Printer Friendly

Comparison of reading of school-age children who stutter in two listening situations: usual and delayed/Comparacao da leitura de escolares com gagueira em duas condicoes de escuta: habitual e atrasada.

INTRODUCAO

Gagueira e um disturbio complexo da fluencia, caracterizado por rupturas excessivas durante a formulacao linguistica na comunicacao oral [1-3]. A presenca de tensao muscular [4] durante a producao da fala prejudica a suavidade [5] e a taxa de elocucao [6]. Frequentemente tem inicio na infancia (gagueira do desenvolvimento) e pode persistir na fase adulta [7]. A presenca de disfluencias tipicas da gagueira [12] e a principal manifestacao do disturbio. Repeticao de palavras--acima de 3, repeticao de silabas, repeticao de som, bloqueio, prolongamento, pausa e intrusao sao os principais tipos de disfluencias tipicas da gagueira.

A fluencia da leitura esta relacionada com a decodificacao e compreensao, de forma que o processamento mais lento da palavra interfere na automaticidade da leitura e, consequentemente, na compreensao [8]. Portanto, o leitor fluente tem maior probabilidade de obter melhor desempenho na compreensao de um texto [9], enquanto que falhas na comunicacao podem condicionar atitudes negativas dos escolares em relacao a propria fala [10] e, como resultado, reduzir a participacao em atividades de leitura oral, prejudicando o desenvolvimento desta habilidade.

Um importante recurso utilizado pelos falantes para manter fluencia no decurso da emissao oral e a retroalimentacao auditiva do fluxo continuo de fala [11]. Com o advento da tecnologia, houve um aumento nas investigacoes de recursos que pudessem auxiliar a intervencao fonoaudiologica na gagueira, como por exemplo, o uso da alteracao da retroalimentacao auditiva [12].

Os efeitos positivos na fala de pessoas com gagueira em diferentes condicoes de retroalimentacao auditiva sugeriram a possibilidade de um importante componente auditivo na manifestacao complexa da gagueira [13]. A fluencia na fala de pessoas com gagueira pode melhorar pela alteracao da retroalimentacao auditiva [14].

Uma das alteracoes de retroalimentacao auditiva que ocasionou o aumento de fluencia da fala de pessoas com gagueira e a retroalimentacao auditiva atrasada (RAA) ou, em ingles, Delayed Auditory Feedback (DAF) traduzido tambem como feedback auditivo atrasado [15-17]. Com esse recurso, o falante ouve a propria voz com efeito de coro [17].

Investigacoes recentes realizadas mostraram resultados interessantes da RAA na fala de pessoas com gagueira. O primeiro estudo utilizou o atraso na retroalimentacao auditiva em pessoas que gaguejam e encontrou que o efeito imediato da RAA melhorou a fluencia dos participantes sem afetar a naturalidade de fala [18]. O outro estudo comparou os resultados na fluencia de dois grupos de individuos gagos--um submetido apenas a terapia fonoaudiologica e outro que recebeu, associado a terapia, o atraso na retroalimentacao auditiva--e concluiu que o grupo que utilizou o atraso apresentou maior reducao das disfluencias e maior ganho na taxa de elocucao e producao de informacao em relacao ao grupo que nao utilizou esse recurso [19].

Embora alguns estudos tenham analisado os efeitos imediatos da RAA na promocao da fluencia [3,16-20], e outros a efetividade dos resultados obtidos com o uso da RAA em pessoas com gagueira a longo prazo [15,20-23], poucos se dedicaram a analisar o efeito da retroalimentacao auditiva atrasada durante a tarefa de leitura oral.

Tendo em vista todas as informacoes supracitadas e a hipotese de que a retroalimentacao auditiva atrasada possa diminuir as manifestacoes da gagueira durante a leitura oral, o presente estudo tem por objetivo comparar os efeitos imediatos do atraso da retroalimentacao auditiva na tarefa de leitura oral em escolares com gagueira do desenvolvimento persistente.

METODOS

Esta pesquisa e do tipo experimental, transversal, descritiva e prospectiva, envolvendo medidas de analises quantitativas e qualitativas, com comparacao entre amostras de fala do mesmo individuo em diferentes condicoes de escuta. E foi aprovado pelo Comite de Etica em Pesquisa da Faculdade de Filosofia e Ciencias da Universidade Estadual Paulista --CEP/FFC/UNESP sob o Protocolo de no. 0714/2013.

