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Composicao floristica e estrutura fitossociologica da floresta ombrofila densa sub montana (Plato) face a elaboracao do plano de gestao ambiental da area verde do Campus da Universidade Federal do Amazonas.

Flora composition and structure of a sub mountain cloudy dense forest, guidelines for an environmental management plan for Federal University of Amazonas campus

1. Introducao

A floresta amazonica, segundo Pires (1974a), cobre uma enorme area geografica com cerca de 6,5 milhoes de quilometros quadrados, deste, 3,5 milhoes em territorio brasileiro. Dentro dela, encontram-se diferentes tipos de vegetacao com as mais diversas caracteristicas fisiograficas, edaficas e microclimaticas, apresentando por sua vez caracteristicas fisionomicas, floristicas e estruturais complexas. Ao respeito Braga (1979), afirma que todas estas formacoes vegetais nao recobrem as areas uniformemente, incluindo em seu interior manchas dispersas de diferentes tipos de vegetacao. As manchas menores, geralmente dispersas tem formas irregulares e sao dificilmente localizadas em mapas. Assim sendo, a floresta de terra firme, cobrindo amplas extensoes, pode incluir todos os outros tipos acima mencionados.

Oliveira Filho e Martins (1986) afirmaram que, quando se procura caracterizar e circunscrever os tipos vegetacionais de uma certa area, a analise da fisionomia pode trazer bons resultados quando associada a interpretacao ambiental. Da mesma forma, o conhecimento do papel das diferentes especies nas comunidades florestais como: terra firme, campinarana, campina, igapo, baixio, etc., e de grande importancia para uma melhor compreensao da dinamica que rege as relacoes intra-especificas da vegetacao, bem como as suas relacoes com o meio abiotico.

Segundo Prance (1990), qualquer que seja o criterio de delimitacao da floresta amazonica, a variacao na vegetacao e notavel, devido a diversas razoes como: variacao na precipitacao pluviometrica e estacao seca na regiao; diversidade nas formacoes geologicas do escudo cristalino ate depositos aluviais quaternarios; topografia e mudancas climaticas historicas. Alem disso, o fato de que a Amazonia e a mais extensa area continua de mata pluvial tropical do mundo, constitui-se numa caracteristica floristica importantissima. Segundo o mesmo autor, a vegetacao da Amazonia e uma das mais diversificadas do mundo, possivelmente devido ao desenvolvimento de um grande numero de familias lenhosas de arvores e trepadeiras de plantas vasculares com seu centro de distribuicao no continente americano, mais especificamente na Amazonia.

Bockor (1978) salientou que a diferenciacao ou tipificacao de florestas nao tem somente importancia ecologica, mas tambem e necessaria para estabelecer um plano de manejo adequado. Esta diferenciacao podera ser realizada na base de parametros floristicos ou fisionomico-estruturais da vegetacao. A presente pesquisa objetivou descrever e determinar a composicao floristica e a estrutura fitossociologica da Floresta Ombrofila Densa Sub Montana (Plato) face a elaboracao do plano de gestao ambiental da area verde do Campus da Universidade Federal do Amazonas, que venha a garantir a conservacao sustentada de seus recursos naturais.

2. Materiais e metodos

Os estudos de composicao floristica e estrutura fitossociologica, foram realizados na Floresta Ombrofila Densa (Plato), da area verde do Campus Universitario da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), considerada uma das maiores areas verdes urbanas tropicais do mundo, a qual representa aproximadamente 25% do total das areas verdes publicas institucionais existentes na cidade de Manaus-AM, sendo um dos poucos fragmentos florestais com grande dimensao (593,8625 ha) localizado no perimetro urbano da cidade, entre as coordenadas geograficas: 03 [grados] 04' 34" latitude S e 59 [grados] 57' 50" longitude W.

A area comporta diferentes tipos de solo, encontrando-se Latossolo Amarelo Distrofico Alico de textura muito argilosa, transicoes podzolizadas Amarelo-avermelhadas, Distroficos Alicos, Podzois de areia branca e podzois hidromorficos. O clima da regiao, segundo a classificacao de Koppen (1948) e do tipo Afi -- clima tropical praticamente sem inverno, a temperatura media anual oscila em torno dos 26 [grados]C, com pequena amplitude termica, sendo que a temperatura media anual para o mes mais frio nunca e inferior a 18 [grados]C, a precipitacao anual e sempre superior a 2000 mm por ano (Tello e Nascimento, 1996).

A estratificacao horizontal da vegetacao, foi realizada por Ilka e Custodio (1995), usando Imagens de Satelite Lansat. A Floresta Ombrofila Densa Sub Montana foi descrita considerando seus aspectos bioticos e abioticos e caracterizando-a ainda atraves da area basal.

Na Floresta Ombrofila Densa Sub Montana (Plato), foram alocados aleatoriamente tres parcelas de amostragem de 10 x 500m de comprimento (0,5 ha) de acordo com as caracteristicas fisicas da area. Para uma melhor administracao do levantamento, as parcelas foram subdivididas em 20 pequenas parcelas de 10 x 25m. Em cada uma delas foram medidos os individuos com 10 cm ou mais de diametro a altura do peito (DAP). Tambem foram medidas as alturas do fuste (m) e o diametro maximo e minimo das copas, assim como o estado fitossanitario de cada individuo. Sendo cada individuo numerado com fita plastica.

A identificacao taxonomica, apos a coleta do material reprodutivo e/ou vegetativo das arvores marcadas foi feita atraves de chaves de literatura especializada e por comparacao do material do herbario do INPA. As exsicatas foram depositadas no herbario da UFAM (Registro HUAM no 5311 -- Chrysophyllum sanguinolentum ssp sanguinolentum. Colecao: S. Silva, R. Bilby e M. N. Irmao, 240; Registro HUAM no 5310 -- Vantanea sp. Colecao: S. Silva, R. Bilby e M. N. Irmao, 239; Registro HUAM no 5312 Pera sp. Colecao: S. Silva, R. Bilby e M. N. Irmao, 241; Registro HUAM no 5313 -- Virola venosa (Benth) Warb. Colecao: S. Silva e R. Bilby, 242; Registro HUAM no 5314 -- Virola venosa (Benth) Warb. Colecao: S. Silva e R. Bilby, 243; Registro HUAM no 5299 -- Miconia sp. Colecao: R. Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 665; Registro HUAM no 5302 -- Guatteria sp. Colecao: R. Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 668; Registro HUAM no 5301 -- Inga sp. Colecao: R.Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 667; Registro HUAM no 5300 -- Guatteria sp. Colecao: R. Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 666; Registro HUAM no 5298 -- Schefflera morototoni (Aubl.) Decne. e Planch. Colecao: R.Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 664; Registro HUAM no 5304 -- Licania sp. Colecao: S. Silva, R. Bilby e M. N. Irmao, 234; Registro HUAM no 5303 -- Miconia regelii Cogn. Colecao: R. Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 669; Registro HUAM no 5309 -- Ryania sp. Colecao: S. Silva, R. Bilby e M. N. Irmao, 238; Registro HUAM no 5306 -- Vantanea sp. Colecao: S. Silva, R. Bilby e M. N. Irmao, 236; Registro HUAM no 5307 -- Talisia cupularis (A. St.-Hill) Radlk. Colecao: S. Silva, R. Bilby e M. N. Irmao, 237; Registro HUAM no 5305 -- Virola elongata (Benth) Warb. Colecao: S. Silva, R. Bilby e M. N. Irmao, 235; Registro HUAM no 5293. Colecao: R.Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 669; Registro HUAM no 5271 -- Amasonia sp. Colecao: R. Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 549; 20 -- Registro HUAM no 5295 -- Cymbopetalum euncurum N.A. Murray. Colecao: R.Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 661; Registro HUAM no 5296 -- Desmoncus polyacanthos Mart. Colecao: R.Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 662; Registro HUAM no 5297 -- Marcgravia sp. Colecao: R.Bilby, S. Silva e M. N. Irmao, 663).

