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Consumo sustentavel e o comportamento de universitarios: discurso e praxis!

SUSTAINABLE CONSUMPTION AND BEHAVIOR OF COLLEGE: DISCOURSE AND PRACTICE!

1 Introducao

A sociedade vem sentindo, ao longo dos ultimos anos, o efeito de varias mudancas ecologicas, tais como as mudancas climaticas, que resultam em tragedias em todos os cantos do mundo. Esse cenario promove um repensar sobre o comportamento humano na sua relacao com o ambiente. Conforme Gomes (2006) , o crescente processo de industrializacao sempre foi bem aceito pela sociedade, uma vez que o progresso economico sempre foi buscado incessantemente. No entanto, os recursos naturais sao utilizados como se fossem infinitos, nao havendo qualquer preocupacao com os impactos das atividades realizadas.

Um dos pilares que sustentam o desenfreado processo de industrializacao e o consumo inadequado, aquele que extrapola o limite, o sentido de "necessidade", para varios outros campos, e que tem constituido objeto de pesquisa da sociologia e da psicologia no estudo do comportamento humano e sua relacao social. Neste sentido, Schultz (2002) ressalta que se os atuais padroes de consumo praticados pelos paises desenvolvidos forem mantidos e seguidos por outros paises, a capacidade do planeta sustentar tudo isso, por meio de recursos naturais, estara seriamente comprometida, e, em poucos anos, muitos dos recursos naturais hoje disponiveis irao desaparecer.

Emergem tambem movimentos contrarios a essa tendencia. Na visao de Scarpinelli e Ragassi (2003), a preocupacao emergente com questoes ambientais deve-se ao aumento dos problemas ecologicos, degradacao do meio ambiente, visao individualista das empresas e, por fim, a pressao da educacao ambiental, que hoje, veem dando grande enfase a acoes relativamente importantes para a conscientizacao ambiental.

De acordo com Sutherland e Thompson (2003), a juventude esta associada ao consumismo e ao materialismo, vinculados as marcas e as tecnologias, com as quais se identificam, afirmam-se e se diferenciam perante seus pares e demais referentes sociais, criando um estilo de vida que cultiva o presente, o efemero e a satisfacao de todas as suas necessidades. No entanto, conforme Cardoso e Cairrao (2007), e crescente, tambem, o numero de jovens que vem apresentando sinais de independencia e de maturidade, comportamentos que revelam a busca da afirmacao da sua personalidade, a partir da qual passam a ter consciencia ecologica e ambiental, ligada a preservacao da vida e das condicoes de coexistencia da humanidade com a natureza, ainda que, por vezes, notem-se discrepancias entre essa consciencia e a pratica.

Entretanto, o conhecimento das questoes ambientais, apesar de ser considerado como um indicador da possibilidade de acao consciente do consumidor, nao parece significar obrigatoriamente um comportamento de compra ecologicamente correto. Perante esta complexidade surge o seguinte problema que esta investigacao pretender responder: Qual e o comportamento dos jovens universitarios quanto ao consumo sustentavel?

No intuito de entender melhor tal contexto, este estudo tem por objetivo analisar o comportamento, discurso e pratica dos jovens universitarios no que se refere ao consumo sustentavel, partindo do pressuposto que a populacao pesquisada possui acesso a disseminacao de conhecimentos que podem favorecer um comportamento mais adequado quanto ao consumo sustentavel.

2 Aporte Teorico

Conhecer as caracteristicas do consumidor e vital para qualquer estrategia assumida em direcao ao consumo sustentavel. No entanto, isso nao e algo simples, pois o comportamento humano e complexo, sendo influenciado pelo modo de vida do individuos, pelas estruturas sociais, pelos valores da sociedade, pela cultura, pelos valores e crencas pessoais, entre outros. Diante dessa complexidade, o estudo do comportamento do consumidor envolve varias areas do conhecimento, principalmente as ciencias sociais e a psicologia (CAPELINI, 2007).

De acordo com Gade (2000), o comportamento do consumidor se trata de uma atividade fisica, mental e emocional obtida na selecao, compra e uso de produtos e servicos para satisfacao de necessidades e desejos. Neste mesmo sentido, para Mittal e Newman (2001), o comportamento do consumidor pode ser definido como as atividades fisicas e mentais realizadas por clientes de bens de consumo e industriais, que resultam em decisoes e acoes como, comprar e utilizar produtos e servicos, bem como pagar por eles.

Para Solomon (2002), o comportamento do consumidor compreende o estudo dos processos envolvidos quando individuos ou grupos selecionam, compram, usam ou dispoem de produtos, servicos e ideias, ou experiencias, para satisfazer necessidades e desejos. Corroborando com esta definicao, conforme Minor e Mowen (2003), o comportamento do consumidor e o estudo das unidades compradoras e dos processos de troca envolvidos na aquisicao, no consumo e na disposicao de mercadorias, servicos, experiencias e ideias.

Engel, Blackwell e Miniard (2000) agruparam os fatores e determinantes que influenciam a tomada de decisao do consumidor em tres categorias, sendo elas: (1) diferencas individuais (recursos do consumidor, conhecimento, atitudes, motivacao, personalidade, valores e estilo de vida); (2) influencias ambientais (cultura, classe social, influencia pessoal, familia e situacao); e (3) processos psicologicos (informacao em processamento, aprendizagem e mudanca de atitude e comportamento).

Em meio a complexidade que envolve o comportamento do consumidor, destaca-se a importancia da sua relacao com o meio ambiente. Conforme Portilho (2005), durante a organizacao para a Rio 92, as negociacoes preliminares envolveram controvertidos debates acerca da relacao entre estilo de vida, praticas de consumo e problemas ambientais globais. Os documentos produzidos durante a conferencia, especialmente a Agenda 21, a Declaracao do Rio e o Tratado das ONGs, apontaram a responsabilidade dos estilos de vida e consumo em relacao a crise ambiental.

