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Culicidae (Insecta: Diptera) em area de Floresta Atlantica, no Estado do Parana, Brasil.

Introdução

A acao antropica, em ambientes de floresta primaria, gera mudancas que podem favorecer a proliferacao de algumas especies de Culicidae, em detrimento de outras que se deslocam para outros locais ou acabam sendo extintas (Forattini e Massad, 1998). Dorville (1996), baseando-se nestas alteracoes, propos a utilizacao de determinadas especies de Culicidae como indicadoras do grau alto de degradacao ambiental, e aponta quatro grupos como bioindicadores: Anopheles (Kerteszia) cruzii Dyar & Knab, 1908, em ambientes florestais preservados, Aedes scapularis (Rondani, 1848) e tribo Mansoniini em ambientes altamente alterados, e especies que se desenvolvem em ocos de arvores, denominadas THB ("tree-hole breeders"), como por exemplo, Haemagogus e Microculex em ambientes intermediarios.

No Estado do Parana, a entomofauna culicidiana, na regiao de Floresta Atlantica, ainda e pouco conhecida, e restringe-se ao levantamento realizado por Lozovei (1998) sobre as formas larvais de mosquitos dendricolas ocorrentes nesta regiao. O presente estudo tem como objetivo analisar a composicao e riqueza de Culicidae, em dois ambientes em area de Floresta Atlantica, e avaliar se as especies encontradas indicam o grau de preservacao dos fragmentos estudados.

Material e métodos

Descrição da área de estudo

A area dos Mananciais da Serra localiza-se no municipio de Piraquara, Estado do Parana, e constitui unidade de conservacao da Floresta Atlantica. A formacao vegetacional constitui zona de contato entre a Floresta Ombrofila Mista (20%) e a Floresta Ombrofila Densa (80%). Nesta area, localizam-se a Represa de Piraquara, o Centro de Educacao Ambiental Mananciais da Serra (CEAM), propriedades rurais pequenas e uma aldeia de indios guaranis. O clima da regiao, segundo a classificacao de Koeppen, e do tipo Cfb, pluvial temperado sempre umido, com geadas frequentes no inverno e ausencia de estacao seca (Lacerda, 1999; Struminski, 2001). Durante o periodo analisado, a temperatura media esteve em torno de 19,3 [degré]C, umidade relativa do ar entre 62 e 92%, e a precipitacao acumulada foi de 757 mm.

As coletas foram realizadas em dois fragmentos florestais, denominados Trilha e Carvalho. O Carvalho (25*29'46.5"S; 48*59'42.3"W) localiza-se a 1.032 metros de altitude, a 7,2 km da Trilha, e faz parte da formacao primaria da Floresta Ombrofila Densa Altomontana, que se caracteriza pela alta densidade arborea. As arvores possuem altura media de quatro metros e troncos de diametro pequeno (10-20 cm), cobertos por liquens e epifitas; destacando-se bromelias grandes (Lacerda, 1999; Struminski, 2001; Koehler et al., 2002). A Trilha (25*29'33.5"S; 48*59'42.3"W) e um remanescente de mata inserido em area de pastagem, formado por arvores esparsas que propiciam grau alto de insolacao no seu interior, localiza-se nas proximidades da Represa de Piraquara e Centro de Educacao Ambiental Mananciais da Serra (CEAM), a 930 metros de altitude.

Amostragem

Em cada ambiente, as coletas foram realizadas na vegetacao em nivel do solo e ate um metro de altura, durante 30 minutos, utilizando-se um aspirador eletrico manual modificado, segundo Nasci (1981), entre 08 e 12h, nos meses de dezembro/2002 a maio/2003, totalizando 1518 minutos de captura.

No laboratorio de Entomologia Medica e Veterinaria da Universidade Federal do Parana, os exemplares de Culicidae foram montados em alfinetes entomologicos e, quando necessarias, foram montadas as genitalias masculinas em laminas permanentes para identificacao, de acordo com Lane (1953), Galindo et al. (1954), Forattini (1965), Harbach e Apperson (1992), Harbach (1994), Guimaraes (1997) e Forattini (2002). O material identificado foi depositado na Colecao Entomologica "Padre Jesus Santiago Moure", Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Parana.