Os valores individuais da area basal ABI foram calculados a partir de medicoes do diametro, atraves da formula seguinte: ABIs = [D.sup.2].[pi]/4

Calculou-se o indice de diversidade de Shannon e Wiener (H').

A qualidade da amostragem foi avaliada em relacao ao numero de especies, pela uniformidade ou equitabilidade, definida pelo quociente: E = H'/ H'max.

Tambem foi calculado o coeficiente de mistura CM = S/N, onde: S = numero de individuos da especie i e N = numero total de individuos.

O indice de especies raras calculado, fornece uma ideia bastante clara da diversidade de especies numa regiao e representa a porcentagem do numero de especies amostradas com apenas um individuo em relacao ao numero total de especies amostradas (Martins, 1979). Os descritores foram calculados por meio das formulas propostas por Martins (1978, 1979), Ribeiro et al. (1985) e Tello (1995).

3. Resultados e discussao

3.1 Caracterizacao fisionomica

A Floresta Ombrofila Densa Sub Montana (plato), fisionomicamente apresenta uma paisagem homogenea. Entretanto, devido as variacoes climaticas e pedologicas, desenvolveram-se especies com singular capacidade de adaptacao a essas condicoes, determinando uma especie de mosaico de pequenas e grandes variacoes conforme a incidencia desses fatores. Por isso, normalmente, observa-se uma elevada diversidade de especies sem uma nitida predominancia de uma ou algumas delas quanto ao numero de individuos ou quanto a biomassa (Braga, 1979).

As familias com maior presenca na Floresta Ombrofila Densa Sub Montana foram Caesalpiniaceae, Moraceae, Myristicaceae, Annonaceae, Lauraceae, Melastomataceae, Lecythidaceae, Sapotaceae, Clusiaceae, Flacourtiaceae e Mimosaceae, determinando estas 11 familias a composicao floristica deste ambiente, com pouco mais do que 50% do total da composicao floristica. Outra contradicao observada e a presenca de um grande numero de familias com apenas uma especie, cuja representacao alcanca 15,1% da composicao floristica total, entre elas encontram-se: Araliaceae, Burseraceae, Boraginaceae, Bignoniaceae, Caryocariaceae, Cecropiaceae, Celastraceae, Combretaceae, Dychapetalaceae, Elaeocarpaceae, Erythroxylaceae, Linaceae, Nyctaginaceae, Ochnaceae, Olacaceae, Rhabdodendraceae Rhizophoraceae, Sterculiaceae e Vochysiaceae. Se analisarmos tudo isto, no contexto da posicao hierarquica das familias no ambiente, e possivel afirmar que as poucas familias que determinam a composicao floristica, sao aquelas que usufruem melhor as condicoes do meio, por estarem melhor adaptadas ou por apresentarem um melhor vigor genetico frente as outras familias, generos e especies que compartilham um dado local (Quadro 1).

A competicao pela luminosidade e tambem pela agua de chuva faz com que o dossel superior se apresente como um emaranhado de copas, com pouca penetracao de luz aos estratos inferiores que sao relativamente abertos. Entretanto, as especies do sub bosque sao super especializadas na captacao dos fotons de luz para a realizacao da fotossintese, apresentando uma coloracao verde escura pela elevada quantidade de cloroplastos presentes nas mesmas. O fenomeno de raridade, endemismo e abundancia de especies, comensalismo, parasitismo, epifitismo e outras formas de coexistencia social acham-se presentes nesta comunidade. A comunidade vegetal desenvolve-se geralmente sobre solos pobres em nutrientes, porem bem estruturados, pelo fato de contarem com um sistema super especializado de ciclagem de nutrientes, que permitem a regulacao dos ciclos biologicos e a conservacao dos elementos minerais para a nutricao vegetal ainda em periodos de verao prolongado.

3.2 Caracterizacao floristica

A floresta ombrofila densa sub montana e um ambiente com as melhores condicoes biofisicas para a realizacao dos processos biogeoquimicos. Em funcao disso, a dinamica da silvigenese florestal e a microbiologia do solo, permitem o desenvolvimento de especies vegetais com elevado vigor genetico expressos pelo grande porte e excelente estado fitossanitario. Neste ambiente tambem, normalmente e registrado o maior numero de familias, generos e especies botanicas.

Na figura 1, estao apresentados os grupos taxonomicos da comunidade vegetal do plato da Floresta Ombrofila Densa, onde foram registrados 876 individuos com DAP igual ou superior a 30 cm, estes encontram-se distribuidos em 44 familias, 95 generos e 126 especies. Analisando os resultados na figura acima, verificou-se que estes valores diferem daqueles encontrados por Tello (1995) e Alencar (1986). Pois, ambos trabalhando na Reserva Florestal Ducke, registraram valores muito mais elevados aos encontrados na presente pesquisa. Esta diferenca provavelmente se deve a algum tipo de interferencia antropica ocorrida no passado na floresta do Campus da UFAM.

A respeito das matas de terra firme, Pires (1974b) afirma, que num mesmo local ha consideravel variacao devido a diversidade de ambiente, de condicoes do meio, de diversificacao do solo quanto a fertilidade, profundidade, drenagem, aeracao e disponibilidade de agua.

3.3 Numero de Individuos por familia (Ni)

Pelos registros do quadro 2, observou-se que as familias Lecythidaceae, Arecaceae, Burseraceae, Sapotaceae, Lauraceae, Mimosaceae, Sapindaceae, Myristicaceae, Humiriaceae e Melastomataceae foram as que apresentaram maior numero de individuos, perfazendo 51,3% da densidade relativa total. Entretanto as familias de maior destaque foram Lecythidaceae e Arecaceae, ambas com mais de 11% do numero total de individuos. Verificou-se que a especie Oenocarpus bacaba, foi a que apresentou a maior abundancia absoluta (99 individuos), representando 11,3% do total do numero de individuos. Outra especie que mereceu destaque foi Eschweilera coriacea (93 individuos), cuja porcentagem alcancou 10,6%. A especie Protium sp. tambem contribuiu de maneira expressiva com 6,4% do total de individuos. Por outro lado, observou-se que 49 especies apresentaram apenas um individuo, significando isto, que 5,6% das especies podem ser consideradas raras ou em perigo de extincao na area.

