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Corn grain yield and dry mass of Brachiaria intercrops in the crop-livestock integration system/Produtividade de graos de milho e massa seca de braquiarias em consorcio no sistema de integracao lavoura-pecuaria.

INTRODUCAO

Dentre as premissas basicas para a sustentabilidade agropecuaria destacam-se a recuperacao das areas degradadas, a preservacao ambiental, o aumento da competitividade no mercado agricola, a reducao dos custos de producao, a agregacao de valores e o uso intensivo da area, principalmente sob lavoura, durante todo o ano, devendo ser mantidas as altas produtividades. Nesse contexto, uma das alternativas para se angariar todas essas premissas e a integracao lavoura-pecuaria (ILP) em sistema semeadura direta (SSD), envolvendo o cultivo de culturas graniferas e a producao pecuaria, com o minimo de interferencia entre elas, visando a gerar resultados socioeconomicos e ambientais positivos (KLUTHCOUSKI & YOKOYAMA, 2003; ALLEN et al., 2007).

A ILP tem se tornado opcao vantajosa, beneficiando duas atividades de importancia economica, proporcionando ganhos mutuos ao produtor, alem do que, a maioria das evidencias sugere que esse sistema possui melhores aspectos ambientais do que modernos sistemas de monocultura dependentes da alta utilizacao de insumos, como fertilizantes, inseticidas e herbicidas (ALLEN et al., 2007; SULC & TRACY, 2007).

Em areas de lavoura com solos devidamente corrigidos, foi preconizado o sistema consorciado de culturas graniferas com forrageiras tropicais, principalmente as do genero Brachiaria, o qual apresenta grandes vantagens, pois, na maioria dos casos, pouco altera o cronograma de atividades do produtor, e de baixo custo e nao exige equipamentos especiais para sua implantacao (KLUTHCOUSKI et al., 2000).

No entanto, o conhecimento do comportamento das especies na competicao por fatores de producao torna-se de grande importancia para o exito da produtividade satisfatoria da cultura de graos e da formacao da pastagem, evitando que a competicao existente entre as especies inviabilize o cultivo consorciado (KLUTHCOUSKI & YOKOYAMA, 2003).

Tal sistema tem sido objeto de estudo de varios pesquisadores na regiao do Cerrado, conforme revisoes realizadas por KLUTHCOUSKI et al. (2000), ALVARENGA et al. (2006), MACEDO (2009), EUCLIDES et al. (2010), os quais relataram que, no geral, a presenca da forrageira nao afetou a produtividade de graos de milho, bem como a deposicao do fertilizante de semeadura, misturado com as sementes da especie forrageira, em maiores profundidades, permite o atraso da emergencia, de maneira a diminuir a competicao com a cultura produtora de graos.

Outras formas de ILP com pastagens anuais de inverno, em cultivo exclusivo ou em consorcio de gramineas e leguminosas, tem sido estudadas na regiao Sul do Brasil (FONTANELI et al., 2006; SILVA et al., 2007; LUNARDI et al., 2008; CARVALHO et al., 2010), com resultados favoraveis principalmente em relacao ao aumento da produtividade de graos de milho e soja sobre os residuos das pastagens apos a dessecacao, conforme revisao de BALBINOT JUNIOR et al. (2009).

Contudo, a maioria dos trabalhos neste sistema de producao agricola avalia a utilizacao da Brachiaria brizantha e Brachiaria decumbens, havendo carencia de informacoes quanto a Brachiaria ruziziensis e a Brachiaria hibrido cv. 'Mulato II'. Alem disso, o sistema de consorcio tem sido estabelecido para producao de forragem entre o periodo de outono-primavera e, posteriormente, a dessecacao desta para o aporte de palha ao SSD, ou mesmo, apenas para formacao de palhada. Dessa forma, objetivou-se avaliar a produtividade de graos de milho e massa seca de especies de braquiarias em duas modalidades de consorcio na integracao lavoura-pecuaria no periodo de inverno-primavera em regiao de Cerrado.

