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Correlation between speech pathology screening and diagnosis of children aged 0-12 years/Concordancia entre classificacao das queixas obtidas nas triagens e diagnostico fonoaudiologico de criancas de 0-12 anos.

INTRODUCAO

O ponto de partida fundamental para qualquer tipo de atendimento fonoaudiologico e saber qual e a queixa, ou, o motivo pelo qual o individuo procurou um fonoaudiologo. A queixa deve ser o centro do planejamento terapeutico da equipe, pois ela e a motivacao da pessoa para procurar e aderir ao tratamento. E imprescindivel a colaboracao do paciente, pois o fonoaudiologo trabalha com mudancas de padroes e/ou de habitos ja instalados [1,2].

Muitas pessoas que procuram o fonoaudiologo sao encaminhadas por outros profissionais da saude (cirurgioes dentistas, medicos, etc) ou da educacao sem saberem como e realizada a intervencao fonoaudiologica e se ha necessidade concreta em realiza-la. E, principalmente, sem que a queixa seja efetivamente do paciente ou responsavel, e sim desse profissional que encaminhou. E no levantamento da queixa que se assegura estas questoes com a finalidade de compreender o interesse do individuo pelo tratamento e seu envolvimento nele [1,2].

E comum o paciente estar em atendimento fonoaudiologico, sem saber o que esta ciencia aborda em seu trabalho e o que ela pode contribuir para a sua qualidade de vida. Em uma pesquisa sobre o conhecimento que os acompanhantes de pacientes de uma clinica escola de Fonoaudiologia tem sobre a atuacao dos fonoaudiologos, verificou-se uma percepcao restrita em relacao a atuacao do fonoaudiologo dentro de sua profissao e o que este pode oferecer a populacao quanto a promocao de saude e prevencao de agravos. Nesta pesquisa, a maioria dos participantes respondeu que o fonoaudiologo e quem trabalha com a fala e a audicao, visando melhorar a comunicacao, a qualidade de vida e o relacionamento social do individuo [3].

A entrevista inicial possui um papel importante para enunciacao da queixa, devendo ser configurada como um espaco de escuta e acolhimento ao paciente que neste momento deve colocar seu sofrimento relacionado ao(s) sintoma(s) [4]. Por queixa entende-se a manifestacao espontanea, por parte do paciente, com relacao a agravos e prejuizos fisicos causados por qualquer alteracao na area da fonoaudiologia. O acolhimento auxilia a definicao das prioridades diante das necessidades de atencao da pessoa que busca atendimento fonoaudiologico.

O resultado da avaliacao fonoaudiologica, por sua vez, deve oferecer condicoes suficientes para o diagnostico, prognostico, plano terapeutico e possiveis encaminhamentos para a efetiva resolutividade dos problemas identificados 25. Desta forma, o fonoaudiologo deve definir se o paciente necessita ou nao de terapia, definir um projeto terapeutico singular, no qual fiquem esclarecidas as necessidades e limitacoes da intervencao, exames complementares necessarios, encaminhamentos ou parcerias com outros profissionais e discutir conjuntamente suas condicoes para inicia-la, se precisa de encaminhamentos para outros profissionais, assim como, no caso de iniciar um atendimento fonoaudiologico, quais seriam os limites desse trabalho [2].

O objetivo deste estudo e analisar a concordancia entre as classificacoes das queixas fonoaudiologicas relatadas na triagem com os resultados das avaliacoes fonoaudiologicas especificas de cada area em uma clinica-escola de Fonoaudiologia no sul do Brasil.

METODOS

Este e um estudo descritivo, retrospectivo, transversal. Foi desenvolvido na clinica-escola Fonoaudiologia do Curso de Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), localizada na Faculdade de Odontologia. Aprovado sob numero 137.238 pelo Comite de Etica em Pesquisa - CEP/UFRGS, que dispensou a assinatura de TCLE devido ao perfil da pesquisa.

Os dados foram coletados a partir dos prontuarios das criancas com idade ate 12 anos, atendidos por fonoaudiologos e estagiarios na referida clinica-escola, no periodo de Marco de 2010 a Outubro de 2012. A demanda da clinica-escola de Fonoaudiologia e constituida por pessoas que buscam atendimento espontaneamente ou por encaminhamentos de profissionais, pesquisas e outras clinica-escolas da faculdade. As clinicas de Odontologia, que funcionam no mesmo predio, fazem o maior numero de encaminhamentos.