Casuistica

A amostra foi constituida por 16 escolares, divididos em dois grupos, a saber: Grupo Experimental 1 (GE1): escolares na faixa etaria entre 8 a 17 anos (media 11 anos; DP 3,20) com diagnostico de gagueira moderada, e; Grupo Experimental 2 (GE2): escolares na faixa etaria entre 8 a 17 anos (media 11,50 anos; DP 4,04) com diagnostico de gagueira grave ou muito grave.

O diagnostico de gagueira do desenvolvimento persistente dos participantes foi realizado no Laboratorio de Estudos da Fluencia-LAEF do Centro de Estudos da Educacao e da Saude (CEES) da Universidade Estadual Paulista--FFC--Marilia.

Criterios de inclusao

Os requisitos de inclusao dos dois grupos foram: ser falante nativo do portugues brasileiro e ter idade entre 7 anos a 17 anos. Os participantes foram recrutados do Laboratorio de Estudos da Fluencia--LAEF, com o diagnostico de gagueira do desenvolvimento persistente adotado pelo laboratorio, a saber: queixa de gagueira; diagnostico fonoaudiologico de gagueira do desenvolvimento persistente, por profissional especialista da area; inicio da gagueira na infancia (do desenvolvimento); apresentar minimo de 3% de disfluencias tipicas da gagueira; duracao minima de 12 meses das disfluencias (persistente), e; apresentar gagueira classificada no minimo de grau moderado de acordo com o Instrumento de Gravidade da Gagueira --SSI-324.

Criterios de exclusao

Os criterios de exclusao para os participantes foram: alteracoes neurologicas, sindromes geneticas, deficiencia mental, perda auditiva condutiva ou sensorioneural, transtorno do deficit de atencao e hiperatividade (TDAH) ou condicoes psiquiatricas.

Procedimentos

Inicialmente os responsaveis pelos escolares receberam informacoes sobre os objetivos do estudo e explicacao dos procedimentos que seriam realizados, e forneceram consentimento, por escrito, para a participacao na pesquisa. Foram realizados os seguintes procedimentos: 1) Avaliacao audiologica basica; 2) Avaliacao da fluencia; 3) Avaliacao da gravidade da gagueira e; 4) Avaliacao da leitura oral em duas diferentes condicoes de retroalimentacao auditiva: habitual e atrasada.

Na avaliacao audiologica, os participantes foram submetidos a anamnese, meatoscopia, audiometria tonal limiar, logoaudiometria e imitanciometria (timpanometria e pesquisa de reflexos acusticos).

A avaliacao da fluencia da fala espontanea foi realizada para confirmar o diagnostico de gagueira. A avaliacao da gravidade da gagueira foi realizada para compor os dois grupos analisados. O Instrumento de Gravidade da Gagueira (SSI-3) foi utilizado para classificar a gagueira em leve, moderada, grave ou muito grave, por meio da avaliacao da frequencia e duracao das disfluencias tipicas da gagueira e, presenca de concomitantes fisicos associados as disfluencias [24].

Para a tarefa de leitura oral foram utilizados textos narrativos e seriados propostos por um material especifico para avaliacao de leitura de acordo com a escolaridade [25]. Foram utilizados 2 trechos diferentes dos textos, um para cada condicao de retroalimentacao auditiva, para eliminar o efeito da adaptacao.

Para oferecer o estimulo na situacao de escuta com retroalimentacao auditiva atrasada, foi utilizado um software (Fono Tools). Foi utilizada uma filmadora digital Sony (Digital HDR-CX350--7.1 Mega Pixels) e tripe (Atek--omega).

Apos as coletas de amostra de fala espontanea (para realizar o diagnostico de gagueira) e das leituras dos participantes, as mesmas foram transcritas (num total de 200 silabas fluentes cada amostra), considerando-se as silabas fluentes e nao fluentes de acordo com a seguinte descricao [26-28].

* Disfluencias tipicas da gagueira: repeticao de palavras--acima de 3, repeticao de silabas, repeticao de som, bloqueio, prolongamento, pausa, intrusao, e;

* Outras disfluencias: interjeicao, hesitacao, revisao, palavras incompletas, repeticao de frase, repeticao de palavras--ate 2.

