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Commitment to CSR in the United Nations Global Compact/Compromisso com a RSE no Pacto Global da Organizacao das Nacoes Unidas/Compromiso con la RSE en el Pacto Global de la Organizacion de las Naciones Unidas/Engagement en matiere de RSE dans le Pacte mondial des Nations Unies.

Introducao

A responsabilidade social empresarial (RSE) pode ser entendida como o compromisso continuo das empresas de se comportarem de forma etica e contribuirem para o desenvolvimento economico, ao mesmo tempo em que melhoram a qualidade de vida dos seus trabalhadores e suas familias, da comunidade local e da sociedade em geral (Holme & Watts, 2000).

Sao muitas as iniciativas de organizacoes nacionais e internacionais relacionadas com a RSE (o Pacto Global da Organizacao das Nacoes Unidas, a Global Reporting Initiative, os Principios do Equador etc.). O interesse das grandes empresas em instrumentos como os relatorios de sustentabilidade tem crescido a olhos vistos ao longo das ultimas decadas (KPMG, 2008, 2011, 2013). Tudo isso e evidencia de um crescimento da importancia da RSE. O reconhecimento da responsabilidade social implica a necessidade de identificar a importancia da divulgacao de informacoes sobre as atividades das empresas relacionadas com essa mesma responsabilidade.

Ha muita literatura academica sobre RSE e o seu relato. Efetuaram-se varias revisoes da literatura (Lockett et al., 2006; Mathews, 1997; Owen, 2008; Parker, 2005) e muitos estudos sobre o tema continuam a aparecer. No entanto, estudos empiricos que comparam as praticas de RSE entre diferentes paises utilizando um enquadramento teorico que permita levantar hipoteses de investigacao sobre as diferencas ao nivel dessas praticas sao relativamente recentes (Chen & Bouvain, 2009; Jackson & Apostolakou, 2010; Gjolberg, 2009).

Argandona e von Weltzien (2009, p. 229) argumentam que, apesar de existirem elementos comuns entre os modelos anglo-saxonicos (americano e britanico) e os modelos europeus (continental, escandinavo, mediterranico etc.) de RSE, ha tambem caracteristicas singulares que os diferenciam. Com base num enquadramento de analise baseado na distincao entre economias de mercado liberal (EML) e as economias de mercado coordenado (EMC) (Chen & Bouvain, 2009; Jackson & Apostolakou, 2010), este trabalho propoe-se analisar as diferencas entre paises europeus em termos do envolvimento das empresas na iniciativa de RSE do Pacto Global da Organizacao das Nacoes Unidas (PG-ONU). Em particular, este estudo trata a seguinte questao de investigacao: os paises europeus com modelos mais desenvolvidos de RSE apresentam maiores niveis de envolvimento no PG-ONU? O nivel de envolvimento nessa iniciativa sera analisado em termos de nivel de descumprimento do requisito de divulgacao de informacao e de grau de pioneirismo em termos de adesao.

Do enquadramento de analise adotado derivam as seguintes expetativas: as empresas de paises oriundos da Ex-Europa de Leste apresentam um maior grau de descumprimento da exigencia de divulgacao de informacao e um menor grau de pioneirismo na adesao ao PG-ONU do que as empresas dos paises da Europa Ocidental; as empresas dos paises nordicos apresentam menor grau de descumprimento da exigencia de divulgacao de informacao e maior grau de pioneirismo do que os demais paises da Europa Continental.

A proxima seccao diz respeito a revisao da literatura relevante e desenvolve as hipoteses a testar. A seccao 3 apresenta a metodologia seguida. A seccao 4 apresenta a analise e a discussao dos resultados. Finalmente, apresentam-se as principais conclusoes e limitacoes do trabalho, assim como algumas sugestoes para investigacao futura.

Revisao da literatura e hipoteses

A literatura sobre RSE e extensa. Nos ultimos anos, a ligacao entre os conceitos de RSE e desenvolvimento sustentavel tem sido bastante explorada e a nocao de "sustentabilidade empresarial", a qual e entendida neste trabalho como uma designacao diferente para as mesmas realidades que trata o conceito de RSE, tem adquirido um lugar proeminente em toda a investigacao e agendas politicas nacionais e internacionais.

