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Compreensao da leitura: analise do funcionamento diferencial dos itens de um teste de cloze.

Resumo

Este estudo teve por objetivos investigar o ajuste de um Teste de Cloze ao modelo Rasch e avaliar a dificuldade na resposta ao item em razao do genero das pessoas (DIF). Participaram da pesquisa 573 alunos das 5a a 8a series do ensino fundamental de escolas publicas estaduais dos estados de Sao Paulo e Minas Gerais. O teste de Cloze foi aplicado de forma coletiva. A analise do instrumento evidenciou um bom ajuste ao modelo Rasch, bem como os itens foram respondidos conforme o padrao esperado, demonstrando um bom ajuste, tambem. Quanto ao DIF, apenas tres itens indicaram diferenciar o genero.

Com base nos dados, identificou-se que houve equilibrio nas respostas dadas pelos meninos e meninas. Palavras-chave: Teoria de resposta ao item, tecnica de Cloze, compreensao em leitura.

Abstract

The objectives of the present study were to investigate the adaptation of a Cloze test to the Rasch Model as well as to evaluate the Differential Item Functioning (DIF) in relation to gender. The sample was composed by 573 students from 5th to 8th grades of public schools in the state of Sao Paulo. The cloze test was applied collectively. The analysis of the instrument revealed its adaptation to Rash Model and that the items were responded according to the expected pattern, showing good adjustment, as well. Regarding DIF, only three items were differentiated by gender. Based on the data, results indicated a balance in the answers given by boys and girls.

Keywords: Item response theory, Cloze technique, reading comprehension.

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Reading Comprehension: Differential Item Functioning Analysis of a Cloze Test

A leitura deve ser considerada uma das formas mais relevantes de aquisicao do conhecimento, por se tratar de uma das habilidades exigidas nas atividades cotidianas. No contexto escolar, a leitura permite o desenvolvimento do pensamento critico, instrumentalizando o aluno para o entendimento dos conteudos escolares. Desse modo, e na escola e, especialmente, no ensino fundamental que ocorre um dos momentos mais importantes para o ensino da leitura (J. B. A. Oliveira, 2005; Salvia & Ysseldyke, 1991; Souza, 2007; Zorzi, Serapompa, P. S. Oliveira, & Faria, 2003).

A compreensao em leitura tem sido tema de multas pesquisas na area. A enfase na compreensao em leitura se deve ao fato de que a leitura nao deve ser entendida somente como decodificacao de signos linguisticos, mas sim uma habilidade que requer analise, sintese, criatividade e, sobretudo, compreensao das informacoes principais trazidas pelo texto (Cunha & Santos, 2006; K. L. Oliveira & Santos, 2005, 2006; K. L. Oliveira, Santos, & Primi, 2003; Ruddell, Ruddell, & Singer, 2001; Santos, 2004).

Embora os Parametros Curriculares Nacionais do Ensino de Lingua Portuguesa (Ministerio da Educacao e Cultura [MEC], 1998) esclarecam que o aluno deve sair do ensino fundamental com um bom dominio da leitura, dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira ([INEP], 2003) revelam que os alunos das oitava series do ensino fundamental apresentam uma habilidade de compreensao em leitura muito aquem do esperado para esse nivel de escolaridade. Dai a necessidade de que investigacoes sobre o tema sejam realizadas continuamente.

Ha grande dificuldade para se levantar o nivel de compreensao em leitura de alunos das diferentes series escolares, pois existe carencia de instrumentos validos para essa finalidade. Assim sendo, um recurso diagnostico que vem ganhando destaque nas ultimas decadas e o teste de Cloze, que pode ser caracterizado como um metodo efi caz na mensuracao da compreensao em leitura. O teste, criado por Taylor (1953), consiste em um metodo no qual utiliza um texto de aproximadamente 250 palavras e se omite todos os quintos vocabulos, no local da palavra omitida se coloca um traco de tamanho proporcional que deve ser preenchido pelo testando (McKenna & Robinson, 1980).