MATERIAL E METODOS

O experimento foi desenvolvido no ano de 2006, na Fazenda de Ensino, Pesquisa e Extensao, pertencente a Faculdade de Engenharia, Campus de Ilha Solteira--FE/UNESP, area de Producao Vegetal, localizada no municipio de Selviria, MS (20[degrees]22'05"S e 51[degrees]22'02"W, altitude de 335m). O clima, conforme a classificacao de Koppen, e o tropical umido com estacao chuvosa no verao e seca no inverno, do tipo fundamental Aw, e a precipitacao media anual e de 1370mm. Os dados meteorologicos coletados no decorrer do estudo estao apresentados na figura 1.

O solo da area experimental foi classificado como Latossolo Vermelho distroferrico textura argilosa (EMBRAPA, 1999). Em julho de 2006, os atributos fisicos e quimicos na camada de 0 a 0,20m do solo da area experimental foram: densidade do solo = 1,25kg [dm.sup.-3]; macro, micro e porosidade total = 0,163, 0,314 e 0,477 [m.sup.3] [m.sup.-3], respectivamente; pH (Ca[Cl.sub.2]) = 5,2; MO = 26g [dm.sup.-3]; H+Al = 27 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3]; P (resina) = 24mg [dm.sup.-3]; [K.sup.+], [Ca.sup.2+] e [Mg.sup.2+] = 3,2; 24 e 13 [mmol.sub.c] [dm.sup.-3], respectivamente, e V = 60%. A area experimental apresentava um historico de quatro anos de SSD (cultura anterior feijao).

O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados, em esquema fatorial 4x2, com cinco repeticoes. Os tratamentos constituiram-se de quatro especies de braquiarias (Brachiaria brizantha cv. 'Marandu', Brachiaria decumbens, Brachiaria ruziziensis e Brachiaria hibrido cv. 'Mulato II') consorciadas na linha e a lanco, na semeadura da cultura do milho. Cada parcela foi constituida por 6 linhas de 10m de comprimento, espacadas em 0,90m, perfazendo uma area total de 54[m.sup.2]. O hibrido de milho utilizado foi o AG 2040 (hibrido simples), de ciclo medio, com finalidade para producao de graos.

[FIGURE 1 OMITTED]

Em 11/08/2006, realizou-se a dessecacao da area experimental, com a utilizacao dos herbicidas glyphosate, na dose de 1,44kg do ingrediente ativo (i.a.) [ha.sup.-1] e 2,4-D amina, na dose de 670g do i.a. [ha.sup.-1], utilizando volume de aplicacao de 250L [ha.sup.-1]. A semeadura do milho em consorcio com as forrageiras foi realizada em 15/08/2006, por meio de semeadora adubadora de discos para SSD, visando a atingir a densidade populacional de 60.000 plantas por hectare. As sementes de milho apresentavam indice minimo de germinacao de 95% e foram tratadas com o inseticida Thiodicarb, na dose de 700g do i.a. para 100kg de sementes. Independente da modalidade de consorciacao (linha ou lanco), as sementes forrageiras foram semeadas na quantidade de 450 pontos de valor cultural (VC) [ha.sup.-1], visando a estabelecer entre 8 e 10 plantas por [m.sup.2]. Nos tratamentos em que as forrageiras foram semeadas na linha do milho, as sementes foram misturadas ao adubo no momento da semeadura e acondicionadas no compartimento de fertilizante da semeadora adubadora sendo distribuidas na profundidade de 0,08m. Para a semeadura a lanco, as sementes de braquiaria foram distribuidas manualmente a lanco e incorporadas ao solo com uma operacao de gradagem na profundidade de 0,05m, antes da semeadura do milho. Das especies utilizadas, apenas as sementes de B. ruziziensis eram peletizadas, visto que algumas empresas vem preconizando a utilizacao destas em sistemas de ILP, sobretudo em consorcio com arroz, soja, milho e sorgo. A adubacao mineral de semeadura constou de 24kg [ha.sup.-1] de N, 84kg [ha.sup.-1] de [P.sub.2][O.sub.5] e 48kg [ha.sup.-1] de [K.sub.2]O (300kg [ha.sup.-1] do fertilizante 08-28-16). A area foi irrigada por aspersao (pivo central), quando necessario, em funcao de deficits hidricos, durante todo o periodo experimental.

