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Compatibility between acaricides and foliar fertilizers in different water resources for citrus leprosis mite control Brevipalpus phoenicis/Compatibilidade entre acaricidas e fertilizantes foliares em funcao de diferentes aguas no controle do acaro da leprose dos citros Brevipalpus phoenicis.

INTRODUCAO

O Brasil e o principal pais produtor de suco de laranja, sendo o Estado de Sao Paulo o maior produtor, com aproximadamente 80% da producao nacional de laranjas (AGRIANUAL, 2010). O sistema agroindustrial citricola possui um papel socioeconomico fundamental para o agronegocio brasileiro, gerando em torno de 400 mil empregos diretos e 1,2 milhao de indiretos, correspondendo a aproximadamente 2% da mao de obra agricola do Pais (AGRIANUAL, 2010; BOTEON; PAGLIUCA, 2010).

Contudo, a citricultura brasileira enfrenta diversas dificuldades, especialmente relacionadas ao aspecto fitossanitario. Entre as doencas, destaca-se a leprose dos citros, transmitida pelo acaro Brevipalpus phoenicis (Geijkes, 1939), que e considerada uma das doencas virais de maior importancia para a citricultura brasileira (BASTIANEL et al., 2010). O controle do acaro-vetor com acaricidas tem sido praticamente a unica tatica de manejo da leprose nos pomares, sendo que os custos necessarios para isso chegam a atingir US$ 75 milhoes por ano (KITAJIMA et al., 2010).

Pesquisas realizadas na decada de 90 junto a diversos citricultores, tecnicos pertencentes a cooperativas, mostraram mais de 120 combinacoes de misturas de tanque durante a aplicacao de acaricidas na citricultura (ANDRADE, 1997), envolvendo principalmente acaricidas com inseticidas, fungicidas, fertilizantes foliares, oleos e adjuvantes.

Na agricultura, as misturas de tanque de produtos fitossanitarios, juntamente com fertilizantes, sao realizadas com o intuito de reduzir os custos das aplicacoes (HOUGHTON, 1982). Contudo, a adicao de fertilizantes foliares a calda acaricida pode alterar substancialmente o efeito do acaricida sobre a praga-alvo, devido principalmente as alteracoes provocadas no pH da calda (BAUR et al., 1971; MOXNESS; LYM, 1989; MATUO; MATUO, 1995) e na condutividade eletrica (ELL-ATTAL et al., 1984; FARGHALAY et al., 2009), bem como pela possivel incompatibilidade entre os produtos (HOUGHTON, 1982).

Internacionalmente, a preocupacao dos pesquisadores e tecnicos sobre os efeitos causados pelas misturas de tanque e relativamente antiga (SCHENCK; ADLERZ, 1962; PRADO et al., 2011). Em 1980, na Philadelfia--EUA, foi realizada a primeira conferencia sobre aplicacoes de produtos fitossanitarios com mistura de tanque, nos quais diversos pesquisadores se reuniram para discutir sobre os principais efeitos das misturas, especialmente aquelas envolvendo fertilizantes, devido as maiores alteracoes das caracteristicas fisico-quimicas ocorridas na calda (WRIGHT et al., 1982). Alem disso, a presenca de impurezas e substancias dissolvidas na agua geralmente variam em funcao da fonte de coleta da agua, podendo ou nao interferir na acao de produto fitossanitario, quando utilizada como diluente para o preparo da calda de pulverizacao. Assim, a qualidade quimica da agua, em relacao ao pH, sais e ions dissolvidos, e um fator a ser considerado no tratamento fitossanitario (HOUGHTON, 1982; PRADO et al., 2011).

Dessa forma, o objetivo do trabalho foi avaliar o efeito de caldas acaricidas em mistura com fertilizantes foliares e preparadas com diferentes aguas no controle do acaro B. phoenicis.

MATERIAL E METODOS

Os experimentos foram realizados em 2009 e 2010, no Laboratorio de Acarologia do Departamento de Fitossanidade da UNESP, Campus de Jaboticabal-SP.

Para a criacao-estoque de B. phoenicis, foram utilizados frutos de laranja 'Pera' com verrugose, causada pelo fungo Elsinoe fawcetti (Bitancourt e Jenkis), colhidos em pomar do Campus da UNESP, sem aplicacao de produtos fitossanitarios, para a manutencao dos acaros em laboratorio. Esses frutos foram parcialmente parafinados, deixando-se uma arena sem parafina e circundada com cola entomologica para conter os acaros, de acordo com a metodologia de Albuquerque et al. (1997). Os frutos com os acaros foram mantidos em camara climatizada a temperatura de 25[degrees]C, umidade relativa de 70% e fotofase de 12 horas.

Nos experimentos, foram utilizados frutos de laranja da mesma origem dos utilizados para a criacao do acaro B. phoenicis. Apos serem colhidos, os frutos foram lavados em agua corrente e secos a sombra. Posteriormente, foram parcialmente parafinados, deixando-se uma area circular de 2,5 cm de diametro sem parafina, que foi circundada com cola entomologica, com o intuito de conter os acaros. Em ambos os experimentos, os frutos foram mantidos em camara climatizada nas mesmas condicaes utilizadas para a criacao- estoque de B. phoenicis.

Mortalidade de B. phoenicis em funcao da adicao de fertilizantes foliares a calda acaricida - Foram realizados tres bioensaios para avaliar as caldas acaricidas de cyhexatin (Sipcatin[R] 500 SC), propargite (Omite[R] 720 CE) e acrinathrin (Rufast[R] 50 SC) com adicao de fertilizantes foliares. Os fertilizantes foliares utilizados foram selecionados com base em entrevistas com citricultores da regiao Itapolis-SP, para conhecimento dos fertilizantes, das misturas e das dosagens utilizadas cotidianamente. Apos as entrevistas, os tratamentos utilizados nos bioensaios foram definidos de acordo com as misturas mais praticadas pelos citricultores entrevistados. Os fertilizantes foliares selecionados foram: cloreto de zinco (Zn[Cl.sub.2]), cloreto de manganes (Mn[Cl.sub.2]), fosfito de potassio (K[H.sub.2]P[O.sub.3]), sulfato de magnesio (MgS[O.sub.4]) e ureia [(N[H.sub.2]).sub.2]CO. Para o preparo das caldas fitossanitarias, utilizou-se de agua coletada em acude no Campus da UNESP.

O delineamento experimental adotado nos bioensaios foi o inteiramente casualizado, com oito tratamentos e uma testemunha com aplicacao de agua destilada, com oito repeticoes em cada tratamento, sendo cada repeticao composta por um fruto de laranja (Tabela 1).

