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Competency-based education: experience of organizing a business administration teaching project/Formacao por competencia: experiencia na estruturacao do projeto pedagogico de um curso de administracao.

INTRODUCAO

Nas edicoes de julho e fevereiro de 2013 da Revista do Administrador Profissional, do Conselho Regional da Administracao (CRA/SP), os presidentes da GR Properties e Votorantim Industrial, respectivamente, relataram que ha um descompasso entre as demandas do mercado e a formacao do administrador pelas instituicoes de ensino superior. Para eles, os cursos de administracao estao antiquados e tem deixado a desejar, ensinam coisas tecnicas e nao ensinam a lidar com pessoas e resolver problemas alem dos estudantes nao possuirem visao global de negocios.

O assunto qualidade no ensino de Administracao foi materia de capa da edicao de nov/dez 2013 da Revista Brasileira de Administracao (RBA), do Conselho Federal de Administracao (CFA). Segundo dados do Censo da Educacao Superior 2012, existem 2160 cursos de bacharelado em Administracao e 850.000 estudantes, constituindo-se no maior curso de graduacao no Brasil. Somos os maiores, porem e a qualidade, como anda? Essa materia mostra que houve uma evolucao discreta na nota media do Enade de Administracao, indo de 2,29 em 2009 para 2,33 em 2012. A tao almejada qualidade dos cursos so se tornara efetiva a medida que se promovam mudancas de atitudes e comportamentos (OLIVEIRA, 2005).

O Parecer 776/97 do CNE Conselho Nacional de Educacao, que orienta para as diretrizes curriculares dos cursos de graduacao, preconiza que os cursos de graduacao precisam ser conduzidos, por meio das Diretrizes Curriculares, a abandonar as caracteristicas de que muitas vezes se revestem, quais sejam as de atuarem como instrumentos de transmissao de conhecimento e informacoes. Passando a orientar-se para oferecer uma formacao basica, preparando o graduando para enfrentar os desafios das rapidas transformacoes da sociedade, do mercado de trabalho e das condicoes de exercicio profissional.

O ensino superior de Administracao ganhou maior conotacao apos a Resolucao 04/2005, que estabeleceu as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN). Essas diretrizes, em consonancia com a Lei de Diretrizes Basicas (LDB), procuram garantir uma organizacao curricular do curso baseada no projeto pedagogico, com conteudos que revelem inter-relacoes com a realidade nacional e internacional por meio de tecnologias inovadoras e, ainda, preservar a sua flexibilidade para formar profissionais com as competencias e habilidades descritas no seu artigo 4[degrees] (BRASIL, 2005).

Nessa mesma edicao da RBA, o diretor da Camara de Formacao Profissional do CFA afirma que a profissao do administrador demanda muitas habilidades, trazendo a tona a importancia das metodologias de ensino utilizadas nos cursos de administracao busquem retratar um ensino e aprendizagem fundamentados teoricamente e que haja conexao com o mundo real, com problemas praticos aplicados aos conteudos e que disponha de projetos de investigacao multidisciplinar. Ele defende que o professor torne-se um orientador ou mediador, e nao apenas um mero transmissor de conhecimentos, tendo como desdobramento a mudanca do papel do aluno, deixando de ser um "coadjuvante" e passando a ser um "protagonista". Em outras palavras, ele sugere que o modelo de educacao superior faca uma transposicao: do ensino a aprendizagem. Para tanto, o professor deve lancar mao de estudos de caso, trabalhos em grupo, discussao de solucoes para problemas simulados, atividades essas que buscam aproximar os estudantes da pratica nas empresas e, assim desenvolver as competencias requeridas pelo mercado de trabalho. Isso vai ao encontro a posicao de Antunes (2002) de que na sala de aula, a diferenca em educar para competencias se explicita na forma como as informacoes sao trabalhadas, atribuindo-lhes um significado contextualizado e ligado a vida profissional do estudante, buscando construir o conhecimento com ele.

Para Burnier (2001), a tarefa da educacao deve ser sempre a de formar o ser humano em todas as suas capacidades, baseado em um trabalho com os saberes que circulam na sociedade. Para garantir que os conhecimentos ou conteudos trabalhados tenham um significado para o estudante, os conhecimentos nao devem ser divididos em disciplinas. Separa-los em disciplinas e uma operacao que tem facilitado a aquisicao de conhecimentos, mas que tem, por outro lado, destituido muitas vezes esses conhecimentos do seu significado. Na vida, os conteudos sao todos integrados.

Um ambiente de negocios e progresso tecnologico em constante mutacao, e que acabam causando alteracoes nas forcas de trabalho e nas suas qualificacoes bem como nas organizacoes produtivas, formam os maiores direcionadores de mudanca dos cursos de Administracao. Assim sendo, este artigo se propoe a relatar a experiencia na estruturacao de um Projeto Pedagogico de Curso (PPC) em uma IES situada na Regiao Metropolitana de Sao Paulo (RMSP), trazendo a discussao alguns desdobramentos didaticopedagogicos necessarios e mudancas acerca da construcao de competencias para os cursos de administracao. Os autores deste artigo iniciaram este PPC em outubro de 2012 e implantaram recentemente na IES acima. O PPC por competencias nao e novidade, como pode ser observado nas experiencias de Oliveira e Chamberlain (2011), entretanto, estes autores realizaram estudos em cursos de engenharia. Este trabalho se propoe a relatar experiencias em um curso de Administracao.

Este trabalho apresentara na secao a seguir uma breve contextualizacao teorica na busca de buscar uma melhor compreensao acerca do objeto de estudo; na sequencia, a metodologia de pesquisa adotada; em seguida, serao expostas as experiencias vivenciadas pelos autores deste trabalho na concepcao e implantacao do PPC; e por fim as consideracoes finais e recomendacoes apresentadas pelos autores para futuros estudos referentes ao processo de elaboracao de um PPC.

REFERENCIAL TEORICO

COMPETENCIA: SER, SABER E FAZER

Definir competencia nao e uma tarefa simples. Sua utilizacao em diversas areas do saber faz com que seja concebida sob diferentes oticas ou perspectivas. A palavra competencia deriva do Latim, "competere", originada da composicao da composicao do prefixo "com", cujo significado e conjunto e com o verbo "petere", cujo significado e pedir com instancia (RABECHINI JR.; CARVALHO, 2003). As definicoes de competencia, segundo Spencer e Spencer (1993), apontam para cinco caracteristicas basicas: (a) motivacoes que determinam o comportamento das pessoas para determinados tipos de acoes; (b) tracos de personalidade que justificam os tipos de reacoes a determinadas situacoes; (c) capacidades pessoais, valores relacionados com as atitudes e autoimagem; (d) conhecimentos; (e) e finalmente, as habilidades, no sentido de capacidade para realizar determinado tipo de atividades fisicas e mentais.