Nesse contexto, surge a reflexao sobre como os individuos podem suprir sua necessidade de consumir bens e servicos, de modo a nao promover a degradacao ambiental, pois, mesmo o consumo de poucas pessoas, ao longo de suas vidas, faz diferenca, tendo impacto sobre a sociedade e o meio ambiente. Kotler (2000) argumenta que o comportamento de consumo desvinculado da preservacao ambiental tende a submeter as geracoes futuras a um onus economico e social intoleravel, resultante do esgotamento de recursos e da poluicao decorrente do uso indiscriminado de produtos provocadores de deterioracao do meio ambiente.

Nessa realidade, desponta o consumidor consciente, que, de acordo com Mourao (2010), preocupa-se com o impacto da producao e do consumo sobre o meio ambiente, buscando a melhor relacao entre preco, qualidade e atitude social em produtos e servicos oferecidos no mercado, alem de mobilizar outros consumidores para a pratica do consumo consciente. Consumir com consciencia e uma questao de cidadania, pois o consumo de um grande numero de pessoas, mesmo por um periodo curto de tempo, causa impacto (COLTRO, 2006). Fraj e Martinez (2006) argumentam que o comportamento do consumidor consciente dos problemas ambientais tem sido analisado nao somente por meio da conduta de compra, reciclagem ou eliminacao do produto, mas tambem atraves da observacao de atitudes ativas e positivas, que refletem o posicionamento do consumidor ecologico consciente.

Conforme o Instituto Akatu (2010), o consumidor consciente busca o equilibrio entre a sua satisfacao pessoal e a sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viavel. Esse consumidor reflete a respeito de seus atos de consumo e sobre como eles irao repercutir nao so sobre si mesmo, mas tambem sobre as relacoes sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente tambem busca disseminar o conceito e a pratica do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos de consumo realizados por um numero muito grande de pessoas promovam grandes transformacoes.

No ano de 2006, o Instituto Akatu realizou uma pesquisa com 1.275 adultos de todas as classes sociais, residentes nas 11 principais cidades das cinco regioes geograficas do Pais (Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul), que revela o estagio em que se encontra o consumidor brasileiro em relacao ao consumo consciente. Dentre os resultados obtidos, verificou-se que existe uma perceptivel distancia entre o falar (valor) e o agir (comportamento). A assimilacao dos valores pela maioria dos consumidores aconteceu na maior parte das questoes exploradas na pesquisa. Ja em relacao aos "comportamentos", essa assimilacao ocorreu somente na minoria das situacoes propostas. Isto denota que torna-se necessario transformar "valores" ja assimilados em "comportamentos" efetivos (INSTITUTO AKATU, 2010).

Conforme Klineberg, McKeever e Rothenbach (1998) e possivel mensurar o nivel de consciencia ambiental de uma pessoa de quatro formas. O modo mais comum consiste em fornecer opcoes entre protecao ambiental e interesses politicos e economicos futuros, tais como, aumento na taxa de emprego e crescimento economico. A segunda forma e promover questionamentos a respeito da percepcao dos individuos sobre a poluicao ambiental. Outra maneira e identificar se os respondentes, de alguma forma, estao envolvidos em alguma atividade em prol do meio ambiente. E a quarta maneira e fazer perguntas sobre danos globais ao meio ambiente. Neste contexto, Calomarde (2000, p.30) desenvolveu formas para facilitar a caracterizacao ecologica dos consumidores diferenciando-os conforme suas atitudes e segmentando-os a partir das seguintes questoes:

Consciencia ecologica: representa o componente de crencas e conhecimentos ecologicos. E a composicao cognitiva da atitude e esta intimamente ligada ao nivel de informacao recebida e recordada, aumenta por meio da recordacao e da informacao que se faz chegar ao consumidor sobre os produtos e marcas ecologicas, especialmente mediante a tangibilizacao dos beneficios, os conhecimentos e as crencas ecologicas que o consumidor mantem.

Ecopostura: E a dimensao afetiva de preferencia para os produtos ecologicos. Sua intensidade se ve modulada pela cultura do grupo social ao qual pertence ou aspira pertencer, pela educacao recebida e pela informacao recebida, fundamentalmente. Quanto mais positiva seja esta atitude, mediante o estimulo ou pertencimento a um determinado grupo social, maior sera a ponderacao dos beneficios ecologicos no conjunto de beneficios atribuidos ao produto ou marca na avaliacao.

Ecoatividade: e a tendencia a atuar ecologicamente. Reside fundamentalmente na personalidade do individuo. Saber estima-la e tambem tarefa do marketing ambiental, como saber reconhecer ate onde se pode esperar resposta de cada grupo de consumidores com cada tipo de produto-mercado.

Outras maneiras de designar o consumo com vistas a preocupacao com o meio ambiente e consumo sustentavel e consumo verde. Para Hansen e Schrader (1997), o consumo sustentavel e o consumo de bens e servicos com o devido respeito aos recursos ambientais. Este consumo se da de maneira que garanta o atendimento das necessidades das geracoes atuais sem danificar o atendimento das necessidades das geracoes futuras. Como salienta Portilho (2005), as acoes e as escolhas individuais motivadas por preocupacoes ambientais passaram a ser vistas como essenciais, e o consumidor como o responsavel, por meio de suas demandas e escolhas cotidianas, por mudancas nas matrizes energeticas e tecnologicas do sistema de producao.