Imediatamente apos o preparo das caldas acaricidas, determinaram-se o pH, a condutividade eletrica, o oxigenio dissolvido e a temperatura das caldas. Em seguida, as caldas acaricidas foram aplicadas sobre os frutos de laranja em torre de Potter, calibrada a 4 lbf/po[l.sub.2], aplicando-se 2 mL de calda por fruto, alem do ponto de saturacao da superficie tratada, com o intuito de proporcionar uma cobertura uniforme sobre os frutos. Apos as aplicacoes, aguardou-se a secagem da calda acaricida sobre os frutos e, na sequencia, transferiram-se para cada fruto dez acaros femeas de B. phoenicis, procedentes da criacao- estoque. Para realizar as transferencias dos acaros, empregaram-se um pincel de um pelo e microscopio estereoscopio, colocando-os na arena nao parafinada e circundada pela cola entomologica. As avaliacoes de mortalidade de B. phoenicis foram realizadas a 1;3 e 5 dias apos a transferencia dos acaros para os frutos.

Mortalidade de B. phoenicis em funcao da agua de diferentes origens utilizadas no preparo das caldas acaricidas com fertilizantes foliares-- Este experimento foi realizado apos a obtencao dos resultados do primeiro experimento, no qual foram utilizados os fertilizantes foliares que mais interferiram na eficiencia dos acaricidas. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 3 x 4 + 3 testemunhas, totalizando 27 tratamentos, que foram repetidos quatro vezes, sendo cada repeticao composta por um fruto de laranja. Os fatores empregados foram dois acaricidas (propargite e acrinathrin), agua de tres municipios do Estado de Sao Paulo (Pirassununga, Pirangi e Itapolis) e os fertilizantes foliares fosfito de potassio, sulfato de magnesio, a mistura entre cloreto de zinco e cloreto de manganes, e sulfato de magnesio, sem adicao de fertilizantes. As testemunhas foram agua destilada, agua destilada com propargite e agua destilada com acrinathrin.

As dosagens dos produtos utilizados, expressas em mL ou grama de produto comercial por 100 L de agua, foram: propargite a 100 mL, acrinathrin a 10 mL, fosfito de potassio (K[H.sub.2]P[O.sub.3]) a 150 mL, sulfato de magnesio (MgS[O.sub.4]) a 500 g, cloreto de zinco (Zn[Cl.sub.2]) a 50 mL e cloreto de manganes (Mn[Cl.sub.2]) a 50 mL. As aguas empregadas no preparo das caldas foram coletadas em pocos artesianos localizados no sitio Cabeceira do Salto Grande--Pirassununga-SP, e na Fazenda Tabarana--Pirangi--SP, e em um acude localizado na Fazenda Sao Lourenco--Itapolis--SP.

Apos o preparo das caldas, determinaram-se o pH, a condutividade eletrica, o oxigenio dissolvido e a temperatura das caldas. Em seguida, as caldas acaricidas foram aplicadas sobre os frutos de laranja em torre de Potter, calibrada a 4 lbf/[pol.sup.2], aplicando-se 2 mL de calda por fruto, alem do ponto de saturacao da superficie tratada, com o intuito de proporcionar uma cobertura uniforme sobre os frutos. Da mesma forma que no primeiro experimento, aguardou-se a secagem da calda acaricida e, em seguida, transferiram-se dez acaros femeas de B. phoenicis para cada fruto, procedentes da criacao-estoque. Para realizar as transferencias dos acaros, empregou-se um pincel de um pelo, sob microscopio estereoscopico, colocando-os na arena nao parafinada e circundada pela cola entomologica. As avaliacoes de mortalidade de B. phoenicis foram realizadas a 1; 3 e 5 dias apos a transferencia dos acaros para os frutos.

Os dados de numero de acaros, em ambos os experimentos, foram transformados em ln (x + 5), para serem analisados pelo teste F. As medias foram comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. A reducao real, ou a eficiencia, foi calculada pela formula de Abbott (1925), tomando-se por base a populacao de acaros vivos de cada tratamento e transformados em porcentagem de sobrevivencia. No segundo experimento, a porcentagem de sobrevivencia antes de ser submetida a analise de variancia foi transformada em:

arco-seno [square root of (x + 1/100)]

RESULTADOS E DISCUSSAO

Mortalidade de B. phoenicis em funcao da adicao de fertilizantes foliares a calda acaricida --Para o acaricida cyhexatin, a um e tres dias apos a aplicacao, verificou-se que o numero de acaros vivos de B. phoenicis e retidos na cola nao apresentaram diferencas significativas entre os tratamentos com e sem adicao de fertilizantes foliares (Tabela 2). Entretanto, para o propargite adicionado de cloreto de manganes, constatou-se que, um dia apos a aplicacao, houve menor numero de acaros vivos, diferindo significativamente da testemunha. Os demais tratamentos, na primeira avaliacao apos a aplicacao, nao deferiram significativamente da testemunha (Tabela 3). Aos tres e cinco dias da aplicacao, todos os tratamentos com propargite diferiram da testemunha em relacao ao numero de acaros B. phoenicis vivos. Neste contexto, Campos Neto et al. (1993) verificaram que o propargite aplicado em mistura com enxofre apresentou eficiencia inferior sobre o acaro B. phoenicis quando comparada a eficiencia do propargite aplicado isoladamente.

Em relacao a fuga dos acaros para a barreira adesiva, houve diferenca significativa da calda de propargite com adicao de fosfito de potassio em relacao a testemunha, aos tres dias apos as aplicacoes, evidenciando maior repelencia do acaro pelo produto, todavia este fato nao implicou diferencas significativas nas demais avaliacoes em relacao aos demais tratamentos (Tabela 3).

Os tratamentos com o acaricida acrinathrin nao apresentaram diferencas significativas entre si quanto ao numero de acaros vivos. Nas tres avaliacoes realizadas apos a aplicacao, todos os tratamentos deferiram da testemunha que recebeu agua destilada (Tabela 4). Contudo, houve diferenca entre os tratamentos e a testemunha para os acaros retidos na cola, em todas as avaliacoes, nos quais os tratamentos com acrinathrin apresentaram maior numero de acaros na cola, possivelmente devido ao efeito de irritabilidade e repelencia deste acaricida causada sobre B. phoenicis (Tabela 4).

Todos os tratamentos com cyhexatin, aos tres dias apos a aplicacao, apresentaram 100% de eficiencia sobre B. phoenicis, independentemente da adicao de fertilizante foliar. Observou-se que o tratamento com propargite e sulfato de magnesio apresentou 94,1% de eficiencia aos cinco dias da aplicacao, enquanto nesta mesma avaliacao os demais tratamentos com propargite apresentaram 100% de eficiencia. Em contrapartida, os tratamentos com acrinathrin + fosfito de potassio, acrinathrin + sulfato de magnesio e acrinathrin + cloreto de zinco + cloreto de manganes + sulfato de magnesio, aos cinco dias apos a aplicacao, nao atingiram 100% de eficiencia, ficando aquem dos demais tratamentos com acrinathrin (Tabela 5).