Para Perrenoud (1999), competencia e a capacidade de articular um conjunto de esquemas, situando-se, portanto, alem dos conhecimentos, permitindo mobilizar os conhecimentos na situacao, no momento certo e com discernimento. Fleury (2002) define competencia como a juncao entre o saber teorico (conhecimento--saber) a habilidade (tarefa--saber fazer) e ao ser atitude (atitude--saber ser). Para Menino (2006), o conceito de competencia esta ligado a uma performance superior do individuo perante uma situacao, sem se confundir com a aptidao, ou apenas, habilidades e conhecimentos, mas uma soma e integracao dos dois. E caracteristica fundamental da competencia ter um carater dinamico, de fluxo e nao de estoque de conhecimento, voltado para as atividades-meio em detrimento das atividades-fim e focalizado no individuo. Conforme Parecer 16/00 do CNE, ser competente foi considerado ser capaz de mobilizar conhecimentos, informacoes e ate mesmo habitos para aplica-los com capacidade de julgamento, em situacoes reais e concretas.

Na visao de Leboyer (1997), competencias sao repertorios de comportamentos que algumas pessoas dominam melhor do que outras e que por consequencia as torna eficazes numa situacao determinada. Para Ribeiro e Guimaraes (1998) sao caracteristicas subjacentes a uma pessoa que estao casualmente relacionadas a um desempenho satisfatorio num posto de trabalho. De acordo com Ducci (1997), referem-se a capacidade produtiva de um individuo, medida em termos de desempenho real e nao meramente pela agregacao de conhecimentos, habilidades, destrezas e atitudes necessarias, mas nao suficientes para um desempenho produtivo em um contexto de trabalho. A competencia e um saber agir responsavel e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, que agreguem valor economico a organizacao e valor social ao individuo (FLEURY; FLEURY, 2000). Para a Organizacao Internacional do Trabalho (OIT), o conceito de competencia refere-se a construcao social de aprendizagens significativas e uteis para o desempenho produtivo numa situacao real de trabalho, que se obtem nao apenas mediante a instrucao, mas tambem em grande medida mediante a aprendizagem por experiencia em situacoes concretas de trabalho (DUCCI, 1997).

Portanto, todas as definicoes sao muito semelhantes entre si. Para efeitos desse artigo, sera adotada a definicao de Fleury (2002), isto e, o entrecruzamento de tres eixos, formado pela pessoa (sua bibliografia, o saber ser), pela sua formacao educacional (o saber) e pela sua experiencia profissional (o saber fazer). Entretanto, os tres eixos de competencias apresentados pela autora somente terao o efeito desejado no individuo se produzir resultados tanto a ele quanto a organizacao que "contratar" ou requerer suas competencias.

PEDAGOGIA DAS COMPETENCIAS E A FORMACAO POR COMPETENCIA

Esses dois modelos pedagogicos sao parte do movimento denominado "Ensino baseado em competencias" surgido na decada de 1970 e possuem os mesmos fundamentos (SIQUEIRA; NUNES, 2011).

Seis principios basicos de uma pedagogia das competencias merecem maior atencao, como segue no Quadro 1 (BURNIER, 2001).

A formacao por competencias ou a pedagogia das competencias refere-se a um processo que visa desenvolver no estudante a capacidade de aplicar os conhecimentos adquiridos, em diferentes contextos e situacoes, e impoe uma mudanca do foco tradicional de reproducao do conhecimento e conteudos a serem ensinados para as competencias a serem construidas e desenvolvidas (MENINO, 2006; PERRENOUD, 1999). Os pressupostos da formacao por competencias sao metodos formativos e avaliacao (SIQUEIRA; NUNES, 2011). No primeiro pressuposto, os conteudos deixam de serem os fins para se tornarem os meios e o uso de metodologias de ensino diversificadas e valorizado nesse contexto, retirando o professor do centro do processo e colocando o estudante como sujeito ativo da sua formacao. Um documento da Secretaria de Educacao Media e Tecnologica SEMTEC (2000), do MEC, esta bem alinhado com esse pressuposto e mostra a mudanca do paradigma para o ensino no Quadro 2.

Enfim, o documento do MEC explicita que os metodos e os processos empregados deixam de ter um papel secundario para se identificarem com o exercicio das competencias, por meio de problemas/projetos e situacoesmeio. Por sua vez, no segundo pressuposto, o processo de avaliacao e tido como um mecanismo dos saberes e capacidades desenvolvidas, o que remete ao estudo deste artigo.

O PAPEL DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA PEDAGOGIA E FORMACAO POR COMPETENCIA

O conceito central da teoria de Ausubel e o de aprendizagem significativa, um processo pelo qual uma nova informacao se relaciona, de maneira nao literal e nao arbitraria, a um aspecto relevante da estrutura cognitiva do individuo. Neste processo, a nova informacao interage com uma estrutura de conhecimento especifica, a qual Ausubel chama de "conceito subsuncor" existente na estrutura cognitiva de quem aprende (MOREIRA, 2006). O autor segue afirmando que a aprendizagem significativa caracteriza-se por uma interacao (nao uma simples associacao), entre aspectos especificos e relevantes da estrutura cognitiva e as novas informacoes, pelas quais estas adquirem significado e sao integradas a estrutura cognitiva de maneira nao arbitraria e nao literal, contribuindo para a elaboracao e estabilidade dos subsuncores preexistentes da propria estrutura cognitiva.

Em contraposicao com aprendizagem significativa, Ausubel define aprendizagem mecanica como sendo aquela em que novas informacoes sao aprendidas praticamente sem interagirem com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva. A nova informacao e armazenada de maneira arbitraria e literal, nao interagindo com aquela ja existente na estrutura cognitiva e pouco ou nada contribuindo para sua elaboracao e diferenciacao (Moreira, 2006). Tendo em vista a contribuicao para a aprendizagem significativa na pedagogia e formacao por competencia, e possivel identificar: a inter-relacao continua de conceitos; a retencao de conhecimento; e a atribuicao de significados idiossincraticos.

Por fim, na perspectiva de aprendizagem significativa, o ensino construtivista implica em deixar de ver o estudante como um receptor de conhecimentos e passar a considera-lo como agente de uma construcao, que e a sua propria estrutura cognitiva. O professor deve propor estrategia de aprendizagem e tarefas escolares que exijam do estudante apresentar o significado claro do conceito e transformacao do conhecimento adquirido. O docente deve ser o mediador dessa construcao (ALMEIDA, 2007).

Metodologia de Pesquisa

Este estudo e qualitativo, pois a analise e discussao dos resultados busca explicar, com base nos documentos e entrevistas, todo o processo vivido pelos autores na elaboracao e implantacao do PPC na IES, tendo em vista a contribuicao para futuros estudiosos do tema e, ainda para aqueles que buscam alternativas de aprimoramento dos PPCs de IES.

No que se refere a definicao do tipo de pesquisa, pode-se enquadra-la, com relacao aos fins, como sendo descritiva, porque busca descrever e relatar a experiencia na elaboracao de um PPC em uma IES situada na RMSP orientado a formacao de competencias de alunos em um curso de Administracao. A estrategia de abordagem e o estudo de caso dessa IES. Por sua vez, com relacao aos meios, pode-se caracteriza-la como sendo uma pesquisa acao, uma vez que e concebida e realizada por meio de uma estreita associacao com uma acao ou resolucao de um problema coletivo. Os autores deste artigo participaram ativamente de todas as etapas e sua participacao e intervencao foram fundamentais para a elaboracao deste estudo.

