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Controle alternativo de nematodeos gastrintestinais dos ruminantes: atualidade e perspectivas.

Alternative control of the gastrointestinal nematodes of the ruminants: actuality and perspectives

--REVISAO BIBLIOGRAFICA--

INTRODUCAO

As infeccoes por nematodeos gastrintestinais causam prejuizos extremamente significativos a criacao de ruminantes. O deficit produtivo em infeccoes subclinicas acarreta o maior impacto economico (FORBES et al., 2002). Alem disso, ha perdas produtivas em infeccoes clinicas, custos com tratamentos e, em casos extremos, mortalidade de animais, especialmente jovens e femeas ovinas no periparto. As doencas parasitarias podem, ainda, forcar a selecao de animais menos susceptiveis aos parasitas em detrimento da sua performance produtiva (MOTA et al., 2003). O controle destas infeccoes e, portanto, imprescindivel para o sucesso dos sistemas de producao de ruminantes.

Com a domesticacao dos animais, as alteracoes ambientais (como aumento da densidade populacional e restricao de movimento dos rebanhos) e a selecao baseada apenas em caracteristicas de producao, o homem alterou o equilibrio natural parasita/ hospedeiro em favor da populacao de parasitas (WALLER, 2002). Isso gerou demanda por produtos veterinarios capazes de controlar as infeccoes e incentivou o investimento industrial em farmacos eficientes, com amplo espectro de acao nos parasitas.

Devido a boa aplicabilidade e aos precos acessiveis, houve emprego em larga escala destes farmacos. O uso indiscriminado acarretou queda da eficacia pela selecao de parasitas resistentes (LEATHWICK et al., 2001; MOLENTO, 2004), havendo, em alguns casos, resistencia multipla (MEJIA et al., 2003) causada por tratamento supressivo com diferentes bases sobre uma populacao de parasitas.

Inicialmente a resistencia parasitaria tornouse um problema mundial na producao de pequenos ruminantes, especialmente ovinos, pela excessiva frequencia de tratamentos com anti-helminticos (ECHEVARRIA et al., 1996; WILLIANS, 1997). No entanto, tambem ja foi amplamente descrita em bovinos (COLES, 2002; MEJIA et al., 2003; MELLO et al., 2006).

O diagnostico do grau de infeccao animal e da contaminacao ambiental por meio de exames clinicos e laboratoriais (EYSKER & PLOEGER, 2000) e o conhecimento da epidemiologia das nematodiases com suas particularidades regionais sao indispensaveis na formulacao de um programa de controle eficiente (BIANCHIN et al., 1993; WALLER, 1999), devendo-se, ainda, comprovar a eficacia dos anti-helminticos eleitos para o uso no rebanho. Testes para este fim foram revisados por COLES et al. (2006).

Embora os mecanismos de desenvolvimento de resistencia parasitaria aos anti-helminticos ainda nao estejam claros (GILLEARD, 2006), sabe-se que qualquer farmaco utilizado exerce uma pressao de selecao de genotipos resistentes na populacao. Assim, preconizase a associacao de metodos alternativos e a utilizacao correta dos anti-helminticos para controlar as infeccoes com a menor frequencia de tratamentos possivel e sem evitar por completo a exposicao dos ruminantes aos parasitas, uma vez que este contato e necessario para o estimulo a resposta imune dos primeiros. Com os metodos alternativos de controle, sao reduzidos, ainda, residuos na carne e no leite e a agressao ambiental, que sao consequencias da aplicacao dos quimioterapicos no rebanho (FLOATE, 2006; MARTINEZ & LUMARET, 2006).

Os metodos alternativos de controle dos nematodeos gastrintestinais dos ruminantes abordados nesta revisao baseiam-se em tecnicas de manejo do rebanho e das pastagens, no controle biologico dos parasitas, no estimulo a resposta imune do hospedeiro e na fitoterapia.

1. Manejo do rebanho e das pastagens

A uniao das praticas de manejo adotadas em um sistema de producao de ruminantes pode influenciar tanto na manutencao do equilibrio parasita/ hospedeiro quanto no agravamento dos prejuizos, dificultando o controle das parasitoses (STAFFORD & COLES, 1999; WALLER, 2002; MOLENTO, 2004). Ha diversas estrategias de manejo possiveis para o controle de nematodeos gastrintestinais, as quais baseiam-se no fato de que parte do ciclo biologico destes parasitas ocorre na pastagem. Em resumo, estas visam impedir ou diminuir o contato entre as formas infectantes dos parasitas e os hospedeiros susceptiveis.