Estes resultados permitiram afirmar, que a comunidade vegetal estudada e o ambiente propicio para o desenvolvimento destas duas especies. E muito raro encontrar O. bacaba em areas circunvizinhas na proporcao registrada neste levantamento. Em contrapartida E. coriacea apresentou uma boa distribuicao nos diferentes habitats da floresta tropical. Sua presenca nao e condicionada nem pelo gradiente pedologico nem pela disponibilidade hidrica, conforme relata Tello (1995). A excelente distribuicao provavelmente se deve a processos de adaptacao, considerando que esta especie foi muito utilizada pelas comunidades indigenas, para o transporte da caca e outros produtos extrativos, pela excelente embira obtida a partir da casca viva da especie de mata mata (E. coriacea).

3.4 Numero de especies por familia

Conforme a quadro 1, as familias Caesalpiniaceae, Moraceae, Myristicaceae, Annonaceae, Lauraceae, Melastomataceae, Lecythidaceae, Sapotaceae, Clusiaceae, Flacourtiaceae e Mimosaceae, foram as que apresentaram maior numero de especies, ao ponto que apenas 11 delas, atingiram pouco mais de 50% do total de especies da area amostrada. Entretanto, outras familias como Araliaceae, Burseraceae, Boraginaceae, Bignoniaceae, Caryocariaceae, Cecropiaceae, Celastraceae, Combretaceae, Dychapetalaceae, Elaeocarpaceae, Erythroxylaceae, Linaceae, Nyctaginaceae, Ochnaceae, Olacaceae, Rhabdodendraceae, Rhizophoraceae, Sterculiaceae e Vochysiaceae, se fizeram presentes com apenas uma especie, alcancando 15,1% do total de especies.

A maior riqueza floristica mencionada nos resultados acima, sao mais ou menos semelhantes aos registrados por Alencar (1986) e Tello (1995).

3.5 Area basal por familia e por especie

A area basal total registrada no local foi de 32,4 [m.sup.2], sendo nove as familias que alcancaram 51,7% do total. As familias de maior destaque foram: Lecythidaceae e Humiriaceae. Dentre destas, as especies com maior area basal foram E. coriacea, Saccoglotis sp. Chrysophyllum sanguinolentum, Swartzia polyphylla, Brosimum parinarioides, O. bacaba, Protium sp. Holopyxidium jarana, Mouriria sp. Licania sp. Vantanaea sp. Sobressaindo nitidamente, as especies, E. coriacea e Saccoglotis sp. com 21% da area basal total (Quadro 2).

3.6 Diversidade especifica

No quadro 1, encontram-se os registros da diversidade especifica da floresta ombrofila densa sub montana. Os resultados do indice de Shannon-Wiener (Quadro 1) permitiram interpretar que neste tipo de ambiente a diversidade e semelhante a de uma agrupacao de mais de 51 especies com igual frequencia cada uma, para atingir a equivalencia em termos deste indice. Alem disso, para o numero de especies registradas, a diversidade foi de 81% aproximadamente. A diversidade da floresta estudada, foi similar a indices de diversidade registrados em outras localidades da floresta amazonica, como os indices registrados por Prance et al. (1976), Martins (1979) e Tello (1995).

3.7 Descritores estruturais

3.7.1 Frequencia Relativa (FRs)

Entre as familias de maior destaques encontraramse Caesalpiniaceae, Moraceae e Myristicaceae, com aproximadamente 30% da frequencia relativa total. Ressaltando-se entretanto, que a frequencia relativa da comunidade vegetal foi caracterizada pela presenca de muitas especies com poucos individuos, assim, 28,6% das especies apresentaram frequencia relativa de 1,4%, a grande maioria de especies (71,4%) registraram valores inferiores. Por outro lado, observa-se que nenhuma especie em particular teve grande destaque quanto a frequencia relativa (Quadro 2).

3.7.2 Dominancia Relativa (DoRs)

As familias responsaveis pela dominancia na comunidade vegetal foram Lecythidaceae, Humiriaceae, Sapotaceae, Caesalpiniaceae, Moraceae, Arecaceae, Burseraceae, Chrysobalanaceae e Melastomataceae, juntas perfizeram 60,9% da dominancia total. As familias com grande destaque foram: Lecythidaceae e Humiriaceae, participando com 21% na dominancia relativa total (Quadro 2). Entre as especies de maior dominancia sobressairam E. coriacea e Saccoglotis sp. Sem duvida que a maior dominancia da primeira, deve-se fundamentalmente ao grande numero de individuos registrados para esta especie. Entretanto, o lugar ocupado pela segunda, foi devido ao grande porte dos seus individuos.

3.7.3 Valor de importancia das familias e as especies (VI)

As familias Lecythidaceae, Caesalpiniaceae, Moraceae, Arecaceae e Myristicaceae tiveram maior destaque na conformacao do valor de importancia. As especies E. coriacea, O. bacaba e Protium sp. tiveram uma melhor contribuicao na totalizacao do valor de importancia (Quadro 2). As familias Lecythidaceae e Arecaceae ocuparam posicoes privilegiadas na comunidade vegetal pelo fato de terem apresentado os maiores valores de importancia sociologica. As especies responsaveis por tal posicao foram E. coriacea e O. bacaba respectivamente. Podendo-se afirmar que estas especies relativamente garantiram seu espaco na estrutura da floresta. Cavassan e Martins (1984), afirmam que o numero de individuos tem um peso exagerado no calculo do valor de importancia. Esta afirmacao foi constatada neste estudo, pois, tanto para E. coriacea quanto para O. bacaba, o maior numero de individuos foi determinante na conformacao do valor de importancia.

3.7.4 Valor de cobertura por familia (VC)

Os valores mais elevados de cobertura corresponderam as familias Lecythidaceae (33,5%), Arecaceae (18,6%), Caesalpiniaceae (16,6%) e Moraceae (13,8%). A participacao das outras familias foi mais modesta na conformacao da cobertura total. Entre as especies de maior cobertura destacaram-se: E. coriacea, O. bacaba e Protium sp. (Quadro 2).

O estudo da cobertura vegetal nao pode-se reduzir a simples observacao da presenca das especies: sua importancia relativa, quanto ao numero de individuos e sua capacidade de ocupar o espaco, isto e ao nivel de sua dominancia, e uma caracteristica bastante importante, por que revela as condicoes do meio ambiente. Alem do mais, deve-se dar uma atencao especial as especies dominantes que pela informacao da cobertura condicionam o meio para as especies do entorno (Lescure, 1990).

4. Conclusoes

Quanto a composicao floristica, as diferencas mais significativas registradas na floresta ombrofila densa residiram na importancia de certos taxa, numero de individuos e superficie de cobertura. No levantamento foi observado a forte presenca de apenas dez familias como: Lecythidaceae, Arecaceae, Burseraceae, Sapotaceae, Lauraceae, Mimosaceae, Sapindaceae, Melastomataceae, Humiriaceae e Myristicaceae.