De um modo geral, as pesquisas realizadas com o teste de Cloze no ensino fundamental (Gomes & Boruchovitch, 2005; K. L. Oliveira, Boruchovitch, & Santos, 2007, 2008; Santos, Rueda, & Bartholomeu, 2006; Santos, Sampaio, Lukj anenko, Cunha, & Zenorini, 2006) utilizam o escore bruto do teste, recorrendo a somatoria das palavras preenchidas corretamente. Todavia, autores como Abraham e Chapelle (1992) discutem que os itens/lacunas que compoem o teste de Cloze apresentam diferentes niveis de dificuldades e, portanto, devem ser analisados dentro de suas especificidades. Para eles, a estruturacao do texto preparado segundo a tecnica de Cloze apresenta pelo menos dois niveis de dificuldade, quais sejam, micro nivel (itens relativamente faceis a compreensao) e macro nivel (itens com um alto grau de dificuldade). Os determinantes da dificuldade implicadas em um item podem ser divididos de acordo com os fatores intrinsecos que se referem aos elementos que facilitam a execucao da tarefa e estimulam a compreensao do item (no Cloze o tamanho do traco e proporcional ao tamanho da palavra omitida--pista contextual) e osfatores extrinsecos que abrangem os conhecimentos previos que o aluno tem sobre o assunto.

Pode-se supor que no Cloze ha um micro nivel composto por itens/lacunas cujo preenchimento e mais facil e tambem ha um macro nivel no qual exige do testando uma maior habilidade. Com base em evidencias levantadas por Page (1975) e, mais recentemente, por Santos, Primi, Taxa e Vendramini (2002) constata-se que, no Teste de Cloze, itens heterogeneos nao podem ter o mesmo peso. Nesse sentido, ha concordancia com Abraham e Chapelle (1992), que tambem apontam diferencas de dificuldades relativas a cada um dos itens, mostrando a necessidade de sua analise.

Recomendacoes advindas de entidades internacionais (American Educational Research Association [AERA], American Psychological Association [APA], & National Council on Measurement in Education [NCME], 1999) destacam que o que se valida em um teste sao os escores e nao o teste em si, que e composto por diferentes itens que devem ser considerados dentro de cada grau especifico de dificuldade de serem acertados. Com base nas consideracoes trazidas, o presente estudo propoe-se a utilizar a Teoria de Resposta ao Item--TRI para investigar funcionamento diferencial dos itens de um teste de Cloze.

Embretson e Reise (2000) consideram que a TRI permite levantar a dificuldade dos itens que compoe um determinado teste, levando a compreensao do porque alguns itens sao mais faceis e outros mais dificeis. Com isso e possivel fazer conjecturas sobre a habilidade das pessoas, haja vista para o postulado da TRI de que as pessoas tem maior possibilidade de acertar um item facil do que um dificil (Sisto, 2005, 2006a). Assim sendo, pessoas com maior habilidade sao mais capazes de acertarem os itens e o acerto ou o erro devem ser produtos da pessoa e da posicao do item, nao podendo apresentar qualquer influencia de alguma outra variavel, tal como, etnia, genero, grupo social, dentre outras.

Com a preocupacao de aferir que o acerto de um dado item somente pode ser explicado em funcao da habilidade da pessoa ou pela dificuldade do item, Rasch (1960) criou um modelo de analise no qual e possivel levantar algum vies na medida. As pesquisas realizadas pelo autor demonstraram que algumas pessoas, com equivalencia na capacidade para responder um item, tinham diferentes possibilidades de obter exito no acerto. Destarte, era possivel que algum outro aspecto, vies, ou funcionamento diferencial dos itens--DIF, como proposto por Holland e Thayer (1988) pudesse interferir na probabilidade de acerto do item.

Sisto (2006a, 2006b) considera que um item uniforme garante a mesma probabilidade de acerto em dois grupos diferentes. Isso significa que o fato da pessoa fazer parte de algum grupo especifico nao pode ser fator determinante para ela acertar ou errar um dado item. Ainda, existem autores como Linacre (2002) que ressaltam que certa quantidade de DIF muitas vezes esta presente, o que nao necessariamente implicaria em um vies que levasse a retirada de itens ou reconfiguracao do instrumento.

No caso do Cloze, a utilizacao do modelo de Rasch (1960) foi motivada, tendo em vista que as investigacoes de K. L. Oliveira (2008) e K. L. Oliveira et al. (2007) com alunos do ensino fundamental evidenciaram que havia diferenca na pontuacao do Cloze, considerando meninos e meninas. Os estudos citados fizeram uso do mesmo teste de Cloze utilizado na presente investigacao e constataram que as meninas se saiam significativamente melhor no Cloze do que os meninos. Na ocasiao questionou-se o fato do acerto ter ocorrido somente em razao da habilidade dos alunos e da dificuldade do item, ou se a probabilidade de acerto mudaria se o aluno fosse do genero masculino ou feminino, o que se constituiria num vies na medida.