A relacao intima entre os dois conceitos tratados anteriormente esta bem patente na definicao de RSE de Holme e Watts (2000), de acordo com a qual a RSE e entendida como um compromisso continuo das empresas de se comportarem de forma etica e contribuirem para o desenvolvimento economico, ao mesmo tempo em que melhoram a qualidade de vida da sua forca de trabalho e das suas familias, da comunidade local e da sociedade em geral. Agir de forma socialmente responsavel ou sustentavel nao significa apenas cumprir as normas legais, mas tambem inclui ir alem da conformidade com a lei e investir em capital humano, ambiental e nas proprias relacoes com todas as partes interessadas (Isaksson & Steimle, 2009).

Entre os principais instrumentos que as empresas podem utilizar para se envolverem na RSE e comunicarem as suas atividades socialmente responsaveis contam-se o PG-ONU e as diretrizes para a elaboracao de relatorios de sustentabilidade da Global Reporting Initiative (GRI). O PG-ONU teve origem numa proposta do secretario-geral da ONU, Kofi Annan, em 2000. Inicialmente eram propostos nove principios relacionados com a RSE, nas areas dos direitos humanos, trabalho e ambiente. Em 2004, acrescentou-se mais um novo principio, o decimo, relacionado com a corrupcao.

Atualmente, o PG-ONU estabelece dez principios fundamentais sobre as areas dos direitos humanos, praticas laborais, protecao ambiental e anticorrupcao e visa impulsionar o compromisso publico e voluntario das empresas em cumpri-los (UNGC, 2008). Esses dez principios fundamentam-se em declaracoes aceites, nomeadamente a Declaracao Universal dos Direitos Humanos, a Declaracao da Organizacao Internacional do Trabalho e a Declaracao do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento. O PG-ONU tem carater voluntario e orientado para o dialogo e a aprendizagem. Alem disso, procura materializar os seus principios nas organizacoes de todo o mundo.

Os dez principios dizem respeito a quatro areas distintas: os direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate a corrupcao. Os direitos humanos sao abordados nos dois primeiros principios, de acordo com os quais as empresas devem apoiar e respeitar a protecao dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente e certificar-se de que nao sao cumplices em abusos destes.

Os quatro principios seguintes dizem respeito ao trabalho e estipulam que as empresas devem defender: a liberdade de associacao e o reconhecimento efetivo do direito a negociacao coletiva; a eliminacao de todas as formas de trabalho forcado ou compulsorio; a erradicacao efetiva do trabalho infantil; e a eliminacao da discriminacao no emprego e ocupacao.

Depois, ha tres principios relacionados com o meio ambiente, segundo os quais as empresas devem apoiar uma abordagem preventiva sobre os desafios ambientais, desenvolver iniciativas a fim de promover maior responsabilidade ambiental e incentivar o desenvolvimento e a difusao de tecnologias ambientalmente sustentaveis.

Finalmente, o decimo principio do PG-ONU diz respeito ao combate a corrupcao e estipula que as empresas devem combater a corrupcao em todas as suas formas, inclusive extorsao e suborno.

As empresas aderentes ao PG-ONU, exige-se que preparem e divulguem anualmente um relatorio intitulado Communication on Progress (CoP), no qual fornecem informacao sobre as suas atividades para a defesa dos principios do PG-ONU, bem assim como dos resultados destas (UNGC, 2007). A CoP pode ser incluida no relatorio e contas ou no relatorio de sustentabilidade, abrindo-se assim a porta para uma utilizacao conjunta do PG-ONU e das diretrizes da GRI como instrumentos para as empresas implementarem as suas politicas de RSE. Se as empresas falham esse requisito um ano, sao designadas "non-communicating". Se o fazem dois anos, sao excluidas (delisted) do PG-ONU. Entre 2005, altura em que a politica relacionada com a CoP referida no paragrafo anterior foi introduzida, e abril de 2012, 3.200 empresas foram excluidas (Rasche et al., 2012).

Essa politica do PG-ONU faz parte das Medidas de Integridade dessa organizacao e tem como proposito assegurar e aprofundar o compromisso dos participantes, salvaguardar a integridade da iniciativa e criar um repositorio de praticas empresariais que sirva como base para melhoria continua do desempenho (UNGC, 2007). Para as empresas, o CoP e um instrumento de exercicio de lideranca, facilitacao da aprendizagem, estimulacao do dialogo e promocao da acao (Rasche et al., 2012).