O consumo sustentavel implica necessariamente, reducao de consumo. Desta forma, consumo sustentavel nao e uma quantidade especifica entre o baixo consumo causado pela pobreza e o alto consumo gerado pela riqueza, mas um padrao de consumo bem diferente para todos os niveis de renda pessoal em paises do mundo todo (GONCALVES-DIAS, MOURA, 2007). Ja na visao de Capelini (2007), o consumo sustentavel abrange muito mais do que a escolha de produtos dentre os mais sustentaveis. Exige a discussao ampla da revisao do modelo de consumo vigente e, em alguns casos, o consumo sustentavel pode levar a um nao consumo.

Paavola (2001) descreve o consumo sustentavel com o tipo de consumo que envolve reducao de impactos ambientais adversos. Esse e ainda um termo abrangente, que traz uma serie de fatores-chave, tais como: o aumento do uso de fontes de energias renovaveis, a minimizacao da producao de lixo, a adocao de uma perspectiva de ciclo de vida que leve em conta a dimensao equitativa etc. Neste sentido, os produtos ecologicamente corretos dependem das novas preferencias dos consumidores por produtos verdes, pois a maior consciencia ecologica vem concorrendo para uma remodelacao do conceito de qualidade do produto, que agora precisa ser ecologicamente correto (AMORIM, et al, 2009).

Em relacao ao consumo sustentavel, destacam-se as embalagens como importantes aspectos na geracao de residuos. Assim, para que determinado produto possa ser considerado como ambientalmente correto, nao so o produto em si nao deve ser prejudicial ao maio ambiente, mas tambem a sua embalagem (BEDANTE, 2004). Schwepker, Jr. e Cornwell (1991) apontam que os consumidores estao dispostos a adquirir produtos em embalagens maiores com menor frequencia e tambem produtos em embalagens menos atrativas para eliminar excessos desnecessarios, bem como produtos condicionados em embalagens redesenhadas com o intuito de minimizar o impacto no meio ambiente em funcao da quantidade de residuos solidos a serem descartados.

Segundo Capelini (2007), o que diferencia consumo sustentavel de consumo verde e a escolha do produto a ser comprado e nao a necessidade de adquirir determinado produto. No consumo verde, o foco esta na inovacao tecnologica, relativa a produtos que agreguem qualidade ambiental. Essa abordagem, sozinha, tem inegaveis beneficios ambientais, contudo, tem como limitacoes a reducao da escolha entre um produto e outro, uma marca e outra, o que nao se refere a consumismo e nao-consumismo; refere-se ao esverdeamento do consumo; tem foco concentrado em uma classe de consumidores. Conforme Portilho (2005), o consumidor verde nao consome menos, mas de maneira diferenciada. Deixa de enfocar aspectos como a descartabilidade, a obsolescencia planejada e a reducao do consumo. Contudo, enfatiza a reciclagem, o uso de tecnologias limpas, a reducao do desperdicio e o incremento de um mercado consumidor verde.

Reconhecidos os limites e armadilhas da estrategia de consumo verde, surgiram propostas que cada vez mais enfatizam as acoes coletivas e as mudancas politicas e institucionais (mais do que as tecnologicas, economicas e comportamentais), como a proposta de consumo sustentavel. Por conseguinte, a alternativa para as acoes individuais seria estabelecer um compromisso com a moralidade publica, por meio de acoes coletivas, e implementar politicas multilaterais de regulacao, tanto da producao, quanto do consumo. A estrategia de producao e consumo limpos ou verdes comeca a perder espaco para uma estrategia de producao e consumo sustentaveis (PORTILHO, 2005).

3 Metodologia da Pesquisa

Na sua abordagem, esta pesquisa e quantitativa. Conforme Richardson (1989) este metodo, como o proprio nome indica, caracteriza-se pelo emprego da quantificacao tanto nas modalidades de coleta de informacoes, quanto no tratamento dessas, atraves de tecnicas estatisticas, desde as mais simples, como percentual, media, desvio-padrao, as mais complexas, como coeficiente de correlacao, analise de regressao, etc. Com relacao aos procedimentos, esta pesquisa se caracteriza como de levantamento ou survey, que, segundo Creswell (2010) a pesquisa de levantamento proporciona uma descricao quantitativa ou numerica de tendencias, de atitudes ou de opinioes de uma populacao, estudando uma amostra dessa populacao. Abrange estudos transversais e longitudinais, utilizando questionarios ou entrevistas estruturadas para a coleta de dados, com a intencao de generalizar a partir de uma amostra para uma populacao.

A pesquisa foi realizada em uma universidade de Blumenau, SC. A populacao foi composta por 330 estudantes da area de Ciencias Sociais Aplicadas do curso de Administracao, de um total de 1.413 alunos deste curso. A margem de erro e o nivel de confianca foi de 95%. Essa populacao estuda em uma universidade de ambito regional e carater comunitario, porem com cobranca de mensalidades, representando um publico de estudantes que, em sua maioria, trabalha nas empresas da regiao para custear suas despesas com a formacao academica. Isto evidencia que a maioria tambem ja possui remuneracao e, em alguma medida, experiencia com a administracao pessoal do consumo.

Quanto ao procedimento de coleta de dados, utilizou-se a aplicacao de questionario, baseado no estudo de Cardoso e Cairrao (2007), que desenvolveram um estudo na mesma tematica nas cidades de Porto e Coimbra em Portugal com 330 universitarios. Este estudo foi baseado em tres hipoteses:

H1: O nivel de consciencia ambiental dos jovens universitarios tem um impacto positivo na sua atitude em relacao ao consumo sustentavel;

H2: Atitudes positivas em relacao ao consumo sustentavel tem um impacto positivo na intencao de compra de produtos ecologicos;

H3: O nivel de consciencia ambiental dos jovens universitarios tem um impacto positivo na intencao de compra de produtos ecologicos.

