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Commercial grain size in common bean cultivars/Tamanho de grao comercial em cultivares de feijoeiro.

INTRODUCAO

O feijao, em conjunto com o arroz, e um prato quase obrigatorio na dieta dos brasileiros, pois e considerado a principal fonte de proteinas de consumo diario e destaca-se por ser um produto de alta expressao socio-economica (CARNEIRO & PARRE, 2005). Com relacao a aceitacao e preferencia pelos consumidores, deve-se levar em consideracao aspectos relacionados a cor, ao tamanho e ao brilho dos graos. De acordo com COLLICCHIO et al. (1997), ocorreram importantes mudancas no sistema de producao do feijoeiro, uma vez que deixou de ser um cultivo exclusivamente de subsistencia para sistemas altamente tecnificados. Diante disso, os programas de melhoramento passaram a buscar nas cultivares nao somente alta produtividade e resistencia a pragas e doencas como caracteristicas agronomicas, mas tambem caracteristicas de qualidade tecnologica, como porte ereto, coloracao clara de graos e graos graudos com peneiras acima de 12, constituindo-se em caracteristicas que promovem uma melhor aceitacao de mercado (MELO et al., 2007).

Dessa forma, esses programas passaram a desenvolver cultivares que nao atendessem somente os produtores, mas tambem as empresas empacotadoras e o consumidor final (CHIORATO et al., 2009). Ate meados de 1998, o tamanho de grao considerado como padrao era o da cultivar 'Carioca' ou 'Carioquinha', que apresentava tamanho medio de graos entre as peneiras 11 e 12. Apos 1998, esse padrao foi modificado com o surgimento da cultivar 'Perola', passando para o tamanho medio entre as peneiras 12 e 13 e tornando-se preferido pelas empresas empacotadoras e pelo consumidor final, que definem as exigencias de mercado. As empresas empacotadoras passaram a aliar as "marcas do produto" ao tipo de grao, juntamente com a coloracao clara de grao, e o consumidor associou graos maiores a um melhor rendimento de panela, costituindo-se em uma maior expansao dos graos apos o cozimento. E importante salientar que nao e somente o tamanho do grao que determina o sucesso de uma cultivar, mas tambem as demais caracteristicas, como a cor, o tempo de cozimento, a porcentagem de graos inteiros apos o cozimento, o brilho dos graos, a produtividade e a resistencia da cultivar a fatores bioticos e abioticos.

Diante do exposto, o presente trabalho teve por objetivos avaliar e indicar parametros relacionados a qualidade de graos em 19 genotipos de feijoeiro, provenientes dos principais programas de melhoramento do Brasil visando a obter resultados que melhor atendam o consumidor final e que possam ser utilizados pelos programas de melhoramento de feijoeiro.

MATERIAL E METODOS

Os dados foram coletados em nove experimentos de Valor de Cultivo e Uso (VCU) cultivados em diferentes municipios, no Estado de Sao Paulo, sendo compostos por 19 genotipos, semeados nas epocas "de inverno" de 2006 (Colina, Ribeirao Preto e Fernandopolis), "das aguas' de 2006 (Avare, Mococa, Capao Bonito) e "da seca" de 2007 (Tatui, Avare e Monte Alegre do Sul). Dos 19 genotipos estudados, e importante citar que a IAC Alvorada e Perola sao cultivares ja utilizada pelos agricultores em razao de suas caracteristicas de interesse. Dessa forma, essas cultivares foram utilizadas como testemunhas de comparacao com os demais genotipos. Os experimentos foram instalados conforme as normas do MAPA/RNC --Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento/ Registro Nacional de Cultivares para ensaios de VCU, constituindo-se em experimentos em blocos casualizados, com tres repeticoes e parcelas de quatro linhas de quatro metros espacadas em 0,50m entre linhas (area util da parcela sendo as duas linhas centrais).

Apos a colheita e trilhagem dos experimentos, foi mensurada a produtividade de cada parcela para obter o rendimento medio de cada genotipo e posteriormente foi realizado o agrupamento das parcelas, sendo em seguida a producao de graos devidamente limpa para retirada de impurezas. Graos que passaram pela peneira 10 (10/64" pol.) foram descartados devido ao baixo valor comercial. Em seguida, foi realizada a medicao do peso de cada peneira, ou seja, 10 (10/64" pol.) a 15 (15/64" pol.), em que tambem foram coletadas ao acaso cinco repeticoes de cinco graos dentro de cada peneira para as avaliacoes quanto a forma e ao perfil dos graos.