Análise dos dados

A riqueza (S) foi calculada pela somatoria do numero de especies, segundo Moreno (2001). Para determinar as especies dominantes foi empregado o indice de dominancia de Kownacki (1971): especies dominantes correspondem os valores entre 10 [inférieur ou égal à] d [inférieur ou égal à] 100, subdominantes 1 [inférieur ou égal à] d [inférieur ou égal à] 9,99 e naodominantes 0 [inférieur ou égal à] d [inférieur ou égal à] 0,99.

Para verificar se as especies de Culicidae se diferenciaram entre os ambientes foi realizada uma analise de gradiente indireto, a Analise de Correspondencia (CA) (Ter Braak, 1996), a partir dos dados de abundancia e composicao taxonomica. Os pressupostos de normalidade (Shapiro-Wilks; [alpha] = 0,05) e homocedasticidade (Levene, [alpha] = 0,05) foram testados, e a analise de variancia (Anova) foi empregada para avaliar diferencas significativas ([alpha] = 0,05) entre os escores dos eixos 1 e 2 da CA. As analises foram realizadas, utilizando-se o programa PC-ORD (versao 4.0) e Statistica versao 7.0.

Resultados

Foram identificadas 48 especies de 636 especimes de Culicidae. Os maiores valores de riqueza foram observados no Carvalho (S = 37). Nesse ambiente, a tribo Sabethini representou 54% das especies e, dentre os sabetinos, foram registradas ocorrencias novas: Sabethes (Sabethinus) idiogenes (Harbach, 1994), para o Brasil, e Sabethes (Sabethinus) xyphydes Harbach, 1994, para o Estado do Parana (Tabela 1).

Trichoprosopon pallidiventer Lutz, 1905 foi a unica especie dominante no Carvalho e na Trilha Ochlerotatus (Ochlerotatus) scapularis (Rondani, 1848) e Psorophora (Janthinosoma) ferox (Von Humboldt, 1819). Anopheles (Kerteszia) cruzii Dyar & Knab, 1908 foi registrada somente no Carvalho e Coquillettidia (Rynchotaenia) chrysonotum (Peryassu, 1922), apenas na Trilha (Tabela 1).

Para a analise de correspondencia (CA), foram retidos para interpretacao o eixo 1, com autovalor de 0,60, e o eixo 2, com autovalor de 0,44 (Figura 1). A distribuicao espacial das especies de Culicidae, no grafico da CA, diferenciou-se entre os ambientes. No Carvalho, a composicao taxonomica constituiuse principalmente de especies da tribo Sabethini, Anopheles (Kerteszia) cruzii e culicineos do subgenero Microculex, e na Trilha por especies da tribo Culicini e Aedini. A Anova nao-parametrica, realizada a partir dos escores gerados pelo eixo 1 da CA, revelou que as especies de Culicidae se diferenciam significativamente entre os ambientes (H = 31,68; p = 0,00).

Discussão

A grande extensao e complexidade vegetacional dos Mananciais da Serra formam um verdadeiro mosaico que incluem areas de pastagem altamente antropizadas e matas com graus diferentes de preservacao. Esta heterogeneidade de habitats viabiliza o desenvolvimento de especies de Culicidae com habitos hematofagicos e comportamentais variados.

As especies da tribo Sabethini e do subgenero Microculex sao caracteristicas de ambientes silvestres (Lane e Whitman, 1951; Lane, 1953; Forattini, 1965; Dorville, 1996; Forattini, 2002) e sua predominancia no Carvalho sugere reduzida acao antropica. Entretanto, a proporcao de sabetinos nao e o unico fator que pode caracterizar a area como primaria, a abundancia de Kerteszia deve ser considerada e superior as especies de Culicinae (Forattini et al., 1986a). Kerteszia e dominante em formacoes primarias da Floresta Atlantica nas regioes sul e sudeste do Brasil (Forattini et al., 1996), principalmente Anopheles (Kerteszia) cruzii cuja capacidade de domiciliacao e praticamente inexistente (Forattini et al., 2000).