Com essa perspectiva, K. L. Oliveira, Santos, Boruchovitch e Rueda (2009) investigaram um teste de Cloze com 15 lacunas/itens elaborado para criancas das series iniciais (2a, 3a e 4a) do ensino fundamental. Observou-se que os itens mais faceis foram os artigos e o mais dificil foi um substantivo. Os resultados indicaram que os itens foram respondidos de acordo com o padrao esperado, demonstrando bom ajuste ao modelo de Rasch. O texto elaborado nao mostrou vieses nos itens, estudado por meio do DIF. Com base nisso, os autores ressaltaram nao haver necessidade de serem criados criterios diferentes para meninos e meninas, haja vista que os itens nao privilegiaram nenhum dos dois generos.

No que se refere ao teste de Cloze com 40 lacunas, pode-se fazer referencia ao trabalho de Santos et al. (2002), que procurou analisar as propriedades psicometricas do teste de Cloze para a avaliacao da compreensao em leitura em universitarios. Os autores identificaram um ajuste dos itens do teste de acordo com os parametros da TRI, sendo destacado tambem a existencia de dificuldades relativas a classe gramatical do vocabulo omitido. Dentro desse contexto, este estudo objetivou trabalhar com um teste de Cloze com o mesmo numero de lacunas, porem com caracteristicas adequadas a alunos dos ultimos anos do Ensino Fundamental.

O trabalho se justifica, pois a tecnica de Cloze, apesar de sua eficiencia como meio diagnostico para avaliar a compreensao em leitura, ainda esta insuficientemente explorada no ensino fundamental (Santos et al., 2006; Zucoloto & Sisto, 2002). Os estudos com o Cloze sao em sua maioria de natureza descritiva de levantamento ou correlacional (Bitar, 1989; Gomes & Boruchovitch, 2005; K. L. Oliveira, 2008; K. L. Oliveira et al., 2007, 2008; Santos et al., 2006). Poucas pesquisas nacionais e internacionais buscaram identificar as evidencias de validade do teste de Cloze (Abraham & Chapelle, 1992; Bensoussan, 1990; Chance, 1985, Hughes, 1994; Page, 1975; Santos, 2005; Santos et al., 2002). Assim, torna-se relevante investigar o teste de Cloze, de modo que as interpretacoes provenientes de sua utilizacao fiquem mais refinadas, denotando em um diagnostico valido e confiavel da compreensao em leitura.

Diante dos argumentos apresentados, sao objetivos da presente pesquisa analisar a estrutura interna de um teste de Cloze para criancas de 5a a 8a series do ensino fundamental por meio da TRI. Para tanto, se propoe a investigar o ajuste do Teste de Cloze ao modelo Rasch, assim como tambem verificar a existencia de possiveis vieses nos itens do instrumento, por meio do funcionamento diferencial dos itens (DIF) em funcao do genero das criancas.

Metodo

Participantes

Participaram 573 alunos de 5a (28,6%, n=164), 6a (28,4%, n=163), 7a (20,8%, n=119) e 8a (22,2%, n=127) series do ensino fundamental, de escolas publicas esta duais (75,9%; n=435) e privadas (24,1%; n=138) dos estados de Sao Paulo e Minas Gerais. A media de idade foi de 12 anos e 8 meses (DP=1,2). Quanto ao genero, 46,2% (n=265) da amostra eram do genero masculino e 53,8% (n=308) do feminino.

Instrumentos

Foi utilizado um texto preparado segundo a tecnica de Cloze (Anexo A) de autoria de Santos (2003). O texto e destinado as criancas de 5a a 8a series do ensino fundamental e e intitulado 'Coisas que acontecem'. O texto possuia 250 vocabulos e 40 omissoes, sendo utilizada a forma de correcao literal que aceitou como resposta correta o preenchimento exato da palavra que foi omitida. Foi atribuido 1 para acerto e 0 para erro.

Procedimento

A presente pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comite de Etica em Pesquisa (CEP) da Faculdade de Ciencias Medicas da Universidade Estadual de Campinas, sob o parecer 120/2005. Desse modo, todos os procedimentos eticos para a realizacao deste estudo foram seguidos, pois estao fundamentados nos dispositivos da Resolucao 196/96 e complementares do Conselho Nacional de Saude (1996).