Schenck e Adlerz (1962) avaliaram 72 combinacoes de inseticidas e fungicidas em mistura com fertilizantes foliares em cultura de melancia. Os autores verificaram que o controle de lagartas que se alimentam da casca da melancia, como Spodoptera exigua (Hubner, 1808) e Spodoptera frugiperda (Smith, 1797), foi melhor com o inseticida guthion em mistura com os fertilizantes foliares ureia ou nitrato de sodio e potassio. Jones e Kelsheimer (1968) estudaram a compatibilidade de diversos produtos fitossanitarios na cultura do tomate. Estes autores constataram que o sulfato de zinco (ZnS[O.sub.4]) em mistura com o fungicida M-45 proporcionou controle mais eficiente da mancha foliar cinzenta do tomate causada pelo fungo Stemphylium solani (Weber, 1930).

Pode-se verificar que ocorreram variacoes consideraveis dos valores de pH e da condutividade eletrica das caldas apos a adicao dos fertilizantes foliares; entretanto, nas condicoes do presente trabalho, tais alteracoes nao interferiram na eficiencia dos acaricidas sobre B. phoenicis (Tabela 6). Esses resultados concordaram com Andrade (1997), que constatou que os acaricidas hexithiazox, oxido de fenbutatina e dicofol nao foram influenciados pelo pH da calda (3; 6 e 9) quanto as suas acoes acaricidas sobre B. phoenicis.

Entretanto, o pH da agua pode interferir na acao de um ingrediente ativo, pois altas concentracoes de ions H+ ou OH- poderao reagir com o ingrediente ativo, diminuindo, assim, a concentracao deste na calda (PRADO et al., 2011). O acrescimo de produtos fitossanitarios a agua tende a alterar os valores de pH da calda de pulverizacao. Esses valores de pH influenciam na eficiencia dos produtos utilizados, alem de interferir nos niveis de dissociacao dos ingredientes ativos e na estabilidade fisica das solucoes (PRADO et al., 2011).

Por outro lado, com relacao a condutividade eletrica de caldas fitossanitarias, El-Attal et al. (1984) afirmaram que o aumento da condutividade eletrica devido a adicao de fertilizantes foliares proporcionou controle mais eficiente da lagarta Spodoptera littoralis (Boisduval, 1833), para a cultura do algodao.

A adicao dos fertilizantes fosfito de potassio, ureia e cloreto de zinco, em mistura com os acaricidas, foi o tratamento que resultou nos menores valores de pH. Entre os fertilizantes, constatou-se que o fosfito de potassio foi o que causou a maior diminuicao do pH da calda, quando comparado a calda preparada somente com os acaricidas (Tabela 6). De acordo com Tawfik e El-Sisi (1987) e El-Sisi et al. (1989), as caldas fitossanitarias com o menores valores de pH e maiores de condutividade eletrica aumentam a atracao entre as particulas da solucao e a superficie da planta tratada.

Alem disso, Simkiss e Mason (1983) mencionam que reducoes drasticas do pH da calda fitossanitaria podem provocar alteracoes na taxa respiratoria de insetos e moluscos, causando aumento significativo da mortalidade. Esta constatacao foi confirmada tambem por Farghaly et al. (2009) e Sayed et al. (2011). Neste sentido, Tawfik e El-Sisi (1987) verificaram que o aumento da condutividade eletrica da calda fitossanitaria causou maior mortalidade da cochonilha Parlatoria ziziphus (Lucas, 1853), devido a maior deposicao e penetracao das particulas do ingrediente ativo presentes na calda.

El-Attal et al. (1984) realizaram trabalhos para a verificacao do efeito de inseticidas em mistura com fertilizantes foliares contra lagartas de quarto instar de S. littoralis e constaram que houve efeito sinergico entre as misturas de inseticidas e fertilizantes foliares. Os autores atribuiram este efeito sinergico a presenca de ions (deionizacao) na solucao devido ao abaixamento do pH causado pelos fertilizantes, resultando em aumento da taxa de penetracao do inseticida nas membranas internas da lagarta S. littoralis.

Mortalidade de B. phoenicis em funcao da agua de diferentes origens utilizadas no preparo das caldas acaricidas com fertilizantes foliares Observou-se que, aos 3 e 5 dias apos a transferencia dos acaros, houve interacao entre os fatores acaricidas, aguas e fertilizantes foliares para numero de acaros vivos e porcentagem de sobrevivencia (Tabela 7). Esses resultados indicaram que os fatores estudados atuaram conjuntamente sobre a mortalidade do acaro B. phoenicis.

Verificou-se que o fator acaricida (A) apresentou significancia nas avaliacoes realizadas aos tres e cinco dias apos a aplicacao para numero de acaros vivos e porcentagem de sobrevivencia (Tabela 7). Na avaliacao realizada um dia apos a aplicacao, a calda preparada com agua de Itapolis e com o fosfito de potassio apresentou a menor porcentagem de acaros sobreviventes comparada as caldas com as aguas de Pirangi e Pirassununga e com o mesmo fertilizante (Tabela 8).

Nas avaliacoes a um e cinco dias apos a aplicacao, as caldas com agua de Pirangi, independentemente da adicao ou nao de fertilizantes, nao apresentaram diferenca significativa em relacao a porcentagem de sobrevivencia de acaros. Em con trapartida, aos cinco dias da aplicacao, constatou-se que o tratamento com agua de Itapolis, com adicao de cloreto de zinco, cloreto de manganes e sulfato de magnesio, foi aquele no qual se obteve a menor porcentagem de sobrevivencia de acaros. Aos cinco dias da aplicacao, observou-se, tambem, que o tratamento com agua de Pirassununga sem adicao de fertilizante foi o que apresentou a menor porcentagem de sobrevivencia de B. phoenicis (Tabela 8).

De modo geral, os tratamentos com propargite apresentaram eficiencia superior aos tratamentos com acrinathrin, independentemente da adicao de fertilizantes e da agua empregada no preparo das caldas (Tabela 9). Embora a adicao dos fertilizantes cloreto de zinco, cloreto de manganes e sulfato de magnesio tenha promovido maior eficiencia do acrinathrin, esta ainda nao alcancou niveis satisfatorios de mortalidade do acaro. Aos cinco dias da aplicacao, com excecao da calda preparada com propargite e agua de Pirangi e sem adicao de fertilizante, assim como o propargite preparado em agua destilada, que apresentaram percentuais de eficiencia de 88,8% e 96,4%, respectivamente, os demais tratamentos com propargite apresentaram 100% de eficiencia (Tabela 9).