A emergencia do milho ocorreu sete dias apos a semeadura (22/08/2006) e das forrageiras em 26/ 08/2006. Aos 20 dias apos a emergencia do milho (DAE), efetuou-se o controle de pragas, aplicando inseticida a base de delthametrin, na proporcao de 5g [ha.sup.-1] do i.a.; simultaneamente, empregou-se, em mistura de tanque, herbicida a base de atrazine, na dose de 2.500g [ha.sup.-1] do i.a. Quando a cultura do milho atingiu o estadio fenologico V6 (seis folhas totalmente expandidas), em 15/09/2006, procedeu-se a adubacao de cobertura, aplicando 90kg de N [ha.sup.-1], na forma de sulfato de amonio.

A colheita manual do milho foi realizada em 18/12/2006 (110 DAE) e avaliaram-se os componentes da producao (10 espigas escolhidas aleatoriamente dentro de cada parcela) e a produtividade de graos a 130g kg-1 de umidade (8m das duas linhas centrais da parcela). Na mesma data, realizou-se a colheita das braquiarias, em uma area de 0,25[m.sup.2] (tres amostragens por parcela), com auxilio de um quadrado de metal de 0,5 x 0,5m, nas alturas de corte recomendadas por PIRES (2006) para cada especie. Apos a colheita, o material foi pesado e posteriormente colocado em estufa de circulacao forcada de ar (65[degrees]C) ate massa constante, para determinacao da porcentagem de materia seca (%MS) e produtividade de massa seca (PMS) em kg [ha.sup.-1].

Para testar a hipotese de normalidade, realizou-se o teste de SHAPIRO & WILK (1965) a 1% de significancia. Os dados de cada atributo do milho e das braquiarias foram submetidos a analise de variancia, aplicando-se o teste F (P [less than or equal to] 0,05) e posteriormente realizou-se a comparacao de medias pelo teste de Tukey (P [less than or equal to] 0,05). Foi utilizado o programa estatistico SISVAR[R] (FERREIRA, 2008).

RESULTADOS E DISCUSSAO

A B. ruziziensis e a Brachiaria hibrido cv. 'Mulato II' proporcionaram maior competicao quando semeadas a lanco, resultando em plantas de milho de menor porte (Tabela 1). A B. ruziziensis tambem proporcionou menor altura de insercao da espiga (AIE) nesta modalidade. O consorcio da B. decumbens proporcionou maior altura de insercao de espigas (AIE) da cultura do milho quando semeada a lanco e nesta modalidade de consorcio tambem foi superior na altura de plantas (ALTP) em relacao a B. ruziziensis e a Brachiaria hibrido cv. 'Mulato II', enquanto que na altura de insercao da espiga (AIE) foi superior apenas a B. ruziziensis e, quando semeada na linha do milho, foi semelhante a ambas e inferior a B. brizantha. Para o diametro medio basal do colmo (DBC) da cultura do milho, apenas quando consorciado com a B. brizantha ocorreu diferenca, sendo superior quando esta especie foi semeada na linha. Ja o consorcio com B. ruziziensis reduziu tal atributo na comparacao entre as especies, bem como, por ocasiao da semeadura a lanco, esse consorcio foi o que proporcionou menores valores (94cm), o que pode prejudicar a colheita mecanizada, aumentando as perdas de espigas nao colhidas pela plataforma da colhedora.