[FIGURE 1 OMITTED]

No Carvalho, Anopheles (Kerteszia) cruzii foi considerada especie nao-dominante. O metodo utilizado, em nivel do solo e no periodo diurno, provavelmente, nao contemplou de maneira significativa a coleta desse culicideo, mas o simples registro pode ser indicativo de que o Carvalho e formado por mata primaria, embora seja necessario investigacao mais detalhada da regiao. Neste ambiente, observou-se maior numero de especies de Culicidae, inclusive com registros novos para o Brasil e Parana. Pesquisas realizadas por Turner et al. (1996) e Laurance et al. (2002) corroboram os resultados obtidos no presente estudo e revelam que areas de floresta continua, similares ao Carvalho, tendem a maior riqueza quando comparadas a areas fragmentadas, como a Trilha.

As alteracoes fisicas e bioticas, resultantes do processo de fragmentacao, como a diminuicao do numero de habitats induzem, inevitavelmente, a extincao local ou a migracao das especies silvestres e ao consequente estabelecimento das especies naosilvestres de Culicidae. Na Trilha, nao foi observada a ocorrencia das especies caracteristicas de areas florestais preservadas como, por exemplo, os anofelinos do subgenero Kerteszia, entretanto Ochlerotatus (Ochlerotatus) scapularis e Psorophora (Janthinosoma) ferox, comuns em ambientes profundamente alterados (Teodoro et al., 1994), foram dominantes. De acordo com Dorville (1996), o numero reduzido de sabetinos e a ausencia de anofelinos, similarmente ao observado na Trilha, sugerem grau alto de degradacao ambiental.

Forattini et al. (1978) tambem registraram a dominancia de Ochlerotatus (Ochlerotatus) scapularis em areas residuais de Floresta Atlantica, no Estado de Sao Paulo. Essa especie possui vantagem competitiva em relacao aos demais culicideos, pois possui periodo curto de desenvolvimento larval e alta capacidade sinantropica (Forattini, 1965; Machado-Allison, 1981; Urbinatti et al., 2001; Casanova e Prado, 2002). A abundancia de Ochlerotatus (Ochlerotatus) scapularis, em ambientes alterados, pode estar relacionada ao habito hematofagico das femeas que se alimentam principalmente sobre mamiferos, especialmente o homem e animais domesticos (Forattini et al., 1986b e 1989; Teodoro et al., 1994; Almiron e Brewer, 1996).

Conclusão

A composicao e riqueza das especies de Culicidae diferenciaram-se entre os ambientes estudados, provavelmente, influenciadas pelo estado de preservacao dos fragmentos florestais. Os maiores valores de riqueza e predominio de especies silvestres no Carvalho, como os representantes da tribo Sabethini e Kerteszia, sugerem reduzida acao antropica e, de modo contrario, a dominancia de especies nao-silvestres na Trilha, principalmente Ochlerotatus (Ochlerotatus) scapularis, indicam grau alto de degradacao ambiental.

Agradecimentos

A Profa. Dra. Maria Anice Mureb Sallum--Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saude Publica--USP, pelo auxilio na identificacao das especies de Culicidae. Aos amigos, M.Sc. Jonny Duque Luna e M.Sc. Felipe Vivallo, pelas sugestoes durante a elaboracao do artigo.

Received on May 30, 2007. Accepted on January 22, 2008.