As aplicacoes do teste Cloze foram realizadas coletivamente em sala de aula nas criancas cujos pais concordaram com a participacao do filho, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido. Assim, cada aplicacao durou aproximadamente 30 minutos.

Resultados e Discussao

Os dados foram organizados em planilha e submetidos ao programa estatistico Winsteps para realizar a analise pelo modelo Rasch. Os resultados da analise do teste de Cloze e seu ajuste ao modelo Rasch podem ser vistos na Tabela 1 que apresenta dados da dificuldade dos itens, erros padrao, infits e outfits. Segundo Ziviani e Primi (2002), as estatisticas do infit e outfit sao sumarios de residuos calculados para as pessoas e para os itens, baseados nas discrepancias entre os valores preditos de acerto a partir do modelo de Rasch e o valor observado de fato. Acrescenta-se que o infit e resultante do valor ponderado e o oufit nao. Portanto, o infit e um indice mais sensivel quando os residuos acontecem em itens, cuja dificuldade e mais proxima da habilidade dos sujeitos. Por sua vez, pelo fato do outfit nao apresentar tal ponderacao, e mais sensivel a discrepancias em itens, cuja dificuldade e mais distante da habilidade dos sujeitos. Pode ser evidenciado na Tabela 1 que a dificuldade dos itens variou de 4,56 a -3,67, sendo esses valores correspondentes aos itens verbo 'resolveu' e conjuncao 'e' respectivamente. Uma sintese desses resultados e apresentada na Tabela 2. Constata-se que a media (M=0,99; DP=0,19) do Infit quanto ao ajuste dos itens foi adequada, podendo-se interpretar que os itens foram respondidos de acordo com o padrao esperado, que e de 1,00.

Tambem pela Tabela 2 pode ser observado que os valores do infit ficaram entre 0,85 e 1,20, enquadrando-se no intervalo de 0,70 a 1,30, tido como um bom criterio de ajuste. Ainda pode-se fazer referencia a Linacre (2002), que afirma que o valor de 1,5 pode ser considerado como limite maximo para se aceitar um item. A media dessa dificuldade foi de 0,99 (DP=0,09), sugerindo uma boa adequacao ao modelo.

Em relacao ao outfit, o valor medio foi de 1,11, (DP=0,49) revelando tambem um ajuste adequado ao modelo. A variacao observada foi de 0,67 a 3,44, sendo que 5 (12,5%) itens ficaram com valores discrepantes ao se considerar o parametro de ajuste de 1,50 apontado por Linacre (2002). O pronome 'tantas', os substantivos 'agua', 'colega' e 'passarinho' e a conjuncao 'e' foram itens que nao se mostraram adequados ao modelo. Nessa perspectiva, observa-se que o erro no item 'agua' foi cometido por pessoas cujas habilidades permitiriam seu acerto. Ja no caso dos itens 'tantas', 'colega', 'passarinho' e 'e' estes foram acertados por pessoas cujas habilidades nao sugeriram a possibilidade de acerta-los.

No que tange as pessoas, a maior parte dos valores de infit e outfit ficaram proximos da media adequada ao modelo, qual seja, 1,00. Os dados estao apresentados na Tabela 3.

No infit, uma parte das pessoas (3,8%; n=22) apresentou escolhas desajustadas, tendo em vista que ficaram fora do parametro. As respostas dessas pessoas nao corresponderam com o esperado no teste de Cloze, tendo em vista suas habilidades para completar a lacuna. Quanto ao outfit, a analise mostrou que 12,2%; (n=70) das pessoas tiveram escolhas desajustadas. Assim sendo, os percentuais de desajuste podem ser considerados aceitaveis.

O agrupamento dos itens e das pessoas no teste pode ser visto na Tabela 4. A letra M, ao lado da divisoria das informacoes das pessoas e dos itens, indica a localizacao da media. Em acrescimo, o ponto zero no Rasch e o ponto de dificuldade media, entao valores negativos sao mais faceis e os positivos e altos sao os mais dificeis.