De um total de 702 triagens realizadas, 544 foram catalogados em um banco de dados, pois os demais (22,5%) nao se encontravam preenchidos de forma correta ou estavam incompletos, sendo este o criterio de exclusao da amostra. Apenas 133 prontuarios atenderam ao criterio de selecao--ter ate 12 anos de idade e possuir triagem e avaliacao completas--e, nesse caso, foram incluidos na amostra.

Os dados analisados foram retirados dos protocolos de triagens disponiveis na Clinica de Fonoaudiologia da UFRGS e dos dados de avaliacao/terapia, contidos nos prontuarios fonoaudiologicos pertencentes a supracitada clinica.

As variaveis identificadas para o estudo foram sexo, idade, escolaridade (na data da triagem), procedencia, resultado da triagem, numero de identificacao de queixas fonoaudiologicas e diagnostico fonoaudiologico.

As queixas fonoaudiologicas foram classificadas de acordo com os diversos aspectos da competencia de atuacao fonoaudiologica: Motricidade Orofacial, Fissura Labio-Palatina, Disturbio Fonologico, Queixa audiologica, Alteracoes Neurologicas, Deficits de Aprendizagem, Disfuncao Temporomandibular (DTM), Transtornos do Espectro Autista, Linguagem Oral, Fala, Disfluencia, Pessoas com Deficiencia (PcD), Voz, Disfagia e outros. E esta mesma classificacao foi utilizada na categorizacao dos diagnosticos fonoaudiologicos.

As queixas encontradas em cada prontuario foram comparadas com os diagnosticos atribuidos apos a avaliacao. Entao foi verificada a concordancia entre as queixas e os diagnosticos. O resultado deste levantamento foi comparado utilizando as variaveis: numero e identificacao de queixas e diagnosticos identicos.

Assim, foram classificados 3 grupos: Grupo 1 (G1)--totalmente em acordo: Quando houve queixas e diagnosticos identicos em numero e classificacao; Grupo 2 (G2)--Parcialmente em desacordo: Queixas e diagnosticos iguais, mas havendo outros associados discordando em numero ou em area da Fonoaudiologia. Grupo 3 (G3)--Totalmente em desacordo: Quando houvesse discordancia queixas e/ ou diagnostico em numero e classificacao.

A partir da analise das informacoes contidas nos prontuarios dos pacientes, os dados armazenados em planilha eletronica microsoft excel[R] foram transpostos para o programa de analise estatistica Statistical Programm for Social Sciences (SPSS) versao 17 e realizada estatistica descritiva (frequencia e percentuais).

RESULTADOS

Dos 133 prontuarios analisados a ocorrencia foi de 61% para o sexo masculino e 39% para o sexo feminino.

A media de idade foi de 7,2 meses (desvio padrao 2,75), sendo a minima de dois anos e cinco meses e a idade maxima de 12,9.

A Tabela 1 representa os dados referentes ao sexo, escolaridade e procedencia da populacao estudada.

A Figura 1 mostra os valores absolutos e percentuais de criancas atendidas pela clinica-escola em relacao a idade.

De acordo com a Figura 2, os grupos 1, 2 e 3 apresentam a classificacao em relacao a triagem e diagnostico. Houve pouca diferenca entre os valores dos grupos 1 e 2. Chama atencao o grupo 2 com altos valores demonstrando concordancia parcial entre os resultados da triagem e avaliacao. O grupo 3 aponta os resultados da discordancia, de numeros e classificacao, entre queixa e diagnostico. A Figura 3 revela a distribuicao do numero de queixas apresentado por paciente.

Nas triagens, as queixas que mais foram relatadas sao relacionadas a Motricidade Orofacial (34,9%), Fala (23,1%), Linguagem (13,4%), Fonologia (8,6%), Disfluencia (7,5%) e Aprendizagem (4,8%). Os diagnosticos mais encontrados foram: Motricidade Orofacial (39,8%), Fonologia (20,4%), Linguagem (11,8%), Fala (6,5%), Disfluencia (5,9%), Aprendizagem (5,4%).