Como tecnica de coleta de dados, foi realizada uma pesquisa documental baseada em uma serie de documentos internos e externos a IES--o proprio PPC da IES, o Plano Desenvolvimento Institucional (PDI), a Resolucao 04/2005 do CNE, a Pesquisa Nacional CFA/CRA de 2011, materiais de uma consultoria especializada em desenvolvimento de talentos e selecao de trainees. Especificamente para o desenvolvimento das habilidades e competencias, os autores se basearam nas DCN da Resolucao 04/2005, da Pesquisa Nacional CFA/CRA de 2011 e dos materiais de uma consultoria especializada em desenvolvimento de talentos e selecao de trainees.

Nao consta desse trabalho uma amostra, isto e, participantes da pesquisa, pois este se propoe a relatar a experiencia na estruturacao de um Projeto Pedagogico de Curso (PPC) em que os alunos nao foram envolvidos.

A concepcao, desenvolvimento e implantacao de um novo PPC para a IES teve inicio em outubro de 2012--com ideias e discussoes; passando pelo planejamento em 2013--com a abertura para contribuicao do reitor, do vice-reitor, dos coordenadores e dos professores da instituicao; e por fim, a implantacao em fevereiro de 2014--como uma nova estrutura curricular baseada em competencias.

ANALISE E DISCUSSAO DOS RESULTADOS

ETAPA 1: OBJETIVO DO PPC DA IES

O PPC do curso baseou-se no marco legal que sao as DCN Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de ADM alem de refletir a finalidade dessa IES explicitado no seu PDI. Um dos componentes principais do PPC e o perfil do egresso, que estabelece as habilidades e competencias que o egresso deve adquirir ao longo do curso para sua insercao no mercado de trabalho.

A finalidade dessa IES consiste em preservar a tradicao de excelencia no ensino voltado a sociedade e o desafio de mante-lo adequado as rapidas mudancas do mundo corporativo, que exige uma demanda de mao de obra cada vez mais capacitada para a inovacao continua e adaptacao a novos ambientes e situacoes. Como resultado, o objetivo do projeto pedagogico e desenvolver as competencias profissionais que sao requeridas do egresso pelo mercado de trabalho, alem de contribuir para o esforco de inovacao, criacao e transformacao do seu ambiente de trabalho, colaborando, por sua vez, para o desenvolvimento das competencias essenciais da sua organizacao. Segundo Menino (2006) o que distingue a performance do estudante nao e a quantidade de conhecimentos que ele adquire, mas sim, a forma como o aluno organiza, integra e articula.

ETAPA 2: DEFINICAO DAS COMPETENCIAS, SUA SEQUENCIA E SEUS CONTEUDOS

Tendo a clareza do objetivo do PPC, o passo seguinte foi levantar as competencias e as habilidades apresentadas na Resolucao 04/2005 e, logo em seguida, ordena-las logicamente para que faca sentido aos alunos que ingressarem no curso de Administracao, como apresentado no Quadro 3. Cabe ressaltar que as competencias dessa Resolucao foram dispostas em uma sequencia adequada para o aprendizado do aluno a medida que ele fosse progredindo ao longo do curso.

O proximo passo foi categorizar as competencias "chave", para chegar a essas 12 competencias "chave", foram consideradas as competencias e habilidades da Resolucao 04/2005, as competencias do administrador descritas na Pesquisa Nacional do CFA/CRAs de 2011--que foram sumarizadas: (a) identificar problemas; (b) formular problemas e implantar solucoes; (c) ser capaz de enfrentar desafios e solucionar conflitos; (d) desenvolver raciocinio logico, critico e analitico; (e) e assumir o processo decisorio das acoes de planejamento, organizacao, direcao e controle--e as demandadas pelo mercado de trabalho disponibilizado pela consultoria especializada em desenvolvimento de talentos. A definicao das doze competencias chave encontra-se no Anexo I.

Na sequencia, apos a determinacao das competencias "chave", foram desenvolvidos os conteudos necessarios para o aprendizado de cada grupo de competencias e, como sugere as DCN, enquadra-las em categorias: formacao basica, estudos quantitativos, formacao profissional e formacao complementar.

ETAPA 3: DEFINICAO DOS COMPONENTES CURRICULARES E OBJETIVOS

O proximo desafio foi a identificacao de componentes curriculares. Com base nos conteudos necessarios em cada competencia chave, estes foram transformados em componentes curriculares e devidamente alinhados com as competencias a serem desenvolvidas em cada ciclo. Isso nos possibilita saber que competencias sao desenvolvidas em cada semestre de modo cumulativo e continuo no transcorrer do curso.

E possivel observar no Quadro 4, um exemplo da organizacao dos componentes curriculares do i[degrees] semestre, onde as colunas de 1 a 8 estao relacionadas as competencias "chave", ordenadas pelos pesquisadores, e as "bolinhas cheias" representam as competencias primarias e as "vazias" as secundarias.

Contudo, o elemento aglutinador dos componentes curriculares em cada ciclo foi a elaboracao de um objetivo para cada ciclo. Na ocasiao da distribuicao dos componentes curriculares os pesquisadores se perguntaram: "Que criterios devemos utilizar para agrupa-los em um ciclo?"; o criterio norteador foi a eleicao de um objetivo para cada ciclo que sera o foco daquele semestre e onde os componentes curriculares sao postos para atende-lo. Considerando que o itinerario formativo das competencias e algo presente no curso, os objetivos tambem deveriam ser progressivos e refletir a evolucao do aluno ao longo do curso. Adicionalmente, os pesquisadores discutiram a ideia de destacar um componente em cada ciclo como sendo o integrador, isto e, o que deve integrar os demais componentes curriculares com o intuito de atingir ao objetivo do ciclo. Foi atribuido o nome de componente integrador, que cumpre o papel de aglutinar os conhecimentos apresentados e discutidos nos demais componentes do respectivo ciclo, de modo que todos os conhecimentos facam sentido ao aluno, como apresentado no Quadro 5. Isso desmitifica nos alunos a perspectiva de que os componentes sao disciplinas no formato de "conhecimentos" isolados. Para garantir que isso aconteca de forma efetiva, idealizou-se o uso de mapas conceituais como um dos instrumentos de aprendizagem.

Com o intuito de proporcionar uma visao geral desta etapa, o Quadro 6 foi elaborado, com base nos Quadros 4 e 5. E possivel observar que as competencias, tanto primarias quanto secundarias, concentram-se, em sua maioria, entre as colunas 1 a 4 nos quatro primeiros ciclos do curso.

As competencias das colunas 5 a 8, por sua vez, concentram-se mais nos quatro ultimos ciclos do curso (vide Quadro 7).

Diante disso, os Quadros de componentes curriculares (6 e 7), organizados dessa maneira, visam proporcionar ao aluno possibilidades para que ele desenvolva as competencias "chave" necessarias em um processo evolutivo ao longo dos 8 ciclos do curso. Os Quadros 6 e 7 buscam apresentar os objetivos e componentes curriculares em cada ciclo, alinhados as competencias e as respectivas cargas horarias de aula. O componente em negrito e o componente integrador do ciclo. Menino (2006) acredita que o carater dinamico da formacao por competencias deve desenvolver o potencial do aluno para trabalhar em ambientes flexiveis e volateis e prepara-lo para a agregacao constante de novos conhecimentos e/ou producao destes e para a mobilidade em multiplas funcoes ao longo da vida profissional.