Com os resultados da Tabela 4, evidenciou-se que a media das pessoas ficou proxima a media dos itens. Pode-se supor que a media de dificuldade dos itens ficou proxima da media da habilidade das pessoas, o que revela que o teste, de uma forma geral, se apresentou adequado para esse grupo de criancas. Os itens considerados mais dificeis foram o verbo 'resolveu', o pronome 'tantas' e o substantivo 'colega'. Ainda, considerando a afirmacao de Linacre (2002) de que certa quantidade de DIF sempre esta presente, optou-se por nao retirar esses vocabulos.

Posteriormente, realizou-se a analise do funcionamento diferencial do item (DIF). Andriola (2001) destaca que ha tres aspectos importantes que justificam os estudos referentes ao DIF, a saber, a busca de causas que expliquem eventuais diferencas na resposta aos itens; a nao utilizacao de itens em grupos com caracteristicas diferentes, evitando-se o risco de prejudicar grupos em desvantagem; e controlar os fatores responsaveis pelo DIF para nao construir outros itens com os mesmos problemas. Os resultados podem ser vistos na Tabela 5 que apresenta os acrescimos de DIF por genero e as mudancas e valores de t por item.

Dos 40 itens avaliados, apenas tres revelaram que sao diferenciados em razao do genero. Assim, detectou-se que a preposicao 'na' e o substantivo 'sobrevivencia', foram mais faceis para as meninas do que para os meninos. Entretanto, o substantivo 'agua' mostrou-se mais facil para os meninos do que para as meninas. Como apenas esses itens discriminaram os generos, concluiu-se que houve equilibrio nos vieses ocorridos. Assim sendo, conside rou-se que nao ha necessidade de substituir ou excluir os itens e que nao seria necessario um criterio de correcao diferente para meninos e meninas.

Esses dados estao coerentes com os resultados obtidos por K. L. Oliveira et al. (2009) que estudaram um teste destinado a criancas das 2a a 4a series do ensino fundamental. Os autores tambem evidenciaram que os itens do Cloze se apresentaram com um bom ajuste e nao discriminavam os generos. Embora o texto utilizado por K. L. Oliveira et ai. (2009) tenha apresentado menos omissoes (15) do que a presente pesquisa (40), os resultados foram semelhantes. Estudos como estes confirmam a validade do teste de Cloze estudado como meio confiavel de medida, especialmente, quando se considera que os itens nao mostraram vieses (Rueda, 2007; Sisto, 2006a).

[TABLE 4 OMITTED]

Consideracoes Finais

A presente pesquisa, tendo por base resultado de estudos anteriores, hipotetizou que poderia haver diferenca nos itens do teste de Cloze, sendo que alguma diferenca poderia ser mais comum em um ou outro genero. Portanto, levantou-se o funcionamento diferencial dos itens (DIF) que compunham o teste de Cloze, utilizando o modelo de Rasch (1960) que permite investigar a probabilidade de acerto aos itens, por pessoas com determinada habilidade, tendo em vista suas dificuldades.

Pode-se considerar que estudos que se propoem a analisar os itens, recorrendo a TRI como meio de analise, permitem aferir evidencia de validade de construto ao instrumento analisado, pois evidenciam o quanto cada item estaria contribuindo para mensurar o construto. Um outro aspecto a ser mencionado e a analise do DIF, que possibilitou concluir que a medida de compreensao investigada na presente pesquisa nao apresentou vieses de genero, nao havendo necessidade de modifica-la.

Esses dados reforcam a confiabilidade do uso da tecnica de Cloze na mensuracao da compreensao em leitura, ampliando as consideracoes acerca de sua eficacia. Todavia, nao se descarta a necessidade de investigacoes futuras que visem aferir novas evidencias de validade para o teste de Cloze.

Anexo A

Coisas da natureza (1)

Diogo costuma ficar lendo na sala de sua casa. Certa vez, proximo da meia-noite, levou um susto daqueles quando ouviu um barulho de algo batendo no vidro da janela. Quando olhou viu um--. Diogo parou de ler ficou observando a ave--no beiral da janela,--que ele foi embora.

--noite seguinte, mais ou--a mesma hora, o--passarinho voltou. Parou novamente--janela e ficou bicando--leve o vidro, como--estivesse batendo para entrar.

Diogo--ganhar a confianca do--. Na terceira noite, antes--passarinho chegar colocou um--de fruta e agua--beiral da janela. O--chegou na hora de--. Comeu pedacinhos da fruta--bebeu um pouco da--.

Toda noite Diogo repetia--ritual. Colocava alguma fruta--agua para o passarinho.--chegava comia e bebia --ficava por ali movendo--cabeca como fazem as--.