O teste de frequencia mostrou a concordancia entre classificacao das queixas apresentadas pelos pacientes e os diagnosticos realizados apos a avaliacao fonoaudiologica, que podem ser observados na Tabela 2. A classificacao das queixas que obteve maior relacao com os diagnosticos foram: Motricidade Orofacial, Fonologia, Linguagem, Fala e Disfluencia. A classificacao das queixas e diagnosticos que tiveram total discordancia foram com relacao a voz. O teste ainda mostrou diagnosticos para os pacientes que nao tiveram queixas associadas: foram 19 casos, nos quais 8 Motricidade Orofacial, 3 Aprendizagem, 3 Voz, 2 outros, 1 Linguagem, 1 Fala e 1 Autismo.

DISCUSSAO

A maioria das pesquisas consultadas concorda com os achados deste estudo, nos quais a maior ocorrencia de encaminhamento para terapia fonoaudiologica e de pessoas do sexo masculino [6-13]. As explicacoes para esse fato nao sao consensuais, e um autor afirma que o cerebro dos meninos possui uma maturacao mais lenta que o das meninas 6. Outros estudos apontam para os fatores geneticos que sao determinantes na prevalencia de disturbios especificos de linguagem no sexo masculino [14,15].

Houve predominio nas idades de 4 a 6 anos, seguindo de 8 a 10 anos, ou seja, 42,1% das triagens e avaliacoes ocorreram em criancas com idade pre-escolar e escolar. Outros autores descrevem a relacao entre alteracoes fonoaudiologicas em idades semelhantes [7,11,12,16]. Vale ressaltar que na idade de 5 anos foi encontrado o maior numero de queixas (15,8%). Este dado ja foi levantado e concorda com a literatura [13].

A maior parte dos individuos reside na cidade de Porto Alegre, onde esta localizada a clinica-escola de Fonoaudiologia. Em pesquisa semelhante realizada em Salvador, Bahia8, os pesquisadores encontraram dado semelhante aos da presente pesquisa no que diz respeito ao logradouro dos pacientes que procuravam sua clinica-escola, sendo que 94,9% viviam na capital e apenas 5,1% em cidades vizinhas. Em outra pesquisa com objetivos semelhantes [11], os autores encontraram, da mesma forma, que 84,5% dos pacientes que procuravam o ambulatorio de fonoaudiologia ligado ao Hospital Universitario da USP (campus Ribeirao Preto) eram provenientes de Ribeirao Preto, e os demais de outras localidades do Estado de Sao Paulo.

Essa informacao sugere que os servicos vinculados as universidades sao importantes referencias para o municipio, em diferentes regioes do pais. No entanto, nao foi identificado o papel destas unidades na rede de atencao fonoaudiologica conveniada ao SUS local, nem dos municipios vizinhos, para avaliar o impacto do servico no acesso da populacao ao tratamento em fonoaudiologia.

Estudos apontam queixas de alteracoes de fala como as mais comuns no atendimento fonoaudiologico [7-9,12,16] nos servicos publicos. Em alguns trabalhos a queixa de Motricidade Orofacial vem em segundo lugar 7-9. Um levantamento realizado em uma clinica especializada em Linguagem refere que dentro desta area as maiores prevalencias foram de atraso de linguagem, disturbios de linguagem e disturbios de aprendizagem [11]. Uma pesquisa verificou que a baixa escolaridade esta relacionada as queixas auditivas, enquanto que a baixa renda esta associada a alteracoes da motricidade oral e vocal.

Os autores sugerem que as alteracoes fonoaudiologicas encontradas (Linguagem, Voz, Motricidade Orofacial e Queixas audiologicas) sofram interferencia do ambiente em que a pessoa vive [17].

No presente estudo a area da Linguagem foi dividida didaticamente em alguns pontos: Fonologia, Linguagem, Fala, Queixas Audiologicas, Disfluencia, Autismo e PcD. O grupo classificado como outros, teve baixa frequencia nas queixas e foi agrupado.

Estudos mostram a prevalencia no diagnostico de linguagem [8] e fala [7,17,18] na populacao. Em dois trabalhos, o diagnostico mais encontrado foi de alteracao na fala e o segundo de alteracoes de linguagem [7,8]. O presente estudo evidencia os diagnosticos mais encontrados: Motricidade Orofacial, Fonologia e Linguagem. Assim, o diagnostico de maior ocorrencia nao esta de acordo com os achados da literatura citada, mas o segundo e o terceiro combinam com o relato dessa literatura.

