 10 (Caixas de Autoatendimento). Na categoria 11 (Outros), apenas o municipio de Cerejeiras nao tem empresas que prestem esse tipo de assistencia. Com relacao as rejeicoes em participar da pesquisa (detalhamento no Apendice A e B), em Cerejeiras houve a recusa de duas empresas, uma da categoria 1 (Equipamentos de Grande Porte) e outra da categoria 3 (Equipamento de TI e Telecomunicacao). Em Colorado do Oeste, uma empresa da categoria 3 se recusou a participar da pesquisa.

Portanto, a amostra final compos-se de 9 empresas em Cerejeiras e 12 empresas em Colorado do Oeste, totalizando 21 empresas respondentes, conforme e retratada de uma forma resumida no Apendice C (Quadro da amostra dos estabelecimentos pesquisados). Com o intuito de preservar a imagem das empresas respondentes quanto as informacoes que permitiram serem expostas nessa pesquisa, estas foram representadas nos achados por um sistema alfanumerico, da seguinte forma: a) por meio de letras do alfabeto (as empresas do municipio de Cerejeiras estao apresentadas pela letra "A" e as de Colorado do Oeste pela letra "B"), e, por numeros (cada numero representa uma empresa), como pode ser percebido nos Apendices A, B e C.

4 ANALISE DOS ACHADOS DA PESQUISA

Nesta secao, serao analisados os achados obtidos a partir da triangulacao das tecnicas de pesquisa empregadas ao longo do periodo do estudo.

4.1 Mapeamento da gestao do e-lixo em empresas de assistencia tecnica em EEE no municipio de Cerejeiras/RO e Colorado do Oeste/RO

Inicialmente nao foi possivel identificar variacoes significativas que justifiquem o tratamento dos dados separadamente por categoria, razao pela qual esta analise se dara de forma conjunta para todas as empresas da amostra. Para otimizar a apresentacao dos resultados, a partir deste topico, as empresas de assistencia tecnica serao tratadas pela abreviacao EAT.

4.1.1 Faturamento mensal

De inicio, procurou-se verificar o perfil das empresas por meio da observacao do faturamento mensal. Com o intuito de evitar resistencias quanto ao fornecimento desta informacao, a pergunta apresentou 5 grupos de faturamento, conforme o Grafico 1.

Observou-se, em Cerejeiras, que nao ha empresas com faturamento mensal nos grupos "C" e "D", porem constatou-se no maior grupo em quesito de valores, o grupo E (Acima de 80.000,00) apenas 1 empresa, a A5. A maioria fatura mensalmente ate R$ 20.000,00 (grupo A), mas ha 2 empresas, A3 e A6, que estao no grupo B (De R$ 20.000,01 a R$ 40.000,00).

Em Colorado do Oeste foi verificado, conforme apresentado no Grafico 2, que nao ha empresas cujo faturamento mensal se encaixe nos grupos "C" e "D", porem constatou-se apenas 1 empresa no grupo E (Acima de 80.000,00) que e o de valor mais elevado, a empresa B11. A maioria fatura mensalmente ate R$ 20.000,00 (grupo A), mas ha 2 empresas, B4 e B10, que estao no grupo B (De R$ 20.000,01 a R$ 40.000,00).

4.1.2 Geracao de residuos de equipamentos eletroeletronicos

O delineamento do perfil de geracao e descarte dos residuos e o proximo passo. No Grafico 3 e demonstrada a quantidade mensalmente gerada de REEE. Os dados de Cerejeiras indicam que 7 empresas geram ate 50 Kg/mes, a empresa A2 gera entre 350,01 e 450 Kg/mes, e a empresa A1 gera de 450,01 a 500 Kg/mes. Quando somados, os residuos equivalem a 938,5 Kg/mes e, sabendo-se que a menor geracao e de 0,5 Kg e a maior 500 Kg, a media correspondente e de 104,28 Kg/mes para cada empresa. Ja no municipio de Colorado do Oeste, o Grafico 4 mostra que 9 empresas geram ate 50 Kg/mes e as empresa B3, B6 e B10 geram de 50,01 a 100 Kg/mes. Quando somados, os residuos equivalem a 390 Kg/mes e, sabendo-se que a menor geracao e de 1 Kg e a maior de 100 Kg, a media correspondente e de 32,50 Kg/mes para cada empresa.