Tais resultados demonstram o comportamento da cultura do milho quando em consorcio com braquiarias, influenciados principalmente pela velocidade de estabelecimento da forrageira e aumento da competicao por agua, luz e nutrientes, o que pode prejudicar o desenvolvimento e consequentemente a produtividade de graos (PG). Vale ressaltar que plantas maiores acumulam mais nutrientes, translocando-os para as espigas na epoca de enchimento dos graos, bem como, apos a colheita, depositam maior quantidade de palha no solo. Com relacao a diminuicao do DBC, plantas com colmos mais finos possuem menor capacidade de translocacao de nutrientes e tornam-se mais susceptiveis ao tombamento pelo efeito do vento, das chuvas e do transito de maquinarios e implementos (adubacao de cobertura, aplicacao de defensivos e colheita de graos).

Os melhores resultados de numero de fileiras de graos por espiga (NFG) foram no consorcio a lanco da Brachiaria hibrido cv. 'Mulato II', enquanto que este consorcio proporcionou menor numero de graos por fileira (NGF) em relacao ao consorcio na linha (Tabela 1), o que nao e interessante do ponto de vista sinergico entre estes dois atributos, por uma possivel diminuicao do numero de graos por espiga (NGE). O consorcio com B. ruziziensis na linha tambem reduziu o numero de graos por fileira (NGF) em relacao ao consorcio a lanco. Independente da modalidade de consorcio, a B. ruziziensis proporcionou menor massa de 100 graos (M100) em relacao aos consorcios com as demais braquiarias. O consorcio a lanco da B. decumbens tambem apresentou tal comportamento em relacao ao consorcio na linha, reflexo possivelmente da menor translocacao de fotoassimilados para a granacao em virtude de colmos mais finos.

Na tabela 2, verifica-se que, entre as especies forrageiras, o consorcio com a B. ruziziensis reduziu o comprimento da espiga (CE), em virtude do menor numero de graos por fileira (NGF) (Tabela 1). Tal fato refletiu em menor massa de graos por espiga (MGE) e, consequentemente, diminuicao da produtividade de graos (PG) de milho, principalmente em relacao ao consorcio com B. decumbens, que se destacou com a maior produtividade, entretanto, nao diferindo em relacao ao consorcio com a Brachiaria hibrido cv. 'Mulato II' e a B. brizantha.

A menor competitividade da B. decumbens, principalmente quando semeada na linha do milho, pode ser explicada pelas suas caracteristicas citadas por PIRES (2006), com enfase principalmente ao seu habito de crescimento decumbente, menor exigencia em fertilidade do solo e tolerancia ao sombreamento parcial, sendo uma especie menos agressiva do que as demais, principalmente em condicoes adversas como as impostas no consorcio. Com relacao a B. ruziziensis, essa especie vem sendo recomendada para sistemas de ILP, principalmente por proporcionar rapida cobertura do solo, boa composicao bromatologica, excelente reciclagem de nutrientes, facilidades na sua dessecacao e producao uniforme de sementes (PIRES, 2006; TRECENTI, 2005). No entanto, no presente trabalho, a diminuicao da produtividade de graos (PG) de milho quando consorciado com esta especie, pode ter ocorrido em funcao da utilizacao de sementes peletizadas. Segundo BAUDET & PERES (2004), essa tecnica favorece a germinacao em funcao da melhor absorcao de agua e oxigenio, alem da eficiencia de possiveis hormonios, nutrientes e inoculantes utilizados no recobrimento da semente, ja que RENARD & CAPELLE (1976) afirmaram que a reduzida germinacao de sementes de B. ruziziensis, resultante da dormencia, pode ser devida a restricao na difusao de oxigenio.

PARIZ et al. (2010) tambem verificaram qualidade fisiologica inferior de sementes de B. ruziziensis (sem peletizacao) em relacao as de B. brizantha cv. 'Marandu', refletindo em menor produtividade de massa seca apos o consorcio simultaneo com a cultura do milho, ao longo de quatro cortes no inverno-primavera. Portanto, a peletizacao das sementes de B. ruziziensis pode ter proporcionado maior velocidade de emergencia e crescimento das plantulas, acarretando, provavelmente, no aumento da competicao com as plantas de milho. Assim, recomendam-se novos estudos com tecnicas que viabilizem o consorcio entre essas especies, principalmente em relacao a densidade de semeadura da forrageira quando suas sementes forem peletizadas. A utilizacao de subdoses de herbicida graminicida apos a emergencia da forrageira tambem pode ser uma alternativa viavel para reduzir a competicao.