Na construcao do questionario, os autores fundamentaram-se em escalas ja testadas e desenvolvidas por outros pesquisadores. Para avaliar o grau de consciencia ambiental dos pesquisado, foi utilizada a escala Environmental Concern (EC) proposta por Straughan e Roberts (1999), utilizada por Bedante (2004) e por Cardoso e Cairrao (2007). A avaliacao das atitudes dos pesquisados frente ao consumo sustentavel, foi feita com base na escala Ecologically Conscious Consumer Behavior (ECCB), ja utilizada por Lages e Neto (2002). Apos a coleta, organizacao e classificacao, os dados foram interpretados para que pudessem responder aos questionamentos e objetivos desta investigacao.

4 Comportamento, Discurso e Pratica, dos Jovens Universitarios sobre o Consumo Sustentavel

Nesta etapa sao analisados os dados obtidos com a pesquisa sobre o comportamento dos universitarios em relacao ao consumo sustentavel. A analise esta dividida em tres topicos, a saber: Consciencia Ambiental; Intencao de Compra de Produtos Ecologicos e Consumo Sustentavel. O questionario foi elaborado com base no modelo da escala Likert e as respostas obtidas estao representadas por meio de tabelas, com as seguintes atribuicoes: numero 1 para Discordo Totalmente; numero 2 para Discordo; numero 3 para Neutro; numero 4 para Concordo e numero 5 para Concordo Totalmente. Nas tabelas sao apresentados os numeros de frequencia absoluta (F) e frequencia relativa (%). Quanto ao Teste de Cronbach (confiabilidade da escala), nas questoes da Tabela 1, Tabela 2 e Tabela 3 (alpha = 0,86), este valor de escala e confiavel, se considerar-se aceitavel valores de alfa acima de 0.60.

Com relacao ao perfil dos estudantes universitarios questionados, observou-se que a idade media e de 22,5 anos, sendo que o mais novo tinha 16 anos, e o mais velho, 47 anos; a mediana foi de 21 anos, caracterizando a populacao desta pesquisa como sendo composta de jovens estudantes universitarios. Quanto ao genero, 52,7% sao do sexo feminino e 47,3% do sexo masculino, este equilibrio facilita a analise.

4.1 Consciencia Ambiental

A primeira parte do questionario versava sobre a consciencia ambiental e continha 12 perguntas, evidenciadas nas tabelas 1 e 2. A tabela 1 apresenta afirmativas que nao consideram a fragilidade ambiental e, a tabela 2, ao contrario, refere-se a frases que relatam os problemas com o meio ambiente.

Na Tabela 1, as duas primeiras questoes obtiveram os maiores indices (44% e 43% respectivamente) para as alternativas discordo totalmente e discordo. Na primeira questao, que afirma "As plantas e os animais existem, basicamente, para serem utilizados pelos seres humanos", 44% discordaram totalmente e 36% discordaram. E, em relacao a segunda, em que se afirma que "A humanidade foi criada para dominar a natureza", 43% discordam totalmente e 38% discordam.

Neste caso, a maioria dos estudantes entende que existe um limite sobre a supremacia do homem em relacao a natureza. Isto evidencia que os universitarios entrevistados possuem certo entendimento sobre a problematica ambiental.

No entanto, torna-se importante destacar que, apesar de representar a minoria, 8% dos estudantes concordam com a primeira frase, 2% concordam totalmente e 10% se mantiveram indiferentes. Ja em relacao a segunda frase, 7% concordam e 3% concordam totalmente e 9% se mantiveram indiferentes.

Observa-se que, apesar da maioria desses jovens entenderem que os individuos precisam respeitar as fragilidades do meio ambiente, este pensamento ainda nao representa a totalidade. Sobre isto, recorre-se ao que Calomarde (2000, p. 30) propoe sobre a consciencia ecologica dos consumidores, quando aponta que essa representa o componente de crencas e conhecimentos ecologicos e que a composicao cognitiva da atitude esta fortemente atrelada ao nivel de informacao recebida por essas pessoas.

As duas ultimas frases da tabela 1 tambem apresentaram resultados favoraveis a consciencia ambiental por parte dos respondentes. Sao frases parecidas, que tratam da modificacao do meio ambiente pelo homem em virtude de suas necessidades, e, em virtude disso, correspondem a resultados semelhantes. Em relacao a afirmativa, "Os seres humanos tem o direito de modificar o meio ambiente para ajusta-lo as suas necessidades", 29% discordaram totalmente e 34% discordaram. Esse resultado aponta um aspecto relevante quanto a consciencia ambiental. A ultima frase pontua que "Os seres humanos nao precisam se adaptar ao ambiente natural, porque podem adaptar o meio ambiente as suas necessidades". Neste caso, 24% discordaram totalmente, 35% discordaram e 23% mantiveram-se indiferentes.

Nestas duas questoes, chama atencao o numero de pessoas que se mantiveram indiferentes, que foi de 21% e 23% respectivamente. Este cenario pode estar relacionado ao fato de que, em dadas circunstancias, os seres humanos precisam adequar as condicoes ambientais para a sua sobrevivencia, como, por exemplo, o cultivo de alimentos. Ambas as questoes nao deixam claro ate que ponto os individuos poderiam adaptar o meio ambiente as suas necessidades.