Somando as quantidades, as duas cidades geram juntas, apenas neste segmento (EAT), 1,38 toneladas de lixo por mes, que corresponde a uma media mensal de 63,26 kg por empresa.

4.1.3 Procedimentos de descarte praticados

O proximo resultado procurou identificar a pratica do descarte nas empresas respondentes, buscando saber se ha algum tipo de selecao dos residuos antes da destinacao final.

Em Cerejeiras, o Grafico 5 mostra que apenas 2 empresas, A2 e A5, possuem um unico tipo de descarte, respectivamente, lixo comum e doacao para empresa coletora; ao passo que, outras 7 empresas adotam mais de um metodo de descarte. Em funcao disso, o grafico apresenta as empresas que empregam determinados tipos de disposicao final, e para cada disposicao sao considerados os tipos de residuos previamente separados. Alguns desses residuos estao no Apendice E (Imagens do cenario encontrado nas assistencias tecnicas das cidades de Cerejeiras e Colorado do Oeste). Para melhorar a informacao, a categoria "Pecas dos EEE" agrega os seguintes REEE por empresa: empresa A4--memoria HD, gabinete, placas, fontes; empresa A5--pecas; empresa A6--fontes queimadas e outros; empresa A7--pecas; e empresa A8--placas.

No municipio de Colorado do Oeste, a situacao dos procedimentos de descarte praticados pelas empresas pode ser visualizada no Grafico 6. Do total da amostra do Grafico 6, apenas 3 empresas, B1, B3 e B6, indicaram que possui um unico tipo de descarte, respectivamente, lixo comum, tambem lixo comum e devolucao ao cliente de todos os residuos, enquanto que, 9 empresas fazem uso de mais de um metodo de descarte. Detalhando a informacao, a categoria "Pecas do EEE" agrega os seguintes residuos por empresa: empresa B2--pecas; empresa B4--placas e pecas; empresa B5 e B7--placas; empresa B11 e B12--pecas. Ao se comparar ambos os graficos, no que tange as empresas que destinam seus residuos para o lixo comum, atraves do Apendice F (Imagens do cenario encontrado nos lixoes das cidades de Cerejeiras e Colorado do Oeste) e possivel verificar imagens que retratam alguns desses REEE no lixao da cidade. Vale ressaltar, ao analisar os graficos 6 e 7, que os dados relacionados para o armazenamento sao referentes somente aos residuos gerados durante os servicos de manutencao (pecas substituidas, por exemplo), nao incluindo informacoes concernentes a equipamentos que sao abandonados pelos clientes.

Duas situacoes podem ser verificadas em relacao ao armazenamento de residuos. A primeira e a necessidade de licenca ambiental, pois os REEE sao classificados como perigosos pela Lei 12.305/2010 e a segunda e a necessidade de uma grande area fisica para armazenamento. Um dos problemas associados ao fato de uma area ser unicamente empregada para armazenar aparelhos abandonados e o custo de oportunidade. Ha, inclusive, em Colorado do Oeste, 5 empresas que mantem um deposito exclusivo para este fim, 1 como destino final e as outras 4 como destino intermediario. Elas apontam que estao perdendo uma fonte de renda como a ampliacao da area de atendimentos e reparos, o que permitiria a contratacao de mais funcionarios e atender mais clientes, aumentando consequentemente o faturamento da empresa.

Tambem, nenhuma das empresas disse fazer a logistica reversa. Nos Graficos 5 e 6, pode-se verificar descarte apropriado do e-lixo em situacoes especificas, como a venda de metais para o ferro velho e o reaproveitamento para uso ou venda. O pagamento para que uma empresa de reciclagem recolha os residuos tambem e um procedimento adequado. Nos demais casos em que ha doacao, venda, armazenamento, reaproveitamento na assistencia ou disposicao diretamente no lixo comum, nao e possivel se afirmar que sao destinos ambientalmente seguros.