Rasche et al. (2012) salientam dois aspetos importantes do PG-ONU: nao contempla um conjunto de regulamentos com base nos quais seja possivel medir e verificar o cumprimento dos seus principios; nao propoe uma estrutura de relato propriamente dita, nao define indicadores sociais e ambientais para relato nem preve verificacao externa dos relatorios submetidos pelos participantes. O PG-ONU tem sido criticado principalmente por nao contemplar a verificacao independente de infracoes e penalizacoes para elas, e e utilizado o mais das vezes como instrumento de marketing (Deva, 2006; Nason, 2008; Williams, 2004).

A GRI foi lancada em 1997 pelo United Nations Environment Programe, em colaboracao com a Coalition for Environmentally Responsible Economies, para desenvolverem as diretrizes internacionais que as empresas utilizariam para elaborar os relatorios de sustentabilidade. A GRI propoe indicadores de desempenho economicos, ambientais e sociais. Em 1999 a GRI lancou como proposta as primeiras diretrizes, no entanto a primeira versao das diretrizes foi publicada em 2000. Em 2002, foi lancada uma segunda versao e a terceira versao foi lancada em 2006 e atualizada em 2011. A mais recente versao foi lancada em 2013 (GRI, 2013). Entende-se que este e o melhor conjunto de diretrizes para elaborar os relatorios de sustentabilidade no ambito mundial (Brown et al., 2009; Isaksson & Steimle, 2009).

As diretrizes da GRI sao um complemento importante para que o PG-ONU se torne uma forca significativa ao ser um mecanismo adequado para verificar e monitorizar os esforcos que as empresas tem realizado para estimular a transparencia e a responsabilizacao (Williams, 2004).

Neste estudo, utiliza-se a distincao entre EML e EMC como enquadramento para analise das praticas de RSE. Tradicionalmente, a distincao e entre EML nos paises anglo-saxonicos (Australia, Canada, Irlanda, Nova Zelandia, Reino Unido e Estados Unidos da America) e EMC na Europa Continental (Alemanha, Suica, Austria e Holanda, entre outros) e Japao. De acordo com Jackson e Apostolakou (2010), as EML sao caracterizadas por financiamento por meio de capital social, propriedade dispersa, mercados ativos para o controle corporativo, a cooperacao fraca entre empresas e mercados de trabalho flexiveis. Por seu lado, as EMC sao caracterizadas por um financiamento de longo prazo por meio de capital alheio, elevada concentracao acionista, mercados fracos para o controle corporativo, forte cooperacao entre empresas e mercados de trabalho rigidos. Os estudos que usam esse tipo de enquadramento sao poucos e recentes. Chen e Bouvain (2009), Gjolberg (2009), Jackson e Apostolakou (2010), Matten e Moon (2008) e Midttun et al. (2006) encontram-se entre os mais relevantes para este trabalho.

Midttun et al. (2006) analisaram o compromisso com a RSE como um sinal de reencastramento da economia num contexto social mais vasto, subsequente a um periodo de exposicao ao mercado neoliberal, desregulamentacao e separacao das preocupacoes economicas e sociais. Esses autores procuraram explorar as relacoes entre esse recente encastramento social da economia e as tradicoes mais antigas de encastramento (como o estado previdencia). O estudo empirico por eles efetuado passou por analisar como 17 paises da Europa Ocidental e os Estados Unidos se posicionavam em termos de "velho" encastramento comparando tal posicionamento com o posicionamento no ranking de RSE (novo encastramento). Foram testadas duas hipoteses: a primeira, de simetria de encastramento, assumia que haveria uma correlacao positiva entre o velho e o novo encastramento; a segunda hipotese, pelo contrario, assumia o contrario. Os resultados globais oferecem algum suporte a ideia de relacao simetrica entre o velho encastramento e o novo encastramento. Nao obstante, uma analise mais fina revela muita diversidade nos resultados.

Matten e Moon (2008) compararam a RSE na Europa com a RSE nos Estados Unidos e propoem uma distincao entre a RSE "implicita" e a "explicita". Esses autores sugeriram que as empresas oriundas de economias liberais, como a dos Estados Unidos, tendem a adotar uma forma mais explicita de RSE, enquanto as empresas de economias coordenadas, como as europeias, tem uma RSE incorporada num quadro de regulamentacao mais institucional e legal.