As variacoes de pH das aguas utilizadas pode explicar, em parte, as diferencas relacionadas a sobrevivencia dos acaros. A agua coletada em Pirassununga foi a mais alcalina com valor de pH de 8,2, enquanto as aguas de Pirangi e Itapolis apresentaram pH de 7,7 e 6,4, respectivamente. Tundisi (1981) avaliou o pH de 52 reservatorios artificiais de agua localizados no Estado de Sao Paulo, verificando que este variou de 5,5 a 7,9.

Reeves (1983) afirma que aguas com valores de pH altos podem provocar hidrolise alcalina de determinados produtos fitossanitarios, resultando em perdas de eficiencia. De acordo com o autor, os inseticidas e acaricidas sao mais suscetiveis a hidrolise do que os fungicidas, herbicidas e reguladores de crescimento. Afirma ainda que a perda de eficiencia do produto e irreversivel. Al-mughrabi e Nazer (1991) verificaram que o inseticida dimetoato, preparado com calda com pH de 8,4, sofre perda de eficiencia de 40,5% apos 24 horas, em pH 6,0; corrigido com acido fosforico, a perda passa a ser de 7,7% no mesmo periodo.

O efeito de misturas de inseticidas com adjuvantes sobre a lagarta S. littoralis e sobre algumas propriedades da calda foi estudado por Betana et al. (2004). Estes autores verificaram que todos os adjuvantes utilizados, entre os quais o acido fosforico e o acido acetico, alteraram as propriedades fisico-quimicas da agua; alem disso, algumas misturas entre inseticidas profenofos e esfenvalerate e adjuvantes proporcionaram efeito sinergico sobre S. littoralis, comparado aos inseticidas aplicados isoladamente. Verificaram tambem que o acido fosforico causou a maior alteracao do pH da calda. Resultados semelhantes foram reportados por outros pesquisadores (EL-SISI et al.,1989; RADWAN et al., 1994; HUSSEIN, 2002).

Desde que empregada de forma adequada e com embasamento tecnico, a adicao de substancias a calda contribui para a preservacao da atividade biologica das moleculas do produto fitossanitario, aumentando a eficiencia no controle do organismo-alvo (BETANA et al., 2004). Todavia, por outro lado, algumas misturas de tanque realizadas de forma inadequada podem acarretar incompatibilidade fisica e/ou quimica entre os produtos, resultando em perda de eficiencia no controle do organismo-alvo, aplicacoes desuniformes e entupimento das pontas de pulverizacao (HOUGHTON, 1982).

E importante ressaltar que a Instrucao Normativa 05, de 23-02-2007, destaca, no Art. 19 do Capitulo V (da embalagem e rotulagem dos produtos), que os registrantes de produtos devem oferecer "informacoes sobre a compatibilidade do produto para uso em mistura com defensivos e afins, quando tecnicamente recomendados pelos respectivos fabricantes, obedecidos aos dispositivos legais especificos" (BRASIL, 2007). Dessa forma, para complementar este trabalho de pesquisa, e necessario que sejam realizados experimentos para avaliar as possiveis reacoes de intoxicacao das plantas em diferentes estadios de desenvolvimento vegetativo, em funcao da combinacao das caldas acaricidas com os fertilizantes foliares utilizados.

Na pratica, os citricultores buscam agregar operacoes na lavoura, que englobam a pulverizacao voltada para a copa das plantas. Devido a infinidade de combinacoes possiveis entre produtos no tanque do pulverizador, estas nao sao previstas por lei, sendo que o Art. 66, paragrafo unico da Instrucao Normativa no. 5, estabelece que os produtos so poderao ser prescritos com observancia das recomendacoes de uso aprovadas em rotulo e bula (BRASIL, 2002).

CONCLUSOES

1-Os fertilizantes foliares cloreto de zinco, cloreto de manganes, ureia e a mistura fosfito de potassio + ureia + cloreto de zinco nao afetam a acao dos acaricidas cyhexatin, propargite e acrinathrin sobre o controle de Brevipalpus phoenicis, sendo sua utilizacao pelo citricultor, condicional a legislacao em vigor e as possiveis implicacoes fitotoxicas aos citros ou outras inter-relacoes com organismos- nao alvo.

2-O fosfito de potassio, o sulfato de magnesio e a mistura dos cloretos de zinco e de manganes com o sulfato de magnesio resultam em diminuicao na porcentagem de eficiencia dos acaricidas propargite e acrinathrin sobre B. phoenicis.

3-As aguas provenientes dos municipios de Itapolis, Pirangi e Pirassununga, juntamente com fertilizantes foliares, interferem na acao dos acaricidas propargite e acrinathin no controle de B. phoenicis, sendo a agua de Itapolis a que apresenta resultados melhores em termos de eficiencia.

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DANIEL JUNIOR DE ANDRADE (2), MARCELO DA COSTA FERREIRA (3), LUIZ GONZAGA FENOLIO (4)

(1) (Trabalho 172-12). Recebido em: 25-05-2012. Aceito para publicacao em: 16-10-2012.

(2) Prof. Dr. Assistente Doutor do Departamento de Fitossanidade--FCAV/UNESP. Via de acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n CEP: 14884-970, Jaboticabal--SP. E-mail: danieldwv@yahoo.com.br

(3) Prof. Dr. Adjunto do Departamento de Fitossanidade--FCAV/UNESP. E-mail: mdacosta@fcav.unesp.br

(4) Mestre em Agronomia (Entomologia Agricola)--FCAV/UNESP E-mail: multipla.fenolio@terra.com.br
TABELA 1-Descricao dos tratamentos utilizados para a
avaliacao de calda acaricida adicionada de fertilizante
foliar sobre o acaro Brevipalpus phoenicis.