Esta grade curricular do curso de administracao compreende, ainda, nos dois ultimos ciclos a opcao de cursar, em cada um dos ciclos, um componente curricular eletivo.

ETAPA 4: DETERMINACAO DAS METODOLOGIAS DE APRENDIZAGEM

As diretrizes definidas no PPC tem como desafio quebrar o paradigma do professor como transmissor e reprodutor de conhecimento. Mudar do modelo de ensino para o de aprendizagem. Sob essa nova perspectiva, o docente deve passar a se utilizar de "novas" metodologias de aprendizagem. Duas questoes parecem ser irrefutaveis para a implantacao das metodologias de aprendizagem: (a) elas devem exigir do aluno um papel mais ativo nas aulas; (b) e elas devem ser mais interativas. Zabala e Arnau (2010) advogam o uso de estrategias metodologicas diversificadas e de aprendizagem significativa que colocam o aluno como sujeito ativo de sua formacao. Se os fins sao o modelo de aprendizagem, os meios serao as estrategias metodologicas que serao utilizadas para este fim.

Os processos e os metodos ativos de aprendizagem devem ser valorizados como elementos essenciais na construcao da formacao por competencias. Eles retiram o professor do centro do processo, colocando o aluno como sujeito ativo de sua propria formacao. O professor deve estar atento para a necessidade de envolver o aluno com as diferentes atividades educativas propostas para a sua formacao, de maneira que todos os alunos percebam com clareza o porque de se estar realizando cada atividade. De acordo com Oliveira e Chamberlain (2011), e fundamental para o desenvolvimento do aluno o delineamento das estrategias metodologicas a serem adotadas pelos professores em sala, uma vez que tais escolhas poderao ser um referencial para a aprendizagem dos alunos.

Para Perrenoud (2000), as estrategias metodologicas dos professores podem desenvolver-se em um duplo registro: criar, intensificar e diversificar o desejo de aprender; favorecer ou reforcar a decisao de aprender. Do desejo de saber a decisao de aprender, o caminho e tortuoso. Mesmo diante de alunos que nao manifestam nenhuma vontade de saber, uma vontade de aprender ja e um consolo. Os metodos ativos estao a servico do docente na sua missao de ensinar, de reforcar a decisao de aprender nos alunos. O Quadro 8 apresenta algumas metodologias de aprendizagem que poderao ser adotadas no curso de Administracao:
Quadro 8 Estrategias Metodologicas de Aprendizagem

Estrategias         Descritivo
Metodologicas

Aproximacao entre   Compreende simulacoes e/ou estudos de
Teoria e Pratica    casos reais; citando exemplos; fazendo
                    exercicios praticos; debatendo filmes
                    ilustrativos de casos reais ou noticias
                    de jornais e revistas e correlacionando
                    a teoria com o ambiente empresarial
                    contemporaneo em termos das estrategias,
                    ferramentas de gestao e tecnologia
                    utilizadas pelas organizacoes.

Acoes Resolutivas   Compreende pesquisas, seminarios ou
                    ciclos de debates em que os alunos
                    interagem na construcao do conhecimento
                    por meio de debates sobre temas ou
                    problemas colocados para discussao.

Mapa Conceitual     E uma ferramenta grafica para a
                    organizacao e representacao do
                    conhecimento em que os conhecimentos sao
                    representados de maneira hierarquica,
                    com os conceitos mais inclusivos e
                    gerais no topo e os mais especificios e
                    menos gerais dispostos hieraquicamente
                    abaixo. O ideal e que mapas conceituais
                    sejam elaborados com base em alguma
                    questao particular que procuramos
                    responder, o que denominamos questao
                    focal (NOVAK; CANAS, 2010). O mapa
                    conceitual tem o objetivo de mostrar, de
                    forma analitica, a estrutura cognitiva
                    subjacente a um dado conhecimento e aos
                    seus elementos fundamentais e, com isso,
                    promover a diferenciacao conceitual. O
                    mapa sera utilizado apos os alunos ja
                    terem familiaridade com a materia e
                    precedido de explicacao pelo professor.
                    Moreira (2006) entende ser essa a melhor
                    maneira dos mapas serem empregados como
                    instrumento didatico.

Trabalho            E a visao integrada dos conhecimentos,
Interdisciplinar    habilidades e bases tecnologicas,
e Integrador        cienti-ficas e instrumentais que levam o
                    aluno a construir e desenvolver
                    determinadas competencias. Este trabalho
                    sera coordenado pelo professor do
                    componente integrador de cada ciclo.
                    Favorece a construcao de uma visao
                    global, funda-mentada numa perspectiva
                    relacional entre as disciplinas
                    integrando-as e articulando-as. Menino
                    (2006) e Perrenoud (1999) reconhecem a
                    utilidade de trabalho interdisciplinar.


Os docentes sao estimulados a fazer uso do mapa conceitual nas disciplinas de cada ciclo. Com base nesses mapas, os estudantes poderao ainda elaborar o mapa conceitual macro do ciclo indicando as relacoes entre os principais conceitos de todas as disciplinas ministradas naquele ciclo. Em outras

palavras, seu objetivo e expressar ao estudante a ideia de interligacao entre os componentes. O papel do estudante sera o de relacionar por meio do mapa conceitual os elementos cruciais de cada componente e aglutina-los no componente integrador, de modo a criar relacao entre os conteudos da disciplina de forma interdisciplinar simulando um ambiente organizacional. Assim, serao trabalhados nos estudantes a reflexao e a relacao mental dos conteudos; isso possibilitara que compreendam a inter-relacao entre os principais fundamentos da administracao. A esse respeito, Novak e Canas (2010) observam que estao encontrando em varios livros didaticos de Ciencias a inclusao de mapas conceituais como uma forma de resumir o conhecimento adquirido pelos estudantes apos estudarem uma unidade ou capitulo. Isso favorece a percepcao da relacao existente entre parte e todo.

Sobre o uso de metodologias diversas, Siqueira e Nunes (2011) verificaram na sua pesquisa que trabalhos interdisciplinares, estudo de caso e aproximacao entre teoria e pratica estavam sendo utilizados pelos docentes, embora continuasse a haver prevalencia da aula expositiva. Um dos desafios para a utilizacao dssas metodologias da-se devido a necessidade de se balancear os 3 saberes da competencia. Kobayashi e Leite (2004) constataram que as competencias gerais e especificas da disciplina Nocoes de Administracao em Enfermagem do Tecnico de Enfermagem estao mais relacionadas a saber fazer (59% e 54% respectivamente) em detrimento do aprender a conhecer (34% e 45%) e a saber ser (7% e 1%).

ETAPA 5: DETERMINACAO DOS METODOS AVALIATIVOS Um dos pontos fundamentais, criticos e controversos de um PPC baseado em competencias e a avaliacao, onde notadamente, a avaliacao continuada pelo seu carater dinamico, flexivel e contextualizado do ensino por competencias (MENINO, 2006). Ele segue dizendo que a avaliacao deve estar voltada para as atuais perspectivas da educacao, passando da visao de ensino com transmissao de conteudos para a de aprendizagem com construcao e producao de conhecimentos, com o foco no individuo.