Chen e Bouvain (2009) compararam os relatorios de RSE nas paginas web de empresas dos Estados Unidos da America, do Reino Unido, da Australia e da Alemanha. Esses autores consideraram que, enquanto os Estados Unidos, o Reino Unido e a Australia faziam parte do grupo das EML, ja a Alemanha seria um exemplo importante de uma EMC. Procuraram perceber se a adesao ao PG-ONU seria um fator explicativo importante do relato de RSE e se estaria a sobrepor a fatores relacionados com o setor industrial e com o pais de origem das empresas. A sua expetativa era que se verificasse uma importante semelhanca entre o relato de RSE de empresas dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Australia, quando comparado com o relato de RSE das empresas alemas. As conclusoes do estudo de Chen e Bouvain sugerem que a adesao ao PG-ONU tem tido efeito apenas em certas areas da comunicacao da RSE (a que dizem respeito ao meio ambiente e aos trabalhadores) e que a forma de promocao da RSE e os temas enfatizados no relato de RSE das empresas variam significativamente conforme o pais de que sao oriundas.

A distincao entre EMC e EML foi ainda mais desenvolvida por Jackson e Apostolakou (2010). Esses autores consideraram diversas subcategorias de EMC, cada uma delas agrupavam os paises latinos, os paises nordicos e os paises da Europa Central. Eles propuseram uma tipologia com quatro grupos diferentes de paises: paises anglo-saxonicos (Reino Unido, Irlanda), paises nordicos (Suecia, Noruega, Finlandia, Dinamarca), paises da Europa Central (Suica, Holanda, Alemanha, Belgica, Austria) e paises latinos (Espanha, Portugal, Franca, Italia, Grecia). Jackson e Apostolakou descobriram no seu estudo que as empresas dos paises anglo-saxonicos obtinham uma maior pontuacao na maioria das dimensoes da responsabilidade social quando comparadas com as empresas dos paises da Europa Central. Descobriram ainda que os tres grupos de EMC poderiam ser ordenados relativamente a pontuacao obtida nas tres dimensoes de RSE da seguinte forma: em primeiro lugar, com maior pontuacao, os paises anglo-saxonicos; em segundo lugar, os paises da Europa Central; em ultimo lugar, os paises latinos e os paises nordicos. Esses resultados nao estavam de acordo com as expetativas e hipotese desses autores, de acordo com as quais seria verosimil a RSE espelhar os padroes de envolvimento institucionalizado dos stakeholders nas EMC e seria expectavel que as empresas com sede nos paises de EMC adotassem praticas de RSE mais extensas do que as empresas com sede em paises de EML.

Jackson e Apostolakou (2010) consideram que esses resultados dao suporte a tese de Matten e Moon (2008) de que as praticas voluntarias de RSE nas EML seriam um substituto para formas institucionalizadas de participacao dos stakeholders caracteristicas das EMC.

Outro estudo importante sobre esse topico que obteve resultados diferentes dos de Jackson e Apostolakou, e o de Gjolberg (2009), que compara a RSE em 20 paises da Organizacao de Cooperacao para o Desenvolvimento Economico (OCDE) por meio do desenvolvimento de dois indices, um que mede as praticas de RSE e o outro que mede o desempenho em termos de RSE. Os dois indices revelam importantes diferencas entre os 20 paises. Os dois indices apresentam resultados muito semelhantes, nos quais aparece em primeiro lugar a Suica, seguida dos paises nordicos (Dinamarca, Finlandia, Noruega e Suecia), aos quais se seguem Holanda, Australia, Reino Unido e Canada. Portugal, Italia, Irlanda e Grecia apresentam-se no fim da tabela, em conjunto com os Estados Unidos.

Enquanto o estudo de Jackson e Apostolakou (2010) utilizou uma amostra de 274 empresas das 1.000 maiores do mundo, Gjolberg (2009) nao usou uma metodologia baseada em amostra de empresas. Podera, por isso, dar uma imagem mais adequada das praticas e desempenho de RSE nacionais, uma vez que a maior parte do tecido empresarial da generalidade dos paises nao e constituida por empresas de grande dimensao e multinacionais.

Ha tambem poucos estudos que comparem a RSE nos paises da Europa Ocidental com os da Europa Central e de Leste. Entre os estudos que o fazem, destacam-se os de Reynaud et al. (2007) e de Steurer e Konrad (2009). Estes ultimos estudaram as diferencas entre a RSE das principais empresas dos paises da Europa Ocidental e de alguns dos mais recentes paises membros da Uniao Europeia oriundos da Europa Central e de Leste que sao lideres no relato de RSE. Uma das importantes descobertas do estudo se refere a que os relatorios de responsabilidade social na Uniao Europeia nao sao tao avancados e generalizados como na Europa Ocidental, mesmo entre as maiores empresas com uma forte orientacao internacional.