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Adriana Félix do Anjos (1)* e Mario Antonio Navarro-Silva (2) (1) Programa de Pós-graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais, Universidade Estadual de Maringá, Av. Colombo, 5790, 87020-900, Maringá, Paraná, Brasil. (2) Departamento de Zoologia, Setor de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná, Brasil. *Autor para correspondência. E-mail: drianjos53@yahoo.com.br
Tabela 1. Valores do índice de dominância de Komnacki e riqueza das
espécies de Culicidae, coletadas no Carvalho e na Trilha, nos
meses de dezembro de 2002 a maio de 2003.

Tribo              Espécie

                  Anopheles       (Kerteszia)
Aedini           Ochlerotatus    (Ochlerotatus)
                 Ochlerotatus    (Ochlerotatus)
                 Ochlerotatus    (Ochlerotatus)
                 Ochlerotatus    (Ochlerotatus)
                 Ochlerotatus    (Ochlerotatus)
                 Ochlerotatus    (Ochlerotatus)
                 Ochlerotatus    (Ochlerotatus)
                  Psorophora     (Janthinosoma)
Culicini            Culex          (Carollia)
                    Culex           (Culex)
                    Culex           (Culex)
                    Culex           (Culex)
                    Culex           (Culex)
                    Culex           (Culex)
                    Culex           (Culex)
                    Culex           (Culex)
                    Culex           (Culex)
                    Culex        (Melanoconion)
                    Culex         (Microculex)
                    Culex         (Microculex)
                    Culex         (Microculex)
                    Culex         (Microculex)
                    Culex              --
Mansoniini      Coquillettidia   (Rynchotaenia)
Sabethini          Limatus             --
                   Onirion             --
                  Runchomyia      (Runchomyia)
                  Runchomyia      (Runchomyia)
                   Sabethes            --
                   Sabethes       (Peytonulus)
                   Sabethes       (Sabethinus)
                   Sabethes       (Sabethinus)
                   Sabethes       (Sabethinus)
                   Sabethes       (Sabethinus)
                 Shanonniana           --
                Trichoprosopon         --
                Trichoprosopon         --
                   Wyeomyia       (Phoniomyia)
                   Wyeomyia       (Phoniomyia)
                   Wyeomyia       (Phoniomyia)
                   Wyeomyia       (Phoniomyia)
                   Wyeomyia       (Phoniomyia)
                   Wyeomyia       (Phoniomyia)
                   Wyeomyia        (Wyeomyia)
                   Wyeomyia        (Wyeomyia)
Uranotaeniini    Uranotaenia     (Uranotaenia)
                 Uranotaenia     (Uranotaenia)
Riqueza (S)

Tribo              Espécie

                  Anopheles           cruzii Dyar & Knab, 1908
Aedini           Ochlerotatus         crinifer (Theobald, 1903)
                 Ochlerotatus           hastatus (Dyar, 1922)
                 Ochlerotatus         nubilus (Theobald, 1903)
                 Ochlerotatus         oligopistus (Dyar, 1918)
                 Ochlerotatus        scapularis (Rondani, 1848)
                 Ochlerotatus         serratus (Theobald, 1901)
                 Ochlerotatus          terrens (Walker, 1956)
                  Psorophora         ferox (Von Humboldt, 1819)
Culicini            Culex                        sp.
                    Culex               acharistus Root, 1927
                    Culex                 bidens Dyar, 1922
                    Culex            coronator Dyar & Knab, 1906
                    Culex           declarator Dyar & Knab, 1906
                    Culex         dolosus (Lynch Arribálzaga, 1891)
                    Culex                 lygrus Root, 1927
                    Culex            nigripalpus Theobald, 1901
                    Culex                usquatus Dyar, 1918
                    Culex            pilosus (Dyar & Knab, 1906)
                    Culex          elongatus Rozeboom & Komp, 1950
                    Culex              imitator Theobald, 1903
                    Culex              microphyllus Root, 1927
                    Culex               neglectus Lutz, 1904
                    Culex                     ocellatus
Mansoniini      Coquillettidia      chrysonotum (Peryassú, 1922)
Sabethini          Limatus            durhamii (Theobald, 1901)
                   Onirion             personatum (Lutz, 1904)
                  Runchomyia       reversa Lane & Cerqueira, 1942
                  Runchomyia      theobaldi Lane & Cerqueira, 1942
                   Sabethes                      sp.
                   Sabethes            aurescens (Lutz, 1905)
                   Sabethes          undosus (Coquillett, 1905)
                   Sabethes           idiogenes (Harbach, 1994)
                   Sabethes           intermedius (Lutz, 1904)
                   Sabethes            xyphydes Harbach, 1994
                 Shanonniana        fluviatilis (Theobald, 1903)
                Trichoprosopon          compressum Lutz, 1905
                Trichoprosopon        pallidiventer Lutz, 1905
                   Wyeomyia        antunesi Lane & Cerqueira, 1937
                   Wyeomyia        edwardsi Lane & Cerqueira, 1942
                   Wyeomyia       galvaoi (Côrrea & Ramalho, 1956)
                   Wyeomyia        pallidoventer (Theobald, 1907)
                   Wyeomyia      quasilongirostris (Theobald, 1907)
                   Wyeomyia      theobaldi (Lane & Cerqueira, 1942)
                   Wyeomyia         limai Lane & Cerqueira, 1942
                   Wyeomyia                mystes/finlayi
Uranotaeniini    Uranotaenia        calosomata Dyar & Knab, 1907
                 Uranotaenia            lowii Theobald, 1901
Riqueza (S)