                             Bioensaio 1           Bioensaio 2
Tratamentos                   Cyhexatin             Propargite
                                               (g ou mL p.c./100 L)

Acaricida (1)                    50                    100
Acaricida + (2)                50 + 50               100 + 50
Zn[Cl.sub.2]

Acaricida + (3)                50 + 50               100 + 50
Mn[Cl.sub.2]

Acaricida + (4)               50 + 150              100 + 150
K[H.sub.2]P[O.sub.3]

Acaricida + (5)               50 + 500              100 + 500
MgS[O.sub.4]

Acaricida + (6)               50 + 300              100 + 300
[(N[H.sub.2]).sub.2]
CO

Acaricida +              50 + 50 + 50 + 500    100 + 50 + 50 + 500
Zn[Cl.sub.2] +
Mn[Cl.sub.2] +
MgS[O.sub.4]

Acaricida +              50 + 150 + 300 + 50   100 + 150 + 300 + 50
K[H.sub.2]P[O.sub.3]
+ [(N[H.sub.2]).sub.2]
CO + Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua                 --                     --
destilada)

                             Bioensaio 3
Tratamentos                  Acrinathrin

Acaricida (1)                    10
Acaricida + (2)                10 + 50
Zn[Cl.sub.2]

Acaricida + (3)                10 + 50
Mn[Cl.sub.2]

Acaricida + (4)               10 + 150
K[H.sub.2]P[O.sub.3]

Acaricida + (5)               10 + 500
MgS[O.sub.4]

Acaricida + (6)               10 + 300
[(N[H.sub.2]).sub.2]
CO

Acaricida +              10 + 50 + 50 + 500
Zn[Cl.sub.2] +
Mn[Cl.sub.2] +
MgS[O.sub.4]

Acaricida +              10 + 150 + 300 + 50
K[H.sub.2]P[O.sub.3]
+ [(N[H.sub.2]).sub.2]
CO + Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua                 --
destilada)

(1) Cyhexatin, propargite ou acrinathrin; (2) Cloreto de
zinco; (3) Cloreto de manganes; (4) Fosfito de potassio; (5)
Sulfato de magnesio e (6) Ureia.

TABELA 2--Numero medio de acaros vivos Brevipalpus phoenicis
para as diferentes caldas do acaricida cyhexatin com adicao
de fertilizantes foliares.

Tratamentos                      Dosagens         Media de acaros (1)
                                 (g ou mL
                                p.c./100 L)
                                                          Vivos

                                                  1 DAT (2)    3 DAT

Cyhexatin (Cy)                      50            1,6 b (3)    1,6 b

Cy + (4) Zn[Cl.sub.2]             50 + 50           1,6 b      1,6 b

Cy + (5) Mn[Cl.sub.2]             50 + 50           1,7 b      1,6 b

Cy + (6)K[H.sub.2]               50 + 150           1,7 b      1,6 b
P[O.sub.3]

Cy + (7) MgS[O.sub.4]            50 + 500           1,8 b      1,6 b

Cy + (8)                         50 + 300           1,7 b      1,6 b
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Cy + Zn[Cl.sub.2] +         50 + 50 + 50 + 500      1,6 b      1,6 b
Mn[Cl.sub.2] + MgS
[O.sub.4]

Cy + K[H.sub.2]P[O.sub.3]   50 + 150 + 300 + 50     1,6 b      1,6 b
+ [(N[H.sub.2]).sub.2]
CO + Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua                    --              2,6 a      2,5 a
destilada)

Teste F                                           35,2 **     460,4 **
CV (%)                                            8,6         2,2

Tratamentos                 Media de acaros (1)

                              Retidos na cola

                             1 DAT      3 DAT

Cyhexatin (Cy)               1,6 a      1,6 a

Cy + (4) Zn[Cl.sub.2]        1,7 a      1,7 a

Cy + (5) Mn[Cl.sub.2]        1,7 a      1,7 a

Cy + (6)K[H.sub.2]           1,7 a      1,7 a
P[O.sub.3]

Cy + (7) MgS[O.sub.4]        1,6 a      1,6 a

Cy + (8)                     1,6 a      1,6 a
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Cy + Zn[Cl.sub.2] +          1,6 a      1,6 a
Mn[Cl.sub.2] + MgS
[O.sub.4]

Cy + K[H.sub.2]P[O.sub.3]    1,6 a      1,6 a
+ [(N[H.sub.2]).sub.2]
CO + Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua             1,6 a      1,7 a
destilada)

Teste F                     1,1 (NS)   1,0 (NS)
CV (%)                      5,6        5,7

NS-nao significativo; (**) Significativo a 1% de
probabilidade; (1) Dados originais transformados em ln (x +
5). (2) Dias apos o tratamento (DAT) .(3) Letras iguais na
mesma coluna nao diferem entre si, pelo teste de Tukey (p <
0,05). (4) Cloreto de zinco;(5) Cloreto de manganes; (6)
Fosfito de potassio; (7) Sulfato de magnesio e (8) Ureia.

TABELA 3--Numero medio de acaros vivos Brevipalpus phoenicis
para as diferentes caldas do acaricida propargite com adicao
de fertilizantes foliares.

Tratamentos                       Dosagens         Media de acaros (1)
                             g ou mL p.c./100 L
                                                          Vivos

                                                   1 DAT (2)    3 DAT

Propargite (Pr)                     100              2,6 a      1,7 b

Pr + (4) Zn[Cl.sub.2]             100 + 50           2,5 a      1,6 b

Pr + (5) Mn[Cl.sub.2]             100 + 50           2,3 b      1,6 b

Pr + (6) K[H.sub.2]P              100 + 150          2,4 ab      1,7 b
[O.sub.3]

Pr + (7) MgS[O.sub.4]            100 + 500           2,6 a      1,9 b

Pr + (8) [(N[H.sub.2])           100 + 300          2,4 ab      1,8 b
.sub.2]CO

Pr + Zn[Cl.sub.2] + Mn      100 + 50 + 50 + 500     2,4 ab      1,6 b
[Cl.sub.2] + MgS[O.sub.4]

Pr + K[H.sub.2]P[O.sub.3]   100 + 150 + 300 + 50    2,4 ab      1,6 b
+ [(N[H.sub.2]).sub.2]CO
+ Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua                     --              2,6 a      2,5 a
destilada)

Teste F                                             5,2 **     25,5 **
CV (%)                                                6,2        8,9

Tratamentos                          Media de acaros (1)

                             Vivos            Retidos na cola

                             5 DAT      1 DAT     3 DAT     5 DAT

Propargite (Pr)              1,6 b      1,6 a     1,8 ab    1,8 a

Pr + (4) Zn[Cl.sub.2]        1,6 b      1,6 a     1,8 ab    1,8 a

Pr + (5) Mn[Cl.sub.2]        1,6 b      1,8 a     1,8 ab    1,8 a

Pr + (6) K[H.sub.2]P         1,6 b      1,6 a     2,0 a     2,0 a
[O.sub.3]

Pr + (7) MgS[O.sub.4]        1,7 b      1,7 a     1,7 ab    1,7 a

Pr + (8) [(N[H.sub.2])       1,6 b      1,6 a     1,9 ab    1,9 a
.sub.2]CO

Pr + Zn[Cl.sub.2] + Mn       1,6 b      1,7 a     1,8 ab    1,8 a
[Cl.sub.2] + MgS[O.sub.4]

Pr + K[H.sub.2]P[O.sub.3]    1,6 b      1,70 a    1,7 ab    1,7 a
+ [(N[H.sub.2]).sub.2]CO
+ Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua             2,3 a      1,6 a     1,6 b     1,9 a
destilada)

Teste F                     151,4 **   1,7 (NS)   2,2 *    1,6 (NS)
CV (%)                        3,1        7,4       11,2      11,4

NS--nao significativo; (**) Significativo a 1% de
probabilidade; (1) Dados originais transformados em ln (x +
5). (2) Dias apos o tratamento (DAT).(3) Letras iguais na
mesma coluna nao diferem entre si, pelo teste de Tukey (p <
0,05). (4) Cloreto de zinco; (5) Cloreto de manganes; (6)
Fosfito de potassio; (7) Sulfato de magnesio e (8) Ureia.