A classificacao da queixa de voz na triagem apresentou total discordancia com o diagnostico obtido na avaliacao, uma vez que os pacientes com esta queixa apresentaram, na realidade, alteracoes de Motricidade Orofacial. Embora nao encontremos na literatura nacional dados semelhantes aos desse estudo, pode-se refletir sobre o senso comum abrangencia do termo "voz", que a populacao em geral associa a qualquer problema relacionado ao "falar", desde a voz propriamente dita ate problemas de linguagem, fluencia e mesmo articulacao da fala.

Na faculdade de Odontologia X, a clinica-escola de Fonoaudiologia tem demanda livre e encaminhamentos dos projetos e atividades externas (estagios, pesquisas), porem uma parcela relevante decorre do atendimento fonoaudiologico prestado nas clinicas de pediatria, ortodontia e PcD da Odontologia. Os casos de PcD estao sendo atendidos por um projeto de extensao do curso de Fonoaudiologia da instituicao de origem.

Assim, o destaque ao diagnostico de Motricidade Orofacial pode ser justificado pela amostra, que contempla muitos pacientes encaminhados da clinica-escola da faculdade de Odontologia para a clinica-escola de Fonoaudiologia.

Para se obter dados com maior precisao, seria interessante padronizar as fichas clinicas, com opcoes especificas para classificacao de queixas e diagnosticos dentro da clinica-escola, pois estes dados foram preenchidos por varios alunos e profissionais diferentes. Sugere-se que desde a formacao do fonoaudiologo, este exerca a pratica utilizando ao menos o guia de consulta rapida da CID-10, elaborado pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia [19].

Em cada artigo consultado e observado uma nomenclatura diferente para as alteracoes fonoaudiologicas pesquisadas o que sugere a necessidade de padronizacao da nomenclatura em cada area da Fonoaudiologia 819. A literatura consultada usou nomenclaturas diferentes, como: desvio fonologico [9,13] desvio fonetico [12], atraso de linguagem [9], alteracao de linguagem [7], alteracao de fala [7,12], area da Linguagem 8. O Conselho Federal de Fonoaudiologia publicou um guia de consulta pratico para o CID-10, no qual grande parte das alteracoes fonoaudiologicas estao catalogadas [19], o que sugere a consulta dos profissionais para que a nomenclatura das alteracoes fonoaudiologicas possam ser registradas de maneira uniforme em todo o territorio nacional.

Alem disso, outros dados estavam ausentes nos prontuarios dos pacientes. Seria interessante a continuidade do registro das atividades para pesquisas com uma abrangencia maior de prontuarios. Outras pesquisas relatam a dificuldade em acessar os dados dos prontuarios pela mesma causa [10-16]. Sugere-se uniformidade nos registros dos prontuarios das instituicoes para registros mais adequados dos procedimentos, da producao e para realizacao de pesquisas mais fidedignas.

CONCLUSAO

O presente estudo buscou analisar a concordancia entre a classificacao das queixas relatadas na triagem e os resultados das avaliacoes fonoaudiologicas realizadas numa clinica-escola do sul do pais.

Os achados apontam maior ocorrencia para o sexo masculino, idade de 4 a 6 anos e a populacao residente no municipio de Porto Alegre.

O maior numero de queixas e diagnosticos foi para Motricidade Orofacial provavelmente devido a ao servico estar localizado junto as clinicas de Odontologia. Em seguida, aparecem as queixas e diagnosticos da area da Linguagem corroborando a literatura.

Houve concordancia entre os resultados da classificacao da triagem e do diagnostico. As queixas que obtiveram concordancia com o diagnostico foram: Fonologia, Motricidade Orofacial, Disfluencia e Linguagem. Em algumas sub-areas da Fonoaudiologia houve pouca concordancia em relacao as queixas e diagnosticos. A classificacao da queixa de voz na triagem apresentou total discordancia com o diagnostico obtido na avaliacao.

Tambem sugere-se padronizacao da nomenclatura dos diagnosticos fonoaudiologicos, utilizando-se o guia pratico da CID-10 elaborado pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, e a uniformidade nos registros dos prontuarios das instituicoes para levantamento de informacoes mais fidedignas, que permitam comparacao entre os diferentes servicos.

doi: 10.1590/1982-021620161818115

REFERENCIAS

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Liane Ribeiro Cesar (1)

Roberta Alvarenga Reis (2)

Fabiane Miron Stefani (3)

(1) Hospital ULBRA--Mae de Deus, Canoas, RS, Brasil.