Com relacao a producao parcial dos genotipos, nos diferentes ambientes, os graos foram classificados em peneiras com furos oblongos de numero 10 (10/64" pol.), 11 (11/64" pol.), 12 (12/64" pol.), 13 (13/64" pol.), 14 (14/64" pol.) e 15 (15/64" pol.), para a determinacao da producao de graos em cada peneira. Com o objetivo de obter uma classificacao de cada genotipo para posterior ordenamento, o peso dos graos retidos em cada peneira foi submetido a uma escala de pesos/notas, em que, para a peneira 10, foi estipulado peso 1; para a peneira 11, peso 4; para a peneira 12, peso 6; para a peneira 13, peso 10; para a peneira 14, peso 10; e para a peneira 15, peso 6. Essas medidas de peso/nota foram estabelecidas em funcao da exigencia da industria empacotadora e do mercado consumidor. Para isso, foram visitadas as principais empacotadoras do Estado de Sao Paulo para verificar qual o melhor tipo de grao em funcao do tamanho (rendimento de peneira e aspecto visual), da coloracao (qualidade visual de prateleira e resistencia ao escurecimento) e do tempo de coccao (qualidades culinarias). Por meio dos resultados coletados, foi elaborada a seguinte formula:

PRGP = (P10xPeso1) + (P11xPeso4) + (P12xPeso6) + (P13xPeso10) + (P14xPeso10) + (P15xPeso6)/ P10 + P11 + P12 + P13 + P14 + P15

em que PRGP: Producao Relativa de Graos em Peneiras; P10: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 10; P11: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 11; P12: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 12; P13: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 13; P14: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 14; e P15: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 15.

Outra medida de relevante importancia foi o rendimento de peneira (RP%), conforme a formula descrita abaixo.

RP% = P12 + P13 + P14 + P15/P10 + P11 + P12 + P13 + P14 + P15 + Descarte

em que RP%: rendimento de peneira; P10: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 10; P11: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 11; P12: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 12; P13: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 13; P14: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 14; e P15: peso (g) retido na peneira de furo oblongo de numero 15.

Paralelamente a essa operacao foram separadas de forma aleatoria cinco repeticoes de cinco graos de cada peneira para as medicoes quanto ao tamanho, a espessura e ao comprimento dos graos por meio de um paquimetro digital para a quantificacao dos indices J (razao entre o comprimento e a largura em mm), que corresponde a forma de graos, e o indice H (razao entre espessura e largura em mm), que corresponde ao perfil, segundo PUERTA ROMERO (1961).

Os caracteres, como produtividade, indice J e indice H, foram avaliados quanto a analise de estabilidade, sendo utilizada a metodologia proposta por LIN & BINNS (1988) e modificada por CARNEIRO (1998). Para a realizacao da analise de estabilidade dos indices J e H, foram utilizados os dados referentes as duas peneiras de furos oblongos que apresentaram as maiores porcentagens de graos, pois teoricamente representara o tipo de grao caracteristico do genotipo. Isso vale para cada genotipo, incluindo os nove ambientes avaliados.

Para que a recomendacao atenda ao conceito de grupos de ambientes favoraveis e desfavoraveis, CARNEIRO (1998) fez a decomposicao do estimador Pi proposto por LIN & BINNS (1988) em estimadores [P.sub.if] (referente a ambientes favoraveis) e [P.sub.id] (referente a ambientes desfavoraveis), que refletem, de certa forma, em ambientes onde ha emprego de alta e baixa tecnologia, respectivamente. A classificacao de ambiente em favoravel ou desfavoravel e feita com base nos indices ambientais, definidos como a diferenca entre a media dos genotipos avaliados em cada local e a media geral. Os experimentos (locais) que apresentam maior media em relacao a media geral constituem os ambientes favoraveis (Pif), e aqueles com media menor que a media geral sao classificados como ambientes desfavoraveis (Pid).

RESULTADOS E DISCUSSAO

De posse dos resultados, foram observadas diferencas entre os genotipos em relacao a Producao Relativa de Graos em Peneiras (PRGP), na qual foram atribuidos diferentes pesos/notas de acordo com as exigencias dos consumidores (Tabela 1). No presente trabalho, as peneiras de numero 13 e 14 foram consideradas as mais importantes devido a atual demanda do mercado consumidor indicada pela industria empacotadora. Pelo teste de Tukey, observa-se uma diferenca estatistica para a variavel em questao, indicando que os genotipos comportaram-se de maneira distinta quando cultivados nas diferentes epocas de cultivo.