A Floresta Ombrofila Densa e o ambiente apropriado para o desenvolvimento das especies E. coriacea e O. bacaba, considerando sua boa ocorrencia nesse habitat.

A Floresta Ombrofila Densa comporta elevado numero de especies raras (6%) que correm risco de serem extintas da area, se a mesma nao for manejada. Este elevado numero de especies raras sugere a alta diversidade da comunidade estudada.

A area basal media da comunidade vegetal estudada foi baixa (5,9 [m.sup.2]), porem, o maior espaco foi coberto pelo grande numero de individuos das especies.

A Floresta Ombrofila Densa evidenciou alta heterogeneidade em decorrencia do elevado coeficiente de mistura registrado (1/7), o que indica que para cada sete individuos de sua composicao geral ha uma especie diferente.

O indice de diversidade de Shannon-Weaver com o valor de 3,9 mostrou alta diversidade, que em termos porcentuais, para o numero de especies registrados, a diversidade foi de 81%.

As especies E. coriacea e O. bacaba apresentaram maiores valores de importancia e cobertura, mais por sua abundancia que por sua dominancia.

5. Agradecimentos

Nossos sinceros agradecimentos a Universidade Federal do Amazonas e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico pelo apoio total a realizacao desta pesquisa.

6. Referencias bibliograficas

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JULIO CESAR RODRIGUEZ TELLO (1), MARILANE NASCIMENTO IRMAO (2), ALEFE LORES VIANA (3), STIFFANNY ALEXA SARAIVA BEZERRA (3) Y JONNYS PAZ CASTRO (3)

(1) Universidade Federal do Amazonas, Sao Jose Operario, Manaus, Amazonas, Brasil, E-mail: jucerote@hotmail.com

(2) Universidade Federal do Amazonas, Faculdade de Ciencias Agrarias, Departamento de Ciencias Florestais, Manaus, Amazonas, Brasil, E-mail: lane_irmao@yahoo.com.br

(3) Academicos de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Amazonas, E-mail: alefe.viana@gmail.com

Recibido: 09-01-08/Aceptado: 06-05-08
Quadro 1. Indices de diversidade da Floresta
Ombrofila Densa.

Caracteristicas da area e   Simbolos   Valores
valores de diversidade

Area total amostrada          (A)       1,5 ha
Numero de individuos          (Ni)       879
Numero de especies            (S)        126
Diversidade de Shannon        (H')       3,93
                             exp H'      50,7
Uniformidade                  (E)        0,81
Diversidade Maxima           (Hmax)      4,84
Coeficiente de mistura       (C.M.)      0,1
Indice de especies raras    (% IER)      38,9

Quadro 2. Descritores estruturais da Floresta Ombrofila
Densa Sub Montana (Plato).

No.     Familia            Nome Cientifico                  Ni

1       Anacardiaceae      Anacardium giganteum            2,00
2       Anacardiaceae      Tapirira guianensis.            7,00
3       Annonaceae         Annona sp.                      3,00
4       Annonaceae         Bocageopsis multiflora          2,00
5       Annonaceae         Ephedranthus amazonicus         1,00
6       Annonaceae         Guatteria sp.                   4,00
7       Annonaceae         Rollinia exsucca                2,00
8       Annonaceae         Xylopia emarginata              2,00
9       Apocynaceae        Aspidospermum album             1,00
10      Apocynaceae        Couma utilis                    1,00
11      Apocynaceae        Geissospermum sericeum          2,00
12      Araliaceae         Schefflera morototoni           1,00
13      Arecaceae          Maximiliana martiana            9,00
14      Arecaceae          Oenocarpus bacaba               99,0
15      Bignoniaceae       Jacaranda copaia                9,00
16      Boraginaceae       Cordia sp.                      1,00
17      Burseraceae        Protium sp.                     56,0
18      Caesalpiniaceae    Copaifera multijuga             3,00
19      Caesalpiniaceae    Dimorphandra sp.                12,0
20      Caesalpiniaceae    Eperua bijuga                   11,0
21      Caesalpiniaceae    Hymenaea courbaril              3,00
22      Caesalpiniaceae    Peltogyne paniculata            1,00
                           subsp. paniculata
23      Caesalpiniaceae    Schizolobium amazonicum         1,00
24      Caesalpiniaceae    Sclerolobium sp.                2,00
25      Caesalpiniaceae    Swartzia ingaifolia             4,00
26      Caesalpiniaceae    Swartzia polyphylla             2,00
27      Caesalpiniaceae    Swartzia sp.                    11,0
28      Caesalpiniaceae    Tachigali sp.                   1,00
29      Caryocariaceae     Caryocar glabrum                1,00
30      Cecropiaceae       Pouroma sp.                     13,0
31      Celastraceae       Goupia glabra                   1,00
32      Chrysobalanaceae   Couepia bracteosa               1,00
33      Chrysobalanaceae   Licania oblongifolia            4,00
34      Chrysobalanaceae   Licania sp.                     16,0
35      Clusiaceae         Calophyllum angulare            1,00
36      Clusiaceae         Rheedia sp.                     1,00
37      Clusiaceae         Tovomita sp.                    3,00
38      Clusiaceae         Vismia sp.                      1,00
39      Combretaceae       Buchenavia parviflora           3,00
40      Dichapetalaceae    Tapura sp.                      3,00
41      Elaeocarpaceae     Sloanea sp.                     6,00
42      Erythroxylaceae    Erythroxyllum sp.               1,00
43      Euphorbiaceae      Aparisthmium cordatum           3,00
44      Euphorbiaceae      Conceveiba guianensis           1,00
45      Euphorbiaceae      Croton lanjouwensis             12,0
46      Euphorbiaceae      Glysidendron amazonicum         2,00
47      Euphorbiaceae      Micrandra sp.                   1,00
48      Euphorbiaceae      Pera sp.                        1,00
49      Euphorbiaceae      Pogonophora                     1,00
                           schomburgkiana
50      Fabaceae           Andira unifoliolata             1,00
51      Fabaceae           Dalbergia sp.                   1,00
52      Fabaceae           Dipteryx odorata                1,00
53      Flacourtiaceae     Casearia grandifolia            4,00
54      Flacourtiaceae     Casearia suaveolens             1,00
55      Flacourtiaceae     Casearia sylvestris             2,00
56      Flacourtiaceae     Ryania speciosa var.            1,00
                           stipularis
57      Humiriaceae        Saccoglottis guianensis         4,00
58      Humiriaceae        Saccoglottis sp.                20,0
59      Humiriaceae        Vantanea sp.                    9,00
60      Lauraceae          Licaria sp.                     11,0
61      Lauraceae          Nectandra sp.                   1,00
62      Lauraceae          Ocotea amazonica                1,00
63      Lauraceae          Ocotea guianensis               3,00
64      Lauraceae          Ocotea myriantha                1,00
65      Lauraceae          Ocotea sp.                      27,0
66      Lecythidaceae      Corythophora mimosa             4,00
67      Lecythidaceae      Eschweilera coriacea            93,0
68      Lecythidaceae      Eschweilera odora               8,00
69      Lecythidaceae      Eschweilera sp.                 18,0
70      Lecythidaceae      Holopyxidium jarana             30,0
71      Linaceae           Roucheria sp.                   1,00
72      Melastomataceae    Miconia holosericea             2,00
73      Melastomataceae    Miconia regelii                 8,00
74      Melastomataceae    Miconia sp.                     20,0
75      Melastomataceae    Miconia tomentosa               13,00
76      Melastomataceae    Mouriri sp.                     5,00
77      Meliaceae          Guarea duckei                   2,00
78      Meliaceae          Trichilia sp.                   1,00
79      Meliaceae          Trichilia micrantha             1,00
80      Mimosaceae         Dimorphandra sp.                8,00
81      Mimosaceae         Inga sp.                        25,00
82      Mimosaceae         Parkia pendula                  1,00
83      Mimosaceae         Pithecelobium racemosum         5,00
84      Moraceae           Brosimum acutifolium            1,00
85      Moraceae           Brosimum guianense              1,00
86      Moraceae           Brosimum parinarioides          7,00
                           subsp. parinarioides
87      Moraceae           Brosimum rubescens              1,00
88      Moraceae           Brosimum utile                  1,00
89      Moraceae           Ficus sp.                       16,00
90      Moraceae           Helicostylis podogyne           9,00
91      Moraceae           Naucleopsis caloneura           4,00
92      Moraceae           Sorocea sp.                     3,00
93      Moraceae           Trimatococcus sp.               1,00
94      Myristicaceae      Iryanthera juruensis            1,00
95      Myristicaceae      Iryanthera ulei                 2,00
96      Myristicaceae      Virola elongata                 4,00
97      Myristicaceae      Virola multicostata             3,00
98      Myristicaceae      Virola multinervia              4,00
99      Myristicaceae      Virola pavonis                  11,00
100     Myristicaceae      Virola racemosa                 5,00
101     Myristicaceae      Virola sp.                      3,00
102     Myristicaceae      Virola venosa                   20,00
103     Myrtaceae          Myrcia fallax                   1,00
104     Myrtaceae          Myrcia sp.                      8,00
105     Nyctaginaceae      Neea sp.                        1,00
106     Ochnaceae          Ouratea sp.                     3,00
107     Olacaceae          Heisteria sp.                   4,00
108     Quiinaceae         Lacunaria sp.                   1,00
109     Quiinaceae         Quiina sp.                      1,00
110     Rhabdodendraceae   Rhabdodendron amazonicum        1,00
111     Rhizophoraceae     Sterigmapetalum sp.             1,00
112     Rubiaceae          Duroia sp.                      4,00
113     Rubiaceae          Faramea sp.                     4,00
114     Sapindaceae        Talisia cupularis               3,00
115     Sapindaceae        Talisia sp.                     21,00
116     Sapotaceae         Chrysophyllum                   38,00
                           sanguinolentum
117     Sapotaceae         Chrysophyllum sp.               9,00
118     Sapotaceae         Micropholis rosadinha-brava     1,00
119     Sapotaceae         Micropholis sp.                 1,00
120     Sapotaceae         Pouteria sp.                    3,00
121     Sterculiaceae      Theobroma sylvestris            5,00
122     Tiliaceae          Luehea sp.                      1,00
123     Tiliaceae          Luehea speciosa                 1,00
124     Violaceae          Amphyrrox sp.                   1,00
125     Violaceae          Payparola cf. grandifolia       1,00
126     Vochysiaceae       Qualea paraensis                3,00