A tabela 2 apresenta frases que refletem algumas preocupacoes em relacao ao meio ambiente. As tres primeiras pontuam o modo abusivo com que os seres humanos estao explorando o meio ambiente e que deveriam viver em harmonia com a natureza, apresentando os maiores indices de respostas -- concordo totalmente e concordo -- desta tabela. As cinco ultimas questoes abordam a fragilidade da natureza e a capacidade do planeta. A frase "O planeta Terra e como uma aeronave, com espaco e recursos limitados" apresenta 30% de concordo totalmente e 45% de concordo; a questao "O equilibrio da natureza e muito delicado e facilmente perturbado" contou com 29% de concordo totalmente e 53% de concordo; e a afirmativa "Para manter uma economia saudavel teremos que desenvolve-la para que o crescimento industrial seja controlado" contou com 23% de concordo totalmente e 53% de concordo. Ja no que tange as duas ultimas questoes, que sao mais categoricas ao se referir a capacidade de carga do planeta, apesar de a maioria mostrar concordancia, destaca-se o numero de pessoas que se mantiveram indiferentes que foi de 25% e 34% respectivamente (para a penultima e ultima questoes).

Ressalta-se que as tabelas 1 e 2 demonstram a existencia de uma percepcao dos estudantes em relacao as problematicas ambientais. E possivel constatar que a maioria dos jovens pesquisados possui um nivel favoravel de consciencia ambiental. Contudo, torna-se importante destacar que essas tabelas nao apresentam as reais atitudes dos respondentes frente as questoes apontadas, mas apenas sua opiniao sobre o tema.

4.2 Intencao de Compra de Produtos Ecologicos

Neste topico e analisada a intencao de compra de produtos ecologicos por parte dos universitarios pesquisados.

Ao verificar a Tabela 3, percebe-se que, nas compras, o preco sempre e o item mais importante para 30 % dos universitarios pesquisados; 51% ficaram neutros em relacao a esta questao e apenas 15% responderam que o preco nao e o mais importante. As escolhas ocorrem dentro de uma capacidade orcamentaria. Essa restricao indica nao ser possivel contemplar todos os desejos, por isso o individuo deve fazer escolhas (STIGLITZ; WALSH, 2003).

O percentual dos universitarios pesquisados que priorizam a compra de produtos em embalagens biodegradaveis foi de 16% para os que concordam e que concordam totalmente, numero baixo se considerarmos que 43% disseram discordar ou discordar totalmente desta afirmativa, outros 40% mantiveram-se neutros. Este resultado representa um desafio a venda deste tipo de produto. No entanto, 32% concordam em comprar um produto numa embalagem reciclavel em alternativa a comprar um produto similar numa embalagem nao reciclavel, 16% concordam totalmente e 37% foram neutros a questao. 45% dos pesquisados estariam dispostos a comprar alguns produtos (que agora compram em embalagens menores) em embalagens maiores e com menor frequencia, respondendo que concordam e que concordam totalmente com a afirmativa. Resta saber se a iniciativa parte da intencao do entrevistado, ou das opcoes ja disponiveis pela preocupacao das empresas em atuar nesse campo. Neste sentido, Bedante (2004) aponta que os consumidores estao propensos a consumir mais os produtos contidos em grandes embalagens, pois produtos acondicionados em embalagens maiores levam os consumidores a compra-los com menos frequencia, diminuindo, desta maneira, o consumo de material de embalagem e, consequentemente, seu descarte.

Verificou-se que 56% dos universitarios concordam e concordam totalmente que comprariam um produto numa embalagem pouco tradicional (por exemplo, redonda quando a maioria e quadrada) se isso se traduzisse na criacao de menos residuos solidos (lixo). Apenas 12% responderam que discordam e discordam totalmente da questao. 55% dos universitarios entrevistados responderam que concordam e concordam totalmente e que estariam dispostos a comprar alguns produtos (que agora compram em embalagens menores) em embalagens maiores e com menor frequencia. Observa-se uma atencao da maioria em relacao a producao de lixo em virtude da embalagem. Neste sentido, conforme Mourao (2010), desponta o consumidor consciente, que se preocupa com o impacto da producao e do consumo sobre o meio ambiente, em uma busca nao somente por preco e qualidade, mas tambem como uma atitude social.

O ultimo assunto deste bloco se refere a "comprar um produto com uma embalagem menos atrativa se soubesse que todo o plastico e/ou papel desnecessario nesta embalagem tivesse sido eliminado", verificouse que 55% dos universitarios pesquisados concordam e concordam totalmente e 27% foram neutros, os demais responderam que discordam ou discordam totalmente da questao. Observa-se um pequeno avanco na questao da consciencia sobre o uso de embalagens descartaveis ou menores.

4.3 Consumo Sustentavel

Com relacao ao Consumo Sustentavel, constatou-se que a maior parte dos entrevistados manteve-se neutra em suas respostas, conforme demonstra a Tabela 4.

Na Tabela 4, percebe-se que 115 universitarios (35%) responderam concordar com a questao "Quando tenho que escolher entre dois produtos iguais, eu escolho sempre o que e menos prejudicial as outras pessoas e ao meio ambiente"; outros 134, ou 41% dos respondentes, mostraram-se neutros em relacao a pergunta.

Ao serem questionados sobre a compra de produtos fabricados ou vendidos por empresas que prejudicam ou desrespeitam o meio ambiente, 42% dos universitarios se mantiveram neutros, ja 21% responderam que concordam e 16 universitarios, 5% do total, concordam totalmente com a questao. Este resultado evidencia a constatacao de que os universitarios pesquisados nao tem percepcao clara a respeito do poder do consumidor na preservacao ambiental.

Verificou-se tambem um percentual elevado de neutralidade em relacao ao esforco para reduzir o uso de produtos feitos de recursos naturais escassos, 38% dos entrevistados permaneceram neutros a esse respeito, enquanto outros 37% concordam e 10% concordaram totalmente. Quanto a compra de produtos que causam menos poluicao, 56% universitarios concordam e 17% concordam totalmente em adquirir esse tipo de produto.

