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Condicao reprodutiva da betara preta, Menticirrhus americanus (Teleostei, Sciaenidae), na pesca realizada no litoral norte de Santa Catarina, Brasil.

Introdução

Para atenuar os impactos que a pesca exerce sobre os recursos vivos do meio, muitas pescarias no mundo (Arendse et al., 2007) e também algumas no Brasil (Isaac et al., 2006; Sunyé, 2006) adotam como mecanismo de gestão a interrupção da atividade durante o período reprodutivo da espécie-alvo. Entretanto, é comum que no período legal de exercício da atividade, a espécie-alvo não esteja em período reprodutivo, mas algumas da fauna acompanhante, sim.

Tal situação aplica-se particularmente nas pescarias multi-específicas, como são aquelas de pequena escala praticadas no litoral norte de Santa Catarina (Medeiros et al., 1997; Sunyé, 2006). Nesta região, uma frota composta por embarcações de pequeno porte atua numa faixa essencialmente costeira, Plataforma Continental em profundidade até 20 m, utilizando como petrechos de pesca redes de emalhe e de arrasto de fundo com portas. As pescarias têm como alvo peixes e camarões, mas mesmo no arrasto que visa a estes últimos, os peixes são numericamente abundantes, sobretudo cianídeos de tamanho não-comercializável (Chaves e Robert, 2003; Souza e Chaves, 2007). A pesca de emalhe é praticada ininterruptamente; a de arrasto é proibida durante três meses ao ano, observando o ciclo reprodutivo do camarão sete-barbas, Xiphopenaeus kroyeri (Andriguetto et al., 2006). Até 2005, o defeso do arrasto ocorreu de março a maio; a partir de 2006, de outubro a dezembro.

O presente trabalho avalia a condição reprodutiva de uma das espécies mais comuns nos desembarques da região, tanto na pesca de emalhe como naquela de arrasto: a betara preta, ou papaterra, Menticirrhus americanus (Linnaeus, 1758). Em nenhuma das pescarias, a betara preta é espéciealvo, mas na primeira costuma ocorrer em tamanhos com valor comercial, enquanto na segunda na qualidade de by-catch (Robert e Chaves, 2006). Assim, pretende-se que as informações disponibilizadas sobre a betara preta somem-se a outras, relativas às demais espécies que integram as pescarias na região, com vistas a subsidiar a gestão da atividade pesqueira.

Material e métodos

Acompanharam-se os desembarques da frota comercial no município de Itapoá, o maior produtor de pescados do litoral norte de Santa Catarina (Ibama, 1999). Foram amostrados 633 exemplares, 529 dos quais desembarcados em Barra do Saí (BS) e 104 em Itapema do Norte (IN), comunidades do município de Itapoá (26 [degré] 00'S; 48 [degré] 36'W; Figura 1). As datas de amostragens foram: em 2006, em 25 de agosto (BS), em 18 (IN) e 22 de setembro (BS + IN), em 27 de outubro (BS + IN), em 3 e 24 de novembro (BS), e em 19 (BS + IN) e 27 de dezembro (BS); em 2007, em 24 de janeiro, em 23 de fevereiro, em 23 de março, em 13 de abril, em 23 de maio, em 22 de junho, em 20 de julho e em 16 de agosto (sempre BS). As artes de pesca consistiram naquelas mais praticadas na região: 1) pesca com rede de emalhe, operando comumente em duas modalidades: caceio, de superfície ou de fundo, em que a rede atua à deriva, com abertura de malha de 5 ou 6 cm entre nós opostos; e fundeio, em que a rede é fixada ao fundo por poitas de ferro, e cuja abertura de malha é de 6 ou 7 cm entre nós opostos; e 2) pesca de arrasto camaroeiro, de fundo, utilizando portas ou pranchas, com malha de 3 cm entre nós opostos no ensacador. Um descritivo completo está disponível em Chaves e Robert (2003).

[FIGURA 1 OMITIR]

Os exemplares foram medidos (comprimento total--CT), pesados (peso total--PT) e dissecados para reconhecimento do sexo e avaliação do estádio de maturação gonadal. Da modalidade caceio foram analisados 50 exemplares (119 a 374 mm); da fundeio, 465 (148 a 351 mm); da pesca de arrasto, 118 (65 a 237 mm). Mediante adaptação de escala de Vazzoler (1996), o estádio de maturação foi classificado em A--imaturo, B--em maturação, C--maduro, Ch--hidratado, D--total ou parcialmente desovados (fêmeas)/espermiados (machos) Analisou-se a frequência de ocorrência de exemplares em cada estádio, segundo a época do ano e a arte de pesca.

Todas as gônadas foram pesadas (PG) e parte delas foi fixada em formol 4% para processamento histológico com inclusão em parafina e coloração hematoxilinaeosina (Vazzoler, 1996). Consideraram-se adultos os indivíduos classificados como B, C, Ch, D ou R, e em reprodução aqueles classificados como C, Ch ou D.