Para isto, e necessario conhecimento de fatores epidemiologicos variaveis em funcao do clima, das especies de parasitas e hospedeiros, do tipo e da utilizacao da pastagem e de outros fatores ambientais (BARGER, 1999; URIARTE et al., 2003; EISKER et al., 2005). O principal fator climatico regulador do ciclo dos nematodeos gastrintestinais em climas tropicais e subtropicais e a pluviometria, cuja elevacao tende a aumentar a disponibilidade das larvas infectantes na pastagem (CATTO & UENO, 1981; SOUZA et al., 2000). A temperatura ganha importancia em regioes onde sao atingidos valores criticos ao desenvolvimento das fases de vida livre (NOGAREDA et al., 2006).

1.1. Pastejo rotacionado

O pastejo rotacionado consiste na divisao da area de pastagem em piquetes que recebem elevada densidade animal por curtos periodos. Depois da retirada dos animais, ha um intervalo para a recuperacao do ponto ideal de pastejo. Este manejo visa prover o melhor aproveitamento da pastagem do ponto de vista nutricional, porem, pode ser compativel a um proposito anti-parasitario caso o periodo de permanencia em cada piquete seja inferior ao periodo de desenvolvimento das larvas infectantes oriundas de ovos depositados nas fezes dos animais e o periodo de intervalo seja suficiente a destruicao/inviabilidade destas larvas.

Por outro lado, em densidades elevadas, aumenta a taxa de contaminacao da pastagem e os animais sao induzidos a pastar mais proximo as massas fecais, onde a concentracao de larvas infectantes e maior (BIANCHIN et al., 1993), por isso, caso os animais permanecam em cada piquete por periodo suficiente para o desenvolvimento e a migracao das larvas na pastagem e/ou retornem enquanto estas ainda estiverem viaveis a ingestao de larvas infectantes sera maior do que em condicoes normais.

Em climas tropicais umidos, a eclosao dos ovos e o desenvolvimento das larvas infectantes se da em cerca de uma semana, porem, sua viabilidade e mais curta se comparado a climas temperados (BARGER, 1999). As larvas nao se alimentam neste estagio e sobrevivem exclusivamente da energia ja armazenada. Calor e umidade estimulam as larvas, elevando seus gastos energeticos que se esgotam mais rapidamente. Assim, em climas tropicais e viavel, teoricamente, deixar vazias as pastagens ate que estas se

tornem descontaminadas sem que, com isso, exceda-se o seu periodo ideal de crescimento. Porem, em caso de regioes com estacoes seca e chuvosa bem definidas, massas fecais depositadas no inicio da estacao seca podem permanecer ate seis meses com larvas infectantes sendo liberadas para o pasto de forma fracionada e proporcional a intensidade e a frequencia das chuvas (CATTO, 1987).

Condicionar o aproveitamento da pastagem ao ciclo dos parasitas em detrimento do valor nutricional e custo/beneficio acarreta perdas economicas. Assim, esta alternativa pode tornar-se inviavel.

1.2. Descontaminacao previa das pastagens

Pastagens livres de contaminacao parasitaria sao, obviamente, ambientes beneficos aos animais e, ao mover os mais susceptiveis para estas areas, como, por exemplo, os jovens ao desmame, podese obter um eficaz controle das nematodiases gastrintestinais (AMARANTE, 2004). Porem, o desenvolvimento da sua resposta imunologica pode ser prejudicado pela falta do suficiente contato com os parasitas (WALLER, 2002). Para descontaminar uma area pode-se: mante-la vazia por tempo suficiente a inviabilidade de ovos e/ou larvas (BARGER, 1999); alternar atividades pecuarias e agricolas (STUEDEMANN et al., 2004); utilizar pastejo rotacionado com alternancia de especies de herbivoros (AMARANTE, 2004) ou implantar nova pastagem (ECHEVARRIA et al., 1993).