Para a cultivar 'IAC-Alvorada', observou-se superioridade na media de cada epoca, bem como na media das tres epocas de semeadura, em relacao ao tipo de grao (Tabela 1). Essa caracteristica atende as exigencias do consumidor final, pois essa cultivar apresenta graos maiores quando comparados as demais cultivares disponiveis no mercado consumidor (CARBONELL et al., 2008). Nesses ambientes, a cultivar 'IAC-Alvorada' obteve maior porcentagem de graos em peneiras de numero 13 e 14, estabelecida no presente trabalho como um parametro referente a uma aceitacao de 100% pelo consumidor, justificando, dessa forma, a atribuicao dos pesos/notas iguais a 10 para essas peneiras. A cultivar 'IAC-Diplomata' obteve tambem indice satisfatorio de PRPG por ser uma linhagem irma da cultivar 'IAC-Alvorada', sendo ambas oriundas de cruzamentos realizados no Instituto Agronomico--IAC.

A cultivar 'Perola' obteve valor medio das tres safras para PRGP inferior aos genotipos 'IAC-Alvorada', 'IAC Diplomata', 'LP 0138', 'LP 02130', 'CV 48', 'Gen 96A98-15', 'Gen 96A45', 'BRS-Grafte' e 'IAC Una' (Tabela 1). Esse resultado e um indicativo que os programas de melhoramento no Brasil estao preocupados com o tamanho do grao, realizando ensaios de VCU com linhagens que apresentem graos semelhantes ou superiores estatisticamente ao da cultivar 'Perola'. Desse modo, valores de PRPG acima de 7,0 provavelmente terao boa aceitacao de mercado, mas, alem dessa caracteristica, outros atributos de qualidade, como coloracao, massa de 1.000 graos, forma e perfil deverao ser atendidos tambem pela cultivar.

Vale ressaltar que os maiores pesos/notas foram atribuidos para as peneiras 13 e 14, uma vez que a demanda atual de mercado para o tamanho medio dos graos de feijoeiro esta em torno dessas peneiras. Sendo assim, as cultivares 'IAC-Alvorada' (carioca) e 'IAC-Diplomata' (Preto) e as linhagens 'LP 0138' (carioca), 'LP 02130' (Preto) e 'CV-48' (carioca) foram superiores para PRGP, em comparacao com os demais genotipos em estudo. No caso das linhagens 'LP 0138' e 'LP 02130', em media, estas apresentaram peneiras de tamanho 12, mas o potencial produtivo dessas linhagens e a estabilidade no tamanho de graos para peneira 12 fizeram as linhagens apresentarem um bom desempenho para PRGP, por meio da formula estipulada para essa caracteristica (Tabelas 1 e 2).

O rendimento de peneira (RP%) dos 19 genotipos semeados em nove ambientes no Estado de Sao Paulo sao apresentados na tabela 2. A cultivar 'IAC-Alvorada' mostrou-se superior no ordenamento das cultivares no conjunto das tres epocas de semeadura. Embora tenha obtido igualdade na significancia do teste de media, isso demonstra uma forte tendencia de superioridade dessa cultivar, mesmo quando comparada ao padrao 'Perola'.

Alem da cultivar 'IAC-Alvorada' (rendimento de peneira de 74,72%), a cultivar 'IAC-Diplomata' (rendimento de peneira de 72,27%) e as linhagens 'LP 01-38' (rendimento de peneira de 72,23%) e 'LP 02130' (rendimento de peneira 68,69%) tambem apresentaram as maiores medias na avaliacao conjunta das epocas de semeadura. Esses genotipos foram os que mais se destacaram, apresentando os maiores rendimentos de peneira (RP%), valores superiores as cultivares testemunhas para ambos os tipos comerciais ('Perola': 59,76 e 'IAC-Una': 62,85). Essa caracteristica e de grande importancia para o tipo de grao carioca, uma vez que o mercado consumidor atual tem preferencia para graos graudos, com alta massa de 1.000 graos e alto rendimento de peneira. PERINA et al. (2010) citam que genotipos com alta massa de 1000 graos proporcionam maior rendimento de peneira e tambem uma maior expansao volumetrica (0,54g ml-1), proporcionando um maior rendimento de panela (caracteristica desejavel pelo consumidor e pela industria empacotadora).