Avaliaram-se as distribuições temporais (i) da proporção sexual, (ii) da frequência mensal dos estádios de maturação e (iii) dos valores de índice gonadossomático (IGS = 100.PG/PT). Após aplicação da fórmula de Sturges, os exemplares foram divididos em dez classes de CT de 37 mm e, a partir da frequência de adultos por classe (Vazzoler, 1996), estimou-se aquela correspondente ao tamanho médio de primeira maturação gonadal.

Resultados

As fêmeas foram mais abundantes que os machos (1,0 m:2,8 f; [khi carré] = 22,56; g.l. = 1; p < 0,05), havendo predomínio de machos apenas em fevereiro (1,5 m:1,0 f; [khi carré] = 4,50; g.l = 1; p < 0,05) e equivalência entre sexos em março e maio (1:1; [khi carré] = 0,64 e 0,25, respectivamente; g.l. = 1; p < 0,05) (Figura 2). A proporção sexual foi diferente de 1:1 em todas as classes de tamanho, exceto 212 [??] 249 mm ([khi carré] = 2,40; Figura 3). O maior macho mediu 316 mm e a maior fêmea, 434 mm. As três classes de maior CT compuseram-se exclusivamente de fêmeas (Figura 3).

[FIGURA 2 OMITIR]

[FIGURA 3 OMITIR]

Nos desembarques, foram registrados indivíduos maduros de ambos os sexos, apresentando testículos repletos de espermatozóides e ovários com folículos em hidratação, bem como fêmeas total ou parcialmente desovadas, apresentando folículos vazios, pós-ovulatórios (Figura 4). Indivíduos maduros ou desovados/espermiados tiveram frequência de ocorrência superior a 60% entre outubro e janeiro, e também em agosto de 2007 (Figura 5). A partir de janeiro, a ocorrência de indivíduos em reprodução foi inferior a 50%, com simultâneo aumento na proporção daqueles imaturos e em maturação (Figura 5).

[FIGURA 4 OMITIR]

[FIGURA 5 OMITIR]

Situações distintas foram encontradas segundo a arte de pesca. No caceio, predominaram indivíduos imaturos e em maturação, que, juntos, somaram 82% da frequência de ocorrência para o período total. Nesta arte, indivíduos em reprodução ocorreram de maneira esparsa ao longo do tempo (Figura 6). No fundeio, predominaram indivíduos em reprodução (71%). Nesta arte, em todos os meses--exceto de maio a julho--a frequência de indivíduos em reprodução foi superior a 50% (Figura 6). Nos arrastos, nenhum indivíduo em reprodução foi registrado; apenas um encontrava-se em maturação, e todos os demais eram imaturos (Figura 6).

Os valores médios de IGS de machos mantiveramse acima de 1,2 entre outubro e janeiro, alcançando pico de 1,7 em dezembro (Figura 7). A partir de fevereiro, os valores decresceram até o mínimo de 0,6 em julho. Em agosto de 2006, foi registrado o menor valor médio de IGS: 0,4. Em fêmeas, os valores médios mantiveram-se acima de 3,0 entre setembro e dezembro, e decresceram a partir de janeiro até o mínimo de 1,2 em julho (Figura 7).

[FIGURA 6 OMITIR]

[FIGURA 7 OMITIR]

A distribuição de indivíduos adultos por classe de comprimento total (Tabela 1) indica que os machos maturam, em média, entre 150 e 240 mm, enquanto as fêmeas entre 180 e 240 mm. Estima-se que, com comprimento total 270 mm, todos os machos estejam maduros, enquanto as fêmeas com 330 mm.

Discussão

Constatou-se que os exemplares de Menticirrhus americanus, capturados no litoral norte de Santa Catarina, são relativamente de grande porte (até 316 e 434 mm, machos e fêmeas). Em pesca experimental realizada no Golfo do México, os maiores machos alcançam 303 mm e as maiores fêmeas, 345 mm (Harding e Chittenden Jr., 1987). Menezes e Figueiredo (1980) relatam que betaras podem alcançar 500 mm. No presente trabalho, também se evidenciou que as fêmeas alcançam tamanho superior ao dos machos, fato comum em teleósteos (Vazzoler, 1996).