WALLER (2002) preconiza que, devido ao aumento da liberacao de ovos de helmintos nas fezes em femeas no periodo periparto, apos o parto estas sejam transferidas junto as suas crias para pastagens previamente descontaminadas com o objetivo principal de evitar o contato dos recem nascidos (altamente susceptiveis), com o elevado numero de larvas que provirao daqueles ovos. Alem disso, preconiza que se mantenha baixa a contaminacao da nova pastagem com a utilizacao, por exemplo, de controle biologico.

O tratamento anti-helmintico previo a entrada dos animais na pastagem descontaminada pode ser util (STUEDEMANN et al., 2004), porem, e prejudicial a manutencao da refugia (estoque ambiental de genotipos susceptiveis) ao promover a selecao de genotipos resistentes (MOLENTO, 2004). LARSEN (2002) destaca que em sistemas organicos de producao, em que o uso dos anti-helminticos e restrito ou vedado, e necessario utilizar tecnicas de manejo que possibilitem a descontaminacao das pastagens.

1.3. Pastejo com alternancia de categorias (faixas etarias) e/ou especies de hospedeiros

Compartilhando a pastagem com animais adultos, os jovens competem com os primeiros na ingestao de larvas infectantes que, assim, diminui. Alem disso, adultos ja suficientemente expostos aos parasitas apresentam maior imunidade, eliminando grandes volumes fecais com baixo OPG, o que reduz a concentracao de larvas na pastagem (COLES, 2002). No caso de pastagem compartilhada por diferentes especies como equinos, bovinos e pequenos ruminantes, seja em conjunto ou periodos sucessivos, a diminuicao das infeccoes por nematodeos gastrintestinais se deve a especificidade dos parasitas em relacao aos hospedeiros. Assim, quando uma larva e ingerida por um hospedeiro nao-preferencial, seu desenvolvimento, seu estabelecimento e sua reproducao ficam impedidos ou dificultados (AMARANTE, 2004). Em resumo, com estes metodos reduz-se o contato do parasita com o hospedeiro mais susceptivel.

DIMANDER et al. (2003) demonstraram a reducao de infeccoes por nematodeos gastrintestinais em bovinos jovens introduzidos em pastagem ocupada anteriormente por adultos. Porem, CATTO et al. (2005) verificaram aumento do OPG em femeas bovinas do pre-parto ao desmame em nivel suficiente para aumentar a contaminacao das pastagens por larvas infectantes. WALLER (2002) alerta para o mesmo fato em femeas ovinas. Por isso, e recomendavel o tratamento das femeas nestas condicoes.

AMARANTE (2004) revisou estudos que validam a alternancia de especies de hospedeiros na reducao da contaminacao das pastagens e das nematodiases dos ruminantes. SOUZA (2004) cita este metodo como adjuvante no controle integrado das parasitoses. FERNANDES et al. (2004) alcancaram reducao de 2,03 vezes na frequencia de tratamentos anti-helminticos em ovinos submetidos a pastejo rotacionado, com periodo de descanso de 35 dias, em alternancia com bovinos e LARSEN (2002) aponta este metodo como alternativa para diminuicao da contaminacao das pastagens em criacoes organicas.

Por outro lado, BARGER (1999) afirma que o metodo perde eficacia na presenca de Haemonchus placei - que parasita bovinos, ovinos e caprinos--e Trichostrongylus axei, de baixa especificidade parasitaria. Em ovinos e caprinos, ha varias especies de nematodeos patogenicos para ambos (FRITSCHE et al., 1993) e, por isso, a alternancia entre pequenos ruminantes nao e eficaz, alem disso, BARGER (1997) alerta para a possibilidade de adaptacao gradativa de parasitas a hospedeiros nao-preferenciais, o que deve ser considerado em longo prazo.

2. Controle biologico

O controle biologico consiste no uso de antagonistas naturais para restringir a um limiar subclinico e economicamente aceitavel a acao de parasitas por meio da diminuicao da fonte de infeccao para os hospedeiros finais. Ha varios antagonistas naturais de nematodeos descritos, entre eles: virus, bacterias, amebas, fungos, nematodeos, vermes de vida livre, anelideos e artropodes (GRONVOLD et al., 1996). WALLER & FAEDO (1996) destacam que a maioria da biomassa parasitaria reside no ambiente onde esta vulneravel a metodos bioticos e abioticos de controle, entre os quais, os antagonistas naturais. LARSEN (2002) destaca que, no combate aos nematodeos gastrintestinais, o antagonista natural e mais efetivo se aplicado no momento de maior concentracao de larvas na pastagem.