Conforme KLUTHCOUSKI et al. (2000); FOLONI et al. (2009), a deposicao do fertilizante de semeadura misturado com as sementes da especie forrageira em profundidades abaixo de 0,05m permite o atraso da germinacao e emergencia, de maneira a diminuir a competicao com a cultura produtora de graos. Dessa forma, as diferentes profundidades de semeadura na linha e a lanco (0,08 e 0,05m, respectivamente) podem ter influenciado os resultados do presente estudo. Alem disso, geralmente o efeito da salinidade (principalmente do cloreto de potassio) e intensificado na fase de plantula, prejudicando o desenvolvimento inicial das culturas, podendo este fato, tambem ter ocorrido no caso da semeadura das forrageiras na mesma linha do milho, na qual as sementes das forrageiras foram misturadas ao adubo de semeadura e depositadas no mesmo local. Resultados semelhantes foram verificados por MATEUS et al. (2007), utilizando fertilizante formulado granulado ate os periodos de aproximadamente 38 horas apos a mistura das sementes de B. brizantha, enquanto que LIMA et al. (2010) recomendam tal mistura ate 12 horas.

Na comparacao entre modalidades de consorcio, a produtividade de graos (PG) de milho, quando consorciado com as braquiarias na linha, foi superior em 1.062kg [ha.sup.-1] de graos (Tabela 2). Tal resultado pode ser atribuido a maior massa de graos por espiga, mostrando o efeito deste atributo na produtividade de graos e a importancia de colmos mais grossos na translocacao de fotoassimilados para a producao de espigas mais pesadas. Assim, alem da especificidade e exigencias dos diferentes hibridos de milho, avaliacoes relacionadas a arquitetura da planta podem definir com clareza o efeito da competicao entre as especies, sendo que, em geral, a capacidade de interceptacao da radiacao incidente esta relacionada ao indice de area foliar (AMARAL FILHO et al., 2005) e fatores como envergadura da folha, desfolhamento, deficiencia de nutrientes e condicoes de estresse por deficit hidricos comprometem a fisiologia da planta.

Na semeadura a lanco, ocorreu uma melhor distribuicao das plantas de braquiaria na area, ja que, apesar da mesma densidade de plantas em ambos os consorcios (8 a 10 plantas [m.sup.2]), na semeadura em linha, estas se concentraram a cada 0,90m (espacamento do milho), ocorrendo inclusive, competicao inicial dentro da especie. Assim, a semeadura a lanco favoreceu o crescimento inicial da forrageira e, apesar de nao afetar o estande final de plantas (EFP) de milho, comprometeu posteriormente a produtividade de graos, visto que, no momento de enchimento dos graos, a forrageira se encontrava plenamente instalada. No entanto, as produtividades de graos do presente trabalho foram superiores as obtidas por BORGHI et al. (2004), no mesmo local sob SSD num Latossolo Vermelho distrofico, em cultivo exclusivo da cultura do milho.

Na tabela 3, com excecao da B. brizantha, verifica-se efeito da modalidade de consorcio na produtividade de massa seca (PMS) das especies forrageiras, sendo que o consorcio na linha de semeadura do milho resultou em reducao deste atributo. Comparando as especies consorciadas na linha de semeadura do milho, verifica-se que a PMS da Brachiaria 'Mulato II' foi inferior em relacao a B. brizantha e B. decumbens. No consorcio a lanco, a B. ruziziensis apresentou maior PMS, neste caso, com destaque tambem para a B. decumbens. Com relacao a porcentagem de materia seca (% MS), nao se verificou interacao entre as braquiarias e as modalidades de consorcio. No entanto, a B. brizantha e a B. decumbens apresentaram menor umidade, o que e favoravel do ponto de vista de armazenamento, transporte, ensilagem e/ou fenacao.