Percebeu-se que os universitarios ja convenceram amigos ou parentes a nao comprar produtos que prejudiquem o meio ambiente, os resultados foram: 35% concordam ou concordam totalmente e 39% nem concordam, nem discordam. Conforme Mourao (2010), uma das caracteristicas do consumidor consciente e a mobilizacao de outros consumidores para a pratica do consumo consciente. No entanto, os entrevistados demonstram baixa preocupacao na compra de produtos e alimentos que agridam o meio ambiente, apresentando, na maioria, neutralidade nesse aspecto. Dos universitarios, 52% concordam e concordam totalmente que nao compram produtos e alimentos que possam causar a extincao de algumas especies animais ou vegetais.

Ao serem questionados sobre a compra de produtos feitos de papel reciclado, 42% concordam e concordam totalmente; 38% mantiveram-se neutros nesta questao e 20% discordam e discordam totalmente. Quanto a compra de produtos feitos de papel reciclado, 49% responderam que sempre que possivel praticam isso, ja 33% ficaram neutros sobre o questionamento. Na afirmativa seguinte, os resultados mostram que os universitarios nao tentam comprar apenas produtos que possam ser reciclados, este numero e preocupante, pois 43% dos entrevistados, um numero significativo, mostraram-se neutros a respeito dessa afirmativa. Ao que tudo indica, esse posicionamento esta ligado ao elevado custo dos produtos reciclados em relacao aos nao reciclados.

Os universitarios foram questionados se evitam comprar produtos que nao sejam biodegradaveis; as respostas mostraram que 50% mantiveram-se neutros, outros 9% responderam concordar e 5 % responderam que concordam totalmente. Percebe-se assim que as respostas nao vem ao encontro do que preconizou Schwepker, Jr. e Cornwell (1991) na decada de 90, quando destacavam que os consumidores estariam dispostos a adquirir produtos em embalagens reciclaveis e biodegradaveis em detrimento de produtos similares que nao obtivessem tais caracteristicas.

Verificou-se que 60% dos universitarios pesquisados responderam que concordam e concordam totalmente em "comprar produtos naturais porque sao mais saudaveis." Ainda verificou-se que 49% preferem alimentos sem fertilizantes quimicos, porque respeitam o meio ambiente.

Dos universitarios pesquisados, 31% concordam e 17% concordam totalmente em pagar um pouco mais por um produto ou alimento que esteja livre de elementos quimicos que prejudicam o meio ambiente. A este respeito, 16% discordaram, 4% discordaram totalmente,e outros 31% nao concordaram nem discordaram. A ultima questao deste bloco se refere a preocupacao com o meio ambiente, ou seja, "Quando compro produtos e alimentos, a preocupacao com o meio ambiente influencia a minha decisao de escolha"; 40% dos respondentes mantiveram-se neutros, outros 28% dos universitarios discordam ou discordam totalmente e 32 % concordaram ou concordaram totalmente.

Comparando os dados das tabelas 1, 2 e 3, que apresentam questoes referentes a consciencia ambiental, com os dados da tabela 4, que trata da pratica de consumo sustentavel, verificou-se que o discurso da consciencia ambiental ainda e mais forte do que a pratica do consumo sustentavel. Observouse que a quantidade de pessoas que preferiram se manter neutras em relacao aos questionamentos sobre o consumo foi expressiva. Retomando aos autores mencionados na revisao teorica, observa-se que o consumo sustentavel implica uma mudanca consideravel na postura das pessoas. Para Mourao (2007), o consumo sustentavel implica necessariamente reducao de consumo, nao estando relacionado ou baixo consumo causado pela pobreza, mas sim, a um padrao de consumo diferente para todos os niveis de renda pessoal.

5 Conclusao

O consumo sustentavel tornou-se disciplina fundamental no cotidiano dos discursos e praticas de administracao, sendo pesquisado por estudiosos e por empresas socialmente e ecologicamente responsaveis, visto que a sociedade vem se conscientizando do seu papel em relacao ao meio ambiente. Diante desse movimento, este estudo teve como objetivo verificar o comportamento dos jovens universitarios quanto ao consumo sustentavel. Partiu-se do pressupostoo de que esta populacao de pesquisa possui acesso ou muita aproximacao com a disseminacao de conhecimentos que podem favorecer um comportamento mais adequado quanto ao consumo sustentavel.

Nos resultados observou-se, de um modo geral, que os universitarios pesquisados acreditam e afirmam que estao conscientes do seu papel em relacao aos cuidados com o meio ambiente. Todavia, algumas vezes, e possivel que os jovens tenham respondido em funcao daquilo que e socialmente aconselhavel e aceitavel, e nao em funcao daquilo que sao efetivamente as suas praticas de consumo. Fato esse verificado em algumas praticas de consumo que nao corroboram com a preservacao ambiental. Cardoso e Cairrao (2007) consideram como consumidor ecologicamente consciente aquele que tem consciencia do impacto dos seus habitos de consumo no meio ambiente e que se empenha em comprar produtos que nao prejudiquem o meio ambiente. As hipoteses avaliadas no conteudo dos questionarios aplicados neste estudo comprovaram que:

Na hipotese H1, o nivel de consciencia ambiental dos jovens universitarios tem um impacto positivo na sua atitude em relacao ao consumo sustentavel, como observado nas Tabelas 1, 2, em que depreende-se que a maioria dos jovens pesquisados possui um nivel favoravel de consciencia ambiental. Entretanto, e fundamental destacar que estes dados nao apresentam as reais atitudes dos respondentes frente as questoes apontadas, mas apenas sua opiniao sobre o tema.