O controle biologico e uma alternativa sustentavel de combate as parasitoses, possibilita reducao da frequencia de tratamentos com quimioterapicos (FONTENOT et al., 2003), reduzindo a pressao de selecao de parasitas resistentes, residuos nos produtos de origem animal e danos ambientais. Por isso, deve receber atencao especial em sistemas de producao que visem o mercado de produtos organicos e em locais onde haja resistencia multipla aos antihelminticos. O metodo utilizado deve ser isento de impacto ambiental, por exemplo, aos nematodeos de solo e invertebrados nao patogenicos.

Os atuais metodos de controle biologico de nematodeos enfrentam barreiras de custo/beneficio, aplicabilidade e seguranca da obtencao de resultados (WALLER, 2002). Sao necessarias mais pesquisas para determinar os procedimentos mais adequados para que se obtenha exito na sua utilizacao a campo.

2.1. Fungos nematofagos

Estes fungos podem ser classificados como: oportunistas, parasitos de ovos; endoparasitos, capazes de infectar os nematodeos; e predadores (a maioria das especies nematofagas), os quais fazem aprisionamento das larvas, seguido pela penetracao das hifas e digestao dos conteudos internos destas (MOTA et al., 2003). Fungos predadores sao, experimentalmente, os unicos capazes de atingir reducao satisfatoria de larvas no ambiente (LARSEN, 2002) e sua acao efetiva e nos primeiros estagios larvais dos nematodeos (MOTA et al., 2003). Portanto, sua utilidade depende da capacidade de sobreviver a passagem pelo trato gastrintestinal dos animais, germinar nas fezes e capturar larvas infectantes.

Entre os predadores, os generos Arthrobotrys, Monacrosporium e Duddingtonia tem sido apontados como alternativas viaveis para o controle biologico das nematodiases em ruminantes e outros animais domesticos (FONTENOT et al., 2003; ARAUJO et al., 2006), com destaque para a especie Duddingtonia flagrans, com resultados positivos em diversos estudos conduzidos em varias regioes do mundo (FAEDO et al., 1998; LARSEN, 2002; CHARTIER & PORS, 2003).

E preciso garantia da ausencia de efeitos nocivos para possibilitar a comercializacao destes fungos (FAEDO et al., 1998). Estudos iniciais apontam que, nas concentracoes utilizadas para controle biologico, estes nao causam nenhum impacto ambiental significativo (LARSEN, 2002). FAEDO et al. (2002) e WALLER et al. (2004) demonstraram que nao ha efeito negativo ao ambiente ou a invertebrados naopatogenicos ao redor das fezes de animais que receberam D. flagrans na dieta.

Embora o emprego dos fungos nematofagos seja viavel em sistemas comerciais manejados por fazendeiros (WALLER et al., 2004), nao ha formulacoes seguras e eficazes para comercializacao do material fungico e a forma de administracao (em curtos intervalos por via oral) dificulta o manejo em sistemas de producao que nao prevejam suplementacao alimentar diaria.

2.2. Besouros coprofagos

Besouros coprofagos agem na destruicao, na decomposicao e na dessecacao das massas fecais nas pastagens, competindo com os parasitas dos animais domesticos que as utilizem em alguma fase de seu ciclo biologico (como moscas e helmintos), exercendo, dessa forma, um controle biologico indireto sobre estes parasitas (GRONVOLD et al., 1996). Alem disso, formam galerias, nas quais enterram aos poucos as fezes para alimentar posteriormente sua prole, resultando em aeracao e incorporacao de nutrientes e nitrogenio ao solo (BERTONE et al., 2005). A especie Digitonthophagus gazella tem demonstrado adaptabilidade a diferentes condicoes climaticas e satisfatoria acao competitiva aos nematodeos gastrintestinais em suas fases de vida livre nas fezes (GRONVOLD et al., 1996; BERTONE et al., 2005).