TABELA 4--Numero medio de acaros vivos Brevipalpus phoenicis
para as diferentes caldas do acaricida acrinathrin com
adicao de fertilizantes foliares.

Tratamentos                       Dosagens         Media de acaros (1)
                             g ou mL p.c./100 L.
                                                          Vivos

                                                   1 DAT (2)    3 DAT

Acrinathrin (Act)                    10            1,8 b (3)    1,6 b

Act + (4) Zn[Cl.sub.2]             10 + 50           1,9 b      1,6 b

Act + (5) Mn[Cl.sub.2]             10 + 50           1,7 b      1,7 b

Act + (6) K[H.sub.2]              10 + 150           1,7 b      1,7 b
P[O.sub.3]

Act + (7) MgS[O.sub.4]            10 + 500           1,9 b      1,7 b

Act + (8)                         10 + 300           1,7 b      1,7 b
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Act + Zn [Cl.sub.2] +        10 + 50 + 50 + 500      1,7 b      1,6 b
Mn[Cl.sub.2] +
MgS[O.sub.4]

Act + K[H.sub.2]P[O.sub.3]   10 + 150 + 300 + 50     1,8 b      1,6 b
+ [(N[H.sub.2]).sub.2]
CO + Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua                     --              2,6 a      2,4 a
destilada)

Teste F                                             20,9 **    41,4 **
CV (%)                                                9,4        6,6

Tratamentos                              Media de acaros (1)

                              Vivos       Retidos na cola

                              5 DAT      1 DAT     3 DAT     5 DAT

Acrinathrin (Act)             1,6 b     2,5 ab     2,6 a     2,6 a

Act + (4) Zn[Cl.sub.2]        1,6 b      2,2 c     2,4 a     2,4 a

Act + (5) Mn[Cl.sub.2]        1,6 b      2,6 a     2,6 a     2,6 a

Act + (6) K[H.sub.2]          1,7 b     2,5 ab     2,5 a     2,5 a
P[O.sub.3]

Act + (7) MgS[O.sub.4]        1,6 b     2,4 abc    2,5 a     2,5 a

Act + (8)                     1,6 b     2,3 bc     2,3 a     2,3 a
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Act + Zn [Cl.sub.2] +         1,6 b      2,6 a     2,5 a     2,5 a
Mn[Cl.sub.2] +
MgS[O.sub.4]

Act + K[H.sub.2]P[O.sub.3]    1,6 b      2,6 a     2,6 a     2,6 a
+ [(N[H.sub.2]).sub.2]
CO + Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua              2,4 a      1,8 d     1,8 b     1,8 b
destilada)

Teste F                      242,8 **   26,0 **   14,1 **   14,1 **
CV (%)                         2,9        6,1       7,2       7,2

NS--nao significativo; ( **) Significativo a 1% de
probabilidade; (1) Dados originais transformados em ln (x +
5). (2) Dias apos o tratamento (DAT). (3) Letras iguais na
mesma coluna nao diferem entre si, pelo teste de Tukey (p <
0,05). (4) Cloreto de zinco; (5) Cloreto de manganes; (6)
Fosfito de potassio; (7) Sulfato de magnesio e (8) Ureia.

TABELA 5--Eficiencia de controle (%) de acaros Brevipalpus
phoenicis nos diferentes bioensaios de avaliacao de caldas
acaricidas com adicao de fertilizantes foliares.

Tratamentos                        Eficiencia de controle (%)

                                 Cyhexatin         Propargite

                           1 DAT (2)   3 DAT   1 DAT   3 DAT   5 DAT

Acaricida (1)                96,9      100,0    5,2    94,4    100,0
Acaricida + (3)              98,6      100,0   18,7    97,8    100,0
Zn[Cl.sub.2]

Acaricida + (4)              94,5      100,0   42,0    98,4    100,0
Mn[Cl.sub.2]

Acaricida + (5)              95,0      100,0   23,7    82,4    100,0
K[H.sub.2]P[O.sub.3]

Acaricida + (6)              87,6      100,0    7,8    77,0    94,1
MgS[O.sub.4]

Acaricida + (7)              95,4      100,0   35,8    90,7    100,0
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Acaricida + Zn[Cl.sub.2]     100,0     100,0   22,0    98,1    100,0
+ Mn[Cl.sub.2] +
MgS[O.sub.4]

Acaricida + K[H.sub.2]       100,0     100,0   26,8    98,3    100,0
P[O.sub.3] + [(N[H
.sub.2]).sub.2]CO +
Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua              --        --      --      --      --
destilada)

Tratamentos                Eficiencia de controle (%)

                                 Acrinathrin

                           1 DAT   3 DAT   5 DAT

Acaricida (1)              64,6    92,9    100,0
Acaricida + (3)            50,8    100,0   100,0
Zn[Cl.sub.2]

Acaricida + (4)            55,6    75,0    100,0
Mn[Cl.sub.2]

Acaricida + (5)            55,2    73,9    88,1
K[H.sub.2]P[O.sub.3]

Acaricida + (6)            12,5    60,9    97,2
MgS[O.sub.4]

Acaricida + (7)            91,9    89,8    100,0
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Acaricida + Zn[Cl.sub.2]   50,0    87,5    87,5
+ Mn[Cl.sub.2] +
MgS[O.sub.4]

Acaricida + K[H.sub.2]     43,1    100,0   100,0
P[O.sub.3] + [(N[H
.sub.2]).sub.2]CO +
Zn[Cl.sub.2]

Testemunha (agua            --      --      --
destilada)

(1) Cyhexatin, propargite ou acrinathrin; (2) Dias apos o
tratamento (DAT); (3) Cloreto de zinco; (4) Cloreto de
manganes; (5) Fosfito de potassio; (6) Sulfato de magnesio e
(7) Ureia.