Tais resultados podem ser explicados pelo comportamento das especies forrageiras no consorcio com o milho na competicao por agua, luz e nutrientes, sendo que, no consorcio a lanco, os resultados podem ser explicados pelas melhores condicoes de emergencia e crescimento ja descritas anteriormente. No entanto, em funcao das condicoes climaticas favoraveis nesta epoca do ano (Figura 1), apos a colheita do milho, as forrageiras se encontravam plenamente estabelecidas, com satisfatorio acumulo de massa seca, podendo ser disponibilizadas a corte ou pastejo. Resultados semelhantes foram obtidos por FOLONI et al. (2009), em que o potencial de germinacao e emergencia da B. brizantha foi diminuido pela deposicao das sementes abaixo de 0,05m no solo e pela mistura destas ao adubo de semeadura, porem, os individuos remanescentes apresentaram produtividade de massa seca (PMS) superior, pela maior oferta de nutrientes. Assim, em funcao deste potencial de crescimento, no consorcio em linha, a B. brizantha se igualou ao consorcio a lanco.

Posteriormente a colheita do milho, houve a formacao da pastagem para a pecuaria, a qual foi avaliada no presente estudo, sendo dessecada no outono de 2007 para formacao de palhada ao feijao de inverno irrigado, demonstrando a possibilidade de uso intensivo da area durante todo o ano.

CONCLUSAO

As forrageiras consorciadas a lanco, com destaque para a Brach iaria ruziziensis proporcionaram menor desenvolvimento das plantas de milho, bem como menores valores de componentes da producao e produtividade de graos.

Apesar de satisfatorias produtividades de massa seca (acima de 2.500kg [ha.sup.-1]), com excecao da Brachiaria brizantha, as demais especies consorciadas a lanco foram superiores as consorciadas na linha, com destaque para a Brachiaria decumbens e a Brachiaria ruziziensis com maior adaptabilidade e produtividade de forragem no consorcio com milho em sistema de integracao lavoura-pecuaria.

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Cristiano Magalhaes Pariz (I) * Marcelo Andreotti (II) Mariana Vieira Azenha (I) Antonio Fernando Bergamaschine (III) Luiz Malcolm Mano de Mello (II) Ronaldo Cintra Lima (II)

(I) Programa de Pos-graduacao em Zootecnia, Faculdade de Medicina Veterinaria e Zootecnia (FMVZ), Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho" (UNESP), CP 560, 18618-000, Botucatu, SP, Brasil. E-mail: cmpzoo@gmail.com. * Autor para correspondencia.

(II) Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos, Faculdade de Engenharia Rural e Solos, UNESP, Ilha Solteira, SP, Brasil.

(III) Departamento de Biologia e Zootecnia, Faculdade de Engenharia, UNESP, Ilha Solteira, SP, Brasil.

Recebido para publicacao 23.07.09

Aprovado em 03.03.11

Devolvido pelo autor 31.03.11

CR-2241
Tabela 1--Desdobramento das caracteristicas da cultura do milho
consorciado com forrageiras do genero Brachiaria em diferentes
modalidades. Selviria-MS, 2006.

Consorcio   B. brizantha   B. decumbens   B. 'mulato   B. ruziziensis
                                             II'

ALTP (cm)                                               CV (%) = 5,2

Lanco        228 aAB *        235 aA       212 bBC         202 bC
Linha          233 aA         226 aA        234 aA         222 aA

AIE (cm)                                                CV (%) = 5,7

Lanco         112 aA *        126 aA        115 aA         94 bB
Linha          129 aA         117 bB        112 aB         109 aB

DBC (mm)                                                CV (%) = 9,0

Lanco         22 bBC *        27 aA         25 aAB         20 aC
Linha          28 aA          29 aA         26 aA          22 aB