Os residuos de anti-helminticos e pesticidas podem ter efeitos nocivos sobre besouros coprofagos e outros agentes importantes na decomposicao das fezes (BIANCHIN et al., 1997; IWASA et al., 2005; FLOATE, 2006), o que mais uma vez justifica a minimizacao do uso destes produtos.

3. Resposta imune do hospedeiro

Estimular a imunidade do rebanho aos nematodeos gastrintestinais e uma maneira de reduzir os prejuizos causados pelas nematodiases. A presenca e o nivel da resposta imune do hospedeiro depende, alem dos fatores geneticos, do historico de exposicao, da idade e da nutricao. Basicamente, ha tres diferentes meios estudados neste sentido: selecao genetica, nutricao e vacinacao, com os quais objetiva-se promover aumento da resposta imunologica do hospedeiro para expulsar vermes adultos ou evitar o estabelecimento das larvas ingeridas.

3.1. Selecao genetica

Este metodo tem sido aplicado principalmente na ovinocultura (GRAY, 1997; GRUNER et al., 2002; BAKER et al., 2003) e pode basear-se na escolha de racas resistentes (puras ou cruzadas) ou individuos mais resistentes dentro de uma raca, especialmente quando esta supera as demais em termos produtivos ou de mercado. Porem, assim como a selecao para caracteres produtivos, pode aumentar a susceptibilidade aos parasitas a relacao inversa tambem pode ocorrer.

A resistencia--ou capacidade do animal de evitar a infeccao--e a resiliencia--ou capacidade do animal de, uma vez infectado, sofrer nulas ou baixas perdas produtivas (WOOLASTRON & BAKER, 1996) sobrepoem-se na pratica, o que dificulta trata-las de forma isolada em um processo de selecao genetica, porem, os resilientes (ou tolerantes) tendem a ser responsaveis pela maior parte da contaminacao ambiental. Em acordo a isso, GRAY (1997) aponta reducao de perdas produtivas, da contaminacao das pastagens e dos custos com tratamentos antihelminticos como beneficios diretos da selecao genetica para resistencia aos nematodeos gastrintestinais. BISSET et al. (1997) obtiveram reducao da contaminacao das pastagens, da reinfeccao e da frequencia de tratamentos anti-helminticos em ovinos selecionados para resistencia, porem, nao comprovaram beneficios economicos desta selecao, ja que, ao dividirem a pastagem com os susceptiveis, nao houve diferencas produtivas significativas.

GASBARRE et al. (2001) afirmam que, em bovinos, o OPG e o melhor indicador das infeccoes pelo genero Cooperia, enquanto nivel de pepsinogenio serico, ganho de peso e hematocrito sao melhores para o genero Ostertagia. VANIMISETTI et al. (2004) demonstraram que selecao para resistencia a Haemonchus contortus baseada no OPG, em animais jovens, com varias contagens sucessivas, apresenta bons resultados, porem, quando selecionadas proles com base no OPG das maes no periodo periparto, o sucesso nao se repete. MORRIS et al. (2004) selecionaram cordeiros resilientes com base em ganho de peso e frequencia de tratamentos anti-helminticos requerida quando expostos a pastagem contaminada, o que resultou em incremento de resiliencia ao rebanho.

SONSTGARD & GASBARRE (2001) citam diversos estudos que apontam resultados contraditorios ao determinar a correlacao entre contagem de OPG e quantidade de vermes adultos estabelecidos no organismo animal. Mesmo assim, a contagem de OPG e o parametro mais utilizado para selecao de animais resistentes aos nematodeos gastrintestinais. Pesquisas a respeito da herdabilidade da contagem de OPG e sua correlacao com a resistencia aos parasitas tem demonstrado resultados diversos o que torna dificil uma avaliacao do tema.

O estudo dos genomas e dos genes marcadores, entre outros fatores, geneticos, hormonais e imunologicos sao alguns focos da pesquisa veterinaria. Muitas destas pesquisas relacionam-se a nematodeos gastrintestinais (DOMINIK, 2005; ESCOBEDO et al., 2005; HU & GASSER, 2006), o que sugere que sera possivel aperfeicoar os metodos de selecao genetica de hospedeiros resistentes e resilientes.