4.1.4 Frequencia do descarte de REEE pelas EAT

Os Graficos 7 e 8 retratam a frequencia do descarte dos residuos e como esse tempo e visto satisfatoriamente para a empresa frente ao acumulo de REEE gerados antes da destinacao. E necessario ponderar que algumas entidades empregam destinos diferentes para cada tipo de material. Assim, as frequencias de descarte sao determinadas pelas formas de disposicao praticadas para cada tipo de residuo. Como se pode observar atraves do grafico 7, os REEE direcionados ao lixo comum possuem frequencia de descarte diaria somente na empresa A2 que pertence a categoria 2 como retrata o Quadro 1. A unica empresa (A7) que destina semanalmente, faz uso do lixo comum, doacao e reaproveitamento. No entanto, essa empresa possui um espaco de armazenamento em sua empresa. Duas empresas, A6 e A8 destinam os seus residuos mensalmente. Ressaltando que a doacao ocorre nas duas empresas, o lixo comum e o reaproveitamento na empresa A6, e somente na A8 a venda esta presente. A frequencia com o maior intervalo na pesquisa, ou seja, anualmente, tambem os 4 tipos de destinacao encontrados na pesquisa de forma aleatoria nas empresas A1, A3, A4, A5 e A9. Vale lembrar que esta presente especificamente a doacao nas empresas A1, A4, A5, A9; a venda nas empresas A1, A3 e A9; o reaproveitamento e o lixo comum nas empresas A1, A3 e A4.

Quanto a satisfacao com o tempo de descarte, detectou-se que 56% estao satisfeitos e 44% nao estao, ou seja, pode-se considerar que um pouco mais da metade das empresas demonstrou opiniao diferente das demais. Observou-se que a empresa que faz a destinacao diariamente apresentou satisfacao quanto ao tempo de descarte; entretanto, pode-se verificar que ela destina os seus residuos no lixo comum. A empresa que apresentou tambem satisfacao em descartar os seus residuos semanalmente informou somente a doacao de diodos e capacitores eletronicos, ja que todo o restante dos residuos gerados, quando nao reaproveitados sao jogados no lixo comum. Percebe-se que a insatisfacao das empresas pesquisadas pode estar relacionada ao grande porte de seus residuos, os quais exigem grande espaco de armazenamento, que poderia ser utilizado na geracao de receitas, exceto no caso das empresas A2 (destina todos os residuos no lixo comum diariamente), A6 (reaproveita, vende ou doa os seus residuos e por fim joga em lixo comum o que nao tem utilidade mensalmente) e a A7 (descarta no lixo comum mensalmente quando os residuos nao e reaproveitado ou doado).

Em Colorado do Oeste, verifica-se no Grafico 8 que a empresa B9 e a unica que destina os REEE diariamente ao armazenamento e ao lixo comum. As tres empresas que destinam seus residuos ao armazenamento (B7), a venda (B12), ao lixo comum (B7 e B12), ao reaproveitamento (B12) e a devolucao (B6), os fazem semanalmente. Destas, somente a empresa B9 nao possui espaco de armazenamento para seus residuos. Apenas 1 empresa relatou destinar os seus residuos ao lixo comum e a devolucao de produtos em garantia trimestralmente. A maior frequencia verificada na pesquisa (anualmente), e tambem a mesma frequencia de descartes semanais. Logo, sao 5 dos 6 tipos de descartes presentes na amostra para 7 empresas, sendo eles: doacao (empresas B2 e B4), venda (empresa B5), coleta paga (empresas B5 e B8), lixo comum (empresas B1 a B4 e B11) e reaproveitamento (empresas B2, B4, B8 e B11).