Analise dos dados

A analise estatistica foi realizada com Statistical Package for Social Sciences (SPSS) versao 21.0. Aplicou-se o Teste dos "Postos Sinalizados de Wilcoxon" na analise intragrupo e o Teste de Mann-Whitney para comparar os resultados entre os grupos. Os valores foram considerados significativos para p menor que 0,05 (p<0,05), com intervalo de confianca de 95%. Os valores de p significativos foram destacados com o simbolo asterisco (*).

RESULTADOS

A caracterizacao dos participantes deste estudo encontra-se na Tabela 1. E possivel notar um maior numero de participantes do genero masculino (68,75%). A idade media geral foi de 11,06 anos. O percentual de Disfluencias Tipicas da Gagueira (DTG) e o escore obtido no Instrumento de Gravidade da Gagueira (SSI-3) foram maiores no Grupo Experimental 2 (GE2) uma vez que este grupo foi constituido por participantes com gagueira grave ou muito grave, enquanto que o Grupo Experimental 1 (GE1) por pessoas com gagueira moderada.

No que se refere aos valores estatisticos da porcentagem das Disfluencias Tipicas da Gagueira (DTG), Outras Disfluencias (OD) e o Total de Disfluencias (TD) durante a leitura oral para o GE1 e o GE2 e possivel afirmar que na analise relacionada a frequencia de DTG intra e intergrupos, a unica diferenca estatisticamente significante (p = 0,035) foi na comparacao intergrupos, na situacao de retroalimentacao auditiva habitual (RAH), na qual o GE2 apresentou maior frequencia destas disfluencias em relacao ao GE1. No que se refere a comparacao da frequencia de OD e TD intra e intergrupos do GE1 e GE2, nao ocorreram diferencas estatisticamente significantes entre as situacoes de retroalimentacao auditiva habitual (RAH) e atrasada (RAA) (Tabela 2).

Na Tabela 3 sao apresentados os valores estatisticos do fluxo de silabas por minuto (SPM) e de palavras por minuto (PPM) na leitura para o GE1 e o GE2. Houve uma tendencia de reducao dos fluxos de silabas e palavras por minuto (SPM e PPM) do GE1, e de aumento nestes fluxos na RAA no GE2.

DISCUSSAO

A literatura contemporanea tem mostrado a importancia dos estudos da retroalimentacao auditiva atrasada na gagueira por meio de varios instrumentos. No entanto, poucas investigacoes tem utilizado uma tecnologia de facil acesso, tanto para o fonoaudiologo como para a pessoa que gagueja. Sendo assim, este estudo analisou o efeito do atraso na retroalimentacao auditiva na leitura de escolares com gagueira quanto a frequencia de disfluencias e a taxa de elocucao, por meio de um software especifico.

A melhor compreensao dos efeitos das alteracoes na retroalimentacao auditiva (ARA) na fluencia de pessoas que gaguejam e fundamental, nao apenas para a indicacao do uso de dispositivos de ARA, como tambem para o entendimento da teoria, da pesquisa e da terapia para e sobre a gagueira [28].

Os dados obtidos na leitura permitiram verificar que na analise intragrupo a RAA nao ocasionou efeitos significantes nos dois grupos, tanto na frequencia de disfluencias como na taxa de elocucao. Entretanto, foi possivel observar que houve uma reducao das Disfluencias Tipicas da Gagueira (DTG) no grupo de gagueira moderada (34,87%) e de gagueira grave/ muito grave (22,27%). Neste sentido, os resultados sugerem que houve uma tendencia de reducao na principal manifestacao do disturbio, que sao as DTG [1,2]. Esses dados corroboram resultados obtidos em uma investigacao das habilidades motoras de pessoas que gaguejam sob o efeito da RAA [18].

O comportamento dos grupos foi distinto quanto aos efeitos da retroalimentacao auditiva atrasada (RAA) na frequencia das Outras Disfluencias (OD), diminui 0,8% no GE1 e aumentou 28,27% no GE2. Quanto ao Total de Disfluencias (TD), os dois grupos apresentaram reducao na RAA (11,2% no GE1 e 2,04% no GE2). O TD corresponde a soma das DTG e OD. Portanto, o GE1 que diminuiu as DTG e as OD, diminuiu tambem, o TD. No entanto, o GE2 que diminuiu as DTG e aumentou as OD, mostrou menor reducao do TD.