3.2. Nutricao

Ha uma relacao de proporcionalidade entre a qualidade da dieta e a intensidade da infeccao do hospedeiro, sendo que sua imunidade aos parasitas e diminuida em condicoes de restricao nutricional. Nesses casos, as diferencas entre genotipos de hospedeiros susceptiveis e resistentes (com o OPG como parametro do grau de resistencia) se exacerbam e ambos costumam apresentar reducao de OPG ao receberem suplementacao proteica (WALKDENBROWN & EADY, 2003). KNOX & STEEL (1996) reuniram estudos que apontam a acao dos nematodeos gastrintestinais como causa de alteracoes no metabolismo do nitrogenio e na sintese proteica pelos ruminantes acarretando deficit produtivo.

PHENGVICHITH & LEDIN (2007) alcancaram melhores indices produtivos e menor necessidade de tratamentos anti-helminticos em caprinos com dieta de alta qualidade proteica e energetica quando comparados a outros com dieta nutricionalmente mais pobre. KNOX & STEEL (1996) obtiveram maiores ganho de peso, producao de la e de cordeiros, alem de menor quantidade de vermes adultos em ovinos suplementados com ureia e minerais do que naqueles suplementados apenas com minerais.

A adequada suplementacao nutricional, especialmente a proteica, e capaz de ampliar a resiliencia dos animais as nematodiases e, possivelmente, incrementar o desenvolvimento de resistencia aos parasitas, porem, estes mecanismos carecem de estudos mais esclarecedores.

3.3. Vacinas

Uma vacina anti-helmintica eficiente deve incorporar os diferentes componentes que geram a resposta imune natural que consiste no reconhecimento de antigenos, na inducao da resposta e na ativacao dos mecanismos de defesa contra o parasita (MEEUSEN & PIEDRAFITA, 2003). Comparadas as vacinas de subunidades ou de proteinas recombinantes--as quais, ambas parecem necessitar da associacao de varias moleculas para estimular melhor resposta (VERCRUYSSE et al., 2004)--as vacinas com larvas mortas ou atenuadas geram resposta e protecao mais amplas, ja que contam com antigenos multiplos e diversos, porem, sua producao e mais complexa, cara e sua margem de seguranca e menor. Ainda nao se chegou a formulacao de vacinas anti-helminticas de eficacia e aplicabilidade comprovadas.

Sao dificuldades inerentes a pesquisa de vacinas: variacoes geneticas dos parasitas; pontos obscuros e variacoes dos mecanismos da resposta imune; nao-invasividade de alguns parasitas (que dificulta a atuacao dos mecanismos de defesa); e a identificacao de possiveis antigenos (VERCRUYSSE et al., 2004). Ha ainda dificuldades mercadologicas como a ausencia de vacinas de amplo espectro; necessidade de praticidade de uso e efeito duradouro para minimizar o manejo; e custos elevados de producao, transporte e armazenamento (SONSTEGARD & GASBARRE, 2001). Nao e essencial que as vacinas sejam capazes de eliminar os parasitas, mas que controlem as infeccoes, mantendo niveis satisfatorios de produtividade no rebanho. Havendo efeito sinergico entre vacina e antihelmintico, reduz-se a frequencia de tratamentos e dificulta-se o aparecimento de resistencia parasitaria.

Avancos em biologia molecular (KNOX et al., 2001), mapeamento de genomas (KNOX, 2004), identificacao de antigenos (KNOX & SMITH, 2001) e de proteinas que interagem na resposta imune (KNOX, 2004) e tecnicas de interferencia em RNA (RNAi) (KNOX et al., 2007) tem aumentado as perspectivas de desenvolvimento de vacinas anti-helminticas eficazes.

4. Fitoterapia

Embora o uso de plantas, sementes ou extratos de vegetais seja comum no combate as nematodiases de ruminantes, esta pratica geralmente baseia-se em conhecimento empirico, sem comprovacao cientifica de seus beneficios (CABARET et al., 2002). A acao terapeutica dos extratos vegetais (ou oleos essenciais) esta frequentemente associada a metabolitos secundarios, os quais nao tem funcao aparente no metabolismo primario da planta, e sim um papel ecologico, por exemplo, na defesa a eventuais predadores (CHAGAS, 2004). Diversos fitoterapicos com suposta acao anti-helmintica tem sido testados cientificamente (CABARET et al., 2002; FAJIMI & TAIWO, 2005).