Depois de alguns dias Diogo--se aproximar do passarinho,--ele voou e foi--. Ficou muito irritado, achando---um ingrato, pois ele--de comer e beber--noites e o passarinho--quis ser seu amigo.

--essa historia a um, cujo pai era criador--aves. Ouviu como explicacao--faz parte da natureza--passarinhos serem ariscos e--dos seres humanos. E--que conseguem garantir a da especie!

(1) Texto de Cloze especialmente criado por Acacia A. Angeli dos Santos para avaliacao da compreensao em leitura.

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Recebido: 10/08/2009

1a revisao: 25/02/2010

Aceite final: 15/02/2011

Katya Luciane Oliveira *, (a), Acacia A. Aparecida Angeli dos Santos (b), Evely Boruchovitch (c) & Fabian Javier Marin Rueda (b)

(a) Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Brasil, (b) Universidade Sao Francisco, Itatiba, Brasil & (c) Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil

* Endereco para correspondencia: Departamento de Psicologia e Psicanalise, Universidade Estadual de Londrina, Rodovia Celso Garcia Cid, Pr. 445, km 3880, Londrina, PR, Brasil, 86055-900. E-mail: oliveira katya@ig.com.br, acacia.santos@saofrancisco.edu.br, evely@unicamp.br e marinfabian@yahoo.com.br
Tabela 1
Distribuicao do Ajuste dos Itens ao Modelo Rasch

Item            Classe        Dificuldade   Erro   Infit   Outfit

resolveu        verbo             4,56      0,27   1,00     0,96
tantas          pronome           4,42      0,26   1,00     3,44
colega          substantivo       4,42      0,26   1,02     1,89
fugirem         verbo             2,96      0,14   0,96     0,80
dos             preposicao        2,58      0,13   1,01     1,10
parada          adjetivo          2,46      0,12   0,92     0,84
sobrevivencia   substantivo       2,41      0,12   1,00     0,98
contou          verbo             2,03      0,11   0,96     0,85
pedaco          substantivo       1,68      0,10   1,14     1,19
deu             verbo             1,43      0,10   0,98     0,96
assim           adverbio          1,38      0,10   0,90     0,81
ate             adverbio          1,36      0,10   1,01     1,26
sempre          adverbio          1,33      0,10   0,97     0,95
tentou          verbo             1,28      0,10   1,01     0,95
mas             conjuncao         1,05      0,09   0,89     0,81
passarinho      substantivo       1,01      0,09   1,13     2,17
mesmo           pronome           1,01      0,09   1,03     1,12
o               pronome           0,46      0,09   1,02     1,04
passarinho      substantivo       0,02      0,10   1,16     1,30
ele             pronome          -0,01      0,10   1,07     1,07
aves            substantivo      -0,12      0,10   1,01     1,15
que             pronome          -0,15      0,10   0,89     0,83
passarinho      substantivo      -0,27      0,10   1,14     1,26
nao             adverbio         -0,30      0,10   0,96     0,98
de              preposicao       -0,71      0,10   1,03     1,09
de              preposicao       -0,93      0,11   0,96     0,88
no              preposicao       -1,51      0,13   0,90     0,84
na              preposicao       -1,55      0,13   1,06     1,04
embora          adverbio         -1,55      0,13   0,90     0,82
se              conjuncao        -1,63      0,13   0,85     0,73
do              preposicao       -2,40      0,16   1,00     1,42
menos           adverbio         -2,43      0,16   0,90     0,73
agua            substantivo      -2,72      0,18   0,90     0,67
e               conjuncao        -2,72      0,18   0,95     1,11
na              preposicao       -2,83      0,19   1,12     0,83
o               artigo           -2,83      0,19   0,88     0,71
e               conjuncao        -2,98      0,20   0,97     1,18
a               artigo           -3,14      0,21   0,91     0,90
e               conjuncao        -3,38      0,23   0,85     0,71
e               conjuncao        -3,67      0,25   1,20     1,88

Tabela 2
Parametros de Ajuste dos Itens

Parametros     Infit    Outfit    Erro

Media          0,99      1,11     0,14
DP             0,09      0,49     0,05
Maximo         1,20      3,44     0,27
Minimo         0,85      0,67     0,09
1,3< >1,5     0(0,0%)   2(5,0%)
1,5< >2,0     0(0,0%)   2(5,0%)
< 2,0         0(0,0%)   2(5,0%)