Para as analises de estabilidade em relacao ao indice J (Tabela 3), com base no metodo de LIN & BINNS (1988) modificado por CARNEIRO (1998), os genotipos mais estaveis quanto a forma dos graos foram: 'IAC-Diplomata' (eliptica), 'CV-48' (eliptica) e 'Gen 96A45-3-51-52-1' (eliptica). Os genotipos 'CV-48', 'IPR Siriri' (eliptica) e 'Gen 96A45-3-51-52-1' foram os mais responsivos, bem como os mais tolerantes a ambientes desfavoraveis. No entanto, pode-se concluir que, para o indice J, as linhagens 'Gen 96A45-3-51-52-1' e 'CV-48' foram as que melhor se destacaram, sendo estaveis, responsivas e tolerantes a ambientes desfavoraveis. Quanto a essa caracteristica, pode-se observar, pelo teste de Tukey, que houve diferenca estatistica entre os genotipos, na qual a 'IAC-Diplomata' (1,62mm) e 'BRS-Requinte' (1,41mm) apresentaram o maior e o menor valor, respectivamente, em relacao a forma do grao, conforme mencionados na tabela 3.

Em relacao ao mercado, o indice J e importante para determinar o padrao de mercado eliptico como desejavel, sendo as formas esfericas e reniformes consideradas fora do padrao comercial. Somente a cultivar 'BRS-Requinte' apresentou a forma dos graos esferica e teoricamente fora do padrao comercial, no entanto, devido ao seu valor 1,416 estar proximo do valor inferior da classe Eliptica (1,43) e apresentar o maior valor de Pi (menor estabilidade para formato de grao), pode-se considera-la tambem como grao Eliptico. Tambem em relacao ao indice J, avaliando o posicionamento dos genotipos na tabela 3, pode-se considerar que os valores ideais para fins de mercado estao proximos a media da classe eliptica (1,54).

Para o indice H (Tabela 4), que representa o perfil dos graos, os genotipos mais estaveis foram 'IAC-Diplomata' (cheia), 'LP 01-38' (semiachatada) e 'IAC-Alvorada' (semi-achatada), diferindo estatisticamente dos demais. Os genotipos 'LP 01-38', 'IAC-Diplomata' e 'Gen 96A3-P1-1-1' (semiachatada) foram os mais responsivos, e os genotipos 'IAC-Diplomata', 'IAC-Alvorada' e 'LP 02-130' (semiachatada) apresentaram-se como tolerantes a ambientes desfavoraveis.

Conforme a tabela 4, observa-se que, para o carater perfil do grao, os genotipos diferiram estatisticamente pelo teste de Tukey, e as cultivares 'BRS Pontal' e 'IAC-Carioca Tybata' apresentaram o menor valor, sendo classificadas como achatadas, caracteristica nao aceita pelo mercado consumidor, que apresenta preferencia por graos cheios e grandes. No entanto, como foi considerada a necessidade de graos grandes, o perfil deve ser semiachatado para nao ocorrer uma forma esferica. Assim, graos com perfil semiachatado com valores proximos ao perfil cheio (maior que 0,77) e forma eliptica sao padroes valorizados pelo mercado consumidor.

Com relacao a produtividade (Tabelas 1 e 2), os genotipos 'Perola', 'IPR Siriri' e 'LP 01-38' foram os mais produtivos. Esse resultado e importante, pois demonstra que a cultivar 'Perola' e largamente cultivada nas condicoes brasileiras por se mostrar estavel para produtividade e apresentar boa qualidade de grao. Observa-se tambem que houve uma consideravel diferenca estatistica pelo teste de Tukey para a variavel produtividade, em que os genotipos 'BRS-Pontal' (2.818kg [ha.sup.-1]), 'LP 01-38' (2.797kg [ha.sup.-1]) e 'Perola' (2.773kg [ha.sup.-1]) destacaram-se na ordem como os mais produtivos, e o 'Gen 96A3 P1-1-1' (2.193kg [ha.sup.-1]) se destacou como o menos produtivo. Esse resultado e um indicativo que os genotipos estudados apresentam, potencialmente, elevada produtividade (acima de 2.560kg [ha.sup.-1]), nao sendo essa caracteristica um fator limitante para o lancamento de novas cultivares, permitindo aumentar a busca por genotipos produtivos e com alta qualidade de graos.