O professor tera a liberdade para definir a melhor forma de medir o aproveitamento dos seus alunos, mediante provas, exercicios, trabalhos,

mapas conceituais, projetos e outras atividades especificamente propostas nos componentes. Na avaliacao por mapa conceituai, a ideia e obter informacao sobre como o aluno estrutura, hierarquiza, diferencia e integra conceitos de um determinado componente curricular (MOREIRA, 2006).

O docente ira avaliar o desenvolvimento das competencias no seu componente por meio de indicadores a serem definidos de acordo com a atividade proposta para o desenvolvimento de determinada competencia. Tendo em vista a compreensao desta avaliacao, cabe uma ilustracao: no desenvolvimento da competencia Comunicacao, o professor pode propor aos alunos algumas atividades ao longo do semestre como apresentacoes individuais e/ou em grupo, entrega de algum relatorio, construcao de conhecimento em grupo sobre um determinado tema. Alguns indicadores sugeridos para avaliar o desenvolvimento dessa competencia podem ser: (a) expressar ideias e opinioes de forma clara e objetiva; (b) saber ouvir o que os outros falam e absorver a mensagem; (c) mostrar-se aberto a diferentes pontos de vista e opinioes; (d) apresentar argumentos solidos e fundamentados; (e) e incentivar a troca constante de informacao.

Considera-se essencial o acompanhamento pelos professores das atividades feitas pelos alunos durante o semestre letivo, de modo que estes tenham referencia do que ser feito e com que padrao, para que haja avaliacao correspondente. Isso permitira aos alunos descobrirem acertos e erros, pontos positivos e pontos para melhorar em seu desempenho. Siqueira e Nunes (2011) apresentaram em seu estudo que nove dentre os 15 professores entrevistados (60%) fizeram atividades avaliativas ao longo do semestre e comentaram a prova ao devolve-la.

No entanto, alguns pontos podem dificultar as praticas voltadas para o desenvolvimento das competencias e sua consequente avaliacao. Um e a quantidade de alunos em sala. Isso pode dificultar o acompanhamento pelo professor de cada aluno de forma unica e o seu desenvolvimento em sala, alem de tomar tempo excessivo para correcao e comentario das provas e atividades, em prejuizo da enfase ao aprendizado. Outro e a utilizacao de docentes aulistas que pode nao favorecer o envolvimento adequado com a docencia. Eles nao tem tempo remunerado para desenvolver de projetos e trabalhos extra sala com os alunos, elaborar planejamentos coletivos, compartilhar sua aulas com seus colegas e tampouco tempo com os projetos de pesquisa. Esses dois pontos tambem foram identificados no trabalho de Siqueira e Nunes (2011). Burnier (2001) acredita que o trabalho coletivo deve ser um objetivo institucional, com tempo e remuneracao previstos para que ocorra.

ETAPA 6: REUNIOES, ALINHAMENTO E CAPACITACAO DOS DOCENTES

Nao ha como implantar uma nova filosofia, como a proposta, sem o apoio e participacao do corpo docente que ministrara aulas no curso. Um grupo de mais de 12 professores, constantes do Nucleo Docente Estruturante (NDE) dos dois campi, contribuiu com a nova proposta em um total de sete reunioes ao longo de 2013. Este processo participativo fez com que alguns pontos das propostas fossem reajustados e readequados.

Em agosto de 2013, essa instituicao realizou no seu auditorio uma mesa redonda para discutir o seguinte tema: Como os componentes curriculares do curso de ADM estao alinhados as competencias e habilidades exigidas pelo mercado bem como as listadas nas DCN? Como debatedores, foram convidados o presidente da Angrad (Associacao Nacional de Cursos de Graduacao em Administracao), representando a academia, o Vice Presidente Academico do CRA/SP (representando a profissao), o Diretor Editorial da uma grande editora (representando o mercado editorial), a Diretora de Desenvolvimento de uma empresa de selecao de trainees (representando o mercado de trabalho) e um docente, ex-reitor de uma IES (representando a classe docente). Essa mesa redonda serviu para balizar o PPC em andamento com os inputs advindos desse encontro.

Em outubro de 2013, o coordenador do curso, expos para todo o corpo docente o PPC, os conceitos de competencia, formacao por competencia, metodologias de aprendizagem, os metodos avaliativos e as acoes futuras. Um treinamento aos docentes acerca do instrumento didatico de aprendizagem denominado mapa conceitual foi providenciado. Ocorreram duas sessoes de treinamento, a primeira em dezembro de 2013; e a segunda em janeiro de 2014. Na sequencia, em fevereiro de 2014 foi conduzido um treinamento sobre mapa conceitual aos alunos que ingressaram no i[degrees] ciclo.

ETAPA 7: ELABORACAO DO PLANO DE ENSINO

A introducao de formacao por competencia no novo PPC estimulou o coordenador do curso a elaborar um novo Plano de Ensino. Enquanto o plano anterior trabalhava com a questao "O que cada estudante deveria saber ao final dessa disciplina?", o novo plano muda a questao para "O que cada estudante deveria saber fazer?'. Para Meacham (2013), a visao contemporanea enfatiza acao: pensamento ativo, expressao ativa, preparacao ativa para a aprendizagem continua. Engajando-se com um texto ou questao, ordenando informacoes e argumentos e expressando-se tem precedencia sobre a aquisicao de conhecimento geral. Na secao dos objetivos do componente curricular, os docentes devem mencionar os objetivos para os 3 saberes da competencia: aprender a conhecer (conhecer), saber fazer (habilidade) e saber ser (atitude).

Outras alteracoes introduzidas no novo plano incluem uma secao para o docente indicar que competencia(s) sera desenvolvida no componente curricular em questao, que metodologias ativas de aprendizagem serao utilizadas e quais conteudos que sao pre-requisitos para acompanhamento do componente curricular. Isto faz com que o processo tenha continuidade, a aprendizagem seja cumulativa e tenha mais chances de exito. As demais secoes do plano sao semelhantes ao plano anterior e dispensam comentarios.

CONSIDERACOES FINAIS

Os resultados apresentados por Siqueira e Nunes (2011) apontam para a existencia de elementos confluentes com a pedagogia das competencias, porem aparecem de forma nao articulada, sem uma visao de conjunto e sem clareza no entendimento desse modelo de ensino. Isso mostra as enormes dificuldades e obstaculos a serem suplantadas na adocao de competencia no projeto pedagogico. Essa e seguramente uma situacao que a IES, objeto desse estudo, ira enfrentar.

Esse artigo nao tem a pretensao de oferecer uma analise abrangente sobre a formacao por competencia aplicada em um curso de Administracao nem tampouco definir um modelo a ser seguido ou adotado por outras IES. Por ser de objetivo descritivo, o artigo relata a experiencia no desenvolvimento do projeto pedagogico baseado em competencia em um curso de Administracao.