Tabela 3
Parametros de Ajuste das Pessoas
Parametros    Infit        Outfit     Erro

Media          1,00         1,06      0,45
DP             0,27         1,06      0,03
Maximo         3,20         9,90      1,85
Minimo         0,52         0,32      0,44
1,3< >1,5   30 (5,2%)    24 (4,1%)
1,5< >2,0   21 (3,6%)    31 (5,4%)
< 2,0        1 (0,1%)    39 (6,8%)

Tabela 5
Distribuicao dos Acrescimos de DIF por Genero de Valores de t
por Item

Genero      DIF      Genero      DIF      Mudanca     T
         acrescido            acrescido

M           0,03       F        -0,02       0,05     0,24
M          -0,47       F         0,50      -0,97    -1,91
M          -0,01       F         0,01      -0,02    -0,07
M           0,01       F        -0,01       0,01     0,06
M          -0,11       F         0,12      -0,23    -0,93
M           0,14       F        -0,21       0,35     1,01
M           0,05       F        -0,03       0,08     0,43
M          -0,54       F         0,52      -1,06    -2,78
M           0,07       F        -0,07       0,14     0,69
M           0,18       F        -0,24       0,42     1,56
M           0,49       F        -0,19       0,68     1,02
M          -0,19       F         0,16      -0,34    -1,80
M          -0,23       F         0,25      -0,48    -1,48
M           0,09       F        -0,06       0,15     0,69
M          -0,21       F         0,21      -0,42    -1,69
M          -0,22       F         0,13      -0,41    -2,11
M           0,11       F        -0,07       0,18     0,90
M           0,25       F        -0,51       0,76     1,47
M           0,39       F        -0,83       1,22     2,77
M          -0,09       F         0,12      -0,21    -0,56
M           0,04       F        -0,07       0,11     0,29
M          -0,04       F         0,03      -0,07    -0,39
M          -0,01       F         0,01      -0,02    -0,05
M           0,15       F        -0,27       0,42     0,95
M           0,21       F        -0,19       0,40     2,04
M          -0,05       F         0,04      -0,09    -0,47
M           0,04       F        -0,03       0,08     0,41
M           0,26       F        -0,36       0,63     2,36
M           0,09       F        -0,07       0,17     0,88
M           0,00       F         0,00       0,00     0,01
M          -0,09       F         0,05      -0,14    -0,27
M          -0,09       F         0,08      -0,17    -0,85
M           0,00       F         0,00       0,00     0,01
M           0,33       F        -0,14       0,47     0,80
M          -0,12       F         0,12      -0,25    -1,13
M           0,23       F        -0,22       0,46     2,32
M          -0,10       F         0,06      -0,16    -0,60
M           0,11       F        -0,06       0,17     0,56
M          -0,10       F         0,07      -0,18    -0,90
M          -0,41       F         0,31      -0,73    -3,00

Genero       Item          Classe

M          passarinho    Substantivo
M                   e     Conjuncao
M              parada      Adjetivo
M                 ate      Adverbio
M                  na    Preposicao
M               menos      Adverbio
M               mesmo       Pronome
M                  na    Preposicao
M                  de    Preposicao
M                  se     Conjuncao
M            resolveu         Verbo
M          passarinho    Substantivo
M                  do    Preposicao
M              pedaco    Substantivo
M                  no     Preposicao
M          passarinho    Substantivo
M              sempre      Adverbio
M                   e     Conjuncao
M                agua    Substantivo
M                   o        Artigo
M                   e     Conjuncao
M                 ele       Pronome
M                   e     Conjuncao
M                   a        Artigo
M                aves    Substantivo
M              tentou         Verbo
M                 mas     Conjuncao
M              embora      Adverbio
M                   o       Pronome
M                 deu         Verbo
M              tantas       Pronome
M                 nao      Adverbio
M              contou         Verbo
M              colega    Substantivo
M                  de    Preposicao
M                 que       Pronome
M                 dos    Preposicao
M             fugirem         Verbo
M               assim      Adverbio
M        sobrevivencia   Substantivo
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Luciane Oliveira, Katya; Aparecida Angeli dos Santos, Acacia A.; Boruchovitch, Evely; Javier Marin R
Publication:Psicologia: Reflexao & Critica
Date:Apr 1, 2012
Words:6176
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