Os dados de distribuição temporal dos estágios de maturação e dos valores de IGS indicam que a parcela populacional vulnerável à pesca tem pico de desova em primavera-verão. Tal estimativa difere parcialmente daquelas de Sinque (1977) e Alvitres- Castillo (1986) no litoral de São Paulo. As autoras concordam que a desova é prolongada no tempo, existem dois picos sazonais: um no invernoprimavera e outro no verão-outono. Pico em primavera-verão difere também do registrado por Matsuura e Nakatani (1979) noutro trecho do litoral de São Paulo, onde a desova restringe-se ao verão. Tais diferenças podem ser creditadas a variantes entre áreas de coleta ou métodos de estudo, ou mesmo entre épocas de realização dos trabalhos. Todavia, todos os trabalhos condizem com a época de recrutamento estimada por Barbieri (1986) na Lagoa dos Patos, Estado do Rio Grande do Sul: o verão. De fato, também na Carolina do Sul

Acta Sci. Biol. Sci. Maringá, v. 30, n. 4, p. 339-344, 2008 (Atlântico Norte Ocidental), o período reprodutivo corresponde à primavera-verão (Bearden, 1963). Já no Golfo do México, ele tem início em final de inverno, estendendo-se até meados de outono (Harding e Chittenden Jr., 1987), portanto incluindo primavera-verão, mas abrangendo ainda parte de outras estações. Conclui-se que a atividade pesqueira praticada no litoral norte de Santa Catarina incide sobre uma parcela populacional que compreende indivíduos em atividade reprodutiva durante grande extensão do ano, majoritariamente na primavera e no verão.

O tamanho médio de primeira maturação na população estudada, entre 150-240 mm em machos e 180-240 mm em fêmeas, é próximo àquele relatado há algumas décadas em populações do Atlântico Norte Ocidental: 195 e 230-250 mm (Bearden, 1963), ou 150 e 220 mm (Harding e Chittenden Jr., 1987), respectivamente em machos e fêmeas. Supera, no entanto, os valores estimados por Alvitres-Castillo (1986) no litoral sul de São Paulo: 175 mm, sexos grupados. As diferenças entre estimativas podem ser atribuídas a fatores de ordem metodológica, como a amplitude das classes de CT ou a conceituação do que seja um indivíduo adulto. Alternativamente, e numa comparação particular entre as populações de São Paulo e do norte de Santa Catarina, as diferenças podem sinalizar que nas últimas duas décadas o tamanho de maturação da espécie aumentou, ou ainda que o tamanho alcançado pelos indivíduos da espécie no litoral norte-catarinense é maior.

Os resultados do presente trabalho indicam três panoramas distintos de atuação da atividade pesqueira sobre a betara preta na região: (i) o arrasto camaroeiro incide principalmente sobre indivíduos pequenos. Sobre aqueles com tamanho acima da faixa de maturação, capturas ocorrem fora da época reprodutiva, visto que o arrasto é proibido na região durante a primavera (Souza e Chaves, 2007). Dessa forma, conclui-se que a pesca de arrasto camaroeiro, mesmo tendo M. americanus como by-catch ou captura incidental, não vem afetando a reprodução da espécie; (ii) o caceio, que a exemplo do arrasto possivelmente influencia o recrutamento, afeta a reprodução de maneira indireta, visto envolver indivíduos em maturação; e (iii) o fundeio, que ao longo da maior parte do ano incide majoritariamente sobre indivíduos em reprodução, apresenta o maior risco de impacto sobre o processo reprodutivo da espécie.

Na região de estudo, o período de defeso da pesca aplica-se apenas ao arrasto camaroeiro. Em se tratando de espécies que na época reprodutiva formam agregados, como o fazem os Sciaenidae, Arendse et al. (2007) sublinham que o fechamento da pesca é eficaz ao êxito reprodutivo. Portanto, no presente caso, em se buscando o manejo de Menticirrhus americanus na região, seria recomendável a interdição da pesca de fundeio durante primavera e verão.

Agradecimentos

Ao CNPq pelo auxílio financeiro e aos pescadores de Itapoá (SC) pela cessão de material biológico.

Received on March 17, 2008.

Accepted on June 10, 2008.

Referências

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Elneison da Rosa Muniz e Paulo de Tarso da Cunha Chaves *

Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Cx. Postal 19020, 81531- 980, Curitiba, Paraná, Brasil.

* Autor para correspondência. E-mail: ptchaves@ufpr.br
Tabela 1. Distribuição da frequência de indivíduos adultos por classe
de comprimento total (CT), segundo o sexo. n: tamanho da amostra.

                   Macho  s        Fìmeas
Classe CT
(mm)           n    % adultos    n    % adultos

90 [??] 120    6       0,0      12       0,0
120 [??] 150   5       0,0      15       6,7
150 [??] 180   1       0,0       6      16,7
180 [??] 210   0        -        6       0,0
210 [??] 240   11     90,9      20      60,0
240 [??] 270   76     96,1      95      89,5
270 [??] 300   40     100,0     140     96,4
300 [??] 330   7      100,0     75      100,0
330 [??] 360   0        -       24      100,0
360 [??] 390   0        -        7      100,0
390 [??] 420   0        -        1      100,0
420 [??] 450   0        -        4      100,0
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Author:Rosa Muniz, Elneison da; Cunha Chaves, Paulo de Tarso da
Publication:Acta Scientiarum Biological Sciences (UEM)
Date:Oct 1, 2008
Words:2891
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