Quanto a taxa de elocucao ocorreu uma tendencia da reducao dos fluxos de silabas e palavras por minuto (SPM e PPM) do GE1, enquanto que o GE2 mostrou uma tendencia a aumentar estes fluxos na RAA. Portanto, os dados sugerem quanto a taxa de elocucao que o efeito do atraso foi mais positivo para o grupo de gagueira grave/muito grave, ja que uma das manifestacoes da gagueira e a reducao nos fluxos de silabas e de palavras fluentes por minuto.

A analise conjunta dos dois grandes parametros da fluencia, continuidade e taxa de elocucao, mostrou uma tendencia de um efeito positivo no grupo grave/ muito grave, pois ocasionou reducao das DTG e TD e aumentou os fluxos de SPM e PPM. No entanto, apesar da diminuicao das DTG e TD no grupo de gagueira moderada, os participantes mostraram uma tendencia de reducao na taxa de elocucao, efeito esse nao desejavel. Esse resultado reforca a ideia previamente observada em outros estudos de que estrategias de natureza auditiva nao devem ser utilizadas de forma absolutista para todos os individuos que gaguejam, pois nem todos sao beneficiados, sendo necessario, portanto, a realizacao de testes individuais [15,17,19,20,23].

A analise intergrupos mostrou diferencas significantes na Retroalimentacao Auditiva Habitual (RAH) em relacao as DTG. Esse resultado era esperado, pois a gravidade da gagueira foi determinada pela porcentagem e duracao de DTG e concomitantes fisicos [24].

Os dois grupos mostraram semelhancas em todas as variaveis analisadas na RAA, mesmo na analise das DTG, na qual GE2 tinha apresentado maior quantidade em relacao ao GE1 na RAH. Este resultado reforca a sugestao do efeito positivo da RAA durante a leitura oral no grupo de pessoas com gagueira grave/muito grave.

CONCLUSAO

Os resultados sugerem que apesar do atraso na retroalimentacao auditiva nao ter ocasionado efeitos significantes nos dois grupos, foi positivo para os grupos de gagueira moderada e grave/muito grave, pois promoveu a fluencia pela reducao da quantidade de disfluencias tipicas da gagueira.

Quanto a analise dos principais parametros da fluencia, continuidade e taxa de elocucao, os resultados sugerem que houve uma tendencia do efeito ser considerado mais positivo no grupo de gagueira grave/ muito grave. Os participantes deste grupo mostraram sob o efeito do atraso na retroalimentacao auditiva, alem da promocao da fluencia da leitura, o aumento dos fluxos de silabas e de palavras fluentes por minuto. No entanto, o grupo de gagueira moderada mostrou uma tendencia de reducao dos fluxos de silabas e de palavras fluentes por minuto sob o efeito do atraso da retroalimentacao auditiva.

doi: 10.1590/1982-0216201618114015

AGRADECIMENTOS

Agradecemos a CAPES--Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel Superior pelo apoio concedido para a realizacao desta pesquisa, processo de no. 0714/2013.

REFERENCIAS

[1.] Bleek B, Reuter M, Yaruss JS, Cook S, Faber J, Montag C. Relationship between personality characteristics of people who stutter and the impact of stuttering on everyday life. J Fluency Disord. 2012; 37(4):325-33.

[2.] Civier O, Bullock D, Max L, Guenther FH. Computational modeling of stuttering caused by impairments in a basal ganglia thalamo-cortical circuit involved in syllable selection and initiation. Brain Lang. 2013; 126(3):263-78.

[3.] Foundas AL, Mock JR, Corey DM, Golob EJ, Conture EG. The SpeechEasy device in stuttering and nonstuttering adults: Fluency effects while speaking and reading. Brain Lang. 2013; 126(2):141-50.

[4.] Hudock D, Kalinowski J. Stuttering inhibition via altered auditory feedback during scripted telephone conversations. Int J Lang Commun Disord. 2014; 49(1):139-47.

[5.] Sasisekaran J. Nonword repetition and nonword reading abilities in adults who do and do not stutter. J Fluency Disord. 2013; 38(3):275-89.