Reynaud et al. (2007) analisaram se as decisoes estrategicas sao mais orientadas para aspetos sociais na Europa Ocidental e se sao mais orientadas para o mercado nos paises do Ex-Bloco de Leste Europeu. Os resultados sugerem que os gestores das empresas da Europa Ocidental tem uma forte orientacao social. Reynaud et al. (2007) sugerem ainda que os gestores das empresas da Europa Ocidental podem estar mais predispostos e tambem serem mais capazes de desenvolver e implementar programas de RSE.

Com base nos estudos apresentados acima, as expetativas a testar no restante deste trabalho sao as relacionadas a seguir.

1. Entre as empresas aderentes ao PG-ONU, o grau de descumprimento da exigencia de divulgacao do CoP e maior no caso dos paises do Ex-Bloco de Leste da Europa do que no caso dos paises da Europa Ocidental (hipotese 1).

2. Entre as empresas aderentes ao PG-ONU dos paises da Europa Ocidental, o grau de descumprimento da exigencia de divulgacao do CoP e menor no caso dos paises nordicos do que nos casos dos outros paises (hipotese 2).

3. Entre as empresas aderentes ao PG-ONU, as empresas dos paises da Europa Ocidental revelam maior pioneirismo em termos de adesao do que as dos paises do Ex-Bloco de Leste (hipotese 3).

4. Entre as empresas aderentes ao PG-ONU dos paises da Europa Ocidental, as empresas dos paises nordicos revelam maior pioneirismo em termos de adesao do que as dos outros paises (hipotese 4).

Metodologia

Para se efetuar este estudo, recorreu-se a base de dados das organizacoes aderentes ao PG-ONU, disponivel na pagina web dessa organizacao. Consideraram-se todas as empresas oriundas de paises europeus. Como se pode verificar na Tabela 1, a amostra e composta por 46 paises e 3.481 empresas. A Europa de Leste apresenta 24 paises e 480 empresas, enquanto a Europa Anglo-saxonica apenas 2 paises (Reino Unido e Irlanda) e 196 empresas. A Europa do Norte e a Europa Mediterranica contam 5 paises cada uma, mas enquanto a primeira apresenta 458 empresas, a segunda apresenta 1.183.

Considerando as hipoteses enunciadas na seccao anterior, as variaveis explicadas sao a variavel "descumprimento" e a variavel "pioneirismo". A primeira das variaveis referidas reflete a percentagem de empresas de um determinado pais consideradas "non communicating", por nao apresentarem uma Communication on Progress no prazo estipulado. A segunda variavel manifesta a percentagem de empresas de um determinado pais consideradas pioneiras em termos de adesao ao PG-ONU (adesao nos dois primeiros anos, 2001 e 2002).

Na base de dados referida, recolheu-se informacao sobre a data de adesao e o fato de serem consideradas "non communicating". Foi recolhida informacao atualizada ate o dia 30 de junho de 2012. Essa informacao foi trabalhada e analisada e e a ela que dizem respeito os resultados apresentados neste estudo e a respetiva discussao.

Devido a natureza exploratoria deste trabalho, sao utilizados metodos estatisticos bivariados para testar as relacoes entre regiao (paises da Europa Ocidental vs. paises do Ex-Bloco de Leste e paises da Europa do Norte vs. demais paises da Europa Ocidental), percentagem de empresas cumpridoras e percentagem de pioneiras em termos de adesao. Mais especificamente, utilizou-se o teste de Mann-Whitney. Trata-se de um teste nao parametrico, particularmente adequado ao tratamento de amostras de pequena dimensao, o qual e o caso da amostra usada neste trabalho (46 paises). Os resultados dos testes estatisticos efetuados sao apresentados na seccao seguinte, os quais foram obtidos com o uso do software IBM SPSS Statistics, versao 21.

Resultados

Analise descritiva

Como se pode verificar na Tabela 2, conforme esperado, a percentagem de empresas nao cumpridoras e consideradas non-communicating e bastante mais elevada nos paises do Ex-Bloco de Leste do que nos paises da Europa Ocidental (38% contra 15%). Por outro lado, verifica-se tambem que, de acordo com as expetativas expostas no capitulo anterior, sao os paises nordicos os que apresentam uma menor percentagem de empresas nao cumpridoras (6%).