(2) Departamento de Odontologia Preventiva e Social da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

(3) Universidade Federal de Santa Catarina, Florianopolis, SC, Brasil.

Conflito de interesses: inexistente

Recebido em: 11/06/2015

Aceito em: 21/10/2015

Endereco para correspondencia:

Fabiane Miron Stefani

Rua Reverendo Gelson

dos Santos Castro, 413

Florianopolis--SC--Brasil

CEP: 88048-340

E-mail: fastefani@gmail.com
Tabela 1. Perfil dos pacientes atendidos na clinica-escola de
Fonoaudiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul--sexo,
escolaridade e procedencia. (Porto Alegre, 2013)

Variaveis                       N     %

Sexo
Masculino                       81   60,9
Feminino                        52   39,1
Escolaridade
Ensino Fundamental Incompleto   86   64,7
Educacao Infantil               3    2,3
Nao informaram                  44   33,1
Municipio de Procedencia
Porto Alegre                    75   56,4
Viamao                          23   17,3
Gravatai                        2    1,5
Outros                          23   17,3
Nao informaram                  10   7,5

Tabela 2. Concordancia entre a classificacao das queixas e
diagnosticos realizados na clinica-escola de Fonoaudiologia da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. (Porto Alegre, 2013)

Classificacao            Concordam    Discordam do diagnostico
das Queixas               com o
                        diagnostico

Fonologia                   14        1 Motricidade Orofacial
                                           1 Disfluencia

Motricidade Orofacial       53              4 fonologia
                                          3 sem alteracao
                                               3 fala
                                           1 aprendizagem
                                               1 voz

Disfluencia                  7            2 sem alteracao
                                      2 Motricidade Orofacial
                                            2 Fonologia
                                            1 Linguagem;

Linguagem                   11              5 Fonologia
                                      3 Motricidade Orofacial
                                          2 sem alteracoes
                                           2 aprendizagem
                                               1 DTM
                                               1 PcD

Fala                         8            14 sem alteracao
                                            12 Fonologia
                                      3 Motricidade Orofacial
                                           3 Disfluencia
                                            2 Linguagem
                                          1 Aprendizagem;

Aprendizagem                 3            5 sem alteracao
                                            1 Linguagem

Queixa Audiologica           1        1 Motricidade Orofacial
                                               01 PcD

DTM                          1        1 Motricidade Orofacial
                                           0 1 Linguagem
                                              1 outros

Fissura                      1              1 Fonologia

PcD                          3              1 Linguagem
                                      1 Motricidade Orofacial

Voz                          0        1 Motricidade Orofacial

Sem queixa associada                  8 Motricidade Orofacial
                                           3 Aprendizagem
                                               3 Voz
                                              2 outros
                                            1 Linguagem
                                               1 Fala
                                             1 Autismo

Figura 1. Distribuicao dos pacientes triados e avaliados na
Clinica de Fonoaudiologia, segundo a idade (Porto Alegre, 2013).

2 anos    3,80%
3 anos    6,80%
4 anos    10,50%
5 anos    12%
6 anos    10,50%
7 anos    3,80%
8 anos    12%
9 anos    15,80%
10 anos   14,30%
11 anos   6,80%
12 anos   3,80%

Note: Table made from bar graph.

Figura 2. Distribuicao dos pacientes triados e avaliados, segundo
os classificadores da concordancia entre queixa e diagnostico (Porto
Alegre, 2013).

Grupo 1   47,40%
Grupo 2   46,60%
Grupo 3     6%

Note: Table made from bar graph.

Figura 3. Distribuicao do numero de queixas apresentado por
paciente (Porto Alegre, 2013).

1 queixa    69,90%
2 queixas   32,30%
3 queixas    3,80%

Note: Table made from bar graph.
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Title Annotation:texto en portugues
Author:Cesar, Liane Ribeiro; Reis, Roberta Alvarenga; Stefani, Fabiane Miron
Publication:Revista CEFAC: Atualizacao Cientifica em Fonoaudiologia e Educacao
Date:Jan 1, 2016
Words:3361
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