Total                                                      876,0

No.     Familia             Ns     ABs    ABIs     DAs     DRs

1       Anacardiaceae      2,00    0,02   0,04    1,33    0,23
2       Anacardiaceae      2,00    0,01   0,13    4,67    0,80
3       Annonaceae         3,00    0,02   0,07    2,00    0,34
4       Annonaceae         2,00    0,04   0,08    1,33    0,23
5       Annonaceae         1,00    0,05   0,01    0,67    0,11
6       Annonaceae         1,00    0,05   0,04    2,67    0,46
7       Annonaceae         1,00    0,02   0,05    1,33    0,23
8       Annonaceae         2,00    0,02   0,04    1,33    0,23
9       Apocynaceae        1,00    0,02   0,02    0,67    0,11
10      Apocynaceae        1,00    0,05   0,05    0,67    0,11
11      Apocynaceae        2,00    0,01   0,06    1,33    0,23
12      Araliaceae         1,00    0,08   0,05    0,67    0,11
13      Arecaceae          3,00    0,04   0,33    6,00    1,03
14      Arecaceae          3,00    0,01   1,68    66,0    11,3
15      Bignoniaceae       3,00    0,03   0,18    6,00    1,03
16      Boraginaceae       1,00    0,07   0,07    0,67    0,11
17      Burseraceae        3,00    0,03   1,48    37,3    6,39
18      Caesalpiniaceae    1,00    0,01   0,06    2,00    0,34
19      Caesalpiniaceae    3,00    0,01   0,39    8,00    1,37
20      Caesalpiniaceae    3,00    0,05   0,40    7,33    1,26
21      Caesalpiniaceae    3,00    0,04   0,27    2,00    0,34
22      Caesalpiniaceae    1,00    0,02   0,10    0,67    0,11

23      Caesalpiniaceae    1,00    0,05   0,01    0,67    0,11
24      Caesalpiniaceae    1,00    0,01   0,06    1,33    0,23
25      Caesalpiniaceae    2,00    0,05   0,19    2,67    0,46
26      Caesalpiniaceae    2,00    0,85   1,70    1,33    0,23
27      Caesalpiniaceae    3,00    0,02   0,23    7,33    1,26
28      Caesalpiniaceae    1,00    0,02   0,02    0,67    0,11
29      Caryocariaceae     1,00    0,01   0,01    0,67    0,11
30      Cecropiaceae       3,00    0,10   0,22    8,67    1,48
31      Celastraceae       1,00    0,01   0,26    0,67    0,11
32      Chrysobalanaceae   1,00    0,05   0,05    0,67    0,11
33      Chrysobalanaceae   2,00    0,03   0,44    2,67    0,46
34      Chrysobalanaceae   3,00    0,03   0,84    10,6    1,83
35      Clusiaceae         1,00    0,17   0,17    0,67    0,11
36      Clusiaceae         1,00    0,01   0,02    0,67    0,11
37      Clusiaceae         2,00    0,03   0,10    2,00    0,34
38      Clusiaceae         1,00    0,01   0,01    0,67    0,11
39      Combretaceae       2,00    0,13   0,40    2,00    0,34
40      Dichapetalaceae    2,00    0,04   0,12    2,00    0,34
41      Elaeocarpaceae     3,00    0,02   0,33    4,00    0,68
42      Erythroxylaceae    1,00    0,03   0,01    0,67    0,11
43      Euphorbiaceae      1,00    0,02   0,05    2,00    0,34
44      Euphorbiaceae      1,00    0,04   0,04    0,67    0,11
45      Euphorbiaceae      3,00    0,03   0,39    8,00    1,37
46      Euphorbiaceae      1,00    0,04   0,05    1,33    0,23
47      Euphorbiaceae      1,00    0,05   0,03    0,67    0,11
48      Euphorbiaceae      1,00    0,02   0,06    0,67    0,11
49      Euphorbiaceae      1,00    0,01   0,04    0,67    0,11