Quanto a satisfacao com o tempo de descarte, observou-se que metade da amostra de empresas pesquisadas esta insatisfeita. Nas impressoes colhidas na entrevista, percebeu-se que a insatisfacao das empresas respondentes tambem pode estar relacionada ao grande porte de seus residuos, como ocorreu em Cerejeiras, exceto no caso das empresas B4, B5 e B9 que, mesmo demonstrando insatisfacao, relataram trabalhar com equipamentos menores.

4.1.5 Impactos financeiros na gestao dos REEE

Neste topico sera abordado o impacto financeiro na gestao de REEE nas empresas de assistencia tecnica de Cerejeiras e Colorado do Oeste. Primeiramente, o estudo avaliou a relacao entre as receitas e/ou despesas provenientes do descarte do e-lixo.

Em Cerejeiras, identificou-se que 5 empresas nao possuem nenhum tipo de impacto financeiro, sao elas, as empresas A2, A4 a A7, isso devido ao fato de destinarem os seus residuos para o lixo comum, doacao e reaproveitamento na assistencia. 4 empresas disseram possuir receitas provindas da venda de algum tipo de residuo, apresentando um percentual medio de 2%, em que o menor e 1% e o maior, 4%. Nenhuma empresa paga para descartar os seus residuos, o que nao incorre em despesas. Qualquer caso de receita, percebe-se pelo percentual que esses valores sao insignificantes. Em suma, pode-se inferir que nenhuma EAT de Cerejeiras aproveita o potencial de venda dos REEE.

No caso de Colorado do Oeste, identificou-se que 9 empresas nao possuem nenhum tipo de impacto financeiro, sao elas, as empresas B1 a B4, B6, B7 e B9 a B11, devido ao fato de destinarem os seus residuos para o lixo comum, reaproveitamento, doacao, devolucao de produtos ao cliente ou para a garantia e armazenamento na assistencia. 2 empresas possuem receitas com a venda de algum tipo de residuo, apresentando um percentual de 5% (B5) e 20% (B12). 2 empresas pagam para descartar os seus residuos, e essa participacao de despesa no faturamento da empresa equivale a 1% (B5) e 3% (B8). Assim, apenas a empresa B5 gera receitas e despesas na destinacao de seus residuos. Nos casos que apresentaram receitas e/ou despesas, e possivel inferir que, pelo percentual arrecadado, os valores sao insignificantes, exceto a empresa B12, que vende metais anualmente, cuja receita chega a 20% de todo o seu faturamento mensal. Em suma, apenas uma EAT aproveita o seu potencial de venda dos REEE. Este estudo nao considerou no impacto financeiro o custo de armazenamento ou reaproveitamento dos residuos. O fato e que, as EAT de ambas as cidades pesquisadas nao utilizam mecanismos contabeis de mensuracao que possam dar melhor subsidio aos relatorios gerenciais. Contudo, e possivel inferir que, nas cidades pesquisadas, o faturamento com o descarte de residuos ainda nao e visto como oportunidade de negocios economicamente viavel.

5 CONSIDERACOES FINAIS

Os diversos achados apurados na pesquisa apontam para uma melhor compreensao de alguns aspectos determinantes no processo de destinacao de REEE. De inicio, ao examinar a legislacao brasileira vigente, foi possivel perceber que a Constituicao Federal de 1988 foi a primeira a retratar que todos tem o direito de ter um meio ambiente ecologicamente equilibrado, e que e dever do poder publico zelar por ele. Em seguida, com a instituicao da Politica Nacional de Residuos Solidos (PNRS) pela Lei 12305/2010, foi possivel notar alguns avancos significativos no que tange a regulamentacao do descarte dos REEE, estabelecendo assim, a responsabilidade ambiental compartilhada, na qual todos os participantes do ciclo de vida dos EEE sejam juridicamente responsaveis pelo descarte correto. A PNRS entende que a melhor maneira de descartar os residuos e atraves da logistica reversa.