CONCLUSAO

Os programas de melhoramento devem selecionar cultivares de feijoeiro que apresentem rendimento de peneira acima de 70%, producao relativa de graos em peneiras 13 e 14 acima de sete, sementes elipticas (indice J) com valor proximo a 1,54 e perfil de graos semiachatados, com valor proximo a 0,77.

REFERENCIAS

CARBONELL, S.A.M. et al. IAC-Alvorada and IAC-Diplomata: new common bean cultivars. Crop Breeding and Applied Biotechnology, v.8, p.163-166, 2008. Disponivel em: <http:/ /www.sbmp.org.br/cbab/siscbab/uploads/bd6b9df0-168c-8e69.pdf>. Acesso em: 13 ago. 2010.

CARNEIRO, P.C.S. Novas metodologias de analise da adaptabilidade e estabilidade de comportamento. 1998. 155f. Tese (Doutorado em Genetica e Melhoramento)--Universidade Federal de Vicosa, MG.

CARNEIRO, P.T.; PARRE, J.P. Importancia do setor varejista na comercializacao de feijao no Parana. Revista de Economia e Agronegocio, v.3, p.277-298, 2005. Disponivel em: <http:/ /www.economia-aplicada.ufv.br/revista/pdf/200 5/ 6_%20Artigo_19-08.pdf>. Acesso em: 13 ago. 2010.

CHIORATO, A.F. et al. IAC--Jabola and IAC--Esperanca: common bean cultivars for market niches. Crop Breeding and Applied Biotechnology, v.9, p. 199-201, 2009. Disponivel em: <http://www.sbmp.org.br/cbab/siscbab/uploads/ c8129491-875c-7779.pdf >. Acesso em: 13 ago. 2010.

COLLICCHIO, E. et al. Associacao entre o porte da planta do feijoeiro e o tamanho dos graos. Pesquisa Agropecuaria Brasileira, v.32, p. 297-304, 1997.

LIN, C.S.; BINNS, M.R. A superiority measure of cultivar performance for cultivar x location data. Canadian Journal of Plant Science, v.68, p.193-198, 1988. Disponivel em: < http://article.pubs.nrc-cnrc.gc.ca/RPAS / rpv?hm=HInit&calyLang=eng&journal=cjps&volume=68&afpf=cjps88- 018.pdf>. Acesso em: 13 ago. 2010.

MELO, L.C. et al. Interacao com ambientes e estabilidade de genotipos de feijoeiro-comum na Regiao Centro-Sul do Brasil. Pesquisa Agropecuaria Brasileira, v.42, p.715-723, 2007. Disponivel em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100- 204X2007000500015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 13 ago. 2010. doi: 10.1590/S0100-204X2007000500015.

PERINA, E.F. et al. Avaliacao da estabilidade e adaptabilidade de genotipos de feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) baseada na analise multivariada da performance genotipica. Ciencia e Agrotecnologia, v.34, p.398-406, 2010. Disponivel em: <http:/ /www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 70542010000200018&lng= pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 13 ago. 2010. doi: 10.1590/S1413-70542010000200018.

PUERTA ROMERO, J. Variedades de judias cultivadas en Espana. Madrid: Ministerio da Agricultura, 1961. 798p. (Monografias, 11).

Sergio Augusto Morais Carbonell (I) * Alisson Fernando Chiorato (I) Joao Guilherme Ribeiro Goncalves (II) Eliana Francischinelli Perina (II) Cassia Regina Limonta Carvalho (III)

(I) Centro de Graos e Fibras, Instituto Agronomico, CP 28, 13012-970, Campinas, SP, Brasil. E-mail: carbonel@iac.sp.gov.br. Autor para correspondencia.

(II) Curso PG/IAC/APTA, Campinas, SP, Brasil.

(III) Centro de Recursos Geneticos Vegetais, Instituto Agronomico, Campinas, SP, Brasil.

Recebido para publicacao 29.03.10 Aprovado em 13.08.10 Devolvido pelo autor 14.09.10 CR-3346
Tabela 1--Resultado da Producao Relativa de Graos em Peneiras (PRGP)
de furos oblongos e produtividade de graos (kg [ha.sup.-1) para as
19 linhagens e cultivares de feijao avaliadas em nove ambientes.