A hipotese H2 garante que as atitudes positivas em relacao ao consumo sustentavel tem um impacto positivo na intencao de compra de produtos ecologicos. Este fato foi verificado na Tabela 3, em que se percebe que os universitarios ainda optam por comprar produtos em funcao do preco. A escassez de recursos e uma realidade para os alunos jovens que trabalham para pagar a universidade, talvez por isso, pode-se concluir que poucos priorizam a compra de produtos em embalagens biodegradaveis. No entanto, mesmo assim, muitos concordam em comprar um produto numa embalagem reciclavel em alternativa a comprar um produto similar numa embalagem nao reciclavel. Alem disso, alegam que estariam dispostos a comprar produtos (que agora compram em embalagens menores) em embalagens maiores e com menor frequencia. Mais da metade dos universitarios, afirmaram que comprariam um produto numa embalagem pouco tradicional se isso se traduzisse na criacao de menos residuos solidos, e ainda, comprariam um produto com uma embalagem menos atrativa se soubessem que todo o plastico e/ou papel desnecessario nesta embalagem pudesse ser eliminado ou reciclado.

No que concerne a hipotese H3, as atitudes positivas em relacao ao consumo sustentavel tem um impacto positivo na intencao de compra de produtos ecologicos; na escolha entre dois produtos iguais, preferem o que e menos prejudicial tanto a sociedade quanto ao ambiente. Boa parte dos entrevistados ja convenceram amigos ou parentes a nao comprar produtos que prejudicam o meio ambiente. No que se refere a compra de produtos fabricados ou vendidos por empresas que prejudicam ou desrespeitam o meio ambiente, quase metade se mantiveram neutros, demonstrando que eles nao tem percepcao clara a respeito do poder do consumidor na preservacao ambiental. Ao serem questionados sobre a compra de produtos feitos de papel reciclado, quase metade concordam em comprar produtos feitos em papel reciclado, e, sempre que possivel, compram produtos feitos de papel reciclado. Todavia, os universitarios nao tentam comprar apenas produtos que possam ser reciclados. Este numero e preocupante, pois 43% deles, quantidade bastante significativa, demonstraram neutralidade nesta questao. Ao que tudo indica, esta atitude pode estar ligada ao elevado custo dos produtos reciclados em relacao aos nao reciclados.

Conclui-se, desta forma, que os jovens estudantes universitarios entrevistados, em seu discurso, preocupam-se com a conservacao ambiental no momento de decisao do consumo. No entanto, na pratica, e possivel verificar uma realidade diferente, em especial na valorizacao da relacao custo-beneficio em detrimento da relacao custo-conservacao ambiental e/ou contribuicao pessoal com a aquisicao de produtos, alimentos e embalagens menos nocivos ao ambiente: "A intencao e boa, mas a praxis e diferente". Tal resultado vai ao encontro do que o Instituto Akatu pode concluir no ano de 2006 com a pesquisa sobre comportamento consciente, no qual se verificou que existe uma distancia entre o falar (valor) e o agir (comportamento).

A observacao deste cenario, em uma comunidade academica, pode apontar em direcao a uma realidade bastante complicada para um espaco de tantas discussoes e de promocao do discurso da conservacao ambiental. Porem, ha que se levar em conta a falta de cultura de conscientizacao ja enraizada na sociedade, como tambem, o alto custo dos produtos ecologicos em comparacao aos demais produtos tradicionais em oferta no mercado. Para uma geracao de poucos recursos, esta situacao pode representar uma falta de alternativa economica em participar dos movimentos em prol do consumo sustentavel.

Diante desses resultados faz-se necessario rever as reflexoes sobre o consumo sustentavel nas discussoes providas nas aulas e estudos promovidos na universidade, numa tentativa de ampliar as possibilidades de transformacao do comportamento de consumo dos universitarios. Por fim, acredita-se que este estudo representa um alerta, ainda que nao possa ser considerado como conclusivo devido ao recorte analisado; por isso, recomenda-se a realizacao de novas pesquisas que possam evidenciar outros fenomenos, contribuindo para a alteracao dessa condicao.

http://revistas.facecla.com.br/index.php/recadm/doi: 10.5329/RECADM.2011002006

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1- Giancarlo Gomes * Doutorando em Ciencias Contabeis e Administracao pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), Brasil. Professora do curso de Administracao da Faculdade de Ciencias Integradas do Pontal da Universidade Federal de Uberlandia (FACIP/UFU), Brasil. giancarlo@pzo.com.br http://lattes.cnpq.br/4556968403215471

2- Patricia Monteiro Gorni Mestre em Administracao pela Universidade Regional de Blumenau (FURB), Brasil. Professora do curso de Administracao da Faculdade do Litoral Catarinense (FLC/SOCIESC) e Faculdade Acao de Rio do Sul, Brasil. patriciagorni@brturbo.com.br http://lattes.cnpq.br/0516975227230454

3- Marialva Tomio Dreher Doutora em Engenharia de Producao pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Brasil. Pos-doutorado em Administracao pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EA/UFRGS), Brasil. Professora do Programa de Mestrado em Administracao e Doutorado em Ciencias Contabeis e Administracao da Universidade Regional de Blumenau (FURB), Brasil. marialva@furb.br http://lattes.cnpq.br/7632895610689620

Recebido em: 19/07/2010

Aprovado em: 29/11/2010

Ultima Alteracao: 31/12/2010

* Contato Principal: Fundacao Universidade Regional de Blumenau - FURB, PPGCC - Campus I, sala D-202. Rua Antonio da Veiga, 140 - CP 1507, CEP 89012-900, Blumenau - SC, Brasil.
Tabela 1--Consciencia Ambiental--parte 1

                          1          2          3        4         5

ITENS DA ESCALA        F.    %    F.    %    F.   %    F.   %    F.   %

As plantas e os        144   44   120   36   32   10   27   8    7    2
animais existem,
basicamente, para
serem utilizados
pelos seres
humanos.

A humanidade foi       142   43   126   38   30   9    22   7    9    3
criada para dominar
a natureza.