50      Fabaceae           1,00    0,16   0,16    0,67    0,11
51      Fabaceae           1,00    0,04   0,01    0,67    0,11
52      Fabaceae           1,00    0,07   0,08    0,67    0,11
53      Flacourtiaceae     2,00    0,03   0,13    2,67    0,46
54      Flacourtiaceae     1,00    0,02   0,02    0,67    0,11
55      Flacourtiaceae     1,00    0,02   0,04    1,33    0,23
56      Flacourtiaceae     1,00    0,08   0,01    0,67    0,11

57      Humiriaceae        3,00    0,01   0,33    2,67    0,46
58      Humiriaceae        3,00    0,08   1,61    13,3    2,28
59      Humiriaceae        3,00    0,09   0,84    6,00    1,03
60      Lauraceae          3,00    0,15   0,27    7,33    1,26
61      Lauraceae          1,00    0,17   0,01    0,67    0,11
62      Lauraceae          1,00    0,03   0,01    0,67    0,11
63      Lauraceae          1,00    0,08   0,01    2,00    0,34
64      Lauraceae          1,00    0,01   0,02    0,67    0,11
65      Lauraceae          3,00    0,02   0,72    18,0    3,08
66      Lecythidaceae      3,00    0,04   0,17    2,67    0,46
67      Lecythidaceae      3,00    0,04   3,39    62,0    10,6
68      Lecythidaceae      1,00    0,01   0,38    5,33    0,91
69      Lecythidaceae      3,00    0,02   0,62    12,0    2,05
70      Lecythidaceae      3,00    0,03   0,95    20,0    3,42
71      Linaceae           1,00    0,03   0,08    0,67    0,11
72      Melastomataceae    1,00    0,11   0,02    1,33    0,23
73      Melastomataceae    2,00    0,05   0,16    5,33    0,91
74      Melastomataceae    3,00    0,02   0,29    13,33   2,28
75      Melastomataceae    2,00    0,01   0,18    8,67    1,48
76      Melastomataceae    1,00    0,01   0,85    3,33    0,57
77      Meliaceae          1,00    0,01   0,06    1,33    0,23
78      Meliaceae          1,00    0,02   0,02    0,67    0,11
79      Meliaceae          1,00    0,01   0,01    0,67    0,11
80      Mimosaceae         3,00    0,04   0,14    5,33    0,91
81      Mimosaceae         3,00    0,26   0,73    16,67   2,85
82      Mimosaceae         1,00    0,02   0,03    0,67    0,11
83      Mimosaceae         2,00    0,03   0,16    3,33    0,57
84      Moraceae           1,00    0,01   0,01    0,67    0,11
85      Moraceae           1,00    0,01   0,01    0,67    0,11
86      Moraceae           3,00    0,24   1,69    4,67    0,80

87      Moraceae           1,00    0,11   0,11    0,67    0,11
88      Moraceae           1,00    0,09   0,09    0,67    0,11
89      Moraceae           3,00    0,08   0,59    10,67   1,83
90      Moraceae           1,00    0,02   0,18    6,00    1,03
91      Moraceae           2,00    0,07   0,08    2,67    0,46
92      Moraceae           3,00    0,02   0,05    2,00    0,34
93      Moraceae           1,00    0,01   0,01    0,67    0,11
94      Myristicaceae      1,00    0,03   0,15    0,67    0,11
95      Myristicaceae      2,00    0,01   0,03    1,33    0,23
96      Myristicaceae      2,00    0,01   0,05    2,67    0,46
97      Myristicaceae      2,00    0,02   0,07    2,00    0,34
98      Myristicaceae      2,00    0,01   0,06    2,67    0,46
99      Myristicaceae      3,00    0,02   0,24    7,33    1,26
100     Myristicaceae      3,00    0,01   0,06    3,33    0,57
101     Myristicaceae      3,00    0,01   0,03    2,00    0,34
102     Myristicaceae      3,00    0,04   0,76    13,33   2,28
103     Myrtaceae          1,00    0,01   0,03    0,67    0,11
104     Myrtaceae          3,00    0,03   0,21    5,33    0,91
105     Nyctaginaceae      1,00    0,03   0,02    0,67    0,11
106     Ochnaceae          1,00    0,02   0,06    2,00    0,34
107     Olacaceae          2,00    0,03   0,14    2,67    0,46
108     Quiinaceae         1,00    0,02   0,04    0,67    0,11
109     Quiinaceae         1,00    0,03   0,04    0,67    0,11
110     Rhabdodendraceae   1,00    0,04   0,01    0,67    0,11
111     Rhizophoraceae     1,00    0,02   0,02    0,67    0,11
112     Rubiaceae          1,00    0,04   0,06    2,67    0,46
113     Rubiaceae          3,00    0,03   0,08    2,67    0,46
114     Sapindaceae        2,00    0,01   0,03    2,00    0,34
115     Sapindaceae        3,00    0,04   0,79    14,00   2,40
116     Sapotaceae         3,00    0,05   1,72    25,33   4,34

117     Sapotaceae         1,00    0,04   0,35    6,00    1,03
118     Sapotaceae         1,00    0,01   0,08    0,67    0,11
119     Sapotaceae         1,00    0,02   0,07    0,67    0,11
120     Sapotaceae         2,00    0,06   0,05    2,00    0,34
121     Sterculiaceae      2,00    0,01   0,06    3,33    0,57
122     Tiliaceae          1,00    0,01   0,01    0,67    0,11
123     Tiliaceae          1,00    0,02   0,05    0,67    0,11
124     Violaceae          1,00    0,02   0,02    0,67    0,11
125     Violaceae          1,00    0,03   0,01    0,67    0,11
126     Vochysiaceae       2,00    0,02   0,25    2,00    0,34