                "Das aguas"   "Da seca"     "De inverno"   Media

Genotipos       Media         Media         Media          Geral

                      Producao Relativa de Graos em Peneiras

IAC-Alvorada    7,89          8,28          7,62           7,93 a
IAC-Diplomata   7,79          7,43          6,84           7,35 ab
LP 01-38        7,52          7,95          6,42           7,29 ab
LP 02-130       7,39          7,08          5,87           6,78 bc
Gen 96A98-15    7,11          6,85          6,07           6,68 bcd
CV-48           6,60          7,23          6,18           6,67 bcd
IAC-Una         7,10          7,21          5,31           6,54 bcde
BRS-Grafite     5,68          7,08          6,70           6,49 bcdef
Gen 96A45       6,98          6,89          5,32           6,40 bcdefg
Perola          6,70          6,91          5,60           6,40 bcdefg
Gen 93A3        6,30          6,88          5,97           6,39 bcdefg
Z-28            7,43          6,27          4,75           6,15 cdefgh
LP 98-122       5,36          6,10          5,48           5,65 defghi
BRS-Pontal      5,86          5,56          5,19           5,54 efghi
BRS-Supremo     5,63          5,77          4,77           5,39 fghi
BRS-Requinte    5,05          5,74          5,26           5,35 ghi
IPR Siriri      5,13          5,81          4,15           5,03 hi
IAC-Tybata      4,24          5,91          4,36           4,84 i
FT-Nobre        4,43          5,25          4,42           4,70 i
Media           6,33          6,64          5,59           6,19
CV%             8,04          9,90          11,03          10,76

Genotipos       Produtividade geral
                 (kg [ha.sup.-1])

IAC-Alvorada         2536 abc
IAC-Diplomata        2485 abc
LP 01-38              2797 a
LP 02-130             2673 ab
Gen 96A98-15          2291 bc
CV-48                2504 abc
IAC-Una               2683 ab
BRS-Grafite          2478 abc
Gen 96A45            2473 abc
Perola                2773 a
Gen 93A3              2193 c
Z-28                 2561 abc
LP 98-122            2622 abc
BRS-Pontal            2818 a
BRS-Supremo          2448 abc
BRS-Requinte         2556 abc
IPR Siriri            2754 ab
IAC-Tybata           2412 abc
FT-Nobre             2589 abc
Media                  2560
CV%                    10,87

* Medias nao seguidas da mesma letra diferem entre si, com 5% de
probabilidade, pelo teste de Tukey.

Tabela 2--Rendimento de peneira (RP%) e produtividade de graos
(kg [ha.sup.-1]) para as 19 linhagens e cultivares de feijao
avaliadas em nove ambientes.

                "Das aguas"    "Da seca"    "De inverno"   Media

Genotipos       Media (RP%)    Media        Media          Geral

                             Rendimento de Peneira (%)

IAC-Alvorada    73,46          80,68        70,02          74,72 a
IAC-Diplomata   80,53          74,20        62,07          72,27 ab
LP 01-38        76,05          76,40        64,24          72,23 ab
LP 02-130       75,74          71,68        58,64          68,69 abc
Gen 96A98-15    68,72          71,47        52,06          64,08 abcd
CV-48           52,88          67,71        68,93          63,17 abcd
IAC-Una         70,83          60,98        56,71          62,85 abcd
BRS-Grafite     73,86          66,38        47,64          62,63 abcd
Gen 96A45       57,68          68,50        57,49          61,22 abcd
Perola          63,09          65,99        50,22          59,76 abcde
Gen 93A3        59,69          61,53        56,84          59,35 abcde
Z-28            75,03          61,78        38,45          58,42 abcde
LP 98-122       47,54          63,35        52,11          54,34 bcde
BRS-Pontal      54,17          54,21        43,53          50,64 cdef
BRS-Supremo     52,31          51,94        38,29          47,52 def
BRS-Requinte    41,35          53,95        47,12          47,47 def
IPR Siriri      48,68          53,62        22,92          41,74 ef
IAC-Tybata      23,48          53,10        29,07          35,22 f
FT-Nobre        30,17          44,11        30,83          35,04 f
Media           59,22          63,24        49,85          57,42
CV%             15,40          16,66        21,36          18,77

Genotipos       Produtividade geral
                 (kg [ha.sup.-1])