De acordo com os dados constantes da Tabela 3, a percentagem de empresas que aderiram ao PG-ONU nos dois primeiros anos (2001 e 2002) dos paises do Ex-Bloco de Leste (0,21%) e bastante mais baixa do que a dos paises da Europa Ocidental (1,67%). Nao obstante, e de referir a baixa percentagem de empresas pioneiras entre as empresas dos paises mediterranicos (25%), pouco maior do que a dos paises do Ex-Bloco de Leste. Verifica-se, por outro lado, que a regiao que apresenta maior percentagem de empresas pioneiras foi a Europa Anglo-saxonica (5,61%), seguida da Europa do Norte (2,62%). Este ultimo resultado nao esta consonante com as expetativas apresentadas na seccao 2.

Testes de hipoteses

Relativamente a primeira hipotese, conforme se pode ver na Tabela 4, a diferenca entre os paises da Europa Ocidental e os do Ex-Bloco de Leste em termos de descumprimento e estatisticamente significativa; alem disso, verifica-se que os paises da segunda regiao referida se revelam bastante mais descumpridores. Valida-se assim a primeira hipotese.

No que toca a segunda hipotese, os dados constantes da Tabela 5 permitem confirmar que a diferenca entre os paises da Europa do Norte e os demais paises da Europa Ocidental em termos de descumprimento e estatisticamente significativa (para um grau de significancia de 10%); verifica-se tambem que os paises da primeira regiao referida se revelam bastante menos descumpridores. A hipotese 2 e tambem validada.

A Tabela 6 permite constatar que a diferenca entre os paises da Europa Ocidental e os paises do Ex-Bloco de Leste em termos de percentagem de empresas aderentes nos dois primeiros anos de vida do PG-ONU e estatisticamente significativa; alem disso, verifica-se que a percentagem de pioneiras nos paises da primeira regiao e bastante superior a da segunda. Valida-se tambem a hipotese 3.

A Tabela 7 evidencia que a diferenca entre os paises da Europa do Norte e os demais paises da Europa Ocidental em termos de percentagem de empresas aderentes nos dois primeiros anos de vida do PG-ONU e verifica-se que a percentagem de pioneiras nos paises da primeira regiao e bastante superior a da segunda. Valida-se tambem a hipotese 4.

Os resultados obtidos permitem, em geral, confirmar os resultados obtidos em estudos anteriores. Conforme se pode verificar, em consonancia com os resultados de Reynaud et al. (2007) e de Steurer e Konrad (2009), as empresas dos paises da Europa Ocidental revelam um maior compromisso com a RSE dos que as dos paises do Ex-Bloco de Leste. Por outro lado, em consonancia com as expetativas de Jackson e Apostolakou (2010) e os resultados de Gjolberg (2009), parece ser nos paises onde a economia coordenada e mais forte (paises nordicos) que se verifica um maior comprometimento com a RSE.

Conclusao

A importancia da RSE, definida pela "um conceito segundo o qual as empresas decidem, numa base voluntaria, contribuir para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo" (European Commission, 2001, p. 5), tem visto a sua importancia aumentar nas ultimas decadas.

Cada vez mais as empresas integram preocupacoes de natureza social e ambiental nas suas operacoes e na sua interacao com os seu diversos stakeholders, nao so como forma de assegurar um estatuto de legitimidade, mas tambem como forma de aumentar a sua reputacao, motivar os seus trabalhadores etc. Ou seja, a RSE e tambem vista como um investimento com os seus custos e beneficios.

Diversos instrumentos tem sido utilizados pelas empresas no estabelecimento de politicas de RSE. Um dos mais importantes e difundidos e, sem duvida, o PG-ONU, criado em 2001.

Neste trabalho, procurou-se analisar se as empresas de paises europeus com modelos mais desenvolvidos de RSE apresentam niveis de compromisso com o PG-ONU mais elevados. Tal compromisso foi medido por meio do grau de descumprimento da exigencia de divulgacao de um relatorio designado Communication on Progress por parte do PG-ONU e tambem pela percentagem de empresas pioneiras na adesao ao PG-ONU. Usou-se uma amostra de paises europeus com empresas aderentes a essa iniciativa da ONU.