Qualquer implantacao de uma nova proposta pedagogica como a pedagogia das competencias exige uma mudanca de mentalidade e paradigma do coordenador do curso, do seu corpo docente, dos seus estudantes bem como uma reorganizacao das instituicoes de ensino que estejam comprometidas com a formacao em servico dos seus estudantes. As DCN constituem-se em um marco importante na formacao do profissional de administracao. Conforme Oliveira (2005) afirma, as DCN constituem em convite ao dialogo na tentativa de suscitar uma oportunidade de mobilizacao de esforcos que permite nao se acomodar a situacoes de perenidade e conformismo.

Os esforcos empreendidos no sentido de inovar suas praticas tem impelido esta IES e o corpo docente de Administracao a procura de alternativas que contemplem a realizacao desse novo curriculo e seu PPC. E um processo continuo que se constroi a medida que os desafios se apresentam.

O projeto e ousado tanto por demandar mudanca de paradigmas quanto pelo fato de existirem pouquissimas experiencias similares no Brasil, notadamente em curso de Administracao. No entanto, como esse projeto sera implantado um semestre por vez, existe a possibilidade concreta de reavaliar o processo junto aos docentes e estudantes, de forma a fazer os ajustes necessarios. Este IES busca ser uma referencia a outras no futuro, de modo a fomentar uma educacao que seja aderente ao que as organizacoes solicitam em talentos que buscam no mercado.

Como sugestao de trabalho futuro, seria interessante fazer acompanhamentos continuos junto aos estudantes ao longo do curso, a fim de verificar a absorcao e entendimento desse novo modelo de ensino e o desenvolvimento de suas competencias.

ANEXO I--DEFINICAO DAS COMPETENCIAS CHAVE

Tomada de decisao e lideranca: capacidade de delegar, reconhecer com justica e flexibilizar de acordo com a situacao, sem deixar de acompanhar e desenvolver com discurso igual a pratica. Ser agente na conducao de acoes de seu pessoal.

Negociacao: capacidade para argumentar e conseguir o entendimento, demostrando firmeza e transparencia nos posicionamentos, sem ser intransigente. Obtem os melhores resultados para as partes envolvidas. Comunicacao: capacidade de expressar ideias e transmitir informacoes com linguagem clara e objetiva seja de forma oral ou escrita. Envolve ainda a atitude de valorizar o processo de comunicacao transparente e integra. Relacionamento interpessoal: capacidade de reconhecer, valorizar e adaptar-se as diferencas individuais para construir e manter uma boa rede de contatos (stakeholders). Incentiva na sua equipe um ambiente de apoio e participacao.

Raciocinio logico, critico e analitico: capacidade de raciocinar rapidamente por meio da percepcao (analitico), desenvolver conceitos e ligar ideias que nao estao necessariamente ligadas (logico) e saber avaliar um fato, conceito ou situacao com criticidade, metodologia, perseveranca e determinacao (critico).

Criatividade e inovacao: capacidade de gerar ideias originais e uteis e solucionar os problemas do dia-a-dia (criatividade) bem como implantar um novo ou significativamente melhorado produto (bem ou servico), processo de trabalho, ou pratica.

Gestao do conhecimento: capacidade de gerar, codificar, disseminar e se apropriar do conhecimento bem como entender o que cada informacao significa e que impactos na organizacao cada informacao pode causar de modo que ela possa ser utilizada para atingir a excelencia organizacional. Adaptacao e flexibilidade: capacidade de se modificar no organismo de uma organizacao, de uma forma positiva, em resposta as variacoes do ambiente e avaliar suas acoes como oportunidades de aprendizado.

Visao sistemica: capacidade de enxergar uma organizacao por meio dos seus sistemas e processos de negocio, entendendo as interdependencias entre cada um, visando obter melhores resultados.

Visao de negocio e de mercado: importancia de olhar para o mercado e o negocio da organizacao quando da proposicao das solucoes. Acompanha tendencias de mercado e percebe oportunidades de inovacao com objetivo de sustentabilidade e rentabilidade do negocio.

Orientacao ao cliente: orienta suas acoes para estabelecer vinculo profissional, disponibilidade e flexibilidade para entender, atender e satisfazer o cliente. Olhar com a visao do cliente para todo projeto de marketing, de producao ou estrategia da empresa.

Orientacao a resultado: proatividade para atingir e superar as expectativas /metas acordadas, por meio da criacao de alternativas para solucionar situacoes problemas, gerando resultados para o grupo/trabalho.

REFERENCIAS

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Recebido em: 07/03/2014 * Aprovado em: 19/05/2014

Avaliado pelo sistema double blind review

Editora Cientifica: Manolita Correia Lima

HONG YUH CHING hongching@fei.edu.br

EDSON COUTINHO DA SILVA

PAULO HENRIQUE TRENTIN

CENTRO UNIVERSITARIO DA FEI

DADOS DOS AUTORES

HONG YUH CHING * hongching@fei.edu.br

Doutor em Engenharia pela Unicamp

Instituicao de vinculacao: Centro Universitario da FEI Sao Bernardo do Campo/SP--Brasil Areas de interesse em pesquisa: Financas, Sustentabilidade e Gestao de Risco Corporativo.

* Av. Humberto de Alencar Castelo Branco, 3972 Assuncao Sao Bernardo do Campo/SP 09850-901

EDSON COUTINHO DA SILVA coutinho_ed@hotmail.com

Doutor em Ciencias Sociais pela PUC-SP

Instituicao de vinculacao: Centro Universitario da FEI Sao Bernardo do Campo/SP--Brasil Areas de interesse em pesquisa: Marketing, Gestao de Projetos e Gestao Publica.

PAULO HENRIQUE TRENTIN trentin@fei.edu.br

Doutor em Historia da Ciencia pela PUC/SP

Instituicao de vinculacao: Centro Universitario da FEI Sao Bernardo do Campo/SP--Brasil Areas de interesse em pesquisa: Historia da Ciencia, Educacao Matematica e Uso de Tecnologias.
Quadro 1 Principios Pedagogicos de Competencias

Principios Pedagogicos de       Conceitos
Competencias

Formacao humana integral,       Tanto a educacao geral quanto a
solida e omnilateral so sao     profissional, ou quaisquer outros
possiveis com justica social    processos de formacao humana estao
                                cada vez mais atentos aos novos
                                desafios que os individuos e os
                                grupos sociais precisam enfrentar.

Significado da aprendizagem     As novas pedagogias acreditam que o
                                aluno implicado, envolvido e
                                interessado aprende com uma energia
                                incomparavel, e, portanto, e preciso
                                tornar os saberes significativos
                                interessantes.

Papel dos saberes dos alunos    As atividades de ensino-aprendizagem
nas atividades educativas       devem permitir a mais ampla
                                circulacao de informacoes e
                                conhecimentos anteriores dos alunos,
                                de suas visoes de mundo e da vida
                                profissional.

Diversificacao das              Desenvolver competencias exige que se
atividades formativas           programem atividades de acordo com o
                                tipo de experiencia que cada uma
                                delas proporciona ao aluno: algumas
                                desenvolvem relacionamento
                                interpessoal, de critica, de sintese,
                                de solucao de problemas, etc.

Trabalho coletivo               E um dos caminhos fundamentais da
                                formacao do aluno e por sua condicao
                                de favorecer o desenvolvimento de
                                habilidades sociais e eticas.