[6.] Liu J, Wang Z, Huo Y, Davidson SM, Klahr K, Herder CL et al. Functional imaging study of self-regulatory capacities in persons who stutter. PLoS One. 2014; 27(2):898-910.

[7.] Chang SE, Synnestvedt A, Ostuni J, Ludlow CL. Similarities in speech and white matter characteristics in idiopathic developmental stuttering and adult-onset stuttering. J Neurolinguistics. 2009; 23(5):455-69.

[8.] Kawano CE, Kida ASB, Carvalho CAF, Avila CRB. Parametros de fluencia e tipos de erros na leitura de escolares com indicacao de dificuldades para ler e escrever. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2011; 16(1):9-18.

[9.] Cunha VLO, Silvia C, Capellini SA. Correlacao entre habilidades basicas de leitura e compreensao de leitura. Estud Psicol. 2012; 29(1):799-807.

[10.] Erickson S, Block S. The social and communication impact of stuttering on adolescents and their families. J Fluency Disord. 2013; 38(4):311-24.

[11.] Chesters J, Baghai-Ravary L, Mottonen R. The effects of delayed auditory and visual feedback on speech Production. J Acoust Soc Am. 2012; 137(2):873-83.

[12.] Howell P, Williams S. Development of auditory sensitivity in children who stutter and fluent children. Ear and Hear. 2004; 25(3):265-74.

[13.] Lincoln M, Packman A, Onslow M. Altered auditory feedback and the treatment of stuttering; A review. J Fluency Disord. 2006; 31(2):71-89.

[14.] Neef NE, Sommer M, Neef A, Paulus W, Von Gudenberg AW, Jung K et al. Reduced Speech Perceptual Acuity for Stop Consonants in Individuals Who Stutter. J Speech Lang Hear Res. 2012; 55(1):276-89.

[15.] O'Donnell JJ, Armson J, Kiefte M. The effectiveness of SpeechEasy during situations of daily living. J Fluency Disord. 2008; 33(2):99-119.

[16.] Ratynska J, Szkielkowska A, Markowska R, Kurkowski M, Mularzuk M, Skarzynski H. Immediate speech fluency improvement after application of the Digital Speech Aid in stuttering patients. Med Sci Monit. 2012; 18(1):9-12.

[17.] Unger JP, Gluck CW, Cholewa J. Immediate effects of AAF devices on the characteristics of stuttering: A Clinical analysis. J Fluency Disord. 2012; 37(2):22-34.

[18.] Ritto AP, Juste FS, Andrade CRF. Impacto do uso do SpeechEasy[R] nos parametros acusticos e motores da fala de individuos com gagueira. Audiol Commun Res. 2015; 20(1):1-9.

[19.] Carrasco ER, Schiefer AM, Azevedo MF. O efeito do feedback auditivo atrasado na gagueira. Audiol Commun Res. 2015; 20(2):116-22.

[20.] Andrade CRF, Juste FS. Analise sistematica da efetividade do uso da alteracao do feedback auditivo para a reducao da gagueira. J Soc Bras Fonoaudiol. 2011; 23(2):187-91.

[21.] Toyomura A, Fujii T, Kuriki S. Effect of external auditory pacing on the neural activity of stuttering speakers. Neuroimage. 2011; 57(4):1507-16.

[22.] Carrasco ER. O efeito do feedback auditivo atrasado e da alteracao da frequencia na severidade da gagueira. [dissertacao] Sao Paulo (SP): Universidade Federal de Sao Paulo; 2013.

[23.] Gallop RF, Runnyan CM. Long-term effectiveness of the SpeechEasy fluency- enhancement. J Fluency Disord. 2012; 37(4):334-43.

[24.] Riley GD. Stuttering severity instrument for young children (SSI-3) 3r ed. Austin, TX: Pro-Ed; 1994.

[25.] Saraiva RA, Moojen SPM, Munarski R. Avaliacao da compreensao leitora de textos expositivos para fonoaudiologos e psicopedagogos. Casa do Psicologo, 1 ed. 2006.

[26.] Yairi E, Ambrose N. Onset of stuttering in preschool children: select factors. J Speech Lang Hear Res. 1992; 35(4):783-8.