TABELA 6--Valores de pH, condutividade eletrica (Cond.),
temperatura (Temp.) e oxigenio dissolvido ([O.sub.2]) de
diferentes caldas acaricidas.

Tratamentos                          Cyhexatin

                         pH    (2) Cond.   (3) Temp.   (4) [O.sub.2]

Acaricida (Ac) (1)       7,3     100,0       26,1           5,9

Ac + (5) Zn[Cl.sub.2]    6,7     753,0       26,2           5,8

Ac + (6) Mn[Cl.sub.2]    7,5     659,0       25,9           5,9

Ac + (7) K[H.sub.2]P     5,3    1.330,0      25,7           5,6
[O.sub.3]

Ac + (8) MgS[O.sub.4]    6,8    1.333,0      26,0           5,8

Ac + (9)                 7,4     122,0       26,1           5,5
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Ac + Zn[Cl.sub.2] +      6,7     145,0       26,2           7,3
Mn[Cl.sub.2] + Mg
S[O.sub.4]

Ac + K[H.sub.2]P         4,9    1.200,0      26,3           7,0
[O.sub.3] + [(N[H.sub
.2]).sub.2] CO + Zn
[Cl.sub.2]

Testemunha (agua         7,4     114,0       26,8           6,0
destilada)

Tratamentos                       Propargite

                         pH     Cond.    Temp.   [O.sub.2]

Acaricida (Ac) (1)       7,4    112,0    26,4       5,5

Ac + (5) Zn[Cl.sub.2]    6,3    898,0    26,3       5,5

Ac + (6) Mn[Cl.sub.2]    6,7    688,0    26,5       3,3

Ac + (7) K[H.sub.2]P     5,3   1.333,0   26,0       5,9
[O.sub.3]

Ac + (8) MgS[O.sub.4]    6,8   1.333,0   26,0       5,8

Ac + (9)                 7,0    135,0    26,3       6,0
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Ac + Zn[Cl.sub.2] +      6,4    100,0    26,1       4,3
Mn[Cl.sub.2] + Mg
S[O.sub.4]

Ac + K[H.sub.2]P         4,9   1.976,0   26,1       6,0
[O.sub.3] + [(N[H.sub
.2]).sub.2] CO + Zn
[Cl.sub.2]

Testemunha (agua         7,4    123,0    25,9       6,0
destilada)

Tratamentos                       Acrinathrin

                         pH     Cond.    Temp.   [O.sub.2]

Acaricida (Ac) (1)       6,8    111,0    28,1       5,4

Ac + (5) Zn[Cl.sub.2]    7,0    728,0    27,7       5,5

Ac + (6) Mn[Cl.sub.2]    7,4    577,0    27,7       3,5

Ac + (7) K[H.sub.2]P     5,6   1.333,0   27,7       5,9
[O.sub.3]

Ac + (8) MgS[O.sub.4]    7,0   1.333,0   27,9       5,8

Ac + (9)                 7,3    127,0    27,7       6,0
[(N[H.sub.2]).sub.2]CO

Ac + Zn[Cl.sub.2] +      6,8    114,0    27,8       4,4
Mn[Cl.sub.2] + Mg
S[O.sub.4]

Ac + K[H.sub.2]P         5,2   1.993,0   27,7       6,0
[O.sub.3] + [(N[H.sub
.2]).sub.2] CO + Zn
[Cl.sub.2]

Testemunha (agua         7,0    106,0    27,7       6,0
destilada)

(1) Cyhexatin, propargite ou acrinathrin; (2) Condutividade
eletrica ([micro]S [cm.sup.-1] [g.sup.-1]); (3) Temperatura
([degrees]C); (4) Oxigenio dissolvido (mg/L); (5) Cloreto de
zinco; (6) Cloreto de manganes; (7) Fosfito de potassio; (8)
Sulfato de magnesio e (9) Ureia.

TABELA 7--Resumo da analise de variancia e testes de
significancia para numero de acaros vivos e porcentagem de
sobrevivencia em funcao dos diferentes fatores (acaricidas,
aguas e fertilizantes foliares) do experimento.

                         1Dias apos a transferencia dos
                         acaros para os frutos

Causas de variacao              1 DAT                    3 DAT

                          Vivos     (%) Sob (2).    Vivos     (%) Sob.

Acaricidas (A)           2,2 (NS)     1,0 (NS)     215,0 **   347,5 **
Aguas (B)                1,5 (NS)     1,1 (NS)     1,0 (NS)   2,1 (NS)
Fertilizantes (C)        2,2 (NS)      3,0 *       1,7 (NS)   2,3 (NS)
A x B                    1,8 (NS)     0,3 (NS)     1,5 (NS)   0,6 (NS)
A x C                     4,0 *       1,0 (NS)     2,0 (NS)   1,9 (NS)
B x C                     3,3 **      1,1 (NS)      2,5 *      3,0 *
A x B x C                 2,5 *       0,3 (NS)      3,0 *      3,2 **
Fatorial                  2,7 **      1,0 (NS)     11,4 **    17,5 **
Fatorial x testemunhas   2,8 (NS)     0,3 (NS)     53,1 **    57,1 **
Testemunhas              0,3 (NS)     0,0 (NS)     0,3 (NS)   0,0 (NS)
Residuo                   2,5 **      0,9 (NS)     12,15 **   17,7 **
CV %                       2,7          6,4          10,6       34,1

Testemunhas                        Eficiencia de controle (%)

Agua destilada             2,7          90,0         2,7        90,0
Propargite + agua          2,7          90,0         2,6        10,5
destilada

Acrinatrin + agua          2,7          90,0         2,6        92,0
destilada

                         1Dias apos a
                         transferencia dos
                         acaros para os frutos

Causas de variacao              5 DAT

                          Vivos     (%) Sob.

Acaricidas (A)           370,3 **   643,6 **
Aguas (B)                2,7 (NS)   1,7 (NS)
Fertilizantes (C)        0,0 (NS)   0,0 (NS)
A x B                    2,2 (NS)   2,8 (NS)
A x C                    0,8 (NS)   0,9 (NS)
B x C                     4,1 **     6,3 **
A x B x C                 4,4 **     5,8 **
Fatorial                 18,9 **    31,6 **
Fatorial x testemunhas   37,2 **    36,9 **
Testemunhas              41,4 **    51,1 **
Residuo                  21,3 **    33,3 **
CV %                       8,4        34,7

Testemunhas              Eficiencia de controle (%)

Agua destilada             2,7        90,0
Propargite + agua          1,7        0,0
destilada

Acrinatrin + agua          2,5        80,0
destilada

 (NS)--nao significativo ; (**) significativo a 1% e a (*) 5%
de probabilidade; transformados ln (x + 5);
(1) Teste F; (2) Porcentagem de sobrevivencia transformada
em Arc Seno [raiz (% Sobrev./100)].