Total                      223,0   5,90   32,44   584,0   100,0

No.     Familia            FAs     FRs    DoAs    DoRs     VIs

1       Anacardiaceae      0,67   0,90    0,03    0,12    1,25
2       Anacardiaceae      0,67   0,90    0,06    0,40    2,09
3       Annonaceae         1,00   1,35    0,04    0,21    1,89
4       Annonaceae         0,67   0,90    0,05    0,24    1,36
5       Annonaceae         0,33   0,45    0,04    0,03    0,59
6       Annonaceae         0,33   0,45    0,13    0,13    1,04
7       Annonaceae         0,33   0,45    0,02    0,15    0,83
8       Annonaceae         0,67   0,90    0,02    0,12    1,24
9       Apocynaceae        0,33   0,45    0,01    0,07    0,63
10      Apocynaceae        0,33   0,45    0,04    0,17    0,73
11      Apocynaceae        0,67   0,90    0,02    0,20    1,32
12      Araliaceae         0,33   0,45    0,05    0,14    0,70
13      Arecaceae          1,00   1,35    0,22    1,02    3,40
14      Arecaceae          1,00   1,35    0,68    5,19    17,8
15      Bignoniaceae       1,00   1,35    0,21    0,56    2,94
16      Boraginaceae       0,33   0,45    0,05    0,22    0,78
17      Burseraceae        1,00   1,35    1,18    4,55    12,2
18      Caesalpiniaceae    0,33   0,45    0,02    0,17    0,96
19      Caesalpiniaceae    1,00   1,35    0,09    1,21    3,93
20      Caesalpiniaceae    1,00   1,35    0,35    1,24    3,84
21      Caesalpiniaceae    1,00   1,35    0,07    0,84    2,53
22      Caesalpiniaceae    0,33   0,45    0,01    0,31    0,87

23      Caesalpiniaceae    0,33   0,45    0,03    0,04    0,60
24      Caesalpiniaceae    0,33   0,45    0,02    0,19    0,87
25      Caesalpiniaceae    0,67   0,90    0,13    0,59    1,94
26      Caesalpiniaceae    0,67   0,90    1,13    5,24    6,36
27      Caesalpiniaceae    1,00   1,35    0,15    0,71    3,32
28      Caesalpiniaceae    0,33   0,45    0,01    0,06    0,62
29      Caryocariaceae     0,33   0,45    0,00    0,02    0,58
30      Cecropiaceae       1,00   1,35    0,87    0,69    3,52
31      Celastraceae       0,33   0,45    0,01    0,79    1,36
32      Chrysobalanaceae   0,33   0,45    0,03    0,15    0,71
33      Chrysobalanaceae   0,67   0,90    0,08    1,34    2,70
34      Chrysobalanaceae   1,00   1,35    0,31    2,58    5,76
35      Clusiaceae         0,33   0,45    0,11    0,52    1,09
36      Clusiaceae         0,33   0,45    0,01    0,06    0,62
37      Clusiaceae         0,67   0,90    0,07    0,31    1,55
38      Clusiaceae         0,33   0,45    0,01    0,02    0,59
39      Combretaceae       0,67   0,90    0,27    1,25    2,49
40      Dichapetalaceae    0,67   0,90    0,08    0,37    1,61
41      Elaeocarpaceae     1,00   1,35    0,07    1,01    3,04
42      Erythroxylaceae    0,33   0,45    0,02    0,03    0,60
43      Euphorbiaceae      0,33   0,45    0,04    0,16    0,96
44      Euphorbiaceae      0,33   0,45    0,03    0,12    0,68
45      Euphorbiaceae      1,00   1,35    0,26    1,21    3,93
46      Euphorbiaceae      0,33   0,45    0,05    0,14    0,82
47      Euphorbiaceae      0,33   0,45    0,03    0,08    0,64
48      Euphorbiaceae      0,33   0,45    0,01    0,18    0,74
49      Euphorbiaceae      0,33   0,45    0,01    0,13    0,69

50      Fabaceae           0,33   0,45    0,11    0,50    1,06
51      Fabaceae           0,33   0,45    0,03    0,04    0,60
52      Fabaceae           0,33   0,45    0,05    0,24    0,80
53      Flacourtiaceae     0,67   0,90    0,09    0,41    1,76
54      Flacourtiaceae     0,33   0,45    0,01    0,06    0,62
55      Flacourtiaceae     0,33   0,45    0,03    0,12    0,80
56      Flacourtiaceae     0,33   0,45    0,05    0,04    0,60

57      Humiriaceae        1,00   1,35    0,03    1,03    2,83
58      Humiriaceae        1,00   1,35    1,11    4,96    8,59
59      Humiriaceae        1,00   1,35    0,56    2,58    4,95
60      Lauraceae          1,00   1,35    1,06    0,84    3,44
61      Lauraceae          0,33   0,45    0,11    0,03    0,59
62      Lauraceae          0,33   0,45    0,02    0,03    0,59
63      Lauraceae          0,33   0,45    0,16    0,02    0,81
64      Lauraceae          0,33   0,45    0,01    0,07    0,64
65      Lauraceae          1,00   1,35    0,39    2,21    6,64
66      Lecythidaceae      1,00   1,35    0,11    0,51    2,31
67      Lecythidaceae      1,00   1,35    2,26    10,4    22,4
68      Lecythidaceae      0,33   0,45    0,07    1,18    2,54
69      Lecythidaceae      1,00   1,35    0,22    1,92    5,32
70      Lecythidaceae      1,00   1,35    0,64    2,94    7,71
71      Linaceae           0,33   0,45    0,02    0,24    0,80
72      Melastomataceae    0,33   0,45    0,15    0,07    0,74
73      Melastomataceae    0,67   0,90    0,28    0,49    2,30
74      Melastomataceae    1,00   1,35    0,33    0,88    4,51
75      Melastomataceae    0,67   0,90    0,11    0,55    2,93
76      Melastomataceae    0,33   0,45    0,05    2,63    3,65
77      Meliaceae          0,33   0,45    0,01    0,20    0,87
78      Meliaceae          0,33   0,45    0,01    0,05    0,61
79      Meliaceae          0,33   0,45    0,01    0,03    0,59
80      Mimosaceae         1,00   1,35    0,20    0,44    2,70
81      Mimosaceae         1,00   1,35    4,30    2,24    6,44
82      Mimosaceae         0,33   0,45    0,02    0,10    0,66
83      Mimosaceae         0,67   0,90    0,11    0,49    1,95
84      Moraceae           0,33   0,45    0,01    0,03    0,59
85      Moraceae           0,33   0,45    0,01    0,04    0,60
86      Moraceae           1,00   1,35    1,13    5,22    7,36