Investigacao integrada ao       Perguntar e colocar-se na posicao de
ensino-aprendizagem             investigacao, e reconhecer que o que
                                se sabe e sempre questionavel e que
                                em qualquer ponto que estejamos e
                                possivel crescer. O conhecimento nao
                                deve gerar respostas definitivas, e
                                sim perguntas inteligentes.

Fonte: Adaptado pelos autores com base em Burnier (2001).

Quadro 2 Mudancas de paradigma

Paradigma em superacao      Paradigma em implantacao

Foco nos conteudos a        Foco nas competencias a serem
serem ensinados             desenvolvidas e nos saberes a serem
                            construidos

Curriculo como fim, como    Curriculo como conjunto integrado e
conjunto regulamentado de   articulado de situacoes-meio,
disciplinas                 pedagogicamente concebidas e
                            organizadas para promover
                            aprendizagens profissionais
                            significativas

Alvo de controle oficial:   Alvo do controle oficial: geracao das
cumprimento do Curriculo    Competencias Profissionais Gerais

Fonte: Adaptado pelos autores com base em SEMTEC (2000).

Quadro 3 Competencias e Habilidades conforme
Resolucao 04/2005 do MEC

Competencias e habilidades          Competencias
conforme Res. 04/2005 do            chave
MEC

Desenvolver expressao e             Comunicacao
comunicacao compativeis             Negociacao
com o exercicio profissional,
inclusive nos processos de
negociacao e nas comunicacoes
interpessoais.

Desenvolver raciocinio              Raciocinio
logico, critico e analitico para    logico, critico e
operar com valores e formulacoes    analitico.
matematicas presentes               Comunicacao
nas relacoes formais e
causais entre fenomenos
produtivos, administrativos
e de controle, e expressando-se
de modo critico e criativo
diante dos diferentes contextos
organizacionais e sociais.

Ter iniciativa, criatividade,       Criatividade e
determinacao, vontade politica      inovacao
e administrativa, vontade           Adaptacao e
de aprender, abertura               flexibilidade
as mudancas e consciencia
da qualidade e das implicacoes
eticas do seu exercicio
profissional.

Desenvolver capacidade de           Gestao do
transferir conhecimentos            conhecimento
da vida e da experiencia            Adaptacao e
cotidianas para o ambiente          flexibilidade
de trabalho e do seu campo          Visao sistemica
de atuacao em diferentes
modelos organizacionais,
revelando-se profissional
adaptavel.

Reconhecer e definir problemas,     Visao de
equacionar solucoes,                negocio e de
pensar estrategicamente,            mercado
introduzir modificacoes no          Tomada de
processo produtivo, atuar           decisao e
preventivamente, transferir         lideranca
e generalizar conhecimentos
e exercer o processo de
tomada de decisao

Refletir e atuar criticamente       Visao sistemica
sobre a esfera da producao,
compreendendo sua posicao
e funcao na estrutura
produtiva sob seu controle
e gerenciamento

Desenvolver capacidade              Orientacao a
para elaborar, implantar e          resultado
consolidar projetos em              Relacionamento
organizacoes                        interpessoal

Desenvolver capacidade              Relacionamento
para realizar consultorias          interpessoal
em gestao e administracao,          Orientacao ao
pareceres e pericias                cliente
administrativas, gerenciais,
organizacionais, estrategicos e
operacionais

Conteudo necessario                Campo de
                                   formacao (*)

Recursos humanos e comunicacao     Formacao basica
em um ambiente profissional,
tecnicas de negociacao
e persuasao.

Modelos matematicos e              Estudos
estatisticos, modelos de           quantitativos
tomada de decisao, estudos         e formacao
organizacionais e de sistemas      profissional
sociais e contabilidade.
Estrategia Empresarial.

Governanca profissional,           Formacao basica e
estudos comportamentais,           complementar
criatividade e inovacao,
sustentabilidade e
responsabilidade social.

Modelos organizacionais,           Formacao basica,
trabalho em equipe e               profissional e
estudos comportamentais,           complementar
gestao do conhecimento, gestao
tecnologica, gestao politica
e economica (macro e micro),
inteligencia competitiva

Estrategia competitiva,            Formacao basica
modelos de tomada de               e profissional
decisao, metodos quantitativos,    e estudos
gestao de processos, ciencias      quantitativos
juridicas, modelos de
negocio e financas. Gestao
de Projetos

Gestao logistica e de supply       Formacao
chain, estudos sobre               profissional
qualidade, gestao de servicos e
gestao de processos.

Gestao de projetos, inovacao,
custos, analise de riscos,         Formacao
gestao de pessoas, estrategia,     profissional e
empreendedorismo e                 complementar
trabalho do curso.

Trabalho em equipe e areas         Formacao
de formacao profissional,          profissional
como recursos humanos,
financas, marketing, sistema
de informacao, operacoes,
estrategia e ferramentas de
analise, terceirizacao,
tecnicas de projetos e
pesquisa.

(*) conforme descritos nas DCN

Quadro 4 Itinerario das Competencias nos Componentes Curriculares

1 Ciclo                              1    2    3    4    5   6   8

Fundamentos da Administracao         *    **
Linguagem e Generos Textuais         **
Etica nas Organizacoes               *         **
Sociologia Aplicada a Organizacao    *              **
Matematica Aplicada a Organizacao         **
Estudos em Macroeconomia             *         **
Ensino Social e Cristao              *         **

Legenda 1: 1: Comunicacao e Negociacao; 2: Raciocinio Logico,
Critico e Analitico e Comunicacao; 3: Criatividade, Inovacao,
Adaptacao e Flexibilidade; 4: Gestao do Conhecimento, Adaptacao,
Flexibilidade e Visao Sistemica; 5: Visaode Negocios ede Mercado,
Tomada deDecisao, Lideranca eVisao Sistemica; 6: Visao Sistemica;
7: Orientacao a Resultado e Relacionamento Interpessoal;
Orientacao a Cliente e Relacionamento Interpessoal.

Legenda 2: ** Competencia(s) Primaria(s); * Competencia(s)
Secundaria(s).

Quadro 5 Objetivos e Componentes Integradores da
Estrutura Curricular

Ciclos   Objetivos                         Componentes
                                           Integradores

1        Introduzir as organizacoes e o    Fundamentos da
         seu papel na sociedade.           Administracao

2        Conhecer o ambiente das           Modelos Organizacionais
         organizacoes.

3        Analisar e compreender os         Dinamica de Negocios
         problemas organizacionais.

4        Compreender a relacao das         Mercados e Consumo
         organizacoes com seus
         clientes.

5        Compreender os processos e        Concepcao de Negocios
         sistemas para concepcao de
         negocios.

6        Compreender os processos para     Implantacao de Negocios
         a implantacao de negocios.

7        Elaborar e gerir projetos         Administracao de
         organizacionais.                  Projetos
                                           Organizacionais

8        Compreender os negocios em        Redes de Negocios nas
         rede das organizacoes.            Organizacoes.