Outra constatacao da pesquisa foi que, com a TI Verde e possivel combater as praticas de descarte indevido e tornar a rotina das empresas ecologicamente correta, orientando as entidades a estabelecerem acoes preventivas e corretivas, primando pela sustentabilidade. As assistencias tecnicas em EEE, neste caso, sao vistas como sendo participantes do ciclo da logistica reversa e parte interessada no uso da TI Verde. No entanto, verificou-se que esse engajamento, de fato, nao acontece no cotidiano dessas empresas. Constatou-se que das 9 empresas pesquisadas em Cerejeiras, e das 12 em Colorado do Oeste, nenhuma executa a logistica reversa como pratica de descarte. A maioria nao o faz por desconhece-la totalmente.

Quanto ao mapeamento da gestao do descarte do e-lixo em assistencias tecnicas de EEE, apurou-se que as duas cidades geram juntas, apenas neste segmento (EAT), 1,38 toneladas de lixo por mes, que corresponde a uma media mensal de 63,26 kg por empresa. E que as formas de descarte mais comuns dos REEE sao a doacao, o lixo comum, o reaproveitamento e a venda.

Com excecao de uma empresa que mostrou ganhar com a venda dos residuos uma participacao de 20% em seu faturamento mensal, percebe-se que o impacto financeiro, em ambas as cidades pesquisadas e insignificante, uma vez que nao ha geracao de receita significativa, proveniente de venda dos residuos, nem ha geracao de despesa significativa relacionada ao pagamento pelo recolhimento dos residuos por empresas especializadas no descarte correto do e-lixo. Ha que se destacar que a pesquisa nao considerou no impacto financeiro o custo de armazenamento ou reaproveitamento dos residuos, devido, entre outros fatores, a nao utilizacao de mecanismos contabeis de mensuracao adequada. Entretanto, e possivel inferir que, nas cidades pesquisadas, o faturamento com o descarte de residuos ainda nao e uma realidade economicamente viavel.

A pesquisa limitou-se a estudar apenas duas cidades do estado de Rondonia (Cerejeiras e Colorado do Oeste). O estudo tambem foi delimitado para se fazer um levantamento da gestao dos REEE apenas em assistencias tecnicas naquelas cidades, que possuem registro formal (CNPJ), excluindo assim, as EAT que atuam na informalidade. Recomenda-se a replicacao deste estudo nas demais cidades do estado de Rondonia, a fim de se obter um diagnostico da situacao do descarte de REEE, bem como para fins de analises comparativas dos resultados alcancados nesses municipios, apontando para a proposicao de politicas publicas mais efetivas quanto a gestao dos REEE no Brasil. Alem disso, caberia uma investigacao sobre a viabilidade economico-financeira da criacao de empresas ou cooperativas de recolhimento, triagem e/ou reciclagem destes residuos nos municipios ja pesquisados.

AOS--Amazonia, Organizacoes e Sustentabilidade

Amazon, Organizations and Sustainability

DOI--http://dx.doi.org/10.17800/2238-8893/aos.v7n2jul/dez2018p69-80

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Wellington Silva Porto (1)

Jose Arilson de Souza (2)

Kamilla Silva Campos (3)

Mauricio Assuero Lima de Freitas (4)

(1) Mestre em Engenharia de Producao pela Universidade Federal de Santa Catarina--UFSC. Doutorando em Ciencias Contabeis pelo Programa de Pos-Graduacao em Ciencias Contabeis da Universidade Federal de Pernambuco--UFPE (PPGCC). E-mail: wsporto@unir.br

(2) Doutor em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela Fundacao Universidade Federal de Rondonia--UNIR. Docente do curso de Ciencias Contabeis da Fundacao Universidade Federal de Rondonia--UNIR, campus de Vilhena. E-mail: professorarilson@hotmail.com

(3) Graduada em Ciencias Contabeis pela Fundacao Universidade Federal de Rondonia--UNIR. Colaboradora do Banco Bradesco S/A, em Colorado do Oeste/RO.

(4) Doutor em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco--UFPE. Docente do Programa de Pos-Graduacao em Ciencias Contabeis da Universidade Federal de Pernambuco--UFPE (PPGCC). E-mail: massuero@ig.com.br

(5) Intendente de Informatica de uma empresa.