Os seres humanos       95    29   112   34   70   21   39   12   14   4
tem o direito de
modificar o meio
ambiente para
ajusta-lo as suas
necessidades.

Os seres humanos       78    24   116   35   76   23   45   14   12   4
nao precisam se
adaptar ao ambiente
natural porque
podem adaptar o
meio ambiente as
suas necessidades.

Tabela 2--Consciencia Ambiental--parte 2

                        1        2         3          4          5

ITENS DA ESCALA      F.   %   F.   %    F.    %    F.    %    F.    %

A humanidade esta    3    1   13   4    18    5    108   33   186   56
abusando
seriamente do
meio ambiente.

Os seres humanos     2    1   6    2    17    5    126   38   179   54
devem viver em
harmonia com a
natureza para que
possam sobreviver
melhor.

Quando os seres      3    1   11   3    30    9    141   43   144   44
humanos
interferem na
natureza, isso
frequentemente
produz
consequencias
desastrosas.

O planeta Terra e    9    3   19   6    55    17   149   45   98    30
como uma
aeronave, com
espaco e recursos
limitados.

O equilibrio da      3    1   11   3    42    13   175   53   97    29
natureza e muito
delicado e
facilmente
perturbado.

Para manter uma      4    1   17   5    57    17   175   53   76    23
economia saudavel
teremos que
desenvolve-la
para que o
crescimento
industrial seja
controlado.

Estamos nos          15   5   55   17   83    25   121   37   56    17
aproximando do
numero limite de
habitantes que a
terra pode
suportar.

Existem limites      11   3   44   13   111   34   117   35   44    13
de crescimento
para alem dos
quais a nossa
sociedade
industrializada
nao pode
expandir-se.

Tabela 3--Intencao de compra de produtos ecologicos

                       1         2          3          4         5

ITENS DA ESCALA      F.   %    F.   %    F.    %    F.    %    F.   %

Nas suas compras     5    2    43   13   167   51   86    26   14   4
o preco sempre e
mais importante

Prioriza compra      42   13   99   30   131   40   41    12   12   4
de produtos em
embalagens
biodegradaveis.

Compraria um         14   4    34   10   123   37   105   32   52   16
produto numa
embalagem
reciclavel em
alternativa a
comprar um
produto similar
numa embalagem
nao reciclavel.

Estaria disposto     11   3    41   12   132   40   104   32   42   13
a comprar alguns
produtos (que
agora compro em
embalagens
menores) em
embalagens
maiores e com
menor frequencia.
Compraria um
produto numa
embalagem pouco
tradicional (por
exemplo,

redonda quando a     14   4    25   8    106   32   101   31   84   25
maioria e
quadrada) se isso
se traduzisse na
criacao de menos
residuos solidos
(lixo).
Compraria um
produto com uma
embalagem menos
atrativa se
soubesse

que todo o           12   4    46   14   88    27   100   30   84   25
plastico e/ou
papel
desnecessario
nesta embalagem
tivesse sido
eliminado.

Tabela 4--Consumo sustentavel

                        1         2         3          4         5

ITENS DA ESCALA      F.   %    F.   %    F.    %    F.    %    F.   %

Quando tenho que     11   3    37   11   134   41   115   35   33   10
escolher entre
dois produtos
iguais, eu
escolho sempre o
que e menos
prejudicial as
outras pessoas e
ao meio ambiente.

Nao compro           13   4    70   21   139   42   91    28   16   5
produtos
fabricados ou
vendidos por
empresas que
prejudicam ou
desrespeitam o
meio ambiente.

Faco sempre um       10   3    36   11   126   38   122   37   33   10
esforco para
reduzir o uso de
produtos feitos
de recursos
naturais
escassos.

Quando possivel,     8    2    23   7    58    18   186   56   55   17
escolho sempre
produtos que
causam menos
poluicao.

Ja convenci          33   10   67   20   129   39   82    25   15   5
amigos e
familiares a nao
comprar produtos
que prejudicam o
meio ambiente.

Para a minha casa    22   7    62   19   174   53   59    18   10   3
nao compro
produtos que
prejudiquem o
meio ambiente.

Nao compro um        15   5    49   15   108   33   134   41   24   7
produto quando
sei dos possiveis
danos que ele
pode causar ao
meio ambiente.

Nao compro           16   5    33   10   107   32   130   39   42   13
produtos e
alimentos que
possam causar a
extincao de
algumas especies
animais ou
vegetais.

Procuro comprar      17   5    50   15   125   38   105   32   32   10
produtos feitos
em papel
reciclado.

Sempre que           19   6    43   13   108   33   121   37   38   12
possivel, compro
produtos feitos
de material
reciclado.

Tento comprar        16   5    65   20   141   43   85    26   22   7
apenas produtos
que possam ser
reciclados.

Evito comprar        18   5    70   21   165   50   62    19   15   5
produtos que nao
sejam
biodegradaveis.

Compro produtos      9    3    30   9    90    27   139   42   61   18
naturais porque
sao mais
saudaveis.

Prefiro alimentos    9    3    33   10   121   37   110   33   53   16
sem fertilizantes
quimicos porque
respeitam o meio
ambiente.

Estou disposto a     13   4    54   16   102   31   103   31   55   17
pagar um pouco
mais por produtos
e alimentos que
estejam livres de
elementos
quimicos que
prejudiquem o
meio ambiente.

Quando compro        20   6    71   22   133   40   85    26   21   6
produtos e
alimentos, a
preocupacao com o
meio ambiente
influencia a
minha decisao de
escolha.
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Article Details
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Author:Gomes, Giancarlo; Monteiro Gorni, Patricia; Tomio Dreher, Marialva
Publication:Revista Eletronica de Ciencia Administrativa
Article Type:Report
Date:Jul 1, 2011
Words:8373
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