[27.] Pinto JCBR, Schiefer AM, Avila CRB. Disfluencias e velocidade de fala em producao espontanea e em leitura oral em individuos gagos e nao gagos. Audiol Commun Res. 2013; 18(2):63-70.

[28.] Ingham RJ, Bothe AK, Wang Y, Purkhiser K, New A. Phonation interval modification and speech performance quality during fluency--inducing conditions by adults who stutter. J Commun Disord. 2012:45(3):189-211.

Paula Bianca Meireles de Moura Buzzeti (1)

Michele Fiorin (1)

Natalia Lira Martinelli (1)

Ana Claudia Vieira Cardoso (1)

Cristiane Moco Canhetti de Oliveira (1)

(1) Faculdade de Filosofia e Ciencias da Universidade Estadual Paulista, UNESP Marilia, SP Brasil.

Fonte de auxilio: Capes

Este trabalho foi apresentado no 6 Encontro Multidisciplinar dos Transtornos da Aprendizagem e Transtornos da Atencao, em Marilia-S.P. no dia13 de junho de 2015, e recebeu o premio de melhor trabalho na categoria poster.

Conflito de interesses: inexistente

Recebido em: 14/09/2015

Aceito em: 29/10/2015

Endereco para correspondencia:

Cristiane Moco Canhetti de Oliveira

Av. Hygino Muzzi Filho, 737, Vila Universitaria

Marilia--SP--Brasil

CEP: 17525-000

E-mail: cmcoliveira@marilia.unesp.br
Tabela 1. Caracterizacao dos participantes do estudo

Grupo   Idade   Genero    Escolaridade

GE1-1     8       F           3 ano
GE1-2     8       F           3 ano
GE1-3     8       M           3 ano
GE1-4     9       M           5 ano
GE1-5    10       M           5 ano
GE1-6    12       M           7 ano
GE1-7    13       M           9 ano
GE1-8    17       M      3/ Ensino Medio
Media   11,00
DP      3,20
GE2-1     8       F           3 ano
GE2-2     8       F           3 ano
GE2-3    13       F           7 ano
GE2-4     8       M           3 ano
GE2-5     8       M             s
GE2-6    13       M           7 ano
GE2-7    17       M      3/Ensino Medio
GE2-8    17       M      3/ Ensino Medio
Media   11,50
DP      4,04

Grupo   % DTG   Escore SSI-3    Gravidade

GE1-1    3,0         22         Moderada
GE1-2   17,5         21         Moderada
GE1-3   10,0         22         Moderada
GE1-4    5,5         21         Moderada
GE1-5    6,0         24         Moderada
GE1-6    4,5         21         Moderada
GE1-7    5,0         24         Moderada
GE1-8    3,0         21         Moderada
Media   7,00       22,00
DP      4,85        1,31
GE2-1   19,5         29           Grave
GE2-2   17,5         36        Muito Grave
GE2-3   35,5         39        Muito Grave
GE2-4   15,5         30           Grave
GE2-5   34,0         35        Muito Grave
GE2-6   11,5         37        Muito Grave
GE2-7    9,0         32           Grave
GE2-8   12,0         28           Grave
Media   19,00      33,00
DP      10,12

Legenda: DTG= Disfluencias Tipicas da Gagueira; GE1= Grupo
Experimental 1; GE2= Grupo Experimental 2; DP= Desvio Padrao; M=
Masculino; F= Feminino; SSI = Stuttering Severity Instrument--
Instrumento de Gravidade da Gagueira.

Tabela 2. Analise intra e intergrupos do Grupo Experimental 1 e Grupo
Experimental 2 em relacao a porcentagem de disfluencias tipicas da
gagueira, outras disfluencias e total de disfluencias na leitura nas
diferentes condicoes de escuta

                           Disfluencias na leitura em
                          diferentes condicoes de escuta

Tipo   Condicoes                   GE1
       de escuta
                   Media    Md.    Min.    Max.     DP

DTG       RAH      4,13    3,00    1,00    10,50   2,99
          RAA      2,69    2,50    1,50    5,00    1,03
           P                       0,440
OD        RAH      6,50    5,50    2,00    17,00   5,01
          RAA      6,45    5,25    2,00    12,00   3,59
           P                       0,723
TD        RAH      10,63   10,00   3,00    20,00   6,59
          RAA      9,44    8,00    4,50    15,00   3,91
           P                       0,293