(6) Termo tambem associado aos Residuos de Equipamentos Eletroeletronicos.

(7) Disponivel em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6b/Brazil_Rondonia_location_ map. svg/715px-Brazil_Rondonia_location_map.svg.png>. Acesso em: 08 jan. 2017.

(8) Disponivel em: <http://mochileiro.tur.br/rondonia-mapa-estado-brasil.jpg>. Acesso em: 08 jan. 2017.

Caption: Figura 1--Municipios de Cerejeiras e Colorado do Oeste, cenarios deste estudo.

Caption: Grafico 1--Faturamento mensal (expresso em R$) das EAT de Cerejeiras/RO

Caption: Grafico 2--Faturamento mensal (expresso em R$) das EAT de Colorado do Oeste/RO

Caption: Grafico 3--Quantidades de REEE gerados mensalmente nas EAT de Cerejeiras/RO

Caption: Grafico 4--Quantidades de REEE gerados mensalmente nas EAT de Colorado do Oeste/RO

Caption: Grafico 5--Tipos comuns de descartes dos REEE nas EAT de Cerejeiras/RO

Caption: Grafico 6--Tipos comuns de descartes dos REEE nas EAT de Colorado do Oeste/RO

Caption: Grafico 7--Frequencia do descarte do e-lixo das EAT em Cerejeiras/RO

Caption: Grafico 8--Frequencia do descarte do e-lixo das EAT em Colorado do Oeste/RO
Quadro 1--Categorias de Equipamentos Eletricos e Eletronicos (EEE)

Categoria              EXEMPLO DE EQUIPAMENTOS

1. Eletrodomesticos    Refrigeradores, fogoes, maquinas de
de grande porte        lavar e secar roupas, micro-ondas,
                       lava-loucas, ar condicionado, freezer;

2. Eletrodomesticos    Aspirador de po,ferro de passar roupa,
de pequeno porte       torradeiras, fritadeiras, facas
                       eletricas, relogios de parede e pulso,
                       secador de cabelo;

3. Equipamentos de     Impressoras, mainframes, computadores,
TI e telecomunicacao   laptop, notebook, tablet, calculadoras,
                       aparelho de fax, celular, telefone;

4. Equipamentos de     Aparatos para radio e TV, camara de
consumo e paineis      video, gravadores de hi-fi,
fotovoltaicos          amplificadores de audio, instrumentos
                       musicais e paineis fotovoltaicos;

5. Equipamentos de     Luminarias para lampadas fluorescentes
iluminacao             (exceto domesticas), lampadas
                       fluorescentes, lampadas fluorescentes
                       compactas, lampada de vapor de sodio,
                       lampada de halogenio;

6. Ferramentas         Serras, esmeril, furadeiras, maquinas de
eletroeletronicas      corte, parafusadeiras, ferramentas de
                       atividades de jardinagem, maquinas de
                       solda;

7. Equipamentos de     Trens e carros eletricos, video game,
lazer, esporte e       console de video game, computadores para
brinquedos             ciclismo, corrida, equipamentos de
                       esporte;

8. Equipamentos        Equipamentos de radioterapia,
medicos                cardiologia, dialise, medicina nuclear,
                       analise de laboratorio, freezers;

9. Instrumentos de     Detector de fumaca, regulador de
monitoramento e        aquecimento ou resfriamento,
controle               termostatos, equipamentos de
                       monitoramento para uso domestico ou
                       industrial;

10. Caixas de          Dispenseres de bebida, produtos solidos,
autoatendimento        dinheiro, entre outros;

11. Outros             Outras categorias nao consideradas
                       anteriormente;

Fonte: Adaptado de Xavier & Carvalho (2014, p. 20)
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Author:Porto, Wellington Silva; de Souza, Jose Arilson; Campos, Kamilla Silva; de Freitas, Mauricio Assuero
Publication:AOS-Amazonia, Organizacoes e Sustentabilidade
Date:Jul 1, 2018
Words:8440
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