NFG                                                    CV (%) = 11,7

Lanco        15,2 aB *       16,4 aAB      19,2 aA        16,0 aAB
Linha         14,8 aA        14,4 aA       14,4 bA        16,4 aA

NGF                                                    CV (%) = 16,7

Lanco         30 aA *         28 aA         23 bA          26 aA
Linha          32 aA          32 aA         34 aA          24 aB

M100 (g)                                               CV (%) = 12,0

Lanco        30,2 aA *       29,3 bA       32,4 aA        26,8 aB
Linha         32,6 aA        37,7 aA       34,2 aA        30,0 aB

* medias seguidas das mesmas letras minusculas nas colunas e
maiusculas nas linhas, nao diferem significativamente pelo
teste de Tukey a 5%.

ALTP, AIE, DBC, NFG, NGF e M100: altura de plantas, altura de
insercao da espiga principal, diametro medio basal do colmo,
numero de fileiras de graos por espiga, numero de graos por
fileira e massa de 100 graos a 13% de umidade, respectivamente.

Tabela 2--Medias dos componentes da producao e produtividade
de graos por ha a 130g [kg.sup.-1] de umidade (PG) da
cultura do milho consorciado com forrageiras do genero
Brachiaria em diferentes modalidades. Selviria-MS, 2006.

Consorcio        EFP (plantas   NE (espigas    CE (cm)
                 [ha.sup.-1])   [ha.sup.-1])

B. brizantha     48.333 (ns)    48.333 (ns)    18,0 ab *
B. decumbens     52.777         52.777         19,3 a
B. mulato II     46.667         46.667         19,5 a
B. ruziziensis   55.000         53.889         16,7 b

Lanco            50.277 (ns)    49.722 (ns)    18,4 (ns)
Linha            51.111         51.111         18,3
CV (%)           18,3           17,7           9,8

Consorcio        NGE          MGE (g)     PG (kg
                                          [ha.sup.-1])

B. brizantha     459,7 (ns)   143,8 a *   7.015 ab *
B. decumbens     459,4        152,7 a     7.963 a
B. mulato II     476,6        154,9 a     7.310 ab
B. ruziziensis   390,1        102,1 b     5.419 b

Lanco            441,9 (ns)   130,4 b     6.371 b
Linha            451,0        144,8 a     7.433 a
CV (%)           19,1         16,7        17,6

(ns) medias nao diferem significativamente pelo teste de
Tukey a 5%;

* medias seguidas das mesmas letras nas colunas, nao diferem
significativamente pelo teste de Tukey a 5%.

EFP, NE, CE, NGE e MGE: estande final de plantas, numero de
espigas [ha.sup.-1], comprimento de espiga, numero de graos
por espiga e massa de graos por espiga, respectivamente.

Tabela 3--Desdobramento da produtividade de massa seca (PMS)
e medias da porcentagem de materia seca (% MS) de
forrageiras do genero Brachiaria consorciadas com a cultura
do milho em diferentes modalidades. Selviria-MS, 2006.

Consorcio       B.          B.          B.           B.
            brizantha    decumbens   mulato II   ruziziensis

                         PMS (kg [ha.sup.-1])

Lanco       4.128 aB *   6.446 aA    4.352 aB     5.516 aA
Linha        4.168 aA    3.802 bA    2.752 bB     3.724 bAB
CV (%)                           13,5

                                 % MS

            18, 1 A *     18,9 A      14,6 B       14,0 B

                              Consorcio

                    Lanco                    Linha
                  16,4 (ns)                   16,3
CV (%)                           13,5

(ns) medias nao diferem significativamente pelo teste de
Tukey a 5%;

* medias seguidas das mesmas letras minusculas nas colunas e
maiusculas nas linhas, nao diferem significativamente pelo
teste de Tukey a 5%.
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Author:Pariz, Cristiano Magalhaes; Andreotti, Marcelo; Azenha, Mariana Vieira; Bergamaschine, Antonio Ferna
Publication:Ciencia Rural
Date:May 1, 2011
Words:5151
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