                      Disfluencias na leitura em
                     diferentes condicoes de escuta

Tipo   Condicoes                   GE2
       de escuta
                   Media    Md.     Min     Max.     DP        P

DTG       RAH      9,06    9,00    2,50    18,50    5,05    0,035 *
          RAA      7,00    4,25    0,50    115,50   5,83     0,078
           P                       0,233
OD        RAH      6,19    6,50    0,50    13,00    4,40    >0,999
          RAA      7,94    8,75    0,50    16,50    5,35     0,599
           P                       0,310
TD        RAH      15,25   17,75   4,00    27,00    7,95     0,314
          RAA      14,94   13,50   1,00    29,50    10,21    0,292
           P                       0,888

Legenda: GE1= Grupo Experimental 1; GE2= Grupo Experimental 2; RAH=
Retroalimentacao Auditiva Habitual; RAA= Retroalimentacao Auditiva
Atrasada; Md= Mediana; Min.= Minimo; Max.= Maximo; DP= Desvio Padrao;
P= Valor de P

Teste estatistico utilizado: "Postos Sinalizados de Wilcoxon" na
analise intragrupo e o teste de "Mann-Whitney" na analise
intergrupos, nivel de significancia fixado em 0,05 (5%). O asterisco
indica os valores de p com significancia estatistica (p<0,05).

Tabela 3. Analise intra e intergrupos do Grupo Experimental 1 e Grupo
Experimental 2 em relacao as silabas e as palavras por minuto na
leitura oral nas diferentes situacoes de escuta

Taxa de elocucao na leitura

TE    Condicoes                     GE1
      de escuta
                  Media      Md     Min.     Max.     DP

SPM      RAH      146,50   158,50   60,00   206,00   51,16
         RAA      118,63   106,50   53,00   214,00   49,25
          P                         0,123
PPM      RAH      69,63    73,50    27,00   98,00    25,14
         RAA      59,13    53,50    31,00   103,00   23,14
          P                         0,889

TE    Condicoes                     GE2
      de escuta
                  Media      Md     Min.     Max.     DP       P

SPM      RAH      134,25   148,00   41,00   240,00   67,20   0,529
         RAA      136,75   130,50   43,00   279,00   79,16   0,793
          P                         0,889
PPM      RAH      63,25    70,50    24,00   104,00   27,07   0,600
         RAA      67,00    67,50    22,00   128,00   36,59   0,674
          P                         0,889

Legenda: GE1= Grupo Experimental 1; GE2= Grupo Experimental 2; TE=
Taxa de Elocucao; SPM = Silabas Por Minuto; PPM= Palavras Por Minuto;
RAH= Retroalimentacao Auditiva Habitual; RAA= Retroalimentacao
Auditiva Atrasada; Md= Mediana; Min.= Minimo; Max.= Maximo; DP=
Desvio Padrao; P= Valor de P Teste estatistico utilizado: "Postos
Sinalizados de Wilcoxon" na analise intragrupo e o teste de "Mann-
Whitney" na analise intergrupos, nivel de significancia fixado em
0,05 (5%). O asterisco indica os valores de p com significancia
estatistica (p<0,05).
COPYRIGHT 2016 CEFAC - Associacao Institucional em Saude e Educacao
No portion of this article can be reproduced without the express written permission from the copyright holder.
Copyright 2016 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

Article Details
Printer friendly Cite/link Email Feedback
Title Annotation:texto en portugues
Author:Buzzeti, Paula Bianca Meireles de Moura; Fiorin, Michele; Martinelli, Natalia Lira; Cardoso, Ana Cla
Publication:Revista CEFAC: Atualizacao Cientifica em Fonoaudiologia e Educacao
Date:Jan 1, 2016
Words:3948
Previous Article:Family and therapist perception of child evolution in an interdisciplinary approach on early intervention/Percepcao da familia e do terapeuta sobre a...
Next Article:Contributions of phonological awareness and rapid serial naming for initial learning of writing/Contribuicoes da consciencia fonologica e nomeacao...
Topics:

Terms of use | Privacy policy | Copyright © 2020 Farlex, Inc. | Feedback | For webmasters