Foram desenvolvidas hipoteses a testar que sugeriam que o grau de descumprimento da exigencia de divulgacao do CoP seria maior e o grau de pioneirismo menor no caso dos paises do Ex-Bloco de Leste da Europa relativamente ao caso dos paises da Europa Ocidental (hipoteses 1 e 3) e que, relativamente aos paises da Europa Ocidental, as empresas dos paises nordicos apresentariam menor grau de descumprimento da exigencia de divulgacao do CoP e maior pioneirismo em termos de adesao do que as empresas dos outros paises (hipoteses 2 e 4). Todas as hipoteses sairam validadas da analise dos dados.

Os resultados sugerem que o compromisso para com a RSE e bastante maior por parte das empresas dos paises da Europa Ocidental quando comparados com os paises do Ex-Bloco de Leste, como outros estudos anteriores sugeriam (Reynaud et al., 2007; Steurer & Konradl, 2009).

Verificou-se tambem que sao as empresas dos paises da Europa Ocidental em que a economia coordenada e mais forte (os paises nordicos) que esse compromisso e maior. Este resultado vai de encontro ao que tem vindo a ser sugerido por um conjunto de estudos sobre o tema (Chen & Bouvain, 2009; Jackson & Apostolakou, 2010; Gjolberg, 2009; Midttun et al, 2006).

O fornecimento de novos dados sobre as praticas de RSE das empresas com base nas EMC e EML e a comparacao dessas praticas sao as duas principais contribuicoes deste estudo. Os resultados obtidos permitem validar as expetativas derivadas da literatura baseada na distincao entre EML e EMC, de acordo com as quais a RSE nas EMC espelharia os padroes de envolvimento institucionalizado dos stakeholders, e as empresas com sede nos paises de EMC adotariam praticas de RSE mais extensas do que as empresas com sede em paises de EML. No entanto, este estudo tambem apresenta limitacoes, entre as quais se destacam o fato de o compromisso com a RSE ter sido apenas medido por meio do envolvimento no PG-ONU e terem sido utilizados metodos estatisticos muito simples.

Como sugestoes para investigacao futura afiguram-se como particularmente relevantes a de utilizar mais dados disponiveis na base de dados do PG-ONU, que incluam paises de outras areas geograficas, e recorrer a metodos estatisticos multivariados e a de usar, em conjunto com a adesao ao PG-ONU, a adesao a outros instrumento de RSE (tal como a GRI).

Manuel Emilio Mota de Almeida

Delgado Castelo Branco

Doutoramento em Ciencias Empresariais

Universidade do Porto

Porto, Portugal

Centro de Investigacao em Contabilidade e Fiscalidade

Correio electronico: mcbranco@fep.up.pt

Isabel Cristina da Silva Baptista

Mestrado em Economia e Gestao do Ambiente

Universidade do Porto

Porto, Portugal

Correio electronico: isacrisbaptista@hotmail.com

CORRESPONDENCIA: Manuel Castelo Branco. Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Rua Dr. Roberto Frias, 4200-464. Porto, Portugal.

ENLACE DOI: http://dx.doi.org/10.15446/innovar.v25n58.52427

CLASIFICACION JEL: M14, M16, M10.

RECIBIDO: Febrero 2013, APROBADO: Mayo 2014.

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Anexo

Amostra

Pais                          Regiao           Empresas

Irlanda                Europa Anglo Saxonica      6
Reino Unido            Europa Anglo Saxonica     190
Andorra                   Europa Central          2
Austria                   Europa Central          30
Belgica                   Europa Central          36
Franca                    Europa Central         718
Alemanha                  Europa Central         227
Liechtenstein             Europa Central          1
Luxemburgo                Europa Central          15
Monaco                    Europa Central          3
Holanda                   Europa Central          74
Suica                     Europa Central          58
Albania                   Europa de Leste         2
Armenia                   Europa de Leste         11
Azerbaijao                Europa de Leste         7
Bielorrussia              Europa de Leste         43
Bosnia-Herzegovina        Europa de Leste         5
Bulgaria                  Europa de Leste         36
Croacia                   Europa de Leste         39
Republica Checa           Europa de Leste         10
Estonia                   Europa de Leste         3
Georgia                   Europa de Leste         11
Hungria                   Europa de Leste         4
Kosovo                    Europa de Leste         4
Latvia                    Europa de Leste         9
Lituania                  Europa de Leste         57
Macedonia                 Europa de Leste         12
Republica da Moldova      Europa de Leste         14
Montenegro                Europa de Leste         4
Polonia                   Europa de Leste         48
Romenia                   Europa de Leste         8
Servia                    Europa de Leste         27
Eslovaquia                Europa de Leste         7
Eslovenia                 Europa de Leste         16
Ucrania                   Europa de Leste         80
Federacao Russa           Europa de Leste         23
Dinamarca                 Europa do Norte        225
Finlandia                 Europa do Norte         39
Islandia                  Europa do Norte         7
Noruega                   Europa do Norte         55
Suecia                    Europa do Norte        132
Chipre                 Europa Mediterranica       9
Grecia                 Europa Mediterranica       46
Italia                 Europa Mediterranica      103
Portugal               Europa Mediterranica       39
Espanha                Europa Mediterranica      986
Total                                           3.481

Fonte: Elaboracao propria.