IAC-Alvorada         2536 abc
IAC-Diplomata        2485 abc
LP 01-38              2797 a
LP 02-130             2673 ab
Gen 96A98-15          2291 bc
CV-48                2504 abc
IAC-Una               2683 ab
BRS-Grafite          2478 abc
Gen 96A45            2473 abc
Perola                2773 a
Gen 93A3              2193 c
Z-28                 2561 abc
LP 98-122            2622 abc
BRS-Pontal            2818 a
BRS-Supremo          2448 abc
BRS-Requinte         2556 abc
IPR Siriri            2754 ab
IAC-Tybata           2412 abc
FT-Nobre             2589 abc
Media                  2560
CV%                    10,87

* Medias nao seguidas da mesma letra diferem entre si, com nivel de 5%
de probabilidade, pelo teste de Tukey.

Tabela 3--Parametros de estabilidade [P.sub.I] obtidos pelo metodo de
LIN e BINNS modificado por CARNEIRO, a partir da decomposicao em
ambientes favoraveis ([P.sub.if]) e desfavoraveis ([P.sub.id]), para
o indice J (Forma do grao em mm).

Cultivares e linhagens        Media (mm)--    Forma do grao
de feijoeiro                  [[??].sub.0i]     (indice J)

IAC--Diplomata                1,6233 a        Eliptica
CV--48                        1,6056 ab       Eliptica
Gen 96A45-3-51-52-1           1,5944 abc      Eliptica
IPR Siriri                    1,5911 abc      Eliptica
Z-28                          1,5756 abcd     Eliptica
FT--Nobre                     1,5633 bcde     Eliptica
LP-98-122                     1,5567 bcdef    Eliptica
IAC--Alvorada                 1,5422 cdefg    Eliptica
IAC--Carioca Tybata           1,5311 defgh    Eliptica
BRS--Grafite                  1,5189 defgh    Eliptica
BRS--Pontal                   1,5167 efgh     Eliptica
Perola                        1,4989 fgh      Eliptica
Gen 96A3 P1-1-1               1,4911 ghi      Eliptica
LP 01-38                      1,4867 ghij     Eliptica
Gen 96A98- 15-3-52-1          1,4811 hij      Eliptica
LP 02-130                     1,4767 hij      Eliptica
IAC-Una                       1,4333 ijk      Eliptica
BRS--Supremo                  1,4311 jk       Eliptica
BRS--Requinte                 1,4167 k        Esferica
Media                         1,52            --
Coeficiente de variacao (%)   5,11            --

Cultivares e linhagens          [P.sub.i]      [P.sub.if]
de feijoeiro                  ([10.sup.4])    ([10.sup.4])

IAC--Diplomata                0,001           0,0018
CV--48                        0,001           0,0013
Gen 96A45-3-51-52-1           0,0019          0,0017
IPR Siriri                    0,0022          0,0015
Z-28                          0,0031          0,0023
FT--Nobre                     0,0038          0,0023
LP-98-122                     0,0045          0,0043
IAC--Alvorada                 0,0053          0,0052
IAC--Carioca Tybata           0,0075          0,0094
BRS--Grafite                  0,0094          0,0059
BRS--Pontal                   0,0088          0,0094
Perola                        0,0111          0,0089
Gen 96A3 P1-1-1               0,0118          0,0109
LP 01-38                      0,0124          0,0111
Gen 96A98- 15-3-52-1          0,0136          0,0127
LP 02-130                     0,015           0,018
IAC-Una                       0,022           0,0228
BRS--Supremo                  0,0232          0,0234
BRS--Requinte                 0,0264          0,0253
Media                         --              --
Coeficiente de variacao (%)   --              --

Cultivares e linhagens         [P.sub.id]
de feijoeiro                  ([10.sup.4])

IAC--Diplomata                0
CV--48                        0,0006
Gen 96A45-3-51-52-1           0,0022
IPR Siriri                    0,0032
Z-28                          0,0042
FT--Nobre                     0,0056
LP-98-122                     0,0048
IAC--Alvorada                 0,0055
IAC--Carioca Tybata           0,0052
BRS--Grafite                  0,0138
BRS--Pontal                   0,008
Perola                        0,0138
Gen 96A3 P1-1-1               0,0129
LP 01-38                      0,014
Gen 96A98- 15-3-52-1          0,0148
LP 02-130                     0,0112
IAC-Una                       0,021
BRS--Supremo                  0,0229
BRS--Requinte                 0,0277
Media                         --
Coeficiente de variacao (%)   --

* Medias nao seguidas da mesma letra diferem entre si, com nivel
de 5% de probabilidade, pelo teste de Tukey.