Tribo              Espécie        Carvalho      Trilha

                  Anopheles         0,32          --
Aedini           Ochlerotatus       0,06         0,65
                 Ochlerotatus        --          0,03
                 Ochlerotatus       0,01         1,80
                 Ochlerotatus        --          0,08
                 Ochlerotatus       0,68        11,27
                 Ochlerotatus       0,04         1,75
                 Ochlerotatus       0,13          --
                  Psorophora        0,11        12,26
Culicini            Culex           0,25
                    Culex           0,01         0,03
                    Culex           0,04         0,11
                    Culex            --          0,22
                    Culex            --          0,44
                    Culex            --          0,08
                    Culex            --          0,06
                    Culex            --          0,44
                    Culex            --          0,25
                    Culex            --          0,03
                    Culex           0,71         0,00
                    Culex           5,35         0,78
                    Culex           1,36         0,03
                    Culex           1,62          --
                    Culex           0,26          --
Mansoniini      Coquillettidia       --          0,25
Sabethini          Limatus          0,01         0,03
                   Onirion          2,05          --
                  Runchomyia        3,77          --
                  Runchomyia        0,22          --
                   Sabethes          --          0,03
                   Sabethes         2,13          --
                   Sabethes         0,01          --
                   Sabethes         0,01          --
                   Sabethes         0,22          --
                   Sabethes         0,10          --
                 Shanonniana        6,08         0,03
                Trichoprosopon      0,01          --
                Trichoprosopon     13,78         0,03
                   Wyeomyia         2,20          --
                   Wyeomyia         0,78          --
                   Wyeomyia         0,10          --
                   Wyeomyia         0,01          --
                   Wyeomyia         0,13         0,03
                   Wyeomyia         0,22          --
                   Wyeomyia         0,71          --
                   Wyeomyia         0,04          --
Uranotaeniini    Uranotaenia        0,02          --
                 Uranotaenia        0,01          --
Riqueza (S)                          37           26

Índice de dominância de Kownacki (1971): espécies dominantes
correspondem aos valores entre 10 [inférieur ou égal à] d
[inférieur ou égal à] 100, subdominantes 1 [inférieur ou égal à]
d [inférieur ou égal à] 9,99 e não--dominantes 0
[inférieur ou égal à] d [inférieur ou égal à] 0,99.
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Title Annotation:texto en portugués
Author:Do Anjos, Adriana Félix; Navarro-Silva, Mario Antonio
Publication:Acta Scientiarum Biological Sciences (UEM)
Date:Jan 1, 2008
Words:3034
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