TABELA 8--Medias das porcentagens de sobrevivencias de
acaros Brevipalpus phoenicis nas avaliacoes realizadas a 1;
3 e 5 dias apos a aplicacao, nas interacoes dos fatores agua
de diferentes locais e fertilizantes foliares.

               1 dia apos a aplicacao

Aguas          (1) S/ Fert.   K[H.sub.2]P[O.sub.3]

Itapolis       90,0 aA        81,5 bB
Pirangi        90,0 aA        90,0 aA
Pirassununga   90,0 aA        86,5 aB

               3 dias apos a aplicacao

Aguas          S/ Fert.       K[H.sub.2]P[O.sub.3]

Itapolis       47,3 aAB       65,5 aA
Pirangi        61,2 aA        36,0 bB
Pirassununga   45,0 aA        65,5 aA

               5 dias apos a aplicacao

Aguas          S/ Fert.       K[H.sub.2]P[O.sub.3]

Itapolis       42,2 aA        28,8 aA
Pirangi        41,7 aA        28,8 aA
Pirassununga   24,7 bB        45,0 aA

               1 dia apos a aplicacao

Aguas          (3) MgS[O.sub.4]   4Zn[Cl.sub.2] + 5Mn[Cl.sub.2]
                                  + MgS[O.sub.4]

Itapolis       90,0 aA            90,0 aA
Pirangi        90,0 aA            90,0 aA
Pirassununga   90,0 aA            90,0 aA

               3 dias apos a aplicacao

Aguas          MgS[O.sub.4]       Zn[Cl.sub.2] + Mn[Cl.sub.2]
                                  + MgS[O.sub.4]

Itapolis       44,5 aAB           28,6 aB
Pirangi        45,0 aAB           45,0 aAB
Pirassununga   55,3 aA            47,6 aA

               5 dias apos a aplicacao

Aguas          MgS[O.sub.4]       Zn[Cl.sub.2] + Mn[Cl.sub.2]
                                  + MgS[O.sub.4]

Itapolis       37,3 abA           18,3 bB
Pirangi        27,6 bA            45,0 aA
Pirassununga   45,0 aA            45,0 aA

Letra minuscula na coluna e maiuscula na linha, nao diferem
entre si, pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. (1)
Sem adicao de fertilizante foliar. (2) Fosfito de potassio;
(3) Sulfato de magnesio; (4) Cloreto de zinco e (5) Cloreto
de manganes.

TABELA 9--Eficiencia de controle (%) de acaros Brevipalpus
phoenicis nos diferentes tratamentos nas avaliacoes
realizadas a 1; 3 e 5 dias apos a aplicacao dos produtos.

                         Fatores

Tratamentos    Acaricida        Aguas

1             Propargite       Itapolis
2             Propargite       Itapolis
3             Propargite       Itapolis
4             Propargite       Itapolis
5             Propargite       Pirangi
6             Propargite       Pirangi
7             Propargite       Pirangi
8             Propargite       Pirangi
9             Propargite     Pirassununga
10            Propargite     Pirassununga
11            Propargite     Pirassununga
12            Propargite     Pirassununga
13            Acrinathrin      Itapolis
14            Acrinathrin      Itapolis
15            Acrinathrin      Itapolis
16            Acrinathrin      Itapolis
17            Acrinathrin      Pirangi
18            Acrinathrin      Pirangi
19            Acrinathrin      Pirangi
20            Acrinathrin      Pirangi
21            Acrinathrin    Pirassununga
22            Acrinathrin    Pirassununga
23            Acrinathrin    Pirassununga
24            Acrinathrin    Pirassununga
25            Propargite    Agua destilada
26            Acrinathrin   Agua destilada
27                --        Agua destilada

                   Fatores

Tratamentos                  Fertilizante

1                           S/ Fertilizante
2                        K[H.sub.2]P[O.sub.3]
3                            MgS[O.sub.4]
4             Zn[Cl.sub.2] + Mn[Cl.sub.2] + MgS[O.sub.4]
5                           S/ Fertilizante
6                        K[H.sub.2]P[O.sub.3]
7                            MgS[O.sub.4]
8             Zn[Cl.sub.2] + Mn[Cl.sub.2] + MgS[O.sub.4]
9                           S/ Fertilizante
10                       K[H.sub.2]P[O.sub.3]
11                           MgS[O.sub.4]
12            Zn[Cl.sub.2] + Mn[Cl.sub.2] + MgS[O.sub.4]
13                          S/ Fertilizante
14                       K[H.sub.2]P[O.sub.3]
15                           MgS[O.sub.4]
16            Zn[Cl.sub.2] + Mn[Cl.sub.2] + MgS[O.sub.4]
17                          S/ Fertilizante
18                       K[H.sub.2]P[O.sub.3]
19                           MgS[O.sub.4]
20            Zn[Cl.sub.2] + Mn[Cl.sub.2] + MgS[O.sub.4]
21                          S/ Fertilizante
22                       K[H.sub.2]P[O.sub.3]
23                           MgS[O.sub.4]
24            Zn[Cl.sub.2] + Mn[Cl.sub.2] + MgS[O.sub.4]
25                                --
26                                --
27                                --

              Eficiencia de controle
                       (%)

Tratamentos   1 DAT   3 DAT   5 DAT

1              0,0    97,5    100,0
2             13,9    63,9    100,0
3              0,0    90,6    100,0
4              0,0    97,5    100,0
5              0,0    58,2    88,8
6              0,0    97,5    100,0
7              0,0    100,0   100,0
8              0,0    100,0   100,0
9              0,0    100,0   100,0
10             5,6    55,6    100,0
11             0,0    83,3    100,0
12             0,0    96,9    100,0
13             0,0     0,0     3,6
14             2,8     6,3    12,5
15             0,0    11,1    19,4
16             0,0    37,8    63,8
17             0,0    12,5    22,2
18             0,0    25,0    35,0
19             0,0     0,0    39,3
20             0,0     0,0     0,0
21             0,0     0,0    43,3
22             0,0     0,0     0,0
23             0,0     0,0     0,0
24             0,0     0,0     0,0
25             0,0    90,0    96,4
26             0,0     7,8    20,1
27             --      --      --
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Title Annotation:articulo en portugues
Author:de Andrade, Daniel Junior; Ferreira, Marcelo da Costa; Fenolio, Luiz Gonzaga
Publication:Revista Brasileira de Fruticultura
Date:Mar 1, 2013
Words:8212
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