Tabela 4--Parametros de estabilidade [P.sub.I] obtidos pelo metodo de
LIN e BINNS modificado por CARNEIRO, a partir da decomposicao em
ambientes favoraveis ([P.sub.if) e desfavoraveis ([P.sub.id]), para o
indice H (Perfil do grao em mm).

Cultivares e linhagens        Media (mm)--    Perfil do grao
de feijoeiro                  [[??].sub.0i]     (indice H)

IAC--Diplomata                0,8111 a        Cheia
LP 01-38                      0,7733 ab       Semi-achatada
IAC--Alvorada                 0,7711 abc      Semi-achatada
LP 02-130                     0,75 bcd        Semi-achatada
Gen 96A45-3-51-52-1           0,75 bcd        Semi-achatada
Gen 96A3 P1-1-1               0,7444 bcde     Semi-achatada
CV--48                        0,7378 bcde     Semi-achatada
FT--Nobre                     0,7356 bcde     Semi-achatada
IAC-Una                       0,7222 bcde     Semi-achatada
LP-98-122                     0,7256 cdef     Semi-achatada
Z-28                          0,7233 def      Semi-achatada
BRS--Supremo                  0,7156 def      Semi-achatada
BRS--Requinte                 0,7144 def      Semi-achatada
Perola                        0,7122 def      Semi-achatada
BRS--Grafite                  0,7056 def      Semi-achatada
IPR Siriri                    0,7033 ef       Semi-achatada
Gen 96A98--15-3-52-1          0,7033 ef       Semi-achatada
BRS--Pontal                   0,6989 ef       Achatada
IAC--Carioca Tybata           0,6889 f        Achatada
Media                         0,73            --
Coeficiente de variacao (%)   2,12            --

Cultivares e linhagens         [P.sub.i]      [P.sub.if]
de feijoeiro                  ([10.sup.4])   ([10.sup.4])

IAC--Diplomata                0,0007         0,0012
LP 01-38                      0,0016         0,0008
IAC--Alvorada                 0,0019         0,0022
LP 02-130                     0,0028         0,003
Gen 96A45-3-51-52-1           0,003          0,0031
Gen 96A3 P1-1-1               0,0036         0,002
CV--48                        0,004          0,0031
FT--Nobre                     0,0042         0,0033
IAC-Una                       0,0053         0,0044
LP-98-122                     0,0053         0,0045
Z-28                          0,0057         0,0064
BRS--Supremo                  0,0059         0,0057
BRS--Requinte                 0,0063         0,0051
Perola                        0,0065         0,0056
BRS--Grafite                  0,0079         0,0069
IPR Siriri                    0,0079         0,0046
Gen 96A98--15-3-52-1          0,0075         0,0072
BRS--Pontal                   0,0083         0,0075
IAC--Carioca Tybata           0,0094         0,0083
Media                         --             --
Coeficiente de variacao (%)   --             --

Cultivares e linhagens         [P.sub.id]
de feijoeiro                  ([10.sup.4])

IAC--Diplomata                0
LP 01-38                      0,0027
IAC--Alvorada                 0,0016
LP 02-130                     0,0026
Gen 96A45-3-51-52-1           0,0028
Gen 96A3 P1-1-1               0,0055
CV--48                        0,0052
FT--Nobre                     0,0053
IAC-Una                       0,0064
LP-98-122                     0,0063
Z-28                          0,0049
BRS--Supremo                  0,0061
BRS--Requinte                 0,0079
Perola                        00,0076
BRS--Grafite                  0,0092
IPR Siriri                    0,0119
Gen 96A98--15-3-52-1          0,0078
BRS--Pontal                   0,0093
IAC--Carioca Tybata           0,0107
Media                         --
Coeficiente de variacao (%)   --

* Medias nao seguidas da mesma letra diferem entre si, com nivel de
5% de probabilidade, pelo teste de Tukey.
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Copyright 2010 Gale, Cengage Learning. All rights reserved.

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Printer friendly Cite/link Email Feedback
Author:Carbonell, Sergio Augusto Morais; Chiorato, Alisson Fernando; Goncalves, Joao Guilherme Ribeiro; Per
Publication:Ciencia Rural
Date:Oct 1, 2010
Words:4575
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