Quadro 6 Grade Curricular do Curso de Administracao

Ciclos

Io Ciclo                           1    2    3    4    5    6   7   8

Objetivo: Introduzir as
  organizacoes e o seu papel na
  sociedade
Fundamentos da Administracao       *    **
  (Integradora): 4 horas/aula
Linguagem e Generos Textuais: 2    **
  horas/aula
Etica nas Organizacoes: 2          *         **
  horas/aula
Sociologia Aplicada a              *              **
  Organizacao: 2 horas/aula
Matematica Aplicada a                   **
  Organizacao: 4 horas/aula
Estudos em Macroeconomia:          *         **
  4 horas/aula
Ensino Social e Cristao:           *         **
  2 horas/aula

2 Ciclo                            1    2    3    4    5    6   7   8

Objetivo: Conhecer o ambiente
  das organizacoes
Modelos Organizacionais            *    **        **
  (Integradora): 4 horas/aula
Estudos em Microeconomia: 4             *         **
  horas/aula
Linguagem e Comunicacao            **
  Organizacional: 2 horas/aula
Contabilidade Financeira:               **
  4 horas/aula
Filosofia na Administracao:        *    **
  2 horas/aula
Calculo Basico: 4 horas/aula            **

3 Ciclo                            1    2    3    4    5    6   7   8

Objetivo: Analisar e
  compreender os problemas
  organizacionais
Dinamica de Negocios               *    **        *    **
  (Integradora): 4 horas/aula
Matematica Financeira:                  **
  4 horas/aula
Comportamento Humano nas           *         **   **
  Organizacoes: 4 horas/aula
Contabilidade Gerencial:                **             *
  2 horas/aula
Estatistica Basica: 4                   **
  horas/aula
Sistema de Informacao              *              **
  Gerencial (SIG): 2
  horas/aula

4 Ciclo                            1    2    3    4    5    6   7   8

Objetivo: Compreender a relacao
  das organizacoes com seus
  clientes
Mercados e Consumo                 *              **   **
  (Integradora): 4 horas/aula
Gestao Estrategica de              *         **   **
  Pessoas: 4 horas/aula
Inteligencia Competitiva:          *              **   **
  2 horas/aula
Controladoria Empresarial:                        **   **       *   *
  4 horas/aula
Estatistica Aplicada a                  **
  Organizacao: 4 horas/aula
Direito do Consumidor e            *              *    **
  Empresarial: 4 horas/aula

Legenda 1: 1: Comunicacao e Negociacao; 2: Raciocinio Logico,
Critico e Analitico e Comunicacao; 3: Criatividade, Inovacao,
Adaptacao e Flexibilidade; 4: Gestao do Conhecimento, Adaptacao,
Flexibilidade e Visao Sistemica; 5: Visao de Negocios e de
Mercado, Tomada de Decisao, Lideranca e Visao Sistemica;
6: Visao Sistemica; 7: Orientacao a Resultado e Relacionamento
Interpessoal; Orientacao a Cliente e Relacionamento Interpessoal.

Legenda 2: ** Competencia(s) Primaria(s); * Competencia(s)
Secundaria(s).

Quadro 7 Grade Curricular do Curso de Administracao

5 Ciclo                         1   2    3    4    5    6    7    8

Objetivo: Compreender os
  processos para a
  concepcao de negocios
Concepcao de Negocios           *                  **        **
  (Integradora): 2
  horas/aula
Estrategias de Marketing:       *        *         **        **   *
  Produto, Servicos e
  Preco: 4 horas/aula
Administracao de Logistica                              **
  e Cadeia de Suprimentos:
  4 horas/aula
Dinamica de Processos e                       *    **   **   *
  Sistemas: 4 horas/aula
Gestao de Conhecimento e                      **   *    **   *    **
  Competencias: 4 horas/aula
Direito Tributario: 2               *         *    **
  horas/aula
Administracao Financeira de         *              **   *    *
  Curto Prazo: 2 horas/aula

6 Ciclo                         1   2    3    4    5    6    7    8

Objetivo: Compreender os
  processos para a
  implantacao de negocios
Implantacao de Negocio          *                  **        **   *
  (Integradora): 2
  horas/aula
Estrategia de Marketing:        *                  **        **   *
  Distribuicao e Promocao:
  4 horas/aula
Modelos de Tomada de                **             **        *
  Decisao: 4 horas/aula
Financas Corporativas: 2            *              **   *    *    **
  horas/aula
Estrategias Corporativas e      *                  **        **
  de Negocios: 4 horas/aula
Gestao e Lideranca de           *                  *         **   **
  Pessoas: 2 horas/aula
Metodos de Pesquisa e               **             *         **
  Previsao

7 Ciclo                         1   2    3    4    5    6    7    8

Objetivo: Elaborar e gerir
  projetos organizacionais
Gestao de Projetos              *             *    *         **   **
  Organizacionais
  (Integradora): 4
  horas/aula
Gestao Estrategica da           *                            **   **
  Inovacao: 4 horas/aula
Administracao de Operacao e                   *    *    **        **
  Qualidade: 4 horas/aula
Sustentabilidade nas                                    *    **
  Organizacoes: 2 horas/aula
Eletiva 1: 2 horas/aula (*)
Modelos de Avaliacao                               *         **   **
  Empresarial: 2 horas/aula
Trabalho de Conclusao TC:       *                  *         **
  2 horas/aula

3 Ciclo                         1   2    3    4    5    6    7    8

Objetivo: Analisar e
  compreender os problemas
  organizacionais
Dinamica de Negocios            *   **        *    **
  (Integradora): 4
  horas/aula
Matematica Financeira:              **
  4 horas/aula
Comportamento Humano nas        *        **   **
  Organizacoes: 4 horas/aula
Contabilidade Gerencial:            **             *
  2 horas/aula
Estatistica Basica: 4               **
  horas/aula
Sistema de Informacao           *             **
  Gerencial (SIG): 2
  horas/aula

4 Ciclo                         1   2    3    4    5    6    7    8

Objetivo: Compreender os
  negocios em rede das
  organizacoes
Redes de Negocios nas           *                  **        **   **
  Organizacoes
  (Integradora): 4
  horas/aula
Eletiva 1: 2 horas/aula (*)
Sustentabilidade na Cadeia      *                       **   **
  Produtiva: 2 horas/aula
Gestao de Mudanca               *             *    **   **
  Organizacional: 4
  horas/aula
Administracao Estrategica       *             **   *         *    **
  de Servicos em Rede:
  2 horas/aula
Projetos de Sistema de                                       **
  Producao: 4 horas/aula
Gestao de Riscos                                   *         **
  Corporativos: 2 horas/aula

Legenda 1: 1: Comunicacao e Negociacao; 2: Raciocinio Logico, Critico
e Analitico e Comunicacao; 3: Criatividade, Inovacao, Adaptacao e
Flexibilidade; 4: Gestao do Conhecimento, Adaptacao, Flexibilidade
e Visao Sistemica; 5: Visao de Negocios e de Mercado, Tomada de
Decisao, Lideranca e Visao Sistemica; 6: Visao Sistemica; 7:
Orientacao a Resultado e Relacionamento Interpessoal; Orientacao
a Cliente e Relacionamento Interpessoal.

Legenda 2: ** Competencia(s) Primaria(s); * Competencia(s)
Secundaria(s).
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:Ching, Hong Yuh; Da Silva, Edson Coutinho; Trentin, Paulo Henrique
Publication:Administracao: Ensino e Pesquisa RAEP
Date:Oct 1, 2014
Words:8413
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