Testes in vitro apenas podem demonstrar um efeito potencial da planta ou do extrato. Nos testes in vivo, alem da analise das reais propriedades antihelminticas em condicoes naturais, e necessario avaliar possiveis efeitos negativos na performance dos animais, os quais podem ser provocados por fatores antinutricionais do fitoterapico (KETZIS et al., 2006) ou toxicidade aguda ou cronica (CABARET et al., 2002). Isso significa que muitos dos fitoterapicos utilizados popularmente podem nao ter o efeito a eles atribuido ou mesmo causar efeitos adversos nao conhecidos, sendo necessaria cautela na adocao destes tratamentos.

Entre as plantas ricas em metabolitos secundarios denominados taninos, as mais pesquisadas tem sido forrageiras leguminosas da familia Fabacea (HOSTE et al., 2006). Os taninos podem exercer acao anti-helmintica direta, ao interferir no ciclo natural dos helmintos, ou indireta, ao proteger a proteina ingerida da degradacao ruminal (com incremento da disponibilidade proteica no trato gastrintestinal inferior), o que dificulta a determinacao do seu real efeito anti-parasitario (BUTTER et al., 2000; KETZIS et al., 2006). Alem disso, os resultados de testes in vivo conduzidos com estas forragens podem ser influenciados por variacoes naturais na composicao da planta (por fatores ambientais ou proprios do seu ciclo) que alteram a concentracao de taninos na ingesta dos animais (ATHANASIADOU & KYRIAZAKIS, 2004).

De uma forma geral, tanto as plantas ricas em taninos quanto os demais fitoterapicos carecem de estudos que comprovem cientificamente sua aplicabilidade no combate aos nematodeos gastrintestinais.

CONCLUSAO

O controle das nematodiases e mais eficiente se baseado em um bom conhecimento epidemiologico basico e de particularidades regionais ou mesmo especificas do local e do tipo de sistema produtivo. Os quimioterapicos tem sido utilizados de forma equivocada levando a resultados abaixo do esperado, aumento dos custos de producao e a ampliacao dos seus efeitos nocivos.

Muitos dos metodos de controle alternativo pesquisados, embora promissores, apresentam restricoes ou limitacoes para uso em larga escala, porem, dao a perspectiva de diminuicao da dependencia aos quimioterapicos conforme evoluam as pesquisas nesta area. O emprego de metodos ja aplicaveis, especialmente quando associados e visando a reducao do uso de farmacos anti-helminticos, e viavel e tem apresentado resultados satisfatorios quando observados criterios tecnicos na sua escolha e utilizacao.

Compete aos medicos veterinarios orientar os produtores a respeito dos metodos de controle dos nematodeos gastrintestinais e sua correta utilizacao; ampliar pesquisas na busca de metodos alternativos viaveis nos diferentes sistemas de producao; visar a sustentabilidade e a minimizacao do impacto ambiental das praticas agropecuarias utilizadas e desestimular o uso excessivo do controle quimico das parasitoses.

Tecnologias ainda em desenvolvimento, como o controle biologico de nematodeos, a determinacao de parametros mais acurados na selecao genetica e as vacinas e fitoterapicos anti-helminticos, dao perspectivas da validacao de novos metodos de controle alternativo de nematodeos gastrintestinais no futuro. Espera-se que estes avancos tecnologicos alcancem, em larga escala, a producao rural, levando consigo os beneficios economicos, ambientais e de saude publica advindos da utilizacao de metodos de controle alternativos aos quimioterapicos em nematodeos gastrintestinais de ruminantes.

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Alfredo Skrebsky Cezar (I) Joao Batista Catto (II) Ivo Bianchin (II)

(I) Programa de Pos-graduacao em Medicina Veterinaria Preventiva--Doencas Parasitarias, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Av. Roraima, 1000, predio 44, CCR-2, sala 5149, 97105-900, Santa Maria, RS, Brasil. E-mail: alfredosps@hotmail.com. Autor para correspondencia. (II) Departamento de Parasitologia, Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte--EMBRAPA, Campo Grande, MS, Brasil.
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Author:Cezar, Alfredo Skrebsky; Catto, Joao Batista; Bianchin, Ivo
Publication:Ciencia Rural
Date:Oct 1, 2008
Words:6714
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