(1) Este artigo resulta da Dissertacao de Mestrado submetida pela autora Isabel Baptista a Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Portugal, para obtencao do grau de Mestre em Economia e Gestao do Ambiente, com o titulo Compromisso com a Responsabilidade Social Empresarial na Europa: um estudo das empresas aderentes ao Pacto Global da Organizacao das Nacoes Unidas.

TABELA 1. Caracterizacao da amostra

Regiao                  N. Paises   N. Empresas

Europa Central             10          1.164
Europa de Leste            24           480
Europa do Norte             5           458
Europa Mediterranica        5          1.183
Europa Anglo-saxonica       2           196
Total                      46          3.481

Fonte: Elaboracao propria.

TABELA 2. Empresas consideradas non-communicating por regiao

Regiao                   N. de non-       % de non-
                        communicating   communicating

Europa Anglo-saxonica        33              17%
Europa Central               187             16%
Europa de Leste              180             38%
Europa do Norte              28              6%
Europa Mediterranica         207             17%
Total                        635             18%

Fonte: Elaboracao propria.

TABELA 3. Empresas pioneiras por regiao

Regiao                  N. pioneiras   % de pioneiras

Europa Anglo-saxonica        11            5,61%
Europa Central               24            2,06%
Europa de Leste              1             0,21%
Europa do Norte              12            2,62%
Europa Mediterranica         3             0,25%
Total                        51            1,47%

Fonte: Elaboracao propria.

TABELA 4. Descumprimento nos paises da Europa Ocidental
vs. paises do Ex-Bloco de Leste

Postos

                      Regiao         N.   Posto   Soma dos
                                          medio    postos

Descumprimento   Europa Ocidental    22   16,02    352,50
                 Ex-Bloco de Leste   24   30,35    728,50
                 Total               46

Estatisticas do teste

                  Descumprimento

Mann-Whitney U   99,500
Asymp. Sig.      0,000
  (2-tailed)

Fonte: Elaboracao propria.

TABELA 5. Descumprimento nos paises da Europa do Norte vs.
outros paises da Europa Ocidental

Postos

                     Regiao        N.   Posto   Soma dos
                                        medio    postos

Descumprimento   Outros            17   12,82   218,00
                 Europa do Norte   5    7,00    35,00
                 Total             22

Estatisticas do teste

                 Descumprimento

Mann-Whitney U   20,000
Asymp. Sig.      0,076
  (2-tailed)

Fonte: Elaboracao propria.

TABELA 6. Pioneirismo nos paises da Europa Ocidental vs.
paises do Ex-Bloco de Leste

Postos

                      Regiao         N.   Posto   Soma dos
                                          medio    postos

Pioneiras        Europa Ocidental    22   29,64   652,00
                 Ex-Bloco de Leste   24   17,88   429,00
                 Total               46

Estatisticas do teste

                     Pioneiras

Mann-Whitney U   129,000
Asymp. Sig.      0,000
  (2-tailed)

Fonte: Elaboracao propria.

TABELA 7. Pioneirismo nos paises da Europa do Norte
vs. outros paises da Europa Ocidental

Postos

                     Regiao        N.   Posto   Soma dos
                                        medio    postos

Pioneiras        Outros            17   10,56   179,50
                 Norte da Europa   5    14,70   73,50
                 Total             22

Estatisticas do teste

                    Pioneiras

Mann-Whitney U   26,500
Asymp. Sig.      0,188
  (2-tailed)

Fonte: Elaboracao propria.
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Title Annotation:RSE; Responsabilidad social empresarial; texto en portugues
Author:de Almeida, Manuel Emilio Mota; Branco, Delgado Castelo; Baptista, Isabel Cristina da Silva
Publication:Revista Innovar
Article Type:Ensayo
Date:Oct 1, 2015
Words:5772
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