87      Moraceae           0,33   0,45    0,07    0,32    0,89
88      Moraceae           0,33   0,45    0,06    0,28    0,84
89      Moraceae           1,00   1,35    0,83    1,83    5,00
90      Moraceae           0,33   0,45    0,12    0,57    2,04
91      Moraceae           0,67   0,90    0,18    0,25    1,60
92      Moraceae           1,00   1,35    0,04    0,16    1,85
93      Moraceae           0,33   0,45    0,01    0,05    0,61
94      Myristicaceae      0,33   0,45    0,02    0,45    1,01
95      Myristicaceae      0,67   0,90    0,01    0,08    1,21
96      Myristicaceae      0,67   0,90    0,04    0,16    1,52
97      Myristicaceae      0,67   0,90    0,05    0,21    1,45
98      Myristicaceae      0,67   0,90    0,04    0,17    1,53
99      Myristicaceae      1,00   1,35    0,16    0,75    3,35
100     Myristicaceae      1,00   1,35    0,04    0,18    2,10
101     Myristicaceae      1,00   1,35    0,02    0,10    1,79
102     Myristicaceae      1,00   1,35    0,51    2,34    5,97
103     Myrtaceae          0,33   0,45    0,01    0,10    0,67
104     Myrtaceae          1,00   1,35    0,14    0,64    2,90
105     Nyctaginaceae      0,33   0,45    0,02    0,07    0,63
106     Ochnaceae          0,33   0,45    0,05    0,18    0,97
107     Olacaceae          0,67   0,90    0,09    0,43    1,78
108     Quiinaceae         0,33   0,45    0,01    0,11    0,68
109     Quiinaceae         0,33   0,45    0,02    0,12    0,68
110     Rhabdodendraceae   0,33   0,45    0,03    0,03    0,60
111     Rhizophoraceae     0,33   0,45    0,02    0,08    0,64
112     Rubiaceae          0,33   0,45    0,11    0,18    1,08
113     Rubiaceae          1,00   1,35    0,09    0,24    2,04
114     Sapindaceae        0,67   0,90    0,02    0,08    1,32
115     Sapindaceae        1,00   1,35    0,53    2,43    6,17
116     Sapotaceae         1,00   1,35    1,15    5,32    11,00

117     Sapotaceae         0,33   0,45    0,24    1,09    2,57
118     Sapotaceae         0,33   0,45    0,01    0,25    0,81
119     Sapotaceae         0,33   0,45    0,01    0,21    0,77
120     Sapotaceae         0,67   0,90    0,11    0,14    1,38
121     Sterculiaceae      0,67   0,90    0,04    0,17    1,64
122     Tiliaceae          0,33   0,45    0,01    0,04    0,60
123     Tiliaceae          0,33   0,45    0,01    0,16    0,72
124     Violaceae          0,33   0,45    0,01    0,05    0,61
125     Violaceae          0,33   0,45    0,02    0,04    0,60
126     Vochysiaceae       0,67   0,90    0,03    0,77    2,01

Total                      74,3   100,0   26,10   100,0   300,0

No.     Familia             VCs

1       Anacardiaceae      0,35
2       Anacardiaceae      1,20
3       Annonaceae         0,55
4       Annonaceae         0,47
5       Annonaceae         0,15
6       Annonaceae         0,59
7       Annonaceae         0,38
8       Annonaceae         0,34
9       Apocynaceae        0,18
10      Apocynaceae        0,28
11      Apocynaceae        0,43
12      Araliaceae         0,26
13      Arecaceae          2,05
14      Arecaceae          16,4
15      Bignoniaceae       1,59
16      Boraginaceae       0,33
17      Burseraceae        10,9
18      Caesalpiniaceae    0,51
19      Caesalpiniaceae    2,58
20      Caesalpiniaceae    2,49
21      Caesalpiniaceae    1,19
22      Caesalpiniaceae    0,42

23      Caesalpiniaceae    0,15
24      Caesalpiniaceae    0,42
25      Caesalpiniaceae    1,05
26      Caesalpiniaceae    5,47
27      Caesalpiniaceae    1,97
28      Caesalpiniaceae    0,17
29      Caryocariaceae     0,14
30      Cecropiaceae       2,17
31      Celastraceae       0,91
32      Chrysobalanaceae   0,26
33      Chrysobalanaceae   1,80
34      Chrysobalanaceae   4,41
35      Clusiaceae         0,64
36      Clusiaceae         0,17
37      Clusiaceae         0,66
38      Clusiaceae         0,14
39      Combretaceae       1,59
40      Dichapetalaceae    0,72
41      Elaeocarpaceae     1,70
42      Erythroxylaceae    0,15
43      Euphorbiaceae      0,51
44      Euphorbiaceae      0,23
45      Euphorbiaceae      2,58
46      Euphorbiaceae      0,37
47      Euphorbiaceae      0,19
48      Euphorbiaceae      0,29
49      Euphorbiaceae      0,24

50      Fabaceae           0,62
51      Fabaceae           0,16
52      Fabaceae           0,35
53      Flacourtiaceae     0,87
54      Flacourtiaceae     0,17
55      Flacourtiaceae     0,35
56      Flacourtiaceae     0,15

57      Humiriaceae        1,48
58      Humiriaceae        7,24
59      Humiriaceae        3,61
60      Lauraceae          2,10
61      Lauraceae          0,15
62      Lauraceae          0,15
63      Lauraceae          0,36
64      Lauraceae          0,19
65      Lauraceae          5,29
66      Lecythidaceae      0,97
67      Lecythidaceae      21,0
68      Lecythidaceae      2,09
69      Lecythidaceae      3,97
70      Lecythidaceae      6,37
71      Linaceae           0,35
72      Melastomataceae    0,30
73      Melastomataceae    1,41
74      Melastomataceae    3,16
75      Melastomataceae    2,04
76      Melastomataceae    3,21
77      Meliaceae          0,43
78      Meliaceae          0,17
79      Meliaceae          0,14
80      Mimosaceae         1,36
81      Mimosaceae         5,10
82      Mimosaceae         0,21
83      Mimosaceae         1,06
84      Moraceae           0,14
85      Moraceae           0,15
86      Moraceae           6,02

87      Moraceae           0,44
88      Moraceae           0,40
89      Moraceae           3,65
90      Moraceae           1,60
91      Moraceae           0,71
92      Moraceae           0,50
93      Moraceae           0,16
94      Myristicaceae      0,56
95      Myristicaceae      0,31
96      Myristicaceae       ,62
97      Myristicaceae      0,56
98      Myristicaceae      0,63
99      Myristicaceae      2,01
100     Myristicaceae      0,75
101     Myristicaceae      0,44
102     Myristicaceae      4,63
103     Myrtaceae          0,22
104     Myrtaceae          1,55
105     Nyctaginaceae      0,18
106     Ochnaceae          0,52
107     Olacaceae          0,89
108     Quiinaceae         0,23
109     Quiinaceae         0,23
110     Rhabdodendraceae   0,15
111     Rhizophoraceae     0,19
112     Rubiaceae          0,64
113     Rubiaceae          0,70
114     Sapindaceae        0,42
115     Sapindaceae        4,83
116     Sapotaceae         9,65

117     Sapotaceae         2,12
118     Sapotaceae         0,36
119     Sapotaceae         0,33
120     Sapotaceae         0,48
121     Sterculiaceae      0,74
122     Tiliaceae          0,15
123     Tiliaceae          0,27
124     Violaceae          0,16
125     Violaceae          0,15
126     Vochysiaceae       1,11

Total                      200,0

Figura 1. Grupos taxonomicos da Floresta Ombrofila Densa.

FAMILIAS     44
GENEROS      95
ESPECIES     126
INDIVIDOUS   876

Nota: Tabla derivada de grafico de barra.
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Article Details
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Author:Rodriguez Tello, Julio Cesar; Nascimento Irmao, Marilane; Lopes Viana, Alefe; Saraiva Bezerra, Stiff
Publication:La Revista Forestal Venezolana
Article Type:Report
Date:Jul 1, 2008
Words:8740
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